Sebenta do Aluno. COMO PENSAR TUDO ISTO? Filosofia 11. o Ano. Inclui: > Como estudar filosofia. > Como escrever um ensaio filosófico

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1 Sebenta do Aluno COMO PENSAR TUDO ISTO? ilosofia 11. o Ano Domingos aria / Luís eríssimo / Rolando Almeida Inclui: > Como estudar filosofia > Como escrever um ensaio filosófico > Resumos da matéria sujeita a avaliação externa > Provas modelo de exame

2 Sebenta do Aluno COMO PENSAR TUDO ISTO? ilosofia 11. o Ano Domingos aria / Luís eríssimo / Rolando Almeida Índice Como estudar filosofia 2 Como escrever um ensaio filosófico 6 Resumos de matéria sujeita a avaliação externa 11.º ano 15 Resumos de 10.º ano em Provas modelo de exame 38 Soluções 46

3 Como estudar filosofia Os problemas em filosofia Ouves muitas vezes os teus professores afirmar que os alunos têm de compreender e não decorar a matéria. Aqui está a chave para alcançar os resultados desejados. A filosofia, como já sabes, trabalha com problemas. Os problemas da filosofia são problemas a priori e não empíricos, pelo que o seu tratamento será também a priori. Significa que em filosofia vamos trabalhar com, entre outros elementos, argumentos. Os argumentos sustentam as teorias que procuram resolver problemas. A teoria de Kant que estudaste no 10.º ano procura dar resposta ao problema de saber o que é que fundamenta uma ação correta. E a teoria de John Rawls procura resolver o problema de saber o que fundamenta uma distribuição da riqueza justa. Assim, a primeira coisa a ter em mente quando queremos estudar filosofia é que temos de conhecer bem os problemas. Quando estudamos epistemologia, queremos saber o que é que fundamenta o nosso conhecimento do mundo, se é que alguma coisa o fundamenta verdadeiramente. Este é o problema que estudamos em filosofia do conhecimento. Depois queremos respostas. É certo que filosofar é dar as nossas respostas. Mas não podemos ignorar as respostas dadas pelos filósofos. Não temos de concordar com elas, mas temos de as conhecer e discutir. Assim, para estudar o problema da possibilidade do conhecimento abordamos três respostas principais: a do ceticismo, a do racionalismo e a do empirismo. Este é o primeiro passo: conhecer o problema e algumas respostas relevantes ao mesmo. O próximo passo é o da avaliação crítica dessas teorias. E para o fazer corretamente temos de começar, desde logo, a filosofar. ilosofar é, assim, entrar no diálogo crítico e racional com os filósofos. Para isso, temos de ter sempre presente que os problemas da filosofia são difíceis de resolver. Uma das características dos problemas filosóficos é que são problemas abertos, isto é, difíceis de resolver de um modo conclusivo. E cada resposta em filosofia funciona muitas vezes como uma aproximação à verdade. Os argumentos ocupam aqui um lugar especial, já que as melhores teses (respostas aos problemas) são aquelas que são sustentadas por argumentos mais estruturados. Para argumentar com rigor é necessário ter cuidado com os conceitos usados nas proposições. Por essa razão, um passo essencial consiste na definição dos conceitos que incluímos nos argumentos. Se queremos, por exemplo, discutir o problema do conhecimento em epistemologia, temos, antes de tudo, de definir o que queremos dizer com o conceito conhecimento. Assim, para estudar filosofia temos de conhecer: os conceitos. os problemas. as teorias. os argumentos. Uma das principais ferramentas usadas pelos filósofos para avaliar criticamente os argumentos é a lógica, que começas por estudar logo no início do 11.º ano. Ela aparece no programa em opção entre a lógica silogística ou a lógica proposicional clássica. Qualquer uma permite-te construir e avaliar argumentos de modo rigoroso, para que possas tomar partido na discussão racional dos problemas filosóficos de forma crítica e fundamentada. Mas a avaliação crítica dos argumentos vai além do que a avaliação que a lógica formal permite. Isto porque usamos muitas vezes 2 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

4 argumentos cuja eficácia persuasiva não depende apenas da sua estrutura ou forma lógica. Para proceder à avaliação desse tipo de argumentos também vais estudar alguns aspetos centrais da lógica informal. Como responder às questões dos testes e exames? Uma das primeiras dificuldades apresentadas pelos estudantes para responder a questões, tanto em testes, como em exames reside em interpretar o que se pede. Assim, a primeira coisa a fazer é deter-te algum tempo a ler bem a questão. Em regra, as questões de testes e de exames apresentam um pedido com um verbo: relaciona, explica, apresenta, etc. Esta é a primeira palavra de ordem que tens de seguir. Se o que te é pedido é que relaciones duas teorias, é isso mesmo que terás de fazer, estabelecer uma relação entre ambas, apontando pontos onde elas se tocam e pontos onde elas se distanciam. Por exemplo, se te é pedido que relaciones as respostas de Descartes e Hume quanto à origem do conhecimento, terás de te centrar nas respostas de cada um dos filósofos ao problema em discussão. Em casos mais complicados, a pergunta faz dois pedidos ao mesmo tempo, tais como: «Relaciona e explica». Neste caso, além de estabeleceres a relação, terás também de explicar cada ponto relacionado. Uma boa estratégia consiste em fazeres uma lista dos principais pontos da teoria de cada autor e depois então redigires a tua resposta. A maioria dos testes e exames tem vários grupos com itens diferentes de resposta. Em todos os itens deves seguir a regra de ler atentamente o que te é pedido. Nos testes e exames de filosofia existem questões de escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de exploração ou resposta desenvolvida. Nas questões de escolha múltipla deves ter o cuidado de ler atentamente todas as alternativas disponíveis antes de selecionares aquela que te parece mais adequada. Uma estratégia possível para resolver este tipo de exercícios é começar por excluir as hipóteses que são claramente erradas, para depois analisar com mais detalhe aquelas que nos parecem mais plausíveis e decidir de entre elas a que devemos selecionar. Nas questões de resposta curta deves procurar ser o mais sintético e objetivo possível. Tenta perceber exatamente qual é o aspeto da(s) teoria(s), argumento(s) ou problema(s) que está(ão) a ser visado(s) e o que se pretende que faças em relação ao(s) mesmo(s). Por exemplo, indicar não é o mesmo que explicar. Se a pergunta te pede que indiques e acabas por explicar, é natural que fiques sem tempo para concluir o resto do teste. Nas questões de desenvolvimento, é possível que te seja solicitado que apresentes a tua posição devidamente fundamentada sobre o problema em discussão. Uma das melhores formas de responderes adequadamente consiste em atacares a tese oposta àquela que defendes, mostrando as suas insuficiências e objeções possíveis. Assim, numa resposta de desenvolvimento (em regra, a última do exame e a que tem maior cotação) deves seguir atentamente estes passos: Se é proposto um texto, tens de o ler com muita atenção; Identificar e formular explicitamente o problema em causa; Tens de identificar a resposta que o autor dá ao problema, que é a tese defendida pelo autor; Apresentar com clareza a tua posição relativamente ao problema se te for pedida; Apresentar argumentos a favor da tua posição; Apresentar pelo menos uma objeção à posição a que te opões. Para que a resposta seja completa e bem avaliada, convém ainda usares criatividade e uma boa capacidade de escrita, para além de revelares um bom domínio dos problemas e das teorias COMO ESTUDAR ILOSOIA 3

5 que procuram dar-lhes resposta. Claro está, isso não se consegue sem esforço. Esse esforço, no estudo da filosofia, consiste na leitura paciente dos textos propostos, bem como das explicações do manual. Uma boa estratégia para melhorares o teu desempenho consiste em praticares este tipo de resposta em casa antes dos principais momentos de avaliação. azer algum treino para respostas de desenvolvimento Um treino essencial em filosofia consiste em, após compreenderes minimamente o que os filósofos defendem perante os problemas propostos, pensares por ti mesmo que resposta darias aos problemas e escreveres a tua própria posição. Podes pedir ajuda ao teu professor para aperfeiçoar essas técnicas. Mas também podes, de forma autónoma, redigir as tuas próprias respostas aos problemas. A técnica mais eficaz é teres sempre presente que no início é fundamental saberes bem qual o problema em causa e conhecer as teorias dadas nas aulas que respondem a esse problema. Um bom treino para fazer isto é colocares o problema a ti mesmo(a). Podes fazê-lo antes mesmo de iniciares o teu estudo ou podes fazê-lo após o teu estudo. Se estudares o problema da possibilidade do conhecimento, podes iniciar o teu trabalho perguntando: Será o conhecimento possível? A resposta a este problema começa com um sim ou com um não. Neste passo tens de arriscar uma resposta ao problema e ensaiares como se vai sair a tua resposta quando confrontada com as objeções. De seguida estuda atentamente as teorias e compara as respostas dos filósofos com a tua própria resposta. Será que ainda pensas da mesma forma após este exercício? Que razões tens para continuar a sustentar a tua resposta? Este exercício de avaliação crítica ajuda-te a melhorar as tuas competências filosóficas e deve ser feito continuamente. Outras sugestões de estudo Mapas conceptuais Uma das estratégias muito usadas em filosofia é elaborar mapas conceptuais. Os mapas conceptuais são esquemas nos quais se recorre aos principais conceitos das matérias a estudar. No final de cada tema do Como Pensar Tudo Isto? tens bons exemplos destes mapas. Mas podes fazer os teus próprios mapas. É uma forma de estruturar mentalmente o encadeamento das matérias e de perceber as teorias estudadas como se fossem peças de um puzzle. Resumos Os resumos são sempre úteis pois, no momento antes do teste, podes rever todos os conteúdos estudados. Para além disso, acabas por treinar a escrita que é uma das componentes essenciais quando fazes testes e exames. Os resumos podem ser feitos por cópia direta ou indireta. Se é cópia direta estás a resumir copiando partes do que lês e que são essenciais para a compreensão dos problemas e das teorias. Mas melhor ainda é, após o teu estudo, fazeres uma pausa e, recorrendo apenas ao que aprendeste, escreveres no caderno tudo o que compreendeste, sem qualquer cópia do manual ou de outro livro. Preparar o estudo antecipadamente Em regra, estudar nas vésperas dos testes e exames não é uma boa estratégia, pois dá-te apenas uma ideia muito fragmentada dos conteúdos e deixa-te sem tempo para treinares as tuas respostas e pores à prova os teus conhecimentos e a tua capacidade de estruturar o teu discurso de modo claro e coerente no tempo previsto para a realização da prova. A compreensão de teorias que envolvem complexidade, como as teorias dos filósofos, exige paciência e calma. Preparar este trabalho com antecedência coloca-te em vantagem para obter boas classificações. 4 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

6 Atenção nas aulas Quando estiveres a ver reportagens na televisão sobre resultados de exames dá especial atenção ao que dizem os estudantes que conseguem melhores resultados. O livro de Jorge Rio Cardoso, O Método de Ser Bom Aluno, Bora Lá? (editora Guerra e Paz), apresenta vários depoimentos de alunos que tiveram excelentes resultados no Ensino Secundário. A característica mais comum referida pelos bons estudantes é a atenção nas aulas. Nas aulas de filosofia discutem-se teorias e argumentos em confronto. As teorias e os argumentos são conjuntos de proposições que se encadeiam logicamente umas com as outras. Se perdes parte dessas ideias porque estás distraído torna-se mais difícil, no final, teres uma boa compreensão das teoria e dos argumentos envolvidos na discussão. Por outro lado, se estiveres atento nas aulas, o teu estudo em casa irá levar-te metade do tempo, pois não terás de fazer todo o esforço de compreender uma teoria partindo do zero. Assim, em casa apenas consolidas aquilo que compreendeste na aula. Usar dicionários e glossários Em regra, no final dos manuais são incluídos glossários, tal como acontece no Como Pensar Tudo Isto? Deves usar os glossários, pois em muitos casos são essenciais para compreender melhor a definição dos conceitos usados pelos filósofos. Outro método é recorreres a dicionários específicos. Se estiveres a estudar física e te deparares com o conceito de massa se pensares no jantar estás a fazer uma confusão elementar. Para desfazer confusões recorres a um dicionário de física. O mesmo se passa com a filosofia. Um bom dicionário de filosofia pode ajudar-te bastante no teu estudo. Existem vários no mercado português, mas há um que foi especialmente concebido para usares no Ensino Secundário por estudantes da tua idade, que é o DE Dicionário Escolar de ilosofia (Plátano Editora). COMO ESTUDAR ILOSOIA 5

7 Como escrever um ensaio filosófico ormular e testar argumentos é importante em qualquer área, mas é especialmente decisivo quando lidamos com grandes questões abstratas, já que não temos outra forma de as compreender. Uma teoria filosófica é apenas tão boa como os argumentos que a apoiam. Alguns argumentos são sólidos, alguns não o são, e precisamos de saber como os distinguir. Seria bom se houvesse uma maneira simples de o fazer. Infelizmente, não há. Os argumentos são muito diversos e podem estar errados de inúmeras formas. Porém, podemos atender a alguns princípios gerais. James Rachels, Problemas da ilosofia, Gradiva, 2009, Tradução de Pedro Galvão, p.299 A filosofia vive de problemas e expressa-se em textos aos quais chamamos ensaios. Chama- -se ensaio pois tudo o que os filósofos fazem é ensaiar soluções para os problemas. Em filosofia, um ensaio não é mais do que uma tentativa de responder, de um modo fundamentado, a um problema filosófico. Sugestões para a redação de um ensaio filosófico Um ensaio pode ter apenas uma página ou duas, mas também pode ter trezentas ou quatrocentas. Não há limite para redigir um ensaio. Tudo depende do nosso nível de conhecimentos e grau académico de estudos. Em regra, no ensino secundário, um ensaio deve ter duas ou três páginas e não mais nem menos. É o espaço suficiente para discutir um problema filosófico. Em seguida apresentamos algumas sugestões orientadoras para redigires um bom ensaio em filosofia. 1. Apresentação do problema Não há filosofia sem problemas. A filosofia vive dos problemas. Por exemplo, sabemos que o aborto de fetos humanos é tecnicamente possível. Só não sabemos se é eticamente correto matar fetos humanos. Em filosofia não queremos saber como é que o aborto é tecnicamente possível, mas se a prática do aborto é eticamente aceitável ou se temos boas razões para não o aceitar. Assim, temos um problema. De modo semelhante, sabemos que o Augusto adora a música dos Radiohead, mas a Tânia gosta muito mais de jazz e não gosta nada de Radiohead. Percebemos facilmente que têm gostos diferentes. amos agora supor que o Augusto diz que a música dos Radiohead é arte, mas o jazz não passa de sons cacofónicos e confusos tocados um pouco à sorte. E que a Tânia discorda e acha que a música dos Radiohead não é arte, pois apesar de emocional, daqui a duzentos anos ninguém quer saber dela para nada. Mesmo que respeitemos a diferença de gostos (afinal, cada um parece ter liberdade ao seu gosto pessoal), temos o problema de saber se é possível uma definição da arte e, se é, qual a definição mais adequada. amos agora imaginar que te foi proposta a redação de um ensaio filosófico para testares as teorias sobre a definição da arte. A primeira coisa a fazer é, após teres lido os textos propostos, apresentares o problema. Sem a apresentação do problema, nada há para defender. Qualquer 6 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

8 bom ensaio de filosofia deve começar pela apresentação do problema que se vai discutir. 2. Título do ensaio O título de um ensaio de filosofia deve conter uma pergunta. Por exemplo, se o ensaio é sobre o problema ético do aborto, o título poderá ser qualquer coisa como: será a prática do aborto eticamente aceitável? Ou seja, o título do ensaio remete logo para o problema no qual se vai ensaiar uma resposta. Damos-te aqui algumas sugestões de bons títulos de ensaios: Serão as touradas moralmente permissíveis? (ilosofia Moral, Ética) Será que Deus existe? (ilosofia da Religião) Será o conhecimento possível? (ilosofia do Conhecimento) Serão as teorias científicas empiricamente verificáveis? (ilosofia da Ciência) Qual a forma mais justa de distribuir a riqueza? (ilosofia Política) 3. Mostrar a importância do problema Logo no início do ensaio deve-se mostrar qual a importância do problema. Uma das melhores formas de o fazer é mostrar por que razão é um problema a ser tratado pela filosofia. Um mesmo problema pode ser analisado de diversas maneiras. Por exemplo saber o número de abortos praticados numa determinada sociedade não é um problema filosófico. Do mesmo modo não é um problema da filosofia saber se o aborto pode ou não ser legalizado. Mas é um problema filosófico procurar dar resposta à moralidade do aborto. Para mostrar a importância do problema é necessário saber em primeira mão o que é um problema filosófico, matéria aprendida logo no início do 10º ano. Resumidamente um problema é filosófico se é um problema a priori, isto é, impossibilitado de ser resolvido pela experiência. Um problema matemático também é a priori. A diferença é que os problemas matemáticos podem ser resolvidos com métodos de cálculo formal e os filosóficos não. Um problema é filosófico se sujeito à argumentação racional e se o mecanismo de análise passa pela investigação do seu conteúdo, isto é, dos argumentos. Saber se fazer grafitis é legal ou não é um problema de leis e não da filosofia. O conteúdo da filosofia são os problemas que são analisados pela capacidade lógica e argumentativa. O mesmo é dizer que são os problemas que são suscetíveis de serem analisados primariamente pela capacidade de raciocinar sobre esses mesmos problemas. 4. Apresentar de modo claro a tese que se quer defender O que defendemos deve estar isento de confusões. Se defendemos que o aborto devia ser eticamente permissível, é exatamente isso que devemos escrever no nosso ensaio. A defesa de uma tese corresponde à defesa da conclusão de um argumento. ace a essa conclusão temos de expor as razões, que são as premissas que conduzem a essa defesa. Muitas das vezes a melhor forma de tornar o que defendemos mais claro é apresentar a conclusão logo a abrir o ensaio: Neste ensaio vou defender a tese X. Torna-se desagradável estar a ler um texto sem compreender muito bem o que se está propriamente a defender nesse texto. De modo que o melhor modo de o evitar é ir direto ao assunto. 5. Apresentar argumentos a favor da tese Um argumento é uma cadeia de raciocínios para apresentar a tua tese. Quanto mais clara for essa apresentação, melhor avaliação terá o teu trabalho. Para defenderes a tua tese, podes apresentar um ou mais argumentos. Como verás ao longo do ano letivo, acontece muitas vezes que argumentos que nos parecem sólidos não o são e incorrem em falácias. O problema é que um argumento pode apresentar uma conclusão verdadeira e, ainda assim, não ser sólido. COMO ESCREER UM ENSAIO ILOSÓICO 7

9 Por exemplo: (1) Todos os indivíduos que nasceram em Portugal são Presidentes. (2) Cavaco Silva nasceu em Portugal. (3) Logo, Cavaco Silva é Presidente. A conclusão é verdadeira, mas ainda assim o argumento não é sólido, pois tem a primeira premissa falsa. Isto significa que nunca devemos avaliar um argumento em função de a conclusão ser verdadeira. Devemos estar atentos a este aspeto pois muitas vezes aceitamos maus argumentos somente porque a conclusão está de acordo com aquilo que aceitamos ser verdadeiro. Tudo o que há a fazer quando descobrimos que um argumento não é sólido é reformular esse mesmo argumento. Neste ponto pode ser útil rever o capítulo das falácias formais e informais. 6. Responder às possíveis objeções Nenhum problema, filosófico ou não, é pacífico na sua análise. Os problemas da filosofia são muito menos pacíficos. São problemas que exigem disputa intensa e sistemática. Quando nos colocamos perante um problema filosófico, temos de tomar conhecimento das principais teses em confronto. No 10º ano estudaste duas teses que procuravam dar resposta ao problema da fundamentação da moral, a deontologia de Kant e o consequencialismo de Stuart Mill. Cada um destes autores procurou ou mostrar que há juízos morais que têm valor de verdade, tal qual um juízo de facto, isto é, que há respostas objetivistas para a moralidade. Mas estudaste também que cada uma destas teses não está isenta do contraditório, isto é, de objeções fortes. Isso não significa que não sejam boas respostas. São de tal modo boas que têm atravessado todo este tempo (séculos) e ainda são muito estudadas, incluindo no ensino português da filosofia. Ao estudá-las podemos ter inclinação para defender uma ou outra, ou até para considerar que as duas respondem bem ao problema. Tudo o que temos a fazer é conhecer cada uma delas e conseguir elaborar a nossa própria tese, mostrando as insuficiências da tese oposta à nossa. Responder às objeções corresponde também à nossa curiosidade de descoberta e capacidade de investigação. No teu ensaio não podes passar ao lado das objeções que podem ser feitas ao que defendes. Tal atitude seria pressupor a tua infalibilidade e tornaria o teu ensaio muito mais fraco. Para conheceres bem as teses e objeções dos filósofos tens de te apoiar nas aulas, mas também na ajuda e orientação do teu professor ou nas bibliografias indicadas no teu manual. 8 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

10 Dois exemplos de ensaios argumentativos de alunos do secundário Estes dois exemplos não incluem bibliografia, já que ambos foram realizados com a bibliografia dada pelo professor, pelo que se dispensou o registo da bibliografia no final. Será que a arte pode ser definida? Esta é provavelmente a questão fundamental da filosofia da arte, esta é uma das questões que invade a mente de jovens e adultos curiosos e atentos, apreciadores de todo o tipo de arte como o teatro, o cinema, a música, a escultura, a pintura, e muitas outras. Com esta questão pretendemos analisar se existe uma definição de arte capaz de conter todas as variedades de obras de arte, como acreditam alguns filósofos que exista. No entanto existem outros filósofos que consideram um erro encontrar uma definição que cubra tamanha variedade de obras de arte, mas neste ensaio a tese que vou defender demonstra que é possível encontrar uma definição de arte plausível e capaz de conter todas as obras de arte. Teoria Idealista da Arte Uma das respostas a este problema é a Teoria Idealista da Arte. Esta teoria foi formulada por R.G. Collingwood na obra Principles of Art, e é muito diferente das outras pois sustenta que a verdadeira obra de arte é uma ideia ou emoção na mente do artista, contrariando outras teorias que afirmam que a verdadeira obra de arte é física. Nesta teoria a ideia ou emoção do artista é expressa fisicamente devido ao envolvimento do artista com um meio artístico específico, no entanto a obra de arte permanece na mente do artista. Esta teoria também distingue arte do artefacto. As obras de arte são realizadas em virtude da interação do artista com um meio específico como as pautas, palavras ou tintas. Enquanto um artefacto é criado com um propósito premeditado, e o artesão planeia na totalidade a construção do mesmo. Assim um quadro de Dalí não foi totalmente planeado e não tem nenhum propósito específico enquanto uma cadeira tem uma função própria e foi construída de forma a ser capaz de executar a sua função e a sua elaboração foi alvo de um planeamento. Sendo assim um quadro de Dalí é uma obra de arte enquanto a cadeira é apenas um artefacto. No entanto, as obras de arte são em parte artefactos pois segundo Collingwood, isto acontece pois arte e artefacto não são mutuamente exclusivas, e por isso nenhuma obra de arte é exclusivamente um meio para um fim. Esta teoria contrasta a arte recreativa (aquela cujo único objetivo é divertir as pessoas ou provocar algum sentimento ou emoção) e as obras de arte genuínas. Sendo a arte genuína um fim em si mesma, não tem nenhum propósito enquanto que a arte recreativa tem o propósito de divertir as pessoas e por isso é artefacto, o mesmo se passa com a arte religiosa, feita também com um propósito premeditado é também artefacto. COMO ESCREER UM ENSAIO ILOSÓICO 9

11 Desta distinção da arte e artefacto conseguimos obter uma tentativa de definir arte, descrita por este argumento: 1. É arte tudo o que seja criado em resultado do envolvimento do artista com um meio específico, e não tenha um propósito específico, assim como não tenha sido previamente planeado na sua totalidade. 2. A Mona Lisa de Leonardo Da inci foi criada em resultado do envolvimento de Leonardo Da inci com as tintas, e que se saiba não tinha um propósito específico e não tinha sido previamente planeada na sua totalidade. 3. Logo, a Mona Lisa é uma obra de arte. Como as outras teorias, a Teoria Idealista da Arte apresenta algumas objeções. ou então analisá-las. Objeções à Teoria Idealista da Arte (1) Uma das objeções feitas a esta teoria leva-nos a crer que a Teoria Idealista talvez não classifique muitas obras de arte como arte mas sim artefacto. Há poucos séculos atrás não havia fotografias e a única forma que as pessoas desse tempo tinham para retratarem momentos ou mesmo pessoas seria através de pinturas. Assim essas pinturas deixariam de ser arte pois tinham sido elaboradas com um propósito específico e de, acordo com esta teoria, caso houvesse uma função ou um propósito destinado a essa pintura, ela passaria a ser artefacto. Esta crítica alarga-se também à arquitetura, uma das Belas Artes, e mostra- -nos que a maior parte dos edifícios foram criados com um propósito específico, e caso esse propósito se verifique esta teoria não os considera obras de arte. Esta teoria é então excessivamente restritiva, segundo esta objeção. (2) A Teoria Idealista considera as obras de arte como ideias que residem na mente e não objetos físicos, portanto quando vamos ao Museu de Arte Contemporânea, por exemplo, tudo o que observamos não são as verdadeiras criações do artistas mas sim vestígios das mesmas. É devido à residência da verdadeira obra de arte na mente do artista que esta objeção surge e é talvez a principal objeção a esta teoria, essa objeção baseia-se na estranheza provocada devido à não existência material da obra de arte. Tentativas de defesa perante estas objeções No entanto um defensor da Teoria Idealista pode ainda tentar-se defender, analisemos uma possível defesa da objeção 1: Muitos dos edifícios existentes atualmente foram projetados segundo um propósito específico como o caso do prédio onde habito, que foi projetado de maneira a conter 12 apartamentos, uma garagem, uma sala de convívio e um terraço. O meu prédio é um prédio com um design relativamente comum, no entanto outros edifícios como o Museu Guggenheim de 10 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

12 Nova Iorque são dotados de um design original. Antes de analisarmos o Museu Guggenheim, vamos ter em conta que um edifício é um artefacto, pois têm um propósito específico, mas o seu design e estilo não, visto que se um edifício é verde por fora, tem umas janelas enormes, possui um terraço circular, é indiferente para a função do mesmo. O Museu Guggenheim foi arquitetado por rank Lloyd Wright, este arquiteto foi capaz de projetar um edifício composto por um design incrível digamos que no auge da originalidade. Este arquiteto podia ter elaborado um edifício parecido como o meu mas em maior dimensão, no entanto mostrou o seu talento no design do edifício. Este homem teria que projetar um edifício que contivesse determinadas salas, no entanto a maneira de distribuí-las e embelezar o próprio edifício não tinha nenhum propósito específico e resultou do seu envolvimento com os lápis tendo em conta os seus conhecimentos de arquitetura. Logo, o design do Museu Guggenheim é uma obra de arte assim como o design da Ponte Dom Luís no Porto, visto que ambas estas obras arquitetónicas tinham um propósito específico mas o seu design não. Segundo esta teoria a arquitetura continua a tornar-se uma das Belas Artes. Sabendo que antes da existência de fotografias alguns momentos ou pessoas eram retratados através de pinturas, a Teoria Idealista considera essas pinturas artefacto. No entanto os tons usados pelo pintor, o rigor ou falta dele, e o próprio estilo do desenho, podem não ter sido planeados, e o propósito específico de alguns retratos simplesmente não existe. O artista podia, assim, ter-se inspirado numa pessoa ou num momento e desenhá-lo à sua maneira. O retrato resultaria do envolvimento do artista com as tintas ou lápis, baseado em algo, e este tipo de retrato é uma obra de arte. Tendo em conta isto provavelmente existem muitos mais retratos deste género do que os com um propósito específico. Para terminar vamos analisar agora uma possível defesa da objeção 2, que de certo modo pode ser facilmente objetada: Sendo uma obra de arte algo não físico e que permanece na mente do autor, torna-se impossível ver essa obra, e tudo o que se encontra exposto em galeria são apenas vestígios de obras de arte. Isto parece inconcebível para a maior parte da população, no entanto se analisarmos este problema chegaremos à conclusão de que tem toda a lógica a verdadeira obra de arte permanecer na mente do seu criador. Uma obra de arte é muito mais complexa do que aparenta ser, a intenção do artista, a escolha de cores por parte do artista tornam-se parte da obra e o único sítio onde uma obra de arte é constituída por todas as informações importantes para a mesma, é na mente do artista. Logo, faz todo o sentido que o que observamos numa galeria sejam apenas vestígios pois não possui todas as informações para a compreensão da respetiva obra de arte. Diogo Alexandre Anastácio de Sousa 10º 32, Escola Jaime Moniz, unchal, 2013 COMO ESCREER UM ENSAIO ILOSÓICO 11

13 Problema: Moralidade da Prática do aborto Posição: Neste ensaio vou defender a minha posição sobre a moralidade da prática do aborto. Abortar é um dos muitos verbos que dividem o nosso mundo. Assim, esta questão envolve uma especial preocupação e atenciosos debates, em volta da mesma, que de alguma forma irão ajudar- -nos a decidir a nossa posição sobre determinado assunto. Neste debate filosófico não se coloca a questão se o aborto deve ser legalizado ou não, mas sim se este é moralmente correto ou incorreto. Eu defendo a imoralidade do aborto, contudo concordo com o facto de que, em certas circunstâncias este possa ser moralmente admissível, como em casos em que a continuação da gravidez põe em risco a vida da mulher, em que a gravidez resultou de um ato de violação ou quando o feto sofre de deficiências ou doenças que afetam muito negativamente a sua futura qualidade de vida. Será o aborto moralmente permissível? Defesa do tema: Abortar consiste em matar o feto, impedir que este nasça. Sendo que consideramos moralmente errado e mesmo repugnante matar uma pessoa adulta, porque haveremos de considerar correto matar o embrião ou feto? Isto relaciona-se com a questão da humanidade do feto e com o seu direito à vida. Hoje em dia, somos introduzidos aos métodos contracetivos bastante cedo. Existe uma grande preocupação nos países desenvolvidos em informar os jovens acerca de como prevenir uma gravidez indesejada. Com tanta informação e acesso grátis a métodos contracetivos eficazes, como podemos afirmar que não temos responsabilidade pelo que aconteceu? Não podemos matar um ser humano simplesmente porque não tivemos cuidado e fomos irresponsáveis e como tal, devemos aceitar as consequências. Além disso, a vida da gestante não tem maior valor do que vida do feto. E, se a mãe não desejar ter o bebé, pode simplesmente encaminhar a criança para adoção e quem sabe, fazer outra família feliz. Todos os defensores da imoralidade do aborto defendem os argumentos pró-vida padrão. Um desses argumentos pode ser apresentado da seguinte maneira: Todos os seres humanos têm o mesmo direito à vida. Os fetos são seres humanos. Matar deliberadamente quem tem o direito à vida é errado. O aborto consiste em matar fetos deliberadamente. Logo, o aborto é errado. Obviamente, o termo fetos refere aqui apenas os fetos humanos desde a conceção até ao nascimento. Apesar da plausibilidade do argumento, este enfrenta uma crítica importante, como Peter Singer fez notar, ser humano é um termo ambíguo que tem pelo menos dois sentidos profundamente diferentes. 12 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

14 Porém, para evitar ambiguidades, viemos a ter um outro argumento que apoia os defensores dos argumentos pró-vida padrão. Se um indivíduo tem um futuro com valor, então possui o direito à vida. O feto tem um futuro com valor. O aborto provoca a morte do feto. Logo, o aborto é moralmente errado. Segundo este argumento de Don Marquis, mais conhecido como argumento futurista, um ser humano tem direito à vida porque valoriza o futuro que poderá ter. Matar um homem adulto é moralmente errado porque o priva das experiências, das sensações, dos potenciais sucessos do seu futuro, os quais ele viria a valorizar. Logicamente, o feto poderá também, assim como um ser humano adulto, ter um futuro que, embora não valorize no momento, virá muito provavelmente a valorizar mais tarde e matá-lo será privá-lo desse futuro sendo que, nestes termos, é tão mau matar um feto como um indivíduo adulto. Objeções e resposta às objeções Em resposta ao argumento pró-vida básico existem diversas objeções formadas pelos defensores da posição pró-escolha. Michael Tooley e Mary Anne Warren são defensores desta posição que acredita que o feto não tem o direito moral à vida. Tooley diz que o feto não satisfaz uma condição necessária para a posse do direito à vida: a consciência de si. Este sugere que ter direito a continuar a existir é estar sujeito a experiências e a outros estados mentais. Já Warren defende que os fetos humanos não têm direito à vida porque estão fora da comunidade moral e estão fora porque não respeitam certos critérios de personalidade que os faz deixar de ser pessoas. Warren diz que atribuir o direito à vida iria interferir nos direitos das mulheres. Porém, os seus argumentos não são cogentes porque mesmo que afirmemos que estas são características necessárias para sermos pessoas, o facto de excluirmos o feto desta categoria implicaria a exclusão dos recém-nascidos, pois estes também não são capazes de qualquer tipo de pensamento racional e não têm, em grande parte, consciência da sua vida e do facto de que podem vir a ter um futuro. Seguindo este raciocínio, para admitirmos o aborto como moralmente correto, temos de fazer o mesmo com o infanticídio. Mesmo que admitamos que um feto não tenha consciência do que o rodeia nem pensamento racional, temos de admitir o mesmo em relação aos bebés recém-nascidos, assim como em relação aos portadores de certas deficiências mentais, o que me leva a concluir que o aborto é moralmente errado. Outra objeção é uma teoria de Judith Thomson que defende a posição que o aborto é permissível mesmo que o feto tenha direito moral à vida. Um dos argumentos a favor da moralidade do aborto é o argumento do violinista. Este consiste numa experiência mental que nos pede para imaginar uma situação em que somos raptados por uma sociedade de apreciadores COMO ESCREER UM ENSAIO ILOSÓICO 13

15 de música que liga o nosso sistema circulatório ao de um violinista famoso, que tinha uma doença renal fatal e cujo tipo de sangue era apenas compatível com o nosso. Teríamos então de tomar a decisão de ficar ligados ao violinista durante 9 meses, após os quais ele ficaria curado, ou de nos desligarmos dele, matando-o. Dizem então, que não tínhamos a obrigação de sustentar a vida através do nosso corpo. Os defensores dos argumentos pró-escolha esclarecem que, tal como o músico, o feto é um ser humano inocente cujo direito à vida está fora de questão. Porém, há uma grande inconsistência na comparação deste argumento com uma gravidez, pois desde muito cedo se cria um vínculo mãe-feto. Este não é apenas biológico, como descrito na experiência mental do violinista mas também emocional. Um feto que foi concebido no corpo de alguém não é, para essa pessoa, um completo estranho. Além disso, o que talvez seja mais importante, como anteriormente tinha referido, é que uma gravidez não é algo totalmente involuntário. O que me leva, mais uma vez, a concluir que o aborto é moralmente errado. Sofia Matias, 10º 32, Escola Jaime Moniz, unchal, 2013 SUGESTÕES Livros Anthony Weston A Arte de Argumentar, Gradiva, 1996 James Rachels Problemas da ilosofia, «Apêndice, Como avaliar argumentos?», Gradiva, 2009 Internet James Pryor, Como se escreve um ensaio de filosofia, in: fil_escreverumensaio.html Artur Polónio, Como escrever um ensaio filosófico, in: pt/2012/04/ensaio-argumentativo. html Escrever ensaios orientações, Rolando Almeida, in: escrever-ensaios-orientacoes.html 14 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

16 Resumos de matéria sujeita a avaliação externa - 11.º ano Resumos de 10.º ano em III Racionalidade argumentativa e ilosofia da lógica silogística 1. Argumentação e lógica formal 1.1 Distinção entre validade e verdade Através dos argumentos os filósofos apresentam razões a favor das suas ideias ou teorias. Mas o que é um argumento? Pode-se caracterizar razoavelmente um argumento dizendo que consiste num conjunto de proposições em que se procura defender uma delas a conclusão com a base nas outras as premissas. Para se discutir mais facilmente as teorias e argumentos da filosofia é conveniente fazer a reconstituição dos argumentos que surgem naturalmente ao longo de um texto, tornando-os mais claros e formulando-os na sua representação canónica (ou seja, explicitando quais são as premissas e qual é a conclusão). Um dos trabalhos principais da lógica é examinar se um argumento é válido ou inválido. Num argumento dedutivo válido, necessariamente, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também será verdadeira. Num argumento indutivamente válido, provavelmente, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também será verdadeira. Um bom argumento, além de ser válido, é também sólido e cogente. Um argumento é sólido se, além de ser válido, tem de facto as premissas verdadeiras. Um argumento é cogente se, além de ser válido e sólido, tem premissas mais plausíveis ou mais aceitáveis do que a conclusão. Quanto à distinção entre verdade e validade, é importante observar que a validade é uma propriedade dos argumentos, ao passo que a verdade é uma propriedade das proposições. Assim, dizemos que os argumentos são válidos ou inválidos, mas não verdadeiros ou falsos. Ao passo que dizemos que as proposições são verdadeiras ou falsas, mas não válidas ou inválidas. 1.2 Lógica Silogística Aristotélica opção A Para analisar a validade de argumentos compostos com proposições universais e particulares podemos recorrer à lógica silogística criada por Aristóteles. A lógica aristotélica lida com quatro formas proposicionais categóricas, constituídas por termos gerais, nomeadamente: Universais afirmativas tipo A Todo o S é P. Universais negativas tipo E Nenhum S é P. Particulares afirmativas tipo I Algum S é P. Particulares negativas tipo O Algum S não é P. Pode caracterizar-se um silogismo como uma forma de argumentativa dedutiva que é constituída por duas premissas e uma conclusão, com proposições somente do tipo A, E, I ou O, e com apenas três termos, nomeadamente: termo maior, termo menor e termo médio. O termo maior é o termo com maior extensão. RESUMOS DE MATÉRIA SUJEITA A AALIAÇÃO EXTERNA 11. ANO 15

17 Além disso, é o predicado da conclusão e repete-se só numa das premissas. O termo menor é o termo com menor extensão. Além disso, é o sujeito da conclusão e repete-se só na outra premissa. E o termo médio é o termo de extensão intermédia e surge em cada premissa, mas não na conclusão. Os silogismos podem ser classificados quanto ao modo e à figura. Por um lado, o modo do silogismo indica a forma proposicional ou tipo a que pertence cada premissa e conclusão. Por outro lado, a figura do silogismo é determinada pela posição relativa do termo médio (sujeito ou predicado) em cada uma das premissas. Existem quatro combinações possíveis de posições dos termos de um silogismo. São essas combinações que permitem indicar a figura do silogismo. (1) O termo médio tem de ser distribuído em pelo menos uma premissa. (2) Cada termo distribuído na conclusão tem de ser distribuído nas premissas. (3) Se a conclusão é negativa, exatamente uma premissa tem de ser negativa. (4) Se a conclusão é afirmativa, ambas as premissas têm de ser afirmativas. Caso um silogismo não satisfaça uma dessas regras, comete-se uma falácia formal. Nomeadamente, caso não se respeite a regra (1), comete- -se a falácia do termo médio não distribuído. Se a regra infringida é a (2), então comete-se uma falácia da ilícita maior (caso ocorra com o termo maior), ou uma falácia da ilícita menor (caso ocorra com o termo menor). Existe ainda a falácia dos quatro termos quando o argumento que se está a analisar não é um silogismo em sentido estrito tendo mais de três termos. AIRMATIA NEGATIA UNIERSAL Tipo A Todo S é P Tipo E Nenhum S é P 1.2 Lógica Proposicional Clássica opção B PARTICULAR Tipo I Algum S é P Tipo O Algum S não é P Na lógica proposicional ignora-se o conteúdo específico e atende-se às operações lógicas existentes. Cada proposição elementar ou simples que constitui um argumento é representada pelas letras P, Q, R, e assim sucessivamente, a que se chamam variáveis proposicionais. Um dos aspetos fundamentais para analisar a validade dos silogismos é saber a distribuição dos termos. Um termo está distribuído quando se refere a todos os membros de uma classe. Para se saber se um termo está distribuído pode-se seguir estes dois princípios: (i) o termo sujeito apenas está distribuído nas universais; (ii) o termo predicado apenas está distribuído nas negativas. Há um conjunto de regras que permitem determinar se um determinado silogismo é válido ou inválido. Um silogismo é válido se satisfaz todas as seguintes regras: Além dessas variáveis proposicionais, nesta lógica existem também conectivas proposicionais que são expressões que se adicionam a proposições de modo a formarem-se novas proposições. Essas conectivas têm um âmbito que consiste na parte da fórmula sobre a qual elas operam. A conectiva principal ou com maior âmbito é a que se aplica a toda a proposição. As conectivas proposicionais são verofuncionais quando o valor de verdade da proposição mais complexa é determinado apenas pelos valores de verdade das proposições que a compõem. Assim, as conectivas proposicionais verofuncionais usadas na lógica proposicional são: 16 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

18 Negação (Linguagem natural: não. Símbolo lógico: ) Conjunção (Linguagem natural: e. Símbolo lógico: ) Disjunção inclusiva (Linguagem natural: ou. Símbolo lógico: ) Disjunção exclusiva (Linguagem natural: ou... ou. Símbolo lógico: ) TABELAS DE ERDADE Negação Conjunção P P P Q P Q Disjunção Disjunção Exclus. Condicional (Linguagem natural: se... então. Símbolo lógico: ) Bicondicional (Linguagem natural: se, e só se. Símbolo lógico: ) P Q P Q P Q P Q Cada uma destas conectivas proposicionais verofuncionais tem funções de verdade, nomeadamente: a negação inverte o valor de verdade de uma proposição. A conjunção só é verdadeira se as proposições elementares que a compõem forem ambas verdadeiras. A disjunção inclusiva só é falsa se as proposições elementares que a compõem forem ambas falsas. A disjunção exclusiva só é verdadeira quando uma proposição elementar é verdadeira e a outra falsa e vice- -versa. A condicional só é falsa se a antecedente for verdadeira e a consequente for falsa. E a bicondicional só é verdadeira se os seus dois lados tiverem o mesmo valor de verdade. A tabela de verdade é um diagrama lógico, com as condições de verdade, que permitem avaliar formas proposicionais compostas ou complexas. As formas proposicionais podem ser classificadas como tautologias, contradições ou contingências. As tautologias são fórmulas proposicionais verdadeiras em todas as possíveis circunstâncias. As contradições são fórmulas proposicionais falsas em todas as possíveis circunstâncias. E as contingências são fórmulas proposicionais verdadeiras nalgumas circunstâncias e falsas noutras circunstâncias. Condicional P Q P Q Bicondicional P Q P Q O inspetor de circunstâncias serve para avaliar a validade dos argumentos e consiste num dispositivo gráfico com uma sequência de tabelas de verdade que mostra o valor de verdade de cada premissa e da conclusão em todas as circunstâncias possíveis. Se existir pelo menos uma circunstância em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, então o argumento é inválido. No seguinte exemplo podemos constatar um argumento inválido recorrendo a um inspetor de circunstâncias: INSPETOR DE CIRCUNSTÂNCIAS P Q P Q Q P Atendendo às suas funções de verdade, temos as seguintes tabelas de verdade para as conectivas proposicionais: RESUMOS DE MATÉRIA SUJEITA A AALIAÇÃO EXTERNA 11. ANO 17

19 2. Argumentação e retórica 2.1 O domínio do discurso argumentativo a procura de adesão do auditório Distinção entre demonstração e argumentação Por lógica formal entende-se o estudo dos aspetos da estrutura dos argumentos relevantes para a sua validade. Por sua vez, a lógica informal ocupa-se do estudo dos aspetos informais da argumentação relevantes para a sua força persuasiva. Para compreender os fatores de que depende a força persuasiva de um argumento devemos atender à distinção entre demonstração e argumentação. A demonstração estabelece de forma definitiva a verdade de uma proposição, derivando-a dedutivamente de outras proposições indisputáveis. Ao passo que, a argumentação tem por objetivo a adesão a uma determinada proposição, partindo de premissas disputáveis e com diferentes graus de aceitação. Assim, para que um argumento seja persuasivo não basta que se trate de uma demonstração, pois a maioria das vezes não dispomos de premissas indisputáveis a partir das quais podemos deduzir a verdade da nossa conclusão. A relação necessária ao auditório no discurso argumentativo Um bom argumento (ou um argumento persuasivo) é válido (ou seja, é impossível que as suas premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa), sólido (ou seja, para além de ser válido tem premissas verdadeiras) e cogente (ou seja, para além de ser sólido tem premissas mais credíveis do que a conclusão). Aristóteles e a retórica Para além da cogência dos seus argumentos existem outros aspetos que um orador (ou argumentador) pode explorar para reforçar a credibilidade da sua mensagem e dos seus argumentos. Aristóteles considerava o ethos, o pathos e o logos três aspetos fundamentais do discurso argumentativo que podem ser explorados como técnicas de persuasão. ejamos, em seguida, em que consiste cada um deles: O ethos respeita ao caráter do orador, isto é, à sua honestidade intelectual, à capacidade de dialogar e à sua credibilidade científica. O pathos define-se como a adequação que o orador faz do discurso ao auditório, estabelecendo com ele uma empatia, um acordo e uma afinidade e apelando às suas emoções. O logos diz respeito à estrutura lógica dos argumentos, isto é, se estão ou não bem construídos do ponto de vista lógico. 2.2 O discurso argumentativo principais tipos de argumentos e de falácias informais Argumentos não dedutivos Existem argumentos dedutivos e não dedutivos. A validade de um argumento dedutivo depende exclusivamente da sua forma lógica. Num argumento dedutivamente válido, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não poderá ser falsa. Contudo, o poder persuasivo dos argumentos não-dedutivos não é detetável através da sua forma lógica. Num bom argumento não- -dedutivo, a verdade das premissas torna apenas provável a verdade da conclusão. De entre os argumentos não-dedutivos, destacam-se os argumentos indutivos (generalizações e previsões), os argumentos por analogia e os argumentos de autoridade. Num argumento indutivo por generalização, extraímos uma conclusão geral (que inclui casos de que não tivemos experiência), a partir de um 18 SEBENTA DO ALUNO COMO PENSAR TUDO ISTO?

20 conjunto de premissas referentes a alguns casos de que já tivemos experiência. Por exemplo: (1) Cada um dos portugueses que responderam ao meu inquérito gosta de chocolate. (2) Logo, todos os portugueses gostam de chocolate. Num argumento indutivo por previsão, baseamo-nos num conjunto de premissas referentes a alguns acontecimentos observados no passado para inferir uma conclusão acerca de um acontecimento futuro. Por exemplo: (1) Sempre que bebi leite com chocolate senti- -me melhor. (2) Logo, da próxima vez que beber leite com chocolate vou sentir-me melhor. Um bom argumento indutivo deve basear-se numa amostra representativa e não deve ocultar contraexemplos. Num argumento por analogia partimos da observação de um conjunto de semelhanças relevantes entre dois elementos para atribuir a um deles uma característica apenas observada no outro. Por exemplo: (1) Tal como os automóveis, também os nossos corpos são compostos por mecanismos complexos e por várias partes com propósitos e funções diferentes. (2) Quando um automóvel tem uma avaria nem sempre nos apercebemos de imediato da sua existência e, por isso, devemos fazer diagnósticos de rotina à nossa viatura. (3) Logo, quando o nosso corpo tem algum problema de saúde nem sempre nos apercebemos de imediato da sua existência e, por isso, também devemos fazer diagnósticos de rotina ao nosso corpo. Num mau argumento por analogia, as semelhanças observadas não são relevantes para a característica em causa e/ou existem diferenças relevantes entre os dois elementos da comparação que não estão a ser devidamente tidas em conta. Num argumento de autoridade recorre-se à opinião de um perito ou de um especialista para reforçar a aceitação de uma determinada proposição. Por exemplo: (1) Albert Einstein é um físico de renome e ele defende a existência de átomos. (2) Logo, os átomos existem. Um bom argumento de autoridade identifica claramente as suas fontes, cita autoridades que, para além de serem reconhecidamente especialistas no assunto em questão, são igualmente imparciais e isentas e cuja opinião não é disputada por outros peritos igualmente qualificados. alácias informais As falácias formais são formas argumentativas enganosas, que fazem um argumento parecer válido quando na realidade não é. Contudo, para além das falácias formais existem falácias informais. Este tipo de falácia não decorre de falhas na forma ou estrutura lógica dos argumentos, ao invés, o seu caráter enganador deve- -se ao seu conteúdo. Em seguida iremos analisar algumas das principais falácias informais mais recorrentes. Comete-se a falácia da petição de princípio quando se pressupõe nas premissas aquilo que se quer ver provado na conclusão. Por exemplo: (1) Não devemos avaliar as ações exclusivamente em função das suas consequências. (2) Logo, o consequencialismo é falso. Incorre-se numa falácia do falso dilema sempre que numa das premissas se consideram apenas duas possibilidades ou alternativas, quando, na realidade, existem outras possibilidades que não estão a ser devidamente consideradas. RESUMOS DE MATÉRIA SUJEITA A AALIAÇÃO EXTERNA 11. ANO 19

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