As mudanças em Farmácia Comunitária

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1 Novo enquadramento legislativo da actividade farmacêutica As mudanças em Farmácia Comunitária O ano de 2007 foi pródigo na publicação de novos diplomas destinados a regulamentar o funcionamento das farmácias comunitárias. Tendo como pano de fundo a liberalização da propriedade das farmácias, o Governo levou avante um pacote legislativo que altera as regras de atribuição de novas farmácias, as transferências e os serviços que podem ser prestados. NACIONAL O novo regime jurídico para as farmácias comunitárias Decreto-Lei n.º 307/2007, publicado em Diário da República a 31 de Agosto estabelece um conjunto de novas regras que devem reger a actividade das farmácias comunitárias, revogando também o diploma anteriormente em vigor DL n.º 48547, de 27 de Agosto de 198. Uma das principais alterações introduzidas pelo legislador diz respeito ao fim da reserva da propriedade de farmácias a farmacêuticos. A partir de agora, todas as pessoas singulares e/ou sociedades comerciais, com as devidas excepções consagradas na lei prescritores, grossistas, produtores, unidades de saúde e subsistemas de saúde podem ser proprietárias, explorar ou gerir um máximo de quatro farmácias. As instituições particulares de solidariedade social que actualmente são detentoras de farmácias terão um prazo de cinco anos para se constituir em sociedades comerciais, de forma a garantir a igualdade fiscal com as demais farmácias. A direcção técnica da farmácia deve ser assegurada por um farmacêutico director técnico, em permanência e exclusividade, sendo garantida a sua autonomia e independência técnica e deontológica através de um conjunto de deveres e competências, cujo controlo também pode ser efectuado pela Ordem dos Farmacêuticos (OF). Para além do director técnico, deve ainda fazer parte do quadro de pessoal da farmácia, pelo menos, mais ROF 80

2 um farmacêutico, de forma a cobrir as ausências e impedimentos do director técnico, embora o diploma refira que estes profissionais de saúde devem, tendencialmente, constituir a maioria dos trabalhadores das farmácias. Serviços farmacêuticos alargados Uma outra novidade introduzida com a entrada em vigor do DL n.º 307/2007 diz respeito à possibilidade de dispensa de medicamentos ao domicílio pelas farmácias e locais de venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM), passando a ser aceites pedidos não presenciais, ou seja, feitos através da Internet, por novos critérios para abertura de farmácias O DL n.º 307/2007 define ainda em termos gerais os requisitos e condições para abertura ao público de novas farmácias, um processo que é descrito detalhadamente pela Portaria n.º 1430/2007. De acordo com este articulado, os três elementos que compõem o júri um dos quais indicado pela OF graduam os concorrentes em função do número de farmácias detidas, exploradas ou geridas e a atribuição de alvará resulta da realização de um sorteio entre os concorrentes graduados em primeiro lugar. O INFARMED poderá proceder à abertura de um concurso público sempre que se verifiquem os requisitos enunciados capitação mínima de habitantes por farmácia aberta ao público no município, salvo quando a farmácia é instalada a mais de 2 km da farmácia mais próxima, uma distância mínima de 350 m entre farmácias e de 100 m entre a farmácia e uma extensão de saúde, centro de saúde ou estabelecimento hospitalar, salvo em localidades com menos de habitantes. No entanto, a Portaria consagra também a hipótese de as administrações regionais de saúde ou as autarquias locais requererem à autoridade reguladora a abertura do procedimento concursal. De acordo com o Ministério da Saúde, estas alterações às regras de distância entre farmácias e de densidade populacional vão permitir a criação de cerca de 350 novas farmácias, por concurso individual, com base em regras claras, processualmente simples e dificilmente sindicáveis. Em relação às transferências de localização de farmácias, o diploma refere que podem ocorrer dentro do mesmo município, independentemente de concurso público, o mesmo acontecendo no que diz respeito à transformação de postos farmacêuticos permanentes em farmácias. A 2 de Maio de 200, durante um debate parlamentar sobre política do medicamento, o primeiro-ministro José Sócrates anunciou a intenção do governo de rever o regime jurídico das farmácias de oficina, adiantando na altura que a propriedade das farmácias vai deixar de ser um exclusivo dos licenciados em farmácia. No final desse mesmo ano, o Ministério da Saúde enviou aos parceiros do sector uma primeira proposta de lei, abrindo, deste modo, o período de discussão pública em torno do articulado. O documento foi posteriormente aprovado em Conselho de Ministros e enviado para o Parlamento sob a forma de autorização legislativa, que acabou por ser concedida em meados de Abril, contando apenas com os votos favoráveis O Decreto-Lei n.º 307/2007 foi alvo de uma profunda análise por parte da Direcção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos (OF). Os dirigentes da Ordem reiteraram a sua discordância face a alguns princípios contemplados no novo quadro legislativo para a actividade das farmácias comunitárias, nomeadamente em relação à possibilidade de não farmacêuticos serem proprietários, gestores ou responsáveis pela exploração destas unidades de saúde. No entender da OF, a decisão de liberalizar a propriedade das farmácias peca pela ausência de evidência técnica e científica, constituindo também uma contradição face à realidade existente na grande maioria dos países europeus. O processo legislativo do Partido Socialista. Em Junho, o Conselho de Ministros aprovou a versão final do documento e solicitou a promulgação pelo presidente da República. No dia 31 de Agosto de 2007 foi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 307/2007, tendo entrado em vigor 0 dias mais tarde. Durante este período, foram preparadas as portarias que regulamentam o novo regime jurídico, cuja publicação ocorreu a 2 de Novembro de Por fim, coube ainda ao INFARMED proceder à regulamentação que, entre outros aspectos, viria a definir as áreas mínimas das farmácias, as comunicações obrigatórias das farmácias ao INFARMED, os casos das transferências de farmácias ou as transformações de postos farmacêuticos móveis permanentes em farmácias. A posição da Ordem Esta medida irá prejudicar a qualidade do serviço prestado pelas farmácias portuguesas, ao quebrar o vínculo entre a propriedade e a orientação técnica da intervenção dos farmacêuticos, caracterizada por uma independência, sentido de responsabilidade e respeito pelas regras éticas e deontológicas da profissão. Ao contrário das pretensões do legislador, o novo regime jurídico das farmácias conduzirá à concentração do sector e a uma redução da concorrência, tal como está patente nas experiências de outros países. Por esta mesma razão, diversos governos, como o espanhol, italiano, austríaco, francês e alemão foram intransigentes na defesa da manutenção de um modelo de farmácia reservada a farmacêuticos. Regime contestado pelas Misericórdias A União das Misericórdias Portuguesas veio a terreiro contestar o novo regime jurídico para as farmácias de oficina, considerando que viola o artigo 5.º da Constituição porque não respeita o sector social. O Decreto-Lei n.º 307/2007 impõe uma alteração à propriedade das farmácias que actualmente são detidas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). De acordo com este diploma, a propriedade, gestão e exploração das farmácias fica reservada a pessoas singulares e a sociedades comerciais. No caso das farmácias actualmente detidas pelas IPSS, terão de ser constituídas sociedades comerciais, em ordem a garantir a igualdade fiscal com as demais farmácias, refere o documento. Luís Rebelo, da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), considera que esta é uma medida de grande insensibilidade social. Nós temos uma característica de gestão diferente da do sector privado. Não temos lucros ou dividendos para distribuir pelos sócios. Tudo o que conseguimos de resultados sociais positivos reinvestimos em acção social, nomeadamente em hospitais. O responsável das UMP acrescenta que as instituições de particulares de solidariedade social não praticam concorrência desleal, uma vez que praticamos os mesmos preços que as farmácias do sector privado. A instituição detém actualmente 35 farmácias, a funcionar maioritariamente junto aos respectivos hospitais da Misericórdia. ROF

3 , telefone ou fax, não estando facultativo, podem ainda ser acres- dos postos farmacêuticos móveis, que NACIONAL prevista qualquer restrição à cobrança de um valor adicional pela prestação destes serviços. Neste capítulo, a Portaria n.º 1427/2007 define que a en- centadas outras divisões às farmácias, como um gabinete da direcção técnica, uma zona de recolhimento ou quarto e uma área técnica de infor- podem ser instalados nos locais onde não exista farmácia ou outro posto farmacêutico móvel a menos de 2 km em linha recta. Para além disso, cada trega ao domicílio deve ser feita sob mática e economato. A Deliberação farmácia não poderá ter mais de dois a supervisão de um farmacêutico, no n.º 2473/2007 do INFARMED refere-se postos farmacêuticos móveis sob a caso de farmácia, ou de um farmacêu- também à abertura e funcionamento sua dependência. Para abertura de tico ou técnico de farmácia, no caso de local de venda de MNSRM, sendo aplicáveis as mesmas disposições legais em relação à obrigatoriedade de apresentação de receita médica e as mesmas regras de transporte previstas nas boas práticas de distribuição de medicamentos. A par da dispensa de medicamentos, as farmácias passam também a poder ser prestadoras de um conjunto de serviços farmacêuticos, nomeadamente apoio domiciliário, administração de primeiros socorros, administração de vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação, administração de medicamentos, utilização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, programas de cuidados farmacêuticos, campanhas de informação e colaboração em programas de educação para a saúde. Neste âmbito, a Portaria n.º 1429/2007 indica que as farmácias devem dispor de instalações adequadas e autonomizadas e divulgar, de forma visível, nas suas instalações o tipo de serviços prestados e o respectivo preço. regulamentação específica do INFARMED Ao abrigo da nova legislação, as farmácias devem ter uma área útil total mínima de 95 m2 com as seguintes divisões: sala de atendimento ao público com, pelo menos, 50 m2; armazém com, pelo menos, 25 m2; laboratório com, pelo menos, 8 m2; instalações sanitárias com, pelo menos 5 m2; e um gabinete de atendimento personalizado com, pelo menos, 7 m2, onde podem ser prestados os serviços farmacêuticos previstos na Portaria n.º 1429/2007. Estes novos normativos serão aplicados a todos os pedidos que forem apresentados no INFARMED, tanto para a instalação de novas farmácias, ou transferências, como para abertura de postos farmacêuticos móveis. A título A nova legislação prevê a prestação de um conjunto diferenciado de serviços farmacêuticos Recursos humanos nas farmácias O número de farmacêuticos em farmácias de oficina tem vindo a aumentar significativamente ao longo dos últimos dez anos, tendo registado, desde 1997, um crescimento de 58 por cento, passando de 3792 para 6021 farmacêuticos no final de De acordo com os dados obtidos pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CE- FAR), o crescimento é semelhante nos dois sexos, embora a profissão continue a ser largamente dominada pelo sexo feminino, com as mulheres a representarem cerca de 80 por cento do total de farmacêuticos que trabalham nas farmácias de oficina. A idade média dos farmacêuticos que trabalham nas farmácias tem vindo a baixar gradualmente, cifrando-se, neste momento, em 41,4 anos, contra cerca de 45 anos em Em sete dos distritos de Portugal Continental, o rácio de farmacêuticos por farmácia é já superior a 2, sendo que apenas em dois distritos se verifica que esse valor é inferior a 1,5 (Beja e Portalegre). Em termos nacionais, a média ronda os 2,23 farmacêuticos por farmácia de oficina. Nas Regiões Autónomas a situação é também positiva, verificando-se uma média de 1,83 farmacêuticos por farmácia na Região Autónoma dos Açores e 2,11 farmacêuticos por farmácia na Região Autónoma da Madeira. 8 ROF 80

4 novos postos podem candidatar-se as farmácias do mesmo município ou dos municípios limítrofes. Caso apareça mais do que um candidato, será dada preferência ao proprietário com menos número de postos averbados no alvará e, caso a igualdade se mantenha, será realizado um sorteio entre os candidatos que reúnam as mesmas condições. Naturalmente, a OF apresentou, durante o período de discussão pública desta regulamentação, um conjunto de propostas e sugestões que vão de encontro às principais preocupações dos farmacêuticos portugueses (ver caixa). A visão dos deputados A oposição acusou o governo de não promover um debate esclarecedor e aprofundado sobre o novo regime jurídico das farmácias comunitárias. O pedido de apreciação parlamentar apresentado pelo PSD e PCP suscitou um intenso debate sobre o novo enquadramento legislativo da actividade das farmácias. O deputado social-democrata Carlos Andrade Miranda considera que existiu falta de sensatez no processo legislativo que conduziu à entrada em vigor do novo diploma, não apenas no que concerne aos moldes em que foi aprovado, que impossibilitou um sério e aprofundado escrutínio parlamentar, como também em relação ao seu conteúdo, que o grupo parlamentar do PSD considera violador de princípios de acessibilidade ou de equidade. Os sociais- -democratas pretendem introduzir algumas alterações ao diploma, como a adequação do quadro de farmacêuticos que compõem os recursos humanos das farmácias, a manutenção de um regime especial para as farmácias pertencentes às instituições de solidariedade social e introduzir mecanismos de controlo mais precisos em relação à propriedade das farmácias. Da parte da bancada comunista, o deputado Bernardino Soares recordou que a legislação agora em vigor não foi alvo de um debate atempado, como se justificaria perante o seu impacto no acesso da população a medicamentos. O líder da bancada parlamentar comunista recordou a organização do colóquio sobre o Enquadramento da Actividade Farmacêutica como a única iniciativa parlamentar em que existiu um debate aprofundado sobre esta temática. No entender dos comunistas, as medidas desenvolvidas pelo actual executivo visaram apenas a transferência de custos para os doentes e a cedência aos interesses dos grandes operadores, de que é exemplo a instalação de farmácias nos hospitais. Bernardino Soares sublinhou também algumas consequências expectáveis destas mudanças legislativas: concentração em grandes grupos económicos e multinacionais produtoras de medicamentos, maiores dificuldades em garantir que com a nova legislação não haverá falsas propriedades e a concentração geográfica nas sedes de concelhos. Da parte do Bloco de Esquerda, o deputado João Semedo reforçou a posição do partido em relação ao novo enquadramento jurídico da actividade das farmácias, considerando que a liberalização é uma boa ideia, mas uma má lei, pois não assegura um novo enquadramento regulado da actividade farmacêutica. Segundo João Semedo, a regulamentação transformou as farmácias em supermercados, afectando as qualidades dos serviços prestados. Para contrabalançar estes factos, João Semedo acusou o governo de oferecer alguns rebuçados, como voltar a mexer nas margens das farmácias, permitir a prestação de outro tipo de serviços ou a instalação de farmácias nos hospitais. Já a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro considera que a liberalização do sector não era uma prioridade para a população, até porque os farmacêuticos gozam de níveis de credibilidade bastante elevados junto dos seus utentes. Na sua opinião, a legislação e o compromisso assinado com a Associação Nacional das Farmácias não estão a ser cumpridos, nomeadamente nas referências à prescrição electrónica e por Denominação Comum Internacional e na dispensa em unidose. Teresa Caeiro lembrou também que a intenção do governo de atribuir novos alvarás a jovens farmacêuticos foi preterida com a regulamentação que determina que a atribuição de novas farmácias é feita através de concursos e sorteios. Em defesa do governo, o deputado Manuel Pizarro recordou as iniciativas do governo para a área do medicamento, reforçando a ideia de que a nova legislação põe cobro ao monopólio da propriedade dos farmacêuticos. Na mesma linha de raciocínio, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, entende que o assunto foi debatido amplamente na sociedade portuguesa e que, por fim, o Estado passa a ter uma capacidade reguladora no sector farmacêutico e do medicamento, ao contrário do que acontecia no passado, Francisco Ramos considera que a separação entre a propriedade das farmácias e a direcção técnica não compromete a capacidade e o rigor técnico de gestão das farmácias. O secretário de Estado sublinhou que a intenção da tutela passa pela criação de mais farmácias, cada vez mais como espaços de saúde, aproveitando o seu valor para prestar mais serviços à sociedade portuguesa e menos burocracia nos processos de abertura e transferência. ROF

5 NACIONAL Regulamentação do DL n.º 307/2007 Principais propostas e sugestões da Ordem dos Farmacêuticos Portaria n.º 1427/2007 condições e os requisitos da dispensa de medicamentos ao domicílio e através da internet A Ordem dos Farmacêuticos considera positiva a opção minimalista preconizada pelo projecto legislativo que restringe a utilização de telefone e Internet ao simples contacto do doente com o profissional de saúde da farmácia; O presente projecto de portaria deverá ser reequacionado para uma melhor caracterização da actividade de dispensa de medicamentos ao domicílio; A definição de uma área geográfica precisa para a entrega ao domicílio reforça a necessária proximidade do utente com a farmácia que disponibiliza o serviço, crucial em relação à rastreabilidade do medicamento e farmacovigilângia, e previne a possibilidade de distribuição alargada, e como tal desregulada, por todo o território nacional. Portaria n.º 1428/2007 Obrigações legalmente previstas de comunicação entre as farmácias e o INFARMED A proposta apresentada transmite apenas uma preocupação de comunicação centrada nas obrigações das farmácias, sem cuidar de uma efectiva comunicação entre estas e o INFARMED; Seria relevante e prioritário considerar as obrigações de comunicação das farmácias em relação a um conjunto de salvaguardas da qualidade, idoneidade e segurança da prestação de cuidados de saúde pelas farmácias; Embora desejável, a Ordem dos Farmacêuticos não entende que as obrigações de comunicação possam ser apenas satisfeitas por meios informáticos, sendo necessário prever o recurso a mecanismos tradicionais de comunicação, sob pena de discriminação e penalização inaceitáveis de farmácias de menor dimensão, cuja relevância social é tanto mais relevante pelo serviço de proximidade que desempenham, nomeadamente em áreas rurais e não urbanas. Portaria n.º 1429/2007 Define os serviços farmacêuticos que podem ser prestados pelas farmácias O desenvolvimento de serviços farmacêuticos deverá ser enquadrado por normativos profissionais explícitos que simultaneamente apoiarão os farmacêuticos no seu desempenho e constituirão um referencial de adequação e validação de boas práticas profissionais. A prestação de serviços farmacêuticos deve balizar-se pela competência técnico-científica e pelas boas práticas profissionais que enquadrem positivamente esta realidade no âmbito das farmácias, cuidando de prevenir sobreposições de competências com outros profissionais de saúde e assegurando a qualidade da intervenção desempenhada. A Ordem dos Farmacêuticos está disponível para regulamentar os aspectos de intervenção profissional e velar pela sua eficaz observância e aplicação. Portaria n.º 1430/2007 Procedimento de licenciamento e de atribuição de alvará a novas farmácias, às que resultam de transformação de postos farmacêuticos permanentes e as transferências da localização de farmácias A opção apresentada configura uma redução significativa da capacidade do Estado português de uma avaliação de mérito e de qualidade em relação às propostas apresentadas para satisfação do interesse público para, em alternativa, se optar por uma escolha aleatória entre potenciais interessados; A Ordem dos Farmacêuticos sustenta os méritos de, perante a verificação de critérios de admissibilidade a concurso, em caso de igualdade, ser efectuada uma valorização objectiva da participação de farmacêuticos na entidade proprietária da farmácia; A possibilidade de valorização da integração de farmacêuticos na entidade proprietária criaria um adequado mix de concorrentes diferenciáveis e, por esta via, preveniria o recurso quase único ao sorteio como forma de atribuição de alvará a novas farmácias; A prevalência de regras objectivas em relação à transferência de farmácia constitui um importante património que importa preservar. A satisfação de necessidades estabelecida pela abertura de um concurso de atribuição não pode ser derrogada pela imediata solicitação de transferência da farmácia sob pena de não assegurar o mínimo cumprimento da função preconizada; A indicação de zona de instalação é relevante para assegurar que a instalação de uma farmácia obedece à satisfação de uma necessidade geográfica de cobertura farmacêutica, enquadrada pela capitação do município. 10 ROF 80

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7 NACIONAL Opiniões de vários quadrantes Colóquio debateu actividade farmacêutica O colóquio sobre o Enquadramento da Actividade Farmacêutica, realizado na Sala do Senado da Assembleia da República, reuniu mais de uma centena de farmacêuticos para debater a evolução do sector, na sequência do novo quadro legislativo proposto pelo actual governo. Especialistas e representantes de entidades ligadas à área farmacêutica apresentaram os seus argumentos sobre a actividade dos farmacêuticos. O colóquio ORgANIzADO pela Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República sobre o Enquadramento da Actividade Farmacêutica ficou marcado pela elevada participação tanto de farmacêuticos a título individual, como de diversas entidades e instituições ligadas ao sector das farmácias. No arranque deste evento, coube ao ministro da Saúde, António Correia de Campos, apresentar um resumo da política do medicamento do actual executivo. O governante abordou várias questões como o acesso e encargos estatais com medicamentos, sublinhando a actuação da tutela nestas áreas ao longo dos últimos dois anos liberalização da venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM), redução do preço e margens de comercialização de medicamentos, abertura de farmácias privadas nos hospitais e novo regime jurídico para as farmácias comunitárias, entre outras. O ministro da Saúde recordou o protocolo assinado com a indústria farmacêutica e o compromisso com as farmácias, demonstrando ainda abertura para o estabelecimento de um acordo amplo e de muito interesse com os farmacêuticos, representados pela respectiva Ordem. A natureza especificamente qualitativa da sua representação e a variedade da sua representação 12 ROF 80

8 O presidente da Assembleia da República e a presidente da comissão Parlamentar de Saúde impulsionaram a iniciativa da Ordem Em boa hora a Comissão Parlamentar de Saúde correspondeu ao repto e desafio do Sr. Presidente da Assembleia da República para realizar o presente colóquio dedicado à intervenção farmacêutica. De facto, após audiência conjunta entre a Ordem dos Farmacêuticos e a Presidência da Assembleia da República, ficou expressa a intenção e desejo do parlamento de aprofundar o debate sobre a matéria que hoje aqui nos traz. Por este facto, não posso deixar de prestar a devida homenagem ao parlamento, nas pessoas do Sr. Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, e da Sr.ª Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Dr.ª Maria de Belém Roseira, e de endereçar-lhes as mais vivas felicitações pela qualidade e excelência do programa que hoje se apresenta. Estou certa de que, nesta casa do debate democrático, hoje todos contribuiremos para que a intervenção farmacêutica espelhe os legítimos anseios e expectativas da população portuguesa. Num momento em que relevantes alterações se operam na face mais visível da intervenção dos farmacêuticos as farmácias comunitárias considero esta iniciativa parlamentar Intervenção da bastonária como credora de um profundo sentido de oportunidade e demonstrativa da atenção do parlamento em relação à evolução do país. Ao longo da história, a intervenção dos farmacêuticos conheceu uma relevante evolução de paradigma e contribuiu empenhadamente para responder aos desafios em saúde. A profissão farmacêutica está já muito distante de ciências herméticas, quiçá alquímicas, com que se romanceia o seu passado. Nos dias de hoje, os farmacêuticos são profissionais de saúde com sólida formação universitária (apenas comparável em duração e exigência à formação médica) e com compromissos evidentes de melhoria contínua. Detêm os mais elevados índices de confiança da população na sua actividade e apresentam tranquilamente um currículo de inovação, pró-actividade, eficiência e responsabilidade social. Com um Acto Farmacêutico definido e objectivo (aprovado por unanimidade nesta casa em 2001), os farmacêuticos portugueses estão munidos dos saberes e competências adequados a importantes reformas do sistema de saúde e, em par- ocupacional fazem-nos falta neste edifício. Os nossos esforços acompanharão a disponibilidade para o diálogo, referiu o ministro. Ainda durante a sessão de abertura do evento, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Irene Silveira, realçou o sentido de oportunidade demonstrado pela Assembleia da República ao organizar uma sessão desta natureza, em particular devido às mudanças legislativas que se afiguram no sector das farmácias comunitárias. A representante dos farmacêuticos portugueses chamou a atenção para a necessidade de rentabilizar a perícia técnico-científica dos farmacêuticos (em farmácias e hospitais), responsabilizando-os pelo sucesso terapêutico e uso correcto e racional do medicamento. A bastonária lembrou ainda que, com a revogação da legislação que restringia a propriedade a farmacêuticos, deixou também de vigorar no nosso país uma norma intitulada Lei do Exercício Farmacêutico, aproveitando a oportunidade para solicitar aos deputados presentes no evento uma apreciação formal sobre esta matéria e a soberana pronúncia da Assembleia da República. No entender da bastonária, a necessidade de um novo enquadramento do exercício farmacêutico constitui-se numa salvaguarda legal do interesse dos cidadãos em relação à sua segurança no quadro da utilização racional e segura dos medicamentos. No final do seu discurso, a bastonária questionou também a forma como estão a decorrer os concursos para instalação de farmácias privadas nos hospitais, cujas rendas variáveis têm sido tão elevadas, que levantam dúvidas sobre como os proprietários podem deixar de ter objectivos meramente económicos e possibilitar um exercício farmacêutico qualificado e exigente. Num painel reservado ao tema Regulação da farmácia no contexto nacional e europeu, o presidente da Secção Regional de Lisboa da OF, João Mendonça, apresentou vários dados sobre a actividade farmacêutica em Portugal e o seu enquadramento no panorama dos restantes países da União Europeia. O presidente da secção regional de Lisboa enunciou os ROF

9 NACIONAL países em que vigora um regime de reserva da propriedade das farmácias para farmacêuticos (1 em 25 países da União Europeia) e restrições à instalação de farmácias. No entender deste responsável, o fim da reserva da propriedade poderá conduzir a uma indução do consumo de medicamentos, com o consequente impacto negativo na saúde pública. Nesta intervenção foi ainda realçado o impacto das alterações legislativas, como a instalação de farmácias nos hospitais, uma particularidade única a nível europeu e internacional e a possibilidade de prática de descontos sobre o preço dos medicamentos. O colóquio contou ainda com a participações e intervenções do presidente do Pharmaceutical Group of the European Union, Leopold Schmudermaier, do presidente do Consejo General dos Colegios Oficiales de Farmacéuticos, Pedro Capilla. O representante dos farmacêuticos espanhóis sublinhou que a farmácia não é um comércio, é um serviço de saúde e o medicamento não é um produto como os outros. Daí que aplicar as leis de mercado ao sector seja uma aberração. Para além destes responsáveis europeus participaram também no evento o presidente do INFARMED, Vasco Maria, do economista da Saúde, Pedro Pita Barros, e dos representantes da Autoridade da Concorrência e da União das Misericórdias. Os restantes parceiros sociais com ligações ao sector farmacêutico, como a Associação Nacional das Farmácias, a Associação das Farmácias de Portugal, os Sindicatos Nacional dos Farmacêuticos e dos Profissionais de Farmácia e Paramédicos, bem como a APEF, organização representativa dos estudantes de Ciências Farmacêuticas, tiveram também a oportunidade de apresentar os seus argumentos face à evolução do sector. Ainda antes da sessão de encerramento, em que participou a presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria de Belém Roseira, e o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, os deputados representantes do todos os grupos parlamentares debateram as mudanças no sector, tendo uma vez mais ficado patente as correntes de opinião defendidas por cada partido político. ticular, para uma resposta do sistema de saúde centrada nos cidadãos. Nos dias de hoje, os farmacêuticos focam a sua intervenção no doente, ao invés de apenas se centrarem no medicamento. Como em qualquer intervenção em saúde, os meios colocam-se ao serviço dos fins, para proporcionar melhorias de saúde e qualidade de vida dos doentes. Do mesmo modo, para os farmacêuticos, os medicamentos e produtos de saúde são hoje meios cujo fim é promover a saúde e prevenir a doença dos nossos concidadãos. Sendo os únicos profissionais de saúde habilitados como especialistas do medicamento, os farmacêuticos têm uma grande responsabilidade perante a sociedade. Os medicamentos são a tecnologia de saúde mais utilizada em todos os sistemas de saúde e, como tal, devem ter uma atenção própria e contextualizada em relação à sua utilização. Nos dias de hoje, a sociedade tende a banalizar a sua utilização e a permear facilitismos em relação ao seu consumo. A revolução terapêutica que os medicamentos operaram nos últimos 50 anos abriu horizontes quase infinitos em relação à sua utilização. Temos hoje mais medicamentos centenas de vezes mais potentes e adequados ao combate e prevenção de doenças. Do outro lado da moeda, temos também mais complexidade e risco na sua utilização, consumos excessivos e, sintomaticamente, uma nova doença emergente: o mau uso dos medicamentos! Dados científicos norte-americanos informam-nos que: - reacções adversas a medicamentos representam entre a 4.ª e 6.ª causa de morte em hospitais, em valores superiores às causadas por pneumonia ou diabetes; - morbilidade/mortalidade causada por utilização deficiente de medicamentos atinge 136 mil milhões de dólares por ano; - 28% das urgências hospitalares se devem a problemas relacionados com medicamentos, e que 70% destas situações eram perfeitamente preveníveis. Temos assim uma noção clara da dimensão deste verdadeiro problema de saúde que, além de desperdício com medicamentos mal utilizados, acarreta custos sociais e económicos avultados para corrigir. É este paradoxo de possuirmos bons medicamentos e de os utilizarmos deficientemente que temos de enfrentar. Desperdiçamos demasiados medicamentos e, ainda por cima, temos custos acrescidos pela má utilização. É neste ponto que se centra uma das principais responsabilidades em que os farmacêuticos têm de intervir. Esta é uma carência clara dos sistemas de saúde, a que o nosso país não é certamente imune. Contrariamente a muitas das soluções em saúde, cuja complexidade eleva os custos Intervenção da bastonária (Cont.) públicos e privados, a problemática relativa à utilização de medicamentos tem soluções perfeitamente sustentáveis e, com a sua implementação, incutem racionalidade e significativas poupanças. Rentabilizar a perícia técnico-científica dos farmacêuticos (em farmácias e hospitais), responsabilizando-os pelo sucesso terapêutico e uso correcto e racional do medicamento, constitui-se numa medida simples, eficaz e com sinergias extraordinárias no âmbito do sistema de saúde. Esta opção não é nova e está documentada já em muitos dos sistemas de saúde mais desenvolvidos. De forma recente, o nosso país operou relevantes alterações legislativas no sector da farmácia comunitária. Todos os presentes conhecem a posição crítica e fundamentada que a Ordem dos Farmacêuticos sempre manifestou sobre opções às políticas encetadas. Com transparência, sinalizámos os riscos e fragilidades que, em nosso entender, eram dispensáveis ocorrer no nosso país. Com rigor técnico-científico, foram produzidos estudos técnico-científicos únicos no nosso país. Contribuímos decisivamente para que hoje se conheça melhor o papel e função da actividade farmacêutica. Assumimos frontalmente que a opção tomada foi contrária à que os farmacêuticos sustentaram. Com humildade democrática, aceitamos a soberania dos órgãos decisores do país, na certeza de que cumprimos a missão institucional de colaborar na emissão de pareceres e estudos fundamentados, apresentando soluções em saúde. Coerentemente, e perante o conjunto de alterações em prática, a Ordem dos Farmacêuticos não deixará de acompanhar, de monitorizar e de avaliar a implementação das alterações para, em tempo útil, propor as medidas que justifiquem a permanente valorização do interesse público, dos interesses dos doentes e da eficaz regulação da actividade farmacêutica. A Ordem dos Farmacêuticos assume assim de forma inequívoca o seu dever estatutário de colaborar activamente com os órgãos de soberania em matéria de interesse público e na promoção de um sistema de saúde ajustado às necessidades dos cidadãos. Perante o novo quadro regulador da actividade das farmácias comunitárias, a Ordem dos Farmacêuticos identifica, desde já, uma necessidade estruturante. Com a decisão política de promover a separação entre a propriedade de farmácia e a Direcção Técnica, exige-se uma adequada ponderação em relação aos mecanismos de independência e autonomia profissional dos farmacêuticos face à entidade patronal doravante difusa e variada. De facto, até este momento, o proprietário farmacêutico era responsabilizável pelos actos profissionais e punível por práticas desviantes da ética e deontologia da 14 ROF 80

10 Intervenção da bastonária (Cont.) profissão. Com a própria intervenção jurisdicional da Ordem dos Farmacêuticos, foram significativas as sanções impostas a proprietários de farmácia que praticaram, permitiram ou estimularam acções lesivas do interesse público e da saúde dos cidadãos. Até este momento, vigorava também uma hierarquia laboral assente num mesmo conjunto de regulação profissional em vigor para proprietários e colaboradores farmacêuticos nas farmácias portuguesas. Ou seja, ao proprietário farmacêutico estava vedada a possibilidade de desenvolver ou determinar desenvolver intervenções que colidissem com os deveres profissionais dos farmacêuticos. Deste modo, estava estabelecido um equilíbrio entre a legítima remuneração do proprietário pela actividade desenvolvida e o interesse público inerente à dispensa de medicamentos como bens especiais arredados de uma lógica puramente comercial. É esta correlação de forças que, em nosso entender, necessita de ser recolocada. De facto, perante a abertura, e estímulo, da propriedade de farmácias a qualquer cidadão ou entidade empresarial, abre-se também um novo leque de liberdade de intervenção do proprietário que, naturalmente, não dispõe de normativos profissionais ou deontológicos que balizem a sua intervenção. De facto, em momento próximo, será possível que um proprietário de farmácia procure diversificar e ampliar a remuneração do seu capital através de iniciativas que podem, lamentavelmente, fazer perigar conceitos básicos de saúde pública e da protecção do interesse do doente. Por exemplo, neste momento, nada impede que um proprietário de farmácia estabeleça um quadro de incentivos para os seus colaboradores, baseado em produtividade ou rentabilidade. Isto, é, não existe qualquer impedimento em relação à fixação de objectivos explícitos de vendas de medicamentos a colaboradores farmacêuticos por parte de quem, legitimamente, procura o retorno pelo investimento efectuado. Lamentavelmente, pouco existe que impeça os farmacêuticos da sua aceitação. Entre a ética e o pão, todos sabemos qual a opção humana. Contudo, perante uma indução do consumo de medicamentos desenfreada, estaremos a colocar diariamente em risco a saúde de centenas de milhar de cidadãos portugueses que entram numa farmácia. Associar esta prática à recente introdução da possibilidade de efectuar descontos em medicamentos coloca-nos perante um quadro dramático de desenvolvimento de estratégias de marketing ajustadas pelas práticas comuns aos produtos de grande consumo. Sem querer polemizar ou introduzir sequer a temática referente à venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora de farmácias, suscito apenas interrogações: Reparámos todos que, desde há dois anos, disparou a quantidade e diversidade de anúncios comerciais em relação a medicamentos não sujeitos a receita médica? Existe algum dado epidemiológico que justifique um aumento de problemas tratáveis por automedicação? Estaremos apenas a promover consumo puro de medicamentos? No entender da Ordem dos Farmacêuticos, existe assim necessidade de minorar os riscos que a ausência de quadro claro de intervenção independente do farmacêutico irá causar. Com a revogação da legislação que restringia a propriedade a farmacêuticos, deixou também de vigorar no nosso país uma norma intitulada Lei do Exercício Farmacêutico. Deste modo, em paralelo com a Lei de Bases da Farmácia, revogou-se também a legislação que enquadrava a actividade farmacêutica no circuito do medicamento. Esta consequência era inevitável, porquanto o exercício farmacêutico incorporava disposições relativas à responsabilidade do seu exercício como proprietário. Sendo uma norma datada e desenquadrada, impunha-se a sua alteração. Contudo, não uma omissão completa. Estamos hoje, no sítio certo, para suscitar este assunto. É competência desta câmara legislar e regulamentar intervenções profissionais. Deste modo, Sras. e Srs. Deputados, aproveito a oportunidade deste momento para solicitar a vossa apreciação formal sobre esta matéria e a soberana pronúncia da Assembleia da República sobre esta matéria. A necessidade de um novo enquadramento do exercício farmacêutico constitui-se numa salvaguarda legal do interesse dos cidadãos em relação à sua segurança. Este repto funda-se na necessidade de prevenir, enquadrar e dirimir os conflitos entre a entidade patronal e a intervenção técnica sustentada, assegurando o primado da saúde pública como linha orientadora da intervenção farmacêutica em farmácia. Não corporiza assim qualquer reivindicação de cariz privado ou corporativo. Não procura reverter a opção política tomada, nem visamos instituir privilégios ou benefícios farmacêuticos. Deste modo, somos claros no objectivo de conseguir maior responsabilização do farmacêutico na sua actividade, dotando-a de adequação aos novos desafios do sector e, de forma transparente, da modernização necessária à satisfação das necessidades de saúde da população portuguesa. Para a Ordem dos Farmacêuticos, a pior solução será sempre a omissão, deixando o interesse de todos e a confiança dos cidadãos à mercê da discricionaridade. Como profissionais de saúde, conhecemos muito bem as virtudes do ditado Mais vale prevenir que remediar! ROF

11 Farmácias nos hospitais Ordem aguarda respostas da Provedoria de Justiça e Autoridade da Concorrência A Ordem dos Farmacêuticos entregou na Provedoria de Justiça e na Autoridade da Concorrência dois pedidos de pronúncia sobre a constitucionalidade e conformidade com o direito nacional da concorrência da legislação que regulamenta a instalação de farmácias de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. NACIONAL O decreto-lei n.º 235/2006, de de Dezembro, aprovou o regime de instalação, abertura e funcionamento de farmácias de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Desde que esta medida foi anunciada, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) tem vindo a advertir para as suas potenciais consequências negativas. Sob o pretexto de aumentar a acessibilidade a medicamentos, esta iniciativa legislativa poderá descaracterizar a cobertura farmacêutica do país, com risco de encerramento de farmácias de proximidade, perda de equidade no acesso a medicamentos e de menor qualidade de serviço prestado à população portuguesa. A OF sugeriu, em devida altura, a adopção de outras medidas que, preservando a acessibilidade a medicamentos, permitissem o acesso facilitado a medicamentos em situações de urgência, como a revisão do quadro de serviços de disponibilidade cumpridos pelas farmácias portuguesas. Contudo, a opção governativa insistiu na instalação de farmácias de venda ao público em hospitais, criando mais uma singularidade sem paralelo internacional. Aliás, nos países em que se procurou ampliar a comodidade dos doentes em relação à dispensa de medicamentos em situações de urgência, as soluções criadas apenas visaram uma acessibilidade prioritária a medicamentos prescritos nos serviços de urgência, desti- Os dirigentes da Ordem consideram que a abertura de farmácias nos hospitais representa uma distorção das leis da concorrência nados a curtos períodos de tratamento rios como resposta ao carácter hospitalo-cêntrico do nosso sistema de (48 horas a 72 horas). Nunca a solução encontrada foi a que ora se propõe, de saúde e contraria também a evolução instalar uma verdadeira farmácia dentro de cada hospital. cuidados continuados. Ao desvirtuar a preconizada para a implementação de Não obstante estas consequências equidade de acesso a medicamentos negativas para a população, a OF tem e cuidados de saúde, tende a concentrar os doentes nos hospitais que dis- também sustentado que o quadro de reforma global do sector acarreta também outras perversões que, no curto público, não resolvendo, por isso, as diponham de uma farmácia de venda ao médio/prazo, configurarão uma entrega de um sector regulado de saúde aos rurais e periféricas. ficuldades de acessibilidade em zonas interesses financeiros de corporações Do ponto de vista económico, são económicas, já visível nas manifestações de intenção de instalação de farsumo de medicamentos, com um con- também previsíveis aumentos do conmácias em hospitais. sequente aumento do encargo com No âmbito da política de saúde, a comparticipações e uma indução ao presente medida é uma antítese ao recurso à urgência hospitalar como reforço dos Cuidados de Saúde Primá- porta de entrada no sistema de saú- 1 ROF 80

12 de, em detrimento da medicina geral e familiar ou do aconselhamento prévio das farmácias comunitárias. Na opinião da Ordem dos Farmacêuticos, a situação mais gravosa desta legislação resulta da completa ausência de critérios qualitativos na apresentação de propostas de concessão. Lamentavelmente, não estão previstos quaisquer critérios qualitativos que valorizem a importância do acesso a medicamentos em condições de segurança, qualidade e racionalidade. Foto: Farmácia Distribuição da competência do Parlamento De forma complementar, analisando o processo legislativo em causa, a OF tem fundadas dúvidas sobre a constitucionalidade da medida, dado que a criação do regime de excepção para as farmácias a instalar nos hospitais extravasa as competências legislativas do governo, interferindo em matérias da competência reservada da Assembleia da República. De acordo com um parecer do gabinete jurídico da Ordem dos Farmacêuticos, a precipitação legislativa do executivo origina a inconstitucionalidade formal e orgânica do citado diploma, na medida em que a alteração da legislação regente do sector era matéria de competência reservada da Assembleia da República. De facto, o próprio governo reconhece esta ilegitimidade própria quando, para aprovação de legislação referente à dispensa de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) fora de farmácias (DL n.º 134/2005, de 1 de Agosto) e o recente regime jurídico que preconizou a liberalização da propriedade de farmácias a não farmacêuticos (DL n.º 307/2007, de 31 de Agosto), foram objecto de respectivas autorizações legislativas conferidas pela Assembleia da República. Por estas razões, a OF entendeu assim solicitar ao provedor de Justiça a análise desta matéria, tendo remetido ao seu cuidado uma exposição sobre o assunto. Confiando na análise ponderada e fundamentada da Provedoria de Justiça, a OF manifesta a sua convicção na emissão de parecer que justifique a apreciação do acto legislativo pelo Tribunal Constitucional. Em conferência de imprensa, a bastonária reforçou as dúvidas da Ordem sobre a constitucionalidade do diploma distorção da concorrência De igual modo, foi também solicitado à Autoridade da Concorrência (AdC) a análise do mesmo diploma legal, na medida em que o regime de excepção destas farmácias em relação às restantes configura uma distorção de concorrência e situações de abuso de poder de mercado. Os dirigentes da OF consideram existir quatro razões fundamentais que determinam esta atitude: os princípios assumidos pela AdC quando, em 2005, avaliou a situação concorrencial do sector das farmácias; as recomendações que, sobre o sector das farmácias, a AdC fez, então, ao governo; a legislação entretanto produzida (e aplicada), pelo governo, sobre a concessão da exploração de farmácias de venda ao público nos hospitais do SNS; e a legislação, entretanto produzida, sobre o regime de propriedade, instalação, transferência e funcionamento das farmácias de oficina. De acordo com os dados de um estudo científico independente solicitado pela OF, é expectável que o impacto de abertura de farmácias em hospitais possa ter duas consequências possíveis: o aumento de custos do sistema de saúde e dos cidadãos pela indução de maior consumo de medicamentos; e a captura de prescrições médicas por estas farmácias, correspondendo a 400 farmácias existentes no país e seu consequente encerramento nas zonas de menor acessibilidade. Em ambos os casos a OF considera injustificáveis os riscos e perdas para os cidadãos e para a sustentabilidade do sistema de saúde português, razão pela qual não deixará, na prossecução dos seus princípios e deveres estatutários, de acompanhar o impacto das medidas legislativas produzidas pelo governo sobre o sector farmacêutico, na perspectiva da defesa do interesse público. Do mesmo modo, tomará outras iniciativas que considerar adequadas para garantir e salvaguardar a qualidade da cobertura medicamentosa e da assistência farmacêutica, a segurança dos doentes e a manutenção da saúde pública. Números e factos De acordo com os dados disponibilizados pelos hospitais, no âmbito dos cadernos de encargos dos seis concursos públicos já lançados, os valores divulgados relativos ao número de receitas emitidas por dia no ano de 2005 foram os seguintes: Hospital de Santa Maria 988 receitas/dia; Hospital de Santo André 420 receitas /dia; Centro Hospitalar de Coimbra 489 receitas/dia; Hospital Distrital de Faro 432 receitas/dia; Hospital de São João 1141 receitas/dia; Hospital Padre Américo 470 receitas/dia. O número total de prescrições por dia emitidas pelo conjunto de hospitais em causa perfaz receitas/ano, número equivalente ao das receitas aviadas em média por 9 farmácias. A localização privilegiada das farmácias de dispensa de medicamentos ao público nos hospitais do SNS tende a captar um universo muitíssimo amplo de clientes ou utentes que deixarão de se abastecer nas farmácias comunitáras. ROF

13 Audiência com presidente da República Ordem sintetiza preocupações A Ordem dos Farmacêuticos foi recebida em audiência pelo presidente da República. A bastonária Irene Silveira fez-se acompanhar dos membros da Direcção Nacional Elisabete Faria e Pedro Barosa. Os representantes da profissão farmacêutica transmitiram ao chefe de Estado as principais preocupações dos farmacêuticos portugueses face ao conjunto de mudanças em curso no sector da saúde. Foto: Presidência da República NACIONAL O PRESIDENtE DA REPúblIcA e alguns elementos da Direcção Nacional medicamentos veterinários foram al- e a regulamentação da utilização de da Ordem dos Farmacêuticos estiveram esta semana reunidos em audiên- No âmbito do novo enquadramenguns dos temas abordados. cia para analisar as mudanças em curso no sector da saúde e, em particular, comunitárias, a Ordem dos Farmacêuto jurídico da actividade das farmácias o novo enquadramento legislativo no ticos expressou as suas preocupações sector farmacêutico. com a diminuição da qualidade do serviço prestado, com a indução ao con- Esta foi a primeira audiência concedida pelo chefe de Estado à actual sumo de medicamentos e estímulo de Direcção da Ordem dos Farmacêuticos. uma actividade meramente comercial, No encontro estiveram presentes, além bem como a regulamentação que prevê a atribuição de alvarás para novas O presidente da República ficou a par das principais preocupações da Ordem em torno do sector farmacêutico da bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Irene Silveira, dois membros da farmácias por sorteio, ao invés de recorrer a critérios qualitativos de selec- Direcção Nacional, Elisabete Faria e Pedro Barosa. ção de propostas. O novo regime jurídico para as farmácias, a instalação de farmácias nos tivo, a Ordem dos Farmacêuticos tem Perante este novo quadro norma- hospitais, a instituição de uma carreira vindo a defender a necessidade de farmacêutica na administração pública uma nova Lei do Exercício Farmacêutico que permita colmatar as actuais omissões em relação a matérias anteriormente reguladas casos da direcção técnica na distribuição e indústria farmacêutica. No entender da Ordem dos Farmacêuticos, levantam-se ainda questões relevantes como a ausência de regulamentação mais exigente em função da separação da propriedade e direcção técnica e da independência técnica dos farmacêuticos. Em relação à instalação de farmácias nos hospitais, a Direcção da Ordem recordou que se trata de uma originalidade portuguesa que irá conduzir a uma concentração da prescrição e dispensa e que conduzirá a um favorecimento concorrencial destas farmácias. Além disso, a Ordem dos Farmacêuticos sublinhou que estas farmácias obedecem a um regime de excepção, visto que não obedecem às mesmas regras de capitação e distância, nem a qualquer limitação em relação à sua propriedade. A Ordem dos Farmacêuticos revelou também ter enviado à tutela uma proposta de constituição de uma carreira farmacêutica assente na diferenciação e qualificação profissional correspondente a diferentes níveis de responsabilidade, permitindo a rentabilização da perícia farmacêutica no seio das equipas multidisciplinares de saúde. Durante este encontro com o presidente da República, a Ordem abordou ainda algumas questões relacionadas com a regulamentação da utilização de medicamentos veterinários e com o novo regime jurídico das associações públicas profissionais. 18 ROF 80

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15 Próximas reuniões em Março Assembleias aprovam Planos e Orçamentos As Assembleias Regionais e Geral da Ordem dos Farmacêuticos que decorreram no final do mês de Dezembro aprovaram os respectivos Planos de Actividades e Orçamentos para As reuniões contaram com uma elevada afluência de farmacêuticos que aproveitaram a ocasião para reflectir sobre a intervenção da Ordem durante o próximo ano. NACIONAL AS ASSEMblEIAS REgIONAIS e Geral da Ordem dos Farmacêuticos realizadas entre os dias 10 e 15 de Dezembro aprovaram os Planos de Actividades e Orçamentos para o ano de Além da discussão e deliberação em torno do Plano de Actividades e Orçamento, os farmacêuticos presentes nestas reuniões tiveram ainda oportunidade de se pronunciar sobre a intervenção da Ordem dos Farmacêuticos ao longo do ano de Neste âmbito, a Direcção Nacional e os respectivos órgãos regionais da Ordem registaram com satisfação as várias sugestões e contributos apresentados pelos colegas farmacêuticos, que serão devidamente equacionados e adicionados ao conjunto de prioridades traçadas pelos dirigentes desta instituição. As Assembleias analisaram a conjuntura actual do sector calendário Assembleias Regionais e geral da Ordem dos Farmacêuticos Secção regional de Lisboa 17 de Março de :30 horas Secção regional do Porto 25 de Março de horas Secção regional de coimbra 24 de Março de :30 horas Assembleia geral 29 de Março de :00 horas 20 ROF 80 nota: As Assembleias Regionais realizam-se nas instalações das respectivas Secções Regionais e a Assembleia Geral irá decorrer na sede nacional da Ordem dos Farmacêuticos

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17 Integração profissional de portadores de deficiência Bastonária e presidente da Regional de Lisboa visitam farmácia premiada NACIONAL Tal como havíamos noticiado na última edição da Revista da Ordem dos Farmacêuticos (ROF), o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social distinguiu a Farmácia Quinta do Conde com o Diploma de Mérito de 1ª Categoria a nível nacional, um prémio que visa reconhecer o contributo das entidades empregadoras para a integração socioprofissional de pessoas com deficiência. A Ordem dos Farmacêuticos, através da sua bastonária, Irene Silveira, e do presidente da Secção Regional de Lisboa, João Mendonça, fez questão de congratular o director técnico da farmácia, António Santos, bem como toda a equipa que compõe o quadro de pessoal da farmácia. Os dirigentes da Ordem deslocaram-se à Quinta do Conde, no concelho do Seixal, e tiveram oportunidade de constatar in loco o funcionamento desta farmácia e as funções desempenhadas pelos empregados portadores de deficiência. Na opinião da bastonária, a inicia- Os dirigentes da Ordem foram congratular a equipa da Farmácia quinta do conde tiva da Farmácia Quinta do Conde constitui um exemplo, não só para todas as farmácias do país, como para todas as empresas portuguesas, constituindo também uma demonstração cabal dos princípios de responsabilidade social que devem estar associados a todas as empresas, independentemente do sector de actividade em que actuam. O presidente da Regional de Lisboa confirma que os indivíduos estão perfeitamente adaptados e integrados no seio da equipa e demonstram ser capazes de exercer um conjunto de funções de carácter mais administrativo, permitindo assim que a equipa de farmacêuticos dedique maior atenção e disponha de mais tempo para o apoio e aconselhamento aos doentes. A atribuição do prémio foi uma completa surpresa Revista da Ordem dos Farmacêuticos (ROF): como surgiu a hipótese de contratar indivíduos portadores de deficiência? António Santos (AS): Estávamos a enfrentar sérias dificuldades para contratar farmacêuticos e técnicos para preencher o quadro de pessoal da farmácia. Colocámos vários anúncios, para os quais não obtivemos resposta, mas alguns meses depois recebemos uma carta da Associação Portuguesa de Deficientes a sugerir a contratação de algumas pessoas portadoras de deficiência. Inicialmente, fizemos um levantamento das funções que poderiam ser por elas desempenhadas e concluímos que existiam um conjunto de tarefas administrativas, como a classificação e arquivo de documentos, entre os quais o receituário, ou o registo de caixa, que poderiam vir a ser exercidas por essas pessoas, libertando assim os colegas farmacêuticos para funções mais enquadradas com as suas competências, como o aconselhamento e o acompanhamento farmacoterapêutico. A nossa primeira atitude, após a decisão de recrutamento destas pessoas, foi a de criar condições e acessibilidades para que os deficientes motores pudessem circular. Contudo, tal acabou por não ser necessário, pelo menos por enquanto, pois nenhum dos três colaboradores deficientes que contratámos era portador de uma deficiência motora, mas deficiências mentais. ROF: como decorreu a adaptação destes novos funcionários? AS: Como é natural, tivemos um período em que foi necessário um acompanhamento muito próximo de todos os restantes colaboradores. Houve também uma necessidade da nossa parte de nos adaptarmos às suas capacidades e compreender as suas limitações. Ultrapassados estes primeiros tempos, entrou-se numa rotina de trabalho que tem sido muito bem desempenhada por estes trabalhadores. Sentimos, aliás, da parte deles um grande empenho nos trabalhos que executam e uma grande motivação para se aperfeiçoarem. Estou em crer que concedemos a estas pessoas uma oportunidade não só para ganharem alguma independência em termos financeiros como também para se sentirem úteis à sociedade. ROF: E como tem sido a reacção dos utentes? AS: Inicialmente, houve alguma dificuldade em passar a informação aos utentes de que tínhamos contratado pessoas portadoras de deficiência, até porque alguns destes colaboradores não têm nenhuma deficiência visível. Tivemos ao início alguns episódios menos agradáveis, mas desde que a população sabe que existem funcionários portadores de deficiência, temos tido um apoio incondicional. As pessoas são muito carinhosas com eles, criaram inclusivamente alguns laços de amizade e dão-nos os parabéns pela nossa iniciativa. Julgo que, nesta fase, tanto os utentes, como os colaboradores estão perfeitamente adaptados a esta realidade e sabem conviver com ela. ROF: E como surgiu a hipótese de concorrer a este prémio? AS: A iniciativa passou pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional do Seixal, através da dra. Paula Pacheco, que fez o acompanhamento deste recrutamento. Houve da parte dela uma forte insistência para que 22 ROF 80

18 apresentássemos a candidatura a este prémio de mérito, mas como julgávamos que existiriam muitas outras empresas com iniciativas deste género, nunca lhe atribuímos grande relevância. Contudo, mesmo no final do prazo lá entregámos os documentos solicitados e ficámos a aguardar uma resposta, sem, no entanto, termos grandes expectativas. Para surpresa de todos, fomos contactados pela mesma pessoa a informar que tínhamos sido os primeiros classificados. ROF: qual foi a vossa reacção? AS: Surpresa total, pois, como já disse, existem muitas outras empresas que adoptam esta mesma postura. A informação A vasta equipa da farmácia ajudou na integração dos três funcionários portadores de deficiência que nos foi transmitida foi a de que a proporção de trabalhadores deficientes no universo de colaboradores da farmácia eram bem mais acentuada do que noutras empresas, o que a meu ver constitui um critério muito credível. Posteriormente, fomos contactados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, a convidarmo-nos para uma cerimónia de atribuição do prémio, que deverá ocorrer nos próximos meses RPF: considera que esta é uma forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela vossa farmácia? AS: Em parte sim, pois trata- -se de um motivo de orgulho, não só para nós, como para os próprios colaboradores. Quando nos apercebemos de que a oportunidade que estamos a dar está a mudar a vida destas pessoas, nem seria preciso um prémio para nos sentirmos realizados e reconhecidos. Cientista dedica-se ao estudo das Nanopartículas de Lípidos Sólidos Medalha de Honra para farmacêutica No sentido de promover a participação das mulheres na ciência, incentivando as mais jovens e promissoras cientistas, em início de carreira, a realizarem estudos avançados na área das Ciências da Vida, a L Oreal Portugal, a Comissão Nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e Tecnologia premiaram em 2007 três jovens cientistas que concluíram recentemente o seu doutoramento. A atribuição das medalhas de honra destina-se à realização de estudos avançados de investigação científica, ao nível de pós-doutoramento, em universidades ou outras instituições portuguesas de reconhecida idoneidade. Eliana B. Souto foi uma das cientistas a receber a medalha de honra. Este prémio constitui uma forma de dar visibilidade a uma área que era apenas conhecida ao nível da investigação científica, e que poderá trazer mais investimentos e mais investigadores. O percurso de Eliana Souto na área das ciências exactas começou com o ingresso no curso de Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Devido ao seu interesse pelas áreas do design e desenvolvimento de novas formas farmacêuticas, especializou-se em Tecnologia Farmacêutica, primeiro pelo Mestrado em Tecnologia Farmacêutica da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Posteriormente, rumou para a Freie Universität Berlin, em Berlim, na Alemanha, onde se doutorou em Nanotecnologia, Biofarmácia e Biotecnologia Farmacêutica. A Nanotecnologia é uma espécie de design e de concepção de um determinado sistema, mas à escala nanométrica. Dentro da Nanotecnologia existe uma série de estruturas e, dentro destas, a jovem cientista apaixonou-se por aquelas que são produzidas com materiais muito idênticos aos existentes nos tecidos humanos. Dito assim, parece que não causa qualquer impacto, a não ser na comunidade científica propriamente dita. No entanto, quando me dediquei ao estudo das Nanopartículas de Lípidos Sólidos (SLN) o objectivo era conceber sistemas à escala nanométrica nos quais incorporaríamos substâncias activas já conhecidas por todos. Daí retira-se, à partida, uma vantagem: a de todas as pessoas estarem despertas para substâncias activas como a cortisona, por exemplo. O objectivo é investigar a forma A investigação de Eliana Souto na área da nanotecnologia foi reconhecida pela Fundação para a ciência e tecnologia de actuação dessas mesmas mas que são semelhantes aos substâncias e não alterá-las. tecidos humanos, ou seja, são O que vamos modificar é a forma como estas substâncias se compatívies, biodegradáveis e substâncias biotoleráveis, bio- apresentam ao doente. Queremos utilizar as substâncias acti- toxidade e antigenicidade. Sen- têm um risco muito reduzido de vas já existentes e cujos efeitos do substâncias de natureza lipídica, têm enormes vantagens graves já são mais do que conhecidos, reduzindo-os o máximo possível. A inovação está integrante do corpo e não são porque são consideradas parte na utilização de matérias-pri- rejeitadas pelo organismo. ROF

19 NACIONAL Cientista do Instituto Gulbenkian de Ciência foi premiada Investigação nacional desvenda estrutura e divisão de células O projecto de investigação desenvolvido pelo Laboratório de Regulação do Ciclo Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência identificou um conjunto de moléculas que contribuem para a formação de centrossomas, uma estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação de células, e que está frequentemente alterada em doenças como o cancro. Em situações normais, cada uma das células do corpo humano tem apenas um centrossoma, mas, em determinadas doenças, a sua estrutura é alterada, verificando-se uma desregulação da multiplicação das células, por se gerarem muitos centrossomas. Até agora, a biologia considerava que cada célula tinha apenas uma estrutura que servia de modelo para a estruturação de novos centrossomas, mas a in- A investigação tem vindo a ser desenvolvida pelo laboratório de regulação do ciclo celular do igc vestigação liderada por Mónica Bettencourt Dias concluiu que os centrossomas podem gerar-se sem um modelo e apenas com o aumento da actividade de uma proteína especifica, a SAK. Esta descoberta poderá abrir caminhos para o diagnóstico e tratamento do cancro e da infertilidade, pois estão relacionadas tanto com a ausência como com o excesso de centrossomas. O trabalho da investigadora portuguesa Mónica Bettencourt Dias na área da multiplicação celular tem vindo a ser distinguido com vários prémios de âmbito nacional e europeu Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica 2007, que visa distinguir o melhor projecto de investigação básica desenvolvido em Portugal na área das ciências biomédicas, Prémio Europeu Eppendorf, atribuído anualmente a um jovem cientista europeu com trabalhos desenvolvidos na área da biomedicina, e Prémio Pfizer de Investigação Básica 2007, em colaboração com as universidades de Cambridge e Siena. Os resultados desta investigação foram também publicados em algumas revistas científicas internacionais, como a Nature, a Science e a Current Biology. Descobrimos o papel fundamental de uma proteína chamada SAK Revista da Ordem dos Farmacêuticos (ROF): em que consiste, resumidamente, a investigação do instituto gulbenkian de ciência sobre a formação de centrossomas? Mónica bettencourt Dias (MbD): O grupo de Regulação do Ciclo Celular estuda o processo de multiplicação das células no organismo. Este é o fenómeno que permite aos organismos desenvolverem-se desde o ovo (1 célula) até ao estado adulto (100 triliões!); daí parte da importância deste estudo. Por outro lado, várias doenças estão relacionadas com a multiplicação descontrolada das células: é o caso do cancro. Os estudos desenvolvidos neste laboratório centram-se principalmente nos mecanismos de polaridade da célula (nas assimetrias da sua constituição), e na duplicação e função do centrossoma estrutura da célula que regula a multiplicação e o movimento das células, entre outros processos. As nossas células têm um esqueleto que, tal como as estradas de uma cidade, organiza a localização dos seus diversos componentes. O centrossoma tem, entre outras funções, ajudar na organização desse esqueleto. ROF: Qual a aplicabilidade clínica deste trabalho? que avanços poderão surgir no diagnóstico e tratamento de doenças? MbD: Os centrossomas, e a forma como se formam na célula, são estudados há mais de um século, e só nos últimos anos se começou a saber mais. Nós descobrimos o papel fundamental de uma proteína chamada SAK na duplicação da formação normal dos centrossomas na célula. Na ausência da SAK, os centrossomas não são formados; quando se encontra em excesso na célula, formam-se centrossomas em números excessivos. Sabe-se que os centríolos (estrutura que forma o centrossoma) são essenciais para o movimento de células com flagelo, como é o caso dos espermatozóides. Estas estruturas podem estar assim associadas à fertilidade masculina, entre outros processos. Por outro lado, números elevados de centrossomas desregulam a multiplicação das células. É comum estas estruturas estarem alteradas no cancro. Este trabalho não tem aplicabilidade clínica imediata, mas a melhor compreensão da formação dos centrossomas poderá levar a novos alvos para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e prognóstico de doenças. ROF: Quais os próximos passos deste projecto? qual a linha de investigação a prosseguir? MbD: Nós estamos a tentar perceber como é que a SAK e outras moléculas envolvidas neste processo executam esta função nos centrossomas. Um próximo passo será também perceber se a SAK e outras moléculas envolvidas neste processo também estão alteradas em doenças humanas. ROF: como classifica a investigação nacional na área da saúde? De que forma poderá ser incentivada? MbD: A investigação nacional na área da saúde tem melhorado bastante. Julgo essencial conseguirmos atrair mais investigadores muito conhecidos internacionalmente. A sua presença tornará os nossos centros de investigação mais apetecíveis e será assim mais fácil recrutar investigadores excelentes para trabalharem em Portugal. Seria útil também ter mais espaço e financiamento para investigação resultante da colaboração entre clínicos e investigadores de ciência básica. Incentivos como o prémio Crioestaminal têm um papel muito importante no financiamento e promoção da nossa ciência. Seria excelente que outras empresas tivessem iniciativas semelhantes. A nova lei do mecenato científico deveria levar mais empresas nessa direcção. ROF: Qual a reputação dos nossos centros de investigação no estrangeiro? MbD: Alguns dos nossos centros de investigação, como é o caso do Instituto Gulbenkian de Ciência, já são conhecidos lá fora por fazerem boa ciência. No entanto, ainda temos muito a melhorar aqui: é essencial publicarmos melhor e organizarmos mais eventos internacionais para pormos o nome de várias instituições portuguesas no mapa da ciência internacional. 24 ROF 80

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Assumir estas tarefas no contexto atual é, sem dúvida, um ato de coragem e de determinação.

Assumir estas tarefas no contexto atual é, sem dúvida, um ato de coragem e de determinação. Discurso do Ministro da Saúde na tomada de posse do Bastonário e Órgãos Nacionais da Ordem dos Farmacêuticos 11 de janeiro de 2013, Palacete Hotel Tivoli, Lisboa É com satisfação que, na pessoa do Sr.

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