RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO DA AIRES TURISMO LTDA - ME

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1 MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO Assessoria Especial para Modernização da Gestão Central de Compras e Contratações RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO DA AIRES TURISMO LTDA - ME 1 DAS PRELIMINARES 1.1 Do instrumento interposto Trata-se de instrumento impugnatório trazido em 24 de fevereiro de 2015, pela empresa AIRES TURISMO LTDA - ME contra os termos do Edital do Pregão Eletrônico nº 02/2015 UASG , cujo objeto é registro de preços para eventual contratação de serviços de agenciamento de viagens para voos não atendidos pelas empresas aéreas credenciadas, domésticos e internacionais, destinados aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. 1.2 Da tempestividade Considerando que o prazo do pregão para publicidade do edital, conforme o disposto no inciso V, do art. 4º, da Lei nº , de 17 de julho de 2002, V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis;, mantém-se a analogia para fins de análise de tempestividade da impugnação. Consultando o art. 12, do Decreto nº , de 8 de agosto de 2000, temos que, Até dois dias úteis antes da data fixada para recebimento das propostas, qualquer pessoa poderá solicitar esclarecimentos, providências ou impugnar o ato convocatório do pregão.. Dessa forma, dado que a publicação do Edital ocorreu em sua primeira versão dia 13 de fevereiro de 2015, e em sua segunda versão dia 24 de fevereiro de 2015, com previsão para abertura dia 06 de março de 2015 tem-se que a impugnação é tempestiva, pelo que se passa à análise de suas alegações. 2 DO PEDIDO Ao final de sua explanação, a empresa Impugnante requer que seja acolhida a impugnação, para que sejam excluídas as regras dos subitens do edital e do Anexo I - Termo de Referência. 3 DA ÍNTEGRA DO EDITAL DOS TERMOS ATACADOS 7 DA PROPOSTA 7.2 A Proposta Comercial e a Planilha de Formação de Preços serão preenchidas em conformidade com os modelos constante neste Edital e deverão, ainda, observar: Repassar à CONTRATANTE todos os valores relativos a descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas, ainda que sazonais ou advindos de meta de movimentação de volume atingido pela CONTRATADA em função do contrato. 15 OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA 15.1 Executar os serviços conforme as especificações do contrato, do qual fazem parte o edital e anexos, bem como a proposta comercial da CONTRATADA, com a alocação dos empregados necessários ao perfeito cumprimento das cláusulas contratuais.

2 15.32 Repassar à CONTRATANTE todos os valores relativos a descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas, ainda que sazonais ou advindos de meta de movimentação de volume atingido pela CONTRATADA em função do contrato Para tanto, a CONTRATANTE poderá, a qualquer momento, analisar relatórios e documentos IATA/BSP e das empresas aéreas. 4 DOS ARGUMENTOS TRAZIDOS E CONSIDERAÇÕES DA PREGOEIRA 4.1 A ABAV NACIONAL argumenta, e os seguintes pontos principais numerados de 1 a 6, cujos parágrafos foram iniciados com ABAV NACIONAL e os contra argumentos citados logo abaixo com parágrafo iniciados como CENTRAL em letras itálicas: 1 ABAV NACIONAL: Não existe fundamento constitucional ou legal para que as empresas contratadas pelo governo tenham de repassar suas comissões, lucros ou receitas de sua atividade própria para ente público e executem o contrato somente com os ganhos da taxa de agenciamento. 1.1 CENTRAL: Esclarecemos que em nenhum dos itens contidos no Edital a APF cita a previsão de repasse de comissões, lucros ou receitas da atividade exercida pela agência de turismo. Os itens 7.2.4, do edital são muito claros quando, de forma taxativa, informam a obrigação de a Contratada repassar todos os valores relativos a descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas e decorrentes do contrato firmado. (grifo nosso) 2 ABAV NACIONAL: Na Lei nº /93 não consta, como não poderia constar, imposição de transferir ao ente público uma remuneração decorrente de negociação direta entre fabricante e distribuidor, como não há obrigação para nenhum segmento de fornecedor de governo que apresente nota fiscal de fábrica. Por exemplo: por acaso nas vendas de veículos da Ford, Chevrolet e outras montadoras de veículos, para a remuneração que nem sequer aparece no preço de nota fiscal de fábrica, em razão de negociação privada de cada concessionária junto com a fabricante, o MPOG exigirá que a concessionária repasse negociação obtida junto à fabricante de veículos? O MPOG pretende incorporar para si ganhos adicionais das agências de viagens, remuneração lícita, como de qualquer outro setor que empreende negociações com fornecedores e fabricantes, então somente para o segmento de passagens aéreas, que as agências de viagens, irão abrir mão do seu lucro para o órgão público? PORQUE ESSA POSTURA APENAS EM RELAÇÃO A AGÊNCIAS DE VIAGENS? Quando o MPOG pretende adquirir computadores (a preço de mercado) exige repasse de ganhos negociais que distribuidoras consigam com as fabricantes IBM, Lenovo, Dell e as outras poucas? 2.1 CENTRAL: Mais uma vez, se equivoca a empresa impugnante quando fala "imposição de transferir ao ente público uma remuneração decorrente de negociação direta entre fabricante e distribuidor", já que é muito claro que a remuneração total a ser paga à agência de turismo é apurada a partir do valor ofertado pela prestação dos serviços de agenciamento de viagens multiplicado pela quantidade de passagens emitidas, remarcadas ou canceladas. Os valores relativos à compra de passagens serão repassados pela Administração à agência de turismo que intermediará o pagamento junto às companhias aéreas que emitiram os bilhetes. Estes valores não poderão ser considerados como parte da remuneração paga pelos serviços de agenciamento. Desta forma, as vantagens resultantes destes repasses não poderão ser consideradas como remuneração devida à agência de turismo. Especificamente quanto à analogia com a compra de veículos, novamente há equívoco da impugnante: os casos de veículos são aquisições de bens junto às concessionárias, que como

3 outras empresas que comercializam bens obtém seu resultado financeiro a partir da diferença entre o valor de compra e o valor de venda (deduzidas as despesas). No caso do edital em questão, trata-se da contratação de serviços de agenciamento de viagens, sendo a agência de viagens remunerada pela taxa de agenciamento, e a ela repassados os valores efetivamente dispendidos com a aquisição, à ordem do contratante, junto às companhias aéreas. Então nenhuma agência de viagens pode mais ter seu lucro, que segundo o item I do Anexo I da Instrução Normativa nº 02/2008, do próprio MPOG, é o ganho decorrente da exploração da atividade econômica, calculado mediante incidência percentual sobre a remuneração, benefícios mensais e diários, encargos sociais e trabalhistas, insumos diversos e custos indiretos? 3 ABAV NACIONAL: Nenhuma agência de viagens pode mais ter sua própria receita, que, segundo o TCU, deve ser calculada tendo por parâmetro também os valores adicionais recebidos pela agência (Acórdão nº 1323/ Plenário)? 3.1 CENTRAL: O referido acordão trata de representação protocolada por agência de turismo, contra supostos atos ilegais no Pregão Eletrônico nº 29/2011, no que diz respeito a eventual utilização indevida da prerrogativa, pela licitante vencedora, de efetuar lance de desempate na condição de empresa de pequeno porte, enquadrada nos termos previstos na Lei Complementar nº 123/2006, art. 3º. Resumidamente, na questão em tela, o representante alegou que uma agência sagrou-se vencedora do referido Pregão, embora tivesse auferido, no exercício de 2010, receita bruta de mais de R$ ,00, bem superior ao limite de R$ ,00 então estabelecido para enquadrá-la como Micro e Pequena Empresa. Assim, a manifestação do TCU tem a intenção de elucidar o conceito de receita bruta, esclarecendo que não devem ser considerados, para determinação de seu montante, os valores de repasse às agências que tem como destino final as companhias aéreas, não fazendo qualquer alusão a descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas. 4 ABAV NACIONAL: Ora, na verdade, o que deve ocorrer é que o MPOG precisa pagar pelas passagens o preço de mercado, o preço acessível a qualquer cidadão ou empresa. E tanto é assim que o Parágrafo único, Art. 16 da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 3, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2015 MPOG estabelece que: Parágrafo único. A escolha da tarifa deve privilegiar o menor preço, prevalecendo, sempre que possível, a tarifa em classe econômica, observado o disposto neste artigo e no art. 27 do Decreto nº , de 18 de janeiro de Ou seja, o preço a ser pago será a tarifa mais barata disponível no mercado, o que pode e deve ser fiscalizado pelo MPOG no momento em que receba a cotação da agência de viagens, mas nunca um preço de mercado e ainda se apropriar de uma receita adicional da agência (incentivos, bonificações ou tarifa-acordo, porque essas outras remunerações são da agência, pelo trabalho de intermediação e negociadas caso a caso, sendo que o regime de contratações pública não tem um dispositivo que preveja que o órgão público se apropria de valores de remuneração negociados entre fabricante e distribuidor, por exemplo, como também não pode fazer o mesmo no caso de negociação entre agência de viagens e companhia aérea). 4.1 CENTRAL: A prestação dos serviços de agenciamento tem a quantidade estimada e fundamenta-se apenas na intermediação das demandas de compra e venda de passagens aéreas entre a Administração Pública Federal e as companhias aéreas. As vantagens que porventura ocorram em decorrência da compra e da venda (descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas) resultam de demandas criadas e pagas pela Administração. Por esta razão é evidente que a Contratada não poderá interferir na escolha ou definição dos voos ou da companhia aérea a ser utilizada. Diferente disso, esses incentivo podem vir a ser legítimos e cabíveis quando, em vendas feitas a outros clientes, após negociação feita a agência de turismo e as companhias aéreas, aquela cumpra, como resultado de suas estratégias de vendas, as condições e metas impostas por estas. É que neste caso, o cumprimento das metas para recebimento de descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios depende exclusivamente da atuação da agência.

4 Ademais, transcrevemos o que define a Instrução Normativa nº 3/2015: Seção II Da Aquisição por Agenciamento de Viagens Art. 6º A remuneração total a ser paga à agência de turismo será apurada a partir do valor ofertado pela prestação do serviço de agenciamento de viagens, multiplicado pela quantidade de passagens emitidas, remarcadas ou canceladas e serviços correlatos. 1º Os valores relativos à aquisição de bilhetes de passagens serão repassados pela Administração à agência de turismo contratada, que intermediará o pagamento junto às companhias aéreas que emitiram os bilhetes. 2º Os valores referidos no 1º não serão considerados parte da remuneração pelos serviços de agenciamento de turismo e não poderão constar da planilha de custos a que se refere o art. 7º desta Instrução Normativa. Art. 7º O instrumento convocatório deverá prever que a licitante classificada em primeiro lugar, na fase de lances, apresente planilha de custos que demonstre a compatibilidade entre os custos e as receitas estimados para a execução do serviço. 5º Eventuais incentivos, sob qualquer título, recebidos pelas agências de turismo das companhias aéreas, não poderão ser considerados para aferição da exequibilidade da proposta 5 ABAV NACIONAL: O que respeita a legalidade é a compra pelo MPOG, do bilhete mais baixo entre os disponíveis no mercado, pelo PREÇO DE MERCADO e o não preço de mercado e ainda MAIS A APROPRIAÇÃO DE RECEITA DA AGÊNCIA DE VIAGENS CONTRATADA. ISSO NÃO TEM FUNDAMENTO. É importante mencionar também que a referida obrigação de repassar seus ganhos adquiridos junto as companhias aéreas, fere de forma gravíssima o que preceitua a LEI Nº , DE 15 DE MAIO DE 2014, que dispõe sobre as atividades das Agências de Turismo. É claríssima a redação do seu Art. 3º. Ao tratar do que é privativo, ou seja, EXCLUSIVO as agências de viagens, senão vejamos: Art. 3o É privativo das Agências de Turismo o exercício das seguintes atividades: I - venda comissionada ou intermediação remunerada na comercialização de passagens, passeios, viagens e excursões, nas modalidades, aérea, aquaviária, terrestre, ferroviária e conjugadas; Como pode observar Senhora pregoeira, é um DIREITO das agencias de viagens, é Lei Federal, sancionada pela Presidenta da Republica, que nos da o direito e somente a nós de recebermos nossos ganhos comerciais. 5.1 CENTRAL: Esclarecemos, frente às alegações apresentadas pela Impugnante, que quando a APF requer o repasse de descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas, ela não está exercendo a atividades de venda comissionada, tampouco de intermediação remunerada na comercialização de passagens. Justamente pelo fato de ser privativo o exercício das citadas atividades por agências de turismo é que o edital restringe a elas a participação no certame. Aliás, o tipo de exigência questionada pela Aires Turismo não é novo, sendo adotado em diversos órgãos públicos (ANATEL, CODESA, CADE, CGU) e aceito pelo mercado. Por

5 exemplo, veja o que dispõe o EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 12/2014, PROCESSO Nº / , da Controladoria Geral da União: a.4) Todas as vantagens e descontos concedidos pelas companhias aéreas, a título de comissão, incentivo ou qualquer valor com o mesmo fim, inclusive as provenientes de acordos corporativos, deverão ser aplicados ao preço dos bilhetes e repassados à Controladoria-Geral da União; a.5) As tarifas praticadas deverão ser aquelas praticadas pelas companhias aéreas, sem comissionamento (sem taxa DU ou RAV). Quaisquer valores a título de comissão, incentivos ou qualquer outro valor com o mesmo fim, deverão ser repassados à Controladoria-Geral da União As tarifas praticadas deverão ser aquelas praticadas pelas companhias aéreas, sem comissionamento (sem taxa DU ou RAV). Quaisquer valores a título de comissão, incentivos ou qualquer outro valor com o mesmo fim, deverão ser repassados à CONTRATANTE. 6 ABAV NACIONAL: Ademais, o Art. 8º da referida LEI, ainda reforça que constituem PRERROGATIVAS das agências de viagens, a habilitação de recebimento de incentivos e estímulos governamentais previstos na legislação em vigor, veja: Art. 8o Constituem prerrogativas das Agências de Turismo registradas na forma desta Lei: III - a habilitação ao recebimento de incentivos e estímulos governamentais previstos na legislação em vigor. Ora, Senhora pregoeira, se o próprio Governo através do MPOG, pretende tomar para se os ganhos legais das agencias de viagens, onde estão os estímulos e incentivos previstos na Lei? Apenas em uma taxa de agenciamento? 6.1 CENTRAL: Mais uma vez equivoca-se a impugnante quando entende como sinônimos os "estímulos governamentais" e "os descontos, bônus, cortesias, tarifas promocionais ou outros benefícios oferecidos pelas empresas aéreas". Por estímulos governamentais, entende-se os incentivos apresentados pelo governo para crescimento e fortalecimento do mercado de turismo, tais como a Habilitação a Linhas de Crédito e criação do Fundo Geral de Turismo - FUNGETUR. Os incentivos governamentais de fomento são, inclusive, oferecidos a todas as agências de turismo que cumprirem os requisitos existentes para isso independentemente da existência de contratos firmados com a Administração Pública. A taxa de agenciamento não configura qualquer tipo de incentivo ou estímulo previsto na lei. A taxa de agenciamento é a remuneração devida à agencia de viagem pela prestação de serviço de agenciamento de viagens. 6 CONCLUSÃO Pelos motivos elencados NÃO assiste razão à Impugnante MANTENDO-SE OS TERMOS do edital e prazos nele contidos. Brasília, 25 de fevereiro de HELLA SAYEDA Pregoeira

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Resposta: Sim, em sendo os bilhetes adquiridos através de agência consolidadora, as faturas deverão ser emitidas em nome desta. Campinas, 26 de fevereiro de 2015. Of. 18.188 O.E. À LNX TRAVEL VIAGENS E TURISMO EIRELE Assunto: Esclarecimentos Pregão Presencial NLP 003/2015 Prezados Senhores, Em resposta à solicitação de esclarecimentos

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