Ressonâncias do sensível: as mudanças de paradigmas na legislação sobre o patrimônio (i) material no Brasil

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1 Ressonâncias do sensível: as mudanças de paradigmas na legislação sobre o patrimônio (i) material no Brasil Sabrina Fernandes Melo 1 Resumo: Com a mudança de paradigmas na pós modernidade, nos deparamos com uma estetização do mundo, com a emergência de reivindicações por novas memórias, identidades, demandas políticas, sociais e culturais. Para a gestão destas memórias e sensibilidades, políticas públicas são instauradas em diversos campos. No âmbito das políticas culturais estão inseridas aquelas relacionadas ao patrimônio, onde ações nacionais e internacionais procuram balizar ações para questão patrimonial e de preservação. Na contemporaneidade estas ações se multiplicam e tornam-se cada vez mais rizomáticas na medida em que a eleição do que é considerado patrimônio a ser preservado está associada a reinvindicação de grupos e sociedades, no debate do público e do particular, da coletividade e da propriedade privada. O patrimônio, suas ressonâncias e eficácia simbólica atuam na construção de sentidos e de valores, portanto, a diferença, os conflitos e a diversidade são inerentes ao processo. A partir da década de 1930 aumentam as políticas de patrimônio em diversos países, momento demarcado por documentos fundadores como a Carta de Atenas. Entretanto, no Brasil o debate preservacionista pode ser percebido anteriormente, com as discussões do Movimento Neocolonial, o movimento modernista e a Comemoração do Centenário da Independência em 1922, culminando na criação do SPHAN em Serão abordadas as políticas de patrimônio (i) material, vinculadas ao binômio arte e política, ou seja, como a estética, a política, a arte, a educação das sensibilidades são tratadas nas leis patrimoniais em consonância com as noções de direito a cidade, à memória e ao patrimônio, vinculadas ao que Ranciére denominou como partilha do sensível. Serão abordadas as alterações no campo estético e sensível na eleição de critérios para o que seria ou não arte e patrimônio, aquilo que deveria ou não ser preservado. Mudanças de sensibilidades, visualidade e estética que dialogam com as leis de preservação e instauração daquilo que podemos chamar de economia do patrimônio, no sentido simbólico e material. Palavras-chave: Patrimônio, sensibilidades, legislação. A discussão sobre patrimônio é por si conflituosa. É um campo de disputas por poder e legitimidade, onde se inserem instituições como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e reinvindicações de diferentes grupos. Nem sempre estas esferas estão em harmonia visto que a relação com o patrimônio se associa às experiências com o (s) tempo(s), numa articulação entre passado, presente e futuro. No sentido atribuído por Kosseleck (2006) nos campos de experiência e horizontes de expectativa, ocorre a mediação do sensível, das sensibilidades. 1 Doutoranda do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista CNPQ. E- mail:

2 José Reginaldo Gonçalves (2010) problematiza a noção de tempo para pensar a questão do patrimônio na contemporaneidade. Para este autor, os patrimônios tornaram-se uma espécie de obsessão coletiva. Patrimônio imaterial, material, ecológico, arquitetônico, artístico, cultural, tesouros vivos, são conceitos recorrentes nas mídias, nos discursos de lideranças políticas, autoridades de Estado e no vocabulário cotidiano. Tal fenômeno não se desvencilha de questões cruciais tratadas por autores de diversos campos do conhecimento como o presentismo ( François Hartog), o boom da memória( Andreas Huyssen), o dever e direito de memória( Luciana Heymann) entre outros. Demandas que pedem uma nova gestão e partilha do patrimônio, dos lugares de memória e das sensibilidades. A partilha do sensível, segundo Ranciére (2012), é a partilha daquilo que é comum a todos e a política atua na distribuição das coisas, é o corpo estruturado da sociedade, onde política e estética se encontram. Estética pensada em seu sentido político, capaz de definir sensações e emoções, papéis e posições sociais, que ultrapassa a relação estrita com a arte. Esta partilha é feita de forma desigual, visto que tudo que a envolve, como a memória coletiva, individuais entre outras, são campos de embate e confronto onde se inserem também (especificamente no caso do patrimônio) a indústria turística, a formação de subjetividades, a economia e as políticas de Estado na tentativa de gerir o passado. A pretensão desta comunicação não é refazer a trajetória das políticas de patrimônio no Brasil, trabalho já feito por diversos pesquisadores, mas discutir algumas mudanças de paradigmas e enfoque destas políticas a partir de dois exemplos: O tombamento da coleção de objetos de Magia Negra do Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro em 1938 e o tombamento do Terreiro da Casa Branca do Evangelho Velho em O tombamento da coleção de Magia Negra do Museu da Polícia Civil no Rio de Janeiro no contexto das primeiras medidas adotadas pelo SPHAN A partir de 1930, a política voltou-se para um processo de centralização promovida pelo Estado na construção de uma nacionalidade com novos contornos. Dentre outras medidas, foram instaurados lugares de memória, monumentos cívicos e a elevação da cidade de Ouro Preto à categoria de Monumento Nacional pelo Decreto nº , promulgado em 12 de julho de Medidas relacionadas à evasão de obras de arte também foram tomadas. Se por um lado as obras de arte e elementos construtivos não podiam sair do país, por outro, eram incorporados a residências particulares em solo nacional. Ricardo Severo 2

3 e José Mariano Filho, expoentes do Movimento Neocolonial 2, eram um dos maiores colecionadores daquele período. Falava-se de preservação, entretanto, esta não impedia que peças fossem retiradas das construções de origem. Retábulos, azulejos, altares e móveis de Igrejas como a da Sé e o Convento do Carmo em São Paulo eram parte da decoração da Casa Lusa de Severo e do Solar Monjope de José Mariano. Tal situação se alterou em 1930, com o projeto de Lei de José Wanderley de Araújo Pinho, que apresentou uma visão mais ampla sobre o patrimônio, ao considerá-lo como todas as coisas imóveis ou móveis a que deva estender a sua proteção o estado, em razão de seu valor artístico, de sua significação histórica ou de sua peculiar e notável beleza ( PINHO, 1930, art. 1). O projeto abarcava a proteção a elementos construtivos como portas, janelas, azulejos, murais ou qualquer objeto móvel que pudesse ser retirado e descaracterizasse a construção. A Constituição Republicana de 1934 apresentou uma cláusula de proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no artigo 148: Cabe à União, aos Estados e aos Municípios favorecer e animar o desenvolvimento das ciências, das artes, das letras e da cultura em geral, proteger os objetos de interesse histórico e o patrimônio artístico do país, bem como prestar assistência ao trabalhador intelectual (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, 1934). Ações mais sistemáticas no campo do patrimônio partiram do Poder Executivo, especificamente com a atuação do Ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema. A seu pedido, Mario de Andrade, então diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo elaborou em 1936, um anteprojeto de lei direcionado para a preservação do patrimônio. Nele, questões simbólicas e imateriais foram abordadas, algo até então inédito na legislação sobre patrimônio. Mario se preocupou com uma conceituação mais ampla que abarcou também a cultura popular. Por Patrimônio Artístico Nacional, entedia-se todas as obras de arte pura ou de arte aplicada, popular ou erudita, nacional ou estrangeira, pertencentes aos poderes públicos, a organismos sociais e a particulares nacionais, a particulares estrangeiros, residentes no Brasil (ANDRADE, Mario. Anteprojeto 1936, capítulo II). O patrimônio imaterial é contemplado, como por exemplo, no caso da arte ameríndia no qual o folclore, o vocabulário, danças, magia, medicina e culinária poderiam ser integrados ao Patrimônio Artístico Nacional. 2 O neocolonial pode ser considerado, segundo PINHEIRO (2006, p.05) como mais do que uma manifestação arquitetônica especificamente paulista, ou mesmo brasileira, configura-se como um fenômeno cultural mais amplo, inserindo-se plenamente no impulso nacionalista verificado por esses anos em toda a América Latina. 3

4 As discussões e objeções apresentadas no anteprojeto de Mario de Andrade são interessantes para perceber qual a sua concepção de arte e a maneira com a qual lidava com as catalogações das obras. Uma das perguntas desta sessão se referia à arte industrial, esta seria ou não arte? Em resposta, Mario justificou que a palavra arte foi utilizada de maneira geral, no sentido da habilidade com que o ser humano se utiliza das ciências, das coisas e dos fatos. Acrescenta que esta foi uma tentativa de preencher uma lacuna na educação nacional, pouco preocupada com a educação pela imagem, considerada por ele um das mais profícuas. A definição apresentada por Mario utilizava a arte para projetar o futuro e as imagens são tidas como força motriz para a educação da sensibilidade estética. Com o Decreto- Lei 25/1937, assinado por Getúlio Vargas em 30 de novembro de 1937, a política nacional do patrimônio foi institucionalizada e o Serviço do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (SPHAN) fundado, assim como a figura jurídica do tombamento como instrumento de preservação dos bens culturais. O patrimônio histórico definia-se como: Conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da História do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. (DECRETO-LEI Nº 25, Capítulo I, Art. 1º). Ocorria uma centralização nas escolhas dos bens a serem tombados onde se levava em conta a relevância histórica, cultural e ideológica de interesse do Estado Novo. O patrimônio era visto como obra de arte, importante por sua excepcionalidade e representatividade de períodos específicos da história brasileira. A política do SPHAN era feita de cima para baixo, de maneira vertical sem diálogo com os diferentes grupos e suas demandas sociais. Com a criação do SPHAN começou a se delinear uma cultura do patrimônio e uma economia do patrimônio na qual se reconhece o valor cultural, social e econômica dos bens patrimoniais (VICENTE, 2009, p.225). Para discussão sobre a política de patrimônio apresentada pelo recém-criado SPHAN e suas ressonâncias no campo das sensibilidades, da estética e da arte, elenquei a coleção de Magia Negra abrigada no Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que sediava mais três coleções: armas brancas, toxilogia e jogos de azar. Criado em 1912, o Museu da Polícia Civil, também chamado de Museu do Crime, tinha função didática na formação do corpo policial. Atualmente, este espaço está sendo cogitado para ser o Museu da Ditadura, e no período da Ditadura Civil Militar, foi sede do DOPS ( Departamento de Ordem Política e Social). 4

5 A coleção foi tombada pelo SPHAN em 05 de maio de 1938 sob inscrição nº.1 no Livro Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (BARBOSA,2009,p.91). A nomenclatura adotada para sua definição como patrimônio etnográfico nos remete ao anteprojeto de Mario de Andrade que conceituou esta categoria e elencou a magia e elementos rituais como passíveis de patrimonialização. Entretanto, mesmo em consonância com o anteprojeto de Mario este tombamento não se encaixa nos parâmetros estabelecidos pelo Decreto Lei 25/1937, no qual o princípio de monumentalidade norteava as ações preservacionistas. A patrimonialização desta coleção se relaciona com uma medida mais ampla adotada por Rodrigo de Mello Franco de Andrade que foi o tombamento de doze coleções, a maioria delas classificada como etnográficas para evitar evasões, questão já em pauta antes da criação do SPHAN. Nas palavras de Franco de Andrade: De fato, a evasão de obras de valor artístico do território do estado, facilitada durante tão longos anos pelo desinteresse local, foi impressionante e funesta (ANDRADE, 1987 apud SENA, 2011, p. 140). O inventário da coleção foi feito somente em 1940, ou seja, não se sabia exatamente quais eram as peças do tombando. A relação dos objetos inventariados foi feita pelo Delegado Auxiliar Demócrito de Almeida que assim descreveu um dos objetos: Estatueta de Mefistófeles (Eixu) entidade máxima da linha Malei (CORREA, 2010, p.57). Mefistófeles segundo a etimologia grega significa inimigo da luz e era o nome do demônio nas antigas lendas alemãs, onde Goethe o utilizou em Fausto. O delegado utiliza o Romantismo e referências da literatura ocidental para descrever a peça. Alexandre Correa (2010, p.51) vincula a obra do poeta Dante Milano à construção de sua visão sobre a coleção de magia negra. Dante era poeta, funcionário público e foi diretor do Museu da Polícia Civil de 1945 a Pode ser considerado um poeta marginal com pouca visibilidade, mas grande inserção no meio intelectual. Publicou poucos livros e seus poemas tinham grande influência de Charles Baudelaire, poeta que teve 38 poemas traduzidos por Milano. A obra de Milano tem uma base de gnosiologia fantasmagórica e seus poemas tratam de temas do mundo urbano tipos malditos, devassos, velhacos, decrépitos, vagabundos, bêbados (CORREA, 2010, p.55). Cenas macabras e fúnebres também estão presentes em sua obra, além do seu interesse por imagens cruas, grotescas e bizarras (CORREA, 2010, p.55), imagens que em grande medida compunham o acervo do Museu da Polícia Civil. 5

6 Esta coleção fica no limiar entre documento de arquivo e objeto de museu. O candomblé era considerado crime e a acumulação dos objetos começou como parte da política policial, como objetos apreendidos e não para serem expostas como obra de arte. Era segundo Maggie (2007), uma prova material de que o feitiço existia a partir da musealização do mundo do crime. Tais objetos eram fruto da repressão de práticas que não eram aceitas e para elas, pelo menos em um primeiro momento, o museu e o tombamento não atuaram como instâncias de consagração e não as legitimaram como obras de arte. A repressão policial pode ser pensada de acordo com o pensamento de Ranciére sobre a ordem policial que designa a ordenação da comunidade, na qual cada porção social teria que manter-se fiel a seu lugar, à sua função e identidade. Tal ordenação implica em um distribuição do visível, do pensável, do audível marcada por uma clara separação entre o real, o ficcional, o visível e o invisível, o possível e o impossível ( RANCIÈRE,2011,p.07). Em 1979 a antropóloga Yvonne Maggie (2007, p.02) fez um estudo da expografia destes objetos e constatou que havia uma dramatização intencional para legitimar a visão negativa sobre eles. Maggie fotografou diversos objetos, alguns perdidos durante um incêndio ocorrido em 1989, totalizando a destruição de 37 peças. No sítio eletrônico da instituição encontra-se pouca informação sobre o acervo, somente um link onde o visitante é direcionado para fotos de algumas peças. Na página é apresentado o vasto acervo material relacionado à atuação da polícia em diferentes áreas como a polícia técnica, medicina legal, polícia política etc. Ainda no texto de apresentação, o período do Estado Novo ( ) foi destacado como um momento de apreensão de diversos objetos interessantes como calçados infantis com desenho da suástica, bandeiras e flâmulas nazistas, propagandas do Partido Comunista dentre outras. A coleção de Magia Negra não é referenciada como parte do acervo e tampouco nas fotos do site, a coleção é invisibilizada, fechada para visitação e se encontra em reserva técnica desde Esta coleção continua a provocar debates e novas sensibilidades em diferentes grupos, principalmente sobre racismo e cultura afro-brasileira. Não são vistos somente como objetos de crime, curiosos ou bizarros (pelo olhar da policial e institucional do museu), mas objetos que identificam parte da cultura e religiosidade afro-brasileira, reivindicada por grupos que demandam que os objetos desta coleção sejam tratados de maneira diferente, a começar pelo nome dado a ela coleção de magia negra, conceituação feita a partir da repressão desta manifestação religiosa. 6

7 Para elencar apenas um exemplo das novas leituras suscitadas pela coleção e em diálogo com novas demandas sociais e reinvindicações políticas e de memória, cito o artigo de Ordep Serra (s/d) A tenacidade do racismo onde o autor aponta diversas questões referentes à coleção de Magia Negra e a construção de visões preconceituosas sobre o negro e sua religiosidade. Nele, o autor contrapõe as ideias apresentadas por Yvonne Maggie em seu texto O arsenal da macumba (2007), onde a autora afirma que a exposição destes objetos seria a prova material de que o feitiço existia. Serra rebate afirmando que todos os objetos eram classificados da mesma maneira, sempre remetidos a malefícios, além de se encontrarem em um Museu da Polícia, dividindo espaço com bandeiras nazistas e armas. O autor denuncia a taxonomia violenta e impositiva destinada aos objetos onde uma coleção afro-brasileira foi equiparada a jogos e entorpecentes quando tombada e anteriormente inserida na Seção de Tóxicos, Entorpecentes e Mistificação. Estes são apenas alguns apontamentos da discussão e polêmica que esta coleção levanta e evidenciam as ressonâncias e novos contornos que estes objetos adquiriram na contemporaneidade. O tombamento do Terreiro de Candomblé Casa Branca e os novos paradigmas na legislação do patrimônio O patrimônio pode ser associado às identidades e as memórias, temas que emergem com grande força a partir dos anos de 1980, momento de intensas lutas políticas, descolonização, migrações, aparecimento de novas mídias e tecnologias, reinvindicações de grupos por suas memórias, por sua identidade, por seus museus, por seus patrimônios. Neste contexto, aparecem novas sensibilidades e iniciativas relacionadas ao patrimônio ( i)material, a sua conceitualização e incorporação na legislação. O sensível e o imaterial são parte integrante da esfera política. Segundo Maffesoli (1994, p.83) a sensibilidade coletiva seria uma espécie de lençol freático de toda a vida social onde a ação política se sustenta. Os patrimônios são capazes de provocar ressonâncias, ou seja, forças culturais complexas para além das fronteiras formais que lhe são atribuídas (GONÇALVES, 2004, p.01). Eles são produto, mas também produzem significados, eles não são só inventados, mas também nos inventam. Neste jogo que envolve política, identidades, sensibilidades e pertencimento, o patrimônio com sua eficácia simbólica e potencial comunicativo auxilia na ordenação de referências e sentidos. Assim, os sentidos e 7

8 sua gestão socializam e a ação política se fundamenta no substrato da sensibilidade (MAFFESOLI, 1994, p.87). O conceito de patrimônio imaterial é amplo e a intenção não é esgotá-lo em sua definição, mas pensar a maneira como foi incorporado à legislação sobre patrimônio e as políticas públicas a partir do tombamento do Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, em Isso implica dizer que ocorreu um reconhecimento da experiência sensível e intangível, materializada e reconhecida nas leis. Esta afirmação não descarta a presença do imaterial e subjetivo no patrimônio material, tais esferas caminham juntas. Entretanto, seu reconhecimento no âmbito político ocorreu paulatinamente, em um momento de emergência de novas demandas sociais, identitárias e políticas. Atualmente estão sob a proteção do IPHAN 27 bens registrados como patrimônio cultural do Brasil, sendo sete celebrações, dez formas de expressão, oito saberes e dois lugares. Em 2003, a UNESCO instituiu a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e a Convenção para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, em Anteriormente, em 1989, ocorreu a Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular, que, embora não tivesse poder normativo, influenciou o desenvolvimento de legislações nacionais. Na Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial o patrimônio imaterial foi definido como: As práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana ( UNESCO, 2003 apud CAVALCANTI, 2008,p.13). O Decreto n. 3551/2000 instituiu o registro de bens culturais imateriais e criou o Programa Nacional de Patrimônio Cultural que compreende o patrimônio imaterial como os saberes, os ofícios, as festas, os rituais, as expressões artísticas e lúdicas, que, integrados à vida dos diferentes grupos sociais, configuram-se como referências identitárias na visão dos próprios grupos que as praticam (CAVALCANTI, 2008, p.13). A Resolução nº 1, de 3 de agosto de 2006 (IPHAN, 2006) complementou o Decreto Decreto nº3.551/2000 apresentando 8

9 uma visão processual e dinâmica do patrimônio cultural imaterial, onde as práticas e criações culturais estão em constante mudança e ressignificação O patrimônio imaterial, partindo das definições apresentadas anteriormente, especialmente àquela do IPHAN em 2006, vincula o patrimônio às experiências com o tempo. Não é somente a questão da identidade que está em jogo, mas a própria experimentação do tempo, que não é estático onde as experiências se alteram com as ações dos sujeitos. O conceito de patrimônio imaterial atua na verticalização da discussão sobre patrimônio, as demandas surgem a partir de diversos grupos e não mais da horizontalidade de uma política de uma política institucional, questão que pode ser discutida a partir do tombamento do Terreiro Casa Branca. O Terreiro de Candomblé Casa Branca situado na cidade de Salvador, Bahia, foi tombado em 31 de maio de 1986 e teve como relator o antropólogo Gilberto Velho, naquela época chefe do Departamento de Antropologia do Museu Nacional. Ele considera esta iniciativa do IPHAN como primeiro reconhecimento, por parte da instituição e do Estado Nacional, da tradição afro-brasileira (VELHO, 2006, p.237). Gilberto Velho recorre ao já conhecido argumento utilizado por alguns setores da instituição para o não tombamento de uma área que não tinha nenhuma construção monumental ou valor artístico, segundo atribuições cristalizadas na percepção do patrimônio de pedra e cal, geralmente vinculado ao barroco e a arquitetura colonial. Nesse jogo de tensões inerentes ao tombamento, Gilberto Velho chama atenção para o caráter imaterial, subjetivo e sensível daquele espaço de tradição de mais de 150 anos e para sua relevância na construção do imaginário, identidade e pertencimento de grupos ligados ao Candomblé e aos cultos afro-brasileiros. Do ponto de vista destes grupos o que importava era a sacralidade do terreno, o seu axé ( VELHO, 2006,p.238), prevalecendo o caráter subjetivo e simbólico em detrimento da materialidade construtiva daquele espaço. O conjunto monumental do Terreiro da Casa Branca possui 7.183,38 metros quadrados, com uma construção nuclear, comumente chamado de barracão, onde se encontra o salão de festas públicas, a clausura, a cozinha sagrada, celas residenciais e a sala para oferendas alimentares. O conjunto do terreiro também incorpora elementos não edificados como árvores sagradas, fonte e vegetação, importantes elementos simbólicos elencados no processo de tombamento (SERRA, s/d, p.12). Em 1987, ocorreu a desapropriação de um terreno onde funcionava um posto de gasolina, ao lado do Terreiro 9

10 Casa Branca, passando a compor a Praça Oxum, cujo projeto de urbanização foi feito pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No relatório de tombamento, Gilberto Velho ressalta a importância do Candomblé na formação da identidade e cultura de uma parcela significativa da sociedade brasileira, o reconhece como dinâmico onde atuam manifestações materiais e imateriais e o tombamento seria uma garantia para a continuidade da prática. Continuidade mas não imutabilidade, visto que se trata de um fenômeno social em constante ressignificação que requer uma adequação da política do IPHAN para lidar com este tipo de patrimônio. Para a construção do relatório, Gilberto Velho utilizou autores como Gilberto Freire, Nina Rodrigues e Roger Bastide, alguns deles também utilizados para a construção do registro da Coleção de Magia Negra, feito em Os relatórios foram baseados nos mesmos autores, mas o posicionamento e a visão dos redatores em relação à patrimonialização destes objetos e do Terreiro e práticas que o envolvem, são completamente divergentes. Nas duas situações é acionado o termo afro-brasileiro para nomear e justificar o tombamento. No primeiro caso, a coleção etnográfica afro-brasileira é inserida no contexto da criminalização, da curiosidade e do caráter pedagógico para o corpo policial, já no tombamento do Terreiro Casa Branca, o termo é vinculado a um processo de formação de identidade e culturas nacionais, valor simbólico e material ressaltado e atua na justificativa do tombamento. O tombamento do Terreiro Casa Branca enfrentou dificuldades, motivo que mobilizou artistas, intelectuais e grupos da sociedade civil em prol da causa. Para Gilberto Freire o tombamento significaria uma reparação às perseguições e à intolerância manifestadas durante séculos pelas elites e pelas autoridades brasileiras contra as crenças e os rituais afrobrasileiros (VELHO, 2006, p.240). Intolerância e criminalização percebidas no tombamento e na acumulação dos objetos da Coleção de Magia Negra. Depois do tombamento deste primeiro Terreiro, outros vieram, recentemente foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), o tombamento do Terreiro de Candomble Ilê Axé Oxumaré, considerado como um dos mais antigos centros de cultura afro-brasileira da Bahia, contabilizando o sétimo feito pelo IPHAN. A partir dos exemplos apresentados emergem contornos mais claros sobre as políticas de patrimônio e tombamento e as diferentes categorias e significados acionados em cada um dos casos. O tombamento do Terreiro Casa Branca tinha uma justificativa baseada em elementos mais amplos da cultura, que envolve sensibilidades onde a lei atua nesta gestão. O tombamento desta manifestação material e imaterial é incorporado à identidade nacional, é 10

11 incluída no debate e ganha visibilidade, realidade diferente daquela ocorrida em 1938 com a coleção de Magia Negra, apreendida pela polícia, fruto da repressão e da criminalização de uma prática que deveria ser banida e não associada à identidade da nação. REFERÊNCIAS ANDRADE, Mario. Anteprojeto 1936, capítulo II. In: Proteção e revitalização do patrimônio cultural no Brasil: uma trajetória. IPHAN, P.55. BARBOSA, Francisca Helena, MELHEM Mônica Muniz, POPE, Zulmira Canário ( Orgs.) Bens móveis e imóveis inscritos nos Livros do Tombo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: / []. 5. ed. rev. e atualiz. [Versão Preliminar].Rio de Janeiro: IPHAN/COPEDOC, CORRÊA, Alexandre Fernandes. Dante Milano e o imaginário do mal no Modernismo brasileiro. Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Nº 4, Museu Mefistofélico: Coleção museu de magia negra do Rio de Janeiro. Trabalho de Pesquisa Pós-Doutorado. Rio de Janeiro. IFCS/UFRJ. Março DECRETO-LEI Nº 25, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937.CAPÍTULO I DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL,Art. 1º. Disponível em: Acesso em 23/06/2014. GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Os patrimônios e o tempo. Suplemento trimestral da Revista Ciência Hoje. n.01, abril de Ressonância, materialidade e subjetividades: as culturas como patrimônios. In: Horizontes Antropológicos. Porto Alegre, ano 11, n. 23, p , jan/jun Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo>. Acesso em 04/06/2014. KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto - Ed. PUC-Rio, MAFFESOLI, Michel O Tempo Retorna: formas elementares da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, No fundo das aparências. Petrópolis, RJ: Vozes,

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