Poesia: "Há uma gota de sangue em cada Poema (1917)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Poesia: "Há uma gota de sangue em cada Poema (1917)"

Transcrição

1

2 MÁRIO DE ANDRADE O AUTOR E SUA OBRA Foi considerado o "Papa do Modernismo". O movimento muito lhe deve pelo que contribuiu na teoria e na prática para divulgar a escola e enobrecê-la, e por sua atuação na SAM. Foi polígrafo, diversificou sua atividade entre a poesia, a ficção, a crítica literária, o folclore e a musicologia. Poesia: "Há uma gota de sangue em cada Poema (1917) Influência parnasiano-simbolista, prenúncios de renovação. "Pauliceia Desvairada", (1922): rompe com o passado, dando início ao modernismo. o poeta liberta-se da métrica tradicional e da rima. preocupa-se em "destruir" a estética do passado e causar escândalo. TEXTO ODE AO BURGUÊS Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês! A digestão bem feita de São Paulo! O homem-curva! o homem-nádegas! 05 O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco a pouco! Eu insulto as aristocracias cautelosas! Os barões lampeões! os condes Joões! os duques zurros! que vivem dentro de muros sem pulos; 10 e gemem sangues de alguns mil réis fracos 1

3 para dizerem que as filhas da senhora falam o francês e tocam o Printemps com as unhas! Eu insulto o burguês-funesto! O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições! 15 Fora os que algarismam os amanhãs! Olha a vida dos nossos setembros! Fará Sol? Choverá? Arlequinal! Mas à chuva dos rosais o êxtase fará sempre Sol! 20 Morte à gordura! Morte às adiposidades cerebrais! Morte ao burguês-mensal! ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! Padaria Suissa! morte viva ao Adriano! 25 Ai, filha, que te darei pelos teus anos? Um colar... Conto e quinhentos!!! Mas nós morremos de fome! Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma! Oh! purée de batatas morais! 30 Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares! Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, 35 sempiternamente as mesmices convencionais! De mão nas costas! Marco eu o compasso! Eia! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante! Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! 40 Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão! Fora! Fu! Fora o bom burguês!... (ANDRADE, Mário de. Ode ao burguês. In: - Poesias completas. 6. ed. São Paulo, Martins, Belo Horizonte, Itatiaia, 1980.) ATENÇÃO : O título do poema A descrição que o poeta faz do burguês. Aspectos do "eu lírico" em relação ao burguês. Influência das vanguardas europeias. 2

4 Losango Cáqui (1926 e Clã do jaboti (1927) : Mesmo permanecendo processos anteriores, já existe mais pesquisa artesanal e menos ímpeto de destruição. Pesquisa folclórica (L.C) "Um diário no qual se juntam rapsodicamente sensações, ideias, alucinações, brincadeiras, liricamente anotadas, é exatamente a crítica ao militarismo". "Remate de Males" (1930): Há mais formalismo, evitando-se o anedótico e o circunstancial. Busca-se o universal a partir do popular. Reúne diversas composições do autor, em vários estilos, escritas durante os anos 20, desde o vanguardismo até a lírica equilibrada e contida, passando pelo nacionalismo. Observe que o poema "Eu sou trezentos", alude a essa diversidade de linguagem e modos de ser: EU SOU TREZENTOS... E sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, As sensações renascem de si mesmas sem repouso, Óh espelhos, ôh! Pirineus! ôh caiçaras! Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro! Abraço no meu leito as melhores palavras, E os suspiros que dou são violinos alheios; Eu piso a terra como quem descobre a furto Nas esquinas, nos táxis, nas camarinhas seus [próprios beijos! Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, Mas um dia afinal eu toparei comigo... Tenhamos paciência, andorinhas curtas, Só o esquecimento é que condensa, E então minha alma servirá de abrigo. Lira paulistana (1946) : (In: LAFETÁ, João Luis. Mário de Andrade São Paulo, Abril Educação Coleção Literatura Comentada) Poemas mais comoventes, espontâneos e maduros. Consolida-se sua condição de cantor e amante da cidade de São Paulo. Já havia em "Mário uma angústia social que indicava a proximidade de um salto participante em sua obra. 3

5 PROSA MACUNAÍMA A OBRA, O MOMENTO HISTÓRICO E O MODERNISMO Macunaíma é de Embora produto de pesquisas de longos anos, segundo o próprio Mário de Andrade a obra foi escrito em seis dias de dezembro de A sociedade brasileira já vivenciava uma série de mudanças. Em 1922, já ocorrera a Semana de Arte Moderna, a criação do Partido Comunista; o movimento tenentista já se iniciara. A coluna Prestes já atuava. Em termos socioeconômicos, São Paulo já se destacava pela mecanização, pela industrialização; o comércio se desenvolvia mais intensamente, já se iniciara o movimento de emancipação da mulher; os meios de comunicação e transporte ganhavam mais velocidade. Em termos de Arte, a Semana de Arte Moderna balançara a arte brasileira. E a chamada Geração de 22 se desenvolvia afirmando postura anárquicas, irreverentes, demolidoras, nacionalistas. Macunaíma é a mais expressiva obra em prosa da geração de 22. SÃO CARACTERÍSTICAS DA GERAÇÃO DE 22 PRESENTES NA OBRA ruptura com as normas e tradições acadêmicas; irreverência, atitude demolidora do conservadorismo, tabus e preconceitos; nacionalismo, busca de identidade nacional; afirmação de elementos autenticamente nacionais; provocar escândalos; descentralizar a cultura e arte; e oralismo: valorização da cultura e da língua falada. MACUNAÍMA COMO RAPSÓDIA Rapsódia é termo de origem musical. A rapsódia é uma composição musical formada por uma grande variedade de motivos populares, tradicionais, pela reunião de vários temas afins. Ao chamar o seu livro de rapsódia, Mário de Andrade o fez porque Macunaíma é construído a partir de várias procedências: lendas populares, provérbios, superstições, anedotas, evo-cações históricas, elementos folclóricos e paródias, associados pelo autor para contar os feitos do herói. 4

6 J. Dominges Maia Sendo obra de um único autor, poderia ser obra coletiva, pois que a técnica de sua construção é usada pelo povo. NARRATIVA PICARESCA DE VANGUARDA A. Coutinho Com uma narrativa fantástica e picaresca ou malandra Mário de Andrade reelabora nesta obra temas da mitologia indígena com visões folclóricas da Amazônia e do resto do Brasil, fundando assim, uma nova linguagem literária.... Obra afinada com as vanguardas de seu tempo. No texto encontramos traços do Dadaísmo, Futurismo, Expressionismo. Cubismo e Surrealismo, sobrepostos às raízes da cultura brasileira.... Obra revolucionária ao desafiar o sistema cultural vigente com uma nova linguagem literária. Telê Porto Ancona Lopes Antes de Macunaíma, temos, no Romantismo Brasileiro, a obra de Manuel Antônio de Almeida, MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, que, pelo seu caráter picaresco, os críticos acreditam que foge aos padrões românticos e prenuncia o Realismo. CARACTERÍSTICA DA NARRAÇÃO PICARESCA O herói da narrativa é um anti-herói. (Anti-herói é o personagem que, apesar de ser o personagem central da narrativa e, não raras vezes ser o vencedor, se comporta fora dos padrões morais, sociais. Para ele, tudo é válido desde que atinja seus objetivos). Mas, através da figura desse anti-herói, o narrador desenvolve uma série de críticas a padrões e comportamentos sociais, a valores convencionais, a tabus e preconceitos; a narrativa se inicia com o nascimento do herói = anti-herói; as peripécias e aventuras deste herói se tornam o fio condutor da narração. A narrativa se passa, sobretudo, no plano exterior, ou seja, o relato de fatos. É mínima ou quase nenhuma a análise psicológica. Através dos comportamentos e atitudes, pode-se deduzir uma caracterização do personagem. A Obra sob vários prismas a) Macunaíma, o "herói de nossa gente", é o personagem configurado com pedaços do Brasil. Mário "refocila com gosto nas coisas bárbaras do mulatismo e do indigenismo mais selvático e fuzarqueiro e escreve" um livro no qual acumula um despropósito de lendas, superstições, frases feitas, provérbios e modismos de linguagem, tudo sistematizado e intencionalmente entretecido, feito um quadro de triângulos coloridos em que os pedaços, aparentemente juntados ao acaso, delineiam em conjunto a paisagem do Brasil e a figura do brasileiro comum". O "herói sem nenhum caráter" "visa a personificar a falta de caráter, o caos de moralidade e pitoresco do jovem Brasil, herdeiro ladino, mas ignorante, 5

7 de todas as ideologias, de todas as culturas, de todos os instintos, de todos os costumes e música de diversas raças". Macunaíma deixou, certa vez, a consciência na ilha de Marapatá; mas, quando foi buscá-la e não a achou, "pegou na consciência de um hispano-americano, botou na cabeça, se deu muito bem da mesma forma." Esta gratuidade moral é um problema que o autor não abandona e ao qual ele chama "o meu obsessionante problema" do "sem nenhum caráter, que me persegue em nós". (Afrânio Coutinho) b) Macunaíma é a mais expressiva obra em prosa da geração de 22. Apesar de ser classificada como um romance, Mário de Andrade a definiu corno uma "rapsódia", termo que em música classifica as peças compostas com base na improvisação, de inspiração em cantos populares e tradicionais. O título foi retirado do texto "Makunaima und Pia", contido na obra Indianern arehen aus Sudamerika, do etnólogo, alemão Theodor Koch-Grunberg, que foi a principal fonte de elementos da cultura indígena para Mário. Em carta ao Professor Sousa da Silveira, datada de 26 de abril de 1935, Mário de Andrade esboça uma síntese do espírito dessa rapsódia "Um poema heroi-cômico, caçoando do ser psicológico brasileiro, fixado numa figura de lenda, à maneira mística dos poemas tradicionais. O real e o fantástico fundidos num plano. O símbolo, a sátira e a fantasia livre fundidos. Ausência de regionalismo pela fusão das características regionais. Um Brasil só e um herói só." (LOPEZ, Telê Porto Ancona. In Macunaima: A Margem e o texto. São Paulo, Hucitec -SCET.CET, 1974.) Como um mito de libertação do inconsciente coletivo, Macunaíma á uma personagem que se metamarfoseia de acordo com as necessidades e circunstâncias, sem apresentar um caráter definido. Ele pode também simbolizar uma síntese da cultura e da mentalidade brasileiras, que não têm uma linha precisa de resistência, sendo uma mescla de influências. Nessa rapsódia, Mário enfeixa lendas e mitos indígenas, piadas, ditos populares levados à ação ao pé da letra, expressões, rituais extraídos do Brasil e do mundo primitivo sul-americano, que vão se sobrepondo ou alternando num fluxo caleidoscópico. Embora Macunaíma o Herói sem Nenhum Caráter tenha sido escrito antes da articulação do movimento antropófago por Oswald de Andrade, tem em comum com aquele movimento a evocação às raízes primitivas brasileiras e o nacionalismo crítico. (Oliveira, Cleuir Be/Jezi de, Arte literária brasileira." Clenir Beilezi de Oliveira SP Moderna 2000.) PERSONAGENS MACUNAÍMA "Era o herói inteligente, que vivia deitado, "espiando o trabalho dos outros". Mas, "si" punha os olhos em dinheiro, "dandava pra ganhar vintém" Oportunista e acomodatício, desconhecia o espírito de luta e sacrifício: "não pagava a pena brigar'. E ia fazendo uma "coleção de palavras feias de que gostava tanto... "Na macumba que o herói frequentava, o "çairê pra saudar os santos" tinha na ponta o ogã, "um negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão, se 6

8 chamando Olelê Rui Barbosa". E na procissão que acompanhava aquela reza em melopeia entorpecente, "seguiam advogados taifeiros curandeiros poetas o herói gatunos portugas senadores, todas essas gentes dançando e cantando a resposta da reza" : Vamos sa-ra-vá!" (Afrânio Coutinho) "Cavalcanti Proença explica-o como o herói excepcional da literatura popular, aquele herói que 'não tem preconceitos' não se cinge à moral de uma época e concentra em si próprio todas as virtudes e defeitos que nunca se encontram reunidos em um único inimigo." "Herói síntese, folclórico, à antiga, como entendeu o seu próprio criador: criador do ciclo americano, urna força pura da cosmografia pré-colombiana, cujas dimensões excedem a realidade. Tanto "está fora do bem e do mal como transcende o espaço e o tempo." "O herói é marcado pela preguiça pela astúcia, pela fantasia, pelo erotismo, pela magia. São traços que trafegam por todo o romance, conduzindo duas acepções a satírica, ou o anti-herói, e a trágica, o herói. Na trágica firma-se a solidão de quem transgride tabus ou abala certezas instituídas." Jiguê Irmão que está na força de homem, mas tonto o suficiente para Macunaíma estar sempre lhe passando a perna e, principalmente, roubando suas mulheres. Jiguê fica mulato, cor de bronze, quando toma banho na água milagrosa. Maanape Irmão já velhinho, mas feiticeiro, esperto. É ele quem consegue converter o cacau em dinheiro na Bolsa de Mercadorias. Ci Também cognominada Mãe do Mato, uma amazona, como indica o fato de só ter um seio (o outro fora arrancado), que tanto gosta de guerrear quanto de fazer amor, chegando a exaurir Macunaíma, que até dorme no meio da relação, sobe para o céu e vira a estrela Reta do Centauro. Venceslau Pietro Pietra É o gigante Piaimã, de pés virados para trás (Caipora), disfarçado de comerciante peruano com grandes bigodes, mas não consegue enganar o herói, que lhe dá fim, afogando-o numa macarronada. Mas o antagonista morre com graça, dizendo que está faltando queijo. Safará Mulher de Jiguê ainda nos tempos da infância de Macunaíma, às margens do Uraricoera. Era ela que levava o menino para passear no mato e voltava cansada, dizendo que era de carregar o piá nas costas. Até que não era uma mentira tão grande. Íriquí Outra mulher de Jiguê, conseguida em São Paulo. Era linda e gostava muito de se pintar, mas tinha muito piolho. Também brincava com o herói, fazendo Jiguê de bobo. (Geraldo Chacon) Mário escreveu também o Ensaio: A Escrava que não é Isaura (1925): teoria poética do Modernismo. Amar, verbo Intransitivo Amar Verbo Intransitivo é prosa experimental e metalinguística voltada para a construção da identidade da nação para uma abordagem da relação amorosa 7

9 em sua intransitividade, em seus elementos complexos, de fundo psicológico, destacando-se a especificidade da alma feminina. O núcleo da narrativa é o idílio, a história de amor, a descoberta do amor, sua prática pelo jovem aluno e Fraulein revistando sua pedagogia e seu sonho, afeiçoando-se, mais do que desejava, a Carlos, sem esquecer, entretanto, a intransitividade do verbo amar... Telê Porto Ancona Lopez, "uma Difícil Conjugação ", estudo introdutório de Amal; Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade. NARRADOR A "lição da amor" da governanta alemã Fraulein ao jovem brasileiro Carlos constitui, nas palavras de Telê P A. Lopez, o núcleo narrativo do "idílio" que vamos estudar. A utilização da palavra idílio poesia lírica bucólica ou pastoril para classificar a obra, índica o seu principal aspecto: trata-se de um exemplo da prosa experimental de Mário de Andrade, o mais expressivo líder de nossa primeira geração modernista, a geração de 22. Com Amar; Verbo Intransitivo, o autor pretendia, então, colocar em prática as propostas de renovação literária que instauram a modernidade artística brasileira. No trabalho mencionado, a estudiosa de Mário de Andrade afirma o seguinte: O narrador que capta a cena no que ele tem de essencial, frequentemente nos faz lembrar a representação cinematográfica: a câmera que segue as pessoas, foco isento, olhando por detrás, ou foco comprometido que faz as vezes dos olhos da personagem. Narrar cinematograficamente o romance moderno combinado com reflexão literária, machadiana, metalinguística, e com a capacidade do narrador de se fundir às manifestações do mundo interior de seus personagens. A afirmação lida refere-se aos dois fatores essenciais que caracterizam o narrador, transformando-o em personagem da história. O primeiro consiste na aproximação entre literatura e cinema, no caráter metonímico (a parte pelo todo) das cenas narradas, as quais aparecem em close, destacando um traço de personagem, um elemento narrativo, para que o leitor participe ativamente da montagem do romance, como uma espécie de co-autor. O segundo concerne às digressões metalinguísticas do narrador, digressões que lembram o estilo de Machado de Assis, e que nos permitem ver no narrador um personagem, o personagem principal, não pela sua presença na intriga, ou por se confundir com aqueles que a vivem, mas porque, ao contar, o narrador mostra-nos como conta, exercendo, assim, a metalinguagem. A técnica cinematográfica e a metalinguagem a linguagem que tematiza a própria linguagem constituem, portanto, os procedimentos essencialmente modernos presentes ao longo de todo o texto. Através deles, o narrador altera o foco narrativo da primeira para a terceira pessoa e vice-versa, assume concomitantemente as posições de observador e de "onisciente" sem deixar de analisar as motivações íntimas dos personagens, mas sem esgotá-las. Enfim, podemos afirmar que o narrador interfere de 8

10 forma sistemática e pedagógica na arquitetura do processo narrativo, para desvendá-lo ao leitor, quebrando a "ilusão romanesca" e conduzindo o mergulho na ficção para um outro mergulho no fazer ficcional. A paródia, ou a imitação satírica de procedimentos e aspectos que envolvem a criação literária, associa-se aos dois tal fatores comentados e torna, conforme exemplificaremos, difícil mas fascinante a leitura de Amar; Verbo Intransitivo. FOCO NARRATIVO Narrativa em terceira pessoa, com narrador onisciente. Mas que, no epílogo, assume a própria voz em primeira pessoa. Tudo ele (o papagaio) contou pro homem.... E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Em síntese: Mário de Andrade assume, explicitamente, o papel de narrador. Usa muitos cortes bruscos da narração para dar voz aos personagens, o que aproxima a narrativa da técnica cinematográfica. Isso imprime velocidade à obra, movimento à narrativa e marca o simultaneísmo (influência do cubismo). ESPAÇO E TEMPO Embora, como nas narrativas picarescas, a história comece do nascimento do herói (na realidade, anti-herói) e ainda que a narração da vida de Macunaíma, a perda e a recuperação da muiraquitã sejam um fio condutor da narração, não existe um tempo cronológico. Os cortes são constantes e frequentes são os relatos de lendas e mitos. O tempo se torna assim indeterminado. Tem-se alguma referência: São Paulo já tem um processo de mecanização, de industrialização. Macunaíma se espanta que, em São Paulo, as máquinas já tenham mais valor que as pessoas. Já existe a máquina telefone, a máquina-automóvel. Mas, ao mesmo tempo, Anchieta, João Ramalho, pe. Bartlomeu Gusmão, Zumbi, o pintor Mendonça Mar estão presentes. Em síntese, o tempo, como tudo o mais na narrativa, é tratado de forma fantástica (de fantasia), maravilhosa e mágica; O mesmo se diga do espaço. Há uma desgeografização. O herói, ao mesmo tempo está em São Paulo, Rio. Chuí, Natal, Amazonas. Bahia e Mendoza, na Argentina. Em síntese: o tempo e o espaço, na obra não resistem a nenhuma lógica racional. Há, em Macunaíma, uma atemporalidade e uma inespacialidade. LINGUAGEM A linguagem é bem revolucionária. O autor une expressões populares, provérbios, frases feitas. Cria palavras novas. Quebra padrões gramaticais e gráficos. Em síntese: coloquia-lismos, brasileirismos, regionalismos, transgressões gramaticais e gráficas, vocabulário indígena, tudo se torna elementos para a criação de um estilo vivo e original. Chama, ainda a atenção, a ironia crítica da Carta pras Icamiabas. : Vazada em linguagem escorreita, de modulação seiscentista, mas com deliberados intuitos satíricos, visto que o seu pedantismo se creditaria ao vezo brasileiro semiculto do falar bonito. Massaud Moisés 9

11 10

Modernismo Momento Demolidor (1922-30) Principais autores

Modernismo Momento Demolidor (1922-30) Principais autores Modernismo Momento Demolidor (1922-30) Principais autores Oswald de Andrade Obras Principais: Poesia: Pau-Brasil (1925) Romance: Memórias Sentimentais de João Miramar (1924); Serafim Ponte Grande (1933).

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

GOIÂNIA, / / 2015. PROFESSOR: Daniel. ALUNO(a): Data da prova: 08/05/15.

GOIÂNIA, / / 2015. PROFESSOR: Daniel. ALUNO(a): Data da prova: 08/05/15. GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 3 ano ALUNO(a): Data da prova: 08/05/15. No Anhanguera você é + Enem LISTA DE EXERCÍCIOS P1 2 BIMESTRE Análise de textos de autores da

Leia mais

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais)

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Tempo para tudo (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia PRIMEIRA QUESTÃO A) É importante que o candidato ressalte o fato de que, na ilha, a princípio, tudo é eletivo : cabe aos indivíduos escolher os seus papéis. Esta liberdade da constituição do sujeito deve

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

MODERNISMO Primeiro Momento. Motivos Autores - Obras

MODERNISMO Primeiro Momento. Motivos Autores - Obras MODERNISMO Primeiro Momento Motivos Autores - Obras Características do Modernismo Liberdade de Expressão 1. Poética Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público

Leia mais

MACUNAÍMA. Mário de Andrade

MACUNAÍMA. Mário de Andrade MACUNAÍMA Mário de Andrade narrativa de caráter mítico em que os acontecimentos não seguem as convenções realistas; procura fazer um retrato do povo brasileiro, por meio do herói sem caráter ; influência

Leia mais

TIMOR LESTE. O PESO DA ORAÇÃO DOS JUSTOS! Tema. Peso e balança justos pertencem ao Senhor Provérbios 16:11a Versículo Chave

TIMOR LESTE. O PESO DA ORAÇÃO DOS JUSTOS! Tema. Peso e balança justos pertencem ao Senhor Provérbios 16:11a Versículo Chave 70 TIMOR LESTE O PESO DA ORAÇÃO DOS JUSTOS! Tema Peso e balança justos pertencem ao Senhor Provérbios 16:11a Versículo Chave PÁIS ALVO No Timor Leste as pessoas são muito acolhedoras, sempre com um sorriso,

Leia mais

História da Arte - Linha do Tempo

História da Arte - Linha do Tempo História da Arte - Linha do Tempo PRÉ- HISTÓRIA (1000000 A 3600 a.c.) Primeiras manifestações artísticas. Pinturas e gravuras encontradas nas paredes das cavernas. Sangue de animais, saliva, fragmentos

Leia mais

YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS)

YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS) YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS) YEMANJA, YEMANJA...(BIS) RAINHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR...BIS É BONITO O CANTO DE YEMANJA SEMPRE

Leia mais

O Pequeno Mundo de Maria Lúcia

O Pequeno Mundo de Maria Lúcia Eric Ponty O Pequeno Mundo de Maria Lúcia Pinturas de Fernando Campos [2005] Virtual Book s Numa noite de outubro a pequena Maria Lúcia viu o azul do céu escuro da tarde um homem andando de bicicleta.

Leia mais

FIGURAS DE LINGUAGEM

FIGURAS DE LINGUAGEM FIGURAS DE LINGUAGEM Figuras de linguagem: São estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. É muito usada no dia-a-dia das pessoas,

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Período: 77.1 79.2 OBJETIVOS: Levar o aluno a conhecer e sistematizar o processo das técnicas e das formas, das técnicas e das principais concepções poéticas e ideológicas dos movimentos de vanguarda européia

Leia mais

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Oração Pai Nosso Ave Maria Chave Harmonia Hinos da ORAÇÃO Consagração do Aposento Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Pai Nosso - Ave Maria Prece

Leia mais

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS. 01- Quem são os personagens que dialogam na história? R.:

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS. 01- Quem são os personagens que dialogam na história? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PRODUÇÃO TEXTUAL - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= Querido(a)

Leia mais

ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO

ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO Ideia: Produção realizada a partir de um fato marcante e em algumas situações ocorre a mesclagem entre narrações e demonstrações de cenas. Personagens: A filha da doméstica

Leia mais

AULA 23 LITERATURA MODERNISMO NO BRASIL PRIMEIRA FASE

AULA 23 LITERATURA MODERNISMO NO BRASIL PRIMEIRA FASE AULA 23 LITERATURA PROFª Edna Prado MODERNISMO NO BRASIL PRIMEIRA FASE I AUTORES A primeira fase, conhecida como heróica, compreende o período de 1922 a 1930 e apresenta o desejo de liberdade, de ruptura

Leia mais

Qual o Sentido do Natal?

Qual o Sentido do Natal? Qual o Sentido do Natal? Por Sulamita Ricardo Personagens: José- Maria- Rei1- Rei2- Rei3- Pastor 1- Pastor 2- Pastor 3-1ª Cena Uma música de natal toca Os personagens entram. Primeiro entram José e Maria

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL AULA 13 LITERATURA PROFª Edna Prado REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL Na aula de hoje falaremos sobre o Realismo português. Mas para começarmos é importante que você saiba o que é realismo. Veja: REAL+ISMO

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

Convite. Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam.

Convite. Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam. Convite Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam. As palavras não: quanto mais se brinca com elas mais novas ficam.

Leia mais

Desde sempre presente na nossa literatura, cantado por trovadores e poetas, é com Camões que o Amor é celebrado em todo o seu esplendor.

Desde sempre presente na nossa literatura, cantado por trovadores e poetas, é com Camões que o Amor é celebrado em todo o seu esplendor. Desde sempre presente na nossa literatura, cantado por trovadores e poetas, é com Camões que o Amor é celebrado em todo o seu esplendor. O Poeta canta o amor platónico, a saudade, o destino e a beleza

Leia mais

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli DIANA + 3 Roteiro de Henry Grazinoli EXT. CALÇADA DO PORTINHO DIA Sombra de Pablo e Dino caminhando pela calçada do portinho de Cabo Frio. A calçada típica da cidade, com suas ondinhas e peixes desenhados.

Leia mais

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa)

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) HINÁRIO O SIGNO DO TEU ESTUDO Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) Chico Corrente 1 www.hinarios.org 2 01 O SIGNO DO TEU ESTUDO Marcha O signo do teu estudo Estou aqui para te dizer

Leia mais

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro;

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro; EIXO TEMÁTICO: 1 TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO 1) Analisar o texto em todas as suas dimensões: semântica, sintática, lexical e sonora. 1. Diferenciar o texto literário do não-literário. 2. Diferenciar

Leia mais

TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação

TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação Nome: Nº 8º ano / Ensino Fundamental Turma: Disciplina(s): Português Data: Professor(a): Érica Beatriz Nota: Leia o texto de Clarice Lispector e veja

Leia mais

História de Trancoso

História de Trancoso Aluno(a): Professor(a): Turma: n o : Data: Leia o texto a seguir com atenção. História de Trancoso Joel Rufi no dos Santos Era uma vez um fazendeiro podre de rico, que viajava solitário. Ah, quem me dera

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

Turma: 3º ano FG e ADM

Turma: 3º ano FG e ADM COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 2ª Etapa 2013 Disciplina: Literatura Ano: 2013 Professor (a): Felipe Amaral Turma: 3º ano FG e ADM Caro aluno, você está recebendo o conteúdo

Leia mais

AVALIAÇÃO DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS

AVALIAÇÃO DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS QUESTÃO 01 (1,0 ponto) Leia atentamente a proposição. O Romantismo era a apoteose do sentimento; O Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte

Leia mais

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I FORTALECENDO SABERES CIÊNCIAS NAT. CIÊNCIAS HUM. CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Conteúdo:

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I FORTALECENDO SABERES CIÊNCIAS NAT. CIÊNCIAS HUM. CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Conteúdo: CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I Conteúdo: - Alguns aspectos que interferem na saúde das pessoas - Saúde como Direito Constitucional dos brasileiros

Leia mais

existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias

existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias + 23% + 108% (em 20 anos a taxa é superior a 200%) 15% das mulheres e 65% dos homens brasileiros já tiveram ao menos uma experiência sexual fora do

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Cabra macho e cidadão do mundo

Cabra macho e cidadão do mundo Cabra macho e cidadão do mundo Uma poesia antilírica, dirigida ao intelecto, mais presa à realidade objetiva do poema enquanto criação; Cronologicamente pertence à geração de 45, mas dela se afasta pela

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

REDAÇÃO/LITERATURA JOSI MOTTA

REDAÇÃO/LITERATURA JOSI MOTTA REDAÇÃO/ Obra: Várias Histórias Autor: Machado de Assis Ano: 1896 Escola: Realismo Gênero: Narrativo contos Estrutura: 16 contos Narrador: 3ª pessoa na maioria das histórias, exceto em: Entre santos, Conto

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO EM CORDEL

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO EM CORDEL 1 NOME: Nº: 4º ANO: DATA DE ENTREGA: Queridos alunos e alunas As férias chegaram e com elas a vontade de passear, viajar, brincar com os amigos e curtir o merecido descanso, mas não podemos esquecer que

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

O Livro de informática do Menino Maluquinho

O Livro de informática do Menino Maluquinho Coleção ABCD - Lição 1 Lição 1 O Livro de informática do Menino Maluquinho 1 2 3 4 5 6 7 8 Algumas dicas para escrever e-mails: 1. Aprender português. Não adianta fi car orgulhoso por mandar um e-mail

Leia mais

Geração Graças Peça: Os Cofrinhos

Geração Graças Peça: Os Cofrinhos Geração Graças Peça: Os Cofrinhos Autora: Tell Aragão Personagens: Voz - não aparece mendigo/pessoa Nervosa/Ladrão faz os três personagens Menina 1 Menina 2 Voz: Era uma vez, duas irmãs que ganharam dois

Leia mais

A um poeta Olavo Bilac

A um poeta Olavo Bilac A um poeta Olavo Bilac Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! Mas que na forma se disfarce

Leia mais

Como fazer seu blog se destacar dos outros

Como fazer seu blog se destacar dos outros Como fazer seu blog se destacar dos outros Fama. Tráfego. Reconhecimento. Muito dinheiro no bolso. Esses itens certamente estão presentes na lista de desejos de quase todos os blogueiros. Afinal, ninguém

Leia mais

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um.

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um. coleção Conversas #10 - junho 2014 - Eu sou Estou garoto num de programa. caminho errado? Respostas para algumas perguntas que podem estar sendo feitas Garoto de Programa por um. A Coleção CONVERSAS da

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos.

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos. Contos Místicos 1 Contos luca mac doiss Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12 Prefácio A história: esta história foi contada por um velho pescador de Mongaguá conhecido como vô Erson. A origem:

Leia mais

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia 1 Antologia Raízes Da Poesia 2 Copyrighr 2013 Editra Perse Capa e Projeto gráfico Autor Registrado na Biblioteca Nacional ISBN International Standar Book Number 978-85-8196-234- 4 Literatura Poesias Publicado

Leia mais

Uma História que cheira a Café. Não Desprezes os Provérbios. Autor Isabel Vilarinho e Vanda Novais. Autor Abel de Carvalho

Uma História que cheira a Café. Não Desprezes os Provérbios. Autor Isabel Vilarinho e Vanda Novais. Autor Abel de Carvalho Catálogo 2013 Uma História que cheira a Café Isabel Vilarinho e Vanda Novais Não Desprezes os Provérbios Abel de Carvalho Género: Romance N.º Páginas: 112 ISBN: 978-989-20-3065-4 Género: Prosa / Literatura

Leia mais

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL SUGESTÃO DE CELEBRAÇÃO DE NATAL 2013 ADORAÇÃO Prelúdio HE 21 Dirigente: Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou

Leia mais

meu jeito de dizer que te amo

meu jeito de dizer que te amo Anderson Cavalcante meu jeito de dizer que te amo Dedicatória A Tabata, minha esposa, mulher, amante e melhor amiga, que com muito charme, carinho e um pouco de paciência compartilha comigo as descobertas

Leia mais

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 9 ano Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE Análise de textos poéticos Texto 1 Um homem também chora Um homem também

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

Quem tem boca vai a Roma

Quem tem boca vai a Roma Quem tem boca vai a Roma AUUL AL A MÓDULO 14 Um indivíduo que parece desorientado e não consegue encontrar o prédio que procura, aproxima-se de outro com um papel na mão: - Por favor, poderia me informar

Leia mais

Lista de Diálogo - Cine Camelô

Lista de Diálogo - Cine Camelô Lista de Diálogo - Cine Camelô Oi amor... tudo bem? Você falou que vinha. É, eu tô aqui esperando. Ah tá, mas você vai vir? Então tá bom vou esperar aqui. Tá bom? Que surpresa boa. Oh mano. Aguá! Bolha!

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA - LÍNGUA E LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA- Grupos D, E, F, G e L TEXTO I

PADRÃO DE RESPOSTA - LÍNGUA E LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA- Grupos D, E, F, G e L TEXTO I PADRÃO DE RESPOSTA - LÍNGUA E LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA- Grupos D, E, F, G e L TEXTO I 5 Eu estava deitado num velho sofá amplo. Lá fora, a chuva caía com redobrado rigor e ventava fortemente. A

Leia mais

Romance familiar poesia familiar

Romance familiar poesia familiar Romance familiar poesia familiar Em busca de imagens para uma apresentação, dou com a foto, feita em estúdio, de um garoto de 11 anos de idade chamado Walter Benjamin (1892-1940). Serve de ilustração a

Leia mais

«Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais

«Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais Letras Álbum Amanhecer João da Ilha (2011) «Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais Já sei que és buliçoso Trazes

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO.

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. Roteiro de Telenovela Brasileira Central de Produção CAPÍTULO 007 O BEM OU O MAL? Uma novela de MHS. PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. AGENOR ALBERTO FERNANDO GABRIELE JORGE MARIA CLARA MARIA CAMILLA MARÍLIA

Leia mais

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI Bíblia para crianças apresenta O SÁBIO REI SALOMÃO Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

E alegre se fez triste

E alegre se fez triste Manuel Alegre Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa

Leia mais

MOISÉS NO MONTE SINAI Lição 37

MOISÉS NO MONTE SINAI Lição 37 MOISÉS NO MONTE SINAI Lição 37 1 1. Objetivos: Ensinar que quando Moisés aproximou-se de Deus, os israelitas estavam com medo. Ensinar que hoje em dia, por causa de Jesus, podemos nos sentir perto de Deus

Leia mais

Narrar por escrito a partir de um personagem

Narrar por escrito a partir de um personagem Narrar por escrito a partir de um personagem Aproximação das crianças as ao literário rio Emilia Ferreiro Ana Siro Vozes narrativas e pontos de vista em relatos de ficção: possibilidades discursivas de

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola)

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola) Diego Mattoso USP Online - www.usp.br mattoso@usp.br Julho de 2005 USP Notícias http://noticias.usp.br/canalacontece/artigo.php?id=9397 Pesquisa mostra porque o samba é um dos gêneros mais representativos

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

Palavras primitivas terminadas em S acrescenta-se INHO: Chinês = Chinesinho Um pequeno chinês é um chinesinho.

Palavras primitivas terminadas em S acrescenta-se INHO: Chinês = Chinesinho Um pequeno chinês é um chinesinho. FICHA DA SEMANA 5º ANO A e B Instruções: 1- Cada atividade terá uma data de realização e deverá ser entregue a professora no dia seguinte; 2- As atividades deverão ser copiadas e respondidas no caderno,

Leia mais

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 3 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO

Leia mais

3º Ano. O amor é paciente. I Coríntios 13:4. Roteiro Semanal de Atividades de Casa (15 a 19 de abril de 2013)

3º Ano. O amor é paciente. I Coríntios 13:4. Roteiro Semanal de Atividades de Casa (15 a 19 de abril de 2013) 3º Ano O amor é paciente. I Coríntios 13:4 Roteiro Semanal de Atividades de Casa (15 a 19 de abril de 2013) 18 de Abril - Dia Nacional do Livro Infantil conhecimento. Nos livros aprendemos sobre nós mesmos

Leia mais

A amizade abana o rabo

A amizade abana o rabo RESENHA Leitor iniciante Leitor em processo Leitor fluente ILUSTRAÇÕES: Marina relata, nessa história, seu encontro com cães especiais, que fazem parte de sua vida: Meiga, Maribel e Milord. A história

Leia mais

PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS

PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PORTUGUÊS - 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== BRINCADEIRA Começou

Leia mais

ANINHÁ VAGURETÊ. Ô senhô dono da casa Licença quero pedir Meia-hora de relógio Para nós se divertir Mas ô vevê tem manibóia

ANINHÁ VAGURETÊ. Ô senhô dono da casa Licença quero pedir Meia-hora de relógio Para nós se divertir Mas ô vevê tem manibóia ANINHÁ VAGURETÊ Ô senhô dono da casa Licença quero pedir Meia-hora de relógio Para nós se divertir Mas ô vevê tem manibóia Aninha vaguretê Aninha vaguretê Quando eu aqui cheguei Nesta casa de alegria Se

Leia mais

De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso

De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso Água do Espírito De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso EXISTE O DEUS PODEROSO QUE DESFAZ TODO LAÇO DO MAL QUEBRA A LANÇA E LIBERTA O CATIVO ELE MESMO ASSIM FARÁ JESUS RIO DE ÁGUAS LIMPAS QUE NASCE

Leia mais

COLÉGIO SHALOM Ensino Fundamental 9º Ano Profº: Clécio Oliveira Língua 65 Portuguesa Aluno (a):. No.

COLÉGIO SHALOM Ensino Fundamental 9º Ano Profº: Clécio Oliveira Língua 65 Portuguesa Aluno (a):. No. COLÉGIO SHALOM Ensino Fundamental 9º Ano Profº: Clécio Oliveira Língua 65 Portuguesa Aluno (a):. No. Trabalho Avaliativo Valor: 30 % Nota: Minhas Férias Eu, minha mãe, meu pai, minha irmã (Su) e meu cachorro

Leia mais

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Professora Josi e Professora Mara

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Professora Josi e Professora Mara LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Professora Josi e Professora Mara Denotação x Conotação Sentido denotativo: Meus alunos comeram uns doces. Sentido conotativo: Meus alunos são uns doces. Figuras

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Furor suave. O Ar. À beira mar Está um homem a pescar Peixe está a apanhar E sem nunca parar. (Pedro Ernesto, 10 anos)

Furor suave. O Ar. À beira mar Está um homem a pescar Peixe está a apanhar E sem nunca parar. (Pedro Ernesto, 10 anos) 6 Furor suave Vou fazer um poema com ar; mas não é com este ar. Qual ar? Este, aqui, este ar. Este qual? O que se respira? Sim, esse, não é com o que se respira, é com o ar de ar. Qual ar? Queres dizer

Leia mais

Festa da Avé Maria 31 de Maio de 2009

Festa da Avé Maria   31 de Maio de 2009 Festa da Avé Maria 31 de Maio de 2009 Cântico Inicial Eu era pequeno, nem me lembro Só lembro que à noite, ao pé da cama Juntava as mãozinhas e rezava apressado Mas rezava como alguém que ama Nas Ave -

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR Marcha Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe me disse Que é

Leia mais

Kaingang: uma criança que cresce em tempo record...

Kaingang: uma criança que cresce em tempo record... Kaingang: uma criança que cresce em tempo record... Nossa infância,cada kaingang ao nascer já estará predestinado a vivenciar um mundo que tem dois fatores lados: primeiro, nascer dentro de uma comunidade

Leia mais

COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL. Emanuel Carvalho

COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL. Emanuel Carvalho COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL Emanuel Carvalho 2 Prefácio * Edivan Silva Recebi o convite para prefaciar uma obra singular, cujo título despertou e muita minha atenção: Como escrever um livro infantil,

Leia mais

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Nome: N.º: endereço: data: Telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSA O 8 Ọ ANO EM 2014 Disciplina: PoRTUGUÊs Prova: desafio nota: Texto para as questões de 1 a 7. AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Há três coisas para

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

Introdução ao Realismo

Introdução ao Realismo Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 2 Disciplina: Literatura Data da prova: 15/02/2014. Introdução ao Realismo P1-1 BIMESTRE Os textos seguintes

Leia mais

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo 1 O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francês André Breton em 1924. Inserido

Leia mais

SOLENE CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

SOLENE CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA SOLENE CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA Antes da Solene celebração, entregar a lembrança do centenário No Final terá um momento de envio onde cada pessoa reassumirá a missão. O sinal deste momento será a colocação

Leia mais

PERSONAL SHOPPER MARY KAY

PERSONAL SHOPPER MARY KAY PERSONAL SHOPPER MARY KAY O QUE É? Personal shopping é uma ocupação, na qual se ajuda alguém a fazer suas compras, dando conselhos e fazendo sugestões para os clientes. A personal shopper vai dar ao cliente

Leia mais

UMA PROPOSTA DE ANÁLISE DA NARRATIVA O ALQUIMISTA BASEADA NA ANÁLISE ESTRUTURAL DA NARRATIVA

UMA PROPOSTA DE ANÁLISE DA NARRATIVA O ALQUIMISTA BASEADA NA ANÁLISE ESTRUTURAL DA NARRATIVA UMA PROPOSTA DE ANÁLISE DA NARRATIVA O ALQUIMISTA BASEADA NA ANÁLISE ESTRUTURAL DA NARRATIVA Mestranda Ivi Furloni Ribeiro Resumo: Nosso objetivo neste presente artigo é entender como se constitui a narrativa

Leia mais

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco!

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco! Paixão do Povo de Cristo x Paixão de Cristo Texto Base: provérbios 24.10 na Linguagem de Hoje: Quem é fraco numa crise, é realmente fraco. Na Bíblia A Mensagem : Quem Desiste num momento de crise é porque

Leia mais

Diverso é o mundo, e ainda bem.

Diverso é o mundo, e ainda bem. LPLB ME 2 O CONCURSO VESTIBULAR/2001 PÁG. 23 LPLB Questões de 51 a 63 Diverso é o mundo, e ainda bem. (Adaptado de TOLEDO, Roberto Pompeu de. Revista VEJA. São Paulo: Abril, 28 de março de 2001.) PÁG.

Leia mais

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE Mesmo não acreditando na Educação Criativa, o professor pode fazer uma experiência para ver o resultado. É o caso da professora deste relato. Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais