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1 RELAÇÃO DE MINICURSOS ==========================================================Minicurso 1: O USO DA INTERNET COMO RECURSO PARA O ENSINO E A PESQUISA EM HISTÓRIA Karina Klinke (Facip/UFU) Ementa: A Internet e o acesso a informações rápidas em âmbito nacional e internacional; as implicações de sua utilização no modus operandi do ensino e da pesquisa em História; as alterações provocadas por meio da ampliação do acesso e da utilização de tempo para coleta de fontes; as possibilidades de intercâmbio entre os resultados de pesquisas; a nova ordem nos critérios de seleção e utilização de fontes, como averiguação da confiabilidade dos documentos, reconhecimento de autoria e utilização de bases de dados. Objetivos: - Conhecer a legislação atual sobre o uso de fontes disponíveis em meio eletrônico;

2 - Socializar o acesso e a cópia legalizada de recursos disponíveis na Internet para o ensino e a pesquisa em História: filmes, músicas, imagens, entrevistas, arquivos de periódicos, bancos de dados, jornais, obras raras, museus, etc; - Analisar a validade do uso de documentos disponíveis na Internet como fonte primária e secundária na pesquisa historiográfica. Conteúdo: A Sociedade em Rede, termo cunhado por Jan van Dijk (De Netwerkmaatschappij, 2005) e popularizado por Manuel Castells (La Sociedad Red, 2006) é construída por redes de informação que processam, armazenam e transmitem informações sem restrição de tempo, distância ou volume. Esta nova compreensão de funcionamento da sociedade é baseada no fenômeno da globalização, que foi desenvolvido graças à Internet. Desde então, a produção historiográfica conta com acesso a informações rápidas em âmbito nacional e internacional, o que interfere no modus operandi das pesquisas, as quais contavam apenas com fontes escritas ou iconográficas impressas, além de acervos digitais e gravações orais. Alteram-se, assim, além da ampliação do acesso, o tempo utilizado para coleta das fontes, bem como diminui a necessidade de deslocamento de pesquisadores e aumentam as possibilidades de intercâmbio entre os resultados de pesquisas. Com isso, uma nova ordem se constrói para critérios de seleção e utilização de fontes, como averiguação da confiabilidade dos documentos, reconhecimento de autoria e utilização de bases de dados. Os historiadores passam a ter necessidade de domínio dos espaços de navegação e, com a extensão de possibilidades de acesso, também se ampliam as exigências quanto à revisão bibliográfica em trabalhos científicos. Só no Brasil, a partir dos anos 1990 se passa a contar com o Programa de Informação e Comunicação para a Pesquisa (Prossiga), cujos projetos programaram no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), bibliotecas digitais em diferentes áreas do conhecimento; em 1997 é lançada a Biblioteca Científica Eletrônica Online, mais conhecida pela sigla em inglês Scielo (Scientific Electronic Library Online); a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou em 2000 o Portal da Capes; em 2001 a Fundação Biblioteca Nacional lançou o Portal Institucional; em 2004 o Ministério da Educação lançou o Portal Domínio Público; em 2006 foi criada a Biblioteca Nacional Digital. Amplia-se, também, o acesso a outras fontes documentais, destacando-se o Sistema de Informações do Congresso Nacional (Sicon), o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), a Biblioteca Digital Jurídica, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), além dos portais alimentados pelas universidades brasileiras. É o que propomos analisar neste minicurso.

3 Metodologia de trabalho: 1º dia: 4h - Apresentação e discussão da legislação em vigor para utilização de materiais disponíveis na Internet e direitos autorais; - Visita a sítios governamentais, nacionais e internacionais, que disponibilizam recursos que podem ser utilizados no ensino e na pesquisa em História. 2º dia: 4h - Visita a sítios comerciais, nacionais e internacionais, que disponibilizam recursos que podem ser utilizados no ensino e na pesquisa em História; - Técnicas para acesso e cópia legalizada de recursos disponíveis na Internet. Bibliografia básica: ABRÃO, Janete. Pesquisa & História. Porto Alegre: EDIPUCRS, BARTHES, Roland. A câmara clara. São Paulo: Editora Edições 70, CASTELLS, Manuel, (ed.). La sociedad red: una visión global. Revisado por Jesús Alberto Andrade. Madrid, España: Alianza Editorial, CASTELLS, Manuel. El poder de las redes y las redes del poder en el entorno tecnológico de la comunicación. Traducción de María Hernández Díaz. Madrid: Alianza Editorial, DIJK, Jan A. G. M. van. The deppening divide: inequality in the information society. Sage Publications Inc [Printed in the United States of America on acid-free paper.] Disponível em: < https://books.google.com.br/books?hl=pt-br&lr=&id=k12awaaqbaj&oi=fnd&pg=pp1&dq=%22jan+van+dijk%22&ots=trg7puzlqz&sig=qmk 5IDDz0ETl1P9teZsYMdL_OQA#v=onepage&q=%22Jan%20van%20Dijk%22&f=false> DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas, SP: Papirus Editora, LAMBERT, Peter; SCHOFIELD, Phillipp (cols.). História: introdução ao ensino e à prática. Porto Alegre: ARTMED, MOCELLIN, Renato. História e cinema [livro eletrônico]: educação para as mídias. São Paulo: Editora do Brasil, Disponível em: < https://books.google.com.br/books?id=2gdzbqaaqbaj&pg=pt7&dq=o+filme+e+o+ensino+

4 de+hist%c3%b3ria&hl=ptbr&sa=x&ei=cxdevfmccomasqsqqio4cw&ved=0cegq6aew CQ#v=onepage&q=o%20filme%20e%20o%20ensino%20de%20hist%C3%B3ria&f=false> MOMINÓ, Josep M.; SIGALÉS, Carles; MENESES, Julio. La escuela en la Sociedad Red. Internet en la educación primaria y secundaria. Barcelona (Spain): Ariel, PENNA, Rejane Silva. Fontes orais e historiografia: avanços e perspectivas. Porto Alegre: EDIPUCRS, PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. 3ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, SCHELLENBERG, Theodore R. Arquivos modernos: princípios e técnicas. Tradução de Nilza Teixeira Soares. Rio de janeiro: Editora FGV, SETTON, Maria da Graça Jacintoh (org.). A cultura da mídia na escola: ensaios sobre cinema e educação. São Paulo: Annablume: USP, SINGER, Paul. Un mundo. Éticas de la globalización. Barcelona: Paidós, SOUZA, Daniela dos Santos; CRUZ, Gisele Tiell Della. Fundamentos teóricos e práticos do ensino de História. Curitiba: IESDE, 2009.

5 ========================================================= Minicurso 2: O BICENTENÁRIO DAS INDEMPENDÊNCIAS NA AMÉRICA LATINA: HISTÓRIA, MEMÓRIA E COMEMORAÇÕES Giliard da Silva Prado (UFU C FACIP) Resumo: A América Latina atravessa contemporaneamente o ciclo comemorativo do bicentenário das independências de vários de seus países. Esse ciclo comemorativo teve início com a evocação das primeiras juntas de governo (1808 no Uruguai; 1809 na Bolívia e no Equador; 1810 na Venezuela, Colômbia, Argentina, Chile e México; 1811 no Paraguai) e se encerrará com a comemoração dos duzentos anos das declarações de independência (1811 no Paraguai; 1816 na Argentina; 1818 no Chile; 1819 na Venezuela e Colômbia; 1821 no México; 1822 no Equador; 1824 no Peru; 1825 na Bolívia). As comemorações tanto podem tornar consensual um poder e uma memória, quanto, contrariamente, revelar tensões e conflitos em torno da disputa pelo controle do passado. Não sem motivos, elas têm se constituído em privilegiados objetos de estudo das investigações históricas, visto que as efemérides têm impulsionado as reflexões e produções historiográficas. Desse modo, por se revestir de um forte caráter político, o ato de comemorar, mais do que uma simples festividade ou mera evocação de lembranças, é um momento de problematização da memória instituída, podendo-se tanto reforçá-la quanto rejeitála. Neste sentido, o bicentenário das independências na América Latina constitui-se em um momento no qual várias histórias nacionais serão problematizadas. Este minicurso analisará aspectos teóricos envolvendo as relações entre história, memória e comemorações, bem como tratará de alguns estudos de caso envolvendo as batalhas da memória e os usos políticos do passado em países latino-americanos no contexto das comemorações do bicentenário das independências. Justificativa: Orientado pelo interesse tanto nas reflexões teóricas quanto nos estudos de caso, este minicurso pretende fornecer subsídios para que os alunos compreendam processos históricos que envolvem a construção de identidades, estratégias de legitimação e interesses subjacentes em diferentes projetos políticos na América Latina contemporânea. Além disso, pretende também

6 suscitar a produção de pesquisas relacionadas à agenda comemorativa do bicentenário das independências. Referências bibliográficas: ALMEIDA, Jaime de. O segundo centenário da Independência na América Latina: um desafio historiográfico. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DA ANPHLAC, 7., 2006, Campinas, SP. Anais Eletrônicos... Campinas, SP, ANPHLAC, Disponível em: <http://anphlac.org/upload/anais/encontro7/jaime_de_almeida.pdf>. Acesso em: 16 mar CANDAU, Joël. Memória e identidade. São Paulo: Contexto, CATROGA, Fernando. Memória, história e historiografia. Coimbra: Quarteto, DOSSE, François. Uma história social da memória. In: A história. Bauru: EDUSC, 2003, p GUERRA, François-Xavier. Memórias em transformação. Trad. Jaime de Almeida. Revista Eletrônica da ANPHLAC, São Paulo, n. 3, p. 4-25, NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, PUC, v. 10, p. 7-28, dez L ère de la commémoration. In: NORA, Pierre (dir.). Les lieux de mémoire (Les France). V. 3. Paris: Gallimard, 1997, p POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Revista Estudos Históricos. Rio de Janeiro: CPDOC, v. 2, n. 3, p. 3-15, RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Ed. da UNICAMP, 2007.

7 ========================================================= Minicurso 3: O TRABALHO DO HISTORIADOR EM BENS CULTURAIS: DILEMAS DA FORMAÇÃO À ATUAÇÃO Rodrigo Cristofolette (Museu Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos - USP) Resumo: Discute as bases de formação do historiador no campo do patrimônio e o crescimento da demanda por este profissional em ambientes de produção cultural e de preservação. Discute a generalidade da formação do historiador neste campo e sinaliza experiências bem sucedidas de atuação de historiadores no âmbito do patrimônio. ========================================================= Minicurso 4: A ELABORAÇÃO DO CÓDICE MEDIEVAL: A IMPORTANCIA DO LIVRO, DO LEITOR E O EXEMPLO DAS CANTIGAS DE SANTA MARIA DE AFONSO X Guilherme Antunes Junior (PPGHC/UFRJ/PEM) Ementa: O presente minicurso tem como objetivo central discutir o processo de elaboração do códice medieval, partindo do pressuposto que se trava de um objeto complexo, elaborado a partir de múltiplas perspectivas. O códice, ou codex em latim, foi um dos principais espaços da escrita, da imagem e da representação na Idade Média. Os discursos construídos por meio desse suporte

8 ganham sentido na medida em que compreendemos seus papeis sociais e simbólicos em diferentes contextos, como as comunidades monásticas, o bispado, a Igreja, a corte, etc. Tomaremos o exemplo das Cantigas de Santa Maria, manuscrito produzido no século XIII, sob a direção de Alfonso X, reunindo ao mesmo tempo música, poesia e iconografia. Tempo previsto: 4 horas Conteúdo: - Do pergaminho de papiro ao códice medieval; o processo de elaboração do códice na Era Cristã; os papeis dos copistas; as funções do scriptorium; e as formas de leitura dos manuscritos -As imagens medievais; a construção da iconografia e suas tecnologias; as margens como espaços de reelaboração de discursos; e as imagens das Cantigas de Santa Maria. Tempo previsto: 1 hora. -O scriptorium alfonsino; as cantigas no contexto poético-musical de Castela; os códices das Cantigas de Santa Maria; o livro como objeto multimídia; e sentidos políticos das cantigas. Tempo previsto: 1 hora. Bibliografia: CAMILLE, Michael. Image on the Edge. the margins of medieval arts. Londres: Reaktion Book, CHARTIER, Roger. História da Leitura. In: BURKE, Peter (org.). A Escrita da História: novas perspectivas. São Paulo: UNESP, p DUBY, Georges e LACLOTTE, Michel. História Artística da Europa. A Idade Média. São Paulo: Paz e Terra, FERNÁNDEZ FERNÁNDEZ, Laura. Cantigas de Santa María - fortuna de sus manuscritos. Alcanate - Revista de Estudios Alfonsíes, Sevilha, n. 6, p , FRANCO, Ángela. Las Cantigas de Santa María - la plástica, la iconografia y devociones en la Baja Edad Media. Alcanate - Revista de Estudios Alfonsíes, Sevilha, n.º7, p. 103 C 146, GARCIA CUADRADO, Amparo. El códice de las historias de las cantigas - imagen y comunicación en el manuscrito miniado. Miscelánea Medieval Murciana, Murcia, n.º 17, , 1992.

9 LEÃO, Ângela Vaz. Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o sábio C aspectos culturais e literários. São Paulo: Linear B; Belo Horizonte: Veredas & Cenários, MENÉNDEZ-PIDAL, Gonzalo. La España del Siglo XIII leída en Imágenes. Madrid: Real Academia de la Historia, MENÉNDEZ-PIDAL, Gonzalo. Los manuscritos de las Cantigas - cómo se elaboró la miniatura alfonsí, Boletín de la Real Academia de la Historia, Madrid, t. 150, p , SCHMITT, Jean-Claude. O corpo das imagens. Ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. São Paulo: EDUSC, 2007.

10 ========================================================= Minicurso 5: NEGRO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA Cairo Monhamad Katrib (UFU-FACIP) Vânia Ap. M. Bernardes (UFU-FACIP) Luciane Dias (UFU-FACIP) Ementa: Histórico das Reformas Educacionais no Brasil e suas ingerências na Lei nº10.639/03. A realidade educacional e o processo de elaboração e implementação das políticas públicas educacionais. Tendências do atual Sistema Nacional de Educação. Elementos básicos da exclusão e inclusão da educação. Conteúdo: Unidade I - O Estado e a Educação e suas implicações na Política Educacional Brasileira. Unidade II - Caracterizar o contexto socioeconômico e político do negro no Brasil. Unidade III - A Lei nº /03 e a realidade educacional. Duração: 8 horas Bibliografia: CUNHA JUNIOR. Henrique. Tecnologias africanas na formação brasileira. RJ. CEAP BRZENZINSKI, I. LDB Interpretada: diversos olhares se entrecruzam. SP, Cortez, 1997 SAVIANI, Demerval. Política e educação no Brasil. SP, Cortez, 1986.

11 ========================================================= Minicurso 6: OS CASOS INTERNACIONAIS DE FUGA DE ESCRAVOS: ASILO TERRITORIAL, DIREITO DE PROPRIEDADE E SOLO LIVRE NA FRONTEIRA DO BRASIL COM A BOLIVIA Newman di Carlo Caldeira (UFU FACIP) Ementa: A independência dos Estados sul-americanos não foi acompanhada de imediato pela elaboração de tratados que fossem capazes de firmar compromissos bilaterais ou multilaterais, deixando em descoberto questões que repercutiram nas relações diplomáticas do Império do Brasil. Embora pouco estudadas, as fugas internacionais de escravos compõem parte significativa nas negociações que pretendiam regulamentar os casos de repatriação ou extradição. Um exemplo bastante significativo são os marcos legais de abolição dos regimes escravistas ocorridos nas nações limítrofes e suas consequências para o Império do Brasil. Neste sentido, o desenrolar das negociações diplomáticas entre Brasil e Bolívia torna mais fácil compreendermos a contradição existente na aplicação dos direitos de propriedade e de liberdade no cenário internacional ao longo do século XIX. Enquanto os representantes do Império brasileiro pediam a devolução dos prófugos asilados, o governo boliviano passou a adotar o princípio jurídico do solo livre para legitimar a postura de defesa da concessão de liberdade pessoal para os cativos que pisassem seu território. Justificativa: Como veremos ao longo deste curso, as disputas provenientes das tentativas de afirmação dos projetos políticos por parte das elites dirigentes em suas respectivas áreas de influência, produziram, mesmo que de modo indireto, reflexos sentidos em contextos diversos. Por conta da ausência de definições mais precisas quanto ao que poderia ser considerado ilícito internacional, o objetivo do curso será demonstrar o desenvolvimento do processo de legitimação e defesa da propriedade escrava, por parte do Brasil, em seus contatos internacionais. Bibliografia: ACCIOLY, H. Manual de direito internacional público. São Paulo: Saraiva, 1995.

12 ACQUARONE, A. C. Tratados de extradição: construção, atualidade e projeção do relacionamento bilateral brasileiro. Brasília: Instituto Rio Branco/FUNAG, AGUIRRE, C. Agentes de su propia libertad: los esclavos de Lima y la desintegración de la esclavitud ( ). Lima: Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, BERLIN, I. Gerações de cativeiro: uma história da escravidão nos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Record, CALDEIRA, N. Horizontes de esperança: fugas internacionais de escravos, solo livre e direito de propriedade nas fronteiras do Império do Brasil com a República da Bolívia ( ) páginas. Tese de Doutorado. PPGHIS, UFRJ, Rio de Janeiro..Nas fronteiras da incerteza: as fugas internacionais de escravos no relacionamento diplomático do Império brasileiro com a República da Bolívia ( ). Rio de Janeiro, páginas. Dissertação (Mestrado em História). PPGHIS, UFRJ. Rio de Janeiro, ; KOZLOWSKY, C.; BOSISIO, R. Liberdade sem fronteiras: entre 1825 e 1867, ir para a Bolívia foi um caminho de esperança para alguns escravos, Revista de História, ano 6, nº 61, out Os casos de fuga internacional de escravos e a atuação da Chancelaria brasileira: as negociações com a República da Bolívia entre 1829 e Revista Eletrônica da ANPHLAC, ISSN , nº 15, p , jul./dez CARVALHO, J. M. de. A burocracia imperial: a dialética da ambiguidade. Dados: Revista de Ciências Sociais, v. 21, p. 7-31, CERVO, A. L.; BUENO, C. História da política exterior do Brasil. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, CRESPO RODAS, A. Esclavos negros en Bolivia. La Paz: Librería Editorial G.U.M., s/d. DAVIS, D. B. O problema da escravidão na cultura ocidental. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

13 GALINDO DE UGARTE, M. Constituciones bolivianas comparadas ( ). La Paz: Editorial Los Amigos del Libro, GRINBERG, K. Escravidão, alforria e direito no Brasil oitocentista: reflexões sobre a lei de 1831 e o princípio de liberdade na fronteira sul do Império brasileiro In: CARVALHO, J. M. de. (org.) Nação e cidadania no Império: novos horizontes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, MAGNOLI, D. O corpo da pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil ( ). São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista; Moderna, MAMIGONIAN, B.; GRINBERG, K. Apresentação do dossiê: Para inglês ver? Revisitando a Lei de Estudos Afro-Asiáticos, ano 29, n. 1/2/3, p , jan.-dez MENDONÇA, J. N. A arena jurídica e a luta pela liberdade. In: SCHWARCZ, L. M.; REIS, L. V. (orgs.). Negras imagens. São Paulo: Edusp, PARRON, T. A política da escravidão no Império do Brasil, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, PEABODY, S. There are no slaves in France: the political culture of race and slavery in the Ancien Régime. New York: Oxford University Press, PORTUGAL ORTIZ, M. La esclavitud negra en las epocas colonial y nacional de Bolivia. La Paz: Instituto boliviano de cultura, SANTOS, L. C. V. O império e as repúblicas do Pacífico: as relações do Brasil com Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia ( ). Curitiba: UFPR, 2002.

14 ========================================================= Minicurso 7: SÍTIOS ARQUELÓGICOS INDIGENAS DO PONTAL DO TRIÂNGULO MINEIRO: PATRIMONIO E PRESERVAÇÃO Aurelino José Ferreira Filho (UFU / FACIP) Claudio Scarparo Silva (UFU / FACIP) Ementa: A presença indígena na região do Triângulo Mineiro-MG, passado, presente e protagonismos indígenas. Sítios arqueológicos: patrimônio material e preservação na região. O conhecimento popular e achados de artefatos líticos e cerâmicos indígenas na região. As primeiras descobertas arqueológicas de artefatos líticos e cerâmicos indígenas na região do Pontal do Triângulo Mineiro. As primeiras visitas técnicas de arqueólogos e antropólogos na região com o fim de análise dos artefatos arqueológicos encontrados, as primeiras pesquisas arqueológicas na região e seus resultados. A Lei de 28/12/95, lei Robin Hood, que incentiva a proteção do Patrimônio Cultural no Estado de Minas Gerais. As pesquisas e mapeamento dos sítios arqueológicos indígenas dos municípios de Centralina, Ituiutaba e Cachoeira Dourada MG. Objetivos: - Refletir sobre protagonismos indígena no Brasil e presença indígena na região do Triângulo Mineiro. - Refletir sobre os primeiros achados líticos e cerâmicos (sítios arqueológicos indígenas) na região do Triângulo Mineiro no final da década de 1990 e seus inventários como ações fundamentais para a tomada de consciência da importância de proteção destes sítios como bens patrimoniais da região do Triângulo Mineiro;

15 - Refletir sobre os desafios e perspectivas para sua preservação frente ao processo de modernização da região por meio do agronegócio e da instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas PCHs; - Refletir sobre a importância da Educação patrimonial na região como perspectiva de preservação e proteção destes bens na região. Conteúdos: 1- Protagonismos indígena no Brasil e presença indígena na região do Triângulo Mineiro. 2- As pesquisas arqueológicas na região do Triângulo Mineiro MG. 3- Sítios arqueológicos indígenas no Pontal: patrimônio, preservação, história e memória indígena na região do Triângulo Mineiro. 4- Sítios arqueológicos indígenas no Pontal o Triângulo Mineiro: desafios e perspectivas de preservação. Metodologia: -Carga horária: 8 horas - Leitura e discussão bibliografia indicada; - Exposição e discussão dos conteúdos; - Visita a um sítio arqueológico indígena da cidade de Ituiutaba MG (a ser realizada em data posterior ao Evento) Bibliografia básica: ARANTES, A. A. Paisagens Paulistanas: Transformações Do Espaço Público. Campinas: UNICAMP/São Paulo: IMESP, ARANTES, A. A.(Org.). Produzindo o Passado: Estratégias de construção do Patrimônio Cultural. São Paulo: Brasiliense/CONDEPHAAT, CASTRIOTA, L. B. Patrimônio cultural: Conceitos, políticas, instrumentos. São Paulo: Annablime/Belo Horizonte: IEDS, FENELON, D. R.; MACIEL, L. A.; ALMEIDA, P. R.; KHOURY, Y. A. (Orgs.) Muitas Memórias, Outras Histórias. São Paulo: Olho D água, FONSECA, M. C. L. O Patrimônio em Processo. Rio de Janeiro: UFRJ/MINC/IPHAN, 1997.

16 GONÇALVES, J. R. S. A retórica da perda, os discursos do Patrimônio Cultural no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ/MINC-IPHAN, KHOURY, Y. A. CEDIC: Entre a preservação do patrimônio documental e o apoio à pesquisa e ao ensino. Boletim do Arquivo. São Paulo, v. 5, ns. 1 e 2, p , JÚNIOR, Noé Gonçalves Maranduba; ALMEIDA, Eduardo Simões de. Análise de convergência espacial dos repasses da Lei Robin Hood. Revista Economia e Sociedade, Campinas, v. 18, n. 3 (37), p , dez LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: Unicamp, MARIANI, A. A memória popular no registro do patrimônio. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Brasília, IPHAN, no. 28, pp , NORA, P. Entre memória e história, a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, PUC-SP, n. 10, p. 7-28, dez PELEGRINI, Sandra C. A. A gestão do patrimônio imaterial brasileiro na contemporaneidade. História. São Paulo, 27 (2), pp , PELEGRINI, Sandra C. A. Patrimônio cultural: consciência e preservação. São Paulo: Brasiliense, SAMUEL, R. Teatros de memória. Projeto História, São Paulo, PUC-SP, n. 14, p.41-81, fev SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Cultura, Departamento do Patrimônio Histórico. O Direito à Memória: Patrimônio Histórico e Cidadania. São Paulo: DPH, SILVA, M. A. da. A cidade e seus patrimônios: Textos, Imagens e Sons. Projeto História, São Paulo, PUC-SP, n. 13, p.71-79, jun SILVA, M. A. História: O prazer em ensino e pesquisa. São Paulo: Brasiliense, 1995.

17 ========================================================= Minicurso 8: Contribuições da Retórica Clássica para a Teoria da História Contemporânea Bento Machado Mota (Universidade Federal Fluminense) Victor Couto Tiribás (Universidade Federal Fluminense) Ementa: O objetivo do presente minicurso será evidenciar em que medida o conhecimento retórico pode contribuir para a compreensão das linhagens centrais da Teoria da História contemporânea. Objetivos: O ponto de partida da primeira aula será apresentar como o logos adquiriu importância de um grande senhor, nos dizeres de Górgias, fundamental no processo de decisão pública entre os Gregos. Com efeito, dentre as correntes desta tradição está a Sofística, seguida pela maiêutica socrática, os diálogos platônicos e, por fim, a arte retórica aristotélica. A segunda aula apresentará a ascensão da língua latina no ocidente mediante os grandes retores Cícero, Sêneca e Quintiliano, os quais, por sua vez, inspiraram a construção das disciplinas humanitatis no Renascimento. Na terceira aula, abordar-se-á a Retórica clássica como alicerce da Teoria da História do século XX. Gadamer e Koselleck tomam-na como imprescindível para a delimitação do campo das ciências humanas se diferenciar das naturais. Quentin Skinner, embasado em Austin, Collingwood e Wittgenstein, elevou a retórica à área privilegiada no desvelar das performances inerentes a Intellectual History. Sendo assim, o minicurso propõe-se a, através da história da retórica, explorar os limites entre persuasão e verdade na História. Palavras-chave: Retórica Teoria da História Sofistas Tradição Clássica Hermenêutica Tempo estimado: 8 horas

18 Bibliografia: ANTIFONTE. Testemunhos, Fragmentos, Discursos. São Paulo: Edições Loyola, ARISTÓTELES. Retórica. São Paulo: Martins Fontes, AUSTIN, John. How to do things with words. Oxford: Clarendon Press, CASSIN, Barbara. O Efeito Sofístico: Sofística, filosofia, retórica, literatura. São Paulo: Editora 34, CICERÓN. El Orador. Madrid: Alianza, COLLINGWOOD, Robin. A Ideia de História. Lisboa: Presença Editorial, GADAMER, Hans. Verdade e Método I. Rio de Janeiro: Vozes, GÓRGIAS. Elogio de Helena in CASSIN, Barbara. O Efeito Sofístico: sofística, filosofia, retórica, literatura. São Paulo: Editora 34, KERFERD, G. B. O Movimento Sofista. São Paulo: Edições Loyola, KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: PUC-Rio/Contraponto, NUSSBAUM, Martha. O Protágoras: uma ciência do raciocínio prático in A fragilidade da bondade: Fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo: Martins Fontes, PLATÃO. Fédon. Pará: Edufpa, QUENTIN, Skinner. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, Razão e Retórica na Filosofia de Hobbes. São Paulo: Editora Unesp, QUINTILIANO. Instituição Oratória (Tomo I). São Paulo: Unicamp Editora, SÊNECA. Cartas a Lucílio. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Rio de Janeiro: Difel, WITTGENSTEIN, Ludwig. Tratado Lógico-Filosófico / Investigações Filosóficas. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.

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