município de Cachoeira do Sul foi elevada a condição de cidade, recebendo definitivamente o nome de São Gabriel.

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1 A LUTA PELA TERRA E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO ASSENTAMENTO CONQUISTA DO CAIBOATÉ EM SÃO GABRIEL - RS O município de São Gabriel e a territorialidade do latifúndio O município de São Gabriel está localizado na área central da Mesorregião Geográfica do Sudoeste do Rio Grande do Sul - Campanha Gaúcha, possuindo uma área total de 5.019, 646 Km 2 e uma população total de habitantes, segundo dados do último censo do IBGE (2000). Sua história e espacialidade remontam aos processos de conflitos e articulações vigentes entre as frentes de expansão colonial lusitana e hispânica para o sul do território brasileiro durante o século XVIII. A delimitação de seu espaço acompanhou a formação das missões jesuíticas na porção centro-noroeste do atual território sul riograndense. Foi sob seu território, nas coxilhas do Caiboaté 9, localizadas nas proximidades do rio Vacacaí, que se desencadeou uma das batalhas mais marcantes da história de resistência dos povos indígenas no Rio Grande dos Sul, que empreenderam diversas lutas contra sua expulsão das missões jesuítas frente o Tratado de Madri assinado pelos impérios lusitano e hispânico em A denominada pela historiografia de Batalha do Caiboaté de 1756 que fez parte o auge das Guerras Guaraníticas. Essa batalha segundo Kuhn (2003, p. 46) foi travada logo após a morte de uma das principais lideranças indígenas, Sepé Tiaraju, e nela morreram cerca de de índios, que lutavam na defesa do território onde haviam construído suas raízes. Somente no século XIX após o término das Guerras Guaraníticas, é que São Gabriel passou a receber o seu nome atual, a partir da passagem do naturalista espanhol Felix Azara. Fundador de um povoado com este nome, posteriormente este povoado foi incorporado a Rio Pardo, passando a condição de distrito e recebendo o nome de Distrito do Vacacaí, fazendo menção ao rio que corta o município. Já na segunda metade do século XIX, após ter sido incorporada ao 9 Caiboaté em Tupi-guarani significa mato cheio de frutas.

2 84 município de Cachoeira do Sul foi elevada a condição de cidade, recebendo definitivamente o nome de São Gabriel. Uma das grandes marcas que constituem a espacialidade deste município, que não foge à dinâmica vigente na produção do espaço regional da Campanha Gaúcha como um todo, é a constituição do latifúndio enquanto territorialidade hegemônica, seja através da tradicional atividade pastoril, ou do arrendamento capitalista através da introdução da lavoura tritícola e rizícola, que segundo Muller (1962) foram introduzidas a partir da década de 1950 no município e posteriormente com a lavoura de soja. É importante destacar que a produção agrícola, ainda que também seja realizada em pequenas propriedades, constitui-se como um mecanismo de reprodução do latifúndio, frente a crise da produção pecuária no Rio Grande do Sul pós século XIX. Tanto através da inserção dos próprios latifundiários na produção agrícola, quanto através do arrendamento capitalizado para outros produtores. Do convívio entre a atividade pecuária e a lavoura capitalizada, São Gabriel desenvolveu sua economia. Atrelada aos interesses destes dois setores, que passaram a introduzir atividades complementares para agregar valor a sua produção com a introdução de Frigoríficos vinculados à pecuária e dos Engenhos de Beneficiamento de Arroz e Trigo. Assim como atraíram a implementação da indústria de insumos e máquinas agrícolas para a sustentação desta produção e fomentaram o desenvolvimento das atividades comerciais. Estes processos foram marcantes na dinâmica da produção do espaço em São Gabriel. Porém, a tradição da pecuária ainda é forte, sendo que em 2008 registra-se a presença de aproximadamente 580 mil cabeças entre os rebanhos bovinos de corte e leite, e aves. Dentre a produção agrícola, destacam-se as lavouras de soja ocupando 40 mil hectares, arroz com 30 mil hectares e milho com 2 mil hectares. (Fonte: IBGE, 2008). Ainda, frente o estágio atual do desenvolvimento capitalista, o latifúndio encontra outros mecanismos para sua reprodução, como a especulação financeira e os projetos dos grupos multinacionais para a Região da Campanha Gaúcha, presentes também em São Gabriel, com a compra de grandes áreas destinadas a produção de celulose, como é possível observar na foto a seguir (figura 6).

3 85 Frente a estes processos, São Gabriel apresenta uma estrutura fundiária altamente concentrada, uma desigual distribuição de renda que resultam em uma taxa de incidência de pobreza de cerca de 30% de acordo com o IBGE (2008). Não obstante, a territorialidade do latifúndio, personificada nas classes dominantes, também constrói os mecanismos para o exercício de sua hegemonia, não só pela espera produtiva. Mas, sobretudo pelo conjunto das idéias vigentes na sociedade, através da ideologia, da política e da cultura. Figura 6.: Área de Florestamento em São Gabriel. Fonte: Pesquisa de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M A expressão deste exercício sobre a sociedade civil, pode ser identificada em instituições como o Sindicato Rural de São Gabriel, que possui como matriz políticoideológica a defesa da grande propriedade e o descrédito da necessidade de reforma agrária 10. Enquanto que sobre o aparelho de Estado, constitui um bloco histórico 11 que dá sentido à hegemonia vigente na sociedade civil, cujas expressões podem ser identificas nas políticas públicas executadas pelo governo municipal, que na visão dos integrantes do MST de São Gabriel, Movimento que intensificou suas ações no município desde 2003, é responsável por uma política de forte repressão 10 Fonte: Gorgen, S.A. Marcha ao Coração do Latifúndio. Petrópolis: Vozes, Rio de Janeiro. 11 Bloco histórico, é uma categoria utilizada por Gramsci para identificar a formação de um bloco entre as classes sociais que dá sentido as políticas executadas por um governo. Sobre o tema ver: COUTINHO, C. N. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro: Campus, 1992.

4 86 e descaso nas políticas públicas para com as famílias acampadas e assentadas em São Gabriel. É neste contexto político-territorial que se forjou um dos maiores latifúndios da Região da Campanha Gaúcha em São Gabriel, cuja área total, compreendendo diversas estâncias 12, é de aproximadamente hectares segundo o levantamento realizado pelo INCRA em 2003, pertencente à Família Southall. O qual para os fins deste estudo foi denominado Complexo Southall. A luta pela sua transformação em área de interesse social para a reforma agrária, tem desencadeado conflitos que impactam as diversas esferas da produção do espaço e da dinâmica social vigente no município. Principalmente a partir de 2003 quando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, intensificou sua luta pela desapropriação deste latifúndio e sendo que uma parte da história e espacialização desta luta, encontra-se referenciada na formação do assentamento Conquista do Caiboaté em dezembro de 2008, sobre uma das estâncias que compunham o Complexo Southall, cujas terras foram compradas pela INCRA para fins de reforma agrária A visão do MST sobre o município e região de São Gabriel Nesta investigação sobre o processo de formação do assentamento Conquista do Caiboaté, além da pesquisa bibliográfica e do levantamento de dados em fontes secundárias, buscou-se trabalhar com a visão de mundo dos agentes que protagonizam a luta pela terra, ou seja, os militantes do MST, com a perspectiva de desvelar a contradições e a instabilidade do real, presentes no cotidiano de suas lutas. Desta forma, os resultados desta pesquisa empírica são oriundos dos relatos de suas histórias de vida, apreendidos através de entrevistas semi-estruturadas com integrantes da Direção Regional do MST e membros de famílias assentadas, bem 12 De acordo com Osório (2004) e conforme registrado pela historiografia do Rio Grande do Sul, o termo estância representa, a partir do século XVIII, uma propriedade destinada à criação de gado. Entretanto, neste trabalho, este termo é utilizado como sinônimo de grande propriedade de terras.

5 87 como, da participação em espaços de socialização política do MST como o Encontro Regional, realizado em dezembro de 2009, em São Gabriel. Assim, antes de abordar o processo de espacialização da luta pela terra empreendida pelo MST que culminou na formação do assentamento Conquista do Caiboaté, procurou-se, demonstrar alguns aspectos relevantes da visão de mundo deste movimento social sobre o município e a região de São Gabriel, na perspectiva de compreender as bases que desencadearam o conjunto de suas ações. Diante das análises destes relatos, é possível afirmar a existência de um consenso entre os entrevistados sobre a compreensão de que há em São Gabriel um foco muito grande de concentração de terras e que cabe ao Movimento, transformar a região de São Gabriel, via reforma agrária. Também, as reflexões dos militantes do MST, demonstram sua compreensão sobre os processos que sustentam o latifúndio como territorialidade hegemônica. Conforme, afirma um dos entrevistados: a região da fronteira oeste era e é, uma região onde se concentram muitos latifúndios, a maioria deles improdutivos, ou que trabalham com o agronegócio, e que a realidade de hoje, nem é o agronegócio mais, são as papeleiras. [..] E que a resistência dos fazendeiros é muito forte na região. (ENTREVISTADO - 2) Esta afirmação expressa o entendimento, tanto dos processos econômicos que viabilizam a sustentação do latifúndio, quanto da organização política e ideológica das classes dominantes, na construção e defesa de sua hegemonia. Aprofundando esta visão sobre a questão da hegemonia do latifúndio na região de São Gabriel, também há o entendimento de que ainda se tem muito impregnado no município e na visão das pessoas, de que aqui é a terra dos marechais, de grandes fazendeiros, que independente de estarem ou não cultivando a terra, são seus donos, (Entrevistado 2). O que demonstra, como a hegemonia do latifúndio que se faz presente pelo conjunto das idéias propagadas na sociedade civil pelas classes dominantes. Já outro integrante da Direção Regional do MST, aborda a seguinte questão, a política regional é direcionada não a pequena propriedade, mas as grandes unidades de produção (Entrevistado 3). Aspecto, revelador da construção do bloco histórico sobre o aparelho de Estado vigente no município e na região de São Gabriel.

6 88 Portanto, a partir desta visão na qual o MST revela o poder que o latifúndio exerce sobre o conjunto da sociedade vigente no município e na região de São Gabriel, que o Movimento vem desenvolvendo a luta pela terra, que desde 2003 tem gerado diversos impactos sobre a produção do espaço e a organização social de São Gabriel, sobretudo no que diz respeito à reconstrução de territórios outrora dominados pelo latifúndio, através da formação de assentamentos rurais. 5.3 A espacialização da luta pela terra de 2003 a 2008 em São Gabriel O processo de formação do assentamento Conquista do Caiboaté, como conseqüência da desapropriação de parte do Complexo Southall em São Gabriel, decorre sobretudo da espacialização de luta pela terra empreendida pelo MST desde 2003 sobre a região e o município em questão. Mas, é importante compreender que esta luta está inserida em uma conjuntura nacional, que influencia diretamente os processos que ocorreram em nível regional e local A conjuntura nacional e a luta pela terra em 2003 A conjuntura nacional a qual estamos nos referindo, é marcada entre o final dos anos de 2002 e início de 2003, pela ascensão de um governo de centroesquerda no Brasil, diante da eleição do operário Luiz Inácio Lula da Silva para presidência da república. Este governo adotou uma postura progressista na medida em que assumiu compromissos com as reivindicações históricas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Entretanto, também estabeleceu sua governabilidade mediante alianças com setores da burguesia nacional e com o capital internacional. Logo, seus rumos serão determinados pelas disputas estabelecidas por estas forças sociais que operam interna e externamente sobre o mesmo, fazendo com que a formação socioespacial brasileira vivencie, a partir deste momento histórico, rupturas com modelo de desenvolvimento neoliberal hegemônico, a partir da década de 1990, assim como conviva com políticas que dão continuidade aos preceitos do neoliberalismo. Em síntese, a conjuntura nacional

7 89 neste período, será marcada pelos primeiros passos do Governo Lula, que pela conciliação de classes que buscou estabelecer, pode ser caracterizado como um governo eminentemente contraditório. Do ponto de vista da questão agrária, a política contraditória do governo de centro-esquerda também se faz presente. Da disputa de rumos pelo campo da esquerda, onde situa-se a atuação do MST, assim como de outros movimentos sociais e partidos políticos, formulou-se o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), o segundo da história do país, que previa dentre outras políticas, o assentamento de um milhão e oitocentas mil famílias sem terra. Pois, [...] com a vitória de Lula, os movimentos camponeses participaram das indicações de nomes para cargos de segundo escalão do governo. O MST e a CPT tiveram forte influência na nomeação de vários cargos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA, inclusive indicando para presidente o geógrafo Marcelo Resende. [...] Durante oito meses, o INCRA construiu um conjunto de políticas para atender os assentamentos em estado de precarização. Iniciou-se a elaboração de uma política de assistência técnica, foi retomada a política de educação para a os assentados, e juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), formou-se uma equipe de especialistas para a elaboração do II Plano Nacional de Reforma Agrária. (FERNANDES, 2004, p.287) Já a disputa pelo campo da direita, Fernandes (2004, p. 287) trás a tona um exemplo ao afirmar que os ruralistas participaram das indicações de nomes para o Ministério da Agricultura, garantindo dessa forma a continuidade do modelo de desenvolvimento da agropecuária implementado pelos governos militares. Entretanto, frente esta tensão entre as forças sociais, o Governo Lula ao seguir a política formulada pelo INCRA, MDA e movimentos sociais, segundo Görgen (2004), publica em maio de 2003 no Diário Oficial da União o decreto que declara o interesse social para a Reforma Agrária dos hectares do Complexo Southall, dando condições para o INCRA ajuizar a ação de desapropriação das terras. Será neste cenário, de acirramento da luta de classes no país frente à ascensão de um governo de centro-esquerda que o MST, que se intensifica a luta pela terra no Rio Grande do Sul em direção à São Gabriel. Tendo a compreensão das batalhas que ainda serão travadas tanto na sociedade civil, pois a resistência

8 90 dos latifundiários será muito forte, quanto no poder judiciário, pela influência que o latifúndio exerce sobre o aparelho de Estado, bem como, no próprio governo por suas contradições eminentes. Dentre as primeiras ações organizadas pelo Movimento, situa-se a Marcha Sepé Tiarajú em direção a São Gabriel. De acordo com Görgen (2004), essa marcha seria uma forma de dialogar com a população e demonstrar para sociedade, para os governos e para o Poder Judiciário, a necessidade da Reforma Agrária e a aberração do latifúndio. Teve seu início no dia 10 junho de 2003, em Pântano Grande, reunindo acampamentos do MST de Arroio dos Ratos, Pântano Grande, Capão do Leão, Santana do Livramento e Julio de Castilhos, que totalizavam aproximadamente oitocentas famílias que lentamente deslocaram-se pela BR- 290 a rumo São Gabriel. É a marcha rumo ao coração do latifúndio como a denomina Görgen (2004). Carrega o nome de Sepé Tiarajú, pela simbologia que o herói guarani, assassinado em 1756 nas terras que hoje fazem parte do município de São Gabriel, adquiriu no contexto da luta pela terra. Paralelamente, acontece à reação. Os latifundiários organizam uma Contra- Marcha em defesa da propriedade, que tinha por objetivo impedir a chegada do MST na cidade, destaca-se neste movimento segundo Görgen (2004), a atuação do poder executivo de São Gabriel, além da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL) e diversos sindicatos rurais patronais como o Sindicato Rural de São Gabriel. Mesmo assim, a marcha do MST ganhou cada vez mais força. Outros movimentos sociais, sindicais e instituições que defendem a reforma agrária passam a acompanhá-la, dentre estes é possível citar a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato do Professores do Rio Grande do Sul (CEPERS), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), dentre outros. Assim, a Marcha Sepé Tiarajú, encontrou abrigo em diversas cidades por onde passou, como Cachoeira do Sul, Paraíso do Sul, Restinga Seca, Santa Maria, Santa Margarida do Sul. E até mesmo em São Sepé, local em que se acirrou ainda mais a reação dos latifundiários que vinham acompanhando a Marcha Sepé Tiarajú desde sua passagem por Restinga Seca.

9 91 Nas cidades por onde passou, a marcha desenvolveu várias ações, desde manifestações públicas, como a registrada em Santa Maria por Görgen (2004), até o diálogo no cotidiano das comunidades, passando por escolas e bairros das periferias, buscando demonstrar os objetivos de sua luta. Contudo, na medida em que se aproxima de São Gabriel, as tensões passam a adquirir proporções cada vez maiores. Os latifundiários não deixam os militantes do MST dormir, organizam uma verdadeira tortura psicológica como caracteriza Görgen (2004), passam a explodir bombas, atirar pedras e ameaçar os integrantes do MST nos momentos que os mesmos montam seus acampamentos nos lugares escolhidos para a marcha descansar. A mídia, o poder judiciário e as forças policiais acompanham todas as ações de perto. Quando a mesma está prestes a se descolar para o município de São Sepé, no dia 19 de julho de 2003, os fazendeiros bloqueiam a ponte do Verde 13 que liga Santa Maria à São Sepé e impedem a passagem da marcha do MST (GÖRGEN, 2004, p.133). Somente após um longo processo de negociação a marcha prossegue, mas não consegue entrar em São Sepé. Ficando durante dias acampada em uma área cedida, nas proximidades deste município. Paralelamente, desenvolvese a disputa judicial, tanto no diz respeito a marcha, quanto ao processo de desapropriação do Complexo Southall que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Görgen (2004), a Promotoria de Justiça de São Sepé determina que as crianças devem se retirar da marcha, posteriormente veio a ação judicial da prefeitura de São Gabriel que culminou na interrupção da marcha e no impedimento de qualquer manifestação do MST, no município. Neste momento a marcha ficou estacionada em um acampamento no município de Santa Margarida do Sul a 30 quilômetros de São Gabriel. Também, o Supremo Tribunal Federal antecipa a emissão de seu parecer sobre o processo de desapropriação do Complexo Southall, sendo contrária à vistoria do INCRA que considerou suas terras improdutivas e de interesse social para reforma agrária, alegando problemas no que diz respeito a notificação do processo de vistoria realizada por este órgão. 13 Ponte situada na localidade denominada Passo do Verde, sobre o rio Vacacaí, na divisa do município de Santa Maria e São Sepé.

10 92 Mesmo assim, o MST consegue levar adiante a marcha e chegar até as proximidades de São Gabriel, onde encontrou abrigo em uma pequena propriedade cedida pela Família Pinto. Neste local, em conjunto com outros movimentos sociais que vinham apoiando a marcha, é realizada uma grande manifestação pública, e posteriormente é formado o primeiro acampamento nas proximidades de São Gabriel, denominado Sepé Tiarajú. Com o objetivo de continuar a luta pela desapropriação da fazenda Southall e levar ao conjunto da sociedade a necessidade da reforma agrária. Segundo um dos integrantes da Direção Regional do Movimento (Entrevistado 4), este acampamento permaneceu neste local aproximadamente três meses e logo rumou para a rodovia RS - 630, na localidade de Bar da Lagoa, onde permaneceu por mais três meses. Após este período de resistência, os acampados de São Gabriel juntaram-se a outra luta que estava ocorrendo no Município de Santana do Livramento A retomada da luta pela desapropriação do Complexo Southall No ano de 2006, em uma conjuntura marcada pela expansão das compras de terras pelos grupos multinacionais na Região da Campanha Gaúcha e em São Gabriel, para a produção de celulose, através dos projetos de florestamento, destinados ao setor da indústria de papéis, o MST retoma a luta pela terra em São Gabriel. A Marcha Sepé Tiarajú foi retomada, partindo de Santana do Livramento em direção à São Gabriel. Desta vez o MST consegue entrar no município e reorganiza o Acampamento Sepé Tiarajú, agora situado na localidade de Chácara das Flores dentro do município de São Gabriel, em uma propriedade de um posseiro, nas margens da antiga Rede Ferroviária Federal, pertencente a América Latina Logística (ALL). Sobre este processo de retomada da luta pela terra um dos entrevistados afirma: A marcha tinha como propósito abrir o debate da monocultura de celulose e suas conseqüências ambientais e assim fazer a disputa de projetos. Garantimos um espaço de um posseiro da antiga Rede Rodoviária Federal, hoje, América Latina Logística (ALL), para instalar nosso acampamento e

11 93 acompanhar o que se passava no latifúndio Southall que se tornou cada vez mais problemático pelas questões do passivo ambiental, da desmoralização por ser considerado improdutivo, pela propriedade estar quase toda arrendada e pelo endividamento com os cofres públicos (Entrevistado 4). Com o acampamento reorganizado, o Movimento espacializa sua luta sobre São Gabriel, realizando visitas nas comunidades e espaços públicos, dialogando com a população sobre a questão do projeto das empresas multinacionais para o município e região e sobre a possibilidade da reforma agrária como alternativa a este modelo de desenvolvimento. No início de 2007, o MST protagoniza outra ação importante para o processo de desapropriação do Complexo Southall. É organizada a marcha em direção a Coqueiros do Sul, município da metade norte do Rio Grande do Sul, onde está localizada a Fazenda Guerra. Na perspectiva do Entrevistado (4) o objetivo desta marcha era pressionar o poder público pela desapropriação das chamadas áreas símbolo pelo MST, que eram as fazendas Southall e Guerra. A importância desta luta reside fundamentalmente no compromisso firmado entre o Ministério Público Federal e Estadual, o Governo e o MST, através da assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que previa o assentamento de duas mil famílias até o início de Frente a morosidade no cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta, já em meados de 2008, o MST realiza a primeira ocupação do latifúndio Southall. E os militantes do Movimento relatam este processo da seguinte forma. Massificamos o acampamento local. Somamos a ele a força do povo de outros acampamentos das regiões norte, sul e de Porto Alegre. Organizamos o povo e marchamos do acampamento para sede da fazenda. Com cerca de 800 pessoas ocupamos o latifúndio em 11 de abril de 2008, mesmo com a barreira da Polícia Militar. Foram oito dias em que permanecemos entrincheirados com a disposição e determinação de não sair mais daquele espaço até que se tornasse assentamento. (ENTREVISTADO 4) Após a ocupação e muitos momentos de tensão, segundo o mesmo relato, o governo propôs a retirada das famílias para a localidade do Suspiro, onde encontrava-se outro latifúndio, a Fazenda São Paulo II, com a promessa de cumprir

12 94 o TAC. Assim, alguns militantes do MST retornam para o acampamento base, e outros partem em direção a este latifúndio que foi ocupado por mais de sessenta dias e entre os meses de julho e agosto de 2008, é desapropriado, dando origem ao assentamento União pela Terra que atualmente abriga 25 famílias assentadas de acordo como dados do Encontro Regional do MST (2009). Para o Movimento, este foi o marco da primeira conquista em São Gabriel, fruto da luta coletiva (Entrevistado 4). A partir de então, será retomado pelo INCRA o processo de desapropriação do complexo Southall Expressões da reconstrução territorial em São Gabriel: da Estância do Céu ao Assentamento Conquista do Caiboaté Com a ascensão da luta pela terra, o MST consegue tencionar o aparelho de Estado e a sociedade civil para retomada das discussões em torno da desapropriação do Complexo Southall. Neste momento, o proprietário das terras, encontra-se profundamente endividado com a União e com setores privados, segundo Görgen (2004) estas dívidas ultrapassam da casa dos 37 milhões de reais. Também suas terras encontram-se parcialmente arrendadas, como estratégia para não ser mais consideradas improdutivas pelo INCRA. Ainda, diante da expansão das compras de terras pelos grupos multinacionais em São Gabriel, o Complexo Southall também esteve próximo de ser negociado com a Aracruz Celulose, segundo os relatos dos membros do MST. Diante deste cenário, o INCRA retoma sua intervenção no processo e após muitas negociações consegue desapropriar parte do Complexo Southall, mediante a eliminação das dívidas do proprietário com a União e o pagamento na forma de indenização para que suas terras sejam destinadas à reforma agrária. A área desapropriada, compreende uma das estâncias do Complexo, a Estância do Céu, localizada a aproximadamente 15 Km do perímetro urbano de São Gabriel, com cerca de 4 mil hectares. O MST considera este processo contraditório, pois além de perdoar as dívidas do proprietário, o INCRA ainda pagou por suas terras. O

13 95 Movimento também cogita a existência de um superfaturamento nesta compra, questão que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal. As famílias acampadas novamente se deslocam para sede da Estância do Céu e lá permanecem até a entrega da área para a formação do novo assentamento. A área foi entregue em 18 de dezembro de 2008 e em conjunto com a mesma, foram desapropriadas outras áreas em São Gabriel e na região, como a Fazendo São Paulo I e Itaguaçú neste município, uma área no município de Santa Margarida do Sul e duas áreas no município de Alegrete, totalizando o assentamento de aproximadamente 500 famílias na região, no final do ano de Assim, a antiga Estância do Céu, latifúndio improdutivo, aos poucos vai se transformando em assentamento denominado pelo MST de Conquista do Caiboaté, onde atualmente se encontram 225 famílias assentadas que ocupam lotes de aproximadamente 12 a 15 hectares. Figura 7.: Placa de Identificação do assentamento. Fonte: Pesquisa de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M

14 96 Figura 8.: Antiga Sede de Estância do Céu. Fonte: Pesquisa de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M As figuras 7 e 8 representam os marcos que identificam o processo de construção de uma nova territorialidade sobre antiga Estância do Céu, em que a luta pela terra vem produzindo mudanças qualitativas sobre este território, que outrora constituía uma das expressões do tradicional latifúndio e a partir de sua transformação em assentamento rural, vivencia um processo de reconstrução territorial em diversas esferas, sejam estas de caráter, político-ideológico, econômico-social, e simbólico-cultural A reconstrução política, social e econômica do território e as perspectivas de desenvolvimento Frente os novos atores sintagmáticos representados pelas famílias assentadas que se reterritorializam sobre o espaço da antiga Estância do Céu e passam a transformá-la em um território de vida e da luta dos camponeses,

15 97 identidade que forjaram no movimento sem terra. O território assentamento passa a expressar um processo de reconstrução sob novas bases. A presença das 225 famílias assentadas em si já representa uma mudança qualitativa, tendo em vista que os aproximadamente 4 mil hectares que hoje pertencem ao assentamento Conquista do Caiboaté encontravam-se nas mãos de um único proprietário. Assim, o assentamento representa a possibilidade de democratização do acesso a terra, e dela se tornar o meio de sobrevivência para quem nela trabalha, através de outro modelo, que não o da grande propriedade. A figura 9, a seguir demonstra a espacialização de alguns lotes das famílias assentadas. Este processo de introdução da pequena propriedade em uma área dominada pelo latifúndio, foi marcada pela conflitualidade até mesmo na divisão dos lotes para as famílias assentadas como indica um dos entrevistados. O INCRA propôs que os lotes fossem de 10 hectares para justificar o superfaturamento na compra das terras e assentar mais famílias. O MST, propôs que fossem de 20 hectares, entendendo que a proposta de 10 hectares seria insustentável para as famílias. No final se chegou a um acordo e os lotes forma divididos, ficando com áreas entre 12 e 15 hectares. (ENTREVISTADO 5) Somente após a resolução deste impasse, as famílias que permaneciam acampadas na sede da antiga estância, puderam se deslocar para os seus lotes e iniciarem, de fato, um novo período em suas vidas.

16 98 Figura 9.:Espacialização dos lotes no assentamento Conquista do Caiboaté Fonte: Trabalho de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M Não obstante, estas famílias apesar de introduzir um modelo de propriedade distinto do hegemônico em São Gabriel, continuam cercadas pela territorialidade do latifúndio, tanto pelas outras estâncias do próprio Complexo Southall que não foram desapropriadas, quanto por outras grandes propriedades presentes em São Gabriel, como a fazenda pertencente ao grupo Antoniazzi, lindeira ao assentamento Conquista do Caiboaté. Bem como se encontra cerceado pelo poder oriundo do latifúndio sobre a sociedade civil e os aparelhos de Estado. Por isso, o MST passou a compreender que seriam necessárias muitas lutas para alterar a correlação de forças política no município, por que não serão estas 700 famílias presentes na região e nem as 500 famílias do município que conseguirão alterar esta correlação de forças, conforme o relato de um dos membros da Direção Regional do Movimento e assentado em São Gabriel.

17 99 Pra isso acontecer é necessário o assentamento de no mínimo 5 mil famílias nesta região, pois, senão ficaremos como um grupo de famílias isoladas visto as dificuldades encontradas desde o início [...] O município é muito grande e o prefeito não tem vontade política de contribuir com as famílias assentadas. Com 500 famílias não conseguiremos alterar este quadro político, (ENTREVISTADO 2). Porém, mesmo neste quadro de dificuldades, marcado pela ausência de políticas públicas e criminalização do Movimento por parte do poder público municipal, quanto pela morosidade do INCRA, na liberação dos créditos e na construção da infra-estrutura necessária para que os assentados iniciem sua produção, as famílias conseguem desenvolver novas estratégias para viver como assentados. O assentamento foi divido em três comunidades, que formam 13 núcleos de base do MST. Cada comunidade possui uma coordenação, composta pelos coordenadores dos núcleos e setores (produção, educação, finanças e segurança) do assentamento. As coordenações das três comunidades formam a Coordenação Geral do assentamento que se reúne uma vez por mês, para discutir as questões estratégicas do mesmo. Também no assentamento Conquista do Caiboaté, existem oito assentados que fazem parte da Direção Regional do MST e quatro que compõem a Direção Estadual do Movimento. (Fonte: Encontro Regional do MST ) Emerge assim, uma nova sociabilidade no território, marcada pela coletividade e solidariedade no enfrentamento dos problemas e desafios do assentamento. Espaços que anteriormente se encontravam abandonados, adquirem novas funções, como é o caso da antiga sede da Estância do Céu, que passou a ser utilizada como espaço de socialização política do MST, onde são realizadas reuniões e encontros pelos membros desta organização.

18 100 Figura 10: Encontro Regional do MST realizado em dezembro de Fonte: Trabalho de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M A figura 10 registra uma dos momentos de manifestação desta nova sociabilidade. Trata-se do Encontro Regional do MST, realizado em dezembro de 2009 no assentamento Conquista do Caiboaté, com o objetivo de discutir a organização do Movimento para Ainda, é importante destacar que esta sociabilidade não se restringe as reuniões e encontros, mas está presente no cotidiano das relações entre as famílias assentadas, que continuam organizadas enquanto Movimento dos Trabalhares Rurais Sem Terra. Do ponto de vista produtivo, mesmo com a ausência das políticas públicas, e um perfil bastante urbanizado dos assentados, conforme relatam os entrevistados, já existem 15 grupos de produção organizados, a maioria dos assentados conseguiu construir suas casas (figura 11) com recursos próprios e poucos continuam nos barracos de lona, muitos já desenvolvem algum tipo de produção conforme ilustra a figura 12.

19 101 Figura 11.: Casa de uma das famílias assentadas. Fonte: Trabalho de Campo (2009 Org. Santos, A. L. M Esta produção tem recebido incentivo de outros assentamentos e outros movimentos sociais. Segundo o assentado e membro da equipe técnica regional que está em formação, foram doados 15 mil quilos de feijão de outros assentamentos, sementes de hortaliças produzidas pelo Movimento através da Bionatur (Cooperativa de produção de sementes de Candiota- RS) e 15 mil quilos de sementes de milho pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). (Entrevistado 5)

20 102 ura 12.: Produção hortaliças em um dos lotes do assentamento. Fonte: Trabalho de Campo (2009) Org.: Santos, A. L. M Fig Neste contexto, para produzir, muitos assentados necessitam alugar máquinas particulares para lavrar e plantar na terra. Também, por ainda não conseguir sobrevier somente de sua produção, muitos saem para trabalhar fora e conseguir algum recurso. Frente estas dificuldades, algumas famílias desistiram do assentamento e saíram do MST. Por outro lado, iniciam os debates a cerca das linhas estratégicas de desenvolvimento da produção no assentamento. De acordo com os entrevistados, o assentamento contará com quatro linhas de produção: a produção de sementes e auto-sustento, a produção de hortaliças e fruticultura, a produção de leite e o cultivo do arroz orgânico. Nesse sentido, foram realizados no ano de 2009, dois seminários em parceira com a Empresa Brasileira de Produção Agropecuária (EMBRAPA), um sobre a produção do leite e outro sobre a produção em terras baixas. Dentre estas linhas de desenvolvimento está em andamento o projeto de construção de um entreposto de

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