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1 Pág. 1 de 10 Com a publicação, no passado mês de Agosto, dos Decretos-Lei n. os 197/2012 e 198/2012, várias e (bastante) substanciais foram as alterações introduzidas em matéria de regras a observar ao nível da faturação e cuja entrada em vigor e consequente cumprimento / aplicação, pelos diversos Agentes Económicos, se deverá vir a realizar já a partir do próximo dia 1 de janeiro de ENQUADRAMENTO GERAL O que muda com o Decreto-Lei n.º 197/2012 Regime de emissão de faturas: [i] A partir de 1 de janeiro de 2013, qualquer que seja o setor de atividade económica em causa, a emissão de fatura é obrigatória para todas as transmissões de bens e prestações de serviços, incluindo os pagamentos antecipados, independentemente da qualidade do adquirente dos bens ou destinatário dos serviços e ainda que esses a não solicitem; [ii] Foram alterados os prazos para emissão das faturas e são alteradas expressões a conter nas faturas, como por exemplo: IVA - Autoliquidação deve substituir a expressão, até qui utilizada, de IVA devido pelo Adquirente, nos casos em que tal regime se deva continuar a aplicar; [iii] A indicação da identificação e do domicílio do adquirente dos bens ou destinatário dos serviços, que não seja sujeito passivo, não é obrigatória nas faturas de valor inferior a 1.000, salvo quando esses o expressamente o solicitarem; [iv] Os sujeitos passivos não podem emitir e entregar documentos de natureza diferente dos da fatura, aos respetivos adquirentes ou destinatários. Em todas as disposições do Código do IVA (CIVA) foram eliminados as referências a documento(s) equivalente(s) - tais como vendas a dinheiro, talões de venda, faturas-recibo, etc. -, passando a prever-se apenas a expressão fatura ; [v] É introduzido um novo tipo de documento, a fatura simplificada, que substituirá o talão de venda, podendo ser emitida para valores até ou para montantes não superiores a 100, consoante determinadas situações que se encontram devidamente estabelecidas e que possibilitam a sua utilização; [vi] Apenas nos casos em que o cliente seja um sujeito passivo de imposto é que se torna obrigatória a indicação do respetivo número de identificação fiscal ou, sendo consumidor final, este último o expressamente o solicite.

2 Pág. 2 de 10 O que muda com o Decreto-Lei n.º 198/2012 Obrigatoriedade de comunicação dos elementos das faturas à AT: [i] A partir de 1 de janeiro de 2013, todas as pessoas, singulares ou coletivas, que pratiquem operações sujeitas a IVA em território português, vão ser obrigadas a comunicar à AT, por transmissão eletrónica de dados, os elementos das faturas emitidas. Esta comunicação, a ser realizada até ao dia 8 do mês seguinte ao da emissão da fatura, poderá ser efetuada por uma das seguintes vias (não sendo possível alterar a via escolhida de comunicação no decurso do ano civil): - Por transmissão eletrónica de dados em tempo real, integrada em programa de faturação eletrónica; - Através do envio do ficheiro SAF-T (PT) mensal, contendo os elementos das faturas, recorrendo a aplicação disponibilizada no Portal das Finanças e-fatura ; - Por inserção direta no Portal das Finanças e-fatura ; [ii] Os sujeitos passivos que sejam obrigados a produzir o ficheiro SAF-T (PT), devem obrigatoriamente optar pelo envio por transmissão eletrónica de dados em tempo real, integrada em programa de faturação eletrónica, ou pelo envio recorrendo para o efeito à a aplicação disponibilizada no Portal das Finanças e-fatura. Alteração ao regime de bens em circulação e obrigatoriedade de comunicação à AT [e cuja entrada em vigor apenas ocorrerá em 1 de Maio de 2013]: [i] Os sujeitos passivos são obrigados a comunicar à AT os elementos dos documentos de transporte, antes do início do transporte (havendo dispensa desta comunicação em relação aos sujeitos passivos que tenham obtido no ano anterior, para efeitos de IRS e IRC, um volume de negócios inferior a , bem como nas situações em que, com recurso a sistemas informáticos, tenha sido emitido fatura e a circulação dos bens venha a ser convenientemente acompanhada desse documento que e para o efeito servirá igualmente de documento de transporte), devendo esta comunicação ser efetuada da seguinte forma: - Por transmissão eletrónica de dados para a AT, sempre que os documentos sejam emitidos por via eletrónica ou diretamente no Portal das Finanças; - Através de serviço telefónico disponibilizado para o efeito, com indicação dos elementos essenciais do documento emitido, com inserção no Portal das Finanças até ao 5.º dia útil seguinte. [ii] Os documentos de transporte devem ser emitidos por uma das seguintes vias:

3 Pág. 3 de 10 - Por via eletrónica; - Através de programa informático que tenha sido objeto de prévia certificação pela AT; - Diretamente no Portal das Finanças; - Em papel, utilizando-se impressos numerados seguida e tipograficamente. [iii] Nos casos em que os documentos de transporte sejam emitidos, por via eletrónica, pelas respetivas Entidades e os transportadores possam vir a dispor do código que lhes venha a ser fornecido pela AT, os sujeitos passivos em causa e responsáveis pelo envio (para transporte) dos bens ficam dispensados da impressão do correspondente documento de transporte. ASPECTOS MAIS ESPECÌFICOS Âmbito de Aplicação das Regras de Faturação constantes do Código do IVA Obrigação de Emissão de Fatura Ao contrário das regras que vigoravam até então e cujo limite de vigência permanecerá, ainda, até ao final do presente ano 2012 i.e. o art.º 40.º do CIVA estabelecia um regime de dispensa da obrigação de faturação [impondo, em substituição, a obrigatoriedade (por cada transmissão de bens ou prestação de serviços) de emissão de talões de venda (1) ] em todas as operações em que o cliente fosse um particular (consumidor final), que não destinasse os bens e/ou serviços adquiridos ao exercício (pelo mesmo) de qualquer atividade económica e a transação fosse efetuada em dinheiro, sendo esta dispensa aplicada em relação a retalhistas ou vendedores ambulantes e a todas as prestações de serviços cuja importância não ultrapassasse os 10 - a emissão de fatura passou a ser obrigatória para todas as transmissões de bens e prestação de serviços, independentemente da qualidade do adquirente dos bens ou destinatário dos serviços e ainda que esses a não solicitem, qualquer que seja o setor de atividade e a importância em causa, ou seja, a emissão de fatura passa a ser obrigatória: - Para todas as operações e para todas as categorias de destinatários (consumidor final ou sujeito passivo); - E, ainda que o cliente a não solicite. 1 Previamente numerados (nos termos do Art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de junho), ou através de máquinas registadoras, terminais eletrónicos ou balanças eletrónicas com registo obrigatório das operações no rolo interno da fita da máquina

4 Pág. 4 de 10 Dispensa de Emissão de Fatura mediante Obrigação de Emissão (em sua substituição) de Fatura Simplificada Sem prejuízo do carácter geral da obrigação de emissão de fatura, por todos os agentes económicos e para todas as transmissões de bens e prestação de serviços, independentemente da importância envolvida e da qualidade do adquirente ainda que esse a não solicite, o CIVA prevê a dispensa da obrigação de emissão de fatura [apenas essa e como tal não afastando a obrigação de emissão de fatura simplificada que (e para todos os efeitos) deverá substituir-se à fatura] em relação: - Aos sujeitos passivos que pratiquem, exclusivamente, operações isentas de IVA e que não confiram direito à sua dedução; - E, aos sujeitos passivos que estejam abrangidos pelo regime especial de isenção previsto no art.º 53.º (2) do CIVA. Elementos que devem constar na Fatura Devendo ser processadas em duplicado, as faturas devem ser datadas, numeradas sequencialmente e conter os seguintes elementos: a) Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicílio do fornecedor de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente, bem como os correspondentes números de identificação fiscal dos sujeitos passivos de imposto; b) A quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados, com especificação dos elementos necessários à determinação da taxa aplicável (as embalagens não efetivamente transacionadas devem ser objeto de indicação separada e com menção expressa de que foi acordada a sua devolução); c) O preço, líquido de imposto, e os outros elementos incluídos no valor tributável; d) As taxas aplicáveis e o montante de imposto devido; e) O motivo justificativo da não aplicação do imposto, se for caso disso; 2 Beneficiam da isenção do imposto: - Os sujeitos passivos que, não possuindo nem sendo obrigados a possuir contabilidade organizada para efeitos do IRS ou IRC, nem praticando operações de importação, exportação ou atividades conexas, nem exercendo atividade que consista na transmissão dos bens ou prestação dos serviços mencionados no anexo E do CIVA, não tenham atingido, no ano civil anterior, um volume de negócios superior a (euro) ; - E, os sujeitos passivos com um volume de negócios superior a (euro) , mas inferior a (euro) , que, se tributados, preencheriam as condições de inclusão no regime dos pequenos retalhistas.

5 Pág. 5 de 10 f) A data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente, em que os serviços foram realizados ou em que foram efetuados pagamentos anteriores à realização das operações, se essa data não coincidir com a da emissão da fatura. No caso de a operação ou operações às quais se reporta a fatura compreenderem bens ou serviços sujeitos a taxas diferentes de imposto, os elementos mencionados nas alíneas b), c) e d) devem ser indicados separadamente, segundo a taxa aplicável. A falta de um dos elementos referidos anteriormente impossibilita o direito à dedução do IVA. No entanto, é dispensada a menção, na fatura, do nome e do domicílio do adquirente ou destinatário [prevista na alínea a)], quando o mesmo não se tratar de um sujeito passivo de imposto e o valor da fatura for inferior a 1.000, passando a mesma a ser obrigatória, sempre que tal referência o venha a ser solicitada. Relativamente à menção, na fatura, do número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário, a mesma não se mostra obrigatória na condição do mesmo se não tratar de um sujeito passivo de imposto, passando a mesma a ser obrigatória, sempre que tal referência o venha a ser solicitada. Menções Exigíveis na Fatura As menções (especiais) exigidas na fatura foram objeto de harmonização no seio da União Europeia o que originou alterações do respetivo descritivo. A título exemplificativo apresentam-se as seguintes: Motivo Norma(s) Aplicável(is) Menção - Situações em que o Destinatário ou adquirente é o devedor do imposto - Regime Especial das Agências de Viagens e Circuitos Turísticos - Regime Especial de Tributação dos Bens em segunda mão - Regime Especial de Exigibilidade do IVA nas Empreitadas e Subempreitadas de Obras Públicas - Alíneas i), j) e l) do n.º 1 do Art.º 2.º do CIVA - Alínea a) do n.º 6 do Art.º 6.º do CIVA (a contrario) - N.º 2 do Art.º 4.º do Decreto-Lei n.º 221/85, de 3 de Julho - N.º 1 do Art.º 6.º do Anexo ao Decreto-Lei n.º 199/96, de 18 de Outubro - N.º 1 do Art.º 7.º do Anexo ao Decreto-Lei n.º 204/97, de 9 de Agosto IVA Autoliquidação Regime da Margem de Lucro Agências de Viagens Regime da Margem de Lucro Bens em Segunda Mão Exigibilidade de Caixa (Situações em que o imposto é apenas exigível no momento em que o pagamento ocorra)

6 Pág. 6 de 10 - Regime Especial de Exigibilidade do IVA nos Serviços de Transporte Rodoviário Nacional de Mercadorias - Anexo à Lei n.º 15/2009, de 1 de Abril Exigibilidade de Caixa (Situações em que o imposto é apenas exigível no momento em que o pagamento ocorra) - Regime Especial de Isenção Art.º 53.º do CIVA - Art.º 57.º do CIVA IVA - Regime de Isenção - Regime Especial dos Pequenos Retalhistas Art.º 60.º do CIVA - Art.º 62.º do CIVA IVA Não Confere Direito à Dedução Documentos Retificativos da Fatura Se o valor tributável de uma operação ou o correspondente imposto forem alterados, por qualquer motivo, incluindo inexatidão, deverá ser emitido documento retificativo da fatura (nota de crédito ou de débito), o qual deve conter os elementos referidos na alínea a) do tópico - Elementos que devem constar na Fatura -, bem como a referência à fatura a que respeita e a menção dos elementos alterados. As guias ou notas de devolução devem conter os mesmos elementos. Concluindo-se, assim, que não poderá ser emitida nova fatura, como forma de retificação do valor tributável ou do correspondente imposto, sem prejuízo da possibilidade de anulação da fatura inicial e sua substituição por outra, quando a retificação se deva a outros motivos. Fatura Simplificada Operações em que a sua utilização é permitida (e em substituição da fatura) Com as alterações introduzidas no Art.º 40.º do CIVA é revogada a dispensa de faturação. Consequentemente e não obstante de passar a não ser permitido a emissão de talões de venda, confere-se a possibilidade de emissão (e para os mesmos efeitos de faturação) de uma fatura simplificada em certas operações tributáveis, quando o imposto seja devido em território nacional. A saber: - Nas transmissões de bens efetuadas por retalhistas (3) ou vendedores ambulantes a adquirentes não sujeitos passivos (i.e. exclusivamente a consumidores finais), quando o valor da fatura não ultrapasse os (4) ; 3 E aqui se incluindo todos os Operadores Económicos que se encontrem enquadrados no Regime dos Pequenos Retalhistas e cujas disposições regulamentares em sede de IVA se encontram referidas nos Artigos 60 a 68 do CIVA 4 Importância esta que deverá ser considerada enquanto valor final do documento, ou seja, com IVA

7 Pág. 7 de 10 - E, nas restantes transmissões de bens e prestação de serviços (5), independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário, quando o valor da fatura não ultrapasse os 100 (6). Elementos / Menções que devem constar na Fatura Simplificada Tendo em vista a necessária distinção, seja pelos sujeitos passivos intervenientes nas operações, seja pela Autoridade Tributária (AT), a fatura simplificada deve ser devidamente identificada enquanto tal. A fatura simplificada deve conter os seguintes elementos: - A data da operação; - O nome ou denominação social e o número de identificação fiscal do fornecedor dos bens ou prestador de serviços; - A quantidade e a denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados; - O preço, líquido de imposto, a taxa ou as taxas de IVA aplicáveis e o montante de imposto devido ou, o preço com a inclusão do IVA e a taxa ou taxas aplicáveis; - O número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário, quando este seja sujeito passivo de imposto. As faturas simplificadas conferem direito à dedução nos termos do art.º 19.º do CIVA, quando emitidas a sujeitos passivos de imposto e desde que respeitados os elementos / menções anteriormente referidas, nomeadamente o número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário. A fatura simplificada deverá conter, ainda, o número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo do imposto, quando esse o solicite. Diferenças entre a Fatura e a Fatura Simplificada Elementos / Menções Fatura Fatura Simplificada - Data - Número sequencial - Nome ou denominação social e Número de identificação fiscal do fornecedor de bens ou 5 E aqui se incluindo a grande maioria dos Operadores Económicos que se dedica, por exemplo, à atividade de Restauração e/ou de Bebidas 6 Importância esta que deverá ser considerada enquanto valor final do documento, ou seja, com IVA

8 Pág. 8 de 10 prestador de serviços - Quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados - Preço líquido de imposto, as taxas aplicáveis e o montante de imposto devido, ou o preço com inclusão do imposto e taxas aplicáveis - Número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário - Identificação e domicílio do adquirente ou destinatário (quando for sujeito passivo ou quando solicitado por cliente não sujeito passivo) Não (nos restantes casos) Não (nas faturas de valor inferior a 1.000, emitidas a não sujeitos passivos, a menos que esses o solicitem) (nos restantes casos) (quando for sujeito passivo ou quando solicitado por cliente não sujeito passivo) Não (nos restantes casos) Não - Data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente ou que os serviços foram realizados, se diferente da data da fatura - Motivo de isenção de IVA (quando aplicável) Não (quando aplicável) Formas de Emissão de Fatura Simplificada As faturas simplificadas poderão ser: - Processadas por computador com recurso a sistema informático; - Emitidas em papel pré-impresso em tipografias autorizadas pela AT; - Ou, ainda, por outros meios eletrónicos, nomeadamente máquinas registadoras, terminais eletrónicos ou balanças eletrónicas, com registo obrigatório das operações no rolo interno da fita da máquina ou em registo interno por cada transmissão de bens ou prestação de serviços.

9 Pág. 9 de 10 Como Saber se se Está Obrigado apenas à Emissão de Fatura Simplificada ou Fatura, ou, pelo contrário, à Emissão de ambas Diagrama de Enquadramento Retalhistas / Vendedores Ambulantes RETALHISTAS / VENDEDORES AMBULANTES Vendas exclusivamente a Sujeitos Passivos Vendas exclusivamente a Não Sujeitos Passivos (i.e. Consumidor Final) Independentemente do Valor Obrigação de emissão de FATURA Valor Vendas (é sempre) inferior a Apenas estará obrigado à emissão de FATURA SIMPLIFICADA Valor Vendas poderá (nalguns casos) ultrapassar os Deverá possuir duas Séries de Documentos: FATURA SIMPLIFICADA (Vendas <= ) e FATURA (Vendas > ) Diagrama de Enquadramento Prestações de Serviços e a Outras Transmissões de Bens PRESTAÇÕES de SERVIÇOS e noutras transmissões de bens Valor faturado (é sempre) inferior ou igual a 100 Apenas estará obrigado à emissão de FATURA SIMPLIFICADA Valor faturado poderá (nalguns casos) ultrapassar os 100 Deverá possuir duas Séries de Documentos: FATURA SIMPLIFICADA (Vendas <= 100 ) e FATURA (Vendas > 100 ) Comunicação Mensal da Faturação à Autoridade Tributária (AT) Prazo e Formas de Comunicação As pessoas singulares e coletivas que tenham sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português e que nele pratiquem operações sujeitas a IVA ficam obrigadas a comunicar à AT, por transmissão eletrónica de dados, os elementos das faturas emitidas no termos do CIVA. Essa transmissão deverá vir a ocorrer até ao dia 8 (oito) do mês seguinte ao da emissão da fatura ou fatura simplificada, por meio de uma das seguintes vias: - Por transmissão eletrónica de dados em tempo real, integrada em programa de faturação eletrónica; - Através do envio do ficheiro SAF-T (PT) mensal, contendo os elementos das faturas, recorrendo a aplicação disponibilizada no Portal das Finanças e-fatura ;

10 Pág. 10 de 10 - Por inserção direta no Portal das Finanças e-fatura. Uma vez definido pelo sujeito passivo o sistema de comunicação dos elementos das faturas, este deverá ser mantido para o mesmo ano civil. Elementos da Fatura / Fatura Simplificada a incluir na Comunicação a realizar à AT Os elementos da fatura / fatura simplificada a incluir na comunicação à AT serão: - Número de identificação fiscal do emitente; - Número da fatura; - Data de emissão; - Tipo de documento nos termos do SAFT-PT; - Número de identificação fiscal do adquirente sujeito passivo de IVA, ou do não sujeito passivo de IVA (consumidor final) quando este tenha solicitado a sua inserção na fatura; - Valor tributável da operação sujeita a IVA; - Taxa(s) aplicável(is); - Motivo justificativo da não aplicação do IVA (se aplicável); - E, montante do IVA liquidado. Assim, os sujeitos passivos que utilizem faturas simplificadas emitidas em papel préimpresso em tipografias autorizadas ou por outros meios eletrónicos (nomeadamente máquinas registadoras, terminais eletrónicos ou balanças eletrónicas, com registo obrigatório das operações no rolo interno da fita da máquina ou em registo interno por cada transmissão de bens ou de prestação de serviços), como não produzem o ficheiro SAFT-PT dos sistemas informáticos de faturação, terão que efetuar a comunicação por inserção direta no Portal das Finanças e-fatura. Sendo um dos dados a introduzir o n.º da fatura simplificada, conclui-se que todas as faturas simplificadas que tiverem sido emitidas deverão ser introduzidas, isto é, uma a uma, e não pelo total faturado do dia ou dos dias. Informação-base utilizada na elaboração do documento: - Ofício-Circulado n.º 30136/ /11 - DSIVA (versão ret.) IVA - Decreto-Lei n.º 197/2012, de 24 de agosto - Novas regras de faturação Autoridade Tributária e Aduaneira 19 de Novembro de 2012; - Faturação Simplificada: Principais alterações Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) 22 de Novembro de 2012.

11 Pág. 11 de 10 Para mais informações, contactar: Área de Apoio aos Associados, Informação, Estudos e Eventos Tel.: Dez_2012 ACISO_Área de Apoio aos Associados, Informação, Estudos e Eventos Exoneração e Limitação de Responsabilidade / Disclaimer A informação disponibilizada tem caráter meramente informativo, não devendo, nem podendo, desencadear ou justificar qualquer ação ou omissão, nem sustentar qualquer operação, nem ainda substituir qualquer julgamento próprio dos seus destinatários, sendo estes, por isso, inteiramente responsáveis pelos atos e omissões que, em resultado e/ou motivados pelo conhecimento da mesma, possam vir a praticar. Assim e apesar de se considerar que o conjunto de informações apresentadas foi obtido junto de fontes consideradas fidedignas, nada obsta que aquelas possam, a qualquer momento e sem aviso prévio, ser alteradas. Não pode, nem deve, por isso, a ACISO garantir a exatidão, veracidade, validade e atualidade do conteúdo informativo que compõe a informação apresentada, pelo que o mesmo deverá ser sempre devidamente analisado, avaliado e atestado pelos interessados. Tal como não se dispensa, igualmente e pelo mesmo motivo, a consulta dos diplomas legais e/ou regulamentares que lhe sejam aplicáveis, nem poderá a informação disponibilizada ser entendida como conselho ou recomendação, de qualquer natureza. A ACISO rejeita, assim, a responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, direta ou indiretamente da utilização da informação apresentada, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir.

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