7 DA JUSTA CAUSA PARA A DESPEDIDA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "7 DA JUSTA CAUSA PARA A DESPEDIDA"

Transcrição

1 7 DA JUSTA CAUSA PARA A DESPEDIDA 7.1 APRESENTAÇÃO O término do contrato de trabalho pode se dar por ato unilateral de uma das partes, ou por ato bilateral, o que caracteriza o consentimento mútuo. Por ato unilateral, na hipótese sem justa causa ou por justa causa, quer do empregado, quer do empregador é causa de rescisão contratual. Por ato bilateral é quando ambos, empregado e empregador entram num acordo para a rescisão do contrato. 7.2 DESPEDIDA POR JUSTA CAUSA POR PARTE DO EMPREGADO E DO EMPREGADOR Os artigos 482 e 483 da CLT relacionam os motivos que permitem ao empregador ou ao empregado rescindir o respectivo 63

2 contrato de trabalho. São faltas graves praticadas pelo empregado ou pelo empregador, no curso da relação empregatícia. Quando cometidas pelo empregado, pode o empregador despedi-lo sem ônus, salvo as parcelas que se constituírem direito adquirido, tais como férias vencidas que ainda não tenham sido usufruídas e saldo salarial. Quando praticadas pelo empregador, o empregado tem o direito de rescindir o contrato e receber indenização. O elenco apresentado pelos referidos artigos 482 e 483 não é o único, porque a lei prevê outras faltas, como, por exemplo, as do art. 508 da CLT: Considera-se justa causa, para efeito de rescisão de contrato de trabalho do empregado bancário, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis. O Prof. Mozart Victor Russomano explica que a pratica de atos atentatórios à segurança nacional ( único) foi definida como justa causa para despedida do trabalhador pelo Decreto-Lei n.º 3, de 27 de janeiro de 1966, refletindo o espírito da época do regime militar REQUISITOS DA JUSTA CAUSA A doutrina indica os seguintes requisitos para a falta punível: a) gravidade da falta; b) atualidade. a) Não sendo grave a falta, não poderá o empregador dispensar o empregado; para as faltas leves existem as penas disciplinares, como a advertência e a suspensão; b) A demissão por justa causa deve ser atual, isto é, ocorrer em seguida à falta. O empregador, ao tomar conhecimento da falta, deve imediatamente aplicar a punição, rescindindo o contrato. Se deixar passar o tempo, entende-se que houve perdão tácito. 32 CLT Anotada, Forense, Rio, 1998, p

3 De outra banda, deve-se ter presente o seguinte princípio: é obrigação do empregador informar ao empregado o motivo que gerou a demissão por justa causa. Se isto acontece, o empregado deve ficar com uma via para poder se defender. Caso entenda que a demissão foi injusta, assina as duas vias com a expressão: não concordo com os termos. 7.4 CAUSAS JUSTAS PARA DISPENSA DO EMPREGADO A CLT introduz, de modo taxativo e expresso, os motivos que permitem ao empregador rescindir o contrato de trabalho com o seu empregado. Esses motivos, que na prática chamamos de justa causa, estão enumerados no artigo 482, o que apresentamos na sua íntegra: Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade 33 ; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) desídia 34 no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) violação de segredo da empresa; 33 Improbidade = desonestidade, maldade. 34 Desídia = desleixo, descaso, negligência. 65

4 h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de emprego; j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superior hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; l) prática constante de jogo de azar O empregado que for acusado de cometer uma dessas faltas, sujeitar-se-á a ser despedido, perdendo, o aviso prévio, o 13.º salário proporcional e as férias proporcionais, além de não poder movimentar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de não receber indenização dos 40% sobre os depósitos do fundo de garantia. Vejamos cada uma delas isoladamente e de maneira sucinta Ato de improbidade Improbidade é um ato desonesto. Segundo Plácido e Silva, improbidade, na terminologia das leis trabalhistas, é a desonestidade, a falta de retidão, o procedimento malicioso, a atuação perniciosa 35. É o dano proposital ao patrimônio da empresa ou ao patrimônio de terceiros no local de trabalho. É o caso do furto, do roubo, da apropriação indébita etc. O empregado que desvia bens da empresa, que recebe comissão de fornecedor, que altera o cartão de ponto, para ocultar atraso, é improbo, Vocabulário Jurídico, 1985, Forense, Rio, p

5 desonesto, merecendo ser dispensado sem direito à indenização, porque fez desaparecer a confiança que nele depositava o empregador. A propósito, o Tribunal decidiu certa vez a improbidade, pelos reflexos negativos que produz na vida do empregado, é a falta mais grave das enunciadas pelo art. 482 da CLT. Justamente por isso, quando alegada, deve ser amplamente demonstrada, de forma a não deixar qualquer dúvida (in RT 438/268). Não é demais lembrar que a improbidade se caracteriza pela prática de um único ato desonesto, ou seja, não há necessidade de reincidência do ato para se justificar a despedida Mau procedimento ou incontinência de conduta São dois atos faltosos semelhantes: a) MAU PROCEDIMENTO: O legislador leva em consideração o comportamento do empregado dentro ou fora da empresa. Linguagem grosseira ou desrespeitosa para com os colegas poderá configurar ato de mau procedimento a justificar a despedida do empregado. Para que se configure o mau procedimento não se exige que a falta se dê no estabelecimento do empregador nem no local onde esteja prestando serviços. Torna-se essencial, isto sim, que conturbe o ambiente de trabalho, notadamente as boas relações e o respeito que os empregados merecem uns dos outros (in RT 425/208). A Profa. Maria Inês S. da Cunha registra que o uso de entorpecente, no ambiente de trabalho, já foi entendido como mau procedimento pela jurisprudência, da mesma forma, a utilização de veículo da empresa, sem autorização do empregador Ob. cit., p

6 b) INCONTINÊNCIA DE CONDUTA: É uma conduta imoderada, inconveniente do empregado relacionada com sua vida sexual, seu comportamento irregular, incompatível com a moral sexual no dizer de Amauri M. Nascimento 37. Ocorre quando o empregado comete ofensa ao pudor, desrespeitando os colegas de trabalho e a empresa. A conjunção carnal, com mulher casada, nas dependências da empresa, - exemplifica Maria Inês da Cunha - caracteriza incontinência de conduta, ou o envio de bilhetes, com desenhos obscenos a colega de trabalho 38. Um indivíduo, com tal conduta, não pode trabalhar em lugares onde trabalham senhoras e moças Negociação habitual O empregado, que comumente negocia em concorrência com a atividade da empresa, comete ato faltoso. Para a configuração da falta são imprescindíveis os seguintes requisitos: a) que a negociação, por conta própria ou alheia, seja habitual; b) que seja efetuada sem a permissão expressa ou tácita do empregador; c) que constitua ato de concorrência ao empregador para o qual trabalha, ou que seja prejudicial ao serviço Condenação criminal sem sursis Não perderá o emprego o empregado que for condenado criminalmente, desde que a condenação não guarde qualquer relação com o ambiente de trabalho, se o empregado responde em liberdade devido ao sursis (suspensão condicional da pena). Se, 37 Ob. cit., p Ob. cit., p

7 entretanto, for ele recolhido à prisão, ficando confinado e, portanto, sem possibilidade de trabalhar, o contrato pode ser rescindido por absoluta impossibilidade dele cumprir com a sua obrigação laboral Desídia no desempenho das respectivas funções O empregado tem o dever de cumprir suas obrigações contratuais de modo a dar um rendimento normal, uma produção condizente com sua habilitação profissional. Deve, ainda, ser pontual e não faltar ao serviço, exceto se apresentar justificativa, como, por exemplo, doença. Se não cumprir essas obrigações por negligência, imprudência ou má-vontade, comete falta grave denominada desídia. Desídia, derivado do latim desidia, de desidere (estar ocioso), é tido, na terminologia do Direito trabalhista escreve De Plácido e Silva como o desleixo, a desatenção, a indolência com que o empregado executa os serviços que lhe estão afetos 39. Não há desídia sem culpa, sendo que esta se comprova através da negligência ou da imprudência. Negligência é a omissão dos deveres a que está obrigado o empregado. Negligente é o empregado que constantemente chega atrasado ao serviço, recebe advertência e não se emenda. Aliás, os mais freqüentes casos de desídia, na vida real, são as diversas faltas injustificadas do empregado ao trabalho, ou atrasos habituais no comparecimento ao serviço. Imprudência é a falta de atenção, descuido, desleixo. A produção defeituosa ou a baixa produção revelam casos típicos de imprudência, de desídia. 39 Ob. cit., p

8 Um só ato, via de regra, não representa falta grave; a desídia somente se caracteriza por reiteradas faltas (in RT 441/254). O procedimento desidioso, enfim, só se revela na repetição das faltas. Assim, quando o empregado começa a faltar, deve-se graduar as faltas disciplinares, começando com as advertências (verbais ou escritas) e, depois, com as suspensões que podem oscilar segundo o critério do empregador, mas dentro do limite máximo de 30 dias de duração. A suspensão de empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos determina o art. 474 da CLT importa na rescisão injusta do contrato de trabalho. Após essa mecânica, vem a despedida do empregado por desídia Embriaguez habitual ou em serviço É falta grave o empregado apresentar-se alcoolizado em serviço. Não é necessário que a embriaguez seja habitual, mas que ocorra em serviço. Fora do serviço, ela deve ser habitual para fim de dispensa, desde que com reflexos no ambiente de trabalho Violação do segredo da empresa Geralmente, o empresário tem seus segredos, os quais devem ficar sob sigilo. Pode ser uma fórmula, um método de execução do conhecimento exclusivo do empregador que, se revelado, causar-lhe-á prejuízo. Destarte, a violação de segredo da empresa, por parte do empregado, constitui justa causa para dispensa Ato de indisciplina ou de insubordinação Essas duas faltas se assemelham, mas são distintas: a) ATO DE INDISCIPLINA ocorre quando o 70

9 empregado viola normas gerais e internas da empresa. Por exemplo, consta do regulamento a proibição de fumar em determinado local de trabalho; o empregado que a desrespeita estará cometendo um ato de indisciplina. b) ATO DE INSUBORDINAÇÃO a insubordinação se caracteriza quando o empregado desrespeita uma ordem dada a ele pessoalmente pelo empregador ou por seu superior hierárquico. O Tribunal decidiu ser lícita a recusa do empregado em cumprir horas extras de serviço, fora das hipóteses do art. 61 da CLT 40 (in RT 442/272). Mas já decidiu, também, configurar como falta grave do empregado a recusa de preencher a papeleta de produção (in RT 424/225) Abandono de emprego Abandono de emprego escreve Amauri M. Nascimento é a renúncia intencional do emprego, configurando-se com o elemento subjetivo, que é a intenção de não mais continuar a relação de emprego 41. Portanto, dois elementos caracterizam esta justa causa: o primeiro é o elemento objetivo, material, que é a ausência prolongada do serviço; o segundo é o elemento subjetivo, a intenção, o ânimo de abandonar o serviço. A jurisprudência fixou um prazo de 30 dias para a caracterização do abandono. Mas tudo depende do ânimo do abandono. Por exemplo, para um empregado que fica retido no estrangeiro por prazo maior do que 30 dias e sem condição para retornar, evidentemente inexiste o elemento subjetivo, o ânimo, a intenção de abandonar o emprego. Por outro lado, se um 40 Art. 61: Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. 41 Ov. Cit., p

10 empregado passa a trabalhar em outra empresa em horário coincidente, o abandono pode ficar configurado após quatro ou cinco faltas. No caso de convocação para o trabalho, após alguns dias de ausência continuada do empregado, e este não comparece, fica caracterizado o abandono Ato lesivo à honra ou à boa fama O empregado não pode ofender a honra, a dignidade ou o decoro de qualquer pessoa, seja ela um cliente, um visitante ou um colega, dentro do seu ambiente de trabalho. Também não pode agredi-la fisicamente, exceto se estiver defendendo-se de um ataque ou defendendo alguém, um terceiro, de uma agressão atual, iminente ou injusta (legítima defesa). O empregado não pode ofender ou agredir em serviço ou fora dele o empregador ou seu superior hierárquico. Vale dizer, se caluniá-los, injuriá-los, difamá-los ou agredi-los onde quer que estejam, no local de serviço ou fora dele, estará cometendo falta grave que justifica a sua imediata dispensa Prática de jogos de azar Os jogos de azar, tais como o jogo de bicho, as rifas não autorizadas e outros, sempre foram prejudiciais à moral do empregado e, por isso, quando praticados constantemente no local de trabalho, dão direito à demissão por justa causa. 7.5 SANÇÕES APLICÁVEIS AO EMPREGADO Nem sempre um ato faltoso do empregado pode caracterizar a sua demissão por justa causa. Deve haver uma certa 72

11 proporção entre a aplicação da pena e o ato praticado pelo empregado. A punição aplicada de modo excessivo importa em injustiça. O empregador deve, pois, usar bom senso ao avaliar uma falta cometida pelo empregado. Por exemplo, se o empregado chegou um pouco atrasado, não é motivo para sua demissão por justa causa; deve, quando muito, adverti-lo e, na ocorrência de reiterados atrasos, deve aplicar a pena de suspensão (com o desconto dos dias suspensos) e, finalmente, não se emendando, cabe então, a demissão por justa causa. 7.6 FALTA COMETIDA PELO EMPREGADOR Como procedemos ao cuidar das faltas cometidas pelo empregado, também transcrevemos na íntegra o art. 483 da CLT que traz o elenco de faltas cometidas pelo empregador e que facultam ao empregado o direito de romper o vínculo empregatício, porém, com todas as garantias. Ei-lo: O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato; b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo; c) correr perigo manifesto de mal considerável; d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato; e) praticar o empregador ou os seus prepostos, contra 73

12 ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; f) o empregador ou os seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. Vejamos cada um deles de maneira sucinta Exigir o empregador serviços superiores às forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato Não pode o empregador exigir serviços superiores às forças do empregado, ou seja, forças que o empregado não possui, quer físicas, quer intelectuais ou mentais. Não pode, também, o empregador obrigar o empregado a prestar serviços vedados por lei ou contrários aos bons costumes, ou que possam atingir a moral do empregado. Não pode, ainda, o empregador exigir serviços alheios ao contrato. Se o fizer, pratica ato ilegal, ferindo direitos do empregado, podendo este declarar-se indiretamente despedido e pleitear as indenizações cabíveis Tratar o empregado com rigor excessivo O empregado deve ser tratado com cortesia, com educação, sem discriminação. Não pode o empregador ridicularizálo perante os colegas nem impor trabalho penoso ou penas severas, quando a falta cometida for das mais simples. 74

13 7.6.3 Correr o empregado perigo de mal considerável O empregado não é obrigado ao perigo manifesto de mal considerável, ou seja, correr risco de vida na prestação do serviço, exceto se o risco está previsto no contrato como sendo de sua atividade, como é o caso de aviador. Qualquer ordem, na qual seja iminente um dano físico, o autoriza a não acatar a determinação superior e considerar rompido o contrato de trabalho. Aqui a falta do empregador deve ser provada, principalmente, com testemunhas Não cumprir as obrigações do contrato A característica principal do contrato de trabalho é ser bilateral. Vale dizer, tanto o empregado quanto o empregador têm obrigações a cumprir. Se o empregador deixar de atender o que foi convencionado, pode dar-se o rompimento do contrato por justa causa. Havendo mora salarial, por exemplo, cabe ao empregado o direito de romper o contrato, declarando-se indiretamente despedido, com justo motivo. Dá-se a rescisão indireta do contrato de trabalho, com fundamento no artigo 468, da CLT, se o empregador, sem anuência do empregado, o transfere do cargo de técnico de laboratório para o de recepcionista (Proc. TST-RR /94 1.º Turma Rel. Ursulino Santos publicado no DJ de ) Atos lesivos à honra ou à boa fama praticados pelo empregador Se o empregador ou seu preposto praticar atos lesivos à honra e à boa fama da pessoa do empregado ou de qualquer pessoa 75

14 de sua família, tais como calúnia, difamação etc., isso dá ao empregado o direito de romper o contrato por justa causa com todos os direitos trabalhistas, inclusive com direito ao recebimento do aviso prévio. A propósito, escreve o Min. Mozart Victor Russomano: Defendeu-se, durante muito tempo, a tese, hoje sediça, de que, nas despedidas indiretas, não cabe aviso prévio, porque a iniciativa da rescisão é do trabalhador (art. 487). Absolutamente não. O trabalhador denuncia o ato patronal. Este, o empregador, é que provoca a resilição 42 injusta do contrato. O aviso prévio, é claro, deve ser indenizado, na despedida indireta (art. 487, 1.º). Surpreende o fato de que, durante muitos anos, a jurisprudência dominante da Justiça do Trabalho se tenha orientado em sentido diverso, a ponto de cristalizar-se no Enunciado n.º Ofensa física Assim como o empregado não pode ofender fisicamente o empregador, ou seu preposto, a recíproca também é verdadeira: o empregador ou seus prepostos não podem ofender fisicamente o empregado, em qualquer lugar, mesmo fora do local do trabalho, salvo se for em legítima defesa Reduzir as tarefas do empregado afetando a remuneração Conforme preceitua a nossa Constituição Federal, o salário não pode ser reduzido, salvo se estabelecido em convenção coletiva (art. 7.º, VI). 42 Resilição = rescisão de contrato efetuada por acordo de todos os contratantes ou em razão de cláusula de antemão estipulada. 43 Ob. cit., p Enunciado 31 = É incabível o aviso prévio na despedida indireta. 76

15 Se o empregado trabalha por peças ou por tarefa e o empregador as reduz de forma a afetar sensivelmente a importância da remuneração, estará cometendo ato faltoso, ilegal. Enfim, o que não é permitido é afetar a remuneração do empregado, mesmo reduzindo o trabalho, salvo o que for disposto em convenção coletiva. Convenção coletiva de trabalho é o acordo normativo de dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais, em que as partes estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho. 7.7 RESCISÃO INDIRETA Praticando o empregador ato ilegal, ferindo direitos do empregado, este pode declarar-se indiretamente despedido, com justo motivo, com fundamento em falta grave do empregador. É a chamada despedida indireta, ocasião em que o próprio empregado toma a iniciativa de romper o vínculo empregatício. Em duas hipóteses o empregado pode aguardar em serviço a decisão final do processo: 1.º) quando lhe reduzem o trabalho com perda na remuneração; 2.º) quando o empregador não cumpre o contrato. Nas hipóteses das letras d e g (do art. 483 da CLT), poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato e o pagamento das respectivas indenizações, permanecendo ou não no serviço até final da decisão do processo ( 3.º do art. 483, da CLT). Pode, portanto, o empregado efetuar a reclamação, propondo a ação trabalhista e permanecer no serviço até o final da decisão, ou pode fazer a reclamação e, abandonar o emprego, correndo o risco de perder a procedência da reclamação e, concomitantemente, perder também o emprego por abandono. Por conseguinte, tem o empregado o direito de opção entre considerar seu contrato suspenso ou extinto. 77

16 7.8 CULPA RECÍPROCA Casos há em que o empregador e empregado concorrem culposamente para a rescisão do contrato de trabalho: Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador, por metade (CLT, art. 484). Se o empregado for optante pelo FGTS terá direito aos depósitos do FGTS, acrescidos de juros e correção monetária mais 20% desse total 44. As culpas devem ser concomitantes e determinantes da rescisão; deve haver, ainda, a equivalência das culpas. Por exemplo, se um ato do empregado enseja apenas uma suspensão e o do empregador a rescisão indireta, não há a configuração de culpa recíproca. 44 Francisco M. M. de Lima, Manual Sintético de Dir. do Trabalho, Ed. LTr, S. Paulo, p

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 4º Semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 4º Semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula 1. Conceito. 2. Cessação do contrato por decisão do empregador. Dispensa sem justa causa. Dispensa por justa causa. 3. Cessação do contrato por decisão do empregado. Pedido de demissão. Rescisão indireta.

Leia mais

Fim do contrato por prazo determinado: este contrato termina no fim do prazo ou quando finda a obra para a qual foi o empregado contratado.

Fim do contrato por prazo determinado: este contrato termina no fim do prazo ou quando finda a obra para a qual foi o empregado contratado. Legislação Social Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 25 RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Na doutrina não há unanimidade no uso dos termos qualificadores do término do contrato de trabalho, são empregadas

Leia mais

SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Tanto na interrupção como na suspensão, ocorre a cessação temporária da obrigação de trabalhar, o que se suspende é o trabalho e não o contrato de trabalho.

Leia mais

Cessação do Contrato de Trabalho

Cessação do Contrato de Trabalho Cessação do Contrato de Trabalho Pedido de Demissão Unilateral Resilição Dispensa Imotivada Vontade Bilateral > Distrato Terminação do Contrato de Trabalho Unilateral Dispensa>art. 482,CLT p/j.c. Resolução

Leia mais

OAB 139º - 1ª Fase Extensivo Semanal Disciplina: Direito do Trabalho Professor André Luiz Data: 16/06/2009

OAB 139º - 1ª Fase Extensivo Semanal Disciplina: Direito do Trabalho Professor André Luiz Data: 16/06/2009 TEMAS ABORDADOS EM AULA 4ª Aula: Justa Causa; Direito Coletivo do Trabalho. 1. Justa Causa (JC) JC é a forma de demissão e falta grave é a conduta irregular do empregado que por uma ou várias vezes leva

Leia mais

ESTUDO DIRIGIDO 11 RESPOSTAS. 1. Suspensão, Interrupção e Cessação do Contrato de Trabalho

ESTUDO DIRIGIDO 11 RESPOSTAS. 1. Suspensão, Interrupção e Cessação do Contrato de Trabalho ESTUDO DIRIGIDO 11 RESPOSTAS 1. Suspensão, Interrupção e Cessação do Contrato de Trabalho 1.1. Qual a diferença entre suspensão, interrupção e cessação do contrato de trabalho? RESPOSTA: A suspensão do

Leia mais

Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 05/11/2010.

Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 05/11/2010. DISPENSA POR JUSTA CAUSA - Considerações Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 05/11/2010. Sumário: 1 - Introdução 2 - Conceito 3 - Figuras da Justa Causa 3.1 - Ato de Improbidade 3.2 -

Leia mais

Rescisão do Contrato de trabalho. Paula Freire Direito do Trabalho

Rescisão do Contrato de trabalho. Paula Freire Direito do Trabalho Rescisão do Contrato de trabalho Paula Freire Direito do Trabalho Contrato de trabalho e sua extinção: Normal ou anormal. Normal ocorre quando se dá o termo final do contrato por prazo determinado. Não

Leia mais

ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR

ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR A CLT ao estabelecer em seu artigo 2º a definição de empregador, concede a este o poder e o risco da direção da atividade, controlando e disciplinando o trabalho, aplicando,

Leia mais

quinta-feira, 17 de outubro de 13 Me. Ariel Silva

quinta-feira, 17 de outubro de 13 Me. Ariel Silva Me. Ariel Silva Pedido de demissão - ato unilateral O empregado pode desvincular-se do empregador e do trabalho quando quiser (liberdade individual), sem justificativas ou concordância do empregador. Trata-se

Leia mais

Neste Comentário, estamos analisando as faltas que caracterizam a justa causa e suas implicações no contrato de trabalho.

Neste Comentário, estamos analisando as faltas que caracterizam a justa causa e suas implicações no contrato de trabalho. ORIENTAÇÃO TRABALHO JUSTA CAUSA Normas Gerais O contrato de trabalho, seja por prazo determinado ou indeterminado, pode ser rescindido a qualquer época, desde que o empregado não goze de estabilidade e

Leia mais

Registro. Pessoal. Fernando Silva da Paixão

Registro. Pessoal. Fernando Silva da Paixão Registro de Pessoal Fernando Silva da Paixão Rescisão por Término do Contrato Determinado O empregado terá direito a: 1. Saldo de salário (art. 462 da CLT art.. 7º, inciso X da CF) 2. Férias vencidas e

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO. O que devo saber? Índice

CONTRATO DE TRABALHO. O que devo saber? Índice CONTRATO DE TRABALHO O que devo saber? Índice Assunto Resposta nº? Acidente de Trabalho 8, 22, 23 Acordo de compensação de horário 26 Admissão de empregado 1, 3, 4 Atestado médico 6, 7, 9 Aviso prévio

Leia mais

Parte I - Direito do trabalho - parte geral, 1. 1 Evolução histórica, 3 1 Evolução mundial, 3 2 Evolução no Brasil, 4.

Parte I - Direito do trabalho - parte geral, 1. 1 Evolução histórica, 3 1 Evolução mundial, 3 2 Evolução no Brasil, 4. Parte I - Direito do trabalho - parte geral, 1 1 Evolução histórica, 3 1 Evolução mundial, 3 2 Evolução no Brasil, 4 2 Denominação, 6 3 Conceito e divisão da matéria, 8 4 Posição enciclopédica, 9 5 Fontes,

Leia mais

- GUIA DO EMPRESÁRIO - ABANDONO DE EMPREGO

- GUIA DO EMPRESÁRIO - ABANDONO DE EMPREGO - GUIA DO EMPRESÁRIO - ABANDONO DE EMPREGO Planeta Contábil 2008 Todos os Direitos Reservados (www.planetacontabil.com.br) 1/8 NOTA: Para todos os efeitos os textos deste artigo são fundamentos na legislação

Leia mais

CENTRO DE TREINAMENTO E RECURSOS HUMANOS IN-NOVAR APRENDENDO UM POUCO MAIS..

CENTRO DE TREINAMENTO E RECURSOS HUMANOS IN-NOVAR APRENDENDO UM POUCO MAIS.. CENTRO DE TREINAMENTO E RECURSOS HUMANOS IN-NOVAR APRENDENDO UM POUCO MAIS.. Parabéns por participar de um de nossos cursos. Você está investindo no seu futuro! Esperamos que seja o começo de um grande

Leia mais

INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS

INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS Data do boletim informativo Volume 1, Edição 1 Digite o título aqui INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015 -

Leia mais

ETEC Extensão CONTROLE DE PROCESSOS E 1T.Contabilidade REMUNERAÇÃO DE PESSOAL

ETEC Extensão CONTROLE DE PROCESSOS E 1T.Contabilidade REMUNERAÇÃO DE PESSOAL Texto em preto: Texto em azul: Texto em verde: Texto em vermelho: Redação original (sem modificação) Redação dos dispositivos alterados Redação dos dispositivos revogados Redação dos dispositivos incluídos

Leia mais

CAPÍTULO 2 CONTRATO DE TRABALHO 23 I. Noções """"'''' 23 2. Classificaçãodos contratos de trabalho """""""""""""""'''''' 24

CAPÍTULO 2 CONTRATO DE TRABALHO 23 I. Noções '''' 23 2. Classificaçãodos contratos de trabalho '''''' 24 CAPÍTULO 1 NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO 1 I. Conceito................. I 2. Natureza e autonomia I Competência para legislar sobre Direito do Trabalho 2 Normas de Direito do Trabalho 3 1. Normas Trabalhistas

Leia mais

Direito do Trabalho Prof. Isabelli Gravatá

Direito do Trabalho Prof. Isabelli Gravatá Prof. Isabelli Gravatá AULA 3: Interrupção e Suspensão do Contrato: a partir do art. 471 da CLT sem pagamento efetuado pelo empregador SUSPENSÃO INTERRUPÇÃO SEM trabalho e SEM salário SEM trabalho e COM

Leia mais

Relatório Trabalhista

Relatório Trabalhista Rotinas de Pessoal & Recursos Humanos www.sato.adm.br - sato@sato.adm.br - fone (11) 4742-6674 Desde 1987 Legislação Consultoria Assessoria Informativos Treinamento Auditoria Pesquisa Qualidade Relatório

Leia mais

CAPÍTULO II DA REMUNERAÇÃO

CAPÍTULO II DA REMUNERAÇÃO CAPÍTULO II DA REMUNERAÇÃO Art. 457 - Compreendem- se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço,

Leia mais

Manual do Jovem Aprendiz

Manual do Jovem Aprendiz Manual do Jovem Aprendiz Seja bem-vindo ao Manual Jovem Aprendiz! Aqui você encontra todas as informações sobre a estrutura e o funcionamento do Programa Jovem Aprendiz CIEDS. Esperamos que, com este

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário Preso

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário Preso Funcionário Preso 15/04/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 3 3.1 Informação Sefip... 5 4. Conclusão... 6 5. Referências...

Leia mais

01. CTPS - CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL

01. CTPS - CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL 01. CTPS - CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL Trata-se de um documento básico e indispensável do trabalhador, que todo empregador deve exigir no ato da admissão, para proceder às anotações referentes

Leia mais

A A CIRCULAÇÃO D O CD OU E-MAIL. receber por e-mail. UTORAIS

A A CIRCULAÇÃO D O CD OU E-MAIL. receber por e-mail. UTORAIS ROTEIRO DO CURSO ROTINAS TRABALHISTAS A A CIRCULAÇÃO O Curso de Rotinas Trabalhistas é composto de 7 módulos que serão remetidos aos cursandos de 15 em 15 dias. AUTORA VERA HELENA PALMA Advogada trabalhista,

Leia mais

FÉRIAS. (Art. 129, CLT) ART. 7º, XVII, CRFB/88)

FÉRIAS. (Art. 129, CLT) ART. 7º, XVII, CRFB/88) Aula 5 Direito do Trabalho Férias. R.S.R.Suspensão e interrupção contratual. Aviso prévio. Terminação contratual. Maria Inês Gerardo FÉRIAS (Art. 129, CLT) ART. 7º, XVII, CRFB/88) FÉRIAS Descanso anual

Leia mais

1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado?

1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado? 1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado? O pagamento em moeda corrente, mediante recibo, deverá ser feito até o 5º dia útil do período (mês, quinzena, semana)

Leia mais

1- CONTRATO DE TRABALHO

1- CONTRATO DE TRABALHO 1- CONTRATO DE TRABALHO 1.1 - ANOTAÇÕES NA CARTEIRA DE TRABALHO Quando o empregado é admitido - mesmo em contrato de experiência -, a empresa tem obrigatoriamente que fazer as anotações na carteira de

Leia mais

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em julho/2015 DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO 1. DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO O presente artigo abordará os direitos do trabalhador

Leia mais

RESCISÕES DE CONTRATO DE TRABALHO

RESCISÕES DE CONTRATO DE TRABALHO Le f is c L e g i s l a c a o F i s c a l CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL MINÁRIO DE ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO DE

Leia mais

Aspectos Jurídicos no Uso de Dispositivos Pessoais no Ambiente Corporativo. Dra. CRISTINA SLEIMAN. Dra. Cristina Sleiman Diretora Executiva

Aspectos Jurídicos no Uso de Dispositivos Pessoais no Ambiente Corporativo. Dra. CRISTINA SLEIMAN. Dra. Cristina Sleiman Diretora Executiva Comissão de Direito eletrônico E Crimes de Alta Tecnologia Aspectos Jurídicos no Uso de Dispositivos Pessoais no Ambiente Corporativo Dra. CRISTINA SLEIMAN Dra. Cristina Sleiman Diretora Executiva SP,

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso CONTRATO DE TRABALHO Empregado Preso Muitas dúvidas surgem quando o empregador toma conhecimento que seu empregado encontra-se preso. As dúvidas mais comuns são no sentido de como ficará o contrato de

Leia mais

MÓDULO X RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO JUSTA CAUSA ADVERTÊNCIA SUSPENSÃO 10.4

MÓDULO X RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO JUSTA CAUSA ADVERTÊNCIA SUSPENSÃO 10.4 MÓDULO X RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO 10.4 JUSTA CAUSA ADVERTÊNCIA SUSPENSÃO SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINA 10.4. JUSTA CAUSA/ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO... 3 10.4.1. INTRODUÇÃO... 3 10.4.2. ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO...

Leia mais

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL Centro de Ensino Superior do Amapá-CEAP Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Ética e Legislação Profissional Assunto: Legislação Trabalhista/Construção Civil Prof.

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. PROJETO DE LEI N o 2.369, DE 2003 (Apensados PL nº 2.593, de 2003, e PL nº 4.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. PROJETO DE LEI N o 2.369, DE 2003 (Apensados PL nº 2.593, de 2003, e PL nº 4. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI N o 2.369, DE 2003 (Apensados PL nº 2.593, de 2003, e PL nº 4.593, de 2009) Dispõe sobre o assédio moral nas relações de trabalho.

Leia mais

Mini Curso de Setor de Recursos Humanos

Mini Curso de Setor de Recursos Humanos Mini Curso de Setor de Recursos Humanos Carlos Antônio Maciel Luciano Nóbrega Cerqueira Maio/Junho 2009 1 SUMÁRIO 1 Admissões 2 Elaboração da Folha de Pagamento 3 Rescisões Contratuais 4 Obrigações Acessórias

Leia mais

Rh News. RH News. Gestão de RH. Relações Trabalhistas. Prof. Ms. Mauricio Libreti de Almeida

Rh News. RH News. Gestão de RH. Relações Trabalhistas. Prof. Ms. Mauricio Libreti de Almeida Gestão de RH Prof. Ms. Mauricio Libreti de Almeida Relações Trabalhistas Rh News RH News Quais são as causas mais comuns de reclamações trabalhistas nas empresas? Reclamações trabalhistas mais comuns Horas

Leia mais

Atualizações Trabalhistas

Atualizações Trabalhistas Atualizações Trabalhistas Aviso-prévio não pode ser suprimido por norma coletiva, suplente de Conselho Fiscal tem estabilidade sindical e empregado pago para não trabalhar deve ser indenizado por assédio

Leia mais

Empregado Doméstico Normatização da Profissão

Empregado Doméstico Normatização da Profissão Empregado Doméstico Normatização da Profissão 3 DE JUNHO DE 2015 CONTSUL A Lei complementar nº150, publicada no DOU de 02.06.2015, dispôs sobre o trabalho doméstico no que tange ao contrato de trabalho,

Leia mais

Regulamento Interno - Janeiro 2010 REGULAMENTO INTERNO

Regulamento Interno - Janeiro 2010 REGULAMENTO INTERNO REGULAMENTO INTERNO A PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO DE GUARULHOS, com sede em Guarulhos visando disciplinar as relações de trabalho com seus empregados, publica o REGULAMENTO INTERNO aprovado pela Resolução

Leia mais

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01 REGIMENTO INTERNO O presente Regimento Interno, dirigido aos associados da ONG Brigada 1, inscrita no CNPJ 05.840.482/0001-01 e previsto no Art. 4º do Capítulo II do Estatuto da Instituição, visa estabelecer

Leia mais

1 OBJETIVO... 3 2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 3 3 APLICABILIDADE... 3 4 REFERÊNCIAS... 4 5 GLOSSÁRIO... 4 6 RESPONSABILIDADES...

1 OBJETIVO... 3 2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 3 3 APLICABILIDADE... 3 4 REFERÊNCIAS... 4 5 GLOSSÁRIO... 4 6 RESPONSABILIDADES... ÍNDICE 1 OBJETIVO... 3 2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 3 3 APLICABILIDADE... 3 4 REFERÊNCIAS... 4 5 GLOSSÁRIO... 4 6 RESPONSABILIDADES... 4 6.1 FUNÇÕES DO EMPREGADO...4 6.2 FUNÇÕES DA CHEFIA...5 7 CÓDIGO DE

Leia mais

Empregado Doméstico. Hilário Corrêa Assessoria Empresarial www.hilariocorrea.com.br. Lei 150/2015 Novas determinações Legais. Contratação.

Empregado Doméstico. Hilário Corrêa Assessoria Empresarial www.hilariocorrea.com.br. Lei 150/2015 Novas determinações Legais. Contratação. 2015 Contratação Empregado Doméstico Lei 150/2015 Novas determinações Legais Jornada de Trabalho Hora Extra Adicional Noturno Férias Décimo terceiro INSS FGTS Aviso Prévio Rescisão Seguro Desemprego Hilário

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR FALTAS QUE LEVAM A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA: ESSENCIAL SABER! Jéssica de Oliveira* Patrícia Spricigo**

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR FALTAS QUE LEVAM A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA: ESSENCIAL SABER! Jéssica de Oliveira* Patrícia Spricigo** CENTRO UNIVERSITÁRIO BARRIGA VERDE - UNIBAVE PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO COORDENAÇÃO DE PESQUISA - 2012 FALTAS QUE LEVAM A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA: ESSENCIAL SABER! Jéssica de Oliveira*

Leia mais

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO ANOTAÇÃO CTPS NA EMPREGADO DISPENSADO, SEM JUSTA CAUSA, NO PERÍODO DE 30 DIAS QUE ANTECEDE A DATA DE SUA CORREÇÃO SALARIAL MULTA DO

Leia mais

JORNADA DE TRABALHO 1 LIMITE DE DURAÇÃO E ANOTAÇÃO DA JORNADA PACTUADA

JORNADA DE TRABALHO 1 LIMITE DE DURAÇÃO E ANOTAÇÃO DA JORNADA PACTUADA 1 / 5 JORNADA DE TRABALHO 1 LIMITE DE DURAÇÃO E ANOTAÇÃO DA JORNADA PACTUADA A jornada máxima de trabalho, fixada pela Constituição Federal de 1988 e confirmada pelo art. 58 do Estatuto Laboral, é de 8

Leia mais

Perguntas Frequentes - Trabalhista

Perguntas Frequentes - Trabalhista Perguntas Frequentes - Trabalhista 01) O empregador poderá descontar do empregado as importâncias correspondentes a danos por eles causados? 1º do art. 462 da CLT prevê a possibilidade de que, em caso

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO POR PERÍODO INDETERMINADO DE ESTRANGEIRO PROFISSIONAL NÃO TÉCNICO / ESPECIALISTA

CONTRATO DE TRABALHO POR PERÍODO INDETERMINADO DE ESTRANGEIRO PROFISSIONAL NÃO TÉCNICO / ESPECIALISTA Avenida Paulista 2006, 16º andar 01312-200 São Paulo, SP Brasil Telefone: (+55 11) 32 97 31 21 Fax: (+55 11) 32 97 31 17 Cabinet Chantereaux 22, Place du Général Catroux 75017 Paris FRANCE téléphone: (+33)

Leia mais

ZCOPS SEGURANÇA PATRIMONIAL

ZCOPS SEGURANÇA PATRIMONIAL ZCOPS SEGURANÇA PATRIMONIAL CÓDIGO DE ÉTICA CORPORATIVO Este documento possui informações INTERNAS para uso exclusivo do Grupo ZCOPS. PROTOCOLO DE CONTROLE DO DOCUMENTO CLASSIFICAÇÃO DE SEGURANÇA SECRETO

Leia mais

das verbas rescisórias um salário mínimo vigente a época, a título de sanção pecuniária. 3. (Analista Judiciário Execução de Mandados

das verbas rescisórias um salário mínimo vigente a época, a título de sanção pecuniária. 3. (Analista Judiciário Execução de Mandados Capítulo XI EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO QUESTÕES 1. (Analista Judiciário Execução de Mandados TRT 20ª região 2006 FCC) De acordo com a Consolidação das Leis do, em relação à rescisão do contrato de

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012 Disciplina: Direito do Trabalho I Departamento: Direito Social e Coletivo Docente Responsável: Anselmo Domingos da Paz Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

Recursos Humanos. Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro. Férias - Finalidade. Férias - Direito. Patrícia Ramos Palmieri

Recursos Humanos. Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro. Férias - Finalidade. Férias - Direito. Patrícia Ramos Palmieri Recursos Humanos Patrícia Ramos Palmieri Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro 1 Férias - Finalidade A finalidade básica da concessão das férias é o restabelecimento das forças físicas

Leia mais

AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO

AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO Vólia Bomfim Cassar 1. Histórico: O aviso prévio prévio teve sua origem no direito civil e comercial e sempre foi devido nas extinções unilaterais dos contratos.

Leia mais

GESTÃO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO, ADMISSÃO E RESCISÃO. Manual de Procedimentos

GESTÃO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO, ADMISSÃO E RESCISÃO. Manual de Procedimentos GESTÃO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO, ADMISSÃO E RESCISÃO Manual de Procedimentos --------------------------ELABORAÇÃO------------------------------- Rilka Batista Suyanne Saboia -----------------------------FORMATAÇÃO--------------------------

Leia mais

AVISO PRÉVIO AVISO PRÉVIO - CONCEITO. (art. 7, XXI, CRFB/88 e art. 487, CLT)

AVISO PRÉVIO AVISO PRÉVIO - CONCEITO. (art. 7, XXI, CRFB/88 e art. 487, CLT) Direito do Trabalho Aviso prévio Maria Inês Gerardo (art. 7, XXI, CRFB/88 e art. 487, CLT) - CONCEITO É comunicação que uma parte do contrato deve fazer à outra de que pretende rescindir o referido pacto

Leia mais

O PEDIDO DE DEMISSÃO MOTIVADO POR NOVO EMPREGO EXCLUI A OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO DE AVISO PRÉVIO

O PEDIDO DE DEMISSÃO MOTIVADO POR NOVO EMPREGO EXCLUI A OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO DE AVISO PRÉVIO O PEDIDO DE DEMISSÃO MOTIVADO POR NOVO EMPREGO EXCLUI A OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO DE AVISO PRÉVIO José Carlos Batista Auditor Fiscal do Trabalho da SRTE/ES Resumo: Quando um trabalhador é dispensado

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONTRATO/UNIRG N. 015/2013 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Pelo presente instrumento particular, de um lado a, fundação pública com personalidade jurídica de direito público, com sede na av. Pará, 2432,

Leia mais

HORAS EXTRAS E SEUS REFLEXOS TRABALHISTAS

HORAS EXTRAS E SEUS REFLEXOS TRABALHISTAS CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL MINÁRIO DE ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO DE ASSUNTOÁBEIS DE PORTO ALEERIO PALESTRA HORAS

Leia mais

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 15/03/2011.

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 15/03/2011. ABANDONO DE EMPREGO - Considerações Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 15/03/2011. Sumário: 1 - Introdução 2 - Conceito 3 - Caracterização 4 - Comprovação 4.1 - Modelo de Carta 4.2 -

Leia mais

RESUMO DOS CONTRATOS A TERMO TRABALHO TEMPORÁRIO LEI 6019/74. Max 03 meses Art. 10. Apenas uma Art. 451, CLT.

RESUMO DOS CONTRATOS A TERMO TRABALHO TEMPORÁRIO LEI 6019/74. Max 03 meses Art. 10. Apenas uma Art. 451, CLT. RESUMO DOS CONTRATOS A TERMO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO CLT ART. 443 TRABALHO TEMPORÁRIO LEI 6019/74 CONTRATO PROVISÓRIO LEI 9601/98 CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PRAZO Max 02 anos Art. 445 Max 03 meses

Leia mais

CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

CONTRATO DE EXPERIÊNCIA CONTRATO DE EXPERIÊNCIA O contrato de experiência é uma modalidade do contrato por prazo determinado, cuja finalidade é a de verificar se o empregado tem aptidão para exercer a função para a qual foi contratado.

Leia mais

NOVA LEI DAS DOMESTICAS

NOVA LEI DAS DOMESTICAS NOVA LEI DAS DOMESTICAS DEVERES DAS DOMÉSTICAS Se a doméstica trabalhar menos que o contrato, posso descontar do salário? O desconto é linear? Independentemente de trabalhar menos, ela recebe o mesmo valor

Leia mais

Extinção do contrato de trabalho I

Extinção do contrato de trabalho I Conceito e terminologia O termo extinção do contrato de trabalho designa o fim das relações jurídicas em geral. Dá-se quando não existir qualquer forma de continuação das relações reguladas pela legislação

Leia mais

executivo e sua remuneração era de R$ 3.000,00 acrescida de gratificação de um terço de seu salário.

executivo e sua remuneração era de R$ 3.000,00 acrescida de gratificação de um terço de seu salário. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA DO TRABALHO DE FLORIANÓPOLIS/SC ANA KARENINA, estado civil..., profissão..., residente e domiciliada na Rua..., nº..., cidade... estado..., CEP..., representada

Leia mais

DÚVIDAS FREQUENTES SEGURO AUTOMOTIVO

DÚVIDAS FREQUENTES SEGURO AUTOMOTIVO DÚVIDAS FREQUENTES SEGURO AUTOMOTIVO 1. DEVO FAZER O BOLETIM DE ACIDENTES DE TRÂNSITO (BAT)? Sim, principalmente se houver terceiros envolvidos e se você for o culpado pelo acidente. 2. QUER DIZER QUE

Leia mais

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO ANOTAÇÃO CTPS NA EMPREGADO DISPENSADO, SEM JUSTA CAUSA, NO PERÍODO DE 30 DIAS QUE ANTECEDE A DATA DE SUA CORREÇÃO SALARIAL MULTA DO

Leia mais

SUMÁRIO 1. OBJETIVO 2 2. ABRANGÊNCIA 2 3. REFERÊNCIAS 2 4. DEFINIÇÕES 3 5. POLÍTICA 4 6. RESPONSABILIDADES 11 7. ANEXOS 13

SUMÁRIO 1. OBJETIVO 2 2. ABRANGÊNCIA 2 3. REFERÊNCIAS 2 4. DEFINIÇÕES 3 5. POLÍTICA 4 6. RESPONSABILIDADES 11 7. ANEXOS 13 Política de Segurança da Informação do São Bernardo SUMÁRIO Página 1. OBJETIVO 2 2. ABRANGÊNCIA 2 3. REFERÊNCIAS 2 4. DEFINIÇÕES 3 5. 4 6. RESPONSABILIDADES 11 7. ANEXOS 13 1 Política de Segurança da Informação

Leia mais

Apostila Departamento de Pessoal Thayza França. Dispensa Sem Justa Causa

Apostila Departamento de Pessoal Thayza França. Dispensa Sem Justa Causa Rotinas de desligamento Apostila Departamento de Pessoal Thayza França Rescisão do contrato de trabalho Vários são os tipos de rescisão de contrato de trabalho, diferenciados entre si pelo tipo do contrato,

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DEVERES ÉTICOS DO ALUNO

CÓDIGO DE ÉTICA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DEVERES ÉTICOS DO ALUNO CÓDIGO DE ÉTICA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DEVERES ÉTICOS DO ALUNO Art. 1 Os princípios éticos contidos nesse código dizem respeito ao relacionamento do aluno com seus semelhantes, com os professores,

Leia mais

Manual Prático Trabalhista e Previdenciário

Manual Prático Trabalhista e Previdenciário Manual Prático Trabalhista e Previdenciário Qual é o prazo para pagamento dos salários dos empregados? R: O pagamento deve ser realizado até o 5º dia útil do mês seguinte. Esta deve ser a data em que deve

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO Considerando a intensificação do relacionamento do profissional na área da segurança do trabalho, sendo imperativo para a disciplina profissional,

Leia mais

DISPENSA POR JUSTA CAUSA: IMPROBIDADE, INCONTINÊNCIA DE CONDUTA E MAU PROCEDIMENTO E DESÍDIA

DISPENSA POR JUSTA CAUSA: IMPROBIDADE, INCONTINÊNCIA DE CONDUTA E MAU PROCEDIMENTO E DESÍDIA DISPENSA POR JUSTA CAUSA: IMPROBIDADE, INCONTINÊNCIA DE CONDUTA E MAU PROCEDIMENTO E DESÍDIA RODRIGO MORAES SÁ 1 RESUMO A maneira de se portar e o comportamento do empregado no ambiente laboral se revestem

Leia mais

PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL CÂMARA MUNICIPAL DE PALHOÇA SETOR DE COMPRAS E LICITAÇÃO

PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL CÂMARA MUNICIPAL DE PALHOÇA SETOR DE COMPRAS E LICITAÇÃO TOMADA DE PREÇOS Nº 004/2012 CONTRATO Nº 12/2012 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS QUE CELEBRAM A CÂMARA MUNICIPAL DE PALHOÇA, E A EMPRESA DATAVOX TELEINFORMÀTICA LTDA. A, doravante denominada CMP ou CONTRATANTE,

Leia mais

CLÁUSULA TERCEIRA VALE TRANSPORTE

CLÁUSULA TERCEIRA VALE TRANSPORTE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2005/2006 PELO PRESENTE INSTRUMENTO DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DE UM LADO O SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIODIFUSÃO DO ESTADO DO PARANÁ, A SEGUIR DENOMINADO

Leia mais

PROCEDIMENTOS PARA ATRASO OU NÃO ENTREGA DE MATERIAL PERMANENTE

PROCEDIMENTOS PARA ATRASO OU NÃO ENTREGA DE MATERIAL PERMANENTE PROCEDIMENTOS PARA ATRASO OU NÃO ENTREGA DE MATERIAL PERMANENTE 1 - O servidor encarregado pelo recebimento deverá solicitar ao servidor lotado no Setor de Patrimônio de cada Unidade, que entre em contato

Leia mais

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º,

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º, 13º SALARIO Trabalhadores beneficiados Farão jus ao recebimento do 13º salário os seguintes trabalhadores: a) empregado - a pessoa física que presta serviços de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter

Leia mais

TRABALHADOR HORISTA. Dr. Leslie Magro

TRABALHADOR HORISTA. Dr. Leslie Magro TRABALHADOR HORISTA Dr. Leslie Magro 1. DEFINIÇÃO O trabalhador horista é aquele que recebe o salário mensalmente, porém determinado pelo valor-hora. O trabalhador horista tem todos os direitos e obrigações

Leia mais

DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR

DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR Por intermédio destas informações, o SITRIVESCH tem por finalidade informar o trabalhador de seus direitos/deveres. Importante destacar que o não cumprimento

Leia mais

Direitos na Rescisão Folha 1:

Direitos na Rescisão Folha 1: Direitos na Rescisão Folha 1: 1º dia útil após o término do 04 EXPERIÊNCIA c) Férias proporcionais aos meses trabalhados contrato d) Salário família (se for o caso) c) Férias proporcionais aos meses trabalhados

Leia mais

CONTRATO/ADM N.º 007/2014

CONTRATO/ADM N.º 007/2014 CONTRATO/ADM N.º 007/2014 CONTRATO DE AQUISIÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E MONITORAMENTO ELETRÔNICO QUE ENTRE SI FIRMAM O MUNICÍPIO DE CACHOEIRA ALTA, ESTADO DE GOIÁS, E SUDOESTE SEGURANÇA

Leia mais

DA NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO DO ATO DE DISPENSA DO EMPREGADO PÚBLICO

DA NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO DO ATO DE DISPENSA DO EMPREGADO PÚBLICO DA NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO DO ATO DE DISPENSA DO EMPREGADO PÚBLICO Virgínia Cavalcante Coelho 1 virginiacavalcante@yahoo.com.br Universidade Federal do Ceará Campus Cariri INTRODUÇÃO É possível constatar-se

Leia mais

CLÁUSULA PRIMEIRA FUNDAMENTO LEGAL

CLÁUSULA PRIMEIRA FUNDAMENTO LEGAL CONTRATO ADMINISTRATIVO Nº09/2015 Contrato celebrado entre a Câmara Municipal de São Simão e a Empresa CABOCLO MOVEIS E ELETRO LTDA- ME. CONTRATANTE: A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO SIMÃO, pessoa jurídica de

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

CÁLCULOS TRABALHISTAS

CÁLCULOS TRABALHISTAS CÁLCULOS TRABALHISTAS Remuneração - Salário acrescido da média das variáveis (exemplo: comissões) dos últimos 12 meses. - Média: soma das 6 maiores parcelas variáveis mês a mês, divididas por 6, dentro

Leia mais

~.f) .., Quando o empregado prestar Serviço, em Jornada Única, a mais de uma Empresa

~.f) .., Quando o empregado prestar Serviço, em Jornada Única, a mais de uma Empresa valor do seu salário ficará vinculado ao número de dias ou horas efetivamente trabalhadas, na forma prevista nos artigos 4 e 76 da CL T vigente. Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força

Leia mais

Auxiliar Jurídico. Módulo IV. Aula 01

Auxiliar Jurídico. Módulo IV. Aula 01 Auxiliar Jurídico Módulo IV Aula 01 1 CÁLCULOS TRABALHISTAS Neste módulo você irá aprender a realizar os cálculos de verbas rescisórias e Liquidação de Sentença. I. VERBAS RESCISÓRIAS Podemos entender

Leia mais

- CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL -

- CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - - CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - Copyright -Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada destes materiais, no todo ou em parte, constitui violação do direitos autorais. (Lei nº 9.610). 4.

Leia mais

CARTILHA DO AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO

CARTILHA DO AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO CARTILHA DO AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO A Constituição Federal assegura aos trabalhadores aviso prévio proporcional ao tempo de serviço de no mínimo trinta dias nos termos da lei. Passados

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI N o 2.369, DE 2003 Dispõe sobre o assédio moral nas relações de trabalho. Autor: Deputado MAURO PASSOS Relator: Deputado VICENTINHO

Leia mais

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 4º Semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula. 15º Ponto Aviso Prévio.

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 4º Semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula. 15º Ponto Aviso Prévio. Aviso Prévio 1. Conceito 2. Cabimento 3. Prazo 4. Início da contagem do prazo 5. Ausência do aviso prévio 6. Anotação na CTPS da data do encerramento do contrato de trabalho 7. Renúncia do período de aviso

Leia mais

MINUTA DO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

MINUTA DO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MINUTA DO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO MÉDIO VALE DO ITAJAÍ - CIMVI, associação pública, inscrita no CNPJ nº 03.111.139/0001-09, com sede na Avenida Getúlio Vargas, n 700,

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA E DE CONDUTA

CÓDIGO DE ÉTICA E DE CONDUTA CÓDIGO DE ÉTICA E DE CONDUTA Belo Horizonte 2012 SUMÁRIO CAPÍTULO I...2 PRINCÍPIO ORIENTADOR... 2 CAPÍTULO II...2 DOS DEVERES COMUNS...2 CAPÍTULO III...3 DA RESPONSABILIDADE...3 CAPÍTULO IV...4 DOS DIREITOS,

Leia mais

EXMO. JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE

EXMO. JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE EXMO. JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE José, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, CTPS, PIS, residente e domiciliado na, vem, respeitosamente, perante V. Exa., por meio de seu advogado,

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos.

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos. Consultas à Defesa Anualmente, o Departamento de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM) realiza cerca de mil atendimentos, esclarecendo dúvidas sobre uma série de assuntos e garantindo

Leia mais

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 3º semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula

Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 3º semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula 1. Princípio da norma mais favorável. 2. Princípio da condição mais benéfica. 3. Princípio de irrenunciabilidade. 4. Princípio da primazia da realidade. 5. Princípio da continuidade da relação de emprego.

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2003

PROJETO DE LEI Nº, DE 2003 PROJETO DE LEI Nº, DE 2003 (Do Sr. MAURO PASSOS) Dispõe sobre o assédio moral nas relações de trabalho. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º É proibido o assédio moral nas relações de trabalho. Art. 2º

Leia mais

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS A área de RH e seus subsistemas EMENTA PONTO 02 Referência bibliográfica: ANDRADE, Denise de Fátima. Recursos Humanos : Gestão de pessoas. Santa Cruz do Rio Pardo, SP: Viena,

Leia mais