RECUPERAÇÃO JUDICIAL

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1 OBJETIVOS Analisar a recuperação extrajudicial como um procedimento especial de jurisdição voluntária. Conhecer e justificar a caracterização do processo de recuperação extrajudicial. Saber quais os órgãos do procedimento de recuperação extrajudicial. Verificar que a homologação do plano de recuperação extrajudicial altera as relações econômicas das partes envolvidas, mas de forma restrita. Isso quer dizer que a sentença de homologação funciona como uma espécie de referendo legal para devedor e credores colocarem em prática aquilo que eles próprios combinaram. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Não há intervenção judiciária no pacto, que deve envolver exclusivamente as partes. É um procedimento especial de jurisdição voluntária, previsto nos arts. 161 a 166, LFR. Permite um acordo, fora do âmbito judicial, proposto pela empresa em momento de crise financeira. Apenas após o entendimento é que o plano de recuperação se submete à homologação do juiz, a fim de provocar os requisitos de validade e eficácia. A negociação de um plano de recuperação extrajudicial com credores visa a reestruturar as contas do devedor, facilitando a este o cumprimento de suas obrigações, afastando, dessa maneira, eventual pedido de falência. Objetiva permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, permitindo a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica, consoante CAMPINHO, O devedor que preencher os requisitos da Lei nº /2005 LFR poderá propor e negociar com credores o Plano de Recuperação Extrajudicial; LFR, art O devedor não poderá requerer a homologação de plano extrajudicial se tiver obtido homologação de outro plano de recuperação extrajudicial há menos de 2 (dois) anos. Art. 161, 3º, LFR No processo de recuperação extrajudicial, os credores são chamados a renegociar seus créditos, de forma a permitir que a empresa se reestruture sem comprometimento das características, prazos e valores dos créditos pertencentes aos demais credores. Nada obstante à nomenclatura recuperação judicial, há, ao final, a participação do Poder Judiciário. Toda negociação junto aos credores é feita em paralelo, porém, para que prevaleça, faz-se necessária a homologação de seus termos. O devedor poderá requerer a homologação em juízo do plano de recuperação extrajudicial, juntando sua justificativa e o documento que contenha seus termos e condições, com as assinaturas dos credores que a ele aderiram, art. 162, LFR. Se o plano de recuperação extrajudicial homologado envolver alienação judicial de filiais ou de unidades produtivas isoladas do devedor, o juiz ordenará a sua realização, observado, no que couber, o disposto no art. 142 da Lei de Recuperação Judicial, da Extrajudicial e da Falência do Empresário e da Sociedade Empresária, art. 166, LFR. Deve ser ressaltado que a lei de recuperação e falência não exclui outras modalidades de acordos privados entre devedor e credores (LFR, art. 167), pois o mais importante deve ser a resolução das pendências com um mínimo de interferência possível no desenvolvimento da atividade econômica do devedor. CARACTERIZAÇÃO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL As características principais necessárias à instalação do processo, na conformidade do que dispôs a LFR, são: PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 1

2 a) facultativa (LFR, art. 162): é a homologação do plano de recuperação extrajudicial que conta com a adesão da totalidade dos credores. Motivos: dar maior solenidade ao ato e possibilitar a alienação por hasta judicial das unidades produtivas isoladas quando prevista a medida; LFR, art Prazo para impugnação: 30 (trinta) dias seguintes à publicação do edital. Matérias que podem ser suscitadas LFR, art. 164, 3º. b) obrigatória (LFR, art. 163): ocorre quando uma minoria discorda do plano proposto. Deve ser assinada por 3/5 (três quintos) de todos os créditos de cada espécie por ele abrangido. Assim, para caracterização da recuperação extrajudicial, faz-se necessário o que segue. Devedor empresário Da mesma forma que na falência, também só pode celebrar o acordo aquele devedor qualificado como empresário ou sociedade empresária. Na recuperação extrajudicial, o devedor tem a faculdade de escolher os credores com quem deseja negociar no plano, que poderão aceitar, ou não, o acordo (diferente da recuperação judicial, em que não há opção de escolha). Os credores que não aceitarem a proposta de recuperação extrajudicial e os que se encontram legalmente excluídos desta, mantêm seus direitos de ações e execuções e pedido de falência contra o devedor. Algumas sociedades estão legalmente excluídas da recuperação extra-judicial. São elas: a) empresa pública; b) sociedade de economia mista; c) instituição financeira, pública ou privada; d) cooperativa de crédito; e) administradora de consórcio; f) entidade de previdência complementar; g) sociedade operadora de plano de assistência à saúde; h) sociedade seguradora; i) sociedade de capitalização, e outras para as quais exista lei específica, à exceção das empresas de serviços aéreos, conforme a combinação dos arts. 198 e 199, LFR. Os requisitos são: Subjetivos LFR, arts. 161 c.c. 48: a) não possuir nenhum pedido de recuperação judicial em tramitação, art. 161, 3º, LFR; b) exercer regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos; c) não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; d) não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial; e) não ter, há menos de 8 (oito) anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de recuperação judicial para micro e pequena empresa; f) não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na lei concursal. Objetivos: a) Não pode haver previsão de pagamento antecipado de dívidas (LFR, art. 161, 2º, primeira parte); b) Tratamento paritário a todos os credores (LFR, art. 161, 2º, segunda parte); c) Não pode abranger senão os créditos constituídos até a data do pedido de homologação (LFR, art. 163, 1º); PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 2

3 d) Na alienação de bem objeto de garantia real, a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante a aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia (LFR, art. 163, 4º); e) O plano não pode estabelecer o afastamento da variação cambial nos créditos em moeda estrangeira, sem contar com a anuência do respectivo credor (LFR, art. 163, 5º). Após a distribuição do pedido de homologação, os credores que aderiram ao plano não podem mais desistir da adesão, salvo com a anuência dos demais signatários. Plano de recuperação extrajudicial A disciplina impõe a discussão entre devedor e credores como meandro para a obtenção do benefício. Somente após esse entendimento a respeito do plano de recuperação extra judicial, o devedor encaminhará o pedido ao juiz, devidamente acompanhado do plano. Não podem participar do plano, conforme a combinação do art. 161, 1º, art. 49, 3º, e art. 86, II, LFR: Abranger titulares de créditos de natureza tributária, derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes do trabalho, ou ainda os créditos previstos nos arts. 49, 3º e 86, II, LFR, conforme art. 161, 1º, LFR; Contemplar o pagamento antecipado de dívidas ou o tratamento desfavorável dos credores que não estejam sujeitos ao plano, art. 161, 2º, LFR; Estabelecer o afastamento da variação cambial nos créditos em moeda estrangeira sem contar com a anuência expressa do respectivo credor, art. 163, 5º, LFR. Obs.: Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) é uma antecipação em moeda nacional a que o exportador tem acesso no ato da contratação do câmbio, sempre que esse contrato precede o embarque. Todos esses deverão ter conservadas as condições originalmente contratadas. Após a distribuição do pedido de homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial, os credores não poderão desistir da adesão ao Plano, exceto com a anuência expressa de todos os demais signatários, art. 161, 5º, LFR. As previsões dos arts. 162 e 163, LFR, permitem defender as exigências de 2 (dois) tipos de procedimento de recuperação extrajudicial: um, tendo por base o art. 162, LFR, em que se submetem apenas os credores que assinem o plano de recuperação; outro, baseado no art. 163, LFR, possibilita a imposição do plano de recuperação extrajudicial à minoria. Assim, o plano de recuperação extrajudicial pode ser imposto aos credores minoritários dissidentes do plano proposto pelo devedor se firmado por credores que representem mais de 3/5 (três quintos) de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos, art. 163, LFR. Nessa hipótese, o devedor pode ajustar um plano de recuperação abrangendo a totalidade de uma ou mais espécies de créditos previstos no art. 83, LFR: inciso II créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado; inciso IV créditos com privilégio geral; inciso VI créditos quirografários; inciso VIII créditos subordinados. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 3

4 Obtendo anuência de 3/5 (três quintos) de cada uma dessas classes de credores, o ajuste será imposto ao 2/5 (dois quintos) restantes dos credores dessas mesmas classes. Frise-se que, para fins exclusivos de apuração do percentual de 3/5 (três quintos) citado, devem ser seguidas as seguintes regras: a) não são considerados os créditos não incluídos no plano de recuperação extrajudicial; LFR, art. 163, 2º; b) crédito em moeda estrangeira é convertido para moeda nacional pelo câmbio da véspera da data da assinatura do plano de recuperação; LFR, art. 163, 3º, I; c) não são computados os créditos detidos pelos sócios do devedor, bem como pelas sociedades coligadas, controladoras e controladas ou as que tenham sócio ou acionista com participação superior a 10% (dez por cento) do capital social do devedor ou em que o devedor ou algum dos seus sócios detenham participação superior a 10% (dez por cento) do capital social; LFR, art. 163, 3º, II. Trata-se, portanto, de procedimento de recuperação extrajudicial do art. 163, LFR, de procedimento bastante distinto daquele do art. 162, LFR, que obriga apenas os credores que tenham assinado o plano de recuperação. Naquele, há a imposição coercitiva para quem não tenha aceitado a proposta da empresa devedora das novas condições (prazo, montante etc.) do pagamento do respectivo crédito. Neste, abrigam-se apenas os credores que tenham, expressamente, aceitado a proposta da empresa devedora. O pedido e a sentença de homologação do plano de recuperação extrajudicial Acordadas com os credores as condições do plano de recuperação extra judicial, compete ao devedor requerer ao juiz do local do principal estabelecimento do devedor, ou da filial da empresa que tenha sede no Brasil, a sua homologação. Existem duas hipóteses de homologação em juízo do plano de recuperação extrajudicial, sendo: Homologação facultativa consiste na homologação do plano de recuperação extrajudicial que conta com a adesão da totalidade dos credores atingidos pelas medidas nele previstas; Homologação obrigatória consiste na homologação de plano de recuperação extrajudicial que conta com a adesão de, pelo menos, 3/5 de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos. Se homologado (via sentença), o acordo constituirá lei entre as partes, que deverão respeitá-lo em sua integridade. Não produz, contudo, outros efeitos, como se verá adiante, mantendo-se o devedor na administração do negócio, a fim de proporcionar-lhe novamente saúde financeira, consoante CAMPINHO, SUJEITOS PASSIVOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Da mesma forma que na falência, apenas para devedores, pessoas físicas ou jurídicas, que se enquadrem na qualidade de empresários e de sociedades empresárias, pode ser concedida homologação judicial de um plano de recuperação extrajudicial. Nunca é demais repetir, contudo, que só empresários regularmente constituídos há mais de 2 (dois) anos podem obter a homologação, art. 48, caput, combinado com o art. 161, 1º, LFR. Não alcança os titulares de crédito de natureza tributária, trabalhista ou decorrente de acidente do trabalho, alienação fiduciária e arrendamento mercantil. SUJEITOS ATIVOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL O pedido de homologação judicial para o plano de recuperação extrajudicial do empresário e da sociedade empresária compete exclusivamente ao devedor empresário, nunca aos credores. Logo, o PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 4

5 sujeito ativo em processo de recuperação extrajudicial será sempre o devedor empresário que preencher os seguintes requisitos (que são os mesmos para o pedido de recuperação judicial); LFR, arts. 161 c.c. 48. A recuperação extrajudicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente; LFR, arts. 161 e 48, parágrafo único. ÓRGÃOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Bem mais simplificado que o processo falimentar ou mesmo, se comparado com a recuperação judicial, na recuperação extrajudicial não há obrigatoriedade da participação do Ministério Público, da mesma forma que não se exige a nomeação de um administrador judicial. O Ministério Público, contudo, atuará na hipótese de se verificarem indícios de crime falimentar, conforme a combinação dos arts. 179, 180, 183 e 187, 2º, LFR, quando poderá oferecer denúncia. Também o comitê de credores e a assembleia geral de credores são órgãos exclusivos da falência e da recuperação judicial. Portanto, somente a autoridade judiciária encarregada da homologação do plano de recuperação extrajudicial é que pode ser considerada órgão no processo. Ademais, os envolvidos são devedor e credores. O JUÍZO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL A escolha do juiz designado para a homologação do plano de recuperação extrajudicial deve seguir a prescrição do art. 3º, LFR, recaindo em que onde se situe o principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil. Enquanto o juízo da falência atrai todas as outras questões de caráter econômico envolvendo o falido, com algumas exceções, o mesmo não se dá no processo de recuperação extrajudicial. Neste, a participação da autoridade judiciária é bem mais restrita, limitando-se praticamente à homologação, ou não, do plano previamente acordado entre devedor e credores. O juízo competente convocará a assembleia geral de credores por edital publicado no órgão oficial e em jornais de grande circulação nas localidades da sede e filiais, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, art. 36, LFR. No rol das ações excluídas do juízo universal da falência, estão aquelas não reguladas na lei falimentar em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo, art. 76, LFR. EFEITOS JURÍDICOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL A homologação do plano de recuperação extrajudicial altera as relações econômicas das partes envolvidas, mas de forma restrita. Isso quer dizer que a sentença de homologação funciona como uma espécie de referendo legal para devedor e credores colocarem em prática aquilo que eles próprios combinaram, segundo SANTOS (2012). A sentença não tem o condão de provocar, por exemplo, a suspensão do curso da prescrição das outras ações e execuções em face do devedor, da forma como acontece na falência ou na recuperação judicial, ou mesmo, a rescisão de contratos bilaterais que envolvam o devedor. Igualmente continua a possibilidade de outro credor, não envolvido no plano, requerer a falência do devedor. O mesmo pode ser repetido tanto para o negócio como para os bens do devedor, pois a homologação da recuperação extrajudicial em nada deverá afetar o funcionamento da empresa, muito menos, a disponibilidade do devedor sobre seus bens. O objetivo esperado é contornar uma situação de falta de liquidez enfrentada pelo empresário, sem afetar o curso regular de suas atividades econômicas. O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Devem ser analisadas as 2 (duas) fases componentes do processo: o pedido e a sentença de homologação, obedecendo à mesma didática empregada no estudo da falência. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 5

6 9O pedido Depois de distribuído o pedido à autoridade judiciária, não podem os credores desistir da adesãoao plano, salvo com a anuência dos demais signatários do pacto, incluindo os outros credores e o devedor; LFR, art. 161, 1º. O devedor poderá requerer a homologação em juízo da recuperação extrajudicial, juntando sua justificativa e o documento que contenha seus termos e condições, com as assinaturas dos credores, bem como: A sentença a exposição de sua situação patrimonial; as demonstrações contábeis relativas ao último exercício social e as levantadas especialmente para instruir o pedido; os documentos que comprovem os poderes dos subscritores para novar ou transigir, relação nominal completa dos credores, com a indicação do endereço de cada um, a natureza, a classificação e o valor atualizado do crédito, discriminando sua origem, o regime dos respectivos vencimentos e a indicação dos registros contábeis de cada transação pendente. Recebido o pedido, o juiz ordenará a publicação de edital no órgão oficial e em jornal de circulação nacional ou das localidades da sede e das filiais do devedor, quando os credores terão um prazo de 30 (trinta) dias para impugnar o plano, contado da publicação do referido edital. Para tanto, não poderão alegar mais do que: a) não preenchimento do percentual mínimo previsto no caput do art. 163, LFR - assinatura de credores representativos de mais de 3/5 (res quintos) de todos os créditos de cada espécie; b) prática, por parte do devedor, de qualquer dos atos de falência a que se refere no art. 94, III, LFR, assim como se restar comprovada a intenção de fraudar credores, na forma prescrita no art. 130, LFR; c) descumprimento de qualquer outra exigência legal. Apresentada a impugnação restrita ao conteúdo do 3º do art. 164 da LFR, será aberto prazo de 5 (cinco) dias para manifestação do devedor, após o que o juiz decidirá, no prazo de 5 (cinco) dias, a respeito da homologação do plano, que será feita via sentença. Na hipótese de não homologação, não há prazo carencial para novo pedido; LFR, art. 164, 8º. Da sentença cabe recurso de apelação sem efeito suspensivo. A sentença de homologação do plano de recuperação extrajudicial constituirá título executivo judicial, nos termos do CPC. Assim, seu descumprimento enseja execução específica, o que afasta o cabimento de pedido de falência com base no descumprimento de plano de recuperação extrajudicial. Diverso do que ocorre na recuperação judicial: a decisão que concede a recuperação judicial também constitui título executivo judicial; LFR, art. 59, 1º, no entanto, a própria lei dispõe que o descumprimento de qualquer obrigação prevista neste plano acarretará a convolação da recuperação em falência; LFR, art. 61, 1º. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 6

7 Quadro: ORGANOGRAMA DE PROCESSAMENTO DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Pedido de homologação judicial Autuação Indeferimento da liminar (CPC, art. 267) Despacho de processamento Determinação de emenda (CPC, art. 284) Convocação dos credores Por edital Por carta Impugnação Manifestação Julgamento Apelação Procedente Improcedente Apelação Plano de recuperação extrajudicial Novo pedido FONTE; LEI Nº /2005 EFEITOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL O plano de recuperação extrajudicial produzirá efeitos após sua homologação judicial. A lei permite, entretanto, a produção de efeitos anteriores à homologação, desde que exclusivamente em relação à modificação do valor ou da forma de pagamento dos credores signatários; LFR, art Rejeitado o plano pelo juiz, devolve-se aos credores signatários o direito de exigir seus créditos nas condições originais, deduzidos os valores efetivamente realizados. Em relação à ordem de prioridade no recebimento dos créditos, deve prevalecer o que foi acordado no plano, não existindo imposição legal a respeito. Na hipótese de não homologação do plano de recuperação extrajudicial o devedor poderá, cumpridas as formalidades, apresentar novo pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial. O 2º do art. 187, LFR prevê a possibilidade de, em qualquer fase do processo, haver a apuração da ocorrência de crime falimentar, mesmo em se tratando de recuperação extrajudicial. A Lei de Recuperação Judicial, da Extrajudicial e da Falência do Empresário e da Sociedade Empresária prevê a possibilidade de o empresário renegociar seus débitos mediante os institutos da recuperação judicial e da recuperação extrajudicial. Acerca das semelhanças e diferenças entre ambos os institutos, pode-se verificar que diferentemente do previsto para a recuperação extrajudicial, o pedido de recuperação judicial poderá acarretar a suspensão de ações e execuções contra o devedor antes que o plano de recuperação do empresário seja apresentado aos credores, arts. 52, III c/c art. 161, 4º, LFR. QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 7

8 Extraídas de Exames da OAB e/ou concursos. RECUPERAÇÃO JUDICIAL 01) Assinale a alternativa que especifica um dos requisitos objetivos para a homologação do plano de recuperação extrajudicial: A) Existência de plano de reestruturação do capital, propiciando o ingresso de recursos. B) Não pode ser previsto no plano o pagamento antecipado de nenhuma dívida. C) Previsão de realização parcial do ativo para a obtenção de recursos necessários ao plano de recuperação da empresa. D) Previsão de equalização de encargos financeiros, com redução de direitos creditórios dos credores da empresa. 02) No caso de apresentação do Plano de Recuperação Extrajudicial, uma das afirmações abaixo é a única inteiramente CORRETA. Assinale-a. A) O plano de recuperação extrajudicial poderá contemplar o pagamento antecipado de dívidas bem como tratamento diferenciado aos credores que não estiverem sujeitos a ele. B) O plano de recuperação extrajudicial produz efeitos mesmo antes de sua homologação judicial. C) Se for apresentada impugnação ao Plano, será aberto o prazo de 10 (dez) dias para que o devedor sobre ela se manifeste. D) Após a distribuição do pedido de homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial, os credores não poderão desistir da adesão ao Plano, exceto com a anuência expressa de todos os demais signatários. 03) Analise as proposições abaixo e, após, assinale a assertiva CORRETA: I A homologação do plano de recuperação extrajudicial pode ser obrigatória, desde que assinado por credores que representem mais de 4/5 (quatro quintos) de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos. II Os efeitos da homologação podem ser pretéritos, desde que digam respeito ao valor ou forma de pagamento de crédito titularizado por credor que assina o plano. III O prazo para impugnar o pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial é de 60 (sessenta) dias, contado da publicação do edital convocando os credores. IV Na homologação obrigatória do plano de recuperação extrajudicial, os créditos em moeda estrangeira devem ser convertidos para a moeda nacional, segundo a taxa de câmbio da data da assinatura do plano pelos credores aderentes. A) Todas as proposições são verdadeiras. B) Todas as proposições são falsas. C) Apenas uma das proposições é verdadeira. D) Apenas uma das proposições é falsa. 04) Em relação à Lei da Recuperação Judicial, da Extrajudicial, da Falência do Empresário e da Sociedade Empresária (Lei nº /2005): I a recuperação extrajudicial, que tem por objetivo a continuidade da vida da empresa e a manutenção dos empregos, não afeta os contratos de trabalho e os créditos dos trabalhadores; II o plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a um ano para pagamento dos créditos decorrentes das relações de trabalho ou decorrentes de acidentes do trabalho vencidos até a data do pedido da recuperação judicial; III o plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 90 (noventa) dias para o pagamento, até o limite de cinco salários mínimos, dos créditos de natureza estritamente salarial, vencidos nos seis meses anteriores ao pedido de recuperação judicial; PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 8

9 IV na falência, os créditos trabalhistas são classificados em primeiro lugar para pagamento, mas limitados a cento e cinquenta salários mínimos por trabalhador. Analisando-se as asserções acima, pode-se afirmar que: A) todas as assertivas estão corretas; B) apenas as assertivas II e IV estão incorretas; C) apenas as assertivas I, II e IV estão corretas; D) todas as alternativas estão incorretas. 05) A Lei nº / LFR prevê a possibilidade de o empresário renegociar seus débitos mediante os institutos da recuperação judicial e da recuperação extrajudicial. Acerca das semelhanças e diferenças entre ambos os institutos, assinale a opção correta. A) Ambos os procedimentos exigem que o devedor apresente plano de recuperação, o qual somente vinculará os envolvidos se devidamente aprovado em assembleia geral de credores. B) Diferentemente do previsto para a recuperação extrajudicial, o pedido de recuperação judicial poderá acarretar a suspensão de ações e execuções contra o devedor antes que o plano de recuperação do empresário seja apresentado aos credores. C) Diferentemente do previsto para a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial limita-se a procedimento negocial entre o devedor e os respectivos credores, excluída a participação do Poder Judiciário em qualquer uma de suas fases. D) Ambos os procedimentos envolvem a negociação de todos os créditos oponíveis ao devedor, sendo a recuperação extrajudicial reservada apenas às microempresas e empresas de pequeno porte. 06) Com relação à recuperação judicial, analise as afirmativas a seguir. I. O processo de recuperação judicial aplica-se a todos os tipos de sociedade dotadas de personalidade jurídica. II. O plano de recuperação judicial deverá ser apresentado pelo devedor em Juízo no prazo de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial. III. Segundo a Lei n , de 9 de fevereiro de 2005 que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, convolam-se em recuperação judicial os processos de concordata ajuizados antes do início de sua vigência. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se somente a afirmativa I estiver correta. (C) se somente a afirmativa II estiver correta. (D) se somente a afirmativa III estiver correta. 07) De acordo com a Lei /2005, que dispõe sobre a recuperação judicial e falência de empresas, o prazo para o pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho, a ser observado no respectivo plano de recuperação: (A) não poderá ser superior a um ano; (B) não poderá ser maior que seis meses; (C) não poderá ser superior a noventa dias, em relação aos créditos de natureza estritamente salarial; (D) não poderá ser superior a sessenta dias, em relação aos créditos de natureza estritamente salarial e aqueles decorrentes de acidente de trabalho. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 9

10 08) Constitui fundamento do pedido de falência, a hipótese de o devedor, no prazo estabelecido, deixar de cumprir: (A) a obrigação assumida perante o Comitê de Credores. (B) a obrigação assumida por meio de títulos de créditos, líquidos e certos. (C) a obrigação assumida no plano de recuperação judicial. (D) a obrigação assumida no processo de execução fiscal. 09) O juiz decretará a falência durante o processo de recuperação judicial: I. quando houver sido rejeitado o plano de recuperação; II. por descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação; III. pela não apresentação, pelo devedor, do plano de recuperação no prazo improrrogável de trinta dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial; IV. se o devedor, sem previsão no plano de recuperação judicial, procede à liquidação precipitada de seus ativos. É correto apenas o que se afirma em: (A) I, II e IV. (B) I, II e III. (C) I e II. (D) II. 10) Em relação à recuperação judicial, (A) É requisito de admissibilidade do pedido de recuperação judicial o exercício regular das atividades empresariais há pelo menos cinco anos. (B) O pedido de recuperação judicial é personalíssimo do devedor, não podendo ser pleiteado pelo cônjuge sobrevivente, herdeiros, inventariante ou sócio remanescente. (C) Apenas os créditos vencidos na data do pedido de recuperação judicial estão a ela sujeitos. (D) Os credores do devedor em recuperação judicial conservam seus direitos e privilégios contra os coobrigados, fiadores e obrigados de regresso. 11) Caso seja concedida, pelo juiz, a recuperação judicial de sociedade empresária, conforme a Lei /2005, só então ocorrerá, necessariamente, a: (A) novação dos créditos envolvidos pelo plano de recuperação, sem prejuízo das garantias oferecidas por fiadores e obrigados de regresso. (B) formação de assembleia geral de credores para acompanhar a recuperação judicial até o seu término regular ou a sua convolação em falência. (C) suspensão do curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. (D) substituição dos antigos administradores da empresa devedora por administrador judicial, a quem competirá fazer cumprir o plano de recuperação aprovado em assembleia de credores. 12) Sobre Falência e Recuperação Judicial, marque a alternativa INCORRETA. (A) Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência as obrigações a título gratuito e as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio como devedor. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 10

11 (B) Os membros do Comitê não terão sua remuneração custeada pelo devedor ou pela massa falida, mas as despesas realizadas para a realização de ato previsto na Lei nº 11101/2005, se devidamente comprovadas e com autorização do juiz, serão ressarcidas atendendo às disponibilidades de caixa. (C) A distribuição do pedido de falência ou de recuperação judicial previne a jurisdição para qualquer outro pedido de recuperação judicial ou de falência, relativo ao mesmo devedor. (D) O administrador judicial será profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas ou contador, sendo vedada a nomeação de pessoa jurídica. 13) A respeito do Administrador Judicial, no âmbito da recuperação judicial, é correto afirmar que: (A) Será escolhido pela Assembleia Geral de Credores. (B) O Administrador Judicial, pessoa física, pode ser formado em Engenharia. (C) Perceberá remuneração fixada pelo Comitê de Credores. (D) Somente pode ser destituído pelo Juízo da Falência na hipótese de, após intimado, não apresentar, no prazo de 5 dias, suas contas ou os relatórios previstos na Lei / ) No que diz respeito à recuperação judicial, assinale a opção correta. (A) Somente os credores têm legitimidade para convocar a assembleia dos credores, sempre que considerarem conveniente fazê-lo. (B) Por disposição legal, a assembleia dos credores não é competente para aprovar o plano de recuperação apresentado pela devedora. (C) Em razão da função social que desempenha, qualquer empresa pode beneficiar-se do processo de recuperação. (D) Prevê a legislação que a dilação do prazo ou a revisão das condições de pagamento são meios de recuperação da atividade econômica. 15) É correto afirmar que pode requerer recuperação judicial o devedor que: (A) não tenha, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial. (B) exerça regularmente suas atividades há mais de cinco anos. (C) não tenha, há menos de cinco anos, obtido parcelamento de débitos inscritos na dívida ativa da União, Estados ou Municípios. (D) não tenha, há menos de cinco anos, seu nome inscrito em cadastros de devedores inadimplentes. 16) Assinale a alternativa correta: I. O warrant, quando destacado do conhecimento de depósito, torna-se título abstrato. II. A duplicata de fatura é título que admite aval. III. Número inferior a três membros não impede o funcionamento do Comitê de Credores na falência. IV. O deferimento do processamento da recuperação judicial é causa suspensiva da prescrição de execução movimentada por credores particulares em face do sócio solidário. (A) Somente as proposições I e IV estão corretas. (B) Somente as proposições II, III e IV estão corretas. (C) Somente as proposições I, III e IV estão corretas. (D) Somente as proposições II e III estão corretas. PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 11

12 17) Assinale a opção correta com referência à recuperação judicial. (A) Cumpridas as exigências legais, prossegue-se no procedimento de recuperação, e, caso não seja apresentada objeção, o juiz concederá a recuperação judicial. (B) Em sede de recuperação judicial, o juiz deverá deferir o parcelamento dos créditos das fazendas públicas e do INSS, determinando ao registro público de empresas a anotação da recuperação judicial. (C) As microempresas e as empresas de pequeno porte deverão apresentar plano especial de recuperação judicial abrangendo os créditos quirografários e fiscais e o arrendador mercantil. (D) O credor que se oponha a plano de recuperação judicial de uma empresa deve, antes de manifestar ao juiz sua objeção, sujeitar sua proposta à aprovação da assembleia geral de credores. 18) Leia as afirmativas sobre o Plano de Recuperação Judicial. I. O plano de recuperação será apresentado pelo devedor em juízo no prazo improrrogável de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial, sob pena de convolação em falência. II. O plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 2 (dois) anos para pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho, vencidos até a data do pedido de recuperação judicial. III. Quanto aos créditos de natureza estritamente salarial, vencidos nos 4 (quatro) meses anteriores ao pedido de recuperação judicial, o plano não poderá prever prazo superior a 90 (noventa) dias para o pagamento, até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por trabalhador. IV. O plano de recuperação judicial deverá conter: (I) discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a serem empregados; (II) demonstração de sua viabilidade econômica; e (III) laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor, subscrito por profissional legalmente habilitado ou por empresa especializada. Está correto, apenas, o que se afirma em: (A) I, III e IV. (B) I e III. (C) I e IV. (D) II e III. 19) Sobre a recuperação judicial, assinale a única alternativa correta: (A) Não é possível submeter sociedades seguradoras e sociedades operadoras de plano de assistência à saúde à recuperação judicial. (B) Ficam impedidos de requerer a recuperação judicial o empresário ou sociedade empresária que já obtiveram a concessão da mesma prerrogativa há pelo menos 10 anos. (C) A recuperação judicial priva os sócios da empresa da administração dos bens empresariais, salvo se houver autorização do Comitê de Credores pela manutenção daquele na condução da atividade empresarial. (D) Segundo o entendimento jurisprudencial atual do Excelso Supremo Tribunal Federal, há sucessão trabalhista de empresa que arrematou, em leilão judicial, filial ou unidades produtivas de empresa que se encontra em recuperação judicial. 20) Quanto à recuperação judicial, é INCORRETO afirmar que: (A) A decisão que defere o processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição, por prazo indeterminado, de todas as ações e execuções em face do empresário. (B) A decisão que defere o processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções por quantia líquida, à exceção das execuções fiscais com a ressalva da concessão de parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e da legislação ordinária PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 12

13 específica, movidas em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário da sociedade empresária. (C) Na recuperação judicial, os titulares de créditos retardatários, excetuados os titulares de créditos derivados da relação de trabalho, não terão direito à voto nas deliberações de assembleia geral de credores. (D) A cisão, a incorporação, a fusão, a transformação da sociedade e a constituição de subsidiária integral constituem meios de recuperação judicial. QUESTÃO DE MARCAR CERTO OU ERRADO 01) Quanto às recuperações judicial e extrajudicial e à falência do empresário e da sociedade empresária, julgue o item que se segue (certo ou errado). Considere a seguinte situação hipotética. Certa empresa que atua no ramo de prestação de serviços de manutenção predial, cumprindo os requisitos exigidos para o requerimento da recuperação judicial, propôs aos seus credores plano de recuperação extrajudicial. Nessa situação, o plano de recuperação extrajudicial proposto não se aplica a créditos trabalhistas, tributários, de acidente de trabalho, nem a credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis; arrendador mercantil; proprietário em contrato de venda com reserva de domínio; proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, incluindo-se aqueles relativos a incorporações imobiliárias. QUESTÕES DISCURSIVAS 01) A sociedade empresária JJ Ltda., encontrando-se em dificuldades financeiras, reuniu seus credores para tentar uma recuperação extrajudicial. Os credores e os respectivos créditos, que totalizam R$ ,00 são assim constituídos: A credor de R$ ,00 garantido por uma anticrese; B credor de ,00 gravado com um penhor; os seguintes credores quirografários: C credor de R$ 3.000,00; D credor de R$ 7.000,00; E credor de R$ 6.000,00; F credor de R$ 4.000,00. Da totalidade dos credores apenas A e E concordam com o plano de recuperação. É possível a recuperação pretendida? Responda de forma fundamentada. 02) Que sujeitos de direito não podem renegociar seus créditos, que detêm mediante a sociedade empresária, a qual encontra-se em recuperação extrajudicial? Fundamente sua resposta. 03) A pessoa jurídica Ômega Comércio e Representação Ltda., em estado de insolvência, decidiu reunir seus credores para a renegociação global de suas dívidas, propondo um plano de recuperação extrajudicial. Nessa situação hipotética, qual a natureza dos créditos que não poderão ser objeto do plano de recuperação extrajudicial? Fundamente sua resposta e discorra, ainda, acerca de três requisitos objetivos para a homologação em juízo do plano de recuperação extrajudicial de Ômega. PEÇA PROFISSIONAL 01) A sociedade empresária Fagundes Ltda., devidamente registrada e com um patrimônio de R$ ,00, da qual são sócios Fernando e Francisco, ao enfrentar dificuldades financeiras procurou os credores e propôs uma recuperação extrajudicial que por todos foi aceita. Fernando pagou a seu sobrinho Sérgio a totalidade do valor da dívida representada por uma nota promissória não vencida, no valor de R$ ,00, PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 13

14 na data e condições previstas no plano de recuperação homologado, e teve, a pedido próprio, a recuperação convolada em falência, deixando de adimplir com os demais credores dívidas quirografárias no total de R$ ,00. Os demais credores souberam do parentesco do administrador com o credor favorecido e, em ação revocatória contra Sérgio, em que alegavam a simulação do ato, pleitearam a sua anulação e consequente restituição à massa da quantia paga; face à revelia de Sérgio, foi julgada procedente a ação nos termos da sentença prolatada em Você, advogado, foi procurado por Sérgio, que não quer devolver a quantia que recebera e tampouco prejudicar seu tio Fernando, para atuar na defesa de seus interesses. Diante dos fatos acima, verifique as possibilidades e elabore a peça processual pertinente que melhor atenda aos interesses de seu cliente. O processo falimentar corre perante a 1ª Vara de Falências do Estado de Minas Gerais sob o n e a ação revocatória foi interposta no mesmo Juízo, em autos apartados sob o n PROF. DR. SILVIO APARECIDO CREPALDI Corporate and Tax Lawyer Página 14

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