Fluxo de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fluxo de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos"

Transcrição

1 Fluxo de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos Comitê de Proteção integral à Criança e Adolescente em Pernambuco AGENDA DE CONVERGÊNCIA segunda-feira, 9 de junho de :51:59

2 Ficha Técnica Edição Junho/2014 O conteúdo desta cartilha foi trabalhado e desenvolvido pelos seguintes profissionais: Gizely Couto e Poliana Evas Coordenadoria da Infância e Juventude-TJPE Jaciara Santos Arruda e Nivaldo Pereira Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco Eduardo Paysan Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Recife (Chefe de Divisão da Criança e Adolescente) Adriano Lopes Secretaria Estadual da Criança e Juventude Valéria Walfrido Sexóloga Jeanne Aguiar e Olavo Morais Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas/SDS Silma Paula de Azevedo e Vivian Lemos Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos /SEDSDH Paula Neves Superintendência do Trabalho e Emprego em Pernambuco Jecqueline G. Aymar Elihimas e Maria Luíza Duarte Ministério Público de Pernambuco Kelly Cristina Nascimento de Luna - Departamento de Polícia da criança we do Adolescente Diagramação e Edição: Mariama Oliveira Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PE) Produção: Presidente: Rosa Barros 1 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

3 Sumário Ficha Técnica 1 Sumário 2 Apresentação da Agenda de Convergência 3 Etapas do Planejamento Estratégico 4 Violência Física, Sexual, Negligência e Abandono 6 Fluxo Violência Física, Sexual, Negligência e Abandono 7 Tráfico de Crianças e Adolescentes 8 Fluxo Tráfico de Crianças e Adolescentes 9 Encaminhamentos Tráfico de Crianças e Adolescentes 10 Crianças e Adolescentes Desaparecidos 11 Fluxo Crianças e Adolescentes Desaparecidos 12 Trabalho Infantil Formal 13 Fluxo Trabalho Infantil Formal 14 Trabalho Infantil Informal 15 Fluxo Trabalho Infantil Informal 16 Ato Infracional 17 Fluxo Ato Infracional 18 legislação nfracional 19 Uso de Substâncias Psicoativas 20 Fluxo Uso de Substâncias Psicoativas 21 Siglas 22 Telefones Úteis 23 2 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

4 Agenda de Convergência na Proteção Integral de Crianças e Adolescentes na Copa do Mundo Fifa 2014 A Agenda de Convergência na Proteção Integral de Crianças e Adolescentes na Copa do Mundo 2014 tem como objetivo a integração das ações voltadas para a Proteção de Crianças e Adolescentes nos grandes eventos, a qual vem sendo executada desde a Copa das Confederações Essa agenda é nacional e está sendo articulada nas 12 Cidades-Sede Brasileiras (Recife/PE, Manaus/AM, Salvador/BA, Fortaleza/CE, Natal/RN, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Porto Alegre/RS, Cuiabá/MT, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF e Curitiba/PR) que irão receber os jogos da Copa do Mundo No ano de 2013, foi constituído um Comitê Local de Proteção Integral a Crianças e Adolescentes nos Grandes Eventos de Pernambuco da Agenda de Convergência, que é composto pelos representantes do Governo de PE, através das Secretarias Estaduais da Criança e Juventude SCJ, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos - SEDSDH, Defesa Social SDS; Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos da Prefeitura do Recife SDSDH; Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDCA/PE; Tribunal de Justiça TJ/PE; Ministério Público MP/PE; Ministério do Trabalho e Emprego MTE/Superintendência Regional do Trabalho e Emprego SRTE; Sociedade Civil representada através de Redes e Fóruns: Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de Pernambuco, Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil de Pernambuco FEPETIPE, Movimento Nacional Mães Pela Igualdade, Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente FEDCA; Associação Metropolitana de Conselheiros Tutelares e Ex-Conselheiros Tutelares de Pernambuco AMCONTEPE; Municípios: além de Recife (cidade sede), Olinda, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Tal construção coletiva e articulação metropolitana é de extrema importância, em especial, em relação a Pernambuco, haja vista a peculiaridade que temos em função da Arena da Copa se encontrar em outro município (São Lourenço da Mata) distinto da cidade sede (Recife), o que demanda maior integração metropolitana para o enfrentamento dos complexos desafios que implicam a proteção de crianças e adolescentes contra violações de direitos em grandes e mega eventos. 3 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

5 Etapas do Planejamento Estratégico da Agenda de Convergência na Proteção Integral de Crianças e Adolescentes na Copa do Mundo Fifa 2014 a) mobilização dos parceiros do Comitê; b) divulgação da Agenda de Convergência local, divulgação do calendário das reuniões, realização de seminário, coletiva de imprensa para divulgar o Comitê Local; c) realização de ações articuladas (trade turístico, ABRASEL, taxistas, outros); d) criação de uma marca para o Comitê Local, identificar fontes de recursos dos integrantes do Comitê Local para a produção do material unificado; e) identificação da rede de proteção, mapeamento dos serviços e instituições existentes nos municípios; f) divulgação dos serviços mapeados para a sociedade e para os municípios (elaboração material informativo sobre os serviços oferecidos e locais cartilhas, panfletos, adesivos); g) qualificação da intervenção das equipes que atuam nos serviços de atendimento a crianças e adolescentes com direitos violados - formação e capacitação do profissional de atendimento de ponta à criança e adolescente, dos atores sociais e agentes públicos nos 17 municípios da Região Metropolitana do Recife RMR, (Sistema de Garantia de Direitos) para alinhamento teóricometodológico sobre intervenções nos grandes eventos, incidir na preparação dos voluntários da SECOPA que trabalharão nos eventos; h) criação de instrumental para coleta de dados em relação aos atendimentos realizados; i) consolidação e divulgação de fluxo de atendimento integrado para os diferentes tipos de violações de direitos de crianças e adolescentes (violência sexual, desaparecimento, tráfico de pessoas, ato infracional, trabalho infantil, acolhimento institucional, ameaçados de morte, tratamento para usuários de drogas, etc.) construindo protocolos nas diferentes instâncias de atendimento; j) fomentar a criação de espaços de proteção para a Copa e grandes eventos, envolver as comunidades nos processos de prevenção e enfrentamento às violações de direitos de crianças e adolescentes antes, durante, e depois da COPA; k) estimular a criação de plantões integrados e articulados durante os grandes eventos realizando reuniões junto aos órgãos de proteção para discutir a importância dos plantões do Sistema de Garantia de Direitos - SGD (conselhos tutelares, DPCA); l) conhecer os impactos do atendimento a criança e adolescente em grandes eventos, através da criação de instrumental para análise de impactos de atendimentos na COPA e nos grandes eventos, realização de análise dos dados, divulgação/publicização dos impactos de atendimentos para sociedade; m) estimular iniciativas de participação de crianças e adolescentes nas ações preventivas locais, desenvolver atividades de proteção nos locais de exibição dos jogos, dando prioridade para as comunidades, onde se verifiquem maior números de violações de direitos, nos municípios diretamente impactados pela a Copa do Mundo. 4 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

6 Os Fluxos de Resposta Rápida 5 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

7 Atenção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Física, Sexual, Negligência e Abandono. 1. Ao se tratar de situação de violência associada a tráfico de pessoas, após a criança/adolescente ser atendida em uma unidade de saúde (se necessário), deve ser encaminhada para a Polícia Federal para, em seguida, ser acompanhada pelos profissionais do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; 2. Os casos de tráfico para fins de exploração sexual devem ser avaliados mais detalhadamente. As vítimas devem ser preferencialmente encaminhadas para acolhimento institucional, devido à situação de alta vulnerabilidade e risco pessoal e social, por envolver redes de crime organizado; 3. Os agentes públicos, em especial a Polícia Rodoviária, Polícia Federal e demais atores sociais, devem estar atentos à ocorrência de outras situações de tráfico de pessoas que envolvem crianças e adolescentes, a exemplo de trabalho escravo, remoção de órgãos e adoção irregular, dentre outros; 4. O crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável passou a integrar o rol dos hediondos, assim como latrocínio e homicídio. Já faz parte dessa lista o estupro e o estupro de vulnerável. O QUE DIZ A LEI Art. 82. (ECA) É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel, motel, pensão ou estabelecimento congênere, salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável. Art (ECA) Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro: Pena - reclusão de quatro a seis anos, e multa. Art (ECA) Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: Pena reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº , de 2008). Art. 244-A. (ECA) Submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do art. 2o desta Lei, à prostituição ou à exploração sexual: (Incluído pela Lei nº 9.975, de ) Pena - reclusão de quatro a dez anos, e multa. 1o Incorrem nas mesmas penas o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 9.975, de ) Art (ECA) Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente: Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Art Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, ou multa. 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 2º - Se resulta a morte: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. 6 segunda-feira, 9 de junho de :51:59

8 Fluxo para Atenção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Física, Sexual, Negligência e Abandono. Família/Sociedade Polícia Militar Conselho Tutelar Polícia Civil (DPCA ou delegacia do município) Atendimento médico emergencial ou urgência Avaliação da gravidade do caso Registro da ocorrência ALTO RISCO Não pode retornar para casa MÉDIO RISCO Pode manter-se sob a responsabilidade da família Abertura de Inquérito policial Acolhimento institucional ou Inclusão em Programa de Proteção (PPCAAM) - Permanece na família - Entrega aos responsáveis sob Termo de Responsabilidade Encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML) Encaminhamento ao Centro de referência Especializado da Assistência Social (CREAS) 1 - Medidas de proteção e encaminhamentos jurídicos - sociais - médicos - psicoterápicas educacionais - profissionais 2 - Acompanhamento 7 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

9 Tráfico de Crianças e Adolescentes O Tráfico de Pessoas é um crime invisível, complexo, nacional e transnacional, considerado uma grave violação dos direitos humanos e que fere a dignidade da pessoal humana, sendo fundamental para o enfrentamento desse crime a parceria e a colaboração dos órgãos públicos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e dos organismos internacionais. O Brasil é signatário do Protocolo de Palermo (Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças) (Decreto nº 5.017, de março de 2004), que define o tráfico de pessoas como: o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração. A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos. Essa definição também é adotada pela Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Decreto nº 5.948/2006). O que diz a Lei: O Código Penal Brasileiro se refere à exploração da prostituição e outras formas de exploração sexual, precisando ser alterado para prever todas as finalidades do tráfico de pessoas. TRÁFICO INTERNACIONAL Art. 231 (CP) Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. Pena: Reclusão de 3 a 8 anos TRÁFICO INTERNO DE PESSOAS Art. 231-A (CP). Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual. Pena: Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL Art. 228 (CP). Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone. Pena: reclusão, 2(dois) a 5(cinco) anos e multa. Art. 229 (CP). Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Art (ECA) Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro: Pena - reclusão de 4(quatro) a 6(seis) anos, e multa. Art (ECA) Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou Adolescente. Pena reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº11.829, de 2008). 8 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

10 Fluxo de Tráfico de Crianças e Adolescentes PF, PRE, PRF, MPPE, MPF, MPT, Família, Sociedade, DPCA e CT Vítima Presente Vítima Ausente Necessário atendimento emergencial de saúde? DPCA - Setor Desaparecidos Sim Não Samu, UPA, HG Conselho Tutelar e Núcleo de Enfretamento ao Tráfico de Pessoas Medida de Proteção e encaminhamentos DPCA, PF, MP ou MPF 9 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

11 Encaminhamentos Tráfico de Crianças e Adolescentes Referenciamento / encaminhamento, em casos de tráfico de pessoas Risco de morte CT ou PIJ (MP) ou DP ou poder judiciário encaminha p/ ONG ou PPCAAM/SDH Violação de direitos e crimes Assistencial e de saúde física/mental Delegacias, PIJ/MP, Defensorias, redes setoriais, Conselho e ONGs. CAPsI, CREAS, CRAS, ONGs, Rede local especializada Abrigamento policial Vara Infância/Juventude, CT Adoção ilegal SDH, MP, MPF, CNJ, DPCA ou DP Exploração sexual Delegacia especializada/tradicional da PC, PF, URTP, PIJ/MP, Defensorias, ONGs, Conselho da Criança e do Adolescente Exploração de Trabalho CT, MPT, PIJ/MP, Defensorias, autoridades competentes, Delegacias Especializadas/tradicionais, organizações da sociedade civil, Conselho da Criança e do Adolescente, PETI Recambio CT, Vara da Infância e Juventude, rede local da assistência, ONGs, Conselho da Criança e do Adolescente 10 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

12 Crianças e Adolescentes Desaparecidos O fluxo tem como objetivo orientar os profissionais responsáveis na defesa dos direitos fundamentais de crianças e adolescente a fim de proceder de modo articulado nos casos relacionados ao desaparecimento de crianças e adolescentes. Foi elaborado com medidas práticas que efetivamente favoreçam uma interação mais imediata entre o Departamento de Crianças Desaparecidas, da DPCA, os Conselhos tutelares, órgãos que atuam na saúde, assistência social, dentre outros órgãos do sistema de garantia de direitos. Identificamos ainda a necessidade de contar com a responsabilidade social das empresas de comunicação, sobretudo jornais impressos e televisivos, que possam surtir efeitos mais céleres para a identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidas. A lei Federal nº 8.069/90, ECA, em seu art. 208, 2o define que a investigação do desaparecimento de crianças ou adolescentes será realizada imediatamente após notificação aos órgãos competentes, que deverão comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido. Ressaltamos assim, que não existe fundamentação legal que exija determinado período de tempo para que a criança ou adolescente seja considerado desaparecido ou que a polícia inicie a tomada de providências. O que acontece é a necessidade de identificação do cotidiano e da rotina da criança, do adolescente e da família, com o objetivo de evidenciar possíveis locais por onde devem ser iniciadas as buscas. 11 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

13 Fluxo de Atendimento em Situação de Crianças e Adolescentes desaparecidos Família / Responsável / Guardião Legal Setor da Criança Desaparecida da DPCA Informar Situações Solucionadas Registro em formulário informatizado com foto e coleta de autorização dos pais / responsáveis Postagem da foto da criança ou adolescente desaparecido/a no site da SDS Devolução das Informações Idenficadas Envio de formulário / foto Serviço de Assistência Social: CRAS / CREAS / Abordagem Social de Rua / Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Emergências Hospitalares / UPAs Polícia Rodoviária Estadual Jornais, televisões, sites de entidades ligadas à infância e juventude e redes sociais. 12 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

14 Trabalho Infantil Formal RECOMENDAÇÕES Na falta de políticas públicas que assegurem a presença do Auditor-Fiscal do Trabalho no evento, a instituição que receber o caso deverá encaminhá-lo para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PE). O QUE DIZ A LEI O trabalho de crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos é proibido, salvo, na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, conforme previsto na Constituição Federal (artigo 7º, inciso XXXIII), no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 60) e na Consolidação das Leis do Trabalho (artigo 405). Para ser aprendiz, o adolescente precisa estar matriculado e frequentando a escola, ser contratado por uma empresa e matriculado em um Programa de Aprendizagem desenvolvido por entidade qualificada em formação técnicoprofissional metódica. O objetivo primordial da aprendizagem é a formação profissional, com a garantia dos direitos trabalhistas e em locais e atividades que não prejudiquem seu pleno desenvolvimento. Para os adolescentes com idade de 16 e 17 anos, a lei brasileira permite o trabalho desde que não seja em atividades noturnas, perigosas, insalubres ou descritas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), aprovada pelo Decreto nº 6.481/2008. Considera-se como atividade de trabalho infantil formal aquela que envolve crianças e adolescentes cuja idade seja incompatível com as normas legais vigentes e se identifica um empregador. Nessas atividades existe um trabalho subordinado, sendo possível imputar a alguém a responsabilidade pela exploração da mão-de-obra infantil. Em grandes eventos, é muito comum, sobretudo em logradouros públicos, identificarmos trabalho subordinado de crianças e adolescentes em bares, barracas e trailers, comercializando e servindo alimentos, bebidas alcoólicas e outras mercadorias; em estacionamentos; no carregamento de mercadorias; dentre outros trabalhos. Caso identifique alguma situação como essa, não adquira produtos ou serviços comercializados por essas crianças e adolescentes. O fluxo de atendimento a seguir irá esclarecer sobre como encaminhar tal situação. Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) Os Auditores-Fiscais do Trabalho, lotados na Superintendência e Gerências Regionais do Trabalho e Emprego, fiscalizam os mais diversos estabelecimentos e locais de trabalho, multando os empregadores que exploram trabalho infantil e afastando as crianças e adolescentes de trabalhos prejudiciais ao seu pleno desenvolvimento. Após exigir dos empregadores a quitação dos direitos trabalhistas, os Auditores-Fiscais do Trabalho encaminham Termos de Comunicação de Trabalho Infantil e Pedido de Providências, juntamente com os dados das crianças e adolescentes identificados, aos diversos órgãos da rede de proteção, a fim de que cada um exerça as atribuições que lhe compete para fazer cessar a violação de direitos. Também são enviados relatórios de fiscalização para o Ministério Público. Estando o adolescente com 16 ou 17 anos e existindo no estabelecimento trabalho que não seja noturno, perigoso, insalubre ou descrito na Lista TIP, é realizada, se possível, a mudança de função para atividade laboral compatível com sua faixa etária, com a formalização do vínculo empregatício e garantia dos direitos trabalhistas. Ao responsável legal pela criança ou adolescente é entregue um Termo de Comunicação acerca da situação de trabalho infantil constatada e sua proibição legal. Uma cópia desse termo é encaminhado ao Ministério Público. Após o encerramento da fiscalização, os adolescentes com idade a partir de 14 anos e suas famílias são convidados a participar de reuniões para apresentação e encaminhamento para programas de aprendizagem profissional. Nos casos de criança ou adolescente trabalhando com os pais ou responsáveis legais, efetuam-se os mesmos procedimentos, exceto a imposição de multa e o pagamento das verbas rescisórias. As denúncias de trabalho formal devem ser encaminhadas para a SRTE, com informações do local, horário e atividade executada, a fim de que seja designado um Auditor-Fiscal do Trabalho para realizar a fiscalização do estabelecimento ou local de trabalho. 13 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

15 Fluxo de Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Trabalho Infantil Formal nos Grandes Eventos Dique 100, SEAS, CRAS, CREAS, Sociedade, Segurança Pública, Escolas, Saúde, CSURB/SECON, CT, MPPE, MPT, ONGs Formulário de denúncia Trabalha para empregador? SRTE/PE Sim Não Fluxo Trabalho Informal Fiscalização Trabalha com os pais Trabalha para terceiros Ficha de identificação; Termo de afastamento/mudança de função; Termo de comunicação aos pais Ficha de identificação Termo de afastamento/mudança de função; Pagamento de verbas rescisórias; Termo de comunicação aos pais; Auto de infração Termo de comunicação de TI e pedido de providências Idade a partir de 14 anos: Encaminha para aprendizagem CT Assistência Social Educação CEDCA SEDSDH SCJ MPT MPPE Monitoramento / Acompanhamento Conselho Tutelar CRAS CREAS Controle de monitoramento / acompanhamento CMDCA 14 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

16 Crianças e Adolescentes em Situação de Trabalho Infantil Informal nos Grandes Eventos O trabalho de crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos é proibido, salvo na condição de aprendiz, que é permitido apenas a partir dos 14 anos, conforme o previsto na Constituição Federal (artigo 7º, inciso XXXIII), no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 60) e na Consolidação das Leis do Trabalho (artigo 405). Considera-se como atividade de trabalho infantil informal aquela que envolve crianças e adolescentes cuja idade seja incompatível com as normas legais vigentes (vide abaixo) e não se identifica um empregador direto. Em grandes eventos, é muito comum identificarmos diversos tipos de atividades dessa natureza: venda de doces, bebidas, pipoca e outros produtos, catadores de resíduos sólidos (material reciclável), dentre outros. Caso identifique alguma situação como essa, não compre nenhum produto, nem dê dinheiro a essas crianças e adolescentes. O fluxo de atendimento a seguir irá esclarecer sobre como encaminhar tal situação. Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) Atua na abordagem de crianças e adolescentes que se encontram em situação de trabalho precoce nas ruas (seja pela situação de trabalho em si ou mendicância), de modo que, uma vez identificadas pelas equipes técnicas e, a partir de cada situação encontrada, inicia-se um trabalho de acompanhamento e construção de vínculos com objetivo maior de garantir a proteção e a garantia de direitos a este público, e o rompimento com tal prática. Tais equipes atuarão em plantões durante os grandes eventos, distribuídas em equipes volantes (itinerantes) que identificam situações de trabalho infantil e cadastram as crianças e adolescentes para acompanhamento posterior bem como através de espaços temporários de proteção, que são montados com a finalidade de desenvolverem atividades lúdicas com as crianças e adolescentes encontrados em situação de vulnerabilidade e risco durante o grande evento, a fim de garantir sua segurança e a formação de vínculos, com vistas ao acompanhamento posterior do caso. O QUE DIZ A LEI Legislação Nacional: Art. 60. (ECA) É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. (Vide Constituição Federal) Art.7 inciso XXXIII (CF) - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998). Legislação Municipal: Lei Municipal n.º /2013 institui no Calendário Oficial do Recife o Dia Municipal pela Erradicação do Trabalho Infantil. 15 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

17 Fluxo de Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Trabalho Infantil Informal nos Grandes Eventos SEAS, CSURB / SECON, Sociedade, Segurança Pública Averiguação pelo SEAS Trabalho Informal? Presença dos pais? Sim Não Fluxo trabalho formal - SRTE Sim Não SEAS sensibiliza pais para não repetição e encaminha C/A ao espaço de proteção Pais aceitam a proposta? SEAS encaminha ao CT Medidas de proteção Medidas de responsabilização dos pais ou responsáveis Sim Não MP Recomendação Ação Judicial Termo de ajustamento Judiciário Monitoramento / Acompanhamento Conselho Tutelar CRAS CREAS Controle de monitoramento / acompanhamento CMDCA 16 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

18 Ato Infracional Na nossa Constituição Federal (art. 228) são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial, que no caso é a Lei Federal nº 8.069/90, conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente. É bom destacar que ninguém, independentemente da idade, pode ser preso ou apreendido, sem estar em flagrante da prática de um fato descrito na lei como crime ou contravenção ou por ordem escrita do juiz competente (mandado judicial), assim como todas as demais garantias constitucionais, entre elas direito à ampla defesa e ao contraditório, são aplicáveis ao menor de 18 anos. O Estatuto distingue conceitualmente a criança do adolescente e confere a eles um tratamento legal diferenciado em algumas situações. Para essa lei CRIANÇA é a pessoa até doze anos de idade incompletos, ou seja entre 0 e 11 anos e ADOLESCENTE aquela entre doze e dezoito anos de idade (art. 2º). Ambos não podem ser submetidos ao sistema penal mas sim sujeitos às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 104) as quais são regidas pelos princípios da Proteção Integral e da Prioridade Absoluta, tendo em foco que criança e adolescente são personalidades em formação, merecendo, portanto, ser protegido pela família, sociedade e Estado que tem por obrigação colocá-los a salvo de qualquer forma de discriminação, exploração, crueldade e opressão. O Estatuto define como ATO INFRACIONAL a conduta descrita como crime ou contravenção penal quando praticada por menor de 18 anos e diz que para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato (art. 104, Parágrafo único). Quando é um adolescente quem pratica ato infracional ele está sujeito a um procedimento específico previsto no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 171 a 190), podendo, ao final, ser aplicadas medidas socioeducativas (art. 112 a 125). Se o ato infracional for praticado por criança ela estará sujeita apenas às medidas previstas no art. 101 que devem ser aplicadas pelo Conselho Tutelar (art. 105). A seguir apresentamos de modo sucinto, por meio de fluxograma, os tramites legais das hipóteses em que se atribui a prática de ato infracional a criança ou ao adolescente. 17 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

19 Criança (0-11 anos) Fluxo Apuração de Ato Infracional Sociedade Polícia Militar Adolescente (12-17 anos)* * Em casos de cumprimento de mandado, a faixa etária pode se estender até os 21 anos. Conselho Tutelar Delegacia (DPCA em Recife) Acionar a família; Aplicar medidas protetivas Sim Necessidade de custódia? Não Ministério Público Sim Localizou os pais? Não Arquivamento Remissão Representação Vara da Infância e Juventide Liberação Internação Provisória Libera sob termo de compromisso e responsabilidade para comparecimento ao MP em até 24h Conselho Tutelar Ministério Público Judiciário Instrução Aplicar medidas socioeducativas Medida Protetiva 18 segunda-feira, 9 de junho de :52:00

20 Legislação Ato Infracional Art Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. Art São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei. Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. Art Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art Art Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas: I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade; II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental; IV - inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente; V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial; VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; VII - acolhimento institucional; (Redação dada pela Lei nº , de 2009) Vigência VIII - inclusão em programa de acolhimento familiar; (Redação dada pela Lei nº , de 2009) Vigência IX - colocação em família substituta. Art Comparecendo qualquer dos pais ou responsável, o adolescente será prontamente liberado pela autoridade policial, sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público, no mesmo dia ou, sendo impossível, no primeiro dia útil imediato, exceto quando, pela gravidade do ato infracional e sua repercussão social, deva o adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública. 19 segunda-feira, 9 de junho de :52:01

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DAS COMISSÕES INTERSETORIAIS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Leia mais

Observação: De acordo com o art.2º da Lei 8.069/90 Estatuto da Criança e Adolescente :

Observação: De acordo com o art.2º da Lei 8.069/90 Estatuto da Criança e Adolescente : TRABALHO É toda atividade humana, remunerada ou não, sistemática, obrigatória, que pode ou não exigir conhecimentos específicos sobre determinado tema, arte ou ofício, cujo objetivo é o alcance de uma

Leia mais

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social O PETI e o Trabalho em Rede Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social Articulação da rede de serviços socioassistenciais Proteção

Leia mais

do Idoso Portaria 104/2011

do Idoso Portaria 104/2011 DEVER DE NOTIFICAR- do Idoso Portaria 104/2011 Lei 6.259/75l Lei 10.778/03, ECA, Estatuto n Médicos n Enfermeiros n Odontólogos n Biólogos n Biomédicos n Farmacêuticos n Responsáveis por organizações e

Leia mais

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Procedimento administrativo nº 201400036940 RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Objeto: Dispõe sobre o dever de atuação de diversas autoridades públicas, durante a Romaria Nossa Senhora d'abadia do Muquém

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 Estabelece parâmetros para orientar a constituição, no âmbito dos Estados, Municípios e Distrito Federal, de Comissões Intersetoriais de Convivência

Leia mais

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES Conselho Tutelar Órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente,

Leia mais

AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05

AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05 AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05 DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER

Leia mais

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo.

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo. REGIÃO SUL Eixos de Atuação 1. Informação e Mobilização Planejamento das Ações Intersetoriais 1.1 Realizar campanhas articuladas entre as políticas para prevenção do turismo sexual (agentes de saúde, professores

Leia mais

Fluxos de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos

Fluxos de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos Fluxos de Proteção de Crianças e Adolescentes nos Megaeventos Ficha Técnica Organização e revisão final Cida de Roussan CEDECA Apoio técnico/consultorias Graça Gadelha Sandra Santos Hélia Barbosa - ABMP

Leia mais

TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL

TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL Pelo presente instrumento, na forma do artigo 5º, 6º, da lei n.º 7.347/85, alterado pelo artigo 113 da Lei n.º 8.078/90, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO

Leia mais

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Prezada, NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Florianópolis, 18 de abril de 2012. Interessados: Secretarias

Leia mais

TRABALHO INFANTIL. Fabiana Barcellos Gomes

TRABALHO INFANTIL. Fabiana Barcellos Gomes TRABALHO INFANTIL Fabiana Barcellos Gomes Advogada, Pós graduada em Direito e Processo Penal com ênfase em Segurança Pública, Direito do Trabalho e Pós graduanda em Direito de Família e Sucessões O que

Leia mais

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente

Leia mais

Concurso Público para Conselho Tutelar

Concurso Público para Conselho Tutelar Prefeitura Municpal de Teresópolis Conselheiro Tutelar Caderno: 1 Aplicação: Tarde Concurso Público para Conselho Tutelar LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES 1. A duração da prova é de 4 horas, já incluído

Leia mais

CADERNO DE QUESTÕES OBJETIVAS

CADERNO DE QUESTÕES OBJETIVAS CADERNO DE QUESTÕES OBJETIVAS 1. Criança e adolescente são definidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente não mais pela situação em que se encontram, mas por serem titulares de direitos. Este entendimento

Leia mais

TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES

TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES CONSIDERANDO que o art. 227 da Constituição da República

Leia mais

CURSO PREPARATÓRIO. VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos Tutelares de Belo Horizonte/MG

CURSO PREPARATÓRIO. VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos Tutelares de Belo Horizonte/MG CURSO PREPARATÓRIO VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos 2015 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ECA Fernanda Flaviana de Souza Martins Assistente Social, Doutora Psicologia pela PUCMinas,

Leia mais

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la?

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la? Se a família não quiser ou não puder assumir a notificação, o educador deverá informar a família que, por força da lei, terá que notificar o fato aos órgãos competentes. Como proceder à notificação e para

Leia mais

CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL

CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL BRASÍLIA/DF, 22 de agosto de 2012. Grupo de Trabalho sobre Autorizações para o Trabalho Infanto-juvenil: I. Não cabe autorização

Leia mais

PROCESSO DE ELEIÇÃO EM DATA UNIFICADA DO CONSELHO TUTELAR DE UNAÍ-MG EDITAL 009/2015 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS FOLHA DE RESPOSTAS

PROCESSO DE ELEIÇÃO EM DATA UNIFICADA DO CONSELHO TUTELAR DE UNAÍ-MG EDITAL 009/2015 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS FOLHA DE RESPOSTAS CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CMDCA DE UNAÍ-MG PROCESSO DE ELEIÇÃO EM DATA UNIFICADA DO CONSELHO TUTELAR DE UNAÍ-MG EDITAL 009/2015 Nome Completo: Número de Inscrição: PROVA

Leia mais

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 Dispõe sobre o Programa Adolescente Aprendiz no âmbito do Ministério Público da União e do Estados O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições conferidas

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

TRABALHO INFANTIL. CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa

TRABALHO INFANTIL. CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa TRABALHO INFANTIL CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa O que é trabalho infantil? São crianças e adolescentes economicamente ativos, meninos e meninas com idade até 18 anos que contribuam para

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

OU SOBRE A EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE- OBRA INFANTIL!

OU SOBRE A EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE- OBRA INFANTIL! Luiz Inácio Lula da Silva Presidente da República Carlos Lupi Ministro do Trabalho e Emprego André Figueiredo Secretário-Executivo Ruth Beatriz de Vasconcelos Vilela Secretária de Inspeção do Trabalho

Leia mais

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa) Projeto de Decreto Dispõe sobre as atribuições e competência do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, atendendo à Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,

Leia mais

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Módulo II - O provimento dos serviços socioassistenciais Proteção Social Especial Recife, fevereiro/2014 Conteúdo Programático

Leia mais

CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO

CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO A. PREÂMBULO I CONSIDERANDO que o Brasil é signatário da Declaração dos Direitos da Criança,

Leia mais

O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres:

O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres: O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres: Murillo José Digiácomo 1 Uma questão que sempre surge quando se discute o papel do Conselho Tutelar no Sistema de Garantias idealizado

Leia mais

ANEXO 1 TERMO DE REFERÊNCIA

ANEXO 1 TERMO DE REFERÊNCIA ANEXO 1 TERMO DE REFERÊNCIA PROJETO DE PREVENÇÃO, MINIMIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS DA COPA NA VIDA DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES E PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA EM FORTALEZA. 1. UNIDADE CONVENENTE: SECRETARIA

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR Presidência da República Secretaria de Direitos Humanos Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolesecente Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I -

Leia mais

PROVA OBJETIVA CONSELHO TUTELAR DOS DIRETOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE TOCOS DO MOJI PARA A O QUATRIÊNIO 2016/2020 JANEIRO 2016 / JANEIRO 2020

PROVA OBJETIVA CONSELHO TUTELAR DOS DIRETOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE TOCOS DO MOJI PARA A O QUATRIÊNIO 2016/2020 JANEIRO 2016 / JANEIRO 2020 PROVA OBJETIVA CONSELHO TUTELAR DOS DIRETOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE PARA A O QUATRIÊNIO 2016/2020 JANEIRO 2016 / JANEIRO 2020 INSTRUCOES: 01) Não é permitido durante a realização da prova a utilização

Leia mais

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo;

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo; RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 05/2012 CONSIDERANDO que, nos termos do art. 201, inciso VIII, da Lei nº 8.069/90, compete ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais

Leia mais

CURSO DE RESOLUÇÕES DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Estatuto da Criança e do Adolescente Prof.: Luciano Alves Data: 03.12.

CURSO DE RESOLUÇÕES DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Estatuto da Criança e do Adolescente Prof.: Luciano Alves Data: 03.12. CURSO DE RESOLUÇÕES DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Estatuto da Criança e do Adolescente Prof.: Luciano Alves Data: 03.12.2010 Aula nº 2 MATERIAL DE APOIO MONITORIA 01) (Defensor Público DPE/SP 2010).

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE ATENDIMENTO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES USUÁRIOS DE DROGAS ENCAMINHAMENTOS DECORRENTES DE SEMINÁRIO ORGANIZADO PELA COORDENADORIA DA INFÂNCIA

Leia mais

Proposições do Seminário Sistema de Justiça e o Combate ao Trabalho Infantil Rio de Janeiro Agosto 2015

Proposições do Seminário Sistema de Justiça e o Combate ao Trabalho Infantil Rio de Janeiro Agosto 2015 Proposições do Seminário Sistema de Justiça e o Combate ao Trabalho Infantil Rio de Janeiro Agosto 2015 Proposições aprovadas durante o Seminário "Sistema de Justiça e o Combate ao Trabalho Infantil" realizado

Leia mais

14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e Adolescentes

14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e Adolescentes Programa 2062 - Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Número de Ações 6 Tipo: Projeto 14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e

Leia mais

PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO DO ICUI CONTRA O TRAFICO DE PESSOAS

PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO DO ICUI CONTRA O TRAFICO DE PESSOAS PREFEITURA MUNICIPAL DE ANANINDEUA SECRETARIA MUNICIPAL DE CIDADANIA, TRABALHO E ASSISTENCIA SOCIAL CENTRO DE REFERËNCIA DA ASSISTENCIA SOCIAL CRAS UIRAPURU PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO

Leia mais

O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS.

O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS. O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS. AREA TEMÁTICA: Saúde. COORDENADORA: Prof.ª Dr.ª Denise

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Observatório de Violências e Acidentes Observatório de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes Carnaval 2015 Bahia

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Observatório de Violências e Acidentes Observatório de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes Carnaval 2015 Bahia RELATÓRIO CONSOLIDADO 6º DIA DO CARNAVAL 2015 Salvador-BA Revisado 24-02-15 Das 18 horas de 12/02/2015 às 06 horas de 17/02/2015 foram consolidados/analisados pelo Observatório um total de 1126 atendimentos:

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome PETI. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome PETI. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome PETI Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Brasil livre do trabalho infantil, todos juntos nesse desafio! O Governo Federal e a sociedade brasileira

Leia mais

Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente

Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente Conceito Onde denunciar Procedimentos Renato Rodovalho Scussel Juiz de Direito Simone Costa Resende

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

I Oficina com os Estados: Fortalecer a Gestão para Concretizar a Proteção Social

I Oficina com os Estados: Fortalecer a Gestão para Concretizar a Proteção Social I Oficina com os Estados: Fortalecer a Gestão para Concretizar a Proteção Social OFICINAS DO XIV ENCONTRO NACIONAL DO CONGEMAS ENFRENTAMENTO AO TRABALHO INFANTIL NO PLANO BRASIL SEM MISÉRIA Nivia Maria

Leia mais

18 de Maio. Denuncie. Faça sua parte! Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de Maio. Denuncie. Faça sua parte! Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes 18 de Maio Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. Denuncie. Faça sua parte! Ficha Técnica União Norte Brasileira

Leia mais

Cartilha da CRianca e do adolescente

Cartilha da CRianca e do adolescente Cartilha da CRianca e do adolescente Mais um dia vivido pela familia Brasilino Oi, pessoal, cheguei! Oi, filho, tudo bem? Hum... que cheiro bom! Tô morrendo de fome! Vou lá dentro lavar as mãos, guardar

Leia mais

ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO TUTELAR (ARTIGOS. 95 E 136 DO ECA) Ouvir queixas e reclamações sobre situações de crianças (pessoa até doze anos

ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO TUTELAR (ARTIGOS. 95 E 136 DO ECA) Ouvir queixas e reclamações sobre situações de crianças (pessoa até doze anos ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO TUTELAR (ARTIGOS. 95 E 136 DO ECA) 1ª Atribuição: Atender crianças e adolescentes... Ouvir queixas e reclamações sobre situações de crianças (pessoa até doze anos incompletos) e

Leia mais

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, na pessoa de seu Excelentíssimo Senhor Presidente, Ministro

Leia mais

CARTA DA BAHIA. Tema: ENFRENTAMENTO AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CARTA DA BAHIA. Tema: ENFRENTAMENTO AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CARTA DA BAHIA O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente- CONANDA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Federal no 8.242, de 12 de outubro de 1991, e pelo seu Regimento

Leia mais

Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas

Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas Período de execução 2015/2019 EIXO PREVENÇÃO EIXO - PREVENÇÃO Objetivo: Assegurar ações preventivas

Leia mais

Secretaria Nacional de Assistência Social

Secretaria Nacional de Assistência Social POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SUAS Secretaria Nacional de Assistência Social MARCOS NORMATIVOS E REGULATÓRIOS Constituição Federal 1988 LOAS 1993 PNAS 2004

Leia mais

Curso de. Direito. Núcleo de Prática Jurídica. Crimes Sexuais Estupro e Pedofilia. www.faesa.br

Curso de. Direito. Núcleo de Prática Jurídica. Crimes Sexuais Estupro e Pedofilia. www.faesa.br Curso de Direito Núcleo de Prática Jurídica Crimes Sexuais Estupro e Pedofilia www.faesa.br mportante: Serviços especializados em crimes sexuais: Ÿ Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)

Leia mais

PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MINAS GERAIS

PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MINAS GERAIS TERMO DE ACORDO Que entre si celebram o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, representada pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão (substituto)

Leia mais

OU SOBRE A EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA INFANTIL

OU SOBRE A EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA INFANTIL OU SOBRE A EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA INFANTIL 2 OBrasil tem uma legislação ampla sobre a proteção da criança e do adolescente e a proibição do trabalho infantil. Vamos conhecê-la? A Constituição Federal

Leia mais

Edital nº 003/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS

Edital nº 003/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL SECRETARIA NACIONAL DE POLITICAS SOBRE DROGAS MINISTÉRIO DA SAÚDE Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

Conselho Tutelar de São José dos Campos-SP. Circunscrição Centro. Prestação de Contas Dezembro 2011 até Novembro 2012

Conselho Tutelar de São José dos Campos-SP. Circunscrição Centro. Prestação de Contas Dezembro 2011 até Novembro 2012 Conselho Tutelar de São José dos Campos-SP Circunscrição Centro Prestação de Contas Dezembro 2011 até Novembro 2012 Conselheiros Tutelares Eleitos: Mandato do Triênio 2010/2013 * Daniella Magalhães Itacarambi

Leia mais

As atribuições do Conselho Tutelar

As atribuições do Conselho Tutelar As atribuições do Conselho Tutelar Marcia Ferreira Amendola* O Conselho Tutelar (CT) é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos

Leia mais

NOTA DE REPÚDIO ou sob o regime de tempo parcial, a partir de quatorze anos

NOTA DE REPÚDIO ou sob o regime de tempo parcial, a partir de quatorze anos NOTA DE REPÚDIO A presente Nota faz considerações referentes à Proposta de Emenda Constitucional PEC nº 18 de 2011, de autoria do Deputado Federal Dilceu Sperafico e outros, que propõe o seguinte texto

Leia mais

MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS

MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS Ato Infracional: é tudo o que para um adulto seria crime ou contravenção penal. Se praticado por criança, serão aplicadas as medidas protetivas. Se for cometido

Leia mais

01 Direito da Criança e do Adolescente

01 Direito da Criança e do Adolescente 01 Direito da Criança e do Adolescente Constitui-se em um direito dos pais ou responsáveis, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a) adentrar no prédio escolar até as salas de aula em qualquer

Leia mais

Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Capítulo I Disposições Gerais Artigo 1 A Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas tem por finalidade estabelecer princípios, diretrizes

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE APRESENTAÇÃO: A violência sexual contra a criança e o adolescente tem sido um problema de difícil enfrentamento por

Leia mais

II CAPACITAÇÃO DE CONSELHEIROS TUTELARES E DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

II CAPACITAÇÃO DE CONSELHEIROS TUTELARES E DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II CAPACITAÇÃO DE CONSELHEIROS TUTELARES E DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE SEDESE Belo Horizonte, 25 de Outubro de 2012. ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTO-JUVENIL Maria de Lurdes Rodrigues Santa

Leia mais

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes 1. Introdução Fenômeno dos mais graves de nosso tempo, a exploração sexual-comercial de crianças e adolescentes não deve ser

Leia mais

DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO. doutrina e legislação. Del Rey. Belo Horizonte, 2006

DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO. doutrina e legislação. Del Rey. Belo Horizonte, 2006 CARLOS CABRAL CABRERA Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo. Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade Paulista UNIP. ROBERTO MENDES DE FREITAS JUNIOR Membro

Leia mais

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO VIII Da Ordem Social CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO Art. 227. É dever da família, da sociedade

Leia mais

Combate e prevenção à violência contra a mulher

Combate e prevenção à violência contra a mulher Combate e prevenção à violência contra a mulher O CIM - Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar - tem por objetivo fazer valer a Lei n.º 11.340/06, Lei Maria da

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei: LEI N.º 1135/13, DE 01 DE ABRIL DE 2013. Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Queimados e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO

Leia mais

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 LINHAS DE AÇÃO... 4 AÇÕES ESPECÍFICAS... 5 CAMPANHAS... 6

Leia mais

GARANTINDO OS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA COPA DO MUNDO

GARANTINDO OS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA COPA DO MUNDO GARANTINDO OS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA COPA DO MUNDO BAHIA 2014 1 APRESENTAÇÃO Este documento tem o objetivo de levar ao conhecimento de todos aqueles que pretendem colaborar com a realização

Leia mais

Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista

Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista CURSO DE APERFEIÇOAMENTO PARA O PROCESSO SELETIVO E CONSULTIVO PARA DIRETORES ESCOLARES Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista

Leia mais

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Manaus/AM 29 de Abril de 2014 Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança

Leia mais

PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC

PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC 26/07/2015 Nome do Candidato: CADERNO DE PROVA INSTRUÇÕES GERAIS: Caro (a) Candidato (a): Leia com o máximo de atenção e siga as seguintes

Leia mais

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO a Área da Assistência Social PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO Assistência Social na PNAS Situada como proteção social não contributiva;

Leia mais

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária Erradicação do Trabalho Infantil Brasília, 2 de fevereiro de 21 Introdução Esta nota apresenta um quadro do trabalho infantil no período de 26 a 28, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Leia mais

Indicadores de Violência e Segurança Pública

Indicadores de Violência e Segurança Pública Indicadores de Violência e Segurança Pública 1 2 3 Indicadores de Violência e Segurança Pública Proposta: criação e implementação do Sistema Estadual de Informações de Violência e Segurança Pública Parcerias

Leia mais

Capítulo II - Do acesso aos estádios, ginásios e campos desportivos, para o fim de assistir a jogos

Capítulo II - Do acesso aos estádios, ginásios e campos desportivos, para o fim de assistir a jogos CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA DIREÇÃO DO FORO - COMARCA DE BELO HORIZONTE VARA CÍVEL DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE PORTARIA Nº 2/2013 Disciplina a entrada e permanência de crianças e adolescentes em estádios,

Leia mais

II. PROTEÇÃO DE VÍTIMAS DE TRÁFICO DE PESSOAS

II. PROTEÇÃO DE VÍTIMAS DE TRÁFICO DE PESSOAS a) a expressão tráfico de pessoas significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera o art. 241-D da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ECA), para tornar crime a conduta

Leia mais

EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL.

EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL. EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL. 1.José foi inserido em medida sócio-educativa de internação, com prazo indeterminado. Durante o cumprimento da medida sócio-educativa, já tendo completado dezoito anos, praticou

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça

Conselho Nacional de Justiça PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS N. 0005958-45.2010.2.00.0000 RELATOR REQUERENTE REQUERIDO ASSUNTO : JORGE HÉLIO CHAVES DE OLIVEIRA : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA : REGULAMENTAÇÃO

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos TERMO DE REFERÊNCIA EDITAL DE SELEÇÃO DE ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS N /2015: EXECUÇÃO DO PROGRAMA DE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES AMEAÇADOS DE MORTE NO ESTADO DA BAHIA (PPCAAM/BA).. 1.

Leia mais

Regulamentação da Questão do Trabalho do Adolescente no Município de São José dos Campos

Regulamentação da Questão do Trabalho do Adolescente no Município de São José dos Campos RESOLUÇÃO No. 12/96 O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - CMDCA de São José dos Campos, usando de suas atribuições, aprovou em sua Reunião Ordinária do dia 04 de junho de 1.996,

Leia mais

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE Carta Aberta aos candidatos e candidatas às Prefeituras e Câmaras Municipais: Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos,

Leia mais

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDEN DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA Aos trinta dias do mês de novembro do ano de dois mil e sete, reuniram-se no município

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL SUBSECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SUBDH Diretoria de Interiorização, Promoção e Educação em Direitos

SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL SUBSECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SUBDH Diretoria de Interiorização, Promoção e Educação em Direitos SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL SUBSECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SUBDH Diretoria de Interiorização, Promoção e Educação em Direitos Humanos O CONSELHO TUTELAR A FÁBULA-MITO DO CUIDADO (

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2012

PROJETO DE LEI N o, DE 2012 PROJETO DE LEI N o, DE 2012 (Do Sr. Alfredo Kaefer) Autoriza o Poder Público a realizar a internação compulsória, para tratamento médico especializado, de crianças, adolescentes e adultos apreendidos em

Leia mais

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE MINAS GERAIS DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 A Diretoria Executiva do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21

Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21 Sumário Sumário Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21 Capítulo I LIÇÕES PRELIMINARES... 23 1. Introdução... 23 2. Proteção

Leia mais

como Política Pública de Estado

como Política Pública de Estado como Política Pública de Estado Brasil 27 estados 5.565 municipios 190 milhoes ha 60 milhoes de 0 a 18 anos. Constituicao Federal de 1988 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar

Leia mais

Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Amélia Rodrigues Promotora de Justiça: Roberta Rezende Barbosa Data de assunção: 12/02/03

Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Amélia Rodrigues Promotora de Justiça: Roberta Rezende Barbosa Data de assunção: 12/02/03 "O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE JUNTO À COMUNIDADE" Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Amélia Rodrigues Promotora de Justiça: Roberta Rezende Barbosa Data de assunção: 12/02/03 A)

Leia mais

Brasília, 27 de maio de 2013.

Brasília, 27 de maio de 2013. NOTA TÉCNICA N o 20 /2013 Brasília, 27 de maio de 2013. ÁREA: Desenvolvimento Social TÍTULO: Fundo para Infância e Adolescência (FIA) REFERÊNCIAS: Lei Federal n o 4.320, de 17 de março de 1964 Constituição

Leia mais

A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO

A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO A Assistência Social como política de proteção social configura uma nova situação para o Brasil: garantir proteção a todos, que

Leia mais