USO DE GEOTECNOLOGIAS PARA AUXÍLIO NA ADMINISTRAÇÃO DO CEMITÉRIO PÚBLICO SÃO JOSÉ, NA CIDADE DE SANTA MARIA RS

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1 USO DE GEOTECNOLOGIAS PARA AUXÍLIO NA ADMINISTRAÇÃO DO CEMITÉRIO PÚBLICO SÃO JOSÉ, NA CIDADE DE SANTA MARIA RS Eduardo Pistoja Ibargoyen¹ Leonardo Moreira Aguiar² Matheus Plein Ziegler³ Valmir Viera 4 1 Universidade Federal de Santa Maria Tecnólogo em Geoprocessamento 2 Universidade Federal de Santa Maria Curso Superior de Tecnologia em Geoprocessamento 3 Universidade Federal de Santa Maria Curso Superior de Tecnologia em Geoprocessamento 4 Universidade Federal de Santa Maria Professor do Curso Superior de Tecnologia em Geoprocessamento RESUMO O Geoprocessamento é um conjunto de técnicas que permite gerenciar e organizar dados espacializados. Através deste conjunto de técnicas, o presente trabalho, visa demonstrar o desenvolvimento de um banco de dados através de um Sistema de Informações Geográficas (SIG), para gerenciar as informações dos jazigos em cemitérios públicos, visto que estas informações se encontram em registros de papel e muitas vezes sem condições de consulta por parte da população e administradores municipais. Com base nos dados geográficos coletados a campo com a utilização de Receptor GNSS e demais dados dos livrosreistro, o presente trabalho propõe desenvolver ações para auxiliar na atualização cadastral e análise da distribuição dos jazigos facilitando a busca dos mesmos por parte da população. A partir de informações de livros de registro e de sepultamentos foi feita a modelagem de um banco de dados com informações relevantes à população utilizando o programa Terraview no intuito de facilitar o cadastro/busca. O trabalho surge como uma proposta de ferramenta com uso de geotecnologias para o auxílio na organização, distribuição, localização e manipulação digital de dados referentes aos jazigos de cemitérios públicos, que, em um primeiro momento, torna-se de extrema importância para se verificar a atual situação do cadastro e manutenção do banco de dados. Também se torna relevante considerar que será proposto aos administradores um novo método de distribuição dos jazigos para facilitar a busca por parte da população. Como resultados esperam-se tornar mais efetiva a consulta e busca de informações sobre os jazigos e também na orientação do espaço físico dos cemitérios através de mapas e demais produtos gerados após o cruzamento dos dados coletados. Palavras-chave: Sistemas de informação Geográfica, cadastro, banco de dados.

2 ABSTRACT The Geographic information system is a set of techniques that allows you to manage and organize spatial information. Through this set of techniques, the present work aims to demonstrate the development of a database through a Geographic Information System (GIS) to manage the information of the tombs in public cemeteries, since this information is in paper conditions and often without consultation by the population and municipal administrators. Based on the spatial data collected in the field with the use of GNSS receiver and other data books, this paper proposes to develop actions to assist in updating information and analysis of the distribution of tombs facilitating the search of the same by the population. From information in the record books and burials modeling a database with information relevant to the population using the Terraview program in order to facilitate the registration / search was made. The work arises as a tool with the use of geotechnology to aid in the organization, distribution, location and manipulation of digital data relating to the tombs of public cemeteries, which, at first, it becomes extremely important to verify current status of registration and maintenance of the database. It also becomes important to consider that will be proposed to the managers a new method of distribution of deposits to facilitate the search for the population. The results are expected to bring about more effective queries and search for information about the graves and also the orientation of the physical space through maps of cemeteries and other products generated after matching of the data collected. Keywords: Geographic information systems, cadastre, database. 1. INTRODUÇÃO Segundo Santos et al. (2009), nos últimos anos, o tema planejamento vem ganhando mais importância nas administrações públicas, pois, por meio dessa ferramenta, é possível perceber a realidade e avaliar os caminhos possíveis para alcançar determinado objetivo. Desse modo, independentemente de setor, uma administração pública só terá bons resultados se houver um bom planejamento durante sua gerência. Esse princípio é igualmente válido para os cemitérios. Com o passar dos anos, porém, os cemitérios públicos de Santa Maria, Rio Grande do Sul, em consequência da má gestão, foram sendo defasados, principalmente no que se refere à documentação, e tendo sua organização desprezada quando comparada a de outros órgãos municipais em geral. O trabalho tem como proposta criar uma ferramenta através do uso de geotecnologias, para auxílio na coleta, organização, distribuição, localização e manipulação digital de dados referentes aos jazigos do Cemitério São José, localizado em Santa Maria. Fig. 1 Mapa de localização da área de estudo. Fonte: Autor.

3 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Geoprocessamento A coleta e a organização de dados geográficos para mapeamento, a fim de demonstrar a espacialização de recursos minerais, animais, epidemias, entre outros, até bem pouco tempo atrás eram realizadas em documentos e mapas de papel. Isso limitava o cruzamento de mais de uma informação contida em um mapa, dificultando a análise de determinado fenômeno. Com o desenvolvimento da tecnologia da informática, o Geoprocessamento surgiu como uma ferramenta essencial para unir diferentes tipos de dados, geográficos ou não, a fim de obter Segundo Câmara, Davis e Monteiro (2001), o Geoprocessamento é a disciplina que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica. O Geoprocessamento pode ser definido, então, como uma tecnologia, isto é, um conjunto de conceitos, métodos e técnicas erigido em torno de um instrumental tornado disponível pela engenhosidade humana (SILVA; ZAIDAN, 2004). 2.2 Sistema de Informações Geográficas Para Câmara, Davis e Monteiro (2001), um Sistema de Informações Geográficas (SIG) é uma ferramenta computacional a serviço do Geoprocessamento, que permite realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar banco de dados georreferenciados, e automatizar a produção de documentos cartográficos. O termo SIG é aplicado para sistemas que tratam computacionalmente dados geográficos e informações com características alfanuméricas, possibilitando ao usuário uma interação entre diversos níveis e tipos de informação. Um SIG pode ser utilizado, pelo menos, para três finalidades: produção de mapas, análise espacial de fenômenos e banco de dados geográficos, com funções de armazenamento e consulta de informação espacial. De um modo abrangente, um SIG necessita de três componentes básicos, para ser implementado: hardware; software e banco de dados. Um SIG não funciona se ao menos um desses componentes inexistirem ou não for de boa qualidade. O volume de informações, bem como seu espaço em disco rígido, irá afetar diretamente o desempenho, exigindo, assim, hardwares que suportem tal demanda. Além desses componentes básicos, são também de grande importância a interface com o usuário e a entrada de dados, bem como as funções de análise, consulta e armazenamento, recuperação visualização e impressão de dados. Para entendermos a aquisição de dados e sua posterior entrada no sistema, é necessário compreender o processo de tradução de um dado do mundo real para o computacional, através do Paradigma dos Quatro Universos (GOMES; VELHO, 1995): a) Universo do mundo real inclui as entidades da realidade a serem modeladas no sistema. Exemplo: tipos de solo, cadastro urbano e dados topográficos; b) Universo conceitual ou matemático inclui uma definição formal das entidades representadas, podendo classificar um dado contínuo ou um objeto individualizável e espacializá-lo em dados temáticos, modelos numéricos do terreno e dados de sensoriamento remoto; c) Universo de representação é a associação das entidades formais definidas no universo conceitual aos diferentes tipos de representações geométricas, que variam de acordo com escala, projeção cartográfica, matricial ou vetorial, entre outros; d) Universo de implementação nível em que ocorre a codificação de dados, através de algoritmos previamente escolhidos pelo usuário com base no desempenho, na capacidade do equipamento e no tamanho dos dados, como pode ser visto na figura 2 a seguir.

4 Fig. 2 Paradigma dos Quatro Universos. Fonte: Autor. 2.3 RTK (Real Time Kinematic ou Posicionamento Cinemático em Tempo Real) O Posicionamento Cinemático em Tempo Real (RTK) por meio deste procedimento - RTK - vem sendo utilizado em atividades que envolvem diversas áreas, tais como: levantamentos cadastrais e hidrográficos, monitoramento de veículos e suas respectivas rotas e georreferenciamento de imóveis rurais. O RTK incorpora a técnica de navegação por satélites a um rádio modem para obter correções instantâneas. Algumas aplicações de geoprocessamento exigem que o processamento e o provimento das coordenadas sejam obtidos de modo instantâneo, sem a necessidade de pós-processamento dos dados. A técnica RTK é destinada ao posicionamento de alta precisão em tempo real. A estação de referência deve ser equipada com um receptor Global Positioning System (GPS) e um rádio modem transmissor. Por meio de programas computacionais específicos, a estação gera correções diferenciais, transmitindo-as via rádio para uma estação móvel, que se utiliza destas informações para determinar sua posição com precisão. O formato das correções diferenciadas é definido pelos padrões recomendados pela Radio Technical Comittee for Maritime Service (RTCM). Para efetuar o enlace de comunicação, são utilizados rádios transmissores que normalmente operam nas faixas de frequência VHF/UHF para este tipo de aplicação. A grandeza de observação fundamental utilizada no RTK é a medida da fase da onda portadora, que propicia precisão subdecimétrica ou melhor (KRUEGER, 1996). 2.5 Terraview O TerraView é um SIG desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). É um aplicativo gratuito, construído sobre a biblioteca de geoprocessamento TerraLib, tendo como principais objetivos: apresentar à comunidade um fácil visualizador de dados geográficos com recursos de consulta à análise destes dados e exemplificar a utilização da biblioteca TerraLib. O TerraView manipula dados vetoriais (pontos, linhas e polígonos) e matriciais (grades e imagens), ambos armazenados em Sistema de Gerência de Banco de Dados (SGBD) relacionais ou georrelacionais de mercado, incluindo ACCESS, PostgreSQL, MySQL, Oracle, SQLServer e Firebird. (INPE/TERRAVIEW). 2.6 Banco de dados Bancos de dados (ou bases de dados) são conjuntos de registros dispostos em estrutura regular que possibilita a reorganização dos mesmos e produção de informação. Um banco de dados normalmente agrupa registros utilizáveis para um mesmo fim. É usualmente mantido e acessado por meio de um software conhecido como Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Normalmente um SGBD adota um modelo de dados, de forma pura, reduzida ou estendida. Muitas vezes o termo banco de dados é usado como sinônimo de SGDB. Os bancos de dados são utilizados em muitas aplicações, abrangendo praticamente todo o campo dos programas de computador. Por fim, um banco de dados é normalmente, mas não necessariamente, armazenado em algum formato de máquina legível para um computador. Há uma grande variedade de bancos de dados, desde simples tabelas armazenadas em um único arquivo até gigantescos bancos de dados com muitos milhões de registros, armazenados em salas cheias de discos rígidos (SILVA, 2005).

5 2.7 PostgreSQL Atualmente, o PostgreSQL é um dos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs) baseado em software livre mais avançado. É resultante de um projeto que se iniciou na década de 80, na Universidade de Berkeley, Califórnia (GONZAGA, 2007), e era chamado de Postgres. Foi patrocinado por quatro empresas DARPA, ARO, NFS e ESL Inc e coordenado por um dos primeiros desenvolvedores de banco de dados relacionais o professor Michael Stonebraker (SOURCEFORGE.NET, 2007). Durante seu processo de desenvolvimento, o projeto passou por inúmeras modificações, inclusive em seu nome. Em 1995, ele adotou a linguagem SQL como linguagem padrão do banco de dados e chamava-se Postgres95. De acordo com PostgreSQLBR (2007), um ano após, tornou-se o atual PostgreSQL, fazendo menção à sua linguagem padrão, e foi disponibilizado pela internet. Hoje, o PostgreSQL é um poderoso software para gerenciamento de banco de dados, agregando algumas funções dos SGBDs mais avançados, como, por exemplo, os softwares proprietários Oracle ou SQL Server. É conhecido pela sua robustez e extrema segurança. Seu desenvolvimento é feito por comunidades voluntárias do mundo inteiro. Todavia, o projeto é gerenciado pelo PostgreSQL Global Development Group (GONZAGA, 2007). Além disso, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado e é utilizado tanto em organizações públicas quanto privadas. Um dos fatores que aumentou significativamente sua utilização foi a sua inclusão na maioria das distribuições do Linux. Para gerenciar todas as essas tarefas, o PostgreSQL possui um conjunto de softwares de gerenciamento bastante completo e eficaz para Windows e Linux, que se chama PgAdmin. Encontra-se na verão III e possui uma interface gráfica muito interativa, não dificultando a execução das atividades e conectando-se ao banco via ODBC. É possível instalar o PgAdmin logo na instalação do próprio banco ou instalá-lo separadamente mais tarde. Ele conta com diversos softwares para facilitar o uso pelo administrador do banco, como, por exemplo, um agendador de tarefas ou um gerenciador do cluster de dados. Pode ser utilizado como um cliente SQL e monitora detalhadamente todos os processos que estão ocorrendo dentro do banco. 2.8 Cemitérios Os cemitérios no Brasil são amparados pela Resolução nº 335, de 03 de abril de 2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que dispõe sobre o seu licenciamento ambiental. Segundo o Artigo 2º, Inciso I, o cemitério é a área destinada a sepultamentos. Na fase de licença prévia do licenciamento ambiental, devem ser apresentados diversos documentos, a fim de caracterizar a área na qual será implantado o empreendimento, compreendendo as seguintes informações: localização tecnicamente identificada no município, com indicação de acessos, sistema viário, ocupação e benfeitorias no seu entorno; levantamento topográfico planialtimétrico e cadastral, incluindo o mapeamento de restrições contidas na legislação ambiental, bem como o mapeamento e a caracterização da cobertura vegetal; e estudo demonstrando o nível máximo do aquífero freático (lençol freático), ao final da estação de maior precipitação pluviométrica, a sondagem mecânica para caracterização do subsolo em número adequado à área e características do terreno considerado.

6 3. METODOLOGIA E MATERIAIS UTILIZADOS 3.1 Coleta de pontos A coleta de dados foi feita com receptores Global Navigation Satellite Systems (GNSS) na área de estudo para descobrir a quantidade de jazigos e realizar o levantamento da situação cadastral dos mesmos, extraindo dados com o auxílio dos livros de registro e efetuando o cadastro dos dados de cada jazigo manualmente, pois os livros de registros estavam incompletos, figuras 3 e 4. Todos os dados analógicos foram convertidos em dados digitais, utilizando o software EXCEL para melhor organizá-los e tabulá-los, e importados para o software PostgreSQL para que pudessem ser utilizados no TerraView posteriormente. Fig. 3 Coleta de dados com GNSS. Fonte: Autor. Fig. 4 Coleta de dados com GNSS. Fonte: Autor.

7 3.2 Processamento dos dados Durante o trabalho desenvolvido, a falta de informações mais específicas sobre os óbitos registrados mostrou-se um problema. Constatou-se nos livros de registro do cemitério São José que não existiam dados importantes, como data de nascimento e data de óbito do falecido. Devido ao problema encontrado e diante da importância do registro desses dados, foi realizado um levantamento manual de uma expressiva quantidade de jazigos e carneiras, coletando as datas de nascimento e óbito que passaram a fazer parte do cruzamento dos dados entre os livros de registro e os dados coletados manualmente, complementando as informações necessárias para alimentar os registros já existentes auxiliando na construção das tabelas no software PostgreSQL. 3.4 Construção do banco de dados Para a construção do banco de dados, foi utilizado o PostgreSQL 9.3. Já para alimentar esse banco, foram idealizadas duas tabelas, uma descrevendo os lotes e a outra descrevendo os falecidos. Tal método foi utilizado devido ao número dos jazigos que podem se repetir em diversas quadras do cemitério, impossibilitando de ser a chave primária do banco de dados, devido à repetição dos números dos jazigos em diferentes quadras do cemitério. Assim, foi definido que, na tabela lotes, as chaves primárias seriam lote e quadra e, na tabela falecidos, seria id. Um modelo das tabelas é apresentado nas figuras 5 e 6. Fig. 5 Modelo de tabelas PostgreSQL 9.3. Fonte: Autores. Fig. 5 Tabela lotes PostgreSQL 9.3. Fonte: Autores. 3.5 Consultas Cadastrais em SQL Para a realização das consultas cadastrais dos jazigos, foi utilizado o programa Terraview versão 4.2.2, em que primeiramente é definida uma conexão com o banco de dados com as mesmas configurações de porta, usuário e senha anteriormente definidos no PostgreSQL. Após a conexão com o banco de dados, é feita a importação de dados vetoriais medidos em campo (trata-se dos mesmos dados utilizados para a confecção da planta do cemitério) e definida sua projeção cartográfica como UTM e Datum como SIRGAS2000.

8 Após a importação dos dados vetoriais e da definição da projeção cartográfica e de seu Datum, foi possível realizar consultas por atributos, tais como: nome do falecido, proprietário do lote, quadra em que se encontra o jazigo, título do lote etc. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Após as medições obtidas em campo e a coleta de dados, foi realizado um levantamento da situação cadastral de todo o cemitério, indicando a localização dos jazigos. Também foram geradas consultas em SQL para obter atributos como nome, lote, quadra, data de nascimento, data de óbito e nome do falecido. Através de consultas em SQL foi possível filtrar apenas os túmulos de uma das quadras do cemitério, por meio de consultas em SQL podem-se filtrar diferentes atributos e gerar novos mapas do cemitério com a finalidade de visualizar apenas um atributo específico. A seguir, será demonstrada apenas a quadra 37 (destacada em amarelo) e algumas consultas por atributo feitas em SQL, figuras 7 e 8. Fig. 7 Consulta por atributos. Fonte: Autores. Fig. 8 Consulta por atributo pelo nome. Fonte: Autores.

9 Pode-se fazer, ainda, uma consulta da situação cadastral de cada jazigo de uma forma mais simples. Para isso, basta clicar com o cursor do mouse sobre o jazigo de interesse e todas as informações sobre este poderão ser visualizadas, figura 9. Fig.9 Consulta situação cadastral. Fonte: Autores. 5. CONCLUSÃO Diante do exposto, fica evidente a necessidade de implementar um sistema de informações geográficas a fim de auxiliar na gestão, não só no cemitério São José, mas também nos demais cemitérios públicos em Santa Maria, RS. Com essa importante ferramenta, os órgãos responsáveis tem a possibilidade de controlar a conservação das dependências do cemitério, bem como planejar ações que melhorem a ocupação do espaço. Além disso, com consultas por atributos no banco de dados e a visualização em mapas, a população que frequenta o local terá maior facilidade de procurar e encontrar o túmulo que deseja visitar. Assim, a prefeitura e os administradores dos cemitérios, teriam um maior controle sobre a situação cadastral de cada jazigo, tendo acesso às informações necessárias para a tomada de decisões e uma geração maior de renda através da cobrança de impostos e para um melhor controle da ocupação e estrutura organizacional de cada cemitério.

10 REFERÊNCIAS CÂMARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M. V. Introdução à Ciência da Geoinformação Disponível em: <http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/>. Acesso em: 02 jul GOMES, J.M.; VELHO, L. Computação Visual: Imagens. Rio, SBM, GONZAGA, J. L. Dominando o PostgreSQL. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda, Disponível em: <http://www.faculdadedombosco.edu.br/downloadanexo.php?type=artigo&id=9>. Acesso em: 10 out INPE. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Disponível em: <www.dpi.inpe.br/terraview>. Acesso em: 09 set KRUEGER, C. P. Investigações sobre aplicações de alta precisão do GPS no âmbito marinho Tese (Doutorado em Ciências Geodésicas) Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Disponível em: <http://www.lage.ufpr.br/downloads/publicacoes/2009/relatoriofinal_cnpq.pdf>. Acesso em: 05 nov SANTOS, M. L. F. et al. Aplicação de Geotecnologias na Informatização do Cemitério Santa Catarina, João Pessoa-PB. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE E NORDESTE DA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, 4., 2009, Belém. Anais... Belém: SILVA, J. X.; ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento & Análise Ambiental Aplicações. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, SILVA, (2005). Aplicações de Banco de Dados p SOURCEFORGE.NET. Documentação do PostgreSQL Disponível em: <http://pgdocptbr.sourceforge.net/pg80/>. Acesso em: 03 out

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