Introdução ao Estudo da Segurança Pública

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1 Universidade do Sul de Santa Catarina Disciplina na modalidade a distância Introdução ao Estudo da Segurança Pública 3ª edição revista e atualizada Palhoça UnisulVirtual 2007

2 Créditos Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina UnisulVirtual - Educação Superior a Distância Campus UnisulVirtual Avenida dos Lagos, 41 Cidade Universitária Pedra Branca Palhoça SC Fone/fax: (48) e Site: Reitor Unisul Gerson Luiz Joner da Silveira Vice-Reitor e Pró-Reitor Acadêmico Sebastião Salésio Heerdt Chefe de Gabinete da Reitoria Fabian Martins de Castro Pró-Reitor Administrativo Marcus Vinícius Anátoles da Silva Ferreira Campus Sul Diretor: Valter Alves Schmitz Neto Diretora adjunta: Alexandra Orsoni Campus Norte Diretor: Ailton Nazareno Soares Diretora adjunta: Cibele Schuelter Campus UnisulVirtual Diretor: João Vianney Diretora adjunta: Jucimara Roesler Equipe UnisulVirtual Administração Renato André Luz Valmir Venício Inácio Avaliação Institucional Dênia Falcão de Bittencourt Biblioteca Soraya Arruda Waltrick Capacitação e Apoio Pedagógico à Tutoria Angelita Marçal Flores (Coordenadora) Caroline Batista Enzo de Oliveira Moreira Patrícia Meneghel Vanessa Francine Corrêa Coordenação dos Cursos Adriano Sérgio da Cunha Aloísio José Rodrigues Ana Luisa Mülbert Ana Paula Reusing Pacheco Charles Cesconetto Diva Marília Flemming Fabiano Ceretta Itamar Pedro Bevilaqua Janete Elza Felisbino Jucimara Roesler Lauro José Ballock Lívia da Cruz (Auxiliar) Luiz Guilherme Buchmann Figueiredo Luiz Otávio Botelho Lento Marcelo Cavalcanti Maria da Graça Poyer Maria de Fátima Martins (Auxiliar) Mauro Faccioni Filho Michelle D. Durieux Lopes Destri Moacir Fogaça Moacir Heerdt Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Alberton Raulino Jacó Brüning Rodrigo Nunes Lunardelli Simone Andréa de Castilho (Auxiliar) Criação e Reconhecimento de Cursos Diane Dal Mago Vanderlei Brasil Desenho Educacional Design Instrucional Daniela Erani Monteiro Will (Coordenadora) Carmen Maria Cipriani Pandini Carolina Hoeller da Silva Boeing Flávia Lumi Matuzawa Karla Leonora Dahse Nunes Leandro Kingeski Pacheco Ligia Maria Soufen Tumolo Márcia Loch Viviane Bastos Viviani Poyer Acessibilidade Vanessa de Andrade Manoel Avaliação da Aprendizagem Márcia Loch (Coordenadora) Cristina Klipp de Oliveira Silvana Denise Guimarães Design Gráfico Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro (Coordenador) Adriana Ferreira dos Santos Alex Sandro Xavier Evandro Guedes Machado Fernando Roberto Dias Zimmermann Higor Ghisi Luciano Pedro Paulo Alves Teixeira Rafael Pessi Vilson Martins Filho Disciplinas a Distância Tade-Ane de Amorim Cátia Melissa Rodrigues Gerência Acadêmica Patrícia Alberton Gerência de Ensino Ana Paula Reusing Pacheco Logística de Encontros Presenciais Márcia Luz de Oliveira (Coordenadora) Aracelli Araldi Graciele Marinês Lindenmayr Letícia Cristina Barbosa Kênia Alexandra Costa Hermann Priscila Santos Alves Formatura e Eventos Jackson Schuelter Wiggers Logística de Materiais Jeferson Cassiano Almeida da Costa (Coordenador) José Carlos Teixeira Eduardo Kraus Monitoria e Suporte Rafael da Cunha Lara (Coordenador) Adriana Silveira Andréia Drewes Caroline Mendonça Cristiano Dalazen Dyego Rachadel Edison Rodrigo Valim Francielle Arruda Gabriela Malinverni Barbieri Jonatas Collaço de Souza Josiane Conceição Leal Maria Eugênia Ferreira Celeghin Rachel Lopes C. Pinto Vinícius Maykot Serafim Produção Industrial e Suporte Arthur Emmanuel F. Silveira (Coordenador) Francisco Asp Relacionamento com o Mercado Walter Félix Cardoso Júnior Secretaria de Ensino a Distância Karine Augusta Zanoni Albuquerque (Secretária de ensino) Ana Paula Pereira Andréa Luci Mandira Carla Cristina Sbardella Deise Marcelo Antunes Djeime Sammer Bortolotti Franciele da Silva Bruchado Grasiela Martins James Marcel Silva Ribeiro Jenniffer Camargo Lamuniê Souza Lauana de Lima Bezerra Liana Pamplona Marcelo José Soares Marcos Alcides Medeiros Junior Maria Isabel Aragon Olavo Lajús Priscilla Geovana Pagani Rosângela Mara Siegel Silvana Henrique Silva Vanilda Liordina Heerdt Vilmar Isaurino Vidal Secretária Executiva Viviane Schalata Martins Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior (Coordenador) Jefferson Amorin Oliveira Ricardo Alexandre Bianchini

3 Apresentação Parabéns, você está recebendo o livro didático da Disciplina de Introdução a Estudo da Segurança Pública. Este material didático foi construído especialmente para este curso, levando em consideração o seu perfil e as necessidades da sua formação. Como os materiais estarão, a cada nova versão, recebendo melhorias, pedimos que você encaminhe suas sugestões sempre que achar oportuno via professor tutor ou monitor. Recomendamos, antes de você começar os seus estudos, que verifique as datas-chave e elabore o seu plano de estudo pessoal, garantindo assim a boa produtividade no curso. Lembre: você não está só nos seus estudos, conte com o Sistema Tutorial da UnisulVirtual sempre que precisar de ajuda ou alguma orientação. Desejamos que você tenha um excelente êxito neste curso! Equipe UnisulVirtual.

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5 Nazareno Marcineiro Introdução ao Estudo da Segurança Pública Livro didático 3ª edição revista e atualizada Design instrucional Carmen Maria Cipriani Pandini Palhoça UnisulVirtual 2007

6 Copyright UnisulVirtual 2007 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. Edição Livro Didático Professores Conteudistas Nazareno Marcineiro Design Instrucional Carmen Maria Cipriani Pandini ISBN Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual Diagramação Pedro Teixeira Revisão Ortográfica Morgana Barbieri M26 Marcineiro, Nazareno Introdução ao estudo da segurança pública: livro didático / Nazareno Ma rci nei ro; desig n in st r ucional Ca r men Ma r ia Cipr ia n i Pa nd i n i - 3. ed. rev. e atual. - Pal hoça: Un isu lvi r t u al, p. : il. ; 28 cm. Inclui bibliografia. ISBN Segurança pública. I. Pandini, Carmen Maria Cipriani. II. Título. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul

7 Sumário Apresentação Palavras do professor Plano de estudo UNIDADE 1 A Segurança Pública ao Longo da História UNIDADE 2 Ideologias de Segurança Pública UNIDADE 3 Visão Sistêmica Aplicada à Segurança Pública UNIDADE 4 Organização do Sistema Formal de Segurança Pública.. 97 UNIDADE 5 Estrutura organizacional da segurança pública UNIDADE 6 Organização do Sistema Informal de Segurança Pública Para concluir o estudo Referências Sobre o professor conteudista Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação

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9 Palavras do professor Caros Alunos, Na disciplina Introdução ao Estudo da Segurança Pública você encontrará algumas informações fundamentais para melhor compreender a dinâmica de promoção da segurança pública no Brasil. Inicialmente, você irá estudar a evolução histórica da polícia, que ao longo de muitos anos foi considerada a única responsável por esta importante função do Estado. Em seguida, você estudará as ideologias da atividade de segurança, seus conceitos básicos e um paralelo entre a postura preventiva e a repressiva dos organismos de preservação da ordem pública. Também serão apresentados os conceitos e definições da teoria de sistemas, com o objetivo de oportunizar uma reflexão sobre a relação entre os diversos órgãos de persecução criminal, porquanto, devem esses órgãos atuar sistemicamente para produzir os efeitos pretendidos. Terá a oportunidade, também, de estudar sobre os diversos órgãos da Esfera Federal, Estadual e Municipal, encarregados de promover a segurança pública, além daqueles outros que, embora não devam, podem colaborar com tal mister. A segurança pública é um assunto recorrente nos dias atuais servindo de motivo para debates na mídia e em diversos outros setores e ambientes públicos, não obstante a superficialidade com que ele é tratado na maioria das vezes. É preciso conhecer, portanto, os fundamentos deste importante assunto para que ocorra o aprofundamento da compreensão das causas e efeitos do comportamento humano que resulta na prática

10 de violência contra a integridade física das pessoas, seus bens materiais e a moral e os costumes. Conhecer um pouco mais detalhadamente a configuração deste assunto é fundamental para você, estudante deste curso. Você vai ter oportunidade de expor suas idéias, realizar pesquisas, socializar e interagir com seus colegas e participar na construção de alternativas para a minimização dos problemas sociais que envolvem o ser humano. Então, caro aluno, ingresse em mais esta etapa com entusiasmo, predisposto a aprender e a aprender a aprender, a aprender com o outro, a colaborar, a dividir boas idéias, dificuldades e também buscar possíveis soluções... Bom estudo!

11 Plano de estudo Ementa Evolução Histórica da Segurança Pública. Ideologias da Segurança Pública. Sistema Formal de Segurança Pública no Brasil. Sistema Informal de Segurança Pública. Órgãos de Segurança Pública. Objetivos da disciplina Identificar os principais conceitos, definições e órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública. Carga horária 60 horas aula 4 créditos

12 Cronograma de estudo Utilize o cronograma a seguir para organizar seus períodos de estudo. E não esqueça de anotar as datas de realização das atividades de avaliação. Semanas Carga horária Eventos Atividades Datas-chave Início da disciplina Leitura da mensagem do tutor no Mural e do Plano de Ensino Atividades no EVA Unidade 1 Unidade 2 Unidade 3 Unidade 4 Unidade 5 Unidade 6 Estudo da Unidade 1 do livro didático Atividades de auto-avaliação Atividades no EVA Estudo da Unidade 2 do livro didático Atividades de auto-avaliação Atividades no EVA Estudo da Unidade 3 do livro didático Atividades no EVA Avaliação a distância Estudo da Unidade 4 do livro didático Atividades no EVA Atividades de auto-avaliação Atividades no EVA Estudo da Unidade 5 do livro didático Atividades no EVA Avaliação de auto-avaliação distância Estudo da Unidade 5 do livro didático Atividades no EVA Avaliação a distância. Avaliação presencial Avaliação presencial de 2ª chamada Avaliação presencial final (caso necessário) 12

13 UNIDADE 1 A segurança pública ao longo da história 1 Objetivos de aprendizagem Identificar o papel da segurança na evolução das sociedades humanas organizadas. Contextualizar a função segurança dentre as demais funções do Estado. Contextualizar a função segurança dentre as demais funções do Estado. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Como era a segurança nos primórdios da vida humana? Quando e como surgiu a segurança pública moderna? O que é polícia política? O que é a comunitarização do serviço de segurança?

14 Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Você está iniciando o estudo da segurança pública. Comecemos com um pouco de história, então? Nesta unidade você vai compreender que a segurança é uma necessidade básica da vida humana em sociedade e possui duas dimensões: a Interna e a Pública, portanto, a part.ir dessas características, você conhecerá um pouco mais sobre como processo se deu ao longo da história, considerando, inclusive outros territórios, suas culturas e valores. Como surgiu a Segurança Pública moderna e como as constituições contemplam o que se caracteriza um bem fundamental para a manutenção da hamonia em sociedade e a preservação da dignidade humana. Acompanhe, então, cada seção, registre suas considerações, dialogue com os colegas; esta troca ajudará você no processo de construção da aprendizagem. SEÇÃO 1 -Como era a segurança nos primórdios da vida humana? Quando o ser humano passou a viver em sociedade, rapidamente percebeu que necessitava de um código de convivência e de um grupo de pessoas que fizesse a garantia do cumprimento desse código de convivência social. Senão, imperaria a lei do mais forte em prejuízo da paz e da tranqüilidade. O que seria necessário, então? Em verdade, o nascimento do Estado, como ficção que reúne povo, território e governo, deve-se à necessidade de as pessoas (povo), que vivem em dado território, em terem uma parcela dessas pessoas (governo) fazendo por elas tudo aquilo que elas sozinhas não conseguiriam fazer ou que, se o fizessem, fariam a duras penas. 14

15 Introdução ao Estudo da Segurança Pública É interessante você saber que Platão, na sua clássica obra A República, já faz referência a isso quando diz que O que causa o nascimento a uma cidade, penso eu, é a impossibilidade que cada indivíduo tem de se bastar a si mesmo e a necessidade que sente de uma porção de coisas. Nos primórdios da civilização humana, então, as pessoas trataram de se organizar para a vida em sociedade de tal forma que um grupo, escolhido entre toda a população, passasse a fazer pelo povo tudo aquilo que ele não poderia fazer por si só e que fosse de interesse público. Surgia, assim, a figura do servidor público. Qual era a função deste servidor público diante da sociedade? Este servidor público, que faz pelas pessoas tudo aquilo que elas não podem fazer por si só, pode estar preocupado com a saúde do povo, com a educação, com a preservação do ambiente, com a gestão dos recursos públicos e com a segurança do povo que vive no território. E a Segurança Pública, o que a caracteriza? A segurança, enquanto necessidade básica da vida humana em sociedade, possui duas dimensões, a saber: Segurança Interna Segurança Pública Unidade 1 15

16 Universidade do Sul de Santa Catarina Segurança Interna Embora o nome insinue a pensar que seja uma segurança do interior de um Estado, trata-se de todas as medidas adotadas para a garantia da SOBERANIA NACIONAL. A segurança interna, portanto, é decorrente do agir, ou da prontidão para agir, de um grupo de servidores públicos treinados e com os equipamentos necessários para responder com o uso da força bélica a todas as violações, ou possibilidade de violações, das fronteiras do país, com o desejo de garantir o exercício livre e soberano do governo. Estes funcionários são os militares das Forças Armadas. Eles são guerreiros que, treinados para tal, combatem ao inimigo com o desejo de eliminá-lo e, assim, garantir a soberania nacional. Segurança pública Esta possui uma dimensão diferente. Ela é exercida por uma gama de servidores públicos, conforme ainda veremos mais à frente, para a garantia do exercício pleno da cidadania, situação na qual o povo de um Estado vê seus direitos civis e políticos garantidos pela ação do governo. Em outras palavras, a segurança pública, enquanto procedimento de governo que busca fazer pelo povo tudo aquilo que ele não consegue fazer por si só para o bem viver no território, visa a garantir um código de convivência social, materializado no arcabouço legal vigente, onde estão expressas as vontades e desejos do povo, elaboradas e votadas pelo Poder Legislativo, cujos integrantes ali estão por terem sido eleitos como representante do povo para tal fim. O infrator não é um inimigo dos servidores públicos encarregados da garantia da segurança pública. Ele é um cidadão, por isso credor de todos os direitos e garantias individuais, que cometeu um ato infracional a um dispositivo legal e, por isso e somente por isso, deve ser sancionado na forma da lei. Os servidores que trabalham comprometidos com o dever de promover a segurança pública, diferentemente dos que trabalham para garantir a segurança interna, não possuem inimigos. Se para estes servidores são inimigos todos aqueles que compõem a força invasora do território ou que se dispõem a tomar as rédeas do governo, para aqueles outros, cujo objeto laboral é a garantia do cumprimento do código de convivência social, intervindo sobre os conflitos de interesses pessoais para garantir o interesse coletivo, não há quem seja inimigo. Há, sim, infrator da lei (código de convivência social) que, naquele momento, transgrediu uma norma vigente e, no momento e em nome do bem-estar coletivo, será, na forma da lei, objeto de intervenção do Estado para que seja restaurada a ordem pública. 16

17 Introdução ao Estudo da Segurança Pública O quadro a seguir permite uma visão do que foi dito: Esta concepção não é de aceitação pacífica hoje, como nunca foi ao longo da história da humanidade, exatamente porque os conceitos de defesa interna e segurança pública são confundidos e porque os servidores de uma e outra atribuição, por vezes, foram os mesmos. Voltando a Platão, há anos, já tratava do assunto segurança como de grande importância para a constituição das Cidades Estados, mas, você pôde perceber que havia confusão de atribuições. Veja o que ele diz referindo-se àqueles que seriam os guardiões da paz e da tranqüilidade da cidade: Sendo assim, filósofo, irascível, ágil e forte será aquele que destinamos a tornar-se um bom guardião da cidade. Embora seja possível imaginar que esteja falando do servidor engajado na defesa interna da cidade, logo adiante Platão deixa claro que fala também de quem fará a segurança pública. Acompanhe: Unidade 1 17

18 Universidade do Sul de Santa Catarina Tal será, então, o caráter do nosso guerreiro. Mas como educá-lo e instruí-lo? O exame desta questão pode ajudar-nos a descobrir o objeto de todas as nossas pesquisas, isto é, como surgem a justiça e a injustiça numa cidade. Precisamos sabê-lo, porque não queremos nem omitir um ponto importante nem perder-nos em divagações inúteis. Veja que, se Platão assim trata o assunto, pensador influente que é na formação do pensamento ocidental, é de se esperar que todos os que o sucederam tenham sido conduzidos por essa linha de pensamento, como de fato o foram. Assim, segurança pública, por muitos e muitos séculos, foi confundida com defesa interna. Mas como foi ao longo da história? Há registro de que ao longo da história foram constituídos corpos de milícia com função específica de polícia, dando a entender que ali o Estado estava prioritariamente preocupado com a segurança pública. Acompanhe: Na obra Historie de la Police, Marcel Le Clerè afirma ter encontrado nas legislações dos antigos egípcios e hebreus prescrições nitidamente policiais. Em cada tribo hebréia, segundo o autor, eram designados Intendentes de Polícia, os SARPAKALEK, para policiarem os súditos e os víveres, e a cidade de Jerusalém, para que o policiamento fosse mais eficiente, foi dividida em quatro setores, chamados quart.eirões. - Veja a função da Polícia na história em algumas part.es do mundo oriental e ocidental: a) No Egito Um dos primeiros faraós do Egito, Menés, cita o mesmo autor, promulgou um código em que seus súditos deveriam se cadastrar para o senso e, para tanto, deveriam procurar os magistrados, que exerciam funções policiais. 18

19 Introdução ao Estudo da Segurança Pública b) Na Grécia Apesar de os gregos terem legado à posteridade a palavra polícia, era a sociedade que menos uso fazia da atividade policial, mercê do equilíbrio social e da consciência cívica de seus cidadãos. A polícia confundia-se com o conjunto das instituições que governavam a cidade. O grego entendia que um Estado bem policiado era aquele em que a lei, de um modo geral, assegurasse a prosperidade e o equilíbrio social. c) Em Roma Roma, com uma população aproximada de pessoas, era policiada por homens (7 coortes vigilum), com policiais cada uma delas. De início, as funções policiais confundiam-se com as de judicatura. Na civilização romana é que a atividade policial alcança maior semelhança com a estrutura e função dos órgãos das sociedades contemporâneas. A atividade policial se organiza de forma modelar, fazendo eco à necessidade de disciplina da vida social e de garantia da ordem pública e de proteção individual e coletiva. Tudo, naturalmente, para que não houvesse perturbação do pleno domínio do imperador. Você sabia? que durante a Idade Média, o poder esteve nas mãos dos senhores feudais e da Igreja Católica? É, os senhores feudais tinham seus próprios exércitos para defesa de seus feudos e a Igreja como única fonte de controle social; e, que a Igreja católica usou seus fiéis como inquisidores para policiar os hereges, interrogálos sob tortura e mandá-los, posteriormente, para a fogueira, caso não professassem os dogmas da Santa Igreja? Posteriormente, com a queda do feudalismo e o início da Reforma, os reis começaram a ter em suas mãos um poder absoluto. Começava o despotismo, o Estado-Policial. As pessoas eram oprimidas pelo Estado para a manutenção do status quo. As liberdades individuais eram permanentemente desrespeitadas. Unidade 1 19

20 Universidade do Sul de Santa Catarina A teoria do Estado-Polícia entra em crise no século XVIII. O paradigma da separação dos poderes e da liberdade individual, desconhecida pela autocracia e pelo despotismo vai destruindo a base do Estado absoluto. A Revolução Francesa, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aboliu os privilégios, colocou todos os cidadãos no mesmo plano de igualdade, conferindo-lhes idênticas regalias e deveres. Em conseqüência, impôs um sistema de segurança, separando a polícia da magistratura. E, no Brasil, como surgiu a polícia e a idéia de Segurança Pública? A história da Polícia no Brasil remonta ao século XIX, mais precisamente ao ano de 1808, com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, fugindo da invasão de Napoleão a Portugal. Quando aqui chegou, D. João VI trouxe consigo a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, considerada como sendo o embrião da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, iniciando assim a história da Segurança Pública no País. Na época da declaração da Independência, em 1822, a segurança da população se confundia com a própria segurança do país. Não se tinha nessa época a noção que temos hoje a respeito de segurança pública, tampouco organizações que se dedicassem exclusivamente a este mister. A própria legislação era omissa quanto a esse assunto. A Constituição do Império, de 1824, por exemplo, nada referenciava a respeito de segurança pública. A primeira lei que trata do assunto foi a Lei Imperial de 1º de Outubro de 1828, que dispunha em seu art. 66: 20

21 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Das Câmaras Municipais TÍTULO III Posturas Policiaes art. 66 Terão a seu cargo tudo quanto diz respeito à polícia, (...) pelo que tomarão deliberações, (...). Como você pôde observar, a lei delega às Câmaras Municipais o exercício do poder de polícia. Em 1831, durante a regência do Padre Diogo Antônio Feijó, os governos provinciais são conclamados a extinguir todos os corpos policiais então existentes, criando, para substituí-los, um único corpo de guardas municipais voluntários por província. São criados então os Corpos de Guardas Municipais Voluntários, por meio de Lei Regencial. Estes Corpos de Guardas se constituíram no embrião das Polícias Militares em quase todos os Estados da Federação. Por motivos diversos, mas igualmente, com uma visão bastante avançada, Feijó determina que a nova polícia brasileira deveria ser hierarquizada e disciplinada, composta exclusivamente por voluntários que se dedicassem permanentemente, em tempo integral e com todas as suas energias, aos misteres policiais. Em 1834, a Lei Imperial nº 16, também chamada de Acto Addicional, uma espécie de emenda à constituição do Império, delega às Assembléias Legislativas Provinciais a competência para legislar sobre a Polícia e a Economia municipal. Diz o texto da Lei Provincial nº 16 de 12 de Agosto de 1834: art. 10 Compete às Assembléias Legislativas Provinciais: 4º - Sobre a polícia e a economia municipal precedendo propostas das Câmaras. Com base nessa Lei Imperial, foram criadas nas províncias as Forças Policiais, com a função de atender aos interesses da Monarquia, evitar aglomeração de escravos e atender aos anseios da classe dominante, além de se constituírem em braço armado do poder público para execução das posturas municipais. Unidade 1 21

22 Universidade do Sul de Santa Catarina Em 1840, a Lei Imperial nº 105 de 15 de Novembro, em seu art. 1º, definiu que o termo polícia, de que tratava o 4º do art. 10 do Acto Addicional de 1834: (...) compreende a Polícia Municipal, e Administrativa somente, e não a Polícia Judiciária. À época, as atividades de polícia judiciária ficavam a cargo dos magistrados, em especial dos Juízes de Paz. A origem da Polícia Judiciária, como organização, remonta ao ano seguinte, 1841, com a promulgação da Lei nº 261, de 03 de dezembro, que apresentava uma organização policial incipiente, criando em cada província um Chefe de Polícia, com seus delegados e subdelegados escolhidos dentre os cidadãos. Durante o período Imperial, o Brasil se viu envolvido em muitos conflitos, internos e externos. Em função disto, a Força Policial passou a atuar no campo da Defesa Interna e da Segurança Nacional, agindo em conjunto com o Exército Brasileiro, tendo, muitas vezes colaborado com este enviando tropas para compor seu efetivo. E com a Proclamação da República? Em 1889 é proclamada a República. O país passa por uma radical transformação social e política. O Decreto nº 1, de 15 de Novembro, que instituiu a República, responsabilizava os governos estaduais pela manutenção da ordem e segurança públicas e pela defesa e garantia da liberdade e dos direitos dos cidadãos (art. 5º). Autorizava ainda aos governos estaduais a criação de guardas cívicas para o policiamento de seus territórios (art. 8º). A missão constitucional das Forças Públicas, durante o período da República Velha variou entre a segurança pública, nos tempos de paz, e a defesa interna e territorial, durante os períodos de conflito. Pode-se observar ainda que a atribuição de legislar e regulamentar a segurança pública competia aos Estados, configurando as Forças Públicas quase como exércitos estaduais. 22

23 Introdução ao Estudo da Segurança Pública O período inicial da ditadura de Vargas foi muito conturbado, com a população exigindo a volta da democracia, através de uma nova constituição e de eleições. Este quadro era agravado pela recessão que se abateu sobre o mundo em 1929, cujos efeitos ainda podiam ser sentidos no início da década de 30. Foi dentro deste contexto que ocorreu em 1932 a Revolução Constitucionalista, em São Paulo. Terminada a revolução, com a vitória das tropas da União, restava uma preocupação ao governo federal: o poderio das Forças Públicas estaduais, que poderiam ser utilizadas como exércitos estaduais, com a finalidade de se contraporem ao poder central. O governo federal resolveu então controlar as Forças Públicas, fato que não ocorreu durante a República Velha. Em 1934, novo acordo entre a União e os Estados ratifica o acordo firmado anteriormente, tornando as Forças Públicas, oficialmente, força reserva de 1ª linha do Exército. A Constituição da República de 16 de Julho de 1934, em seu art. 5º, XIX, demonstra claramente a intenção do governo federal de controlar as Forças Públicas. Veja o que diz o texto constitucional: art. 5º - Compete privativamente à União legislar sobre: XIX organização, instrução, justiça, convocação e garantias das forças policiais dos Estados. Em seu art. 167 definia que as Forças Públicas eram consideradas reservas do Exército. É a primeira referência constitucional (em nível federal) sobre as Polícias Militares enquanto organizações. As Forças Públicas adquiriam assim status constitucional. A partir do fim da II Guerra Mundial começa uma era de grandes transformações no país e no mundo. O ano de 1945 representou a derrocada do Nacionalismo, com a queda do Nazismo, Salazarismo e Fascismo na Europa e do Estado Novo no Brasil. O país entra numa era de redemocratização. Unidade 1 23

24 Universidade do Sul de Santa Catarina O art.igo 183 define ainda as Polícias Militares como força auxiliar e reserva do Exército, instituídas para a segurança interna e a manutenção da ordem nos Estados. A Constituição da República de 1946 mantém a competência da União para legislar sobre a organização, instrução, justiça e garantias das Forças Públicas, agora denominadas Polícias Militares (art. 5º, XV, f ). No início da década de 60, mais precisamente em 1964, o país voltou a passar por momentos de turbulência política e social, que culminaram na Revolução de 31 de março de Novamente o país voltava a viver em um regime de exceção, com restrição das liberdades políticas e individuais. Como em outras épocas de nossa história, esse regime caracterizou-se pela centralização e excessivo controle sobre a Segurança Pública, restringindo a liberdade dos Governadores de organizar os órgãos de segurança estaduais. Uma alteração substancial na polícia ocorre em relação à missão, que deixa de se preocupar somente com a segurança pública e passa a se preocupar com a segurança interna dos Estados. Diz a Constituição de 1967, em seu art. 13, 4º: As Polícias Militares, instituídas para a manutenção da ordem e segurança interna nos Estados, (...), e os Corpos de Bombeiros Militares são considerados forças auxiliares, reservas do Exército. Convém lembrar que a part.ir de 1964 as Polícias Militares passaram a ser comandadas por Oficiais do Exército, que repassaram às Corporações os valores adquiridos naquela Força Armada. Com isso as Polícias Militares passaram a dar maior prioridade à defesa interna e à segurança nacional, em detrimento da segurança pública. Começava uma era em que a Polícia seria considerada o braço visível do período ditatorial. Você sabia? que com as revoltas estudantis ocorridas no ano de 1968, além de outros fatos, o regime de exceção foi endurecido em 1969, resultando na publicação dos chamados Atos Institucionais e na Emenda Constitucional nº 1, de 17 de Outubro de 1969, por muitos considerada como uma nova Constituição Federal? Essa emenda não alterou os dispositivos constitucionais previstos na Constituição Federal de 1967, no que se refere às Polícias. 24

25 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Em 1985 o regime de exceção acaba, entrando o país em uma fase de redemocratização. Esta redemocratização se concretiza com a promulgação da atual Constituição, em 1988, e com a realização de eleições diretas para Presidente da República em Dentro deste contexto, ocorrem significativas mudanças no que se refere à segurança pública em geral e, mais part. icularmente, às Polícias brasileiras. - Voltemos ao cenário internacional para análise da evolução das organizações encarregadas de fazerem a segurança pública, para que possamos entender como é praticada hoje está importante tarefa pública para gerar qualidade à vida humana em sociedade. SEÇÃO 2 -Quando e como surgiu a segurança pública moderna? Na Inglaterra, em 1829, coube a Sir Robert Peel, primeiro ministro inglês, homem de ampla visão em problemas de criminalidade, enunciar os famosos princípios, que ganharia o seu nome. Veja o que Peel advoga em sua a tese: A polícia deve ser estável, eficaz e organizada militarmente, debaixo do controle do governo. A missão básica para a polícia existir é prevenir o crime e a desordem; a capacidade da polícia realizar suas obrigações depende da aprovação pública de suas ações. A polícia necessita realizar segurança com o desejo e cooperação da comunidade, na observância da lei, para ser capaz de realizar seu trabalho com confiança e respeito do público. O nível de cooperação do público para desenvolver a segurança pode contribuir na diminuição proporcional do uso da força. Unidade 1 25

26 Universidade do Sul de Santa Catarina Uso da força pela polícia é necessária para manutenção da segurança, devendo agir em obediência à lei, para a restauração da ordem, e só usá-la quando a persuasão, conselho e advertência forem insuficientes. A polícia visa à preservação da ordem pública em benefício do bem comum, fornecendo informações à opinião pública e demonstrando ser imparcial no cumprimento da lei. A polícia sempre agirá com cuidado e jamais demonstrará que se usurpa do poder para fazer justiça. O teste da eficiência da polícia será pela ausência do crime e da desordem, e não pela capacidade de força de reprimir esses problemas. A Polícia deve esforçar-se para manter constantemente com o povo um relacionamento que dê realidade à tradição de que a polícia é o povo e o povo é a polícia. Perceba que a função da polícia passa a ser a de manutenção da ordem pública, da liberdade, da prosperidade e da segurança individual. É bem verdade que, embora date dessa época o início da preocupação com a garantia dos direitos individuais, fruto da declaração dos direitos humanos e do cidadão, em muitas sociedades o discurso dos dirigentes públicos de segurança contemplou esses valores, mas as ações dos integrantes das corporações de segurança foram em outra direção. O que predomina é a filosofia do vigiar para punir, como orientação dos organismos de polícia, no exercício da função segurança do Estado. Os estudos de Michael Foucault deixam bem clara a forma como os dirigentes do Estado usam os organismos de segurança pública, assim como diversas outras instituições públicas, para a manutenção do status quo, trocando, apenas na forma, as estratégias de dominação usadas no período anterior da história, mas mantendo o mesmo propósito. 26

27 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Foucault usa o panóptico como símbolo da vigilância adotada no início da era moderna, que, a bem da verdade, ainda simboliza a prática dos aparelhos de repressão contemporâneos. A seguir, a descrição do panóptico que ele faz no seu livro Vigiar e Punir: nascimento da prisão, é o retrato de um sistema que cuida da normalidade para punir a todos aqueles que fogem da normalidade definida pelo poder central do Estado e podem, de alguma forma, gerar dificuldade para a governabilidade do país. Fonte: Foucault. M. (Vigiar e punir, 1987) SEÇÃO 3 -O que é polícia política? O início do século XX é o cenário onde impera nas organizações de segurança pública, principalmente nas polícias, o modelo que depois passaria para a história denominada de polícia política. Neste período, quando eleito para ocupar um cargo do poder executivo, o político constituía a sua polícia e passava a administrá-la para atingir os seus objetivos pessoais. O agente de segurança, neste contexto, é considerado o último escalão na descentralização do serviço público municipal. Ele é o representante ambulante de informações e queixas do governo da cidade, acessível aos cidadãos que tenham alguma dificuldade ou delação a fazer. O fato de o policiamento estar disponível em todas as horas do dia e da noite possibilita ao agente de segurança prestar aos cidadãos e ao governo esse tipo de serviço. Os trabalhos de segurança, nesse período, são realizados para manter o político no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário corromper-se ou deixar de fazer aquilo que, por dever de ofício, deveria ser feito. Além disso, a natural alternância no poder dos dirigentes públicos não permitia uma profissionalização dos policiais, porquanto, quando o dirigente público eleito saía do poder, com ele saíam também todos os policiais que com ele tinham entrado. A cada período de gestão era feita toda uma renovação nos quadros da polícia, não permitindo que houvesse um acúmulo de saber específico do ofício, tampouco que houvesse uma estruturação organizacional Unidade 1 27

28 Universidade do Sul de Santa Catarina dos departamentos de polícia que desse uma aparência de organizado. A função segurança era desorganizada, os funcionários eram corruptos e altamente comprometidos com os políticos que os haviam contratado. O que substituiu a esta fase negra da segurança? A fase denominada de polícia política foi substituída, por volta do ano 1910, pelo que ficou conhecido como reforma ou fase da polícia profissional. Duas grandes frentes foram atacadas para que houvesse a reforma. Veja quais foram: a) A primeira resultou numa estruturação organizacional dos órgãos de polícia, orientada pelos princípios da burocracia. Neles, profissionais de carreira ocupariam funções com atribuições previamente definidas por uma estrutura hierarquizada, na qual poderiam fazer progressão pelos critérios da antiguidade e do merecimento. Esse procedimento, além de organizar a execução do serviço de segurança pública feita pelos policiais, ainda diminuiu a influência política, antes muito marcante e com efeitos tão nocivos para os profissionais de segurança. b) A outra grande frente da reforma foi concentrada sobre a capacitação técnico profissional dos agentes de segurança. Sobre uma e outra frente o americano O.W. Wilson exerceu muita influência com os livros Organização da polícia e Administração da polícia. Nessas obras o autor faz, de maneira inédita até então, uma detalhada descrição da estrutura organizacional de um depart.amento de polícia e uma pormenorizada explicação de como o policial deve agir para fazer segurança pública. 28

29 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Para Wilson, fazer segurança é identificar pessoas e locais de risco e patrulhar esses locais para prender as pessoas de risco. Ser profissional, então, é saber identificar as pessoas de risco e aplicar as técnicas especificadas para reprimir eventuais ações dessas pessoas de risco. É importante compreender a importância dos fatores de risco no modelo de policiamento preconizado pela reforma. Para O. Wilson o serviço policial existe por causa dos riscos. Esta fase que hoje ainda exerce influência no pensar e agir da segurança pública dos países ocidentais, incorreu no erro de estabelecer que o profissionalismo policial implicava atuar exclusivamente nos locais de prática de crime e violência para reprimir o criminoso. Todas as demais necessidades que porventura pudessem ter os envolvidos na ocorrência poderiam ser de qualquer outro órgão público menos da polícia, que já tinha feito o seu trabalho combatendo o criminoso e que, por isso, deveria se retirar do local mesmo deixando cidadãos desassistidos para trás. Define risco como toda a situação que possa gerar um incidente que requeira a atuação policial. Os riscos podem gerar crimes, contravenções, acidentes e congestionamento de trânsito, desaparecimento de pessoas e de objetos e outros incidentes que necessitam da atenção da polícia. SEÇÃO 4 -O que é a comunitarização do serviço de segurança? A comunitarização do serviço de segurança é exatamente a fase seguinte à Reforma que surgiu para corrigir os erros do denominado profissionalismo policial, que tanta antipatia causava aos integrantes das organizações de segurança. As causas da comunitarização foram os movimentos sociais durante as décadas de 1960 e 1970, que mostraram a crise do modelo da reforma e definiram as principais mudanças para a polícia. Protestos contra as guerras, a favor dos direitos civis e outras reivindicações sociais norte-americanos acabaram por incluir nesses movimentos as instituições policiais, quase sempre encarregadas da repressão. A polícia se tornou um alvo desses manifestantes e, de certa forma, obrigou as lideranças policiais a uma autocrítica sobre as polícias e práticas policiais. Unidade 1 29

30 Universidade do Sul de Santa Catarina Você sabia? que um episódio muito marcante foi a depredação dos órgãos públicos e viaturas de polícia feita por negros de um bairro de New York que protestavam contra a decisão judicial de inocentar dois policiais que haviam matado por espancamento um negro, no ato de uma prisão por motivo fútil? Na ocasião, a polícia americana recorreu às Universidades para encomendar pesquisas que mostrassem as razões pelas quais a população se levantava contra aqueles que, em tese, deveriam ser amados por protegê-los. A constatação foi de que a polícia era vista como uma entidade estranha à comunidade, porquanto os policiais eram vistos, eventualmente, passando dentro de viaturas sem ter a menor intimidade com as crenças e valores locais. Quando paravam era para agravar uma situação de conflito já instalada. Em decorrência das pesquisas foi redigido um relatório que orientava a polícia a buscar na comunidade a parceria necessária para identificar problemas locais e agir de forma criativa sobre as suas causas, respeitando as peculiaridades de cada localidade. Passa-se a praticar uma polícia de proximidade, onde o trabalho dos servidores públicos de segurança é executado para gerar qualidade de vida ao cidadão. - A seguir, desenvolva as atividades de auto-avaliação e retome os conteúdos estudados lendo a síntese da unidade. É importante que você também procure aprofundar seus estudos fazendo leituras de materiais complementares. 30

31 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Atividades de auto-avaliação 1) Discuta com seu colega de trabalho, ou com um policial conhecido, como seria a segurança pessoal e do coletivo antes da existência de um sistema formal de segurança e escreva uma síntese das conclusões. 2) Liste três características da polícia política e compare com o que você percebe atualmente na segurança pública. Unidade 1 31

32 Universidade do Sul de Santa Catarina Síntese O que você estudou nesta unidade? Vamos retomar os pontos principais? Você viu como era a segurança nos primórdios da vida humana e quais as implicações sociais dentro de cada cultura. Conheceu, também como surgiu a segurança pública moderna, o que é polícia política e aspectos importantes sobre comunitarização do serviço de segurança. Verificou que a preocupação com a segurança remonta nosso século e que as constituições são documentos importantes à definição de prioridades e competências relativas aos serviços para a preservação da ordem e à sociabilidade. Deve ter percebido, também, que algumas crises políticas e econômicas desencadearam mudanças importantes no cenário social e, por conseguinte, na área da segurança pública no País, provocando, por sua vez, reflexões sobre as práticas desenvolvidas pelos órgãos responsáveis em manter a ordem e fazer a segurança. Saiba mais Esta unidade inicia o estudo, por isso indicamos o documentário Ilha das Flores. Um tomate é plantado, colhido, vendido e termina no lixo da Ilha das Flores, entre porcos, mulheres e crianças. Ilha das Flores, relata a história de diversas famílias que se alimentam com os restos de lixo (não há engano, não... é resto de lixo mesmo.) depois que os porcos tenham se alimentado, num lixão no Rio Grande do Sul. Ali fica claro que não dá para o homem se preocupar com segurança se não for respeitada a dignidade humana. Este deve ser o ponto de part.ida. O documentário tem a direção de Jorge Furtado, foi produzido em 1989 com duração de 12 min. Vale à pena ver. 32

33 UNIDADE 2 Ideologias de segurança pública 2 Objetivos de aprendizagem Distinguir escolas e modelos de atuação das organizações de segurança pública. Conhecer os conceitos básicos que orientam o pensamento da segurança pública. Distinguir ações preventivas e repressivas dos organismos de segurança pública. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Quais escolas de polícia existem no mundo civilizado? Modelos de Segurança Pública. Quais os conceitos básicos de Segurança Pública? O que é mais importante: prevenção ou repressão?

34 Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nesta unidade você vai estudar quais os modelos e como se caracterizam as escolas de polícia; quais ideologias e interesses correspondem a cada uma delas; como evoluíram com relação à preservação da segurança pública e que modelo corresponde ao sistema brasileiro. Você também terá a oportunidade de estudar e analisar os princípios que correspondem aos modelos e práticas, respectivamente, e como são classificados dentro das diversas doutrinas existentes. Verá o enfoque objetivo e subjetivo e as relações com os direitos coletivos e individuais. SEÇÃO 1 -Quais escolas de polícia existem no mundo civilizado? O estudo da atuação das organizações de preservação da ordem pública no mundo é bastante recente na história da humanidade e das instituições públicas. Consta que a primeira vez que um grupo de pessoas reuniu-se para estudar as técnicas policiais foi em 1901, na Itália. Mais recentemente, entretanto, os estudo da atuação policial e dos demais organismos de segurança pública tem sido objeto de grande atenção acadêmica. Entre 1968 e 1973, por exemplo, época de grandes protestos nos EUA, os cidadãos realizaram vários exames sobre as políticas e práticas que afetavam suas vidas, conduzindo os líderes políticos e policiais a reexaminarem as práticas das polícias. Foram criadas comissões para estudos e as corporações abriram-se à pesquisa e à inovação. Inúmeras recomendações foram apresentadas e milhões de dólares foram investidos para estimular, suportar, disseminar as pesquisas e prestar auxílio técnico, notadamente em treinamento, conferências, pesquisa e emprego das novas tecnologias. Os inúmeros organismos policiais representantes de classe inseriram a pesquisa nas suas atividades normais. Esses organismos de segurança conduziram muitas das pesquisas sobre as práticas e métodos da preservação da ordem pública 34

35 Introdução ao Estudo da Segurança Pública tradicional, chegando a uma nova filosofia ainda nos anos 70, que os volta para a interação comunitária para a construção da segurança. Veja alguns exemplos A Fundação das Polícias, Associação dos Xerifes Nacionais, Associação Internacional de Chefes de Polícia, etc... Com a evolução permanente da sociedade e das organizações responsáveis em prover segurança pública, novos organismos de pesquisa foram sendo criados, principalmente na América do Norte e Europa estes, não ligados necessariamente a alguma organização policial, tais como: Centro Nacional de Prevenção ao Crime (Canadá), Conselho Nacional de Prevenção ao Crime (EUA), Centro Internacional à Prevenção da Criminalidade (EUA) e Instituto Europeu de Prevenção e Controle do Crime, além de inúmeros organismos regionais e locais. Os últimos possuíam a mesma finalidade: pesquisar e estudar os fatores físicos e sociais que levam ao crime ou ao comportamento criminal e avaliar a efetividade dos programas desenvolvidos pelos órgãos governamentais e não-governamentais, enquadrando, além dos programas da polícia e da justiça os programas sociais de todas as áreas, gerando uma nova ideologia de prevenção da prática do crime e da violência. - Caro aluno, embora mais adiante você estudará uma seção específica para a definição e conceituação das principais expressões relacionadas com a Segurança Pública, é importante, antes de adentrar ao estudo das escolas de polícia, apresentar uma visão conceitual, das palavras política, público e segurança, à guisa de introdução à matéria. As escolas de polícia são decorrentes das políticas de segurança pública adotadas na época e local do seu surgimento. Vamos conhecê-los, então? Doutrinariamente, segurança pública pode ser conceituada como um estado antidelitual, um estado ideal em que impera o mais estrito respeito às normas legais e aos costumes. Aliada à salubridade e à tranqüilidade pública, integra o que entendemos por ordem pública. Unidade 2 35

36 Universidade do Sul de Santa Catarina Política - deriva do latim Police, que procede do grego Politike, significa ciência de bem governar um povo constituído em Estado. O cientista político Harold Lasswell e o filósofo Abrahan Kaplan definem política como um programa projetado com metas, valores e práticas, e o cientista político Carl Friedrich afirma que é essencial ao conceito de política que exista uma meta, objetivo ou propósito. Público - deriva do latim publicus, em sentido geral, quer significar o que é comum, pertence a todos, é do povo, pelo que se opondo ao privado, mostra que não pertence nem se refere ao indivíduo ou particular. Segurança - qualquer que seja sua aplicação insere o sentido de tornar a coisa livre de perigos, livre de incertezas, assegurada contra danos ou perigos, afastada de todo o mal. Para sua consecução, são necessárias medidas de caráter preventivo, que permitam ao Estado anteciparse aos delitos e evitar sua ocorrência, ou de caráter repressivo, cujas ações visem a restaurar o estado de normalidade, limitando os direitos de alguns em proveito dos direitos do coletivo. Como você já estudou, a maneira de fazer a preservação da ordem pública sofreu várias mudanças ao longo da história. Acompanhe: A história da atividade policial, num formato similar ao existente ainda hoje, remonta ao século XIII, quando na França, com o fim do período feudal, é reorganizada a polícia a partir da investidura militar, sendo criada a Gendarmerie, voltada a missões militares e também de segurança pública. Alguns séculos depois, Napoleão Bonaparte, durante suas conquistas pela Europa, disseminou o modelo gendarmerie francês por todas as nações conquistas, modelo esse que perdura até os dias de hoje, tendo atingido também outros continentes. 36

37 Introdução ao Estudo da Segurança Pública Das instituições policiais oriundas do modelo francês: fardadas, organizadas militarmente e responsáveis pela ordem pública; as mais tradicionais são: Gendarmeries austríacos, os Carabineri italianos, a Guarda Civil espanhola, o Koninklijke Marechausse holandês, as forças policiais da Grécia, Marrocos, Argélia, a Real Polícia Montada do Canadá, os Carabineros do Chile e demais polícias da América Latina. Como sabemos, a evolução da maioria das coisas se dá de maneira incremental, ou seja, parte-se de um modelo já existente e se faz os acréscimos e/ou supressões necessárias para a adequação do objeto às necessidades atuais e locais. Com a idéia de segurança pública aconteceu da mesma forma. A forma originária de fazer segurança decorrente da experiência francesa foi se modificando na medida em que foi sendo adotada por outras nações. Você Sabia que a maioria dos autores afirma que a origem da polícia moderna se deu em 1829, quando Sir Robert Peel, então Primeiro Ministro Inglês, criou a Real Polícia Metropolitana de Londres, para a garantia da paz e tranqüilidade do povo londrino? Ele teve como base de referência à polícia francesa, como foi dito acima. Essa polícia francesa, por sua vez, é formada em decorrência da necessidade que os Marechais de Campo tinham de cuidar da sua tropa, estacionada nas periferias das cidades, nos intervalos de guerra. Nesta ocasião, os soldados de folga iam às cidades e praticavam as mais variadas e abusivas atitudes contra o patrimônio e as pessoas que ali viviam. Os Marechais, então, passaram a escolher dentre os seus comandados aqueles que, pela sua conduta exemplar e correção de atitude, pudessem policiar os seus colegas para evitar que eles cometessem abusos comportamentais e, se cometessem, fossem devidamente sancionados. Esses militares policiais passaram a constituir a tropa pessoal dos Marechais. Daí a expressão Marechausse que denominou a polícia na sua origem e serve, ainda hoje, de nome para algumas polícias do mundo. Com o tempo as Marechausse passaram a ser denominadas gendarmerie, porquanto aquelas organizações eram compostas por gendarmes ou homens gentis das armas (tropa). Unidade 2 37

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