O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO. Darcy Siqueira Albuquerque Júnior Auditor Governamental da CGE/PI Março / 2011

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1 O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO Darcy Siqueira Albuquerque Júnior Auditor Governamental da CGE/PI Março /

2 CONTROLE INTERNO É TEMA NOVO??? Desde Quando??? 2

3 Fundamento do controle interno O fundamento do controle interno na Administração Pública Brasileira está no artigo 76 da Lei 4.320/64, o qual estabelece que o Poder Executivo exercerá os três tipos de controle da execução orçamentária: legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações; a fidelidade funcional dos agentes da administração responsáveis por bens e valores públicos; e o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços. 3

4 Fundamento do controle interno A Lei 4.320/64 mostrou-se inovadora ao consagrar os princípios do planejamento, do orçamento e do controle. Instituiu o Orçamento Plurianual de Investimentos, o Orçamento Programa Anual e estabeleceu como objetivo das novas técnicas orçamentárias a eficácia dos gastos públicos. 4

5 Fundamento do controle interno O Decreto-Lei 200/67 estabelece que as atividades da Administração obedece aos princípios fundamentais do planejamento, coordenação, descentralização, delegação de competência e controle, e que será exercido em todos os níveis e em todos os órgãos, compreendendo o controle pela chefia competente, pelos órgãos próprios de cada sistema e pelos órgãos do sistema de contabilidade e auditoria. 5

6 Fundamentos Constitucionais do Controle Interno 6

7 Fundamentos Constitucionais do Controle Interno Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal,, na forma da lei. 7

8 Fundamentos Constitucionais do Controle Interno Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçament amentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta,, quanto а legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia ncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. [...] 8

9 Fundamentos Constitucionais do Controle Interno Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: [...] 9

10 Controle Interno Integrado PODER JUDICIÁRIO PODER EXECUTIVO PODER LEGISLATIVO TRIBUNAL DE CONTAS CONTROLE INTERNO CONTROLE INTERNO CONTROLE INTERNO CONTROLE EXTERNO Integração das das informações de de controle INFORMAÇÃO GERENCIAL 10

11 Finalidades do sistema de controle interno Cumprimento das Metas Previstas no Plano Plurianual 1 - Avaliar Execução Dos Program as de Governo Dos Orçamentos dos Órgãos SISTEMA DE CONTROLE INTERNO 2 - Comprovar a Legalidade Eficiência 3 - Avaliar Resultados Eficácia Gestão Orçamentária Financeira Patrimonial Rec. Humanos Órgãos e Entidades da Adm. Direta Adm. Indireta Operações de Crédito 4 - Controlar Avais Garantias Direitos e Haveres do Município 5 - Apoiar o Controle Externo no exercício de sua m issão institucional *Fernando Augusto Mello Guimarães Corregedor do Tribunal de Contas do Paraná 11

12 O Sistema de Controle Interno e a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL LRF: praticamente regulamentou o sistema de controle interno; aumentou importância do sistema de controle interno. Relatórios de Gestão Fiscal, devem conter a assinatura do Chefe do Poder Executivo, demais autoridades responsáveis e, também do responsável pelo Controle Interno (LRF, art. 54, Parágrafo Único). Um bom Sistema de Controle Interno inibe a ocorrência 12 de atos falhos, auxiliando o bom andamento da gestão.

13 O Sistema de Controle Interno e a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL O Controle Interno é ferramenta importante e fundamental no auxílio dos Prefeitos, inclusive na reestruturação administrativa que muitos terão de enfrentar. estando frágeis os procedimentos de controle, ocorrem freqüentemente erros involuntários, desperdícios e até fraudes, à revelia do conhecimento do Gestor, que acaba surpreendido pelo controle externo, por não poder contar com um controle interno eficiente, que o teria alertado em tempo. 13

14 Sistema de Controle Interno nos Municípios De acordo com a LRF deve existir uma Controladoria em cada Município que será o centro do Controle Interno Municipal. 14

15 O controle interno na Constituição do Estado do Piauí. Como preceito constitucional, o controle interno aparece pela primeira vez na Constituição do Estado do Piauí, em seus arts. 85 e 90. Em 2003, o Governo Estadual criou através da Lei Complementar Nº. 28, de 09 de junho de 2003 a Controladoria- Geral do Estado, como órgão central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. 15

16 Sistema de Controle Interno no Governo Estadual - PI De acordo com a estrutura organizacional definida através da reforma administrativa levada a efeito através das Leis Complementares de n.ºs 28/03 e 42/04, a Controladoria-Geral do Estado é um órgão de assessoramento direto ao Governador do Estado em matérias de controle interno e auditoria. 16

17 Sistema de Controle Interno no Governo Estadual - PI A Controladoria-Geral do Estado tem a seguinte missão: Acompanhar e orientar a gestão orçamentária, administrativa, financeira e contábil dos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, priorizando a prevenção de falhas e irregularidades, através da implantação de controles. (organização geral e atribuições regulamentada pelo Decreto nº /04). 17

18 Sistema de Controle Interno no Governo Estadual - PI O Governo do Estado do Piauí instituiu através do Decreto Nº /04 os núcleos setoriais de controle interno, denominados de Núcleos de Controle de Gestão, no âmbito da Administração direta e indireta do Estado, passando estes a integrar o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo. De acordo com o 3º. do art. 1º. do Decreto em referência, os integrantes do Núcleos de Controle de Gestão NCG, são subordinados técnica e normativamente à Controladoria e administrativamente ao órgão a que pertencem. 18

19 Núcleos de Controle de Gestão Os Núcleos de Controle de Gestão são os responsáveis por coordenar as atividades de Controle interno de cada órgão. Acompanhados e Fiscalizados periodicamente pela CGE. 19

20 Atribuições dos Núcleos de Controle de Gestão Assessorar o gestor do órgão em assuntos de competência do controle interno; Acompanhar a implementação das recomendações da CGE e do TCE; Análise de processo de despesas; Controlar da concessão, aplicação e prestação de contas de Suprimentos de Fundos; 20

21 Atribuições dos Núcleos de Controle de Gestão Controlar da concessão e prestação de contas de diárias; Acompanhar os contratos administrativos em vigência; Acompanhar a execução orçamentária; Informar à CGE as inconsistências detectadas. Acompanhar o cumprimento dos prazos para prestações de contas ao TCE; Acompanhar a arrecadação e contabilização das receitas do órgão. 21

22 A IMPORTÂNCIA CONTROLE INTERNO PATRIMÔNIO CONTROLE INTERNO NAS ORGANIZAÇÕES ORÇAMENTO CONTÁBIL Sustenta as Informações ADMINISTRATIVO Sustenta o Resultado LEGALIDADE DO PATRIMONIO EFICIÊNCIA EFICÁCIA DO RESULTADO 22

23 Desafios para a Implantação do Controle VONTADE POLÍTICA PLATAFORMA DE SUSTENTAÇÃO DO CONTROLE INTERNO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO COMPROMETIMENTO DOS GESTORES E ALTERAÇÃO DE CULTURA 23

24 CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA P IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO Constitui obriga Constitui obrigação de ordem legal; É exigida pela a exigida pela ação do controle externo; É recomend recomendável em face das ações a preventivas que exerce; Evita Penaliza Evita Penalização. 24

25 CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAP INSTITUCIONALIZAÇÃO DO SISTEMA criar em Lei a organização e a estrutura; a composição da equipe; os procedimentos; as finalidades. 25

26 RESPONSÁVEL PELO CONTROLE INTERNO Deverá ser um profissional devidamente qualificado; De preferência titular de cargo efetivo; Remuneração compatível com a função ão. 26

27 CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAP OBJETIVOS COMPROVAÇÃO DA VERACIDADE DOS RELATÓRIOS RIOS E DOS REGISTROS CONTÁBEIS; PROTEÇÃO DOS ATIVOS; PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA OPERACIONAL; ESTIMULAR A OBEDIÊNCIA AS NORMAS; CONTRIBUIR PARA EFICÁCIA CIA DO CONTROLE EXTERNO. 27

28 Controle Interno e Externo Integrados e bem articulados,, controle interno e externo promovem a realização do bem público, p otimizam resultados máximos com o mínimo m de recursos e evitam desvios e desperdícios. 28

29 O CONTROLE INTERNO E O CONTROLE EXTERNO COMUNICAM-SE ENTRE SI CONTROLE INTERNO CONTROLE EXTERNO VERIFICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 29

30 PRICÍPIOS PIOS FUNDAMENTAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAP Legalidade Impessoalidade Moralidade Publicidade Eficiência 30

31 Existência e efetiva operacionalidade do sistema de controle interno premissa necessária a um eficiente controle externo! 31

32 Controle Interno: : Premissa para um Eficiente Controle Externo. Controle na a Administração PúblicaP blica: íntima relação com o Estado Democrático de Direito; exercido pelo Poder Público P ou pelo Cidadão; objetivo: impedir a ocorrência de abusos e controlar os resultados das ações a do administrador. 32

33 Controle Interno: : Premissa para um Eficiente Controle Externo. O Controle Interno se implanta não contra, mas a favor do bom desempenho do Gestor Público. O objetivo de sua implantação não é o de controlar o Prefeito ou o Secretário rio do Município, mas de controlar para ele, ordenador e responsável pelo controle de toda a Administração. 33

34 Sistema de Controle Interno - SCI Conjunto de órgãos, setores, departamentos da Administração, interligados, buscando o controle global envolvendo aspectos patrimonial, orçament amentário, financeiro, econômico, etc. 34

35 Sistema de Controle Interno. Responsabilidade pela Organização Compete ao Gestor do Órgão: organizar o Sistema de Controle Interno; velar pelo bom, regular e eficiente funcionamento do sistema de controle interno. SCI um dos mais importantes aliados da administração pública. p 35

36 Sistema de Controle Interno. Identificação de Falhas e Irregularidades 7% 13% ORIGEM DAS FALHAS E IRREGULARIDADES Má conduta 17% Supressão dos Controles pelos Dirigentes Particularidades da Atividade Estatal 63% Insuficiência do Sistema de Controle Interno Estatal Um levantamento da consultoria internacional KPMG mostra as causas das falhas e irregularidades no serviço público brasileiro e os caminhos que podem levar à identificá-los. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Fonte: Jornal Zero Hora, 22/05/2005, p. 5. % 36

37 Como são descobertas as falhas e irregularidades? Auditoria Externa 2% Inform ação de funcionários 2% Investigação Especial 2% Coincidência 3% Denúncia Anônim a 5% Inform ação de Terceiros 9% Auditoria Interna 26% Controle Interno por Setor 51% Fonte: Consultoria Internacional KPMG, Jornal Zero Hora, 22/05/2005, p

38 SIMULAÇÃO DE UMA DESPESA PÚBLICA 1. Verificar se já existe o bem desejado; 2. Levantamento de preço p/ compra DECISÃO ADMINISTRATIVA Geradora da Despesa Pública Ex.: Compra de Material DEPARTAMENTO DE MATERIAL (Almoxarifado) Reserva de Despesa Orçamentária 1. Criação do edital de licitação ou consultar SRP (pregão); 2. Procedimentos no caso de uma contratação direta; DEPARTAMENTO ORÇAMENTÁRIO AUTORIZAÇÃO DE DESPESA (Ordenador de Despesa) a) Licitação; ou b) Nota de Empenho + Contrato c) Liquidação; b) Pagamento 38

39 Conformidade Diária A Conformidade Diária consiste na certificação da existência de documentos hábeis que comprovem a operação e retratem a transação efetuada através da entrada de dados no Sistema de Administração Financeira para Estados e Municípios SIAFEM/PI, de cada Unidade Gestora Executora. Prazos deve ser executada no primeiro dia útil subseqüente ao do registro no SIAFEM, podendo ser atualizada até o 5º dia útil do mês subseqüente 39

40 Da Conformidade Diária É responsabilidade do Ordenador de Despesa da respectiva UG ou de servidor formalmente designado por este, habilitado pela SEFAZ-PI, não podendo o mesmo ter função de emitir documentos. 40

41 Conformidade Diária Sanção. O não cumprimento do prazo estabelecido ensejará o bloqueio do repasse do custeio mensal do órgão/entidade. A inobservância ao disposto acarreta a incidência de multa, aplicada pelo TCE, correspondente a 10(dez) vezes o valor da UFR/PI (Unidade Fiscal de Referência) por dia de atraso. 41

42 QUAIS AS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE UM BOM SISTEMA DE CONTROLE INTERNO? Solicitações, autorizações, aprovações e conferências adequadas; Registros apropriados e oportunos de transações; Restrição ao acesso e utilização de recursos; Inventário periódico de bens patrimoniais; Definição precisa de responsabilidades, compatível com a autoridade dos cargos; 42

43 QUAIS AS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE UM BOM SISTEMA DE CONTROLE INTERNO? Segregação de funções; Formação e treinamento de pessoal; Procedimentos e rotinas bem documentados; Unidade de controle interno vinculada à alta administração; Guarda e organização de dados e documentos; Sistematização de rotinas e Fluxo e formalização do processos administrativos, compras ou contratações de bens ou serviços 43

44 CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA P GESTÃO FISCAL RESPONSÁVEL PLANEJAR AS AÇÕES COBRAR OS TRIBUTOS CONTROLAR O FINANCEIRO CONTROLAR AS DESPESAS COM PESSOAL GESTÃO FISCAL RESPONSÁVEL AVALIAR AS AÇÕES GOVERNAMENTAIS PRESTAR CONTAS EM TEMPO HÁBIL FOMENTAR O CONTROLE EXECUTAR DESPESAS DE ACORDO AS NORMAS 44

45 Conclusões O controle interno é um importante aliado da Administração Pública, P constituindo uma fundamental ferramenta de auxílio aos gestores públicos e tem como objetivo principal, inibir a ocorrência de atos falhos, auxiliando o bom andamento da gestão, além m de evitar o desperdício e o uso indevido de recursos e bens, bem como de garantir a observância dos princípios pios da Administração Pública. P 45

46 Conclusões Um Controle Interno forte, atuante, com servidores bem preparados, respalda e resguarda a atuação do Gestor PúblicoP blico,, obstaculiza a ocorrência de irregularidades e, principalmente, resulta em uma melhor aplicação dos recursos públicos p 46

47 Obrigado pela atenção! Um bom dia a todos! Darcy JúniorJ 47

48 Como falar com a CGE. Endereço: Av. Pedro Freitas, s/nº - Bl. C Centro Administrativo 2º andar, Bairro São Pedro. Fone CGE: (086) / 0713 Fax: (086) CGE: Home-page: Contatos: Controlador-Geral do Estado Dr. Antonio Luiz Medeiros de Almeida Filho Telefone: (086) Gerência de Auditoria GERAU Darcy Siqueira Albuquerque Júnior 48

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