ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. SAULO FIENRIQUES DE SÁ E I3ENEVIDES.

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1 DECISÃO ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. SAULO FIENRIQUES DE SÁ E I3ENEVIDES. Apelação Cível n /001 7" Vara Cível de Campina Grande Relator: Des. Saulo Henriques de Sá e Benevides Apelante: Willyhaus Restaurante Chouperia LTDA. e Otto Wilhelin Steinmuller LTDA. Advogado: Thélio Farias Apelado: ECAD Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais Advogado: José Alves Cardoso APELAÇÃO CÍVEL DIREITOS AUTORAIS -- RETRANSMISSÃO RADIOFÔNICA ESTABELECIMENTO COMERCIAL NEXO DE ADEQUABILIDADE ENTRE A SONORIZAÇÃO AMBIENTAL E O SERVIÇO PRESTADO EXIGIBILIDADE A PARTIR DA LEI 9.610/98 NÃO PROVIMENTO. "Silo devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais - (Súmula 63 do ST.I). Havendo nítido nexo de pertinência entre a.vonorilaçr-io ambiental e o serviço prestado, como fôrma de qualificação ilesic, resultando, destarte, em lucro indireto, é exigível o direito autoral. "O relator negará seguimento a recurso manif estamente inadmissível, inwrocedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com. uri.sprudência dominante do respectivo tribunal, dó Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior." (art. 557,caput, CPC). Vistos, etc. RELATÓRIO. Cuida-se de. Apelação Cível interposta por Willyhaus Restaurante Chouperia LTDA. e Otto Wilhelm Steinmuller LTDA., contra a sentença (fls.142/146) do MM. Juiz de Direito Titular da 7' Vara Cível de Campina Grande, que julgou improcedente o pedido da Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica c/c Repetição de Indébito. ajuizada em face do ECAD - Escritório Central de Arrecadação de Direion. Preliminarmente, as apelantes aduzem fls.155/169 que houve ao due processo of law em primeiro grau de jurisdição, vez que não lhes teria sido conferido o contraditório para produção de provas, pedindo, assim, a anulação da sentença. Alegam, ainda.. que o Juízo a quo não expôs as razões pelas quais foram rejeitados os argumentos de sua peça vestibular, relacionado à suposta. "dupla cobrança" efetuada pelo ECAD. No mérito, alega, em síntese, que suas empresas não se utilizam de qualquer forma de captação de clientela via música, e que veiculam apenas músicas de domínio público (músicas clássicas alemãs), fora da abrangência da Lei de Direitos Autorais. Em contra-razões (11s.173/183), a apelada sustenta que seria desnecessária a produção de prova testemunhal, visto tratar-se de matéria eminentemente de direito, e que, ainda assim, as apelantes não compareceram à audiência de instrução. Alega, ainda, que no caso é cabível o julgamento antecipado da lide. Outrossim, argumenta que os recorrentes trouxeram, indevidamente, fato novo no que atina às músicas de domínio público, já.

2 - - este fundamento não foi deduzido na inicial. No mais, reitera os termos da contestação sobre a legitimidade da cobrança de direitos autorais. ÀS lis. 190/193, Parecer ministerial, sem manifestação de nieruo. entendendo o Parquet estar ausente interesse público que obrigue sua intervenção. É o relatório. DECIDO: A primeira objeção ventilada pela apelante (fl.155), consistente na afronta ao devido processo legal e ao contraditório, não procede. Ora, como ensina a melhor doutrina, o princípio do contraditório 6 informado pelo binômio informação-reação, com a ressalva de que, não obstante a primeira tnformação seja absolutamente necessária sob pena de ilegitimidade do processo e nulidade de seus atos, a segunda reação é somente possível. Como destaca Dinamareo, "esse é, de certo modo, um culto ao valor da liberdade no processo, podendo a parte optar entre atuar ou omitir-se segundo sua escolha." 1 In caszt, foi oportunizado aos recorrentes o momento propício para a produção de provas, já que ambos foram regularmente intimados, por Nota de Foro, da Audiência de Instrução, como se vê à fl Ou seja: o pressuposto "informação" resultou satisfeito. Nesse passo, se os recorrentes não compareceram à Audiência de Instrução para a produção probatória de seu interesse, esta discussão paira na idéia ou princípio da liberdade processual, com seus conseqüentes ônus e preclusão temporal. De igual maneira, o segundo argumento também não logra acolhimento. Ora, a fundamentação da sentença vergastada mostrou-se coerente com sua lógica, íntegra em seus argumentos e bastante em seu convencimento, de modo que, em sua globalidade, o argumento autoral da "dupla cobrança" foi rebatido, na medida em que lhe é logicamente incompatível. Aliás, mesmo que não o fosse, destaque-se que não é o juiz obrigd,i:., discorrer individualmente sobre cada um dos argumentos trazidos pelas partes, hast,ando que adote motivação suficiente pai:a decidir a lide dentro dos limites em que foi proposta. Destarte, assim vem decidindo o Superior Tribunal de Justiça: Não viola os artigos 165, 458 e 535 do CPC, nem importa negativa de prestação jurisdicional, o acórdão que, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos argumentos trazidos pelo vencic.l, entretanto, fundamentação suficiente para decidir de modo intopi;_il controvérsia posta. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUS I IL;/1/4 Classe: RESP RECURSO ESPECIAL Processo: UF: PR Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 26/09/2006; DJ DATA:09/10/2006 PÁGINA:262; Relator: TEORI ALBINO ZAVASCKI) Como é de sabença geral, o julgador não está obrigado a discorrer sobre todos os regramentos legais ou todos os argumentos alavancados pelas partes. As proposições poderão ou não ser explicitamente dissecadas pelo magistrado, que só estará obrigado a examinar a contenda nos limites da demanda, fundamentando o seu proceder de acordo com o seu livre convencimento, baseado nos aspectos pertinentes à hipótese sub judice e com a legislação que entender aplicável ao caso concreto. Precedentes: REsp /DF, Rel. Min. JOSE DELGADO, DJ de 01/07/2002 e AGREsp n /PR, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de 08/09/2003.( Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RJ Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 12/09/2006; DJ DATA:05/10/2006 PÁGINA:276; Relator: FRANCISCO FALCÃO) Argumentos da decisão a quo que são claros e nítidos. Não dão lugar a omissões, obscuridades, contradições ou ausência de fundamentação. O não- 1 DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições cie Direito Processual Civil. 4 8 cd., São Paulo: Mallieiros, 2004, p. 218.

3 acatamento das teses contidas no recurso não implica cerceamento de defesa. Ao julgador cabe apreciar a questão de acordo com o que ele entender atinente à lide. Não está obrigado o magistrado a julgar a questão posta a seu exame de acordo com o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento (art. 131 do CPC), utilizando-se dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso.( Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: AGA - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Processo: UF: BA Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 15/12/2005 Documento: STJ ; DJ DATA:20102/2006 PÁGINA:219; Relator: JOSÉ DELGADO) No que atina à matéria de fundo propriamente dita, não merece reparo a sentença vergastada. Com efeito, o Direito de Autor, assim como a jurisprudência dominante dos Tribunais Pátrios, inclinam-se no sentido de tutelar os direitos autorais em casos como o sub jtidice. O Direito de Autor é regulado, em nosso País, pela Lei Federal , de 19 de fevereiro de, Esse diploma legal encontra fundamento de validade no artigo 50, XXVII e XXVIII, da Constituição Federa1. 2 O objeto do Direito de Autor é a obra intelectual. A Lei tf 9.610/98, em seu art. 7, considera obras intelectuais protegidas "as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro..". E conforme o inciso V do mesmo artigo, a título exemplificativo, as composiçõcs musicais, tenham ou não letra, estão albergadas dentro da proteção do capal. Demais disto, assim prevê a Lei 9.610/98: Art. 68. Sem prévia e expressa autorização do autor 011 titular, não poderão ser utilizadas obras teatrais, composições musicais ou lítero-musicais e fonogramas, em representações e execuções públicas. ;, 2 Considera-se execução pública o laili2-,oçào composiçoe.v lítero-musicais., mediante a participação de artistas, remunerado nc, ' utilização de.fonograntas e obras audiovisuais, em locais de freqii9:',,m, ; coletiva, por quaisquer processos, inclusive a radiodifilsão (01 tranymissão por qualquer modalidade, e a exibição cinematográfica. 3' Consideram-se locais de freqüência coletiva os teatros, cinemas, salões de baile ou concertos, boates, bares, clubes ou associações de qualquer natureza, lojas, estabelecimentos comerciais e indusiriais, estádios, circos...leiras. restaurantes, hotéis, motéis, clínicas, hospitais, órgãos públicos administração direta ou indireta, finulacionais e estataiṡ, meios de iraii.sparfc dc passageiros terrestre, marítimo, fluvial ou aéreo, ou onde quer que se representem, executem ou transmitam obras literárias, artísticas ou cientificas. (grifo nosso) Por outro vértice, realizando pesquisa jurisprudencial, conclui-se que é cabível a cobrança de direitos autorais em virtude da sonorização ambiental em estabelecimentos comerciais. Outrossim, quando a reprodução radiofônica funciona corno coadjuvante na atração de clientela, qualificando, destarte, o serviço prestado, configura nítida utilização lucrativa da obra musical. Nesse sentido, vem decidindo "o Colendo Superior Tribunal de Justiça dc maneira uníssona: 2 Art. 5 0 CF aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. XXVIII são assegurados, nos termos da lei: A - a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humana, inclusive nas atividades desportivas; R - o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem sindicais e associativas.

4 DIREITOS AUTORAIS. RÁDIO RECEPTOR E APARELHO DE TV A CABO DISPONÍVEIS AOS HÓSPEDES EM APOSENTOS DE FIOTEL. EXIGIBILIDADE A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI N , DE Consoante a Lei n , de , a disponibilização de aparelhos de rádio e de TV em quartos de hotel, lugares de freqüência coletiva, sujeita o estabelecimento comercial ao pagamento dos direitos autorais. Precedente da Segunda Seção: Resp n MG. Descabimento da multa prevista no art. 109 da Lei n /98 (REsp MG) Recurso especial conhecido, 'em parte, e nessa parte, provido. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RJ Órgão Julgador: QUARTA TURMA Data da decisão: 09/11/2004; DJ DATA:01/ PÁGINA:564; Relator: BARROS MONTEIRO) Direito autoral. Sonorização ambiental. Prova da efetiva execução. Súmula n 63 da Corte. Precedentes. 1. A Súmula n 63 da Corte consolidou a jurisprudência no sentido de que cabível a cobrança de direitos autorais em virtude da sonorização ambiental. 2. Precedente da Corte assentou que a "cobrança de direitos autorais em caso de sonorização ambiental não exige a discriminação dos autores e das músicas tocadas, sob pena de inviabilizar-se o sistema, como bem assinalado em precedente da Corte" (REsp n /3F, de minha relataria, DJ de 4/12/2000). 2. Recurso especial conhecido P providn (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RS Órgão Julgador: TERCEIRA TURMA Data da decisão: 15/12/2005 Documento: STJ ; DJ DATA:10/04/2006 PÁGINA:174; Relator: CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO) DIREITOS AUTORAIS. SONORIZAÇÃO AMBIENTAL POR MEIO DE ESTAÇÕES DE RÁDIO. CONDOMÍNIO DE ES1ADELECIfv1E.N I Ub COMERCIAIS. LEI N /98. Configurada a utilização de obra musical captada de trangraiçn,=i, i mediante sonorização ambiental, são devidos os cl ii independentemente da eventual auferição de lucro. Recurso espeutdi conhecido e provido. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RJ Órgão Julgador: QUARTA TURMA Data da decisão: 15/04/2004 Documento:, STJ ; 1:),J DATA:04/10/2004 PÁGINA:305 RNDJ VOL.:00061 PÁGINA:140 RSTJ VOL.:00185 PÁGINA:451; Relator: CESAR ASFOR ROCHA) CIVIL. DIREITO AUTORAL. COBRANÇA. ECAD. LEGIT PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. CAPTAÇÃO DE MÚSICA F.11\1 1 i POR EMPRESA ESPECIALIZADA EM SONORIZAÇÃO AMBIFNIAI RESTAURANTE. LUCRO INDIRETO. SÚMULA N. 63-STJ. LEI N /73. I. A sonorização ambiental de restaurante, inclusive proporcionada por empresa especializada em tal espécie de serviço de seleção musical, constitui hipótese de incidência de direitos autorais, ao teor do art. 73 da Lei n /73. II. "São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais" - Súmula n. 63-STJ. III. Recurso especial conhecido e provido. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: PR Órgão Julgador: QUARTA TURMA Data da decisão: 19/12/2002 Documento: STJ ; DJ DATA:16106/2003; Relator: ALDIR PASSARINHO JUNIOR) DIREITOS AUTORAIS. MUSICAS. RETRANSMISSÃO RADIOFONICA. RESTAURANTE. HOTEL. RECURSO PARCIALMENTE ACOLHIDO. - OS HOTEIS QUE PROPICIAM MUSICA AMBIENTE A SEUS HOSPEDES, SEJA NAS AREAS COMUNS, SEJA EM CONFERENCIAS, CONGRESSOS, RESTAURANTES, TORNEIOS ESPORTIVOS E OUTROS, FICAM OBRIGADOS AO PAGAMENTO DE DIREITOS AUTORAIS. NOS QUARTOS, ENTRETANTO, TEM OSCILADO A JURISPRUDENCIA. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RJ Órgão Julgador: QUARTA TURMA Data da decisão: 24/02/1997; DJ DATA:24/03/1997; Relator: SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA) CIVIL. DIREITO AUTORAL. COBRANÇA. ECAD. LEGITIMIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. CAPTAÇÃO DE MÚSICA COM

5 AMBIENTAÇÃO POR MEIO DE SONORIZAÇÃO MECÂNICA. BAR/RESTAURANTE E ACADEMIA DE GINÁSTICA. LUCRO INDIRETO. SÚMULA N. 63-STJ. LEI N /73. I. O ECAD tem legitimidade ativa para, como substituto processual, cobrar direitos autorais em nome dos titulares das composições litero-musicais, inexigível a prova de filiação e autorização respectivas. II. A captação de música em rádio e a sua divulgação através de sonorização ambiental em estabelecimentos comerciais que dela se utilizam como 'elemento coadjuvante na atração de clientela, constitui hipótese de incidência de direitos autorais, nos termos do art. 73 da Lei n /73. III. "São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais" - Súmula n. 63-STJ. IV. Recurso especial conhecido e provido em parte. (Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP RECURSO ESPECIAL Processo: UF: PR Órgão Julgador: QUARTA TURMA Data da decisão: 21/11/2002; DJ DATA:10/02/2003; Relator: AI nin PASSARINHO JUNIOR) A legitimar todo este repertório de decisões do STJ sobre a matéria, some-se sua Súmula 63, in verbis: Súmula 63 STJ: São devidos direitos autotitis pelo í di radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais -. Ora, ressalte evidente o caráter comercial das recorrentes. Com recorrente "Willyhaus Restaurante e Choperia Ltda." tem como objeto social - Bar e restauranl" conforme consta na Cláusula Segunda de seu contrato social. Aliás, há até previsão estatutária de recebimento pró-labore e de distribuição de lucros (Cláusula Oitava). Por sua vez, e de igual modo, a segunda recorrente, i.e., "Otto Wilhelm Steinmuller", titular de firma individual (que tem como nome de fantasia "Chopp do Alemão"), ostenta indelével fim comercial, pelo seu próprio objeto social de "bar e restaurante". Quanto à alegação de que as recorrentes veiculam apenas clássicas alemãs", ou seja, músicas de domínio público, gize-se que o art. 517' do (. ódigo de Processo Civil estabelece a proibição de inovar no juízo de apelação, já que a instância reclusa' é de controle, e não de criação. Como exceção, aquele dispositivo permite que as questõês de fato não suscitadas no juízo inferior possam ser argüidas na apelação, se a parte comprovar que deixou de fazê-lo anteriormente por motivo de força maior. Ia casu, mostra-se manifestamente descabida a referida alegação de fato, mormente tendo-se em vista que é impossível pensar nalguma hipótese de força maior a interditar a inclusão, na causa de pedir e na instância a quo, da alegação de veiculação de músicas de domínio público. ANTE O EXPOSTO, e nos termos do art. 557, caput, do CPC, conheço do recurso e, monocraticamente, NEGO-LHE PROVIMENTO. Publique-se e Intime-se. João Pessoa, 14 de novembro de Saulo Henri ues de Sá e Benevides Relator 3 Art As questões de fato, não propostas no juízo inferior, poderão ser suscitadas na apelação, lu_ que deixou de fazê-lo por motivo de força maior.

6 Op.2,14515g02/

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