AULA 14 PARNASIANISMO

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1 AULA 14 PARNASIANISMO OBSERVAÇÃO Os parnasianos renderam um tributo à cultura clássica. APRESENTAÇÃO Temos visto que o Realismo-Naturalismo caracterizou-se, basicamente, pela objetividade, pela reação aos excessos sentimentais dos românticos e por um descritivismo de ordem mais racional. Na poesia, o Parnasianismo apresenta, também, tais traços e, por isso, às vez é chamado de poesia do Realismo. Sim, o Parnasianismo é a poesia do período realista; do Realismo traz a objetividade, mas não o critério social a denúncia dos problemas vistos na realidade que os romances do período apresentam. Surgiu na França, em antologias poéticas chamadas Le Parnasse Contemporain, publicadas a partir da década de 1860, e no Brasil foi lançado com o livro Fanfarras, de Teófilo Dias, em Este tipo de poesia é produto da chamada Belle Époque europeia, aquela euforia geral, provocada pelas riquezas surgidas com a industrialização, que dominou o final do século 19 e o início do século 20. Os artistas da época deixaram-se levar pelo esnobismo artístico, pelo exibicionismo cultural, que atravessou mares e se instalou num Rio de Janeiro afrancesado, onde nossos poetas fizeram uma poesia esnobe e bastante distante da realidade nacional. É interessante notar que nossos poetas parnasianos tornaram-se ídolos populares, soberanos até as primeiras décadas do século 20, quando daí passaram a alvo de críticas demolidoras por parte dos modernistas. De onde vem o nome Parnasianismo? Na Grécia Antiga, o Monte Parnaso era um local consagrado ao deus Apolo e às nove musas: Clio (História); Euterpe (Música); Talia (Comédia); Melpómene (Tragédia); Terspícore (Dança); Érato (Poesia lírico-amorosa); Polínia (Canto e Retórica); Urânia (Astronomia); Calíope (Poesia épica). Acreditava-se que toda inspiração artística provinha lá do Parnaso, a morada dos poetas, e logo surgiu o termo Parnasianismo para designar essa arte pura a serviço do belo e do universal. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Objetividade, impessoalidade A poesia parnasiana representa uma espécie de reação contra os sentimentalismo excessivo da poesia romântica. O eu lírico, numa atitude de contenção, deixa de expressar suas emoções, tentando mostrarse impassível ante a realidade, embora nem sempre consiga. Vejamos um exemplo disso no texto a seguir: PROFISSÃO DE FÉ Odeio as virgens pálidas, cloróticas, Beleza de missal que o romantismo Hidrófobo apregoa em peças góticas, Escritas nuns acessos de histerismo. Sofismas de mulher, ilusões óticas, Raquíticos abortos do lirismo, Sonhos de carne, compleições exóticas, Desfazem-se perante o realismo. Não servem-me esses vagos ideais Da fina transparência dos cristais, Almas de santa e corpo de alfenim. Prefiro a exuberância dos contornos, As belezas da forma, seus adornos, A saúde, a matéria, a vida enfim. Carvalho Júnior 1

2 Observação: no Brasil, os parnasianos oscilaram constantemente entre a objetividade parnasiana e a subjetividade romântica. A poesia parnasiana brasileira é objetiva, mas não impassível, pois às vezes se abre para uma subjetividade moderada, por mais que tal postura contrarie os princípios teóricos parnasianos. Apego à tradição clássica Alusão constante a elementos da cultura greco-romana, considerada pelos artistas parnasianos exemplo supremo do belo e do universal, o que ajuda a conferir ao Parnasianismo ares de sofisticação e erudição e que, também, os afasta das tendências românticas (lembre-se de que os românticos demonstravam uma postura de anticlassicismo). Arte pela arte, o esteticismo A elaboração de uma poesia distanciada dos temas cotidianos e que recusa os temas vulgares. Como efeito dessa postura, percebe-se um traço de alienação social no Parnasianismo, pois a poesia, via de regra, não retratará temas sociais mais profundos ou delicados. Busca da perfeição formal O poeta parnasiano promove um intenso artesanato poético, buscando rimas raras, a correção gramatical e estilística, a métrica perfeita, o vocabulário acadêmico e a predileção pelo soneto. A perfeição formal passa a ser uma espécie de obsessão do artista parnasiano. Leiamos o fragmento de texto a seguir, que ilustra tal aspecto do Parnasianismo: PROFISSÃO DE FÉ Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito. Olavo Bilac Intenso descritivismo Vasos, objetos clássicos, paisagens, enfim, a pintura com palavras de fenômenos naturais e fatos da história. A poesia parnasiana é notadamente descritiva, o que demonstra a tendência à objetividade e a tentativa de se driblar a subjetividade. Aproximação entre a arte literária e as artes plásticas Ao encarar a poesia como um verdadeiro ofício, o poeta parnasiano torna-se um verdadeiro artesão da palavra, um ourives de versos. Leiamos os versos a seguir: PROFISSÃO DE FÉ Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor.... Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel.... Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima Como um rubim. Olavo Bilac Para melhor compreendermos essas características, leiamos com atenção o texto a seguir: A UM POETA Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo que a imagem fique nua, Rica, mas sóbria, como um templo grego. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício. É a força e a graça na simplicidade. OS PRINCIPAIS POETAS Olavo Bilac Tivemos vários poetas parnasianos surgidos na virada do século 19 para o 20. Muitos poetas medíocres, que não tiveram maior reconhecimento por parte da crítica literária. Agora, tivemos também a chamada tríade parnasiana, a santíssima trindade parnasiana brasileira, formada pelos seguintes poetas: 2

3 Olavo Bilac Biografia mínima Depois de estudar Medicina durante cinco anos, abandonou o curso e iniciou a faculdade de Direito em São Paulo, que não passou do primeiro ano. De volta ao Rio, dedicouse ao jornalismo e à literatura. No serviço público, exerceu várias atividades administrativas e diplomáticas. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e poeta de enorme prestígio à sua época, até hoje um dos mais conhecidos da Literatura Brasileira. Aspectos centrais da obra Quanto ao estilo, Bilac demonstra a impassibilidade formal parnasiana em vários poemas, como Profissão de fé e A um poeta, conforme lemos em textos anteriores já citados nesta aula. Quanto ao conteúdo, entretanto, nota-se ainda uma aproximação com o Romantismo, não por um sentimentalismo excessivo, mas por um lirismo ora mais intimista, ora de tendência mais reflexiva, até um pouco filosofante. Observe: OUVIR ESTRELAS Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso! Eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via Láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo? E eu vos direi: Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas. NEL MEZZO DEL CAMIN Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, E a alma de sonhos povoada eu tinha... E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. Hoje, segues de novo... Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face e tremo, Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. A sensualidade e o erotismo estão presentes na poesia de Olavo Bilac, principalmente nas obras de sua juventude. Veja alguns versos deste poema tirado do livro Sarças de fogo: SATÂNIA Sobe...cinge-lhe a perna longamente; Sobe... e que volta sensual descreve Para abranger todo o quadril! prossegue, Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura, Morde-lhe os bicos túmidos dos seios, Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo Da axila, acende-lhe o coral da boca, E antes de se ir perder na escura noite, Na densa noite dos cabelos negros, Para confusa, a palpitar, diante Da luz mais bela dos seus grandes olhos. O patriotismo de Olavo Bilac se manifesta no poema épico O caçador de esmeraldas, no Hino à Bandeira e em vários poemas que versam sobre a língua portuguesa, o Brasil, o Padre Anchieta, a música brasileira, etc. Bilac foi, enfim, um poeta idolatrado em sua época, execrado injustamente pela crítica modernista, mas até hoje um dos mais lidos e conhecidos autores da literatura brasileira. Alberto de Oliveira Foi o mais parnasiano dos poetas brasileiros, espécie de líder do movimento no Brasil. Sua poesia, essencialmente descritiva e cultuadora dos modelos clássicos, dava de ombros aos problemas brasileiros de sua época pois, para o autor que chegou a afirmar: Eu hoje dou a tudo de ombros, pouco me importam paz ou guerra e não leio jornais., mais valia ficar descrevendo em seus poemas taças, vasos ou paisagens do que falar em desigualdades, escravidão ou injustiça social. 3

4 VASO GREGO Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que a suspendia Então e, ora repleta ora esvazada, A taça amiga aos dedos seus tinia Toda de roxas pétalas colmada. Depois... Mas o lavor da taça admira, Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, Ignota voz, qual se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas, Qual se essa voz de Anacreonte fosse. Raimundo Correia Autor considerado parnasiano muito mais pela forma do que pelos temas abordados em sua poesia. É interessante perceber em sua obra que, quando há a tentativa de se fazer poesia puramente parnasiana, torna-se um poeta insosso e artificial. Quando ele libera suas emoções, entretanto, compõe poemas de extremo bom gosto. Reflexões filosóficas e lições de vida acompanham as cenas apresentadas em seus versos, além de heranças românticas, traços descritivistas e grande profundidade filosófica que evidencia certo pessimismo. AS POMBAS Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais...mais outra...enfim dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada. E, à tarde, quando a rígida nortada Sopra, aos pombais de novo elas, serenas, Ruflando as asas, sacudindo as penas, Voltam todas em bando e em revoada. Também dos corações onde abotoam, Os sonhos, um por um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais: No azul da adolescências as asas soltam, Fogem...Mas aos pombais as pombas voltam, E eles, aos corações, não voltam mais... MAL SECRETO Se a cólera que espuma, a dor que mora n alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse, o espírito que chora, ver através da máscara da face, quanta gente, talvez, que inveja agora nos causa, então piedade causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo guarda um atroz, recôndito inimigo, como invisível chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja ventura única consiste em parecer aos outros venturosa! OUTROS AUTORES Francisca Júlia, o paranaense Emílio de Menezes e Vicente de Carvalho são outros excelentes poetas parnasianos brasileiros. Do último, chamado de poeta do mar, vale a pena conhecer um poema, que não fala do mar, mas do anseio pela felicidade que nunca se alcança: VELHO TEMA Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada; Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa que sonhamos Toda arriada de dourados pomos, Existe, sim; mas nós não a alcançamos Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos. 4

5 TESTES 01. (FGV SP) Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo: a) A inspiração é mais importante que a técnica. b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação, ao ritmo, às rimas ricas ou raras. c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo Correia. d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo. e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco. 02. (UPF RS) Segundo o crítico Luís Augusto Fischer, uma escola literária que apresentou significativa produção no Brasil, na segunda metade do século XIX, tinha como propósito central a descrição profissional de mundos mortos. O crítico refere-se, certamente, à escola do a) Romantismo b) Parnasianismo c) Simbolismo d) Realismo e) Naturalismo 03. (UPF RS) Dos traços abaixo mencionados, aquele que não caracteriza a poética parnasiana é a) o caráter confessional; b) a objetividade na abordagem dos temas; c) os ideais antirromânticos; d) o culto da forma; e) o desejo de impessoalidade. 04. (UFTM MG) Considere as informações: É na convergência de ideais antirromânticos, como a objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se situa a poética [desse movimento literário]. (...) Seus traços de relevo: o gosto da descrição nítida (a mimese pela mimese), concepções tradicionalistas sobre metro, ritmo e rima e, no fundo, o ideal da impessoalidade que partilhavam com os [escritores] do tempo. O texto alude aos poetas Alfredo Bosi. História concisa da Literatura Brasileira a) ultrarromânticos, que romperam com a poesia indianista e ufanista, a exemplo de Álvares de Azevedo. b) realistas, que trataram, em sua obra poética, de temas ligados ao cotidiano, tal como o fez Machado de Assis. c) parnasianos, que, afastando-se dos ideais românticos, buscavam a linguagem isenta de subjetivismo, a exemplo de Olavo Bilac. d) simbolistas, que romperam com o pessimismo romântico e propuseram uma poética espiritualizada, como o fez Cruz e Sousa. e) modernistas, que, negando os preceitos da poesia romântica, buscavam uma poética nacional, a exemplo de Mário de Andrade. 05. (UNISA SP) Leia o trecho a seguir, pertencente ao poema Profissão de fé, de autoria do poeta brasileiro Olavo Bilac ( ): Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. Corre; desenha, enfeita a imagem, A ideia veste: Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem Azul-celeste. Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim. 5

6 Os versos desse poema têm a intenção de ser uma alusão à a) agenda parnasiana do poeta; b) exaltação do verso livre; c) diminuição do ofício do escultor; d) hierarquia entre as diversas formas de arte; e) permanência da arte renascentista. 06. (UEPG PR) Sobre as estéticas literárias brasileiras, assinale o que for correto: 01) O principal representante do Realismo- Naturalismo brasileiro foi José de Alencar, com suas obras regionalistas e indianistas. 02) Os versos "Minha terra tem palmeiras,/ onde canta o Sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/ Não gorjeiam como lá." fazem parte do poema "Canção do exílio", poema de Gonçalves Dias, representante da primeira geração da poesia romântica. 04) A obra Luzia-Homem trata da situação de exploração de retirantes nordestinos, e a caracterização da personagem Luzia contempla todo o perfil das personagens do Romantismo brasileiro. 08) A preferência pelo soneto, a contenção da emoção e o princípio da arte pela arte são características do Parnasianismo. 07. (UP PR) Textos: TEXTO 1 Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito: Assim procedo. Minha pena Segue esta norma, Por te servir, Deusa serena, Serena Forma Olavo Bilac excerto TEXTO 2 Frouxo o verso talvez, pálida a rima Por estes meus delírios cambeteia Porém odeio o pó que deixa a lima E o tedioso emendar que gela a veia! Quanto a mim é o fogo que me anima De uma instância o calor: quando formei-a, Se a estátua não saiu como pretendo, Quebro-a mas nunca seu metal emendo. Álvares de Azevedo excerto Qual(is) a(s) opção(ões) que se pode(m) deduzir dos poemas, de seus autores e da literatura? I. O primeiro texto e seu autor fazem parte do movimento parnasiano brasileiro. O poema a que os versos pertencem (Profissão de fé) é um do símbolos dessa escola que defendeu o comedimento emocional e a precisão formal como meios para atingir o poema perfeito. II. O segundo texto e seu autor pertencem ao período romântico e o escritor se destaca como um dos ícones do Ultrarromantismo, em que as emoções tinham espaço privilegiado nas composições poéticas. III. Álvares de Azevedo defende, no texto II, a liberdade de criação artística, não destaca a elegância da composição, mas sim o quanto de intensidade emotiva e paixão ela contém. IV. Olavo Bilac entende que a poesia é uma rara joia que precisa ser bem lapidada para alcançar a perfeição, pois o poeta é um servidor da Deusa da Forma. V. Ambos os poetas estão errados, já que é necessário seguir os princípios do Modernismo, que defende ao mesmo tempo a liberdade criativa do poeta, a ruptura com a tradição temática e a precisão do que escreve. Assinale a única alternativa que contém todas as afirmativas corretas: a) Apenas II e IV; b) Apenas I, III e IV; c) Apenas a V; d) I, II, III e IV; e) Apenas II, III e IV. 6

7 08. (UEPG PR) Sobre a poesia parnasiana, assinale o que for correto: 01) Acima de todas as características, o Parnasianismo ressalta o primado da emoção e a aparente rejeição do racionalismo. 02) A poesia parnasiana é um ritual mágico, uma combinação alquímica de palavras de outras dimensões de existência, uma simbiose do som e do sentido. 04) A ênfase formalista do estilo parnasiano levou-o a desprezar o assunto em função da supervalorização da técnica e, portanto, separar o sujeito criador de seu objeto criado. 08) A ênfase na característica formal induz a associação mais analógica do que lógica entre as palavras e permite a criação do poema-prosa. 16) O fazer artístico fundamenta-se na "transpiração", ou seja, no cuidado com a linguagem, a forma, a lapidação e o refinamento do texto. 09. (URCA CE) Texto: LÍNGUA PORTUGUESA Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura. Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: meu filho!, E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Olavo Bilac No que se refere ao texto Língua portuguesa, ao seu autor ou ao estilo em que se insere, somente é incorreto afirmar: a) Seu autor era um poeta que, a exemplo de outros parnasianos, cultuava os critérios de correção da língua portuguesa de acordo com os padrões de Portugal e não do Brasil. b) O poema representa o ideal de poesia que queriam os modernistas da Semana de Arte Moderna de c) O texto é um exemplo da poesia que se fez no Brasil no período realista. d) O poema é um exemplo típico do parnasianismo brasileiro, trazendo, entre outras características, racionalismo, culto da Forma e reposição de ideais clássicos de Arte. e) Olavo Bilac juntamente com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formavam o que se chamou a trindade parnasiana. 10. (UFPE) O Arcadismo (no século XVIII) e o Parnasianismo (em fins do século XIX) apresentam, em sua caracterização, pontos em comum. São eles: a) bucolismo e busca da simplicidade de expressão; b) amor galante e temas pastoris; c) ausência de subjetividade e presença da temática e da mitologia greco-latina; d) preferência pelas formas poéticas fixas, como o soneto, e pelas rimas ricas; e) a arte pela arte e o retorno à natureza. Textos para a questão 11: TEXTO 1 PROFISSÃO DE FÉ Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto-relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. 7

8 Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito. (...) Porque o escrever tanta perícia, Tanta requer, Que ofício tal... nem há notícia De outro qualquer. TEXTO 2 Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, s/d. Fragmento ESCREVER É UM ATO QUE EXIGE EMPENHO... Muitas pessoas acreditam que aqueles que redigem com desenvoltura executam essa tarefa como quem respira, sem a menor dificuldade, sem o menor esforço. Não é assim. Escrever é uma das atividades mais complexas que o ser humano pode realizar. Faz rigorosas exigências à memória e ao raciocínio. A agilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem sucedido. Conhecimentos de natureza diversa são acessados para que o texto tome forma. É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas. Portanto, escrever não é fácil e, principalmente, escrever é incompatível com a preguiça. A tarefa pode ir ficando paulatinamente mais fácil para profissionais que escrevem muito, todos os dias, mas mesmo esses testemunham que escrever é um trabalho exigente, cansativo e, muitas vezes, frustrante. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir e poucas vezes conseguimos manter na linguagem escrita todas as sutilezas da percepção original acerca de um fato ou um pensamento. O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade, essa possibilidade de expandir pela palavra escrita emoções, pensamentos, sensações, significados, que nós, leigos, não conseguimos traduzir com propriedade. Lucília H. do Carmo Garcez. Técnica de redação o que é preciso saber para bem escrever 11. (UFPE) Os dois textos apresentados acima, quanto à temática que desenvolvem, podem ser considerados: a) centrados na mesma questão, embora, no texto 1, sobressaia a analogia, o cuidado com a forma e a inversão na ordem das palavras, conforme os padrões do gênero e da filiação literária do autor. b) convergentes, mesmo tendo em conta que o texto 2 assume uma perspectiva puramente linguística, desconsiderando os fatores presentes na situação em que ocorre a atividade verbal. c) paradoxais, pois, enquanto o texto 1 explora o minucioso cuidado do ofício de fazer poesia, o texto 2 explora a ideia de que escrever com desenvoltura dispensa tenacidade e pertinácia. d) análogos, embora o eixo das semelhanças entre eles se restrinja à forma de sua superfície e, assim, as perspectivas com que os temas são abordados se distanciem essencialmente. e) inter-relacionados, ainda que a perspectiva escolhida em um e outro texto descarte a ideia de que, em qualquer escrita, existe um sujeito que, de diferentes modos, intervém em seu texto. Texto para as questões 12 e 13: VASO GREGO Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que a suspendia Então e, ora repleta ora esvazada, A taça amiga aos dedos seus tinia Toda de roxas pétalas colmada. Depois... Mas o lavor da taça admira, Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, Ignota voz, qual se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas, Qual se essa a voz de Anacreonte fosse. Alberto de Oliveira. Poesias completas 12. (UnB DF) A partir da leitura do soneto Vaso grego, assinale a opção correta a respeito do tratamento estético conferido aos mitos antigos pela poética parnasiana: 8

9 a) A recorrência a temas mitológicos atraía o leitor comum e amenizava os efeitos de distanciamento impostos a ele pelo rebuscamento da linguagem parnasiana. b) Os mitos antigos são atualizados na poesia parnasiana e recebem um significado poético novo, que promove a ruptura efetiva com o passado e a tradição mítica. c) O tratamento estético dos mitos gregos na poesia parnasiana aproxima o antigo mundo mitológico dos problemas imediatos e concretos da vida social brasileira. d) A presença de elementos da arte e da mitologia gregas no soneto apresentado está de acordo com uma máxima do Parnasianismo: a arte pela arte. 13. (UnB DF) Acerca do soneto Vaso grego, de Alberto de Oliveira, e do período histórico-literário a que ele remete, julgue os itens de 1 a 3: 1 No período em que o Parnasianismo se destacou, o Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, vivia forte influxo de modernização tardia em relação aos centros europeus, o que incentivou o consumo de mercadorias culturais luxuosas, mas desligadas da realidade local. Assim, verifica-se que a recorrência a temas advindos da Antiguidade Clássica era a correspondência estética dessa tendência manifestada na objetividade social brasileira. 2 O refinamento da linguagem e as formas labirínticas dos versos do soneto Vaso grego atestam o quanto a poesia parnasiana no Brasil, país de desigualdade social, asseverou a distância entre a língua falada e a escrita. 3 A temática abordada no soneto Vaso grego é representativa da tendência atribuída pela crítica literária ao Parnasianismo no Brasil: a descrição apaixonada de objetos antigos, por meio da qual se expressava, de forma evidente, a subjetividade do eu lírico (VUNESP SP) Texto: TERCETOS Noite ainda, quando ela me pedia Entre dois beijos que me fosse embora, Eu, com os olhos em lágrimas, dizia: "Espera ao menos que desponte a aurora! Tua alcova é cheirosa como um ninho... E olha que escuridão há lá fora! Como queres que eu vá, triste e sozinho, Casando a treva e o frio de meu peito! Ao frio e à treva que há pelo caminho?! Ouves? é o vento! é um temporal desfeito! Não me arrojes à chuva e à tempestade! Não me exiles do vale do teu leito! Morrerei de aflição e de saudade... Espera! até que o dia resplandeça, Aquece-me com a tua mocidade! Sobre o teu colo deixa-me a cabeça Repousar, como há pouco repousava... Espera um pouco! deixa que amanheça!" E ela abria-me os braços. E eu ficava. in Bilac, Olavo. Alma inquieta (Poesias) Embora seja considerado um dos mais típicos representantes do Parnasianismo brasileiro, cuja estética defendeu explicitamente no célebre poema "Profissão de Fé", Olavo Bilac revela em boa parcela de seus poemas alguns ingredientes que o afastam da rigidez característica da escola parnasiana e o aproximam da romântica. Partindo desta consideração: a) Identifique duas características formais do poema de Bilac que sejam tipicamente parnasianas. 9

10 b) Aponte um aspecto do mesmo poema que o aproxima da estética romântica. 01. b 02. b 03. a 04. c 05. a (02,08) 07. d (04,16) 09. b 10. c 11. a 12. d 13. C C E 14. GABARITO a) Rigor métrico e rímico. b) Versos carregados de sentimento e emoção. 10

Português. 1. Leia os seguintes poemas e faça o que se pede:

Português. 1. Leia os seguintes poemas e faça o que se pede: Português Leitura de texto 3 os anos Wilton fev/11 Nome: Nº: Turma: 1. Leia os seguintes poemas e faça o que se pede: Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino escreve! No aconchego Do claustro, na

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