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6 Revista Brasileira Saúde da Família Ano 14, números 35-36, maio/dez Coordenação, Distribuição e informações MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica Edifício Premium SAF Sul Quadra 2 Lotes 5/6 Bloco II Subsolo CEP: , Brasília - DF Telefone: (0xx61) Site: Editor Chefe: Hêider Aurélio Pinto Jornalista Responsável/ Editor: Fernando Ladeira de Oliveira (MTB 1476/DF) Coordenação Técnica: Felipe Cavalcanti Alexandre de Souza Ramos Secretária de Redação Déborah Proença Conselho Editorial: Alexandre de Souza Ramos Angelo Giovani Rodrigues Antonio Neves Ribas Caroline M. J. dos Santos Cláudio H. G. De Menezes Déborah Proença Felipe Cavalcanti Fernando Ladeira Hêider Aurélio Pinto Ana Carolina Lucena Kátia M. Galvão Gomes Marcelo Pedra Machado Marco Aurélio Santana da Silva Patrícia Tiemi Cawahisa Paulynne Cavalcanti Impresso no Brasil / Printed in Brazil Venda proibida. Distribuição gratuita Equipe de Comunicação: Déborah Proença Fernando Ladeira Luciana Melo Marcos Botelho Sávio Marques Projeto Gráfico e Diagramação Roosevelt Ribeiro Teixeira Sávio Marques Ilustrações: Roosevelt Ribeiro Teixeira Revisão: Ana Paula Reis Normalização: Marjorie Fernandes Gonçalves Fotografias: Radilson Carlos Gomes, Déborah Proença, Fernando Ladeira (FL), Luciana Melo, Marcos Botelho, Sávio Marques, Gisele Cabrera (Secom-Cambé/PR), Erasmo Salomão/ Karina Zambrana/ Rondon Vellozo (Ascom- MS), Luciano Freire, Acervo RONTAN. Capa: Luciana Melo Colaboração: Roosevelt Teixeira, Marcos Botelho, Sávio Marques, Elisabete Zuza, Raphael Gomes, Paulo Poli, Gilson Carvalho, Flávio Goulart, Tiago Neiva, Beatriz Dobashi, Emerson Emehry, Marco Aurélio S. Silva, Patrícia Barbará, Sabrina Ferigato, Luiz Cecílio, Alessandra Vaz, Maria Sarzi, Moacir P. Júnior, Sylvio Costa. Errata: Na edição 34, onde se lê estabelecimentos de saúde (p. 7, 1ª linha, 1ª coluna) leia-se estabelecimentos de saúde. Revista Brasileira Saúde da Família / Ministério da Saúde Ano 1, n. 1 (set. / dez. 2012). Brasília : Ministério da Saúde, Quadrimestral. Ano 1, n. 1, publicada pela Gráfica do Ministério da Saúde. ISSN: Saúde da Família - Periódico. I. Brasil. II. Ministério da saúde. III. Título. IV. Série CDU 614 Catalogação na fonte Coordenação-Geral de Documentação e Informação Editora MS OS 0190/2014

7 Capa Brasil IV Mostra 39 A Saúde da Família chega aos 20 anos com determinação das equipes na defesa da vida dos usuarios Revista Brasileira Saúde da Família 15 A RBSF completa 15 anos em comunicação com os trabalhadores da saúde 88 Criatividade e inovação marcam os preparativos para a IV Mostra Nacional de Experiências da AB Brasil Novo Ministro na Saúde Mais Médicos 10 anos de sorrisos Quanto custa a atenção básica Experiência 28 Integração para a integralidade Cambé, no Paraná, apresenta uma experiência de articulação entre a vigilância em saúde e a atenção básica com vistas ao controle da dengue Recorte 34 Alexandre Padilha Protagonismo da atenção básica é destaque da entrevista De olho no DAB RBSF: Confira o que mudou A imagem e o som da saúde De trabalhador pra trabalhador Departamento de Atenção Básica

8 Editorial 20 anos de Saúde da Família, 15 anos de Revista. E muita estrada pela frente! A Revista Brasileira de Saúde da Família (RBSF) comemora em 2014 seus 15 anos de vida, expressos em 36 edições periódicas e outras duas especiais. A atual, chamada Edição Comemorativa, congrega as de números 35 e 36 em uma única publicação. Esta edição está organizada em três blocos: o de aniversário da publicação, o de comemoração dos 20 anos da Estratégia Saúde da Família, e o de apresentação da IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/Saúde da Família, que acontece entre 12 e 15 de março, em Brasília. Se o recheio está diferente, também o formato de apresentação da revista mudou. A edição comemorativa apresenta uma significativa mudança editorial e gráfica no projeto da Revista Brasileira Saúde da Família. As mudanças são fruto de meses de discussão e testes realizados em 2013 e são vistas no estilo de diagramação, nas fontes (letras), nos recursos visuais que apresenta, textos (menores e mais leves), e pequenas alterações nos nomes das seções: Entrevista, por exemplo, mudou para Recorte, e Carreira foi alterada para Perfil. O encarte Saúde com a gente, destinado aos agentes comunitários de saúde (ACS), foi incorporado ao corpo da Revista. Nossos estudos mostraram que o encarte muitas vezes se perdia e que o corpo da Revista era mais lido pelos ACS do que o próprio encarte. Com isso,o desafio de produzir a RBSF com uma linguagem que dialogue com diferentes públicos torna-se ainda maior, e continuará sendo um aspecto de muito cuidado da equipe que faz a revista. A seção Tome Nota, que fazia parte do encarte com o objetivo de veicular informações técnicas aos agentes comunitários, foi incorporada a revista e sua abrangência ampliada, para atender a todos os profissionais de saúde na atenção básica. Junto com as mudanças no formato impresso, está em finalização o site da RBSF. O projeto impresso foi pensado para ser interligado com a linguagem virtual. Com o site, a revista se tornará mais ágil, interativa e com maior extensão de informações. Esta edição comemorativa, pode-se dizer, é uma edição de transição. Traz aspectos novos e incorpora outros existentes até que se encontre o ponto ideal onde a revista faça completa conexão com seus leitores primordiais: trabalhadores, gestores e usuários da atenção básica à Saúde. Desse modo, seu conteúdo mescla os três blocos citados com matérias que você encontra normalmente. Com a recente mudança ministerial, apresentamos o novo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, na introdução da publicação. Em seguida, você confere as novidades da revista e o bloco de textos em comemoração aos seus 15 anos. Depois, matérias jornalísticas como a experiência de combate a dengue em Cambé (PR), ou o Jogo de Saúde da Mulher, no Tome Nota. O bloco de textos em comemoração aos 20 anos da Estratégia Saúde da Família vem a seguir e é o recheio especial dessa festa. Artigos de opinião, matérias, linha do tempo, compõem esse bloco de texto que homenageia você, profissional de saúde, pelo esforço cotidiano e decisivo na construção da atenção básica brasileira. Na sequência, novas matérias jornalísticas como a que trata do financiamento da atenção básica ou a que aborda os 10 anos do Programa Brasil Sorridente. Por fim, para fechar essa edição comemorativa com chave de ouro, há o bloco de textos que aborda a IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/Saúde da Família, evento que reunirá 10 mil participantes e celebra a riqueza das experiências que se concretizam no do dia-a-dia de cada canto de nosso país.desejamos boa leitura, e lembramos que suas sugestões e críticas são aguardadas pelo Departamento de Atenção Básica Secretaria de Atenção à Saúde Ministério da Saúde

9 Brasil O desejo de produzir mais vida Por: Fernando Ladeira Fotos: Erasmo Salomão - Ascom/MS me move a enfrentar esses desafios mortalidade infantil e Oque materna, prevenir e combater o câncer, a dengue, a aids etc. é o desejo de produzir mais vida. O mesmo desejo que me movimenta no sentido da organização da rede básica, da ampliação da cobertura da Saúde da Família, da reorganização dos serviços de alta complexidade. A afirmação é parte do discurso de posse de Arthur Chioro, primeiro secretário municipal de Saúde (São Bernardo do Campo/ SP) alçado diretamente a Ministro de Estado da Saúde. Chioro era secretário em São Bernardo do Campo (São Paulo) e tomou posse como ministro em 3 de fevereiro de A cerimônia de transferência de cargo aconteceu em Brasília (Distrito Federal) e foi conduzida por Alexandre Padilha, ministro desde janeiro de 2011 (leia a entrevista, na pág. 34). Na ocasião, o ministro Chioro declarou que dará continuidade e qualificará mais o Programa Mais Médicos, além de seguir com o conjunto de medidas já em andamento, tais como ampliar e qualificar a infraestrutura da rede de saúde, a abertura de novas faculdades de medicina e a garantia de vagas de residência, entre outras, sem deixar de investir nas demais categorias de nível superior e técnico. Além de dar continuidade à implantação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e das redes regionais de atenção à saúde, Arthur Chioro disse ter recebido da presidenta da República, Dilma Rousseff, a missão de implantar uma nova política de atenção hospitalar, que já tem sido pauta de discussão e pactuação. Para que a política seja efetiva, o ministro considera vital rever a participação de hospitais, públicos, filantrópicos, e de milhares de hospitais de pequeno porte além de aprofundar o programa de atenção domiciliar. Lembrou ainda que será necessário produzir uma política para a média complexidade, a atenção especializada, com a qual, segundo ele, tem-se um imenso débito. O novo ministro conclamou os secretários estaduais de Saúde para discutir, particularmente, três temas: a política de assistência farmacêutica, no que tange a partilha de responsabilidades de medicamentos de alto custo; o estabelecimento de carreiras para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde; e a revisão do papel dos Estados, em especial, na regionalização das Redes de Atenção no SUS. Também convocou os gestores municipais, em conjunto com os estaduais e federais, a buscarem um modelo menos centralizado e burocrático para Revista Brasileira Saúde da Família 7

10 Brasil operar as políticas nacionais de saúde. A ordem é simplificar, descomplicar, envolver, implicar, enfatizou Chioro. Propôs ainda ao Conselho Nacional de Saúde que a próxima Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada em 2015, discuta propostas de aperfeiçoamento do sistema nacional de saúde, para incorporá-las ao Plano Plurianual (PPA) do governo federal e o Plano Nacional de Saúde para o quadriênio Arthur Chioro abordou também questões relativas às relações internacionais, aos planos de saúde, às políticas de saúde mental e de álcool e drogas. O desafio, disse o ministro, é consolidar o que está bom e não ter medo de reinventar novos caminhos. Quem é Arthur Chioro? Ademar Arthur Chioro dos Reis é médico sanitarista e doutor em Saúde Coletiva pela Unifesp/SP, professor universitário e pesquisador nas áreas de gestão e planejamento em saúde. Casado e pai de quatro filhos. Participou da gestão do Ministério da Saúde entre 2003 e 2005 como diretor do Departamento de Atenção Especializada, onde coordenou projetos inovadores e de fundamental importância para o SUS. Entre eles estão a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU- 192), o processo de certificação e contratualização dos hospitais de ensino, a criação do projeto de contratualização dos hospitais de pequeno porte e dos hospitais filantrópicos com o SUS, e a reorganização da rede de alta complexidade em saúde com a elaboração de políticas para atenção ao paciente renal, doenças cardiovasculares e neurológicas. Participou ainda das discussões iniciais do programa de atenção domiciliar no SUS. Entre 1989 e 1993, foi secretário de Saúde de São Vicente (SP) e, em 2009, assumiu a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo (SP). Foi duas vezes presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/ SP), a última em Saiba mais íntegra do discurso de posse do ministro Arthur Chioro: 03/DISCURSO-DE-POSSE-CHIORO.pdf 8 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

11 De olho no DAB RBSF passa por mudanças editoriais-gráficas Por: Fernando Ladeira / Fotos: Sávio Marques No final de 2012, foi lançado o portal do DAB, com melhorias visuais, mais facilidade de acesso e navegação em relação ao site anterior. Deu-se, então, continuidade a estudos para se lançar, também e dentro do portal, uma página exclusiva para a Revista Brasileira Saúde da Família (RBSF) que congregasse os trabalhos realizados pelo Núcleo de Educomunicação da Coordenação Geral de Áreas Técnicas. Isso levou à discussão e solicitação para uma atualização e adequação da revista impressa: renovar o visual e o conteúdo da RBSF para 2014, quando a publicação completa 15 anos de existência. REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 9

12 De olho no DAB Diversas mudanças serão percebidas (veja Quadro 1), tanto em texto quanto no aspecto gráfico (leia na página 11). Inicialmente, foram definidos os cortes dos artigos técnicos, para descaracterizar o aspecto técnico-científico que já esteve presente anteriormente na publicação, e também do encarte Saúde com a Gente, ao incluir os temas dos agentes comunitários de saúde no corpo da revista e estendê-los a todos os profissionais de saúde. Em conteúdo, das 17 seções (13 da revista e 4 do encarte) antes em uso, ficaram 13, que atendem à média de temas abordados nas edições. Da revista, além do Artigo Técnico, deixa de existir a seção ESF em Foco. Mudam de nome a Entrevista principal, que passa a se chamar Recorte, e Carreira, que se torna Perfil e inclui todos os profissionais de saúde. Do RBSF Impressa Projeto Editorial Anterior Atual Fixa (F) ou Opcional (O) 76 págs. (60 revista + 16 encarte) Sem encarte Publicação Quadrimestral Não técnico-científica Leitura ágil Divulgar ações/políticas DAB/SAS/MS e experiências locais Matérias: 3 a 5 págs./capa até 8 págs. Pág.: 3 colunas, a toques Matérias + fotos com créditos Encarte Saúde com a Gente, com 16 pág. Seções: Principal, Entrevista com ACS, Tome Nota, Crônica da Saúde Seções: Expediente, Cartas, Editorial, Entrevista, Carreira, Brasil, Capa (matéria), Experiência Exitosa, De Olho no DAB, ESF em Foco, Espaço Galeria, Pelo Mundo e Artigo Técnico Publicação Quadrimestral Não técnico-científica Leitura ágil e simplificada Divulgar ações/políticas DAB/SAS/MS e experiências exitosas locais Matérias: 1 a 4 págs./capa até 6 págs. Pág.: 2 colunas, a toques Matérias + fotos com créditos + legendas Sem encarte Seção Tome Nota é assimilada na revista Capa: quatro chamadas contra sete anteriores Expediente: mantido Editorial: mantido Cartas: muda título para Comentário Web Entrevista: muda título para Recorte Brasil: temas nacionais Experiência Exitosa: textos jornalísticos e de autores (relatos estaduais/municipais) Carreira: muda título para Perfil Pelo Mundo: textos autorais e livres dos profissionais da AB Espaço Galeria: fotos e poemas Matéria de Capa: matéria especial, principal Artigo: sai da revista Tome Nota: texto técnico, de orientação a todos os profissionais da AB De Olho no DAB: notícias do Departamento ESF em Foco: sai F F F F F F F F O O F O F 10 Revista Brasileira Saúde da Família

13 encarte, o Tome Nota é transferido para o corpo da revista, com conteúdo voltado a todas as profissões de saúde, mas as outras seções são incorporadas às da RBSF. Quanto à forma, aliada ao visual e também às possibilidades futuras de vínculos com um site da revista no portal do DAB, ela se torna mais leve, pois passa a utilizar duas colunas de texto apenas, que representam redução média de 32% em relação à versão anterior. Por outro lado, permite maior número de matérias e temas a serem desenvolvidos. Com o novo modelo editorial-gráfico, aprovado pela Direção do DAB, acredita-se que ela se torne mais funcional, agradável na leitura/pesquisa e referenciada em relação aos meios virtuais que vêm sendo adotados pelo Ministério da Saúde. Mais leveza, mais beleza, mais Saúde Perto de Você Por: Roosevelt Ribeiro e Sávio Marques A Revista Saúde da Família continua com a mesma responsabilidade e o compromisso de sempre, mas agora, ela está com uma nova cara: mais suave, mais leve, mais dinâmica. E é com muito prazer que trazemos para os nossos leitores essa inovação. Uma mudança gráfica que acompanha os caminhos do trabalho contínuo no fortalecimento do SUS, com a estampa que queremos para a Atenção Básica. A ideia é convergir com as ações que pretendem a melhoria do cuidado à saúde e da qualidade de vida dos brasileiros, nos quatro cantos do país. Traços, trechos, símbolos, signos. Forma e conteúdo trabalhados com carinho para fazer justiça às belas histórias do nosso povo, pilar desse impresso. Em cada cor, em cada tipo, em cada desígnio, um pedaço da mente, um tanto da gente. Usar o tempo para dar atenção e cuidado ao outro. Porque no mais, o que se quer é Saúde Mais Perto de Você. REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 11

14 De olho no DAB 1 A nova proposta da marca está mais leve e suave, sem perder a força e a objetividade, fundamentais à temática da revista 2 Sejam fotos ou ilustrações, a imagem de capa segue os contornos propostos pela revista e sua 3 linha editorial O número da edição também segue um conjunto de novos grafismos, remetem à ideia de objetividade, transparência e dinamismo Capa Capa meramente ilustrativa. 4 As chamadas principais são mais um exemplo das novas formas que o projeto gráfico assumiu 12 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

15 Sumário As chamadas O texto no principais são topo da imagem apresentadas representa a em destaque e seção da revista com imagem em que a matéria representativa Nesta seção do se encontra Em cada seção da sumário, a imagem revista, o título da dá destaque à matéria matéria é apresentado mais relevante junto ao número da seção da página Capa 7 Encontro de dialogos em prol da qualidade da saúde 3 Brasil Momentum 1 Brasil Academia da Saúde abrange todo o País 6 entrevista 17 esus envolve a AB 20 NASF se universaliza 43 PMAQ em todo o Brasil 6 entrevista 17 esus envolve a AB 20 NASF se universaliza 43 PMAQ em todo o Brasil 6 Experiência Perfil 2 Experiência 28 João Pessoa: Descentralização marca os testes rápidos 20 entrevista 17 esus envolve a AB 20 NASF se universaliza 43 PMAQ em todo o Brasil 4 20 entrevista 17 esus envolve a AB 20 NASF se universaliza 43 PMAQ em todo o Brasil Departamento de Atenção Básica Brasil 1 2 Seção PMAQ e Censo revelam presença das PICS no País Por: Fernando Ladeira / Fotos: Luciana Melo O crescimento de clínicas especializadas em acupuntura, farmácias homeopáticas, e o incentivo ao fuso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos, além de ginásticas e métodos orientais observados na iniciativa privada em todo o País não encontram correspondência no SUS. Se essa fosse uma questão de concurso público e você tivesse marcado um X no Certo você iria se decepcionar, pois a resposta está ERRA- DA! O que antes era apenas uma percepção, agora passou a evidência com a apuração de resultados dos dados colhidos nas pesquisas feitas para o Censo da Infraestrutura dos estabelecimentos de saúde e para o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Com o PMAQ sabemos que pelo menos equipes realizam a prática, afirma Felipe Cavalcanti, coordenador da Coordenação Geral de Áreas Técnicas (CGAT) do Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/ MS), onde atua o Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares à Saúde... 4 A orientação ao leitor também mudou. A seção da revista em que você está é sinalizada no topo da página Esta linha no topo da página também identifica a seção e ajuda a se localizar facilmente Mais espaços em Os olhos, texto em branco? Sim! A destaque na matéria, isso chamamos de também ganharam respiro, que torna um cuidado especial mais confortável e estão mais a leitura charmosos 6 Revista BRasileiRa Saúde da Família REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 13

16 12 Revista BRasileiRa Saúde da Família Revista BRasileiRa Saúde da Família Nas inúmeras vezes que ouvi falar do VER- SUS, antes de vivê-lo, já tinha percebido quão entusiasmados meus colegas ficavam ao relatar suas vivências, mas só hoje, depois de passar por duas edições, consigo entender que o brilho nos olhos era despertado por muito mais do que lembranças de experiências pessoais. Eu, na época, compunha a chapa da Coordenação Nacional dos Estudantes de Saúde Coletiva (CONESC). Por conta dos de- trapolaria em muito minha expectativa de formação complementar, com o objetivo de permitir aos estudantes experimentações e abordagens diferentes daquelas tradicionalmente encontradas nas universidades, excessivamente centralizadas na prática clínica assistencial. A Coordenação Estadual conseguiu reunir instituições de ensino, profissionais do serviço nos níveis municipal e estadual, estudantes de graduação e pós-graduação e militantes diversos do SUS. A tarefa de compatibili- De olho no DAB Ilustrações Pelo Mundo No novo projeto gráfico, as ilustrações ganham nova força. Agora, a revista contará com mais ilustrações, que terão tanto espaço e destaque quanto os textos VERSUS: um relato da construção. Por: Laís Relvas e Antonio Costa Ilustrações: Roosevelt Ribeiro A duas mãos: facilitadora A imagem fala por si safios e da responsabilidade de estar na primeira gestão da Executiva, vinha conversando, com colegas que haviam militado no movimento estudantil, sobre ideias, projetos, sonhos. O VERSUS era unanimidade nas falas e, quando nos demos conta de que havíamos sido suficientemente cativados, estabelecemos como uma das prioridades da gestão atual a construção do projeto nos Estados que tinham o curso. Foi assim que me envolvi com o grupo que organizou as edições de verão e inverno de 2012 no Rio de Janeiro. Apenas alguns meses antes de virar facilitadora de uma turma. Já nas reuniões preparatórias, pude perceber que o potencial transformador do VERSUS ex- 14 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

17 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 1515

18 Revista Brasileira Saúde da Família RBSF:15 anos de comunicação com os profissionais da AB Por: Fernando Ladeira O sucesso da iniciativa do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), lançado em 1991, foi o que deu base à criação do, então, Programa Saúde da Família (PSF), em Mais que isso, aguçou a percepção dos responsáveis pela atenção básica de uma necessidade: a de estabelecer um meio de comunicação e troca de informações com os profissionais de saúde envolvidos diretamente com os cuidados à saúde da população. Assim se desenvolveu o projeto da Revista Brasileira Saúde da Família (RBSF) no ano de 1999 e, que em 2014, completa 15 anos de existência. Desde a primeira edição, a Revista passou por várias mudanças na forma de abordar o conteúdo, sem deixar de possuir fortes semelhanças em sua produção. O que definitivamente não se perdeu em 16 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

19 Ed. 01/nov1999 Ed. 02/jul2000 Ed. 03/dez2000 todo o período de vida foi seu propósito: ter o foco do na Atenção Básica à Saúde, especialmente nas equi- firmapes de Saúde da Família. Na edição de nº 1, comemora-se que o PSF chegou a mais de municípios no Brasil e conta então com orçamento anual de R$ 323,9 milhões. Nesta edição, há matéria jornalística que hoje se enquadraria na atual seção Brasil e aborda a questão do financiamento, descentralização e equidade na atenção básica. Com o título de Municípios, que seria hoje a seção Experiência Exitosa, são Ed. 04/ago2001 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 17

20 Ed. 05/mai2002_Especial Ed. 06/dez2002 Ed. 07/jan2003 abr2004_especial apresentadas experiências de Contagem, Iguatu, Mauá, Sobral, Verde e Teresina. A edição especial de nº 7, referente ao período , traz artigos sobre os 10 anos do Programa Saúde da Família, informa a expansão do programa, que chegava então a municípios e contando com a atuação de equipes de saúde, oferendo cuidados a uma população de 62,5 milhões de brasileiros. Entre os temas nacionais em destaque estão temas como o monitoramento e avaliação na atenção básica, o trabalho dos ACS nas grandes cidades, a promoção da saúde bucal e a gestão do trabalho e da educação na saúde. As experiências sensíveis e trocas de saberes de municípios e Estados se sucedem em cada edição. Pelo menos 24 Estados e 140 municípios foram abordados em matérias jornalísticas, considerando que as de cunho nacional tendem a utilizar mais de uma fonte de informações em mais de uma localidade. O visual da revista mudou de acordo com a definição de necessidades a serem supridas (mais técnica/menos técnica) e conforme os recursos e linguagens gráficas dos momentos vividos, como podemos observar na atual edição que lança uma reforma editorial e gráfica (ver página 9). A tiragem da publicação também cresceu, seguindo o número de Unidades Básicas de Saúde registradas no CNES. Atualmente, a Revista Brasileira Saúde da Família tem distribuição de 50 mil exemplares, uma para cada das 40 mil UBS e as demais em congressos e eventos nacionais. O formato da Revista que conta com o encarte Saúde com a Gente (dirigido aos agentes comunitários de saúde) começou a partir da edição 21, as revistas podem ser encontrada em formato digital, para download. Edições anteriores passaram por um processo de digitalização e também se encontram disponíveis para acesso on-line (em Ed. 08/dez REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

21 formato PDF) na área de publicações do portal do DAB (http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes). Qualquer profissional de saúde, gestor e usuário do SUS que tenha interesse em novas informações sobre a atenção básica brasileira poderá baixar as edições da RBSF para seu computador pessoal. Ed. 9/jan-mar2006 Em tempos de Internet Esta edição especial da Revista inaugura uma nova fase. Estamos buscando produzir uma revista mais leve, mais simples e mais interativa, sempre com foco nos trabalhadores e trabalhadoras da atenção básica. Para fortalecer este processo, está em fase de produção o site da RBSF, que trará atualizações mais frequentes de algumas das editorias publicadas na revista impressa. Com recursos mais modernos, o site da RBSF permitirá a veiculação de mais reportagens, matérias e artigos do que atualmente se tem com a periodicidade quadrimestral. Comunicar é necessariamente uma ação que envolve mais de um sujeito, mais de um interlocutor para se estabelecerem ações e reações, trocas de conhecimentos, sentimentos, experiências, encontros, conflitos e reencontros. É deixar viver com fluidez a vida que cada um experimenta para que se partilhe em conformidade com os limites que cada um tem. Com o site, teremos um canal que atende fortemente a estes requisitos, de modo a melhorar ainda mais a comunicação na atenção básica. Ed. 10/abr-jun 2006 Ed. 11/jul-set2006 Ed. 12/out-dez2006 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 19

22 Ed. 13/jan-mar2007 Ed. 14/abr-jun A revista tem sido reconhecida e respeitada... Ed. 15/jul-set2007 Ter os diversos instrumentos de informação, de comunicação, para o mundo, que envolve milhares de trabalhadores como o Saúde da Família e milhões de usuários, é essencial. O formato das redes sociais, os informes, os protocolos e a revista são fundamentais no estabelecimento desse fluxo de informação, que é muito grande, com inovações muito grandes, e o compartilhamento de experiências é fundamental para agilizar processos em várias regiões do País. A revista tem sido reconhecida e respeitada como canal estratégico de comunicação com o conjunto dos gestores e trabalhadores, e é uma marca do Saúde da Família no Brasil, quase que acompanhando temporalmente o início da Estratégia Saúde da Família. Helvécio Miranda Magalhães Júnior Secretário de Atenção à Saúde (SAS) Ed. 16/out-dez REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

23 Ed. 17/jan-mar É contra o desperdício da experiência... Ed. 18/abr-jun2008 Os 15 anos da revista devem ser muito comemorados, pois ela é um SUScesso. Temos nela uma referência muito importante, pois tem qualidade editorial e gráfica e é dinâmica. Às vezes, é pouco associada ao cotidiano da gestão, mas ela tem essa ocupação de dar voz aos vários atores, trazer o cotidiano deles para revelar ao conjunto do País. É contra o desperdício da experiência. Tem relevância em conseguir trazer para o conjunto o que é a experiência de cada lugar. Agora vai entrar nesta outra/nova fase de ter uma revista ainda mais ágil na socialização das informações, com a futura edição digital, que trará agilidade e amplitude, e todos os que hoje não a conhecem vão ter a oportunidade de perceber quão importante é a Revista Saúde da Família no Brasil. Ed. 19/jul-set2008 Hêider Aurélio Pinto Diretor do Departamento de Atenção Básica (DAB) Fotos: Luciano Freire Ed. 20/out-dez2008 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 21

24 Ed. 21/jan-mar2009 Flávio Goulart * Tiago Neiva ** Comunicação na ESF Ed. 22/abr-jun2009 Ed. 23/jul-set2009 O trabalho em equipe na Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental para a assistência integral em saúde, não sendo lícito pensar de modo excludente em relação ao trabalho de quaisquer profissionais, pois a atenção à saúde só se concretizaria no modo coletivo e complementar de agir. Mas, também, trabalhar em equipe carrega alguns dilemas, como o de um imperativo de bom entendimento entre as pessoas que dele participam. A complexa rotina de trabalho na ESF frequentemente leva a interfaces conflitantes de atuação profissional, desgastes nas relações interpessoais e comprometimentos do potencial ótimo de realização da atenção primária à saúde. Há soluções? Certamente! Elas derivam de uma combinação de compreensão da realidade, de técnicas adequadas de solução de problemas (não apenas clínicos) e, principalmente, de melhores processos de comunicação, sejam internos e externos. Desses três requisitos, o primeiro e o segundo podem ser aprendidos nas escolas. Porém, o terceiro demanda, além de considerável dedicação pessoal, disposição para o entendimento mútuo, revisão da burocratização excessiva que hoje marca a atuação profissional na ESF, em especial dos ACS, maior valorização das necessidades e Ed. 24/out-dez REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA

25 Ed. 25/jan-mar2010 demandas dos usuários, arejamento e ampliação da qualificação compreensiva (baseada nas necessidades do dia a dia) de cada membro das equipes, desenvolvimento de técnicas interpessoais de escuta e mediação, capacitação para a análise de textos e discursos, enfim, uma abordagem que busque entender e abranger a complexidade do tema. A Estratégia Saúde da Família é uma solução que ainda apresenta muitos problemas, cada qual com múltiplas possibilidades de resoluções. Para que ela cresça e seja valorizada por seus próprios membros e pelos que dela se utilizam, é preciso um exercício cotidiano de sensibilidade, de respeito com o outro, de capacidade de alteridade, de flexibilidade, de abertura, de rejeição a preconceitos e mesmo de compaixão. E, acima de tudo, de deliberação e de compromisso com a vontade de mudar. Ed. 26/abr-jun2010 Leia o texto original, completo, clicando no link: dab.saude.gov.br/artigosrbsf * Flávio Goulart é médico e doutor em Saúde Pública, docente aposentado da UnB. ** Tiago Neiva é médico de Família e Comunidade em Brasília, mestrando em Gerontologia e docente da Universidade Católica de Brasília. Ed. 27/jul-dez2010 Ed. 28/jan-abr2011 REVISTA BRASILEIRA SAúDE DA FAMíliA 23

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