LDC-SEV Bioenergia S.A. e Controladas

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1 LDC-SEV Bioenergia S.A. e Controladas Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Março de 2011 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes

2 Deloitte Touche Tohmatsu Rua José Guerra, São Paulo - SP Brasil Tel.: +55 (11) Fax: +55 (11) RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e Acionistas da LDC-SEV Bioenergia S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da LDC-SEV Bioenergia S.A. e controladas ( Companhia ), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de março de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Deloitte refere-se à sociedade limitada estabelecida no Reino Unido Deloitte Touche Tohmatsu Limited e sua rede de firmas-membro, cada qual constituindo uma pessoa jurídica independente. Acesse para uma descrição detalhada da estrutura jurídica da Deloitte Touche Tohmatsu Limited e de suas firmas-membro. Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados.

3 Deloitte Touche Tohmatsu Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas Conforme mencionado na nota explicativa nº 15.1, desde 26 de outubro de 2009, data da concretização da combinação dos negócios da LDC Bioenergia S.A. e da Santelisa Vale S.A., a Companhia deixou de exercer o controle sobre as entidades Crystalsev Comércio e Representação Ltda. e Crystalsev Participações Ltda., cujo valor do passivo a descoberto e investimento representam, em 31 de março de 2011, R$ mil e R$ mil, respectivamente. Entretanto, os referidos investimentos, em 26 de outubro de 2009, não foram avaliados em consonância com o pronunciamento técnico CPC 36 (R2) - Demonstrações Consolidadas quando houve perda de controle e subsequentemente de acordo com o pronunciamento técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. Adicionalmente, as demonstrações financeiras da Crystalsev Comércio e Representação Ltda. e Crystalsev Participações Ltda., referentes ao exercício findo em 31 de março de 2011, não foram por nós auditadas nem por outros auditores independentes. Consequentemente, não estamos em condições de emitir, e por isso não emitimos, opinião no que se refere aos valores desses investimentos e dos possíveis impactos que os ativos e passivos dessas empresas e do resultado por elas gerados poderiam trazer nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia. Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, exceto pelos efeitos dos assuntos comentados nos parágrafos de Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, as demonstrações financeiras individuais anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da LDC-SEV Bioenergia S.A. em 31 de março de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, exceto pelos efeitos dos assuntos comentados nos parágrafos de Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, as demonstrações financeiras consolidadas anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da LDC-SEV Bioenergia S.A. em 31 de março de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRSs), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e as práticas contábeis adotadas no Brasil Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados. 2

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5 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADA BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Controladora Consolidado Nota (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) Nota (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) ATIVO explicativa PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos e financiamentos Aplicações financeiras Adiantamento de clientes no exterior Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores Contas a receber Provisões e encargos sobre a folha de pagamento Estoques Impostos e contribuições a recolher Impostos a recuperar Instrumentos financeiros derivativos Outros créditos Adiantamentos de clientes Outras obrigações Ativos mantidos para venda Total do passivo circulante Total do ativo circulante NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Realizável a longo prazo: Imposto de renda e contribuição social diferidos Adiantamentos a fornecedores Provisão para disputas trabalhistas, cíveis e tributárias Depósitos judiciais Provisão para passivo a descoberto Instrumentos financeiros derivativos Impostos e contribuições a recolher Impostos a recuperar Títulos a pagar Imposto de renda e contribuição social diferidos Outras obrigações Partes relacionadas Total do passivo não circulante Outros créditos Investimentos PATRIMÔNIO LÍQUIDO 24 Ativo imobilizado Capital social Ativo biológico Reservas de capital Intangível Reserva de reavaliação Total do ativo não circulante Outros resultados abrangentes (3.880) (3.880) Prejuízos acumulados ( ) ( ) ( ) ( ) Total do patrimônio líquido da Companhia Participação de acionistas não controladores da Companhia Total do patrimônio líquido TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 4

6 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Nota (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) explicativa RECEITA LÍQUIDA Custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados 25 ( ) ( ) ( ) ( ) (Ganhos) perdas decorrentes de mudanças no valor justo menos custos eliminados de venda dos ativos biológicos 17 (13.132) (2.428) LUCRO BRUTO RECEITAS (DESPESAS) Gerais, administrativas e de vendas 26 ( ) ( ) ( ) ( ) Receitas financeiras Despesas financeiras 27 ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado de equivalência patrimonial Ganhos (perdas) decorrentes de mudanças no valor justo menos custos eliminados de venda dos ativos biológicos 17 (18.671) (75.782) (36.737) (72.277) Outras receitas Outras despesas 28 (9.449) ( ) (9.449) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ( ) ( ) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 14 (1.519) (8.327) LUCRO DO EXERCÍCIO Lucro do exercício atribuído a: Proprietários da Companhia Participações não controladoras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5

7 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota explicativa LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES Instrumentos financeiros - "hedge" de fluxo de caixa de variação cambial (9.537) Instrumentos financeiros - "hedge" de fluxo de caixa de "swap" Libor Imposto de renda relacionado aos componentes dos resultados abrangentes 14.3 (18.535) (6.294) RESULTADO ABRANGENTE TOTAL DO EXERCÍCIO Resultado abrangente total atribuído a: Proprietários da Companhia Participações não controladoras RESULTADO ABRANGENTE TOTAL DO EXERCÍCIO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6

8 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADA DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de capital Reservas Total do patrimônio Participação de Reserva de lucros Reserva de Outros líquido acionistas não Nota Capital Reserva de capital Reserva reavaliação Ações em resultados Prejuízos atribuível aos controladores explicativa social de deságio social legal própria tesouraria abrangentes acumulados controladores da Companhia Total SALDOS EM 31 DE MARÇO DE (692) ( ) ( ) (15.918) ( ) Resultado do exercício Outros resultados abrangentes: Ajuste de derivativos ("hedge accounting"), líquido de impostos (6.294) - (6.294) - (6.294) Resultado abrangente total do exercício (6.294) Ajuste de exercícios anteriores: Lei nº /07 e Medida Provisória nº 449/ (909) Aumento de capital por meio de conversão de dívidas em ações Aumento de capital por meio de moeda corrente nacional Constituição de reserva de capital por meio de conversão de dívida em ações Constituição de reserva de capital por meio de moeda corrente nacional Cancelamento das ações em tesouraria (692) Realização de reserva de reavaliação (912) Reversão da parcela dos acionistas não controladores Absorção de reserva de lucros com prejuízos acumulados (3.608) SALDOS EM 31 DE MARÇO DE (3.880) ( ) Resultado do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Realização de reserva de reavaliação (912) Recompra das ações de acionistas não controladores (13.325) (13.325) - (13.325) SALDOS EM 31 DE MARÇO DE ( ) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 0 7

9 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Nota (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) explicativa FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício Itens que não afetam o caixa: Depreciação e amortização 16 e Resultado na venda de imobilizado (2.337) (2.579) Resultado na venda de ativos disponíveis para venda 12 (22.667) - (22.667) - Resultado da equivalência patrimonial 15.1 (15.793) (5.080) - (1.266) Provisão para passivo a descoberto - (4.929) Juros e variações cambiais e monetárias, líquidos (96.656) ( ) Constituição de provisões para disputas trabalhistas, cíveis e tributárias Constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa (11.462) Constituição de provisão para margem negativa dos estoques e realização dos estoques de almoxarifado (22.890) (10.153) (22.732) (2.507) Constituição de provisão para perdas de adiantamento a fornecedores (53.515) (58.024) Perdas decorrentes de mudanças no valor justo menos custos estimados de venda do ativo biológico - realizados e não realizados Resultados não realizados de instrumentos financeiros derivativos (9.537) (9.537) Baixa de ativo intangível Imposto de renda e contribuição social diferidos ( ) ( ) (Aumento) redução de ativos: Contas a receber (93.689) (80.786) (78.588) (71.108) Estoques Ativo biológico ( ) ( ) ( ) ( ) Instrumentos financeiros derivativos (22.195) (1.316) (22.195) (1.316) Impostos a recuperar (1.196) (2.447) Adiantamento a fornecedores (3.904) - (11.289) - Outros créditos (22.514) ( ) ( ) (8.908) Aumento (redução) de passivos: Fornecedores (27.428) (42.894) Provisões e encargos sobre a folha de pagamento (9.041) (7.581) Adiantamento de clientes no exterior Impostos e contribuições a recolher (1.479) (3.606) Adiantamento de clientes Instrumentos financeiros derivativos Pagamento de disputas trabalhistas, cíveis e tributárias (35.992) (1.070) (36.045) (1.070) Outras obrigações (29.779) (30.595) Caixa gerado pelas atividades operacionais Juros pagos (21.502) ( ) (24.006) ( ) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Partes relacionadas (11.266) ( ) (15.971) ( ) Redução (aumento) de depósitos judiciais (30.281) (30.338) Redução de aplicações financeiras Adições ao imobilizado 16 (38.406) (22.159) (50.814) (29.125) Aquisição de investimentos em controladas e outros ajustes em investimentos (49.279) Recebimento pela venda de ativos disponíveis para venda Adições ao intangível (1.773) - (1.773) - Redução de caixa e equivalentes de caixa por perda de controle em controladas (82.488) Recebimento pela venda de imobilizado Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (1.905) ( ) (18.624) ( ) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Integralização de capital Integralização de reserva de capital Recompra das ações de acionistas não controladores 10 (13.325) - (13.325) - Captação de empréstimos e financiamentos - terceiros Pagamento de empréstimos e financiamentos - terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de financiamento (74) AUMENTO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA VARIAÇÃO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA No início do exercício No fim do exercício AUMENTO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 8

10 LDC-SEV BIOENERGIA S.A. E CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando de outra forma indicado) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A LDC-SEV Bioenergia S.A. ( LDC-SEV Bioenergia ) e suas controladas (denominadas em conjunto Companhia ou Grupo ), com sede na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355, 11º andar, Pinheiros, São Paulo - SP, têm como atividades preponderantes a produção, o processamento e a comercialização de produtos agrícolas, principalmente de cana-de-açúcar; o desenvolvimento de atividades agrícolas em terras próprias ou de terceiros; a compra, venda, importação e exportação de produtos de origem agrícola e seus derivados; e a geração e comercialização de energia. O Grupo é formado pelo conjunto de atividades da LDC-SEV Bioenergia e da Usina Continental S.A. ( Usina Continental ), composto pelas filiais (usinas) Santa Elisa, Jardest, Vale do Rosário, Morro Agudo e Continental (localizadas no Estado de São Paulo - SP). A LDC-SEV Bioenergia é uma subsidiária do Grupo Louis Dreyfus Commodities, controlada diretamente pela LDC Bioenergia S.A. (controladora), que detém 87,02% das ações ordinárias da Companhia. 2. CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO COM O GRUPO LOUIS DREYFUS COMMODITIES Em 26 de outubro de 2009, foi assinado pela Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A. ( LDC Brasil ) o Contrato de Associação com os acionistas da Santelisa Vale S.A. ( Santelisa ), então controladora direta da Companhia à época da transação, que previa aumento de patrimônio líquido equivalente a R$950 milhões (R$254 milhões como aumento de capital social e R$696 milhões como reserva de capital) na LDC-SEV Bioenergia, sendo: (a) R$400 milhões subscritos e integralizados em dinheiro pela controladora; e (b) R$550 milhões subscritos e integralizados pelos principais credores da LDC-SEV Bioenergia ( Principais Credores ), por meio da conversão de parte de seus créditos em capital. Ainda em 26 de outubro de 2009, além dos eventos descritos anteriormente, parte substancial das dívidas bancárias da Companhia foi refinanciada com as mesmas instituições financeiras, com taxas e prazos que propiciaram a concretização da reestruturação do endividamento da LDC-SEV Bioenergia. Parte substancial dessa dívida refinanciada teve seu prazo de pagamento alongado em até 15 anos, contado a partir de 10 de julho de 2009, com dois anos de carência de juros e quatro anos de carência do principal. 9

11 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 3.1. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras da Companhia compreendem: As demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro ( IFRSs ), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e as práticas contábeis adotadas no Brasil, identificadas como Consolidado - BR GAAP e IFRS. As demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, identificadas como Controladora - BR GAAP. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos técnicos e as interpretações e orientações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. Adicionalmente, em atendimento às recomendações do CFC, a Administração da Companhia, na elaboração das demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de março de 2010, optou por adotar antecipadamente os pronunciamentos técnicos e as interpretações e orientações técnicas a ela aplicáveis, emitidos pelo CPC em 2009, com aplicação obrigatória prevista para os exercícios iniciados em 1º de janeiro de As demonstrações financeiras individuais da Companhia apresentam a avaliação dos investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente. Dessa forma, essas demonstrações financeiras individuais não são consideradas como estando conforme as IFRSs, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações individuais da Companhia pelo seu valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da Companhia, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRSs e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e o resultado da Companhia, constantes nas demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado Adoção de normas internacionais de contabilidade novas e revisadas As seguintes normas e interpretações, novas e revisadas, não foram adotadas nestas demonstrações financeiras. A Administração prevê que elas serão adotadas no exercício que se iniciará em 1º de abril de A Administração ainda não teve a oportunidade de avaliar o possível impacto da adoção dessas alterações. 10

12 Pronunciamento ou interpretação Alterações à IAS 24 - Divulgação de Partes Relacionadas (em vigor para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2011) Alterações à IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (em vigor para exercícios iniciados em, ou a partir de, 1º de janeiro de 2015) Descrição Alteram a definição de parte relacionada e modificam certas exigências de divulgação de partes relacionadas para entidades governamentais. As alterações não devem impactar as demonstrações financeiras da Companhia, pois as alterações contempladas foram incorporadas no pronunciamento técnico CPC 05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas que a Companhia adotou em A parte da IFRS 9 concluída até o momento estabelece as exigências de reconhecimento e baixa, classificação e mensuração de ativos e passivos financeiros. Eventualmente, a IFRS 9 será uma norma abrangente para a contabilização de instrumentos financeiros. A IFRS 9 estabelece duas principais categorias de mensuração para ativos financeiros: custo amortizado e valor justo. A base de classificação depende do modelo de negócio da entidade e das características do fluxo de caixa contratual do ativo financeiro. A orientação da IAS 39 sobre a redução ao valor recuperável de ativos financeiros e contabilidade de hedge continua aplicável. Não há necessidade de reapresentar os períodos anteriores caso a entidade adote a norma para exercícios iniciados antes de 1º de janeiro de Alterações à IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Divulgações (no contexto das melhorias das IFRSs emitidas em 2010) Esclarecem o nível exigido de divulgações sobre o risco de crédito e as garantias mantidas, reduzindo as divulgações anteriormente exigidas sobre empréstimos renegociados. Alterações à IFRS 7 - Divulgações: Transferência de Ativos Financeiros (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2011) Alteração à IFRIC 14 e IAS 19 - O Limite de um Ativo de Benefício Definido, Requisitos de Fundamento Mínimo e sua Interação (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2011) Dão ênfase à interação entre as divulgações quantitativas e as qualitativas sobre a natureza e extensão dos riscos associados a instrumentos financeiros. Retira as consequências não intencionais do tratamento de antecipações em que existe uma exigência de financiamento mínimo. Resulta em antecipações de contribuições, sendo reconhecidas, em certas circunstâncias, como ativo e não como despesa. 11

13 Pronunciamento ou interpretação Alteração à IAS 32 - Instrumentos Financeiros: Apresentação - Classificação de Emissões de Direitos (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de fevereiro de 2010) IAS 34 - Demonstrações Financeiras Intermediárias (em vigor para exercícios iniciados em, ou a partir de, 1º de janeiro de 2011) Descrição O IASB alterou a IAS 32 para permitir que direitos, opções ou bônus de subscrição para adquirir um número fixo de instrumentos de capital da própria entidade por um valor fixo de qualquer moeda sejam classificados como instrumentos de capital, desde que a entidade ofereça direitos, opções ou bônus de subscrição proporcionais a todos os detentores da mesma classe de instrumentos de capital não derivativos. Fornece orientações que ilustram como aplicar os princípios de divulgação da IAS 34 e acrescentar exigências de divulgação sobre as: (a) circunstâncias que podem afetar o valor justo de instrumentos financeiros e sua classificação; (b) transferências de instrumentos financeiros entre diferentes níveis de hierarquias de valor justo; (c) mudanças na classificação de ativos financeiros; e (d) mudanças em passivos e ativos contingentes. IAS 12 - Imposto de Renda, Recuperação de Tributos Diferidos dos Ativos Subjacentes (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2012) Prevê uma abordagem prática de mensuração de passivos e ativos fiscais diferidos, quando o imóvel de investimento é avaliado pelo modelo de valor justo previsto na IAS 40 - Propriedade para Investimento. A Companhia não espera que a sua adoção afete as suas demonstrações financeiras. IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2011) Esclarece que uma entidade deverá apresentar uma análise do outro resultado abrangente para cada componente do patrimônio líquido, seja na demonstração das mutações do patrimônio líquido, seja nas notas explicativas. O CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas, apresentadas anteriormente, com a exceção do pronunciamento técnico CPC 05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Em decorrência do compromisso do CPC e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória Normas internacionais de contabilidade novas e revisadas emitidas após a data das demonstrações financeiras As seguintes normas e interpretações, novas e revisadas, emitidas após 31 de março de 2011, não foram adotadas nestas demonstrações financeiras. A Administração prevê que elas serão adotadas no exercício que se iniciará em 1º de abril de A Administração ainda não teve a oportunidade de avaliar o possível impacto da adoção dessas alterações: 12

14 Pronunciamento ou interpretação IFRS 10 - Demonstrações Financeiras Consolidadas (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2013) Descrição A IFRS 10 substitui a orientação de consolidação nas demonstrações financeiras consolidadas e separadas e SIC-12 - Consolidação - Entidades de Propósito Específico, introduzindo um modelo de consolidação único para todas as entidades com base no controle, independentemente da natureza do investimento (entidade controlada através de direitos de voto dos investidores ou de outras modalidades contratuais, como é comum em sociedades de propósito específico). IFRS 11 - Acordos de Empreendimentos em Conjunto (substitui a IAS 31 (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2013)) IFRS 12 - Divulgação de Interesses em Outras Entidades (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2013) Alterações à IAS 27 - Demonstrações Financeiras Separadas e IAS 28 - Investimentos em Coligadas e Joint Ventures (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2013) A IFRS 11 introduz nova norma para contabilização de empreendimentos em conjunto, substituindo a IAS 31 - Interesses de Acordos Comuns. A opção de aplicar o método de consolidação proporcional quando contabilizado para empreendimentos conjuntos de controladas foi removida. Adicionalmente, a IFRS 11 elimina operações conjuntas (quando um empreendimento conjunto tem direitos e obrigações sobre os ativos e passivos relacionados ao acordo) para desse modo distingui-la de empreendimento conjunto (quando existe direito ao ativo líquido do acordo). A IFRS 12 exige a divulgação detalhada a respeito de ambas as entidades consolidadas e não consolidadas nas quais uma entidade possui envolvimento. O objetivo da IFRS 12 é solicitar informações para que os usuários das demonstrações financeiras possam avaliar as bases de controle, qualquer restrição sobre os ativos e passivos consolidados e a exposição a riscos decorrentes de envolvimentos com entidades estruturadas não consolidadas, além do envolvimento dos titulares que não controlam as atividades das entidades consolidadas. Os requisitos relativos às demonstrações financeiras separadas estão inalterados e inclusos na IAS 27 alterada. As outras partes da IAS 27 foram substituídas pela IFRS 10. A IAS 28 foi alterada com base nas mudanças da IFRS 10, IFRS 11 e IFRS

15 Pronunciamento ou interpretação IFRS 13 - Mensuração pelo Valor Justo (em vigor para exercícios iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2013) IAS 19 - Benefícios a Empregados (2011) (em vigor para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013) Apresentação de itens de outros resultados abrangentes (alterações à IAS 1) (em vigor para exercícios iniciados a partir de 1º de julho de 2012) Descrição A IFRS 13 substitui as orientações sobre mensurações pelo valor justo constantes na literatura das IFRSs em uma única norma, para desenvolver uma única estrutura conceitual sobre valor justo. A IFRS 13 define valor justo, orienta sobre como determinar o valor justo e requer certas divulgações sobre as mensurações a valor justo. Entretanto, ela não introduz nenhum requerimento novo ou revisado sobre quais itens devem ser mensurados pelo valor justo ou quais devem ter o seu valor justo divulgado. Versão alterada da IAS 19 contendo as exigências revisadas dos planos de pensão e de outros benefícios pós-aposentadoria, bem como benefícios de rescisão e outras alterações. Altera a IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras para revisar a forma como os itens de outros resultados abrangentes são apresentados. O CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados às IFRSs novas e revisadas, apresentadas anteriormente. Em decorrência do compromisso do CPC e da CVM de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória Base de elaboração As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros, ativos mantidos para venda e ativo biológico mensurados pelos seus valores justos conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos Apuração do resultado e reconhecimento da receita O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime de competência dos exercícios, sendo a receita de venda de produtos reconhecida no resultado quando os riscos e benefícios inerentes ao produto são transferidos para o cliente Transações e saldos em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são contabilizadas pela taxa de câmbio do dia da transação. Ativos e passivos denominados em moedas estrangeiras são convertidos utilizando-se da taxa de câmbio nas datas das demonstrações financeiras e as respectivas 14

16 variações cambiais são reconhecidas na demonstração do resultado à medida que ocorrem. Considera-se como em moeda estrangeira qualquer transação em moeda diferente da moeda funcional do Grupo (real) Caixa e equivalentes de caixa Incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários à vista e investimentos temporários de curto prazo (com até 90 dias da data da aplicação), considerados de liquidez imediata ou conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor, os quais são registrados pelos valores de custo, acrescidos dos rendimentos auferidos até as datas das demonstrações financeiras, que não excedem o seu valor de mercado ou de realização Aplicações financeiras Representadas por investimentos temporários que serão mantidos até as suas datas de vencimento, as quais são acima de 90 dias, e estão registrados pelos valores de custo, acrescidos dos rendimentos auferidos até as datas dos balanços, que não excedem o seu valor de mercado ou de realização Contas a receber e provisão para créditos de liquidação duvidosa As contas a receber estão registradas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, líquidas das provisões para créditos de liquidação duvidosa. As contas a receber no mercado externo estão atualizadas com base nas taxas de câmbio vigentes nas datas das demonstrações financeiras. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi estimada com base na análise de risco dos créditos, que contempla o histórico de perdas, a situação individual dos clientes, a situação do grupo econômico ao qual pertencem, as garantias reais para os débitos e a avaliação dos assessores jurídicos, e é considerada suficiente pela Administração da Companhia para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber Estoques Os saldos de estoques são substancialmente formados por matérias-primas, produtos acabados, custos diferidos industriais e produtos auxiliares e são avaliados ao custo médio de aquisição ou produção, o qual não excede o valor de mercado (valor líquido realizável menos custos de venda). Custos diferidos industriais correspondem aos gastos incorridos na manutenção das usinas no período de entressafra, os quais são apropriados ao custo da produção da safra seguinte de acordo com a moagem. As provisões para estoques de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração Imobilizado Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção, menos a depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear com base na vida útil- -econômica estimada dos bens, conforme indicado na nota explicativa nº Os juros incidentes sobre empréstimos e financiamentos são capitalizados às obras em andamento. 15

17 A Companhia não optou pela adoção da prática de revisão dos custos históricos dos bens do ativo imobilizado e utilização da prática do custo atribuído ( deemed cost ), conforme opção prevista nos parágrafos 20 a 29 da interpretação técnica ICPC 10 - Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43, para registro do saldo inicial do ativo imobilizado na adoção inicial do pronunciamento técnico CPC 27 - Ativo Imobilizado e da interpretação técnica ICPC 10. O Grupo realiza as principais atividades de manutenção programada em suas unidades industriais em bases anuais. Isso ocorre entre os meses de dezembro e março, com o objetivo de inspecionar e substituir componentes. Gastos com manutenções sem impacto na vida útil-econômica dos ativos são reconhecidos como despesa quando realizados. Itens que se desgastam durante a safra são ativados por ocasião da respectiva reposição e depreciados durante o período da safra seguinte Ativo biológico O CPC 29 - Ativo Biológico e Produto Agrícola abrange o tratamento contábil das atividades que envolvem ativos biológicos (tais como plantações de cana-de-açúcar) ou produtos agrícolas (na época da colheita). O ativo biológico e os respectivos produtos agrícolas devem ser reconhecidos ao valor justo menos as despesas estimadas no ponto de venda. A metodologia adotada pela Companhia para satisfazer essa exigência de cálculo é a avaliação econômica e financeira do ativo biológico de cana-de-açúcar através do fluxo de caixa descontado para os próximos cinco anos, o qual representa o período médio de extração de níveis elevados de Açúcar Total Recuperável/Açúcares Totais Recuperados - ATR/TR. Os dois componentes do ativo biológico (a soqueira e a cana-de-açúcar) são apresentados como um único ativo no balanço patrimonial, uma vez que a produção agrícola não pode ser reconhecida separadamente do ativo biológico a que se refere até a colheita. Como as soqueiras não se enquadram na definição de ativo circulante de acordo com o CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis, o ativo biológico é classificado como não circulante. A variação no valor justo do ativo biológico é reconhecida na demonstração do resultado na rubrica Ganhos (perdas) decorrentes de mudanças no valor justo menos custos estimados de venda do ativo biológico. A parcela realizada, calculada com base no consumo dos estoques de produtos acabados durante o exercício, é reconhecida antes do Lucro bruto, na demonstração do resultado Investimentos Os investimentos em sociedades controladas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, ajustados pela provisão para perdas, quando aplicável, nas demonstrações financeiras individuais. 16

18 3.12. Perdas não recuperáveis ( impairment ) Os bens do imobilizado, intangível e outros ativos não circulantes são anualmente revisados para identificar evidências de perdas não recuperáveis, ou, ainda, sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando houver perda decorrente das situações em que o valor contábil do ativo ultrapasse seu valor recuperável, definido pelo maior valor entre o valor em uso do ativo e o valor líquido de venda do ativo, esta é reconhecida no resultado do exercício Intangível Refere-se basicamente ao ágio na aquisição e incorporação de empresas. O ágio foi classificado como intangível com vida útil indefinida e deixou de ser amortizado contabilmente a partir de 1º de janeiro de 2009, conforme o pronunciamento técnico CPC 04 - Ativo Intangível. O ágio é anualmente submetido a teste de redução no valor recuperável, ou com maior frequência, quando houver indicação de que a unidade geradora de caixa poderá apresentar redução no valor recuperável. Se o valor recuperável for menor que o valor contábil, a perda por redução no valor recuperável é primeiramente alocada para reduzir o valor contábil de qualquer ágio alocado à unidade e, posteriormente, aos outros ativos da unidade, proporcionalmente ao valor contábil de cada um de seus ativos. Qualquer perda por redução no valor recuperável de ágio é reconhecida diretamente no resultado do exercício. A perda por redução no valor recuperável não é revertida em períodos subsequentes. O teste de valor recuperável não gerou perdas que devessem ser reconhecidas durante o exercício findo em 31 de março de Outros ativos circulantes e não circulantes Registrados ao custo, atualizado monetariamente e líquido de provisões para não realização, quando aplicável Passivos circulante e não circulante Registrados aos valores conhecidos ou estimados pela Administração, calculáveis, acrescidos de encargos financeiros e de variações monetárias e cambiais incorridos até as datas das demonstrações financeiras, quando aplicável Empréstimos e financiamentos Os passivos originados de empréstimos e financiamentos são reconhecidos ao valor justo, líquido de custos de transações incrementais diretamente atribuíveis à originação do passivo financeiro. Esses passivos são avaliados subsequentemente pelo método de custo amortizado, usando a taxa efetiva de juros, que leva em consideração os custos de transação, e os juros são apropriados até o seu vencimento. Para empréstimos pósfixados, a taxa efetiva de juros é reestimada periodicamente quando o efeito de reavaliação da taxa efetiva de juros dos contratos é significativo. 17

19 3.17. Imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos O Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL são calculados às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente. O imposto de renda e a contribuição social correntes e diferidos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto, nos casos aplicáveis, na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, os tributos são reconhecidos também diretamente no patrimônio líquido na rubrica Outros resultados abrangentes. A despesa de imposto de renda e contribuição social correntes é calculada com base nas leis e nos atos normativos tributários promulgados nas datas das demonstrações financeiras, de acordo com os regulamentos tributários brasileiros. A Administração avalia periodicamente as posições assumidas na declaração de imposto de renda com respeito a situações em que a regulamentação tributária aplicável está sujeita à interpretação que possa ser eventualmente divergente e constitui provisões, quando aplicável, com base nos valores que espera pagar. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados pelo método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são determinados usando as alíquotas de imposto promulgadas nas datas das demonstrações financeiras e que devem ser aplicadas quando o respectivo imposto de renda e contribuição social diferidos ativos forem realizados ou quando o imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos forem liquidados. O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são calculados com base no prejuízo fiscal e na base negativa de contribuição social e somente são reconhecidos na proporção da probabilidade de que o lucro real futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os montantes de imposto de renda e contribuição social diferidos ativos e passivos são compensados somente quando há um direito exequível legal de compensar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e/ou quando o imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos e passivos se relacionam com o imposto de renda e a contribuição social incidentes pela mesma autoridade tributária sobre a entidade tributável ou diferentes entidades tributáveis em que há intenção de liquidar os saldos em uma base líquida Provisão para disputas trabalhistas, cíveis e tributárias A Companhia reconhece uma provisão somente quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) como resultado de um evento passado, quando é provável que o pagamento de recursos deva ser requerido para liquidar a obrigação e quando a estimativa pode ser feita de forma confiável para a provisão. Quando alguma dessas características não é atendida, a Companhia não reconhece uma provisão. 18

20 A Companhia constitui provisões para fazer face a desembolsos futuros que possam decorrer de ações judiciais em curso de naturezas trabalhista, cível e tributária. As provisões são constituídas a partir de uma análise individualizada, efetuada pelos assessores jurídicos da Companhia (conforme nota explicativa nº 22), dos processos judiciais em curso e das perspectivas de desfecho com resultado desfavorável implicando um desembolso futuro. Eventuais contingências ativas não são reconhecidas até que as ações sejam transitadas em julgado com posição favorável à Companhia em caráter definitivo e quando é certo que esta irá realizar o ativo. Os tributos cuja exigibilidade está sendo questionada na esfera judicial são registrados levando-se em consideração o conceito de obrigação legal. Os depósitos judiciais realizados em garantia das ações judiciais em curso estão contabilizados na rubrica Depósitos judiciais, no ativo não circulante Instrumentos financeiros (a) Classificação Os ativos e passivos financeiros mantidos pela Companhia são classificados sob as seguintes categorias: (1) ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado; (2) ativos financeiros mantidos até o vencimento; (3) ativos financeiros disponíveis para venda; (4) empréstimos e recebíveis; (5) passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado; e (6) outros passivos financeiros. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos e passivos financeiros foram adquiridos ou contratados. (1) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado São ativos financeiros mantidos para negociação, quando são adquiridos para esse fim, principalmente, no curto prazo. Os instrumentos financeiros derivativos também são classificados nessa categoria. Os ativos dessa categoria são classificados no ativo circulante. Nessa categoria estão incluídos unicamente os instrumentos financeiros derivativos. Os saldos referentes aos ganhos ou às perdas decorrentes das operações não liquidadas são classificados no ativo ou no passivo circulante, sendo as variações no valor justo registradas, respectivamente, nas rubricas Receitas financeiras ou Despesas financeiras. (2) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Compreendem investimentos em determinados ativos financeiros classificados no momento inicial da contratação para serem levados até a data de vencimento, os quais são mensurados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos de acordo com os prazos e as condições contratuais. (3) Ativos financeiros disponíveis para venda Quando aplicável, são incluídos nessa classificação os ativos financeiros não derivativos, como títulos e/ou ações cotadas em mercados ativos ou não cotadas em mercados ativos, mas que possam ter os seus valores justos estimados razoavelmente. 19

21 (4) Empréstimos e recebíveis São incluídos nessa classificação os ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em mercado ativo. São registrados no ativo circulante, exceto nos casos aplicáveis, aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após as datas dos balanços, os quais são classificados como ativo não circulante. Em 31 de março de 2011 e de 2010, compreendem disponibilidades e contas a receber. (5) Passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os passivos financeiros são classificados como mensurados ao valor justo por meio do resultado quando são mantidos para negociação ou designados ao valor justo por meio do resultado. Um passivo financeiro é classificado como mantido para negociação se: Foi adquirido principalmente para a recompra no curto prazo. Faz parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados gerenciados em conjunto pelo Grupo e possui um padrão real recente de obtenção de lucro de curto prazo. É um derivativo não designado como instrumento de hedge efetivo. Um passivo financeiro não mantido para negociação pode ser designado ao valor justo por meio do resultado no reconhecimento inicial se: Tal designação eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência na mensuração ou no reconhecimento que, de outra forma, iria surgir. O passivo financeiro for parte de um grupo de ativos ou passivos financeiros ou ambos, gerenciado e com seu desempenho avaliado com base no valor justo de acordo com a gestão dos riscos ou a estratégia de investimentos documentados do Grupo e quando as informações a respeito do Grupo forem fornecidas internamente com a mesma base. O ativo financeiro for parte de um contrato contendo um ou mais derivativos embutidos e o pronunciamento técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração permitir que o contrato combinado (ativo ou passivo) seja totalmente designado ao valor justo por meio do resultado. Os passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são demonstrados ao valor justo e os respectivos ganhos ou perdas são reconhecidos no resultado. Os ganhos ou as perdas líquidos reconhecidos no resultado incorporam os juros pagos pelo passivo financeiro, sendo incluídos no resultado financeiro, na demonstração do resultado. O valor justo é determinado conforme descrito na nota explicativa nº

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