Mecanismos de Autenticação dos s

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1 Mecanismos de Autenticação dos s De uma forma generalizada, pode-se identificar os seguintes problemas relacionados com a autenticidade dos s: Envio de mensagens não solicitadas (spam), que pode ser utilizada para: objectivos comerciais, por exemplo para a divulgação de um produto; propagação de vírus. Utilização indevida de mensagens, para: falsificação de identidade (spoofing); tentativa de conseguir dados pessoais (phishing). Estes problemas não afectam apenas os utilizadores, mas também os servidores de , que comprometo alguns dos seus requisitos não funcionais como: a desempenho, fiabilidade e a segurança. Devido à elevada base instalada que utilizada o protocolo SMTP, é muito difícil fazer alterações sem ter impactos sobre os mesmos. Numa primeira fase, para minimizar estes tipos de problemas, recorreu-se: Sistemas de com autenticação SASL; Sistemas anti-spam; Autenticação dos s com assinaturas digitais (ex: PGP, S/MIME). Actualmente a resolução tem-se verificado com a reformulação do protocolo base (SMTP): Publicação dos servidores que estão autorizados a enviar s. (SPF, Sender ID); Assinatura do cabeçalho e integridade dos dados (DKIM). 1. Mecanismos A autenticação pode ser efectuada em dos tipos de níveis: Autenticação a nível de endereços Sender Policy Framework (SPF) Sender ID Autenticação a nível do conteúdo da mensagem, autor da mensagem DomainKeys Identified Mail (DKIM) Secure MIME (S/MIME) Pretty Good Privacy (PGP) / OpenPGP O SPF (Sender Policy Framework), Sender ID e DKIM (DomainKeys Identified Mail) são tecnologias utilizadas para a autenticação do remetente e com isto pretende de algum modo combater as mensagens do tipo spam e os falsos positivos. Por falsos positivos entende-se que as mensagens legitimas são confundidas como spam. Como no correio postal, nas mensagens de no mínimo têm dois tipos de endereços: um no envelope e outro no cabeçalho da carta/mensagem. [1] O endereço do remetente no envelope (return-path) é utilizado durante o transporte da mensagem entre os servidores de . Em caso de falha na entrega, o servidor devolve a mensagem para este endereço. O endereço do remetente no cabeçalho da mensagem é incluído no campo From: ou Sender:. Sendo este que é visível nos UAs. Normalmente os servidores de não dão muita importância a este endereço. autenticacao_ _v1.odt Página 1 de 5

2 2.1 SPF (Sender Policy Framework) SFP é utilizado para validar a autenticidade do remetente do durante a entrega da mensagem. É uma forma de garantir que o emissor é realmente quem diz ser. [1] SPF permite combater a falsificação de endereços de retorno dos s (return-path). O mecanismo permite: ao administrador de um domínio: definir e publicar uma política SPF, onde são designados os endereços das máquinas autorizadas a enviar mensagens em nome deste domínio; e ao administrador de um servidor de estabelecer critérios de aceitação de mensagens em função da verificação das políticas SPF publicadas para cada domínio. Em cada domínio define-se um registo do tipo TXT, com a indicação das máquinas autorizados a enviar as mensagens de desse domínio, dificultando assim a falsificação do endereço. Exemplo: Um administrador do domínio qqcoisa.pt, publica um registo SPF no DNS que os servidores e estão autorizados de enviar os s com sendo que quaisquer outros servidores que tentam enviar s serão considerados como falsos. SPF apenas faz a autenticação do servidor do remetente, no entanto não confirma se o remetente é mesmo quem diz ser. Este método poderá ser utilizado por exemplo no combate ao ataque do tipo phishing. Que são s enviados a pedido de nomes dos utilizadores e/ou senhas de acessos de contas protegidas, sendo essa informação utilizada para fins maliciosos. SPF pode ser considerado uma primeira barreira que evita a recepção completa do por parte do servidor, bem como evita o consumo de processamento. autenticacao_ _v1.odt Página 2 de 5

3 2.2 Sender ID O Sender ID, definido no RFC 4406 é um protocolo desenvolvido pela Microsoft, semelhante ao SPF que visa a autenticação de um dos endereços do cabeçalho. Recorre a um algoritmo designado de PRA (Purported Responsible Address, definido no RFC 4407) para determinar quem é que originou e quem é responsável pela mensagem. Os registos de DNS utilizados pelo Sender ID têm uma sintaxe semelhante ao SPF. O Sender ID efectua a autenticação do endereço resultante do algoritmo PRA enquanto o SFP faz a autenticação do endereço do envelope. [1] O Sender ID visa verificar que as mensagens com origem num determinado domínio são do mesmo que dizem ser. [2] O funcionamento do Sender ID é ilustrado de seguida: 1. O utilizador envia a mensagem de recorrendo ao UA ou com um cliente Web. 2. O servidor de do destinatário recebe a mensagem. O qual utiliza Sender ID Framework (SIDF) que efectua a verificação do registo SPF. 3. O servidor de aceita ou rejeita em função dos resultados obtidos na operação anterior. 4. Caso aceite, a mensagem é depositada na respectiva caixa de . Sender ID tem como objectivos [2]: Melhorar a entrega de s legítimos; Aumentar a protecção contra ataques do tipo phishing; Reduzir os falsos positivos; Melhorar a confiança e confidencialidade do serviço de ; Reduzir parcialmente as mensagens spam; Fácil implementação e de manutenção. autenticacao_ _v1.odt Página 3 de 5

4 2.3 DKIM (DomainKeys Identified Mail) DKIM e o seu antecessor DomainKeys são também métodos de autenticação de . O DomainKeys (RFC 4870) foi desenvolvido pela Yahoo que foi obsoleto pelo DKIM (RFC 4871) normalizada pelo IETF. Ambos foram publicados em Maio 2007, o DomainKeys com o estado historical e o DKIM como Standard. Oferece um mecanismo de autenticação baseado em criptografia de chave pública, que garante a autenticidade conseguida com a assinatura do cabeçalho e do corpo da mensagem. Um domínio publica a sua chave pública nos registos de DNS (tal como os fazem). O servidor do remetente antes de enviar a mensagem de , cifra o cabeçalho e o corpo com a sua chave privada, que depois na recepção é decifrado com a utilização da chave pública obtida pelos consulta dos registos DNS.[1] Assim no envio é a mensagem é assinada e na recepção é feita a verificação, ou seja, se veio do domínio que diz ser. DKIM adiciona mais um campo no cabeçalho do , DKIM-Signature, que contém a assinatura digital do cabeçalho e do corpo da mensagem. Características do DKIM: Baixo custo sem necessidade de desenvolvimento de novas infraestruturas. Não necessita de entidades terceiras como por exemplo key servers. Não existe a necessidade de actualização dos UA o DKIM é transparente perante os UAs. Garante a integridade da mensagem que não existe alterações no transporte. É extensível para novos tipos de funções hash, Desvantagens Se a mensagem durante o transporte for ligeiramente alterada, a assinatura passa a ser inválida, podendo o servidor de destino rejeitar a mensagem. Devido às operações criptográficas que realiza, resulta numa carga computacional adicional nos servidores de . autenticacao_ _v1.odt Página 4 de 5

5 Referências [1] [2] [3] autenticacao_ _v1.odt Página 5 de 5

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