Ana Preta e as Quatro Estações

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ana Preta e as Quatro Estações"

Transcrição

1 Ana Preta e as Quatro Estações Estava um dia de sol brilhante na Aldeia Alegre. Por todo o lado se viam crianças a brincar e adultos a rir. Mas não só estavam felizes quando estava sol: também, durante todo o ano, toda a gente estava feliz, quer chovesse, nevasse ou fizesse sol. Só uma menina não era feliz. Ana Preta, como lhe chamavam, estava triste todos os dias. Vestia-se de preto porque não tinha pais. Quando brincava com as outras crianças, não estava tão triste, mas não o fazia por muito tempo. Ela gostava, sobretudo, de estar sozinha, a brincar com a sua boneca Maria. Nesse dia, Ana Preta estava a brincar com a sua boneca de pano, no pátio da escola, quando o sol desapareceu entre as nuvens e veio o vento forte. - Maria! - gritou, quando o vento lhe levou a boneca de pano. Começou a correr atrás do vento mas não conseguia apanhá-lo. De repente, tropeçou numa pedra e caiu, esfolando o joelho. Gritou de dor. - Ana! - chamou o professor, saindo da escola - Caíste? Aleijaste o joelho. Anda cá que vou tratar disso. Depois de o professor ter tratado da ferida, Ana Preta saiu da escola a choramingar. - Vento mau! - gritou - Roubaste-me a Maria! O vento, quando a ouviu, virou-se para ela e disse-lhe: - Desculpa ter-te levado a tua boneca. Para a encontrares, tens de ir por aquela estrada. Adeus! Ana lá foi pela estrada indicada, mas, quando já tinha andado um bocado, ouviu alguém a chorar. Curiosa, foi ver quem era. Encontrou uma menina da idade dela, seis anos, sentada no chão a chorar. Mas esta era muito diferente de si, pois tinha cabelo azul e branco em várias tranças e vestia-se com as mesmas cores num vestido comprido feito de gelo, enquanto ela tinha cabelo vermelho encaracolado e usava vestido preto pelos joelhos. - O que tens? Porque estás a chorar? perguntou Ana Preta. - Quem és tu? perguntou por sua vez, assustada, a menina de azul. - Eu sou a Ana Preta e estou à procura da minha boneca. Viste-a? - Não... Eu sou a Invernia, a irmã do Inverno. - E porque estás triste? - Porque o Outono chamou-me tola e disse que não sou capaz de tomar conta da estação fria, porque sou muito desastrada e distraída! - e recomeçou a chorar.

2 - E és capaz? Já experimentaste? - O Inverno ensinou-me, mas o Outono não acredita. E como o meu irmão não está cá, não lhe pode contar a verdade! - Onde está o Outono? - Deve estar no Palácio das Quatro Estações. É onde vivemos todos. - Leva-me lá. Eu ajudo-te a convencer o Outono de que és capaz de tomar conta da estação fria. - A sério? Ajudas? Obrigada, Ana Preta! Vamos lá então! As duas meninas desataram a correr pela estrada. Durante a corrida, Ana reparou que os campos se dividiam em estações: nuns, havia flores por todo o lado; noutros, lagos gelados; noutros, árvores com folhas castanhas; noutros, ainda, campos de trigo dourados. Detiveram-se em frente de um castelo gigante, cheio de torres altíssimas de todas as cores. Tinha frutos, flores, folhas e flocos de gelo desenhados nas paredes em todo o lado. -Ana, vem! - chamou Invernia. - O vosso castelo é muito bonito! Nunca vi nada assim, nem nos livros da escola, que mostram coisas tão bonitas! - Os grandes não sabem que este castelo existe e, por isso, não o podem mostrar nos livros. Mas anda, o Outono está lá em cima. Vi-o à janela. Entraram por umas portas gigantescas de cristal. Lá dentro ouviu gritos de discussão. - Sou eu! - Não és nada, sou eu! Revirando os olhos, Invernia esclareceu: - São a Primavera e o Verão a discutir sobre quem é mais bonito. Queres ir vê-los? Ana acenou que sim com a cabeça. Subiram umas escadas e foram encontrar a Primavera e o Verão, numa biblioteca gigantesca, de pé e frente a frente. A Primavera era uma senhora muito bonita. Tinha os cabelos ondulados verdes com flores e um vestido vermelho de rosas. Usava também um véu de orvalho nos ombros. O Verão era um rapaz muito bronzeado e tinha cabelos encaracolados amarelos e cor de laranja. Estava descalço e usava uma túnica com as cores do Sol. - Já te disse que sou muito mais bela do que tu! - replicou a Primavera, irritadíssima. - Eu direi sempre que eu sou muito mais bonito do que tu! - respondeu o Verão. - Então, estão a discutir outra vez? - Interrompeu Invernia - Eles estão sempre nisto - confidenciou a Ana em surdina. - A culpa é dela! - Não é nada, é dele!

3 - Pelos vistos é dos dois - concluiu Ana Preta. - Nem pensar! - gritaram ambos em coro. - A discutirem assim, concordarem em alguma coisa já é bom - contrapôs Ana, cruzando os braços e rindo. A Primavera e o Verão entreolharam-se, surpresos. - Se a questão é quem é mais bonito, posso dar uma sugestão? - Diz... - Por que é que não tentam fazer uma coisa bonita os dois? Uma escultura, por exemplo. Era perfeito! Juntavam as duas estações e viam no que dava! - Bem... - começou Primavera, relutante - o que é que tu achas? - Podemos experimentar...- acedeu Verão, duvidoso - olha, como é que te chamas? - Ana Preta. - Tentem lá - incitou Invernia - mas agora nós vamos ter com o Outono. Até logo! Logo em seguida, as duas desceram e subiram escadas, percorreram corredores e atravessaram salas, passaram por tantas salas que Ana duvidava se seria capaz de se orientar naquele castelo imenso. - Como é que consegues saber os caminhos deste labirinto? Eu cá só com um mapa é que seria capaz de ir de um lado para o outro! - Já é a prática - respondeu Invernia - já cá ando há muito tempo! - Mas... - Chegámos - interrompeu Invernia - Vamos entrar. Bateu à porta castanha em frente da qual tinham parado.. - Entre... Invernia abriu a porta devagar e as duas meninas entraram. O quarto de Outono era muito grande e estava cheio de folhas amarelas, castanhas e vermelhas. Este estava a desenhar à janela. O Outono era um homem jovem com cabelos castanhos lisos e compridos, atados por um fio de palha seca. Usava um casaco feito só com folhas castanhas, vermelhas e amarelas. - Sim? Oh, és tu... diz lá, qual foi o disparate que fizeste agora? - Nenhum! - exclamou irritada a menina, vermelha de raiva. - Então ao que vieste... oh, temos uma convidada? Só aí reparara em Ana. Levantou-se e dirigiu-se a ela, estendendo a mão. - Como te chamas? perguntou, enquanto lhe davam um aperto de mão. - O meu nome é Ana Preta.

4 - Um nome um tanto estranho, não? - É o que me chamam lá na aldeia. - Vives na Aldeia Alegre? - Sim, senhor Outono. - Oh, chama-me só Outono, senhor faz-me sentir velho... - Já és velho - ouviu-se, numa voz zangada. - Ora a nossa distraída está muito atenta agora! - Não sou distraída! E espero que me peças desculpa por aquilo que me chamaste! - Antes que comecem a discutir, contem-me o que se passou - interrompeu Ana. O Outono começou a contar: - Esta manhã estava no Prado Castanho a apanhar folhas secas para a minha coleção. Apareceu lá ela - e apontou para Invernia - e quis ajudar-me. Eu costumo separar as folhas por cores dentro de sacos, mas ela pô-las todas no mesmo saco. Não disse nada e trouxemos tudo para o castelo. «Aí está o distraída.» - pensou Ana. - Depois, quando chegámos aqui, a primeira coisa que fez foi derrubar os saco no chão... - Só porque tropecei numa das raízes da tua cama!- contrapôs Invernia. Realmente, Ana reparara que a árvore-cama tinha uma das raízes a passar mesmo em frente à porta. «Lá está o desastrada. Mas e o resto?» - pensou Ana de novo e ficou a bagunceira que aqui veem concluiu Outono. - Mas chamaste tola e incapaz à Invernia! Porquê? Tudo o que aconteceu foram acidentes! - Aquilo com os sacos foi porque não explicaste como separavas as folhas. Se o tivesses dito, de certeza que a Invernia faria tudo bem, não é? - perguntou, virando-se para ela. Invernia acenou que sim com a cabeça. - E espalhar as folhas porque se tropeçou não tem mal, desde que apanhemos tudo a seguir! - Eu tentei, mas ele não me deixou! - O quê? Não tentaste nada! Fugiste a sete pés! Nunca arrumas nada! - Essa parte já é diferente. Por que não ajudaste? - perguntou Ana. - Porque... porque não gosto de arrumar, pronto. - Aí é que está mal. Quer gostemos, quer não, devemos arrumar as coisas, mesmo que tenha sido acidente.

5 Ana fez uma pausa. - Bem... Outono, não devias ter chamado aquelas coisas à Invernia. Mas também devias ter ajudado a remediar o que fizeste, Invernia. Acho que deviam pedir desculpa um ao outro. - Desculpa! - pediu Invernia. - Desculpa! - pediu Outono. Abraçaram-se. - E que tal arrumarmos então estas folhas para o quarto ficar arrumadinho? Começaram os três a apanhar as folhas para os sacos e em pouco tempo acabaram a tarefa. Mal tinham acabado, a cabeça de Verão aparecia à porta. - Outono, podes-nos emprestar folhas castanho-claras? - Sim, mas para quê? - perguntou, entregando-lhas. - Para uma escultura - disse, piscando o olho a Ana e desatando a correr de volta. Nesse momento, começou-se a ouvir um tropel cristalino, vindo de fora, e os três amigos correram para a janela. - É o meu irmão! - exclamou Invernia. Largaram a correr por entre o castelo até à entrada e chegaram mesmo a tempo de o verem desmontar de um lindo cavalo de gelo. - Olá a todos! - disse ele, alegre - Olha, temos uma visitante cá? Como te chamas? - Chamo-me Ana Preta. - Sê bem vinda. Eu sou o Inverno, como já deves ter reparado. Não era difícil. Os cabelos revoltos eram brancos como a neve, usava um fato cheio de pingentes de gelo como se fossem jóias e uma capa de flocos de neve. - Inverno, já chegaste! - exclamaram Primavera e Verão em coro. - Olá meus amigos!... que aconteceu?, não estão a discutir! Olhares cúmplices. - Venham todos, temos uma coisa para mostrar! - incitou Primavera. Todos se dirigiram a uma sala e ficaram surpresos com o que estava lá dentro: uma estátua de Ana feita com folhas castanhas na pele, o vestido era de amoras pretas e os cabelos eram feitos com lindas rosas vermelhas! - Falta qualquer coisa - examinou Invernia. - Acho que sei - disse Inverno. Estendeu a mão e tocou na estátua. Dela começou a sair gelo que cobriu totalmente a escultura. No fim, esta parecia feita de cristal colorido.

6 - Agora, sim, está como deve ser! E acho que isto te pertence - disse, mostrando uma boneca. - Maria! exclamou Ana, abraçando a sua boneca de pano. A menina estava tão emocionada que não conseguiu dizer mais nada. Abraçou os seus amigos, muito feliz, e agradeceu a homenagem. Passou o resto do dia com eles e, quando chegou a hora de se ir embora, Invernia ofereceu-lhe uma lembrança: uma pulseira com flores, frutos em miniatura, folhas secas e flocos de neve. - Quando quiseres voltar, esta pulseira traz-te. Boa sorte na viagem de regresso! - Obrigada - agradeceu - e vou mesmo voltar. Prometo! Regressou à Aldeia Alegre, para junto dos seus outros amiguinhos. Estava tão feliz que deixou de usar o seu vestido preto, para passar a usar um vestido às cores. Também deixou de gostar de estar sozinha a brincar para adorar brincadeiras de grupo. Voltou muitas vezes ao Palácio das Quatro Estações para rever os seus amigos e aprendeu muitas coisas interessantes com eles. E, agora que é feliz, todos lhe chamam Ana Feliz! FIM Autora: Margarida Armindo E. Secundário Escola Secundária Eng. Acácio Calazans Duarte, Marinha Grande

História Para as Crianças. A menina que caçoou

História Para as Crianças. A menina que caçoou História Para as Crianças A menina que caçoou Bom dia crianças, feliz sábado! Uma vez, do outro lado do mundo, em um lugar chamado Austrália vivia uma menina. Ela não era tão alta como algumas meninas

Leia mais

Anexo II - Guião (Versão 1)

Anexo II - Guião (Versão 1) Anexo II - Guião (Versão 1) ( ) nº do item na matriz Treino História do Coelho (i) [Imagem 1] Era uma vez um coelhinho que estava a passear no bosque com o pai coelho. Entretanto, o coelhinho começou a

Leia mais

O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito

O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito Era uma vez um boneco de neve chamado Bonifácio, que vivia numa terra distante onde fazia muito frio. Ele era um boneco especial, porque podia

Leia mais

Material Didáctilo Raul Ventura o Cosmonauta!

Material Didáctilo Raul Ventura o Cosmonauta! Raul Ventura o Cosmonauta! Narrador: Raul era um menino muito curioso! Adorava fazer experiências, conhecer coisas novas! Já tinha efectuado várias viagens a volta de sua casa, na companhia do seu gato

Leia mais

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A O LIVRO SOLIDÁRIO Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A 1 Era uma vez um rapaz que se chamava Mau-Duar, que vivia com os pais numa aldeia isolada no Distrito de Viqueque, que fica

Leia mais

Rosie. DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu.

Rosie. DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu. Rosie DANÇA DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu. Estava finalmente numa verdadeira escola de dança. Acabaram as aulas de dança no gelado salão paroquial. Acabaram as banais aulas de ballet

Leia mais

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe?

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Trecho do romance Caleidoscópio Capítulo cinco. 05 de novembro de 2012. - Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Caçulinha olha para mim e precisa fazer muita força para isso,

Leia mais

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal O Tomás, que não acreditava no Pai Natal Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

O GIGANTE EGOÍSTA. Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa

O GIGANTE EGOÍSTA. Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa O GIGANTE EGOÍSTA Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa Todas as tardes, quando vinham da escola, as crianças costumavam ir brincar para o jardim do Gigante. Era um grande e belo jardim, todo atapetado

Leia mais

Morte no Nilo. Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia.

Morte no Nilo. Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia. Morte no Nilo Vais ficar como uma Múmia Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia. Foge da Terrorlândia Morte no Nilo Vais ficar como uma Múmia Vais passar à História! Anda

Leia mais

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo O dia em que parei de mandar minha filha andar logo Rachel Macy Stafford Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo

Leia mais

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria,

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, O Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, preocupada, pois nunca tinha visto o primo assim tão mal

Leia mais

PEÇA DE TEATRO A equipa das REEE

PEÇA DE TEATRO A equipa das REEE PEÇA DE TEATRO A equipa das REEE Personagens: - Capitão Fluxo - Depositrão - Grandão - Fresquinho - Antenas - Vapores - Luzinhas CENA 1- Personagens: Capitão Fluxo, Depositrão Cenário: no espaço. O Capitão

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

Gostava de redacções, como gostava! Dos seis filhos da família Santos apenas ele e a Nazaré (que andava no 9. ano) gostavam de escrever; de resto

Gostava de redacções, como gostava! Dos seis filhos da família Santos apenas ele e a Nazaré (que andava no 9. ano) gostavam de escrever; de resto 1 Gostava de redacções, como gostava! Dos seis filhos da família Santos apenas ele e a Nazaré (que andava no 9. ano) gostavam de escrever; de resto eram também os únicos que passavam horas a ler, nos tempos

Leia mais

Quando for grande... QUERO SER PAI!

Quando for grande... QUERO SER PAI! Quando for grande... QUERO SER PAI! Ficha Técnica Autora Susana Teles Margarido Título Quando for grande...quero SER PAI! Ilustrações Joana Dias Paginação/Design Ana do Rego Oliveira Revisão Brites Araújo

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

A.C. Ilustrações jordana germano

A.C. Ilustrações jordana germano A.C. Ilustrações jordana germano 2013, O autor 2013, Instituto Elo Projeto gráfico, capa, ilustração e diagramação: Jordana Germano C736 Quero-porque-quero!! Autor: Alexandre Compart. Belo Horizonte: Instituto

Leia mais

Trabalho Individual. Sessão de Leitura da História O Pedro e o Lobo

Trabalho Individual. Sessão de Leitura da História O Pedro e o Lobo Trabalho Individual Sessão de Leitura da História O Pedro e o Lobo Destinatários Alunos com idades entre os cinco, seis anos a frequentar o Ensino Pré-Escolar pela terceira vez. Local da Sessão de leitura

Leia mais

Quem tem medo da Fada Azul?

Quem tem medo da Fada Azul? Quem tem medo da Fada Azul? Lino de Albergaria Quem tem medo da Fada Azul? Ilustrações de Andréa Vilela 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2015 Edição de Texto Noga Sklar Ilustrações Andréa Vilela Capa KBR

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Apoio: Patrocínio: Realização:

Apoio: Patrocínio: Realização: 1 Apoio: Patrocínio: Realização: 2 CINDERELA 3 CINDERELA Cinderela era uma moça muito bonita, boa, inteligente e triste. Os pais tinham morrido e ela morava num castelo. A dona do castelo era uma mulher

Leia mais

Laranja-fogo. Cor-de-céu

Laranja-fogo. Cor-de-céu Laranja-fogo. Cor-de-céu Talita Baldin Eu. Você. Não. Quero. Ter. Nome. Voz. Quero ter voz. Não. Não quero ter voz. Correram pela escada. Correram pelo corredor. Espiando na porta. Olho de vidro para quem

Leia mais

A CURA DE UM MENINO Lição 31

A CURA DE UM MENINO Lição 31 A CURA DE UM MENINO Lição 31 1 1. Objetivos: Mostrar o poder da fé. Mostrar que Deus tem todo o poder. 2. Lição Bíblica: Mateus 17.14-21; Marcos 9.14-29; Lucas 9.37-43 (Leitura bíblica para o professor)

Leia mais

Escola EB1 de Brunheiras

Escola EB1 de Brunheiras Escola EB1 de Brunheiras O dia dos namorados Era uma vez uma princesa chamada Francesca que estava apaixonada pelo príncipe Marco. Um dia o príncipe foi salvar a Francesca que estava presa na torre do

Leia mais

O PASTOR AMOROSO. Alberto Caeiro. Fernando Pessoa

O PASTOR AMOROSO. Alberto Caeiro. Fernando Pessoa O PASTOR AMOROSO Alberto Caeiro Fernando Pessoa Este texto foi digitado por Eduardo Lopes de Oliveira e Silva, no Rio de Janeiro, em maio de 2006. Manteve-se a ortografia vigente em Portugal. 2 SUMÁRIO

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

As Bandeiras JORNALINHO DO CAMPO. Outubro/Novembro 2009 Edição on-line nº 9 Carlos Caseiro (Autor) Sara Loureiro Correia (Revisão de textos)

As Bandeiras JORNALINHO DO CAMPO. Outubro/Novembro 2009 Edição on-line nº 9 Carlos Caseiro (Autor) Sara Loureiro Correia (Revisão de textos) As Bandeiras D esde que o primo Manuel tinha ido à cidade e comprado uma bandeira de Portugal que hasteava todos os domingos e dias de feriado, que a Tété andava muito admirada e até já comentara com os

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

Agrupamento de Escolas Pioneiras da Aviação Portuguesa EB1/JI Vasco Martins Rebolo

Agrupamento de Escolas Pioneiras da Aviação Portuguesa EB1/JI Vasco Martins Rebolo Era uma vez a família Rebolo, muito simpática e feliz que vivia na Amadora. Essa família era constituída por quatro pessoas, os pais Miguel e Natália e os seus dois filhos Diana e Nuno. Estávamos nas férias

Leia mais

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa.

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa. A Criada Russa Sandra Pinheiro Interior. Noite. Uma sala de uma casa de família elegantemente decorada. Um sofá ao centro, virado para a boca de cena. Por detrás do sofá umas escadas que conduzem ao andar

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

Areias 19 de Janeiro de 2005. Querida Mãezita

Areias 19 de Janeiro de 2005. Querida Mãezita Areias 19 de Janeiro de 2005 Querida Mãezita Escrevo-te esta carta para te dizer o quanto gosto de ti. Sem ti, eu não teria nascido, sem ti eu não seria ninguém. Mãe, adoro- -te. Tu és muito importante

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

O Pedido. Escrito e dirigido por João Nunes

O Pedido. Escrito e dirigido por João Nunes O Pedido Escrito e dirigido por João Nunes O Pedido FADE IN: INT. CASA DE BANHO - DIA Um homem fala para a câmara. É, 28 anos, magro e mortiço. Queres casar comigo? Não fica satisfeito com o resultado.

Leia mais

Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo.

Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo. Capítulo um Meu espelho mágico deve estar quebrado Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo. Jonah está com as mãos paradas em frente ao espelho. Está pronta? Ah, sim! Com certeza estou pronta. Faz

Leia mais

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano O Menino do Futuro Dhiogo José Caetano 1 Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno inventor que

Leia mais

Poder Invisível Use sua mente a seu favor!

Poder Invisível Use sua mente a seu favor! Poder Invisível Use sua mente a seu favor! Lucyana Mutarelli Poder Invisível Use sua mente a seu favor! 1 Edição Abril de 2013 "Concentre-se naquilo que tem na sua vida e terá sempre mais. Concentre-se

Leia mais

João e o pé de feijão ESCOLOVAR

João e o pé de feijão ESCOLOVAR João e o pé de feijão ESCOLOVAR Era uma vez um rapaz chamado João que vivia com a sua mãe numa casa muito modesta. A mãe era desempregada e só tinha uma pequena horta onde cultivava todo o tipo de legumes.

Leia mais

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br A U A UL LA O céu Atenção Aquela semana tinha sido uma trabalheira! Na gráfica em que Júlio ganhava a vida como encadernador, as coisas iam bem e nunca faltava serviço. Ele gostava do trabalho, mas ficava

Leia mais

Animação Sociocultural. No PAís do Amor

Animação Sociocultural. No PAís do Amor No PAís do Amor Há muito, muito tempo, num reino que ficava Mais Longe que Bué Bué longe, vivia-se com muito amor e alegria. Os dias eram passados em festa e eram todos muito amigos. Nesse reino havia

Leia mais

pinter 1/2/16 9:11 Página 11 O Quarto

pinter 1/2/16 9:11 Página 11 O Quarto pinter 1/2/16 9:11 Página 11 O Quarto The Room foi estreado pela primeira vez no Drama Studio da Universidade de Bristol em Maio de 1957, numa encenação de Duncan Ross e com interpretação de Claude Jenkins

Leia mais

O homem que tinha uma árvore na cabeça

O homem que tinha uma árvore na cabeça O homem que tinha uma árvore na cabeça Era uma vez um homem que tinha uma árvore na cabeça. No princípio era apenas um arbusto com folhas esguias e acastanhadas. Depois os ramos começaram a engrossar e

Leia mais

UMA ESPOSA PARA ISAQUE Lição 12

UMA ESPOSA PARA ISAQUE Lição 12 UMA ESPOSA PARA ISAQUE Lição 12 1 1. Objetivos: Ensinar que Eliézer orou pela direção de Deus a favor de Isaque. Ensinar a importância de pedir diariamente a ajuda de Deus. 2. Lição Bíblica: Gênesis 2

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 14 Discurso: em encontro com professores

Leia mais

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos Lição 3: Alegria LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos RESUMO BÍBLICO Gálatas 5:23; Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:25; Tito 3; 1 Pedro 3:16 Como seres humanos estamos sempre à mercê de situações sobre

Leia mais

Estava na sua casa do Pólo Norte e seguia pela televisão a cerimónia do desembrulhar das prendas em todas as casas do mundo.

Estava na sua casa do Pólo Norte e seguia pela televisão a cerimónia do desembrulhar das prendas em todas as casas do mundo. Por momentos, o Pai Natal só conseguia ver papéis de embrulho amarfanhados e laços coloridos que muitos pés, grandes e pequenos, de botifarras, sapatos de tacão, de atacadores e de pala, de pantufas e

Leia mais

PACIÊNCIA ZERO. Do atendimento ao cliente chato. De Wellington Rianc Della Sylva

PACIÊNCIA ZERO. Do atendimento ao cliente chato. De Wellington Rianc Della Sylva PACIÊNCIA ZERO Do atendimento ao cliente chato De Wellington Rianc Della Sylva 2013 SINOPSE Você que trabalha ou já trabalhou com atendimento ao usuário por telefone vai dizer que é verdade. Tem usuário

Leia mais

Gaspar e o bebé Naquele dia, os pais do Gaspar pareciam um pouco atrapalhados. O que teriam eles? - perguntava-se o nosso amigo, vendo que o pai estava sempre a andar de um lado para o outro e que a mãe

Leia mais

Luís Norberto Pascoal

Luís Norberto Pascoal Viver com felicidade é sucesso com harmonia e humildade. Luís Norberto Pascoal Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. ISBN 978-85-7694-131-6 9 788576 941316 Era uma vez um pássaro que

Leia mais

NA LOJA DE CHAPÉUS. Karl Valentin. Personagens. Vendedora. Valentin ATO ÚNICO

NA LOJA DE CHAPÉUS. Karl Valentin. Personagens. Vendedora. Valentin ATO ÚNICO NA LOJA DE CHAPÉUS De Karl Valentin Personagens Vendedora Valentin ATO ÚNICO Bom dia, senhor. O que deseja? Um chapéu. Que tipo de chapéu? Um chapéu pra botar na cabeça. Certamente, meu senhor, um chapéu

Leia mais

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim?

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim? viu? eu não falei pra você? o quê? este ano está igualzinho ao ano passado! foi você que jogou esta bola de neve em mim? puxa, acho que não... essa não está parecendo uma das minhas... eu costumo comprimir

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada!

No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada! No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada! Hoje já não me dou conta mas foi assim era uma nova escola, novos colegas, novos desafios e, para desafio, tinha de estar cheia de

Leia mais

I. CRIAÇÃO DE GOLFINHO/ BARBATANA PESSOAL

I. CRIAÇÃO DE GOLFINHO/ BARBATANA PESSOAL ESCOLA EB1 GÂMBIA I. CRIAÇÃO DE GOLFINHO/ BARBATANA PESSOAL Barbatana Roída Joana Barbatana Surf Ana Faria Barbatana Rio José Barbatana Finalonga Anónimo Barbatana Tubarão João Aleluia Barbatana Água Francisco

Leia mais

Era uma vez um príncipe que morava num castelo bem bonito e adorava

Era uma vez um príncipe que morava num castelo bem bonito e adorava O Príncipe das Histórias Era uma vez um príncipe que morava num castelo bem bonito e adorava histórias. Ele gostava de histórias de todos os tipos. Ele lia todos os livros, as revistas, os jornais, os

Leia mais

Carcará composição: João do Vale/José Cândido

Carcará composição: João do Vale/José Cândido 104 A FLOR E O CARCARÁ Carcará Lá no sertão É um bicho que avoa que nem avião É um pássaro malvado Tem o bico volteado que nem gavião... trecho da canção Carcará composição: João do Vale/José Cândido Ana?

Leia mais

Enquanto isso, o sr. e a sra. Mini-Van entravam pela estrada principal de Radiator Springs. Vanderlei... dizia a sra. Mini-Van para seu marido.

Enquanto isso, o sr. e a sra. Mini-Van entravam pela estrada principal de Radiator Springs. Vanderlei... dizia a sra. Mini-Van para seu marido. OS FALSOS TURISTAS Era uma tarde tranqüila, como todas as tardes de Radiator Springs. Até Sally aparecer buzinando e gritando, para todos ouvirem: Fregueses, fregueses! São fregueses, pessoal! Fregueses!

Leia mais

de França. O avô faz tudo parecer tão interessante! Tem andado a ensinar-me a Revolução Francesa. A última rainha de França foi Maria Antonieta.

de França. O avô faz tudo parecer tão interessante! Tem andado a ensinar-me a Revolução Francesa. A última rainha de França foi Maria Antonieta. Primeiro capítulo Bonjour, Mel! disse Poppy ao ver a sua melhor amiga chegar de mala de viagem e de mochila às costas. Tudo pronto para as férias? Bonjour para ti também! gritou a Mel. Tenho tudo pronto

Leia mais

ALEGRIA ALEGRIA:... TATY:...

ALEGRIA ALEGRIA:... TATY:... ALEGRIA PERSONAGENS: Duas amigas entre idades adolescentes. ALEGRIA:... TATY:... Peça infanto-juvenil, em um só ato com quatro personagens sendo as mesmas atrizes, mostrando a vida de duas meninas, no

Leia mais

O NASCIMENTO DE RUNA

O NASCIMENTO DE RUNA Für die Übersetzung ins brasilianische Porugiesisch danken wir herzlich Adriana Dantas Breust. O NASCIMENTO DE RUNA MINHA IRMÃ VEM AO MUNDO Concepção e texto: Uwe Spillmann. Ilustração: Inga Kamieth Este

Leia mais

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história O Menino do futuro Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno

Leia mais

Relato de parto: Nascimento do Thomas

Relato de parto: Nascimento do Thomas Relato de parto: Nascimento do Thomas Dia 15 de dezembro de 2008, eu já estava com 40 semanas de gestação, e ansiosa para ter meu bebê nos braços, acordei as 7h com uma cólica fraca, dormi e não senti

Leia mais

OFICINA DOS BRINQUEDOS

OFICINA DOS BRINQUEDOS OFICINA DOS BRINQUEDOS António Torrado escreveu e Cristina Malaquias ilustrou C omeça num sótão de uma velha casa a história que vamos contar. De uma mala entreaberta sai uma vozinha queixosa: Está frio,

Leia mais

Capítulo 1. A Família dos Mumins.indd 13 01/10/15 14:17

Capítulo 1. A Família dos Mumins.indd 13 01/10/15 14:17 Capítulo 1 No qual o Mumintroll, o Farisco e o Sniff encontram o Chapéu do Papão; como aparecem inesperadamente cinco pe quenas nuvens e como o Hemulo arranja um novo passatempo. Numa manhã de primavera

Leia mais

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário epílogo O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário do rebuliço que batia em seu peito. Quase um ano havia se passado. O verão começava novamente hoje, ao pôr do sol, mas Line sabia que,

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA

O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA C. S. LEWIS O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA ILUSTRAÇÕES DE PAULINE BAYNES Martins Fontes São Paulo 1997 CAPÍTULO I Uma estranha descoberta ERA uma vez duas meninas e dois meninos: Susana, Lúcia,

Leia mais

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava O menino e o pássaro Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava comida, água e limpava a gaiola do pássaro. O menino esperava o pássaro cantar enquanto contava histórias para

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro Histórias do Velho Testamento 3 a 6 anos Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro O Velho Testamento está cheio de histórias que Deus nos deu, espantosas e verdadeiras.

Leia mais

Nada de telefone celular antes do sexto ano

Nada de telefone celular antes do sexto ano L e i n º1 Nada de telefone celular antes do sexto ano Nossos vizinhos da frente estão passando uma semana em um cruzeiro, então me pediram para buscar o jornal e a correspondência todos os dias, enquanto

Leia mais

Destralhar sem dramas

Destralhar sem dramas Destralhar sem dramas Mafalda Santos Zenida Olá! Sou a Mafalda, do blogue It's (not) so simple! Em primeiro lugar, obrigada pelo teu interesse no meu blogue e neste pequeno guia prático de como destralhar

Leia mais

MÚSICAS. Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé

MÚSICAS. Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé MÚSICAS Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé Hino da Praznik Do Fá Gosto de aqui estar Sol Do E contigo brincar E ao fim vou arranjar

Leia mais

Texto: Zainab Aziz Redacção: Andrea Schmidt/Christine Harjes/Guy Degen Tradução: Maria Kremer

Texto: Zainab Aziz Redacção: Andrea Schmidt/Christine Harjes/Guy Degen Tradução: Maria Kremer LEARNING BY EAR - Aprender de Ouvido As Jovens 2º Episódio Autoconfiança Texto: Zainab Aziz Redacção: Andrea Schmidt/Christine Harjes/Guy Degen Tradução: Maria Kremer Personagens: [Characters] Ancora:

Leia mais

Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se

Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se A VOZ DAS COISAS Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se Marta, naquela noite, a sós na cama. Há as línguas que as pessoas falam: francês, alemão, espanhol, chinês, italiano. Para indicar a mesma

Leia mais

Goiânia, de de 2013. Nome: Professor(a): Elaine Costa. O amor é paciente. (I Coríntios 13:4) Atividade Extraclasse. O melhor amigo

Goiânia, de de 2013. Nome: Professor(a): Elaine Costa. O amor é paciente. (I Coríntios 13:4) Atividade Extraclasse. O melhor amigo Instituto Presbiteriano de Educação Goiânia, de de 2013. Nome: Professor(a): Elaine Costa O amor é paciente. (I Coríntios 13:4) Atividade Extraclasse Leia o texto abaixo para responder às questões 01 a

Leia mais

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME CENA 1. HOSPITAL. QUARTO DE. INTERIOR. NOITE Fernanda está dormindo. Seus pulsos estão enfaixados. Uma enfermeira entra,

Leia mais

MALDITO. de Kelly Furlanetto Soares. Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012.

MALDITO. de Kelly Furlanetto Soares. Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012. MALDITO de Kelly Furlanetto Soares Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012. 1 Em uma praça ao lado de uma universidade está sentado um pai a

Leia mais

Ato Único (peça em um ato)

Ato Único (peça em um ato) A to Ú nico Gil V icente Tavares 1 Ato Único (peça em um ato) de Gil Vicente Tavares Salvador, 18 de agosto de 1997 A to Ú nico Gil V icente Tavares 2 Personagens: Mulher A Mulher B Minha loucura, outros

Leia mais

Levantando o Mastro CD 02. Bom Jesus da Cana Verde. Divino Espírito Santo Dobrado. Areia areia

Levantando o Mastro CD 02. Bom Jesus da Cana Verde. Divino Espírito Santo Dobrado. Areia areia CD 02 Bom Jesus da Cana Verde [ai bom Jesus da Cana Verde é nosso pai, é nosso Deus (bis)] ai graças a Deus para sempre que tornamos a voltar ai com o mesmo Pombo Divino da glória celestial ai Meu Divino

Leia mais

Narrador Era uma vez um livro de contos de fadas que vivia na biblioteca de uma escola. Chamava-se Sésamo e o e o seu maior desejo era conseguir contar todas as suas histórias até ao fim, porque já ninguém

Leia mais

A Rainha, o guarda do tesouro e o. papel que valia muito ouro

A Rainha, o guarda do tesouro e o. papel que valia muito ouro A Rainha, o guarda do tesouro e o papel que valia muito ouro Há muito, muito tempo atrás, havia uma rainha que governava um reino chamado Portugal. Essa rainha chamava-se D. Maria I e como até tinha acabado

Leia mais

COLÉGIO AGOSTINIANO SÃO JOSÉ PASTORAL EDUCATIVA São José do Rio Preto MÚSICAS PARA A MISSA DO DIA DOS PAIS 07 DE AGOSTO DE 2008

COLÉGIO AGOSTINIANO SÃO JOSÉ PASTORAL EDUCATIVA São José do Rio Preto MÚSICAS PARA A MISSA DO DIA DOS PAIS 07 DE AGOSTO DE 2008 COLÉGIO AGOSTINIANO SÃO JOSÉ PASTORAL EDUCATIVA São José do Rio Preto MÚSICAS PARA A MISSA DO DIA DOS PAIS 07 DE AGOSTO DE 2008 1. ENTRADA (Deixa a luz do céu entrar) Tu anseias, eu bem sei, por salvação,

Leia mais

Material Didáctico O Rapaz de Bronze A comissão organizadora da Festa das Flores

Material Didáctico O Rapaz de Bronze A comissão organizadora da Festa das Flores O Rapaz de Bronze A comissão organizadora da Festa das Flores NARRADOR No jardim mágico do Rapaz de bronze, à noite, as flores ganham vida, conversam, brincam, saltam como as pessoas. Este jardim era dividido

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

O príncipe rã. Cuaderrnillo de Actividades correspondiente a Maestra de Primaria N 0 65. curso

O príncipe rã. Cuaderrnillo de Actividades correspondiente a Maestra de Primaria N 0 65. curso O príncipe rã Há muitos anos vivia num majestoso castelo Amália, uma princesa muito bonita e divertida. Ela passava todas as tardes a brincar com o seu brinquedo preferido: uma bolinha de ouro maciço.

Leia mais

12/02/2010. Presidência da República Secretaria de Imprensa Discurso do Presidente da República

12/02/2010. Presidência da República Secretaria de Imprensa Discurso do Presidente da República , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de inauguração da Escola Municipal Jornalista Jaime Câmara e alusiva à visita às unidades habitacionais do PAC - Pró-Moradia no Jardim do Cerrado e Jardim Mundo

Leia mais

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura.

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Palavras do autor Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Durante três anos, tornei-me um leitor voraz de histórias juvenis da literatura nacional, mergulhei

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

COLACIO. J SLIDES APRESENTA

COLACIO. J SLIDES APRESENTA COLACIO. J SLIDES APRESENTA A LIÇÃO RECEBIDO POR E-MAIL DESCONHEÇO A AUTORIA DO TEXTO: CASO VOCÊ CONHEÇA O AUTOR, ENTRE EM CONTATO QUE LHE DAREI OS DEVIDOS CRÉDITOS Éramos a única família no restaurante

Leia mais

As 12 Vitimas do Medo.

As 12 Vitimas do Medo. As 12 Vitimas do Medo. Em 1980 no interior de São Paulo, em um pequeno sítio nasceu Willyan de Sousa Filho. Filho único de Dionizia de Sousa Millito e Willian de Sousa. Sempre rodeado de toda atenção por

Leia mais

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Local: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial Esta é uma história de mudança que ocorre em um labirinto em que quatro personagens

Leia mais

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS Bom dia a todos. Preparados para mais um dia de aulas?! Muito bem! Hoje vamos falar como é importante dar comida a quem não

Leia mais

Desarrumar. Margarida Fonseca Santos. Inês do Carmo

Desarrumar. Margarida Fonseca Santos. Inês do Carmo Desarrumar Margarida Fonseca Santos Inês do Carmo Números em palco Nuno Crato 1 O ensino, talvez em especial o da matemática, não pode ser deixado exclusivamente à escola. Pais, professores, jornalistas,

Leia mais

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE? um roteiro. Fábio da Silva. 15/03/2010 até 08/04/2010

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE? um roteiro. Fábio da Silva. 15/03/2010 até 08/04/2010 ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE? um roteiro de Fábio da Silva 15/03/2010 até 08/04/2010 Copyright 2010 by Fábio da Silva Todos os direitos reservados silver_mota@yahoo.com.br 2. ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE?

Leia mais