Palavras-chave: Sistemas Locais de Produção, Cadeias Produtivas Globais, Indústria de Móveis

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1 Sistemas Locais de Produção e Cadeias Produtivas Globais análise das Formas de Inserção da Indústria de Móveis nos Mercados e os Impactos nas Estruturas Produtivas Locais. Flávia Gutierrez Motta Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Resumo Este artigo analisa a influência dos agentes não-locais nas estruturas produtivas de Sistemas Locais de Produção (SLP). Foram estudados dois SLPs da indústria de móveis que apresentam diferentes formas de inserção no mercado: Bento Gonçalves (RS) e São Bento do Sul (SC). Constatou-se que quanto maior a autonomia das firmas na inserção mercadológica, maior é a necessidade de desenvolver capacitações diversificadas, que induz ao estabelecimento de diversas relações inter-firmas e inter-instituições refletindo em uma estrutura produtiva local heterogênea e dinâmica, com grande assimetria entre as firmas, mas rica na geração de novos conhecimentos e aprendizados. Palavras-chave: Sistemas Locais de Produção, Cadeias Produtivas Globais, Indústria de Móveis 1. Introdução O enfoque deste estudo é de compreender como fatores exógenos aos SLPs influem no desenvolvimento das estruturas produtivas locais. Foram analisados dois casos de aglomerados, que surgiram por processos análogos, mas que seguiram trajetórias de desenvolvimento diferentes e alcançaram inserção competitiva em seus mercados de atuação, portanto sofrem influência de diferentes agentes não-locais. Este estudo analisou as influências, as formas de indução, e o reflexo destas relações na estrutura produtiva dos locais e as perspectivas de crescimento e desenvolvimento relacionadas. Grande parte dos estudos sobre aglomerações visa compreender os tipos de vantagens competitivas geradas pela concentração geográfica de uma indústria, assim, analisam as formas de organização e os processos de especialização e de interação que tomam forma nestas localidades, para então entender a geração das vantagens competitivas às firmas. Porém, nas duas últimas décadas, o desenvolvimento dos SLPs, principalmente de países em desenvolvimento, se deve à maior inserção das firmas no mercado internacional. Desta forma, as ligações não-locais passam a ter grande peso para o desenvolvimento local. Este trabalho inclui em sua análise não apenas os fatores endógenos, mas também os fatores exógenos que contribuem para o desenvolvimento dos SLPs. Para isto analisa a indústria de móveis brasileira, e mais especificamente os SLPs de Bento Gonçalves (RS) e São Bento do Sul (SC). As informações analisadas foram coletadas a partir de entrevistas, utilizando-se questionários semi-estruturados, com diretores de empresas produtoras de móveis e de empresas locais fornecedoras de serviços e produtos, diretores executivos dos organismos de apoio de ambas localidades, e representantes dos compradores globais (estavam no Brasil participando feira internacional de móveis Movelsul Bento Gonçalves). O quadro abaixo traz resumo da pesquisa de campo realizada.

2 Quadro 1 - Empresas da amostra SLP Bento Gonçalves São Bento do Sul Entidades de apoio 5 4 Empresas produtoras de móveis 12 8 Empresas fornecedoras 5 2 Compradores globais Coordenação das Estruturas Produtivas em Sistema Locais de Produção Os SLPs são o resultado da concentração geográfica de empresas, que atuam em um setor principal e setores correlatos que juntas formam uma estrutura produtiva completa e complexa que gera e potencializa vantagens econômicas que são externas as empresas, mas internas a localidade (Amato Neto, 2000). Essas vantagens podem ser classificadas como sendo de duas naturezas: as economias externas puras, de caráter incidental, e as ações conjuntas que são estabelecidas pelos agentes econômicos (Schmitz, 1997). As vantagens competitivas derivadas da aglomeração, apesar de serem geradas localmente, nem sempre são absorvidas pelos agentes locais (Garcia, 2001). A apropriação das vantagens depende do poder dos agentes na coordenação das atividades econômicas desenvolvidas pela cadeia produtiva e, muitas vezes, agentes externos coordenam atividades em diversos SLPs dispersos globalmente, e se apropriam da maior parte do valor gerado pelas firmas dos SLPs. Conforme apontado por Gereffi (1994) a cadeia produtiva analisada neste trabalho é coordenada por compradores, ou seja, os ativos-chave que diferenciam e geram a maior parte do valor da cadeia produtiva estão ligados às atividades de comercialização (deter os canais de distribuição, marca, design etc). Os compradores não se localizam nos SLPs, mas encomendam os produtos às firmas desses locais determinando, em grande medida, as atividades a serem desenvolvidas e o valor a ser pago pelos produtos. Portanto, estabelecem como ocorre a apropriação de valor das atividades, e as vantagens da aglomeração acabam por ser absorvidas por eles. Além disso, esses agentes que realizam a ligação entre produtores e mercado são responsáveis por puxar os processos de inovação do local (Gottardi, 2000; Lombardi, 2003; Ernst & Kim, 2002). Essa atividade de ler o mercado permite identificar oportunidades e tendências que são traduzidas em novos produtos e novas formas de comercialização. Portanto esses são os agentes estratégicos da cadeia que desenvolveram a capacidade de obtêm informações relevantes, que não são divididas com os produtores locais, o que os permite manter o controle e a coordenação das atividades de toda cadeia produtiva, mesmo sem serem proprietários. As informações de mercado que são repassadas aos produtores são parâmetros operacionais, como, por exemplo, características de materiais e componentes, e são repassados para ativar o potencial produtivo local. Os produtores, para fazer parte dessa cadeia produtiva devem ser ativos para atender as necessidades apontadas pelo mercado. Gottardi (2000) afirma que a competição do mercado impõe às empresas restrições e possibilidades para elas se desenvolverem, e se ajustarem aos requisitos impostos. Assim realizam investimentos em ativos físicos e em aprendizagem que geram novos conhecimentos, capacitações e habilidades. Conforme apontado por Suzigan et al (2002) o desenvolvimento destas empresas raramente ultrapassam a esfera da produção Ou seja, os produtores desenvolvem relevantes

3 capacitações no que se refere aos processos de produção das mercadorias, em termos da qualidade dos produtos, do cumprimento das especificações e até do desenvolvimento de inovações de processo. Porém, não conseguem avançar sobre outros ativos que conferem valor às mercadorias, como o desenvolvimento de produto e o estabelecimento de ativos comerciais próprios (marca, canais de comercialização e distribuição). Essa incapacidade de avançar em direção a esses ativos-chave significa que os produtores não conseguem atingir funções corporativas superiores, restringindo suas operações a atividades banalizadas (Furtado, 2000). Portanto, parte dos benefícios que são gerados pela aglomeração dos produtores, cujas naturezas são as economias externas incidentais e o maior escopo para o estabelecimento e a manutenção de ações conjuntas, não são apropriados pelas empresas locais. A capacidade de governar e comandar a rede de empresas faz com que o valor gerado ao longo dos processos de produção e distribuição de mercadorias sejam apropriados pelos grandes compradores internacionais (Suzigan et al, 2002). E também esses agentes dirigem os processos de conhecimento e aprendizado dos produtores localizados em SLPs, portanto controlam a trajetória de desenvolvimento desses atores. As análises realizadas pelos autores citados abordam a ligação com o mercado de forma geral, ou seja, mencionam que existem agentes que desempenham este papel: captam informações de mercado, filtram e as transformam em especificações que são repassadas aos produtores que se encarregam de entregar os produtos, o que os permite coordenar a cadeia. Mas não se aprofundam em descrever, caracterizar e diferenciar os padrões desempenhados pelos diferentes tipos de agentes. Porém trazem importantes elementos para a discussão das trajetórias de desenvolvimento dos SLPs, pois apontam que as capacitações desenvolvidas pelos produtores são definidas pelas ações dos coordenadores, portanto direcionada pelos agentes não-locais. Assim, as trajetórias de desenvolvimento dos produtores dependem das capacitações possuídas pelos atores não-locais e de suas escolhas estratégicas em relação aos fornecedores. Assim torna-se necessário analisar como e quais informações são mantidas pelos compradores e as que são repassadas para os produtores para identificar as possibilidades e os limites impostos na relação, e então inferir sobre o desenvolvimento possível dos produtores de SLPs. Para realizar tal analise foram observados dois SLPs, pertencentes à indústria de móveis, que apresentam diferentes formas de inserção no mercado, e portanto a influência que recebem dos compradores diferem, assim como as estrutura produtivas interna aos SLPs e os tipos de relações entre as empresas, e entre essas e os organismos de apoio. A caracterização destas diferentes realidades trouxe importantes elucidações sobre as possibilidades de desenvolvimento dos produtores de SLPs e o papel desempenhado pelos agentes coordenadores. 3. SLP de Bento Gonçalves O SLP de Bento Gonçalves localiza-se no nordeste do estado do RS, na microrregião de Caxias do Sul. São 758 empresas de moveis que representam 31% dos estabelecimentos e 50% dos empregos gerados por esta indústria do estado (RAIS, 2004). O aglomerado de Bento Gonçalves é caracterizado pela presença de diversas firmas que produzem móveis de painéis de madeira reconstituída voltados para o mercado interno. Além de diversas outras empresas que se ligam à cadeia principal como fornecedores de

4 ferragens, puxadores, aramados, sistemas de rodízios, vidros, chapas de acrílico, além de máquinas e ferramentas; e empresas prestadoras de serviços de atividades tanto produtivas, como produção de partes e componentes do mobiliário, quanto de apoio aos negócios, como profissionais de design, agentes de exportação, consultores etc. Esta estrutura permite às empresas de móveis acesso rápido, fácil e com custo relativamente baixo a diversas especialidades, o que exerce influência positiva sobre a competitividade das empresas. Esta configuração evidencia a existência de externalidades que se manifestam pela circulação das informações e da reprodução das capacitações, o que ocorre pelos constantes transbordamentos tecnológicos e de conhecimentos. O SLP conta com várias entidades de apoio: SINDMÓVEIS Sindicado das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves; MOVERGS Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS; SENAI/CETEMO Centro Tecnológico do Mobiliário; UCS/FERVI Universidade de Caxias do Sul, campi do Vale dos Vinhedos. Há também SEBRAE/RS que apóia a atividade industrial em geral, e tem desenvolvido diversos projetos voltados para a indústria de móveis. Além das vantagens geradas pelas economias externas incidentais, outra fonte de vantagens competitivas para as empresas do SLPs são resultados de projetos e programas que são viabilizados e implementados pelos organismos locais de apoio às empresas. As principais ações implementadas são de apoio para capacitação das empresas em áreas como design, qualidade, tecnologias limpas, ferramentas de gestão etc, e apoio para desenvolvimento de canais de comercialização (programas com recursos APEX). Os órgãos públicos fornecem parte do aporte financeiro às ações, e o complemento vem das empresas e dos outros organismos que executam os projetos. Isto faz com que os projetos se viabilizem, e, por outro lado, as empresas se comprometem com os resultados gerados. Analisar de forma mais aprofundada as capacitações desenvolvidas internamente pelas empresas de móveis, e as forma com que estas empresas se inserem no mercado é necessário para se entender a dinâmica dos aglomerados, a competitividade das empresas e os limites de desenvolvimento destes produtores. As formas das empresas de móveis acessarem o mercado consumidor são: através de parcerias ou sistema de franquia com lojas exclusivas e comercializando os produtos com a marca do produtor; vendendo produtos para varejo multimarcas; atendendo compradores externos; e as micro e pequenas empresas vendendo produtos sob encomenda para o mercado local. Destes quatro tipos de inserção mercadológica a que traz mais dinamismo ao SLP de Bento Gonçalves é a integração a jusante através de parcerias ou sistema de franquia. Neste tipo de configuração o produtor de móveis integra a comercialização e, portanto necessitam desenvolver capacitações nas mais diversas áreas de conhecimento (produtos, produção, comercialização, marca, marketing etc). Esta forma de atuação é adotada apenas pelas médias e grandes empresas do local. Estabelecem canal de comunicação formal, estável e intenso com os parceiros lojistas, que é essencial para organizar a produção da fábrica, e para acompanhar as preferências dos consumidores em termos de produtos. Estas empresas despedem recursos substanciais em viagens internacionais para monitorar os lançamentos internacionais com o objetivo de incorporá-los em suas linhas de produtos. Embora esta forma de inserção seja a mais dinâmica para o SLP, e a que apresenta maiores possibilidades para desenvolvimento das empresas de móveis, o investimento dos produtores no desenvolvimento de ativos intangíveis (design, marca, marketing) que são a fonte para diferenciação e para aumentar o valor agregado dos produtos, não é intensa. A

5 maior parte dos investimentos são em ativos tangíveis que são de fácil aquisição e acesso. Portanto pulverizam os recursos escassos e perdem a oportunidade de intensificar a marca, aumentar a diferenciação dos produtos e de atingir margens cada vez maiores. A segunda forma de inserção no mercado é através do varejo multimarcas. Este canal é bastante utilizado pelas empresas do SLP, sendo adotado pela maior parte delas. Estas empresas apresentam diferentes graus de possibilidades de desenvolvimento, em termos de aprendizado e capacitação, de acordo com as relações e nível de dependência dos clientes com os produtores: grande varejo - os compradores remetem os produtores para desenvolvimento de capacitações em áreas produtivas, os produtos são simples e de alto volume, e as mudanças nas linhas pouco freqüentes. varejo especializado de produtos diferenciados - o comprador atua como os grandes compradores globais encomendando a produção dos fabricantes com base em projetos de produtos previamente desenvolvidos, e que se modificam rapidamente. É necessário que o produtor tenha competência em manufaturabilidade, que seu processo produtivo seja flexível e tenha sistema de qualidade eficiente. pequeno varejo - as empresas desenvolvem capacitações e estrutura que vão além das áreas produtivas, incluindo também desenvolvimento de projeto de produtos e ativos comerciais. Via de regra, usa a marca do fabricante nos produtos. Dos canais de comercialização possíveis no mercado interno, verifica-se que no SLP de Bento Gonçalves as empresas atuam predominantemente com grande varejo, mas muitas iniciaram processo de desenvolvimento de rede de representantes para aumentarem suas vendas via pequeno varejo. A atuação com o pequeno varejo permite aos produtores maior proximidade e autonomia com o mercado e ter maior poder de barganha nas negociação com os compradores. Isso estimula e propicia aos produtores maior desenvolvimento nas mais diversas áreas do negócio, e também estimula interação com firmas e instituições para capacitação da empresa. Em relação ao desenvolvimento de produtos, que é uma das atividades importantes para diferenciação nesta cadeia produtiva, esses produtores não realizam grandes investimentos na concepção e desenvolvimento de novos produtos, mas são os responsáveis por desenvolver essas atividades, assim o fazem a partir dos lançamentos das empresas líderes, e por informações de mercado eventuais captadas pelos representantes. Porém as informações de mercado chegam de forma esporádica e não estruturada, assim a atuação é reativa aos movimentos do mercado e dos líderes da cadeia. Portanto apesar de ser um canal de atuação que abre as possibilidades de desenvolvimento das empresas para as mais diversas áreas, apresenta diversos riscos, mas os ganhos para empresas bem sucedida são maiores. A terceira forma das empresas atuarem é voltando-se para o mercado internacional. A maioria das empresas do SLP de Bento Gonçalves exporta uma parte de sua produção, mas poucas são as que se voltam apenas para a exportação. Este último caso é das empresas que iniciaram o processo de exportação na década de 80, quando os grandes compradores globais estavam desenvolvendo novos mercados fornecedores de móveis, e vieram ao Brasil procurar produtores. Assim, essas empresas, exportam via agentes de exportação ou grandes compradores globais. Esta é a forma de inserção que apresenta maior limitação em termos de aprendizado não produtivo. As informações repassadas para os produtores são basicamente tecno-produtivas

6 (Lombardi, 2003), ou seja, especificações dos produtos que são encomendados. As informações de mercado e de tendências ficam apenas com os compradores internacionais que monitoram constantemente as preferências dos consumidores, e que investem fortemente em desenvolvimento de novos produtos. Já as empresas que há pouco tempo iniciaram o processo de exportação estão desenvolvendo canais que apresentam diferentes possibilidades para desenvolvimento de competências e capacitações, pois estão procurando compradores de menor porte, na maioria dos casos, não possuem equipes para desenvolvimento de produtos e que requerem estas capacitações de seus produtores. Assim, as empresas produtoras recebem de seus clientes maiores informações sobre os mercados e as preferências dos consumidores, e desenvolvem em conjunto os produtos. Outra fonte de informações é dos representantes das empresas no mercado alvo. A quarta e última forma das empresas atuarem é no mercado local. Várias são as micro-empresas, formais e informais, que vendem os produtos no mercado local. Portanto, no SLP de Bento Gonçalves são geradas vantagens devido as externalidades incidentais decorrentes da aglomeração, e também pelas ações conjuntas deliberadas que se estabelecem na localidade por meio da coordenação exercida pelos organismos de apoio locais. A ocorrência dessas ações é decorrente da necessidade das empresas em termos de capacitação, e da forma de inserção das empresas no mercado. Há grande heterogeneidade de canais utilizados e de mercados atendidos pelas empresas, assim as empresas líderes e as de menor porte não são concorrentes, e necessitam desenvolver grande gama de capacitações para atender tais mercados. Desta forma, os organismos de apoio encontram espaço para estabelecerem projetos para reforçar as capacitações das empresas, e também para desenvolver ações voltadas para ampliar as formas de inserção das empresas no mercado internacional. Assim, é uma estrutura que permite a atuação efetiva dos organismos de apoio local, tanto públicos quanto privados, que mobilizam, articulam e negociam, entre si e com empresas, a viabilidade para implementação dos projetos. 4. SLP de São Bento do Sul SC O SLP de São Bento do Sul pertence à região do planalto norte de SC, e à microrregião de mesmo nome. Nesta microrregião estão localizadas 321 empresas de móveis, que geram empregos, o que representa 38% dos empregos e 16% dos estabelecimentos de móveis do estado (RAIS, 2004). No aglomerado de São Bento do Sul existe uma grande concentração de empresas de móveis; empresas produtoras de partes e componentes de madeira, prestadores de serviços produtivos; madeireiras e processadoras de madeira; produtores de maquinários e equipamentos para embalagem e para trabalhar a madeira; e empresas que agenciam exportações. Além disso, conta com a presença de organismos de apoio como SINDUSMOBIL (Sindicado das Indústrias do Mobiliário), CTM (Centro Tecnológico Mobiliário foi formado através da junção do SENAI e FETEP que eram instituições independentes que forneciam treinamentos e consultorias para as empresas de móveis), Escola Tupy (fornece cursos técnicos e de graduação) e ARPEM (Associação Regional das Pequenas e Médias Empresas de Móveis). Estas instituições fornecem serviços tradicionais, ou convencionais para as empresas. São raras as ações que envolvam a cooperação de várias empresas, ou de várias instituições.

7 As empresas do SLP de São Bento do Sul produzem e exportam alguns poucos tipos de produtos, como dormitórios, salas de jantar e móveis de escritório de pinus, e atendem segmento de baixo/médio valor agregado. O principal destino das exportações são EUA, França, Alemanha, Reino Unido e Holanda. Estes móveis não apresentam design elaborado e poucos são os modelos que incorporam outros tipos de materiais em sua composição, como ocorre com móveis voltados para segmento de maior valor agregado. Desta forma, a estrutura produtiva do SLP de São Bento do Sul é menos diversificada do que aquela encontrada em Bento Gonçalves. As empresas que produzem móveis com valor agregado um pouco maior são as que o fazem montado, e que aplicam pintura envelhecida de acabamento. As empresas do SLP de São Bento do Sul apresentam uma maior homogeneidade na forma de atuar no mercado, se comparado com as empresas do SLP de Bento Gonçalves. A dinâmica interna de relações das empresas e organismos é decorrência da forma de inserção mercadológica das empresas. No SLP de Bento Gonçalves a maioria das firmas comercializa os produtos no mercado interno, através de diversos canais. Já as empresas de São Bento do Sul, predominantemente, atuam no comércio internacional pelos agentes de exportação. Portanto são duas localidades que apresentam características bastante diferentes. As empresas de Bento Gonçalves buscam capacitação em várias áreas do negócio, já as empresas de São Bento do Sul focam-se na área produtiva. Isto resulta em uma estrutura produtiva mais homogênea do que a de Bento Gonçalves, com isso as capacitações desenvolvidas pelas firmas destes locais são diferentes. As empresas do SLP de São Bento do Sul se empenham para obter ganhos de produtividade e custo, para assim fornecer produtos com preços atrativos para os compradores do mercado internacional. Os agentes de exportações são os responsáveis por desenvolver os contatos comerciais, e de embarcar o produto conforme as especificação requeridas, além de, quando necessário, prestar apoio técnico e tecnológico aos produtores. Os compradores globais, possuidores dos canais de distribuição nos países de destino, fazem o monitoramento das tendências de mercado, desenvolvem os produtos e passam para os agentes as especificações das encomendas para os produtores. Assim nesta configuração da cadeia produtiva existe hierarquização clara das informações que circulam entre os agentes, e os produtores estão na escala mais baixa desta escala. O que faz os produtores competitivos para participar nesse tipo de cadeia são as vantagens economias externas incidentais do SLP, ou seja ter acesso à produtos e serviços especializados para produzir os móveis requeridos, acesso à infra-estrutura local de laboratórios para ensaios e testes de produtos, e acesso a mão-de-obra capacitada e formada para indústria de móveis, e pela circulação de informações e conhecimentos relevantes ao setor. Ações conjuntas voltadas para desenvolvimento de capacitações não ocorrem, já que as empresas têm acesso aos conhecimentos necessários para desenvolver suas atividades através da própria cadeia produtiva (pelo contato com agente exportador, ou com comprador global). Assim as vantagens competitivas são frágeis a longo prazo, pois podem se exaurir frente ao desenvolvimento de outras localidades em outras partes do mundo que passem a oferecer produtos com preços mais competitivos.

8 5. Conclusões Este trabalho analisou o impacto na estrutura produtiva de SLPs das diferentes formas de inserção das empresas no mercado, e comparou o desenvolvimento de duas regiões produtoras de móveis. Evidenciou-se que há grande diferença de desempenho destas regiões, que de acordo com a forma de inserção mercadológica têm a necessidade de desenvolver diferentes capacitações o que acaba por se refletir na estrutura interna do SLP. A grande diferença entre Bento Gonçalves e São Bento do Sul, além da trajetória tecnológica que resulta em produtos diversos, está na autonomia na inserção mercadológica das empresas. Assim as estruturas de governança diferem e as formas das empresas se apropriarem das vantagens competitivas geradas localmente também. As evidências indicam que as empresas líderes das localidades que, devido a forma de inserção mercadológica, necessitam desenvolver capacitações em ativos intangíveis são empresas que podem se apropriar de maior parte do valor gerado pela cadeia produtiva, e que têm maior espaço para seu desenvolvimento e crescimento dos negócios. Estas empresas têm maior necessidade de interação com outras empresas e com as instituições locais e essas interações geram aprendizado e capacitação. Já as empresas de localidades que se subordinam aos grandes compradores, e cujas necessidades de desenvolvimento de capacitações limitam-se às áreas produtivas, e ativos tangíveis, suprem suas necessidade de aprendizado e conhecimento nas interações com os agentes da própria cadeia produtiva, e pouco interage com outras empresas e instituições. Assim as vantagens geradas localmente pelas economias externas incidentais são absorvidas pelos grandes compradores, através custo/volume de produção. Estas diferentes estruturas se refletem em diferentes possibilidades para políticas públicas. Fica evidente que os SLPs que apresentam maior heterogeneidade de relações com o mercado e organismos de apoio bem estruturados, implementam com maior facilidade ações que fortalecem a capacidade de aprendizado e de geração de inovações nas empresas, como é o caso de Bento Gonçalves. Já nos SLPs em que há influência dos grandes compradores este tipo de política não encontra base de sustentação, e são inócuas. Referências Bibliográficas: AMATO NETO, J. (2000). Redes de Cooperação Produtiva e Clusters Regionais: Oportunidades para as Pequenas e Médias Empresas. São Paulo, Atlas. ERNST, D.; KIM, L. (2002) Global production networks, knowledge diffusion and local capacity formation. Research Policy, v. 31 FURTADO, J. (2000). Limites e possibilidades do Brasil nas configurações produtivas globalizadas: uma análise apoiada em diversas cadeias. Relatório de pesquisa. Araraquara: DE/UNESP e IPEA. Disponível arquivos/cadeias_produtivas.pdf. Acesso: 10 dezembro GARCIA, R. (2001). Vantagens competitivas de empresas em aglomerações industriais: um estudo aplicado à indústria brasileira de calçados e sua inserção nas cadeias produtivas globais. Campinas, UNICAMP-IE. Tese de Doutorado. GEREFFI, G. (1994). The organization of buyer-driven global commodity chains: how U.S. retailers shape overseas production networks. In: GEREFFI, G.; KORZENIEWICZ, M. (1994). Commodity chains and global capitalism. Westport: Praeger.

9 GOTTARDI, G. (2000) Innovation and the creation of knowledge in Italian industrial districts: a system model. In: BELUSSI, F.; GOTTARDI, G., org. Evolutionary Patterns of local industrial systems: towards a cognitive approach to the industrial district. Aldershot: Ashgate. HUMPRHEY, J.; SCHMITZ, H. (2000). Governance and upgrading: linking industrial cluster and global value chain research. IDS Discussion Paper, n LOMBARDI, M. (2003). The Evolution of Local Production Systems: the emergence of the "invisible mind" and the evolutionary pressures towards more visible "minds". Research Policy, v. 32, n. 9, sep. RAIS (2004). Base de dados de estabelecimentos e empregos. MTE. Disponível em Acesso: 10 dezembro SCHMITZ, H. (1997) Collective efficiency and increasing returns. IDS Working Paper, Brighton, IDS, n. 50. SUZIGAN, W; GARCIA, R.; FURTADO, J (2002). Governança de sistemas de MPMEs em clusters industriais. Relatório de Pesquisa. Rio de Janeiro, UFRJ,. Disponível em Acesso: 18 maio 2006.

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