Alteração do mecanismo relativo ao limite máximo para a despesa com medicamentos nos acordos com a indústria farmacêutica;

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1 168 IV.12. Saúde (P012) IV Políticas Os objetivos estratégicos e as prioridades do Ministério da Saúde (MS) para o ano de 2015 encontram-se explicitados em detalhe nas Grandes Opções do Plano para 2015, dando seguimento às múltiplas iniciativas levadas a cabo nos últimos três anos. De entre os resultados obtidos em , merecem especial destaque: (i) no âmbito da política do medicamento, a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI), a remoção das barreiras à entrada de genéricos e a alteração do processo de revisão anual de preços, que resultaram numa redução de despesa em medicamentos pelos utentes de 310 milhões de euros entre 2011 e 2013, a par de um aumento do consumo; (ii) a melhoria da eficiência na prestação de cuidados de saúde, através da redução do volume e do preço das horas extraordinárias, da rentabilização da capacidade interna de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, no reforço da aquisição e negociação centralizada de bens e serviços transversais, entre outras medidas; e (iii) a reorganização da rede hospitalar e o reforço da cobertura dos cuidados primários, nomeadamente através do aumento do número de Unidades de Saúde Familiar (USF), que permitiram o incremento do acesso dos utentes aos cuidados de saúde, merecendo particular referência o facto de, no final de 2013, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ter registado o menor tempo de espera para cirurgias de que há registo. Na área financeira, é de salientar a execução do Programa de Regularização de Dívidas onde foram disponibilizados fundos para o pagamento de dívidas em atraso no valor de 1,9 mil milhões de euros. Relevam também, no domínio orçamental, os esforços dirigidos à obtenção do equilíbrio global do sector da saúde, através de ações de reequilíbrio financeiro dos hospitais-empresa com situações económicas mais desequilibradas de forma a estancar a acumulação de novos pagamentos em atraso. Em particular, em 1 de janeiro de 2014 fez-se a conversão de dívidas em capital estatutário em 19 hospitais-empresa, no montante de 426 milhões de euros, com perdão de juros na ordem dos 25,2 milhões de euros. Para 2015, as políticas a implementar dão continuidade às ações que vêm sendo prosseguidas, nomeadamente as diretamente relacionadas com o Plano Nacional de Saúde Em particular, assegurar-se-á a aplicação das medidas previstas nos Programas Nacionais Prioritários e a implementação da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, que pretende melhorar a qualidade clínica e organizacional e a segurança da prestação de cuidados de saúde. Com impacto direto na estratégia de consolidação orçamental em 2015, destacam-se as seguintes medidas sectoriais: Alteração do mecanismo relativo ao limite máximo para a despesa com medicamentos nos acordos com a indústria farmacêutica; Continuação do processo de restruturação dos serviços através do aumento da eficiência na prestação dos cuidados hospitalares, racionalizando os custos operacionais dos hospitais EPE; Concretização de um benchmarking entre as unidades hospitalares, identificando áreas de ineficiência e boas práticas a implementar nas restantes unidades, com vista à convergência dos níveis de eficiência das unidades hospitalares; Devolução de hospitais às Misericórdias; Conclusão do Formulário Nacional de Medicamentos, quer para a prescrição em ambulatório quer para a prescrição hospitalar; Implementação de um sistema de avaliação de tecnologias de saúde que passe a incluir os dispositivos médicos e a reavaliar os medicamentos já em comercialização, permitindo avaliar a respetiva efetividade relativa e custo-efetividade;

2 RELATÓRIO OE Implementação de medidas conducentes ao objetivo de quota dos genéricos de 60% em volume no mercado total; Intensificação dos esforços de promoção da saúde e de prevenção da doença, com relevo para os principais determinantes de saúde, através de políticas públicas destinadas a diminuir a carga de doença e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde a longo prazo; Aplicação da Diretiva dos Cuidados Transfronteiriços; Aplicação da Lei das Terapêuticas não Convencionais; Desenvolvimento da Rede de Cuidados Paliativos; Criação da Rede de Cuidados Continuados Pediátricos; Reforço do número de camas de cuidados continuados integrados; Desenvolver os cuidados continuados de saúde mental; Reforço do capital dos hospitais em situação de falência técnica. Às medidas de caráter sectorial cujo impacto global ascende a aproximadamente 280 milhões de euros acresce parte das medidas transversais descritas na secção II A análise da evolução do PO12 em 2015 deve ainda ter em conta a passagem da tutela dos subsistemas da saúde (ADSE, SAD e ADM) para o Ministério da Saúde. Por último, merecem especial relevo as seguintes iniciativas estratégicas para 2015: O investimento nos sistemas de informação será prosseguido com a desmaterialização total da receita médica e de toda a cadeia de aviamento, faturação e conferência. Ainda nesta área, prosseguir-se-á a expansão da utilização da Plataforma de Dados de Saúde e introduzindo novas funcionalidades (imagem); Permanece o objetivo de concluir o processo concursal para a construção do Hospital Oriental de Lisboa. Este novo hospital visa concentrar as principais valências e os serviços hospitalares do Hospital de S. José, Hospital de Sto. António dos Capuchos, Hospital de Sta. Marta, Hospital de D. Estefânia, Hospital de Curry Cabral e Maternidade Dr. Alfredo da Costa. A concentração produzirá poupanças significativas através da otimização da afetação dos recursos humanos e técnicos que, no momento atual, estão dispersos por vários edifícios. IV Orçamento A despesa total consolidada do Programa da Saúde em 2015 é de 9.054,4 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 0,6% (51,6 milhões de euros) face à estimativa de despesa para 2014.

3 170 Quadro IV Saúde (P012) Despesa Total Consolidada Variação (%) Estrutura 2015 (%) Estimativa Orçamento Ajustado Estado 8.220, ,1 2,4 39,2 1. Atividades 8.213, ,0 2,4 39, Com cobertura em receitas gerais 7.750, ,2 1,9 36,8 Funcionamento em sentido estrito 30,8 25,0-18,8 0,1 Dotações específicas 7.720, ,2 2,0 36,7 Transferências Serviço Nacional de Saúde 7.720, ,2 2,0 36, Com cobertura em receitas consignadas 462,4 511,8 10,7 2,4 2. Projetos 7,0 8,1 15,7 0,0 2.1.Financiamento nacional 7,0 8,1 15,7 0,0 2.2.Financiamento comunitário 0,0 0,0 Serviços e Fundos Autónomos 8.704, ,8-5,1 38,5 Entidades Públicas Reclassificadas 47, ,5 9968,1 22,4 EPR ,7 54,5 14,3 0,3 EPR , ,0 22,1 Consolidação entre e intra-subsetores 7.969, ,4 DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 9.002, ,4 0,6 - DESPESA EFETIVA 9.002, ,0 Ativos Financeiros 0,0 23,0 Passivos Financeiros 0,0 7,4 Notas: Orçamento Ajustado = Orçamento líquido de cativos EPR 2014 entidades que já integravam o perímetro de consolidação no Orçamento do Estado de 2014 EPR 2015 entidades que passam a integrar o perímetro de consolidação no Orçamento do Estado de 2015 No subsetor Estado, a despesa relativa ao orçamento de atividades financiado por receitas gerais totaliza cerca de 7.899,2 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 1,9 % face a 2014, com especial destaque na dotação específica, que apresenta um acréscimo de cerca de 154,1 milhões de euros. No que respeita a despesa financiada por receitas consignadas apura-se um acréscimo de 10,7%, ou seja, mais 49,4 milhões de euros face a 2014, derivado, essencialmente, do aumento previsto com encargos no âmbito do regime convencionado da Direção-Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE), que em 2015 integra o Programa da Saúde. No que respeita à despesa com projetos, o aumento de 15,7% (1,1 milhões de euros) resulta, entre outros, da baixa execução esperada em O subsetor dos Serviços e Fundos Autónomos apresenta, no total, uma diminuição de 5,1 %. O universo das Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) é substancialmente alargado para 2015, pois, incorporaram o perímetro do Programa da Saúde 45 novas entidades reclassificadas, destacando-se 39 entidades públicas empresariais que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como hospitais, centros hospitalares ou unidades locais de saúde. Quadro IV Saúde (P012) Despesa dos SFA e EPR por Fontes de Financiamento 2014 Estimativa Receitas Gerais Receitas Próprias Orçamento Ajustado de 2015 Financia-mento Comunitário Transferênci as das AP Total SFA 8.704, ,2 502,8 5,6 61,2 0, ,8-5,1 Total EPR 47,7 0, ,5 17,3 4,7 0, ,5 9968,1 EPR ,7 0,0 53,7 0,8 0,0 0,0 54,5 14,3 EPR ,0 0, ,8 16,5 4,7 0, ,0 Sub-Total 8.751, , ,3 22,9 65,9 0, ,3 49,3 Transferências intra 142, ,4 185,0 0,0 3,3 0, ,6 DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 8.609, , ,7 22,9 62,6 0, ,1-0,7 DESPESA EFETIVA 8.609, , ,3 22,9 62,6 0, ,7-1,0 Outras Fontes Ativos Financeiros 0,0 0,0 23,0 0,0 0,0 0,0 23,0 Passivos Financeiros 0,0 0,0 7,4 0,0 0,0 0,0 7,4 Nota: EPR 2014 entidades que já integravam o perímetro de consolidação no Orçamento do Estado de 2014; EPR 2015 entidades que passam a integrar o perímetro de consolidação no Orçamento do Estado de 2015 Total Variação (%)

4 RELATÓRIO OE Os serviços e fundos autónomos, excluindo as EPR, apresentam uma diminuição de 442,4 milhões de euros, correspondendo a -5,1%, em 2015 face a O principal contributo para esta diminuição decorre de encargos previstos em 2014, que não têm continuação direta em 2015, como é o caso da despesa em cerca de 300 milhões de euros com os Planos de Reequilíbrio Financeiro das entidades públicas empresariais da Saúde em pior situação económico-financeira, a que acresce a despesa com o Programa de Rescisões por Mútuo Acordo. As entidades do SNS são responsáveis pela maioria da despesa, estimando-se em cerca de 8.116,8 milhões de euros a despesa para A despesa da entidade Serviços Partilhados do Ministério da Saúde única EPR em 2014 totaliza 54,5 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 6,8 milhões de euros. As EPR reclassificadas para 2015 representam uma despesa de 4.748,0 milhões de euros, 97,2% da qual respeita a EPR pertencentes ao SNS 4.615,9 milhões de euros. Quadro IV Saúde (P012) Despesa por Classificação Económica Orçamento Ajustado de 2015 SFA Total Consolidado Estrutura 2015 (%) Estado SFA EPR Total Despesa Corrente 8.410, , , , ,4 97,6 Despesas com Pessoal 24, , , , ,2 40,2 Aquisição de Bens e Serviços 486, , , , ,2 55,5 Juros e Outros Encargos 0,0 0,6 7,2 7,8 7,8 0,1 Transferências Correntes 7.886,8 128,1 9,7 137,8 52,4 0,6 das quais: intra-instituições do ministério 7.875,4 93,3 3,5 96,8 0,0 para as restantes Adm. Públicas 0,4 7,3 0,2 7,5 7,9 0,1 Subsídios 0,0 0,8 0,0 0,8 0,8 0,0 Outras Despesas Correntes 12,7 74,6 19,7 94,3 107,0 1,2 Despesa Capital 8,2 80,6 136,4 217,0 218,0 2,4 Aquisição de Bens de Capital 1,0 52,5 129,0 181,5 182,5 2,0 Transferências de Capital 7,2 5,1 0,0 5,1 5,1 0,1 das quais: intra-instituições do ministério 7,2 0,0 0,0 0,0 0,0 para as restantes Adm. Públicas 0,0 2,1 0,0 2,1 2,1 0,0 Ativos Financeiros 0,0 23,0 0,0 23,0 23,0 0,3 Passivos Financeiros 0,0 0,0 7,4 7,4 7,4 0,1 Outras Despesas de Capital 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Consolidação entre e intra-subsetores (incluindo EPR) ,4 DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 8.419, , , , ,4 100,0 DESPESA TOTAL EXCLUINDO TRANSF PARA ADM. PÚBLICAS 8.418, , , , ,4 - DESPESA EFETIVA CONSOLIDADA 8.419, , , , ,0 - Da análise ao quadro supra verifica-se que a maior parte da despesa do Programa é consumida na aquisição de bens e serviços, com um peso de 55,5 % face à despesa consolidada, estando aqui incluídas as compras de medicamentos e os meios complementares de diagnóstico e terapêutica, bem como os encargos com as parcerias público-privadas. No subsetor Estado, destacam-se os encargos com pessoal, que atingem 24,6 milhões de euros e a aquisição de bens e serviços, com 486,8 milhões de euros, sendo que a ADSE representa um peso significativo neste subsetor. No subsetor dos serviços e fundos autónomos, a aquisição de bens e serviços correntes apresenta, para 2015, uma previsão de despesa de cerca de 6.973,7 milhões de euros, onde se incluem os encargos com os contratos-programa das entidades do setor público empresarial e a despesa com a aquisição de medicamentos e serviços de saúde. As EPR apresentam um orçamento repartido essencialmente entre despesas com pessoal (53,8%) e despesas com aquisição de bens e serviços (42,6%), com uma despesa de 2.588,2 e de 2.048,7 milhões de euros, respetivamente.

5 172 Saúde Quadro IV Saúde (P012) Despesa por Medidas do Programa Estado, SFA e EPR Orçamento Ajustado de Administração e Regulamentação 1.196,8 5,6 - Investigação 41,4 0,2 - Hospitais e Clinicas ,1 65,7 - Serviços Individuais de Saúde 5.261,1 24,5 - Parceria Público Privadas 840,0 3,9 DESPESA TOTAL NÃO CONSOLIDADA ,8 100,0 DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 9.054,4 DESPESA EFETIVA 9.024,0 Estrutura 2015 (%) Ativos Financeiros 23,0 0,1 Passivos Financeiros 7,4 0,0 Na estrutura de distribuição das despesas pelas cinco medidas inscritas no Programa Saúde, destacamse as destinadas aos Hospitais e Clínicas, aos Serviços Individuais de Saúde e à Administração e Regulamentação, as quais absorvem a quase totalidade do programa. Quanto às parcerias público-privadas, o montante destina-se aos Hospitais de Braga, Cascais, Loures e Vila Franca de Xira (valores não conciliados). IV.13. Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar (P013) IV Políticas A melhoria dos índices de qualificação da população portuguesa é um fator determinante para o combate às desigualdades sociais e para o progresso, desenvolvimento e crescimento económico do país, cabendo à Educação um papel estratégico decisivo. Neste contexto, o Governo, realçando o seu compromisso com os objetivos da Estratégia Europa 2020, continua firmemente empenhado em melhorar os níveis de educação e formação de jovens e adultos, algo que se tem traduzido na diminuição progressiva da taxa de abandono precoce de educação e formação, que evoluiu de 44,2% em 2001 para 18,9% em 2013, de acordo com os dados do INE. A concretização desses objetivos determina que se intensifique a promoção do sucesso dos alunos e o combate ao abandono escolar, com medidas que vêm sendo desenvolvidas ao longo dos últimos três anos, nas seguintes áreas: Desenvolvimento de estratégias de intervenção precoce ao nível da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico; Consolidação da implementação das metas curriculares; Introdução das vias vocacionais com reforço e requalificação do ensino profissionalizante; Melhoria da aprendizagem ao longo da vida; Promoção da autonomia escolar; Melhoria da avaliação externa a todos os níveis do sistema educativo.

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