LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA (1)

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA (1)"

Transcrição

1 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA 259 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA (1) Fernndo Vinicio Arms Veg (2), Mrilene Leão Alves Bovi (3), Gentil Godoy Júnior (4) & Ronldo Severino Berton (5) RESUMO Os efeitos do lodo de esgoto sobre o sistem rdiculr d pupunheir form estuddos em experimento em cmpo, em blocos csulizdos, instldo em Ubtub (SP), em julho 21, n densidde de 5. plnts h -1. As doses de lodo de esgoto fresco (79,7 % de umidde) utilizds form de, 38, 76 e 152 t h -1, equivlentes, 1, 2 e 4 kg h -1 de N. Os trtmentos form plicdos no sulco de plntio, dicionndo-se 15 g por plnt de KCl como fonte de K. A nálise do sistem rdiculr foi efetud doze meses pós, por meio de trdo e de trincheirs e com o uxílio de fotos digitis. Detectou-se que o sistem rdiculr de pupunheirs com um no de cmpo estv concentrdo ns cmds superficiis (cim de 75 % nos primeiros 2 cm), ssim como em distâncis de té,5 m d bse d plnt. O lodo de esgoto modificou positivmente densidde do solo, lterndo tmbém fvorvelmente densidde ds rízes. Houve umento n biomss rdiculr proporcionl às doses de lodo de esgoto, existindo um relção diret dquel com fitomss ére. Doses de lodo equivlentes 2 e 4 kg de N contribuírm pr profundr o sistem rdiculr e proporcionrm mior quntidde reltiv de rízes fins. Termos de indexção: Bctris gsipes, biossólido, densidde rdiculr, plmito, riz. (1) Prte de Tese de Mestrdo do primeiro utor, presentd o Instituto Agronômico de Cmpins IAC. Recebido pr publicção em jneiro de 24 e provdo em dezembro de 24. (2) Pós-grdundo do Instituto Agronômico de Cmpins IAC. Cix Postl 28, CEP Cmpins (SP). Bolsist Fundg. E-mil: (3) Pesquisdor do Centro de Horticultur, IAC. E-mil: (4) Pesquisdor d Unidde de Pesquis e Desenvolvimento de Ubtub, APTA. Rod. Oswldo Cruz 561, CEP Ubtub (SP). E-mil: (5) Pesquisdor do Centro de Solos e Recursos Ambientis, IAC. E-mil:

2 26 Fernndo Vinicio Arms Veg et l. SUMMARY: SEWAGE SLUDGE DOSES AND THE ROOT SYSTEM OF PEACH PALM The effects of sewge sludge doses on the root system of pech plm were studied in field experiment, in rndomized complete blocks, crried out in Ubtub, stte of São Pulo, Brzil. The tril ws set up in July 21, with density of 5, plnts h -1. The sewge sludge doses (79.7 % wter content) were, 38, 76, nd 152 t h -1, which were equivlent to doses of, 1, 2, nd 4 kg h -1 of N. The tretments were pplied in the plnting furrow, nd every plnt ws provided with K by dose of 15 g potssium chloride. The root system ws nlyzed one yer fter plnting using soil uger nd digging of trenches nd with the help of digitl imges. It ws concluded tht the root system of one-yer old pech plm ws concentrted in the upper soil lyer (over 75 % in the 2 cm surfce lyer), nd within horizontl distnce of.5 m from the plm trunk. The sewge sludge positively modified the soil density s well s the root density. There ws n increment in root biomss proportionl to the sludge doses, nd there ws positive liner reltionship between the root nd shoot biomss. Sludge doses equivlent to 2 nd 4 kg h -1 of N llowed the root system to explore deeper soil lyers, s well s the development of more fine roots compred to the other tretments. Index terms: Bctris gsipes, biosolid, hert-of-plm, pejibye, root density. INTRODUÇÃO Ao descrever e estudr um plnt, é norm gerl subdividi-l em dus prtes de cordo com posição cim e bixo d superfície do solo, denominds, respectivmente, prte ére e prte rdiculr, permitindo est últim extrção de águ e nutrientes, ssim como fixção del no solo. O sistem rdiculr d pupunheir (Bctris gsipes Kunth) é semelhnte o presentdo por outrs plmeirs, sendo do tipo fsciculdo. Ele tem origem n porção bsl do bulbo, em um região conhecid como disco ou plteu rdiculr. Deste sem rízes grosss que se rmificm, num ângulo próximo 9 o, gerndo outrs mis fins (Vndermeer, 1977; Tomlinson, 199). A mior percentgem d mss rdiculr d pupunheir, %, concentr-se nos primeiros 2 cm de profundidde do solo, dependendo do tipo deste. Segundo lguns utores (Vndermeer, 1977; Bssoi et l., 1999), grnde prte do sistem rdiculr encontr-se té 4 cm de distânci d touceir. De cordo com Ferreir et l. (198), em solos d Amzôni brsileir o sistem rdiculr d pupunheir pode chegr um distânci de cerc de 1,5 m em rio e té 2, m de profundidde. O sistem rdiculr ds plmeirs, em gerl, é composto por rízes primáris, secundáris, terciáris e quternáris, tods els desprovids de pêlos bsorventes (Tomlinson, 199; Jourdn & Rey, 1997). As terciáris e quternáris são considerds como os órgãos principis de bsorção e podem ser bstnte fetds pel estrutur do solo, bem como pelos teores de umidde, oxigênio, elementos mineris e mtéri orgânic do solo (Mcêdo & Rodrigues, 2). A mtéri orgânic (MO), lém ds proprieddes químics, tu como condiciondor do solo, modificndo sus crcterístics físics, notndo-se mior desenvolvimento do sistem rdiculr ds plnts em solos com presenç de mtéri orgânic, presentndo respost positiv doses crescentes dest (Librdi & Lier, 1999; Ynez et l., 1999). O lodo de esgoto é o mteril sólido (,1 %) ds águs residuis que, lém de conter teores significtivos de nutrientes, é utilizdo bsicmente como condiciondor do solo pelos ltos teores de MO (4 6 %) que present (Tsutiy, 21). Por su vez, dinâmic d MO em ecossistems tropicis é muito importnte, grçs à rápid decomposição do mteril, humificção e minerlizção deste, ocsionndo trnsformções químics, físics e biológics no solo curto e longo przo (Silv & Psqul, 1999). Pel grnde dificuldde n nálise do sistem rdiculr de plnts perenes, vários métodos diretos form desenvolvidos, tis como: perfurções com trdo, escvções, monolitos com plcs de pregos, trincheirs com contgem mnul, plcs com prede de vidro e diferentes tipos de rhizotron, dentre outros (Guimrães et l., 1997; Jorge, 1999; Medin & Neves, 1999). No entnto, com o vnço d informátic, surgirm novos métodos pr nálise do sistem rdiculr, que usm câmers de vídeo e nálise de imgens com progrms computcionis especilizdos, ideis pr culturs perenes como no cso ds plmeirs (Jorge, 1999; Schroth et l., 1999).

3 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA 261 Guimrães et l. (1997) comprrm os métodos que exigem bertur de trincheir, observndo que quele que utiliz digitlizção de imgens tem vntgem de presentr melhor distribuição espcil ds rízes no perfil. Por su vez, conforme ressltdo por Medin & Neves (1999), o método de contgem mnul de rízes permite um vlição rápid d distribuição do sistem rdiculr em cmpo, possibilitndo, ind, observr existênci de lgum impedimento físico o enrizmento. Alguns utores considerm o método de imgens digitlizds um dos mis eficientes, já que os resultdos podem levr mior extidão do que os obtidos por contgem mnul (Jorge, 1999; Schroth et l., 1999). No entnto, há necessidde de melhor prepro dos perfis, ssim como de equipmento digitlizdor especil (câmr digitl e computdor), o que fz com que esse método sej um form de vlição mis custos. Por outro ldo, no método do trdo, s informções obtids são diferentes, com resultdos expressos em densidde (g de riz por volume do solo). É um método de bixo custo e que permite efetur grnde número de mostrgens no cmpo. Todvi, vribilidde espcil do sistem rdiculr é um dos grndes problems o utilizr esse método, que propici um coeficiente de vrição muito elevdo (Guimrães et l., 1997). Este trblho teve como objetivo vlir, por meio de métodos complementres, o desenvolvimento do sistem rdiculr de pupunheirs, com doze meses de idde, em cmpo, considerndo qutro doses de lodo de esgoto, plicds no sulco de plntio durnte instlção do experimento. MATERIAL E MÉTODOS Os efeitos do lodo de esgoto sobre o sistem rdiculr d pupunheir form estuddos em experimento em cmpo em Ubtub (23 o 27 S, 45 o 4 O, seis metros de ltitude). O clim d região é Cf, pel clssificção de Köppen, tropicl quente e úmido, com pluviosidde nul norml de mm, evpotrnspirção potencil norml de 992 mm, excedente norml de mm, tempertur médi nul de 2,8 o C e déficit hídrico nulo. O solo é clssificdo como Aluvil álico (Udifluvent), com bo drengem. Trt-se de solo renoso, com seguinte composição grnulométric n profundidde de 15 cm, em g kg -1 : 1 de rgil, 14 de silte, 13 de rei fin e 63 de rei gross. Ns miores profundiddes, houve progressiv diminuição n percentgem de rei gross e umento d rei fin. A porosidde totl n profundidde de -2 cm é de 49,97 %, sendo constituíd por 29,65 % de mcroporos e 2,32 % de microporos (Jorge & Bovi, 1994). A densidde globl do solo está em torno de 1, 1,5 g cm -3 (Veg, 23). Considerndo cidez excessiv, foi relizd plicção de clcário dolomítico (28 % de CO, 16 % de MgO e 76 % de PRNT) em tod áre experimentl ntes d instlção do experimento. Qurent e cinco dis pós clgem, o solo presentou s seguintes crcterístics químics médis: ph CCl2 5,4; mtéri orgânic 22,18 g dm -3 ; P resin 7,94 mg dm -3 ; K 1,6 mmol c dm -3 ; C 19,85 mmol c dm -3 ; Mg 8,88 mmol c dm -3 ; H + Al 36,44 mmol c dm -3 ; CTC 66,92 mmol c dm -3 ; Fe 27,15 mg dm -3 ; Mn 1,46 mg dm -3 ; Cu,25 mg dm -3 ; Zn,24 mg dm -3 ; B,17 mg dm -3 ; Cd,3 mg dm -3 ; Cr,3 mg dm -3 ; Ni,11 mg dm -3 ; e V de 47,5 %. Foi utilizd resin trocdor de íons pr extrção de k, C, Mg, H + Al e CTC, seguindo métodos propostos por Rij & Quggio (21). Por su vez, Fe, Mn, Cu, Zn, B, Cd, Cr e Ni form extrídos com DTPA em ph 7,3 (Abreu et l., 21). O experimento foi instldo em julho de 21, utilizndo-se muds de pupunheir do ecotipo Putumyo, com 1 meses de idde. Foi delinedo em esquem de blocos csulizdos, com seis blocos e qutro trtmentos, tendo 36 plnts por prcel (6 linhs x 6 plnts por linh), ds quis pens s 16 plnts interns form mensurds periodicmente, visndo reduzir o efeito de bord. Foi utilizd densidde de 5. plnts h -1, no espçmento de 2 x 1 m. As doses de lodo de esgoto plicds form clculds levndo em considerção s recomendções pr o cultivo (Bovi & Cntrell, 1996), composição químic médi do lodo d Estção de Trtmento de Esgoto de Bertiog, os teores de N prontmente disponível e o procedimento dotdo por Tsutiy (21), resultndo em, 38, 76 e 152 t h -1 de lodo de esgoto fresco (79,7 % de umidde), equivlentes, 1, 2 e 4 kg h -1. Os trtmentos form plicdos, de um únic vez, no sulco de plntio, dicionndo-se 15 g por plnt de KCl como fonte de K. Miores detlhes sobre instlção e condução do experimento são presentdos por Veg (23). Doze meses pós o plntio, densidde rdiculr, n cmd de 2 cm de profundidde, foi vlid pelo método do trdo (Böhm, 1979). Form retirds três mostrs n linh de plntio e três n entrelinh, 3 cm de distânci d bse d plnt, pr todos os trtmentos e blocos. A mesm mostrgem foi utilizd pr determinr densidde do solo. As mostrs form individulmente condicionds em scos plásticos e levds o lbortório onde s rízes form seprds do solo, utilizndo pinçs de lbortório e, posteriormente, lvds. As rízes, condicionds em scos de ppel, form secs em estuf 65 ºC té peso constnte. Após secgem, form crcterizds em grosss ou R1, com diâmetros miores que 4, mm; médis ou R2, entre 2, 4, mm; e rízes fins (R3 e R4) com diâmetros pr R3 entre 1, e 1,9 mm, e R4, compreendendo rízes com diâmetro bixo de 1, mm. As médis dos ddos form nlisds grficmente, com o uxílio do progrm Surfer 3.2 e expresss em percentgem de clsses de rízes.

4 262 Fernndo Vinicio Arms Veg et l. N mesm époc (12 meses pós o plntio), foi vlid distribuição do sistem rdiculr no perfil do solo pelo método de trincheirs (Böhm, 1979). Pr tnto form berts dus trincheirs por trtmento. Tomou-se o cuiddo de locá-ls em prcels com plnts representtivs d populção de cd trtmento. Cd trincheir teve s dimensões de 2 m de comprimento, 1 m de lrgur e 1 m de profundidde. A distânci d prede do perfil foi mntid,3 m d bse d plnt. A distribuição do sistem rdiculr o longo do perfil foi nlisd com o uxílio de um mlh metálic de 1 x 1 m, com 2 cm de qudrícul e um totl de 4 cm 2 de superfície por qudrícul (Figur 1), segundo procedimento descrito por Jorge (1999). Pel proximidde ds plnts n linh, optou-se por considerr pens distânci de 5 cm de cd ldo d plnt mtriz, mntendo 1 m de profundidde. As imgens de cd qudrícul form obtids com câmer digitl (Sony Mvic), sendo posteriormente editds com o progrm Microsoft Photo Editor, pr regulr o tmnho ds fotos, ssim como escl de cores (256). O processmento e nálise ds imgens form feitos com o uxílio do progrm SIARCS 3. (Sistem Integrdo pr Análises de Rízes e Cobertur do solo), desenvolvido pel Embrp. Os resultdos obtidos form interpretdos grficmente por meio do progrm Surfer 3.2. Dess form, foi possível visulizr vribilidde espcil d respost do sistem rdiculr às doses crescentes de lodo de esgoto no desenvolvimento e n distribuição ds rízes no perfil do solo, com bse n médi ds prcels. Como há um relção diret entre o crescimento do sistem rdiculr e o d prte ére, procurou-se tmbém crcterizr dequdmente est últim, de form propicir inferêncis relcionds com distribuição reltiv entre fitomss ére e rdiculr. Pr tnto, s plnts ds prcels onde form berts s trincheirs form medids, notndo-se ltur d hste principl (medid do solo té à inserção d folh mis nov), perímetro d hste principl (medido n bse ou coleto), número de perfilhos d touceir e estimtiv d fitomss ére d hste principl (mss fresc). Est últim foi estimd por meio de equção lométric do tipo y = x (b), com = 2,7289 e b = 2,456, como constntes d equção, e x = ltur d plnt té à inserção d folh +1 ( primeir folh mis jovem, completmente expndid), como vriável, segundo Veg (23). Todos os ddos form submetidos à nálise de regressão, seguid de juste de função polinomil, em virtude d nturez quntittiv dos trtmentos (doses de lodo de esgoto), tomndo como bse equivlênci em quilos de N prontmente disponível por hectre. Esss doses ( 4 kg h -1 de N) são equivlentes às quntiddes de lodo de esgoto utilizds durnte o plntio e possibilitm comprção com resultdos obtidos qundo do uso de outr fonte do nutriente (Tsutiy, 21). A escolh d equção de melhor juste foi bsed n significânci do efeito d regressão, dos desvios d regressão testdos pelo teste F 5 % e no mior coeficiente de determinção (R 2 ). Os coeficientes ds equções de regressão form testdos té 1 % pelo teste t. Qundo d comprção dos resultdos obtidos n linh e entrelinh, foi utilizd nálise de vriânci, com comprção entre médis feit pelo teste F 5 %. RESULTADOS E DISCUSSÃO A nálise de regressão plicd os ddos de densidde de rízes d pupunheir n cmd de Trincheir 2, m 1, m Perfil 1 Perfil 2 Plnt,2 m 1, m Figur 1. Loclizção ds trincheirs e mlh, indicndo no perfil s posições de colet de imgens do sistem rdiculr ds pupunheirs, 12 meses pós plicção de lodo de esgoto e plntio.

5 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA cm de profundidde, obtidos pelo método do trdo, mostrou significânci pr os efeitos liner (P =,5, R 2 =,91) e qudrático (P =,3, R 2 =,99), qundo s mostrs form retirds n linh de plntio. Por su vez, pr mostrgem n entrelinh, os efeitos não form significtivos (liner - P =,58, R 2 =,44; qudrático - P =,32 e R 2 =,46). A usênci de significânci entre s doses n entrelinh er esperd, um vez que o lodo foi plicdo pens ns linhs de plntio e o espçmento entre els er de 2 m. A densidde rdiculr n linh de plntio, com bse em mtéri sec, umentou significtivmente de cordo com s doses crescentes de lodo de esgoto, chegndo à densidde máxim de 3,22 g dm -3, n dose 4 (Figur 2). Form detectds, portnto, de três qutro vezes mis rízes n dose máxim de lodo de esgoto, qundo comprd com s doses de, 1 e 2. A equção que melhor expressou ess relção entre densidde de rízes e s doses de N, n cmd de 2 cm, foi: ŷ =,7999,54x +,2x 2, com R 2 =,99, sendo x s doses de N. A densidde rdiculr obtid n dose 4 (3,22 g dm -3, bse sec) foi superior à encontrd por Ferreir et l. (198) em pupunheirs dults (ltur médi de 9,14 m), em Ltossolo Amrelo textur médi. Esses utores obtiverm densiddes rdiculres em torno de 2,94 g dm -3 (mss de rízes secs) 5 cm de distânci d bse d plnt. Já Bovi et l. (1999), em experimento com pupunheirs do ecotipo microcrp Prá (com dois nos de plntio e com 7 % ds plnts pts à colheit de plmito), onde form testds doses de N, P e K, encontrrm um relção entre densidde rdiculr e s doses de N, com miores densiddes n dose 4 kg h -1 de N, chegndo vlores de 3,9 6,35 g dm -3 n linh de plntio, resultdos, portnto, superiores os encontrdos no presente trblho. Esses utores reportrm ind vrição em torno de 38,6 % n densidde rdiculr entre s progênies utilizds, evidencindo que o mteril genético em uso tem influênci mrcnte tmbém no sistem rdiculr e não só n fitomss ére. Ao comprr linh e entrelinh d dose de mior respost (4 de N), observou-se um cúmulo do sistem rdiculr n linh de plntio, onde foi plicdo o lodo de esgoto, sendo cim de dus vezes superior à quntidde de rízes encontrds n entrelinh (Figur 2). Ess vrição poderi ser resultnte de possível diferenç n densidde do solo, ssim como d quntidde de nutrientes n linh (Veg, 23), o que ger um mior proliferção do sistem rdiculr, já que pupunheir, mesmo sendo plnt rústic e dptd solos com bixos teores de nutrientes, tem melhor desenvolvimento rdiculr qundo os ftores edáficos são dequdos (Villchic, 1996). De fto, os resultdos d nálise d densidde do solo possibilitm um comprção interessnte. Not-se (Figur 2), relção invers DENSIDADE DE RAÍZES, g cm -3 DENSIDADE DO SOLO, g cm -3 3,5 3, 2,5 2, 1,5 1,,5 1,6 1,5 1,4 1,3 1,2 1,1 1, linh entrelinh (b) () linh entrelinh DOSE DE N, kg h -1 Figur 2. Densidde de rízes (DR) de pupunheir () e densidde do solo (DS) (b), n cmd de -2 cm de profundidde, considerndo s doses de N (equivlentes às quntiddes de lodo de esgoto utilizds), obtids doze meses pós o plntio. Letrs iguis n mesm dose representm que linh e entrelinh não diferirm entre si pelo teste F 5 %. (DR linh =,799,5x +,2x 2, com R 2 =,99; DS linh = 1,48,1x, com R 2 =,92). entre densidde de rízes () e densidde do solo (b), especilmente n linh de plntio (r = -,85*). A menor densidde do solo (1,1 g cm -3 ) foi obtid, n linh, n dose 4 de N, e mior densidde n dose (1,5 g cm -3 ) nos dois locis de mostrgem. A equção que melhor express ess relção entre densidde do solo e s doses de N, n linh de plntio e considerndo pens cmd de 2 cm, é: ŷ = 1,48,1x, com R 2 =,93 e sendo x s doses de N. A nálise de regressão não indicou efeitos significtivos pr entrelinh (P =,49; R 2 = -,51). Novmente, pode-se dizer que usênci de significânci entre s doses n entrelinh er esperd, visto que o lodo foi plicdo pens ns linhs de plntio e o espçmento entre els er de 2 m. Dd relção existente entre densidde do solo e lgums de sus crcterístics físics, é b b b

6 264 Fernndo Vinicio Arms Veg et l. possível que dição de lodo de esgoto no sulco de plntio (linh), especilmente ns miores doses (2 e 4), com diferençs significtivs qundo comprds com entrelinh, tenh contribuído tmbém pr melhorr porosidde e cpcidde de retenção de águ no solo, conforme relto de Ynez et l. (1999). Estudndo os efeitos do uso d mtéri orgânic (MO) n recuperção de áres degrdds em zons subtropicis, esses utores (Ynez et l., 1999) ressltrm s mudnçs ns crcterístics físics do solo dvinds d su utilizção. Eles encontrrm correlções significtivs entre os teores de MO e densidde, permebilidde, porosidde totl e retenção de águ no solo. Alterções d ordem de 68 % form detectds, por esses utores, pr densidde do solo. Est foi inversmente proporcionl o teor de MO do solo, que vriou de,68 3,15 %. A nálise de regressão pr percentgem reltiv de rízes, n cmd de 2 cm, considerndo s doses de lodo, não foi significtiv (R 2 <,5; P >,5), tnto n linh qunto n entrelinh. Não obstnte, independentemente ds doses de lodo de esgoto plicds, form observds quntiddes elevds de rízes, especilmente s ds clsses R1 (3 %), responsáveis pel sustentção, e s ds clsses R3/R4 (25 %), tuntes n bsorção de águ e nutrientes, n linh de plntio, qundo comprds às d entrelinh (Figur 3). As diferençs n percentgem totl de rízes entre os dois locis de mostrgem form esttisticmente significtivs pelo teste F 5 %, e ocorrerm, possivelmente, em rzão d mior compctção do solo n entrelinh, cusd pels freqüentes roçds, necessáris pr diminuir competição com ervs dninhs, com reflexos diretos n densidde do solo, bem como no menor teor de nutrientes existentes n entrelinh (Veg, 23). N comprção d distribuição espcil do sistem rdiculr pr os diferentes trtmentos (Figur 4) e obtid com digitlizção de imgens no perfil d trincheir (cm 2 de riz por 4 cm 2 de solo), not-se, de form gerl, que pupunheir, 12 meses pós o plntio, cumulou mior quntidde do sistem rdiculr n cmd de 2 cm de profundidde. Pr distribuição lterl, não houve um pdrão definido, em rzão, provvelmente, d proximidde ds plnts n linh (espçds de 1 m) e d sobreposição dos sistems rdiculres ness dimensão. Apens n dose 4, observou-se mior concentrção de rízes n prte centrl d áre estudd, loclizd logo bixo do estipe d plmeir. Já em profundidde, cbe destcr que, pr s doses 4 e 2, form encontrds rízes té 4 cm, enqunto pr s doses e 1, somente n cmd superficil. Observou-se um incremento d superfície rdiculr, especilmente ns doses miores de lodo de esgoto (2 e 4) (Figur 4). A dose 4 RAÍZES POR CLASSE, % 1 () R1 linh R2 linh 8 R3 e R4 linh (b) R1 entrelinh R2 entrelinh R3 e R4 entrelinh DOSE DE N, kg h -1 Figur 3. Comprção percentul entre clsses de rízes (R1, R2 e R3/R4) de pupunheirs com um no de idde, encontrds n linh () e entrelinh (b), considerndo s doses de N (equivlentes às quntiddes de lodo de esgoto utilizds). presentou mior concentrção de rízes n cmd de 2 cm (onde foi plicdo o lodo de esgoto), vrindo de 2, 12,9 cm 2 de riz por 4 cm 2 de solo. Vlores menores que 2, cm 2 de riz por 4 cm 2 de solo form encontrdos ns cmds subseqüentes. Distribuição similr do sistem rdiculr foi reportd nteriormente por lguns utores, tnto em pupunheir (Ferreir et l., 198; Villchic, 1996; Bovi et l., 1999; Rmos, 22), qunto em outrs plmeirs (Pssos, 1997; D Conceição & Müller, 2), pr s quis, independentemente do mnejo físico, químico ou biológico do solo, mior percentgem do sistem rdiculr encontrv-se ns cmds superficiis do perfil do solo, entre 2 cm, sendo um pouco menor n fix de 2 4 cm de profundidde. Pr mior prte ds plmeirs estudds, 5 8 % do sistem rdiculr concentrse nesss dus cmds. Comprndo o desenvolvimento do sistem rdiculr ns diferentes doses de lodo de esgoto, observou-se que o desenvolvimento, tnto n lterl qunto n verticl, foi mior qunto mior dose equivlente de N. Resultdos semelhntes form obtidos por Rmos (22) em pupunheirs com

7 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA PROFUNDIDADE, cm DOSE, kg h -1 de N -1-1 DOSE 1, kg h -1 de N PROFUNDIDADE, cm DOSE 2, kg h -1 de N -1 DOSE 4, kg h -1 de N Figur 4. Distribuição espcil d áre de rízes (cm 2 de riz por 4 cm 2 de solo) d pupunheir, considerndo s doses de lodo de esgoto, doze meses pós o plntio. N verticl estão s escls ds isolinhs pr efeito de comprção entre s doses. As isolinhs compreenderm o intervlo de cm 2 de riz por 4 cm 2 de solo meses de plntio e ltur médi de 1,5 m, cultivds em solo rgiloso no plnlto pulist e dubds com fertiliznte químico. A utor observou que, no trtmento com melhores resultdos (4 kg h -1 de N), o sistem rdiculr chegou profundiddes bixo de,6 m; com vlores de 17, 1, 3 e 1 cm 2 4 cm -2, pr s cmds de,-,2,,2-,4,,4-,6 e,6-,8 m de profundidde, respectivmente. É provável que diferenç de idde, mior fertilidde nturl do solo e o efeito d irrigção no experimento de Rmos (22) sejm responsáveis pel mior superfície e profundidde de rízes observds pel utor, qundo comprds os resultdos do presente estudo. Embor distribuição espcil sej importnte pr dr um idéi do lcnce do sistem rdiculr, el não contempl o diâmetro ds rízes. Conforme detlhdo por Tomlinson (199), o sistem rdiculr ds plmeirs é composto por rízes primáris,

8 266 Fernndo Vinicio Arms Veg et l. secundáris, terciáris e quternáris, denominds ssim de cordo com su ontogeni e seus diâmetros. Enqunto s rízes primáris, mis grosss, são responsáveis pelo ncormento ds plnts, s terciáris e quternáris são considerds como os órgãos principis de bsorção. Por possuírem diâmetros e comprimentos pequenos, els podem ser bstnte fetds pel estrutur do solo, bem como pelos teores de umidde, oxigênio, elementos mineris e MO (Jourdn & Rey, 1997; Mcêdo & Rodrigues, 2). Dess form, determinção d proporção reltiv de rízes grosss e fins o longo do perfil é fundmentl em estudos de sistem rdiculr que envolve doses de lgum tipo de MO. Corroborndo o que foi dito nteriormente, observou-se que mior percentgem ds rízes d pupunheir, doze meses pós o plntio, está bsicmente n cmd de 2 cm, com % do totl de rízes presentes ness cmd (Figur 5). N cmd imeditmente bixo (2 4 cm), form encontrds de 5 2 %, enqunto se detectou de 5 % do totl de rízes n cmd de 4 6 cm. Houve melhor distribuição ds rízes em profundidde pr s doses 2 e 4 kg h -1 de N, em que cerc de 5 % do totl de rízes nestes trtmentos foi encontrdo n cmd de 4 6 cm. Observou-se que, do totl de rízes, 1 % corresponderm rízes grosss (diâmetros cim de 2 mm e correspondentes às clsses R1 e R2), considerds como de sustentção, independentemente ds cmds e ds doses nlisds. Por outro ldo, s rízes fins (diâmetros bixo de 2 mm e correspondentes às clsses R3 e R4) representrm cerc de 7 8 % do totl de rízes n cmd de 2 cm. N cmd subseqüente (2 4 cm), els constituem 25 % do totl, pssndo vlores menores que 8 % n cmd de 4 6 cm. Tl como conteceu com s rízes grosss, o presente estudo mostrou que s rízes terciáris (R3) e quternáris (R4), que são s encrregds d bsorção de águ e nutrientes, encontrm-se em lts quntiddes, com melhor desenvolvimento e melhor distribuição em profundidde, ns condições de doses miores de lodo de esgoto. Tl fto se deve, provvelmente, à melhor disponibilidde de águ e nutrientes nesss dosgens, lém de menor densidde do solo, o que resultou em mior crescimento rdiculr. Resultdos de vários utores, dentre eles Librdi & Lier (1999), Silv & Psqul (1999) e Ynez et l. (1999), corroborm ess inferênci, ddo o efeito benéfico d MO n melhori de lgums proprieddes do solo, tis como: densidde, porosidde e cpcidde de retenção de águ. A nálise dos resultdos, tnto de áre superficil qunto d distribuição reltiv ds rízes o longo do perfil, permite consttr que, ns condições do presente experimento, o sistem rdiculr d pupunheir é muito superficil (75 95 % ds rízes concentrm-se nos primeiros 2 cm de solo), té mis do que o reportdo nteriormente por lguns utores (Vndermeer, 1977; Villchic, 1996; Bssoi et l., 1999; Rmos, 22). As diferençs ns crcterístics físics e químics dos solos, do mteril genético e d idde ds plnts dos estudos citdos, podem ser pontds como os principis ftores responsáveis pel ligeir discrepânci dos resultdos. Discutiu-se, té então, que o sistem rdiculr d pupunheir, vlido os doze meses de idde, mostr resposts positivs e ltmente correlcionds com s doses de lodo de esgoto plicds no sulco ind PROFUNDIDADE, cm TOTAL DE RAÍZES, % Dose (kg h -1 de N) RAÍZES GROSSAS, % RAÍZES FINAS, % Figur 5. Percentgem de rízes totis, grosss e fins, de pupunheirs, doze meses pós o plntio, ns cmds do perfil d trincheir, crcterizds em grosss ou R1 e R2, com diâmetros miores que 4, mm e entre 2, 4, mm; e rízes fins (R3 e R4) com diâmetros pr R3 entre 1, e 1,9 mm, e R4, compreendendo rízes com diâmetro bixo de 1, mm.

9 LODO DE ESGOTO E SISTEMA RADICULAR DA PUPUNHEIRA 267 durnte o plntio. Resposts semelhntes form obtids pr vriáveis relcionds com prte ére, tis como: perímetro e ltur d hste principl, número médio de perfilhos e fitomss ére, vlids n mesm dt. Pr esss qutro vriáveis, foi consttdo efeito liner significtivo e positivo (R 2 =,97,,91,,91 e,93; P =,1,,5,,4 e,3, respectivmente), conforme s doses crescentes de N. Observ-se que s plnts que receberm s miores doses de lodo de esgoto durnte o plntio (correspondentes 2 e 4 kg h -1 de N) presentrm, doze meses pós plicção, perímetros d hste principl vrindo de,32,37 m e lturs que vrirm de 1,19 1,5 m, respectivmente, quse dus vezes superior à dose (Figur 6). Nesses mesmos trtmentos houve um cúmulo d fitomss ére, com bse em mss fresc, em torno de 3,9 e 6,25 kg plnt -1, e mior perfilhmento (médis de 5 e 7 perfilhos por touceir, respectivmente), evidencindo que mior desenvolvimento rdiculr esteve sempre ssocido o mior crescimento d prte ére. Tl fto evidenci que o umento do sistem rdiculr ALTURA, m PERFILHOS 1,6 1,4 1,2 1,,8, () (b) perimetro ltur fitomss perfilhos DOSE DE N, kg h -1,4,36,32,28,24,2 Figur 6. Desenvolvimento d prte ére vlido pel ltur ( ŷ =,7 +,2x; R 2 =,91) e perímetro ( ŷ =,24 +,3x; R 2 =,97) d hste principl (), bem como pelo número de perfilhos ( ŷ = 1,8 +,14x; R 2 =,91) e fitomss ( ŷ = 1,9 +,13x; R 2 =,93) ére (b) de pupunheirs com 12 meses de idde considerndo s doses de N (equivlentes às quntiddes de lodo de esgoto utilizds) PERÍMETRO, m FITOMASSA, kg relcion-se com o crescimento d prte ére d plnt e, mis ind, com s condições químics e físics do solo, sendo ests últims os ftores determinntes do desenvolvimento do sistem rdiculr e d fitomss ére. Tnto pr s vriáveis áre superficil e percentgem reltiv de rízes, qunto pr s referentes o crescimento d prte ére, não form detectdos efeitos qudráticos significtivos, pens lineres e positivos, indicndo que mesmo dose de lodo de esgoto mis lt empregd (152 t h -1 e correspondente 4 kg h -1 de N prontmente disponível) não presentou toxidez às pupunheirs. Com bse pens n respost d plnt poder-se-i inferir que doses miores de lodo poderim ser utilizds. No entnto, deve-se tentr pr perd de N por lixivição e escorrimento superficil, qundo do uso de lodo de esgoto, mesmo qundo plicdo no sulco. Conforme reltdo por Oliveir (1995), s chnces de contminr s águs subsuperficiis com nitrto, proveniente d lixivição do N minerl do lodo de esgoto, são grndes. Por isso, s dosgens serem plicds ns diverss culturs devem ser putds ns necessiddes de N ds plnts, obedecendo norms rígids de plicção e indicção de prcelmento. Procur-se, dess form, evitr gerção de nitrto em quntiddes excessivs que venh lixivir no perfil do solo, colocndo em risco qulidde ds águs subsuperficiis. CONCLUSÕES 1. O sistem rdiculr de pupunheirs com um no de idde concentrou-se, em su miori, n cmd superficil do solo (-2 cm profundidde), ssim como em distâncis de té,5 m d bse d plnt. 2. Percebeu-se umento d biomss rdiculr, qundo umentd dose de lodo de esgoto, existindo um relção diret dquel com o crescimento d prte ére d plnt. 3. Doses elevds de lodo de esgoto contribuírm pr profundr o sistem rdiculr d pupunheir, proporcionrm miores quntiddes de rízes bsorventes em relção às rízes totis e reduzirm densidde do solo. AGRADECIMENTOS Os utores grdecem à SABESP, pelo finncimento prcil do projeto de pesquis, e à FundAg, pel concessão de bols durnte o período finl de mestrdo do primeiro utor. Agrdecem ind Mtheus de Aguir Rodrigues Cembrnelli, pelo poio logístico, e à Isbell Clerici De Mri, do IAC e Lúcio André de Cstro Jorge, d Embrp Instrumentção Agropecuári, pel orientção ns nálises.

10 268 Fernndo Vinicio Arms Veg et l. LITERATURA CITADA ABREU, C.A.; ABREU, M.F. & ALMEIDA, J.C. Determinção de cobre, ferro, mngnês, zinco, cádmio, cromo e chumbo em solos usndo solução de DTPA em ph 7,3. In: RAIJ, B. vn; ANDRADE, J.C.; CANTARELLA, H. & QUAGGIO, J.A., eds. Análise químic pr vlição d fertilidde de solos tropicis. Cmpins, Instituto Agronômico, p. BASSOI, L.H.; FLORI, J.E.; ALENCAR, C.M.; SILVA, J.A.M. & RAMOS, C.M.C. Distribuição espcil do sistem rdiculr d pupunheir em solos irrigdos no Vle do São Frncisco. Eng. Agric., 19: , BOVI, M.L.A. & CANTARELLA, H. Pupunh pr extrção de plmito. In: RAIJ, B. vn; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A. & FURLANI, A.M.C., eds. Recomendções de dubção pr lgums culturs do estdo de São Pulo. Cmpins, Instituto Agronômico de Cmpins, p (Boletim Técnico, 1) BOVI, M.L.A.; SPIERING, S.H. & BARBOSA, A.M.M. Densidde rdiculr de progênies de pupunheir em função de dubção NPK. Hortic. Brs., 17: , BÖHM, W. Methods of studying root system. Berlin, Springer- Verlg, p. DA CONCEIÇÃO, H.E.O. & MÜLLER, A.A. Botânic e morfologi do dendezeiro. In: VIÉGAS, I.J.M.; MÜLLER, A.A., eds. A cultur do dendezeiro n mzôni brsileir. Belém, Embrp Amzôni Orientl/Mnus, Amzôni Ocidentl, 2. p FERREIRA, S.A.; CLEMENT, C.R. & RANZANI, G. Contribuição pr o conhecimento do sistem rdiculr d pupunheir (Bctris gsipes H.B.K. Guilielm gsipes (H.B.K.) Biley). Act. Amz., 1: , 198. GUIMARÃES, M.F.; JORGE, L.C.A.; DE MARIA, I.C.; TAVARES Fº, J.; BICUDO, S.J. & CRESTANA, S. Três metodologis de vlição de rízes: descrição, limitções e vntgens. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE INSTRUMENTAÇÃO AGROPECUÁRIA, SIAGRO, 1., São Crlos, Anis. São Crlos, Embrp CNPDIA, p JORGE, L.A.C. Descrição detlhd do método de trincheir com produção de imgens pr uso do SIARCS. In: WORKSHOP SOBRE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA RADICULAR: METODOLOGIAS E ESTUDO DE CASOS, 1., Arcju, Anis. Arcju, Embrp Tbuleiros Costeiros, p JORGE, J.A. & BOVI, M.L.A. Influênci ds proprieddes físics e químics do solo no crescimento d plmeir pupunh. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 13., Slvdor, Resumos expndidos. Slvdor, SBF, p JOURDAN, C. & REY, H. Architecture nd development of the oil-plm (Eleis guineensis Jcq.). Plnt Soil, 189:33-48, LIBARDI, P.L. & vn LIER, Q.J. Atução dos ftores físicos do solo no desenvolvimento do sistem rdiculr. In: WORKSHOP SOBRE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA RADICULAR: METODOLOGIAS E ESTUDO DE CASOS, 1., Arcju, Anis. Arcju, Embrp Tbuleiros Costeiros, p MACÊDO, J.L.V. & RODRIGUES, M.R.L. Solos d mzôni e o cultivo do dendezeiro. In: VIÉGAS, I.J.M. & MÜLLER, A.A., eds. A cultur do dendezeiro n mzôni brsileir. Belém, Embrp Amzôni Orientl/Mnus, Amzôni Ocidentl, 2. p MEDINA, C.C. & NEVES, C.S.V.J. Método d trincheir com contgem mnul ds rízes. In: WORKSHOP SOBRE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA RADICULAR: METODOLOGIAS E ESTUDO DE CASOS, 1., Arcju, Anis. Arcju, Embrp Tbuleiros Costeiros, p OLIVEIRA, F.C. Metis pesdos e forms nitrogends em solos trtdos com lodo de esgoto. Pircicb, Escol Superior de Agricultur Luiz de Queiroz, p. (Tese de Mestrdo) PASSOS, E.M.P. Morfologi do coqueiro. In: FERREIRA, J.M.S.; WARWICK D.R.N. & SIQUEIRA, L.A., eds. A cultur do coqueiro no Brsil. Brsíli, Embrp, p RAIJ, B. vn & QUAGGIO, J.A. Determinção de fósforo, cálcio, mgnésio e potássio extrídos com resin trocdor de íons. In: RAIJ, B. vn; ANDRADE, J.C.; CANTARELLA, H. & QUAGGIO, J.A., eds. Análise químic pr vlição d fertilidde de solos tropicis. Cmpins, Instituto Agronômico, p. RAMOS, A. Análise do desenvolvimento vegettivo e produtividde d plmeir pupunh (Bctris gsipes Kunth) sob níveis de irrigção e dubção nitrogend. Pircicb, Escol Superior de Agricultur Luiz de Queiroz, p. (Tese de Doutordo) SCHROTH, G.; D ANGELO, S.A.; SCHALLER, M.; HAAG, D. & RODRIGUES, M.R.L. Root reserch methods for humid tropicl gro-forestry systems mngement perspective. In: WORKSHOP SOBRE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA RADICULAR: METODOLOGIAS E ESTUDO DE CASOS, 1., Arcju, Anis. Arcju, Embrp Tbuleiros Costeiros, p SILVA, L.M.V. & PASQUAL, A. Dinâmic e modelgem d mtéri orgânic do solo com ênfse o ecossistem tropicl. Ener. Agric., 14:13-24, TOMLINSON, P.B. The structurl biology of plms. Oxford, Clrendon Press, p. TSUTIYA, M.T. Alterntivs de disposição finl de biossólidos. In: TSUTIYA, M.T.; CAMPARINI, J.B.; ALEM SOBRINHO, P.; HESPANHOL, I.; DE CARVALHO, P.C.T.; MELFI, A.J.; MELO, W.J. & MARQUES, M.O., eds. Biossólidos n gricultur. São Pulo, SABESP, 21. p VANDERMEER, J. Observtions on the root system of the pejibye plm (Bctris gsipes H.B.K.) in Cost Ric. Turrilb, 27: , VEGA, F.V.A. Uso de lodo de esgoto n implntção d cultur d pupunheir (Bctris gsipes Kunth). Cmpins, Instituto Agronômico de Cmpins, p. (Tese de Mestrdo) VILLACHICA, H.L. Cultivo de pijuyo (Bctris gsipes Kunth) pr plmito en l mzoni. Trtdo de Cooperción Amzónic, Lim Perú, p. YANEZ, P.B.; RIOS, G.J.; SANDOVAL, B.F. & COSSIO, F.G. Mteri orgánic y crcterizción con coberturs vegettivs en zons templds do México. Terr, 17: , 1999.