Alain Jacquet, Le Déjeuner sur l Herbe Análise

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1 UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE BELAS-ARTES, Le Déjeuner sur l Herbe Análise Fevereiro de 2009 Filipa Gomes Publicado em

2 , Le Déjeuner sur l Herbe Análise Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa Mestrado em Pintura Lisboa Fevereiro de 2009 Filipa Gomes Imagem da capa Le Déjeuner sur l'herbe, 1964 Serigrafia sobre tela 175 cm x195 cm Museu Colecção Berardo, Lisboa Fonte: Colecção Berardo Online

3 ÍNDICE Introdução... 1 Biografia... 3 Anos 60 Enquadramento Histórico, Social e Artístico... 9 Le Déjeuner sur l Herbe Análise da obra Conclusão Bibliografia Monografias Referências Documentos electrónicos Anexos Imagens Cronologia de Exposições Exposições individuais Exposições colectivas Exposições de Le Déjeuner sur l Herbe Homage to : The last interview

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5 Introdução INTRODUÇÃO Neste trabalho propomo-nos analisar a pintura Déjeuner sur l Herbe de Alain Jacquet, que pertence ao Museu Colecção Berardo, em Lisboa. é essencialmente reconhecido enquanto representante francês do movimento artístico americano Pop Art. Durante todo o seu percurso, recorreu frequentemente à reinterpretação pictórica de obras de arte célebres, de grandes mestres da pintura, como é o caso desta, que alude ao Déjeuner sur l Herbe de Édouard Manet. Este tipo de abordagem, rica em alusões, foi um elemento chave no percurso artístico de. Consideramos pertinente a análise desta obra pois embora o artista tenha efectuado a sua primeira exposição individual em 1961, foi esta versão contemporânea do antigo Manet, exposta em 1964, já em Nova Iorque, na Galeria Alexandre Iolas, que lhe trouxe o reconhecimento do público e da crítica. Esta pintura foi a primeira da série Camouflages a ser efectuada por processo serigráfico. Numa primeira fase é apresentada uma breve biografia do autor da obra em análise, pois consideramos essencial enquadrar a pintura em questão no percurso do artista. Num segundo momento procede-se ao seu enquadramento histórico, social e artístico. Na terceira fase é apresentada a análise da obra Le Déjeuner sur l Herbe, estabelecendo paralelismos com a pintura que o inspirou, a obra homónima de Édouard Manet, e outras que se debruçam sobre o mesmo tema. É de salientar que pouco tempo antes, também Picasso produzira uma série baseada na mesma pintura de Manet, tal como Monet o havia efectuado cerca de um século antes. O Déjeuner sur l Herbe foi apenas uma de muitas obras que se inspiraram em motivos de relevo da História da Arte. Jacquet buscou inspiração La em muitas outras obras de arte, tais como a Olympia de Manet, Source de Ingres 1 e a representação de Adão do tecto da Capela Sistina 2, da autoria de Miguel Ângelo. Le Déjeuner sur l Herbe é uma das obras mais emblemáticas do percurso de Alain Jacquet e também do Museu Colecção Berardo. Desde a abertura do mesmo, em Junho de 2007, já foi apresentada em diversos momentos. Inicialmente esteve patente na exposição inaugural do Museu no CCB, entre 25 de Junho de 2007 e 16 de Setembro do mesmo ano. De 26 de Outubro de 2007 a 27 de Janeiro de 2008 esteve na exposição Pop Art , na Scuderie del Quirinale, em Itália. Até 10 de Maio de 2009 a obra estará patente na mostra Não te posso ver nem pintado, no CCB, um percurso pela pintura figurativa dos últimos cinquenta anos, comissariada por Eric Corne. Le Déjeuner sur l Herbe encontra-se exposta num 1 Imagem 3, p Imagem 4, p. 39 1

6 Introdução espaço a par de Take Away Nº1 3, um óleo sobre tela de 1963 da autoria de Anthony Donaldson, Surfer Girl 4, uma pintura de 1965 de Gerald Laing, Bildnis Helmut Klinker 5, uma técnica mista sobre tela de 1965 da autoria de Sigmar Polke e Sombra Projectada de Michele Presle 6, uma pintura a óleo sobre ciré preto de 1965 da autoria de Lourdes Castro. Todas pertencentes à Pop Art ou ao Nouveau Réalisme, excepto Le Déjeuner sur l Herbe, que faz a ponte entre os dois e surge, efectivamente, em destaque. Filipa Gomes Vista da Exposição Não te posso ver nem Pintado, 2009 Museu Colecção Berardo, Lisboa 3 Imagem 59, p Imagem 60, p Imagem 61, p Imagem 62, p. 67 2

7 Biografia BIOGRAFIA 1939 Nasce a 22 de Fevereiro em Neuilly-sur-Seine Matricula-se na Universidade de Grenoble Estuda arquitectura na École des Beaux-Arts de Paris. Como pintor foi um autodidacta, extremamente influenciado pela Pop Art americana que havia surgido nos anos Primeiro contacto com o Nouveau Réalisme de Tinguely, Niki de Saint-Phalle, Yves Klein e Pierre Restany. Encontro com os escritores Harry Mathiews e John Ashbery. Lê a obra Impressions d Afrique, de Raymond Roussel. Produz a obra Lever de Soleil sur la Falaise 8, um óleo sobre tela. Inicia os seus estudos sobre a justaposição de cores primárias e secundárias. As seis cores são justapostas nas obras Jeu de Jacquet 9 e Mur de Cylindres 10. Faz a sua primeira exposição individual na Galerie Breteau em Paris Executa as obras Images d Épinal 11, Jeux de Cubes 12 e Puzzles 13. Inicia a série Camouflages, na qual a sobreposição dá origem a imagens ambíguas sobre as obras de Bronzino (Vénus, Cupido e o Tempo, ou Alegoria da Luxúria 14, dá origem a Camouflage Bronzino, Le Baiser 15 ), Paolo Uccello (A Batalha de San Romano 16 deu origem a Camouflage Paolo Uccello, La Bataille de San Romano 17 ) Botticelli (O Nascimento de Vénus 18 deu origem a Camouflage Botticelli, Naissance de Vénus 19 ), Miguel Ângelo (Figura de Adão do tecto da Capela Sistina 20 deu origem a Camouflage Michel-Ange, Chapelle Sixtine, Génie 21 ), Chirico (L Énigme de l Heure 22 deu origem a Camouflage Chirico, L énigme de l heure 23 ) e Lichtenstein (Aloha 24 dá origem a Camouflage Lichtenstein, Little Aloha 25 ), entre outros. 8 9 Imagem 6, p. 40 Imagem 7, p Imagem 8, p Imagem 9, p Imagem 10, p Imagem 11, p Imagem 12, p Imagem 13, p Imagem 14, p Imagem 15, p Imagem 16, p Imagem 17, p Imagem 4, p Imagem 5, p Imagem 18, p Imagem 19, p Imagem 20, p. 47 3

8 Biografia 1964 Viaja para Nova Iorque e encontra-se com os artistas Pop americanos Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Robert Rauschenberg. Dá início aos seus estudos sobre a tricromia da síntese cromática e a trama fotográfica. Começa a utilizar no seu trabalho todo um conjunto de tramas fotomecânicas com pontos, linhas, elipses e círculos concêntricos. Ao trabalhar com fotografia e objectos mecanizados cria o termo Mec Art 26 para descrever o seu trabalho. Faz a sua primeira exposição individual em Nova Iorque, na galeria Alexander Iolas 27, onde apresenta trabalhos da série Camouflages. Regressa a Paris e dá início a Le Déjeuner sur l Herbe Instala-se em Nova Iorque. Em 1965 as principais galerias e coleccionadores Americanos começaram a preveligiar o trabalho de artistas nacionais em detrimento dos europeus. Iolas começa a investir em Martial Raysse, que se mostrava um artista menos imprevisível logo, melhor adaptado às exigências do mercado. Percorre a Europa, Guiana e Brasil. Produz a obra Mother and Child, em positivo 28 e negativo Produz Olympia 29, Zebra 30 e The Swimming Hole. Olympia foi produzida a partir da obra homónima de Manet Analisa os efeitos de transparência e opacidade em materiais diversos. Produz as seguintes obras em plexiglass transparente: Bulldozer (acrílico sobre plexiglass deformado), Satellite 1 e 2, Leap Frog e Rolls Royce Jet Engine. Todas as peças foram realizadas a partir de fotografias tiradas no Salon de l Aviation de Bourget Começa a interessar-se pelo pensamento exotérico; fundamentalmente pelo sistema de síntese que este estabalece. Estuda o alfabeto Braille. 25 Imagem 21, p Mec Art é a abreviatura de Mechanical Art, ou arte mecânica. É um termo que se aplica a obras produzidas através da transferência de imagens fotográficas para telas foto-sensibilizadas. Andy Warhol foi dos primeiros artistas a usar este tipo de transferência fotográfica nas suas serigrafias no entanto, os artistas europeus que ficaram associados à Mec Art tinham por hábito modificar ou reestruturar as imagens originais para criar outras, mais sintéticas, ao contrário do que era praticado pelos artistas americanos. [CHILVERS, Ian, Mec Art, A Dictionary of Twentieth-Century Art em linha] 27 Imagem 22, p Imagem 23, p Imagem 2, p Imagem 24, p. 49 4

9 Biografia Continua os seus estudos sobre o alfabeto Braille. Conclui que este representa um ponto sobre uma superfície e começa a reflectir sobre o ponto que gera uma linha, que por sua vez gera uma superfície, que gera uma trama. Seguindo esta linha de pensamento, tem início Le Tricot de Varsovie 31, que foi feito e desfeito anualmente, ao longo de uma década. Apresenta Braille Smoke Signal 32 na Bienal de San Marino. Apresenta a obra Les Fils Électriques 33 na Galeria Yvon Lambert em Paris: um circuito eléctrico entre uma das paredes da galeria e um local exterior. Era um jogo entre o interior e o exterior a partir de um ponto. Inicia o estudo da síntese das cores entre o branco e o negro e começa a interessar-se pelo sistema binário Publica os seguintes livros em Braille: Le Livre des Transparences (Braille sobre acetato transparente), Le Mirroir (Braille sobre acetato espelhado) e Mille et Deuxième Nuit (Braille sobre papel negro), entre outros Produz a obra Silver Marble 34, um ponto com doze metros de diâmetro constituido por pontos e pintado sobre uma parede em Genebra. Inicia a escultura monumental Amazonas 35, a partir de um desenho de Boullé, um projecto para a Biblioteca Nacional Produz The First Breakfast 36, uma serigrafia sobre tela repintada a óleo. Inicia a série Terres ou Peintures de visions, produzida a partir de fotografias da NASA captadas durante a Missão Apollo de 1969, que mostram o planeta Terra tal como aparece aos astronautas Produz La Grande Gaufre 37, uma peça composta por sessenta e quatro elementos em zamac 38 que representam os 64 sinais Braille. 31 Imagem 25, p Imagem 26, p Imagem 27, p Imagem 28, p Imagens 29 e 30, p Imagem 31, p Imagem 32, p O zamac é uma Liga de Zinco composta por quatro componentes metalicos básicos para sua formação (liga): Alumínio (Al), Cobre (Cu), Magnésio (Mg) e Zinco (Zn) SHG 99,999. Possui uma boa resistência à corrosão, tracção, choques e desgastes, e tem uma tonalidade cinza. De todas as ligas de metais não ferrosos, o zamac é uma das que possui maior utilização, devido às suas propriedades físicas, mecânicas e à fácil capacidade de revestimento por electrodeposição (Banho de crómio, níquel, cobre, ouro). O seu baixo ponto de fusão (aproximadamente 400 C) permite uma maior durabilidade do molde, permitindo uma maior produção de peças em série fundidas. O seu preço elevado fez recentemente com que o zamac fosse substituído em larga escala pelo alumínio, que além de ter menor densidade (peças mais leves, menor uso de material), tem actualmente um preço bastante inferior. [WIKIPEDIA, Zamac em linha] 5

10 Biografia 1974 Viaja para Marrocos e regressa a Paris. Produz Top, la Toupie 39, uma escultura executada em mármore negro e branco, que representa a síntese do sistema binário Produz La Baratte 40, uma peça composta por sessenta e quatro discos sobrepostos, em que cada um apresenta um dos sessenta e quatro sinais do alfabeto Braille. Rodando os discos é possível escrever em todos os idiomas do Mundo Produz Mâ Coco 41, em gesso, um ponto Braille sobre a superfície de um anel de Möbius que pode ser lido alternadamente como positivo ou como negativo Instala-se em Saint-Martin, nas Antilhas. A partir de The First Breakfast, faz várias Peintures de visions nas quais a imagem da Terra surge povoada por animais, paisagens e rostos Regressa a Nova Iorque. Termina a obra La Dentellière nº Vive entre Saint-Martin e Nova Iorque. Termina a obra La Madone des Cocotiers 44. Produz Saint-Jean-Baptiste, étude d après Léonard da Vinci 45, uma luva em borracha e plástico que constitui um estudo a partir de Les Deux Doigts de Leonardo da Vinci, na qual os dois dedos representados formam um anel de Möbius Produz La Vérité Sortant du Puits 46, uma peça em resina sintética e óleo sobre tela, que constitui uma obra de síntese feita a partir da imagem inversa de The First Breakfast. É uma espécie de alegoria sobre a verdade do artista, que alguns podem considerar de carácter quase pornográfico. Mostra um ser hermafrodita cujo sexo feminino se encontra no lugar da Pirâmide de Quéops, ao lado do qual está um pénis erecto. O artista considerava que a espiritualidade se atingia através da prática sexual (doutrina Tântrica). 39 Imagem 33, p Imagem 34, p Imagem 35, p Imagem 36, p Imagem 37, p Imagem 38, p Imagem 39, p Imagem 40, p. 56 6

11 Biografia Cria Peintures de visions, onde dá uma nova utilização ao preto e branco que permite tornar as visões mais precisas ao aumentar-lhes o contraste Produz L.h.o.o.q. 48, um óleo sobre tela que constitui um ponto de encontro entre La Gioconda de Leonardo da Vinci e La Fontaine de Marcel Duchamp Produz L oeuf 49, uma serigrafia sobre tela realçada a óleo que representa uma vista anamórfica do globo terrestre. Uma das versões foi executada com auxílio de um computador Cria uma nova versão do Déjeuner sur L Herbe em resina sintética sobre tela, pintada por um computador 50. Produz La Découverte de l Amérique 51, um acrílico sobre tela que constitui uma nova anamorfose da Terra. Foi um trabalho em que recorreu a uma paleta gráfica e ao computador. Cria Death of a Salesman 52, uma obra efectuada com pigmentos sintéticos sobre uma tela de algodão, feita com o auxílio de um computador Regressa a Paris e trabalha num atelier em Beaubourg, emprestado pelo Museu Nacional de Arte Moderna Vive entre Paris e Nova Iorque. Trabalha no programa de novas tecnologias do Departamento de Artes Plásticas da ENSAD 53. Produz Horse Head in a Mirror 54, um acrílico sobre tela que representa a nebulosa cabeça de cavalo. Produz Spinning Ring, um trabalho sobre a figura geométrica do toro. Em 89 Jacquet retoma os projectos do início dos anos 70 sobre o anel de Möbius e as garrafas de Klein Casa com Sophie Matisse, bisneta do pintor fauvista Henri Matisse Imagem 41, p Imagem 42, p Imagem 43, p Imagem 44, p Imagem 45, p Imagem 46, p École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, Paris, França. 54 Imagem 47, p Imagem 48, p Imagem 49, p. 61 7

12 Biografia 2008 Morre a 4 de Setembro, aos 69 anos, em Manhattan. 8

13 ANOS 60 Enquadramento Histórico, Social e Artístico ANOS 60 Enquadramento Histórico, Social e Artístico A década de 60 constituiu um ponto de viragem na história do século XX, tanto do ponto de vista social como artístico. Quando olhamos para o período entre 1960 e 1965, verificamos que a Guerra Fria continuava mas começavam a surgir brechas na lógica dos dois blocos antagonistas (países ocidentais liderados pelos Estados Unidos da América versus países da Europa de Leste, liderados pela U.R.S.S.). Nos Estados Unidos, John F. Kennedy encarnava o novo sonho americano, e na U.R.S.S. Khrushchev começava a tomar posições críticas relativamente ao Estalinismo, estando o desanuviamento da Guerra Fria na agenda de ambos. A Igreja Católica, ao tempo do Papa João XXIII, emergia de um clima obsoleto adoptando uma liturgia de renovação e modernidade. O Terceiro Mundo começava a afirmar-se na cena internacional, tornando imperiosa a descolonização. Esta, revestia-se frequentemente de violência, mas o processo tornou-se irreversível. Na China, Mao Tse-tung entra em guerra aberta com o bloco Soviético preparando-se para iniciar a Revolução Cultural. Em resumo, a ordem estática do mundo herdada da Segunda Guerra Mundial, tinha os dias contados. Efectivamente as mudanças decisivas começavam a ter lugar, ainda que subrepticiamente; permaneciam invisíveis a uma visão estritamente política do mundo. Começaram nos países desenvolvidos espalhando-se rapidamente por todos os continentes. Assiste-se à expansão da sociedade de consumo, à proliferação dos supermercados, à expansão dos anúncios nos médios, às metamorfoses da paisagem urbana, ao triunfo das marcas e sinais de néon, e à extensão da subcultura de massas (o cinema comercial, o star system, as imagens dos anúncios, cartoons e canções pop). Tal revolução, que afectava todos os estratos da sociedade, espalhava-se pelo Mundo, usando os novos meios técnicos para aumentar o seu impacto: jornais ilustrados e revistas, rádio, televisão. A Pop Art foi a resposta artística a este fenómeno emergente. Em simultâneo, os antigos meios de transmissão da arte sofriam uma transformação radical, o que afectava a própria natureza daquilo que eram supostos transmitir. As revistas de arte ajudaram a criar um público muito mais alargado, os discos mudaram a nossa percepção da música, a invenção da impressão a quatro cores (quadricromia) permitiu uma profusão de cor nas reproduções que até então era inimaginável. Os livros de arte, que reproduziam as obras primas de todos os períodos e civilizações, estavam agora à disposição de todos, aproximando o público da arte. O que André Malraux designou por Museu Imaginário começava a tomar forma. O que anteriormente era apenas conhecido de ouvido, através de textos e 9

14 ANOS 60 Enquadramento Histórico, Social e Artístico desenhos ou a custo de viagens longas e dispendiosas, tornou-se cada vez mais acessível por via da indústria de reprodução gráfica. Tal possibilidade revolucionou o modo de ver o mundo e a arte, ao liberta-la dos constrangimentos do tempo e do espaço. Hoje, um estudante dispõe da reprodução a cores da maior parte das obras magistrais (...). Em 1850, quantas estátuas se encontravam reproduzidas? (...) Conhecia-se o Louvre (e algumas das suas dependências), que cada um recordava como podia; hoje dispomos de mais obras significativas, capazes de colmatar as falhas da memória, do que as que um grande museu é capaz de conter. Na verdade, criou-se um Museu Imaginário, que vai aprofundar ao máximo o incompleto confronto imposto pelos verdadeiros museus: respondendo ao apelo por estes lançado, as artes plásticas inventaram a sua imprensa. 57 É certo que alguns adoptaram a posição crítica de Adorno em relação à indústria cultural, vendo perigo nestas novas possibilidades. Temiam que a Cultura fosse reduzida à condição de banalidade. No entanto, outros preferiram falar em progresso democrático, declarando que o que outrora estava reservado a uma elite se tornava disponível para o público em geral. À época, poucos conheciam as teorias que Walter Benjamin havia formulado, antes da Segunda Guerra Mundial, sobre a mutação que a arte começava a sofrer através da reprodutibilidade técnica. Apenas um grupo restrito se apercebeu de que estes fenómenos representavam uma verdadeira transformação ao nível das relações sociais, e que o mundo mergulhava numa servidão generalizada. Le spectacle n est pas un ensemble d images mais un rapport social entre des personnes médiatisé par des images. 58 O mundo da arte mantém-se completo, contraditório e perturbado por diversas tensões. A expansão do consumismo, o espectáculo e a cultura de massas afectavam-no. Foi na década de 60 que o jazz atingiu o seu auge, no entanto, a música pop, que ainda era conhecida como rock n roll, começava a dominar. Na dramaturgia francesa, uma nova forma de escrever começava a pôr em causa os velhos códigos de representação. No cinema, Jean-Luc Godard representava o que de mais inovador se fazia na indústria; os seus filmes inseriam-se no estilo New Wave e continham deliberadas descontinuidades narrativas, efeitos de alienação, colagens, citações ocultas, jogos com códigos de banda-desenhada ou foto-novelas, assim como material publicitário. A Pop Art, nascida na década de 50, em Inglaterra, vivia agora o seu auge nos Estados Unidos, representada por artistas como Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Os jovens artistas do momento encaravam o Expressionismo Abstracto, assim como as grandes inovações de Picasso, como pertencentes ao passado. A década de 60 foi uma época dominada por um sentimento do agora. Considerava-se que a história da arte evoluia através de um conceito Darwiniano de ruptura. 57 MALRAUX, André, O Museu Imaginário, p Filme produzido por Guy Debord a partir da obra La Société du Spectacle, Simar Films, 1973,

15 ANOS 60 Enquadramento Histórico, Social e Artístico não partilhava destes ideais. O trabalho de Picasso e a abstracção não lhe eram indiferentes. Talvez daí derive a sua singularidade. Em França, o Nouveau Réalisme, caracterizado pela utilização da apropriação estética, parecia encarar a pintura-pintura como algo excessivamente explorado. Liderados por Pierre Restany, os artistas deste grupo começaram a apostar em novas soluções técnicas, aproveitando objectos e materiais que advinham da cultura de massas desta sociedade de consumo e atribuindo-lhes um novo sentido. Tal como estes artistas, também Jacquet fez uso da estratégia da apropriação, no entanto, não considerava que a pintura por si só estivesse ultrapassada. Numa época de grandes mutações, marcada por uma sociedade saturada de imagens, um artista tinha de apresentar características muito diferentes de até então. Espírito de desafio, capacidade de improviso, olhar crítico, uma grande capacidade para absorver informação visual, auto-confiança, liberdade para se apropriar do que lhe interessasse e audácia para criar confrontos. reunia grande parte destas características. 11

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17 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal LE DÉJEUNER SUR L HERBE Análise da obra Le Déjeuner sur l'herbe, 1964 Serigrafia sobre tela 175 cm x195 cm Museu Colecção Berardo, Lisboa 59 Le Déjeuner sur l Herbe, a primeira série de integralmente executada a partir de processos foto-mecânicos, constitui o seu primeiro trabalho de mec art 60 e é sem dúvida o conjunto de obras mais conhecido de Camouflages. A série Camouflages tece uma verdadeira rede de interferências, um registo de imagens geralmente recolhidas a partir de obras de relevo da História da Arte que apresentam um forte conteúdo em termos iconográficos. desconstrói cada peça, desmistificando-a; dessacraliza-a. Esvazia-a do ponto de vista iconológico ao aproxima-la, em termos formais, dos paradigmas de representação típicos dos media, da publicidade e do consumo. Deste modo, Jacquet cria um 59 Fonte: Colecção Berardo Online 60 acrónimo para mechanical art 13

18 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal código de linguagem mais simples, que se encontra mais próximo do entendimento do observador comum. 61 O sistema de tramas ópticas que o artista adopta em Le Déjeuner sur l Herbe permite-lhe questionar as leis da percepção visual. Ao jogar com a escala das tramas de impressão da tricromia ou da quadricromia, Jacquet constrói um sistema de distanciamento no qual o observador é obrigado a fazer a síntese formal e cromática. É esta dinâmica que o torna equidistante do Nouveau Réalisme e da Pop Art, num jogo subtil entre a apropriação e o plágio. Contudo, o que vemos como resultado não são cópias automáticas; Jacquet evita a aridez da construção dos procedimentos de reprodução mecânica, ao permitir que se veja o traço da intervenção manual do artista. O conjunto das obras efectuadas com trama permite uma declinação múltipla em que o aspecto serial é destruído pelo facto das imagens serem permanentemente reenquadradas. Em Camouflages nota-se um paradoxo sublinhado por Pierre Restany que faz com que Jacquet não possa enquadrar-se em absoluto com o espírito do Nouveau Réalisme : o seu trabalho enraiza-se deliberadamente na reprodução e não no objecto real, na representação e não na apresentação. Jacquet partilha, com os artistas da Pop Art americana, o gosto pela citação da História da Arte (a Renascença Italiana Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Miguel Ângelo e os mestres dos séculos XIX e XX Manet, Picasso, Mondrian, Matisse); por outro lado põe em questão o imaginário dos artistas mais representativos desse mesmo movimento (Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Robert Indiana, Jasper Johns). Os pintores Pop americanos incluem no seu discurso a recolha imediata de imagens publicitárias; as montagens de Jacquet são frequentemente mais complexas e trabalham sobre um sistema elaborado de citações. O lado artesanal das suas obras, por vezes aproxima-o mais da Pop Art inglesa do que da americana. Os aspectos de convergência entre o trabalho de Jacquet e o Nouveau Réalisme radicam no recurso a jogos de palavras através da colagem semântica pelas suas virtudes criativas (por exemplo, a concha da Vénus de Botticelli é substituída pelo logo da empresa petrolífera Shell). Vamos concentrar-nos em Le Déjeuner sur l Herbe, que por vezes parece resumir toda a obra de, mais concretamente na prova que se encontra no Museu Colecção Berardo em Lisboa. Le Déjeuner sur l'herbe é uma serigrafia sobre tela, de 1964, com 175 cm por 195 cm. Esta pintura, que possivelmente deriva de Fiesta Campestre de Giorgione e de um detalhe d O Julgamento de Paris de Marcantonio Raimondi, foi originalmente pintada por Manet em 1863, e tornou-se o grande ponto de passagem para a modernidade a nível artístico. 61 A Pop Art utilizou muitas das características e estratégias visuais desenvolvidas por uma sociedade que se pautava essencialmente pelas leis do consumo e da comunicação em massa. Em termos de linguagem visual, tanto a nível da cor como em termos gráficos, explorou essencialmente as imagens difundidas pelos diversos meios de comunicação social. Insurgindo-se contra o elitismo formal e conceptual do Expressionismo Abstracto, encontrava-se muito mais próxima do entendimento do observador comum e da cultura popular de massas. 14

19 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal Giorgione Fiesta Campestre, 1510 Óleo sobre tela 110 cm x 138 cm Musée du Louvre, Paris 62 Marcantonio Raimondi O Julgamento de Paris, Gravura 298 cm x 442 cm British Museum, Londres 63 Manet Le Dejeuner sur L'Herbe, 1863 Óleo sobre tela 214 cm x 269 cm Musée d'orsay, Paris Fonte: 63 Fonte: 64 Fonte: 15

20 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal Em 1963, ano do centenário do Déjeuner sur l herbe, Jacquet teve um primeiro encontro com o conjunto de variações que Picasso havia feito sobre essa mesma obra; um ano depois, começa a trabalhar nas suas versões deste conhecido tema bucólico. Picasso Versões de Le Déjeuner sur l Herbe (d après Edouard Manet), Fontes: gn/2008/aug/27/art.france&usg= bhuorexjh7wwa5f- VgwHQ9cLz04=&h=276&w=460&sz=37&hl=en&start=5&tbnid=p0aBBX1EG_tB_M:&tbnh=77&tbnw=128& prev=/images%3fq%3dpicasso%2bdejeuner%26gbv%3d2%26hl%3den 16

21 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal Partindo da obra homónima de Manet, para a criação de Le Déjeuner sur l Herbe Jacquet concebeu um autêntico quadro vivo da cena. Os protagonistas escolhidos para a recriação foram os amigos Pierre Restany, crítico de arte e mentor do Nouveau Réalisme, Jeannine de Goldschmidt, directora da Galerie J em Paris, Mario Schifano, um artista plástico Italiano e Jacqueline Lafon, esposa de Restany e irmã de Jeannine. Adoptando poses similares às das personagens de Manet, o cenário desenvolve-se na Quinta Plaisir, em Seine-et-Oise, nos arredores a oeste de Paris, junto a uma piscina. O espaço pertencia a Marie-Louise Lafon, sogra de Pierre Restany. O nome do local onde foi tirada a fotografia, Plaisir, presta-se a um certo jogo de sentido e é certo que a escolha dos intervenientes no quadro também não foi inocente. Jacquet convidou o crítico de arte Pierre Restany, o principal impulsionador do Nouveau Réalisme, para posar para um trabalho que claramente ia contra os seus princípios. O cenário, produzido por Jacquet e fotografado por Jacques Montagnac a 31 de Maio de 1964, deu origem a três fotografias das quais o artista seleccionou uma que constituiu a matéria a partir da qual criou uma obra de declinações múltiplas, em que usou diversas soluções técnicas numa longa perspectiva serial que joga com ligeiros reenquadramentos parciais. Fotografia seleccionada 17

22 Déjeuner sur l Herbe Análise Formal Produção: Fotografia: Jacques Montagnac 3 fotografias para Le Déjeuner sur l Herbe, A composição mostra três personagens principais: uma figura feminina despida (Jeannine de Goldschmidt) rodeada por dois homens integralmente vestidos com trajes contemporâneos à beira de uma piscina. A figura feminina em primeiro plano apresenta o corpo de perfil e o rosto a três quartos, apoiando o cotovelo no seu joelho direito. Pierre Restany surge como personificação do crítico de arte. Encontra-se em frente da figura feminina em primeiro plano, reclinado, e apresenta-se de fato de tom claro, chapéu e gravata, talvez demasiado formal para a cena em questão. Mario Schifano personifica o artista e surge do lado esquerdo da mesma figura feminina. Por contraponto à imagem do crítico, o artista é representado com uma indumentária mais informal, de casaco, mas sem camisa nem gravata. Ao fundo, do outro lado da piscina, à beira da água, está uma figura feminina com um fato de banho azul (Jacqueline Lafon), que se apresenta como espectadora da cena. Esta última corresponde à personagem de Manet que surge no plano de fundo tentando esconder a sua nudez. Le Déjeuner sur l'herbe (detalhe), Manet Le Déjeuner sur l'herbe (detalhe), Fonte: RESTANY, Pierre, : Le Déjeuner sur l Herbe º Anniversaire, p Fotografia de Filipa Gomes, Museu Colecção Berardo, Lisboa,

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