COLÉGIO OFÉLIA FONSECA

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1 COLÉGIO OFÉLIA FONSECA A INCLUSÃO DO AUTISTA NA ESCOLA BRASILEIRA. Luciana de Moura Azevedo. São Paulo 2014 LUCIANA MOURA

2 A INCLUSÃO DO AUTISTA NA ESCOLA BRASILEIRA. Trabalho realizado e apresentado sob a orientação do Professor Guilherme Gomes, da disciplina de Sociologia.

3 A persistência é o caminho do êxito. (Charles Chaplin). A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades. (Marxwell Maltz). Dizem que o talento cria suas próprias oportunidades. Mas às vezes parece que a vontade intensa cria não apenas suas próprias oportunidades, mas seus próprios talentos. (Eric Hoffer).

4 Criança Autista Deixa-me entrar no teu mundo. E dizer-te, que mais mundo existe! Vem, comigo sorri. Liberta-te, desse mundo triste. Vem, não tenhas medo dos sons, encanta-me com teu sorriso. Vem,brinca alegremente, para a renova és preciso. Deixa-me entrar no teu mundo. E dizer-te, alguém existe em revolta. Por querer entrar nesse mundo, e não lhes abres a porta. Não tenhas medo, vem. Amparar-te-ei na decisão. Liberta-te, vem ao meu mundo,

5 une teu, ao meu coração. Liberta-te, vem ao meu mundo! (autor desconhecido).

6 Agradecimentos e Dedicatória. A palavra vida possui um conceito muito amplo que abrange diversas definições. O que se sabe realmente é da sua divisão em etapas que tem início na infância e fim na terceira idade, sendo que nem todos conseguem presencia-las devido a morte ou simplesmente por não viver intensamente cada segundo e abraçar todas as oportunidades existentes. Concluir o ensino médio com um Trabalho de Conclusão de Curso foi uma oportunidade que me trouxe mais responsabilidade e amadurecimento, de forma que refleti, aproveitei e me dediquei a cada fase desse aprendizado. Gostaria de agradecer a Deus, a direção, coordenação, mestres educacionais (Cristiane; Carlos; Luis; Daniel; Cecília; Henrique; Thais; Alexandre; Renato) e a toda a equipe do Colégio Ofélia Fonseca por ter me fornecido essa chance de crescer individualmente e tornar única essa experiência vivida durante esse trabalho que fez, faz e fará sempre parte da minha história. Agradeço especialmente o professor Guilherme Gomes que orientou a minha trajetória ao longo do ano se dedicando ao meu tema; o professor André Renato pelo auxilio e a Carolina Zambrana por ajudar em algumas duvidas no processo. Quero agradecer ao apoio dos meus familiares ( Marleide Moura; Luciano Azevedo; Johnny Venturin e Paula Azevedo) e amigos ( Maria José; Nilce Caldas e Yara Moura) que em momentos difíceis seguraram em minhas mãos me dando forças para continuar essa trajetória e chegar ao sucesso. Assim termino esta declaração dedicando o trabalho sobre autismo a todas as pessoas mencionadas, a todos os professores que dedicam suas vidas para ensinar crianças especiais e a todos os autistas do Brasil e do mundo. Obrigado a todos!

7 Resumo O trabalho em questão analisa os métodos educacionais que auxiliam na inclusão social de crianças autistas no aprendizado. Para tanto, inicialmente o autismo é contextualizado por meio do seu conceito e história, sendo posteriormente discutidos os fatores que contribuíram para a descoberta de crianças especiais no âmbito educacional brasileiro. Após o aprofundamento nesses aspectos, destaca-se o desenvolvimento da primeira associação de autismo (AMA) no Brasil e então a forma de aplicação do conteúdo escolar por parte dos professores para seus alunos. Por sua vez, as considerações finais ressaltam os resultados obtidos através das pesquisas realizadas. Palavras-chave: autismo; métodos educacionais; inclusão social; crianças especiais; AMA.

8 SUMÁRIO

9 1. INTRODUÇÃO Eu não sou difícil de ler Faça sua parte Eu sou daqui e não de Marte Vem, cara, me repara Não vê, ta na cara, sou porta-bandeira de mim Só não se perca ao entrar No meu infinito particular". (Antunes A; Monte M; Browns C; Infinito Particular) O presente trabalho, baseado em pesquisas bibliográficas tem como objetivo enfatizar ao longo do seu desenvolvimento a inclusão social de crianças autistas nas escolas brasileiras, de modo a destacar o método de ensino utilizado por professores nos diferentes graus de intensidade da deficiência dos portadores. Com tal finalidade, é abordado inicialmente, o conceito e história da patologia em questão; a descoberta da anormalidade no âmbito escolar; o desenvolvimento da primeira associação de autismo no Brasil e em seguida, a inclusão social dos portadores no aprendizado. Destacando o alto índice de portadores de autismo na contemporaneidade - cerca de um milhão de pessoas em 2007 segundo estimativa do Projeto Autístico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das clínicas da USP- e a maior exibição nos veículos comunicativos (novelas, livros e filmes) de casos familiares que presenciam essa síndrome, pode-se abordar que seu estudo envolve uma relevância devido à necessidade de atenção social e compreensão sobre a questão da ausência de facilidade de contato social e das limitações de um autista. Se não entendidos através da informação, esses fatores acabam influenciando uma visão distante da verdadeira realidade e até abolindo a possibilidade de extrair a riqueza que existe dentro de um autista. Espera-se que este trabalho, com a apresentação de conceitos sobre o autismo, desperte interesse não somente aos estudiosos e educadores que lidam com essa síndrome, mas também a todos que desejam adquirir novos conhecimentos sobre a inclusão escolar de alunos especiais que

10 precisam de uma atenção maior para que o aprender se torne uma ação prazerosa. Antes de começar é importante destacar que o método educacional utilizado não requer mudanças no conteúdo do aprendizado, muito diferente disso, apenas exige um cuidado na forma de aplicação do que se deseja transmitir de professor para o aluno. Seja na alfabetização ou em matérias avançadas, a dinâmica é sempre bem vinda. No primeiro capítulo deste trabalho, são enfatizadas as características fundamentais do autismo. Enquanto o segundo capítulo contextualiza e explica as habilidades de ensino para serem aplicadas à crianças portadoras dessa patologia. Por sua vez, as considerações finais ressaltam os resultados apresentados no decorrer das pesquisas.

11 Capítulo I: CONHECENDO O AUTISMO Ao longo dessa seção serão destacados os aspectos fundamentais para a compreensão do autismo tais como seu conceito e suas características, as quais incluem a história da descoberta dessa síndrome. 1.1 Conceito de Autismo O Autismo, palavra derivada da língua alemã e do grego, pode ser definido como uma síndrome de transtornos de desenvolvimento cerebral que se manifesta nos três primeiros anos de vida de uma criança, a qual passa a apresentar comportamentos diferentes em conjunto com a deficiência intelectual. De acordo com a "The National Society For Autistic Children" USA 1, a patologia em questão é mencionada como uma "inadequacidade no desenvolvimento que se apresenta de maneira grave, durante toda a vida." (Rodrigues,2008) A intensidade do comprometimento do autismo provém do quadro em que o portador se encontra, desta forma podem existir pessoas com comprometimentos sociais, entretanto sem problemas comportamentais. Segundo o termo e grupo TEA (Transtornos do Espectro do Autismo) que aglomera diferentes perturbações do desenvolvimento neurológico, é possível classificar o autismo em quatro categorias que variam no quesito intensidade, sendo que cada uma delas aparece individualmente em cada pessoa, isto é, sem uma escala gradativa que evolui conforme o crescimento de uma criança. (Silva, 2012) -A primeira categoria, considerada mais simples, vincula-se a dificuldades do portador em interpretar comentários sociais que fujam dos seus interesses particulares, ocasionando até o impedimento de manter relações sociais. Se comparado com traços evoluídos, esse patamar não é grave, mas requer um tratamento precoce já que um determinado comportamento prejudicial pode prolongar-se por toda a vida. -A segunda classe, mais grave que a anterior, caracteriza-se pelo destaque da Síndrome de Aspeger, um conjunto de sintomas que atrapalham e, muitas vezes, impedem o compartilhamento de ideias; as relações sociais e o entendimento da expressão de outras pessoas. Além desses 1 Instituto de caridade do Reino unido que se baseia no apoio e suporte a crianças autistas.

12 aspectos, há o uso de palavras incomuns para a idade, dificuldade na aprendizagem e uma comunicação diferenciada, mesmo sem o retardo mental. -A terceira categoria denominada como autismo de alto funcionamento é claramente semelhante à Síndrome de Aspeger, porém seus portadores possuem boa inteligência e facilidade no aprendizado, o que acaba sendo uma vantagem para o trabalho de mestres educacionais que tentam utilizar os mais variados métodos para ensinar alunos que apresentam síndromes. - A ultima subdivisão caracterizada como mais complexa e grave -autismo clássico- envolve os aspectos de retardo mental; dificuldade de independência e interação social; ausência de contato visual e de compartilhamento de interesses; isolamento; incapacidade de desenvolvimento da linguagem; transtorno na comunicação; presença de movimentos repentinos principalmente com objetos; aparente insensibilidade a dor; crises de choro; extrema angústia; resistência a mudança de rotina; agressividade e também, falta de animação. Tal posição, a qual requer intervenção bastante precoce, contribui para a necessidade de cuidados especiais ao longo vida pois as simples tarefas cotidianas precisam ser ensinadas. A divisão dessa patologia mostra-se importante para a identificação das diversas manifestações dos sintomas e para a desestruturação de uma generalização que aborda todos os autistas como iguais e isolados no seu próprio mundo. È evidente que há casos em que prevalece um isolamento, mas nem todos são assim. De qualquer forma é de extrema relevância o suporte médico e o cuidado o quanto antes para a chance de reabilitação da criança. 1.2 A história No ano de 1943, o psiquiatra infantil Leo Kanner identificou cerca de onze crianças que, em sua fase inicial da vida, apresentavam características em comum ligadas ao isolamento e, portanto a incapacidade de interação com as pessoas; grande relação com objetos inanimados; apego a rotinas e ausência de resposta a estímulos externos (Salomão & Baptista- 1995). Os familiares dessas crianças as caracterizavam como auto-suficientes, sendo que o psiquiatra descrevia como suspeitas de débeis mentais e/ou portadoras de um possível comprometimento auditivo. Assim denominou-se de "Distúrbios Autísticos do Contacto Afetivo" um quadro configurado como

13 "autismo extremo, obsessividade, estereotipias e ecolalia 2. Essa descoberta foi aprofundada e no ano de 1949, tal quadro passou a ser chamado de "Autismo Infantil Precoce" como certa incapacidade de contato social; preservação das situações; ligação especial aos objetos; presença de uma fisionomia inteligente e alterações na linguagem direta, a qual tem a função de comunicar algo. Em 1954, Leo Kanner enfatiza o autismo infantil como uma psicose, ou seja, estado mental em que há distorções na percepção da realidade. Desse período a 1960, outros pesquisadores como Hans Aspeger e Lorna Wing elaboraram estudos e teses sobre esse assunto que envolvia a questão da observação, avaliação de comprometimentos e análises dos resultados dos sintomas observados. Somente na década de 80, o autismo foi diferenciado da psicose e esquizofrenia, quadros em que estava associado e recebeu um conhecimento individual, contribuindo assim para a realização de um maior número de estudos científicos sobre o assunto. Com a criação de manuais médicos da saúde mental, a patologia passou a ser tratada como uma síndrome e distúrbio de desenvolvimento, adquirindo um caráter exclusivo que influenciou a elaboração do Dia de Conscientização do Autismo (World Autism Aware Ness Day). A partir desses fatores, notícias atuais são publicadas e atualizam a sociedade periodicamente. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU-2012), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são cometidas pelo autismo que atinge pessoas de diferentes culturas, gêneros e condições financeiras. Com isso, demonstra-se a necessidade de abordar o método de educação utilizado por professores, já que o numero de matrículas de autistas aumentam conforme o decorrer dos anos. Como ocorre a inclusão escolar de uma criança autista? Na próxima seção, será abordado a descoberta da anormalidade no âmbito educacional e os métodos de ensino utilizado pelos professores de autistas, a partir de uma perspectiva brasileira. 2 Repetição automática de palavras ou de sons ouvidos.

14 Capítulo II: MÉTODOS EDUCACIONAIS PARA AUTISTAS Conforme mencionado anteriormente, ao longo desse capítulo será enfatizada a questão de como o autismo propaga-se no Brasil e quais fatores contribuem para tal acontecimento, bem como o método de ensino utilizado pelos mestres educacionais que auxiliam e/ou ajudam para o aprendizado em sala de aula. 2.1 A descoberta da anormalidade no âmbito educacional Brasileiro. A partir de 1930 foi originado no Brasil, um projeto educacional que visava adquirir conhecimento sobre a capacidade intelectual das crianças que estavam ingressadas na escola durante este período e também, identificar se havia algum distúrbio mental que interfiria no âmbito da leitura, escrita e na aprendizagem como um todo. Com a criação do AMA e com auxílio na descoberta de algumas anormalidades, o autismo foi ganhando espaço no país. Para a compreensão desses fatos é necessária a abordagem do contexto escolar na época. No contexto de um movimento denominado Escola Nova, sob comando de um filosofo educador americano chamado John Dewey que influenciou tanto a Europa e América quanto o Brasil, foi instalado nesse ultimo país, uma modernização escolar. Descrita da seguinte forma: Com efeito, o que chamamos de escola nova não é mais do que a escola transformada, como se transformam todas as instituições humanas, à medida que lhe podemos aplicar conhecimentos mais precisos dos fins e meios a que se destinam. 3 A partir de ideias que estavam ligadas a uma educação ativa, interação direta entre aluno e professor, bem como, a agregação de conhecimentos da Psicologia e Sociologia às praticas pedagógicas, destacou-se uma grande oposição ao ensino tradicional existente que contribuiu para que o importante educador Anisio Texeira promovesse uma reforma educacional ocorrida inicialmente na capital da Republica ( Rio de Janeiro). Caracterizado como um integrante do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova -documento vinculado ao desenvolvimento de escola 3 Trecho escrito por Arthur Ramos em seu livro Educação e Psychanalyse e retirado do certificado digital n /CA- (PUC- Rio).

15 pública com caráter democratizador- Teixeira aliou-se a Arthur Ramos, um médico psiquiatra que inseriu as Ciências sociais no Brasil. Levando em conta o investimento, de fato, em um método educacional, foi criado em setembro de 1933, a Seção de Ortofrenia e Higiene Mental do Instituto de Pesquisas Educacionais. O IPE, assim chamado, era um programa defendido pela elite psiquiátrica que, através de regras de higienização e do comprometimento ou não das crianças escolarizadas em segui-las, fazia classificações de acordo com o potencial intelectual de cada uma. Caso houvesse um diagnóstico diferente ou em outras palavras, um desajuste/anormalidade na aprendizagem, o intuito era o tratamento para o crescimento pessoal, inclusão e reorganização social. Inicialmente, divulgou noções de higiene mental aos pais e educadores para que estes transmitissem aos seus filhos/ alunos. Sendo a primeira experiência brasileira de instalação de clinica de higiene mental articulada com atividades pedagógicas, havia uma equipe de professores preparados para observação e dois médicos que auxiliavam na tarefa. Em fichas desse programa, eram registrados dados da família e da criança relacionados à da vida material e psicológica, entre outros fatores relevantes. Além disso era realizado um teste denominado ABC em que as crianças que se mostrassem capazes de identificar e escrever palavras, objetos, lidar com jogos e fazer desenhos geométricos classificavam-se como maduros, enquanto aqueles que não tinham tais características passavam por exames específicos. A partir desse momento, se alguma inadequacidade fosse constatada, os familiares recebiam uma visita social como orientação e a escola uma notificação precisa sobre o fato. Os professores eram orientados com cursos para lidar com comportamentos diferentes e usar técnicas mais recentes de pedagogia. Perante isso, pesquisas sobre inteligência, personalidade e capacidade começaram a ser feitas. (Sircilli, 2005) Enfatizando São Paulo, pode-se dizer que tal teste mencionado foi aplicado em grande dimensão nas crianças, as quais foram avaliadas de modo individual. Com base nessas ideias, é válido abordar que a Seção de Ortofrenia e Higiene Mental se estendeu até o ano de 1939 em meio ao projeto de Estado Novo de Getulio Vargas, ajudando em torno de crianças. Diante do diagnóstico de anormalidade mental, Arthur Ramos desenvolveu o conceito de criança problema", englobando assim todas as crianças com dificuldade de adaptação à escola, o que acabou privilegiando um trabalho de prevenção e correção de comportamento potencialmente fora dos padrões e também, contribuindo para uma nova denominação na educação infantil, no emprego da palavra anormalidade.

16 Em relação à administração de Anísio Texeira no Distrito Federal, Ramos desenvolveu um movimento educacional inovador e auxiliou a pratica educacional com a psicanálise e Educação. 2.2 O desenvolvimento da primeira associação de Autismo no Brasil. Destacando a repercussão do autismo no Brasil pode-se dizer que no dia 8 de agosto de 1983, especificamente na cidade de São Paulo desenvolveu-se pela primeira vez, uma associação denominada associação de Amigos do Autista (AMA) que teve seu primeiro encontro em novembro do ano seguinte contando com a participação de médicos, profissionais ligados à essa patologia e também algumas instituições. No momento da fundação, tal síndrome era pouco conhecida apesar de já ser descoberta por Leo Kanner; Assim encontrava-se apenas no vocabulário de grandes especialistas como um doutor chamado Raymond Rosenberg que recebia pacientes com filhos autistas que não sabiam precisamente do que se tratava, já que o Estado não oferecia nenhum recurso vinculado a essa síndrome. Ao longo de uma dura jornada, a AMA conquistou reconhecimento como instituição de utilidade pública (Utilidades Públicas: Municipal - Decreto n /11/86, Estadual - Decreto n /11/86 e Federal - D.O.U.24/06/91). Atualmente o auxilio à portadores desse distúrbio continua, e a partir de um atendimento gratuito que requer apenas algumas doações de alimentos, há o apoio de profissionais estrangeiros altamente qualificados Em meio à esses fatores, alguns pais, em conjunto, visando o objetivo de impor uma importância social à essa patologia, estruturar um tratamento, capacitar profissionais e ajudar famílias e os próprios autistas à construírem um futuro de maior independência e produtividade, desenvolveram a primeira associação do país que inicialmente funcionava no quintal de uma igreja, até que, com o passar do tempo essa causa foi se expandindo e envolvendo mais pessoas e outros programas foram criados. Dessa forma pode-se abordar que o autismo deixou de ser aquele mistério e a educação dos portadores ganhou um destaque por todo o Brasil, sendo que a elaboração de instituições passaram a ser reunidas e organizadas por uma entidade nacional chamada de Associação Brasileira de autismo (ABRA).

17 No Brasil o dia mundial de conscientização de autismo tem conseguido cada vez mais adeptos e pessoas engajadas. Em 2010, pela primeira vez, a data foi lembrada no dia 2 de abril com iluminações em azul (cor definida para o autismo) de vários prédios e monumentos importante. Isso foi um marco para que o Brasil entrasse de vez no roteiro dos países que apoiavam o WAAD. 2.3 Métodos de Inclusão social de Autistas no aprendizado A área da saúde e educação brasileira vem sendo ocupada pelo trabalho com atrasos do desenvolvimento e principalmente com o Autismo que a partir da sua dimensão global consolida uma postura inovadora e inédita nesses recursos. Segundo o Projeto Autístico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, no ano de 2007 a estimativa de pessoas portadoras do Autismo no Brasil chegava a cerca de um milhão, sendo o número da população de aproximadamente 190 milhões nesse período. Esse número estimado de acordo com a pesquisa supõe o alto índice de casos diagnosticados em diferentes regiões do país o que induz um alerta às autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública e acessibilidade de todos aos recursos essenciais ligados ao tratamento, os quais podem oferecer uma maior qualidade de vida aos autistas. Antes de abordar a inclusão escolar de um autista, é necessário enfatizar que a dificuldade de aprendizagem encontra-se longe do mito originado pela sociedade em que o portador relaciona-se apenas com o ambiente em que cria. A questão do isolamento a qual ocorre de acordo com o grau de intensidade da patologia, se dá pelo fato de haver um obstáculo na capacidade de interação e manutenção de uma conversação direta com outro individuo, assim, diferente da associação da patologia em questão como uma síndrome generalizada, os métodos educacionais utilizado pelos professores variam de portador para portador. A criança autista apresenta diversas características diferentes dos alunos que não possuem distúrbio. Com isso, é necessário que estas características sejam descobertas o quanto antes para que então os professores consigam aplicar metodologias exclusivas e especiais que ajudem a desenvolver gradativamente o aprendizado. Em alguns casos, os mestres escolares procuram um

18 apoio seja em ida de palestras que auxiliam o trajeto a ser seguido ou ate apoio psicológico adequado que garantem a certeza de enfrentar todos os obstáculos que aparecerem. Ao longo do processo há professores que desistem e se consideram incapazes. Mas para que isso não ocorra, primeiro de tudo, é preciso que os professores conheçam o funcionamento do autismo e suas particularidades. É necessário avaliar os pontos fracos de seu aluno e colocar em prática as estratégias que possam ajudar a tira-lo de um mundo com repertórios restritos e inclui-lo em um universo repleto de novidades e atrativos, além de poder facilitar sua convivência em grupo. (Silva, 2012) Aqueles que possuem apenas traços leves do autismo acompanham muito bem as aulas e conteúdos didáticos e/ou pedagógicos. Já outros que se encontram em um nível clássico, fica clara a necessidade de atenção individualizada, pois não há a capacidade de acompanhar o conteúdo individualmente. O austista tem dificuldade em compreender o ponto de vista do outro, assim a previsão de comportamento do outro só será construída após algum tempo de convivência com determinada pessoa, isso explica a dificuldade de ensinar limite p autista. Essa não compreensão é também uma das dificuldades do caminho percorrido para chegar ao aprendizado ou à um conhecimento. Existem três etapas educacionais que servem para o aprendizado do autista: 1:Inicialmente mencionamos à criança o nome social do objeto ou fato, isso é, interpretamos para ela o nome social do objeto, fato ou ação, sem nada cobrarmos dela. È a fase de apresentação ou primeira fase. 2: Quando a criança já está demonstrando algum entendimento a respeito do conteúdo apresentando, solicitamos que a criança aponte, pegue ou vá buscar o objeto cujo nome foi dito. É a fase do apontamento ou segunda fase. 3: Em uma ultima etapa, caso a criança fale, solicitamos que ela diga o nome do objeto mostrado. È a fase da nomeação ou da realização, quando ela foi capaz de fazer a ação sozinha ou terceira fase.

19 Além dessas simples categorias, com base na variação das ações conforme o grau do autismo é importante mostrar as diferentes etapas que podem aparecer em um portador e como os professores podem ajudar e intervir para um bom aprendizado. - Dificuldade na socialização: Essa característica é perceptível desde que o aluno demonstre não interagir com os colegas de classe e compartilhar momentos. Assim, o professor precisa intervir de forma imediata aplicando brincadeiras, jogos e atividades para que ocorra a inclusão no ambiente escolar. Diante desse auxilio, a criança passa a se desenvolver de maneira mais independente conforme a prática no decorrer do tempo. De fato, no inicio haverá uma certa dificuldade. Além dessa tarefa mencionada, a ajuda do portador em relação ao professor ajuda no desenvolvimento de habilidades. -Dificuldade na concentração: Em meio a esse aspecto que interfere negativamente no aprendizado, o mestre de ensino deve se colocar a altura do portador para estabelecer um contato visual com a finalidade de despertar atenção. A interação entre ambos precisa ser direta. Logo de inicio é preciso saber pelo o que o aluno se interessa e buscar atividades com esse tema para que ele se sinta estimulado. - Dificuldade de linguagem: Entre as crianças portadoras da síndrome em questão, muitas apresentam dificuldade na fala enquanto outras não conseguem ao menos se comunicar. Assim, o meio de comunicação deve ser estabelecido através de figuras e desenhos que demonstrem as necessidades da criança, como por exemplo beber água. O professor pode estimular o aluno a relatar experiências vividas e participar de brincadeiras de faz de conta com gestos, isso acaba associando uma coisa com a outra e fazendo com que se obtenha o resultado esperado. - Comportamentos: Em relação a essa categoria pode-se dizer crianças com autismo pode apresentar comportamentos repetitivos na sala de aula como por exemplo bater palmas. Isso muitas vezes ocorre sem motivos ou significado coerente. Então é preciso que o professor introduza tarefas que substituía tais movimentos como por outros que tragam resultados melhores. Movimentos com a mão podem ser trocados pelo ensinamento de recortar figuras. Para essas crianças a rotina é algo de extrema importância e qualquer alteração pode gerar um grande sofrimento e ausência de tranqüilidade. Assim, a montagem de um painel de rotina parece ajudar bastante e contribuir para uma autonomia como menciona o programa TEACH- Treatment

20 and Education of Autistic and Related Comunication Handicapped Children, desenvolvido em 1966 da universidade dos EUA, que ajuda muitas famílias. - Hipersensibilidade: Essa característica dos portadores do autismo vincula-se à sensibilidade extrema de modo que o toque físico e o barulho parecem como bastante encomodador. O sofrimento pode acontecer com uma simples voz alta então é importante que o professor saiba diminuir o tom de voz, abaixar o tom o que resultará em efeitos mais satisfatórios evitando agito do portador. Essas mudanças melhoram muito a convivência escolar. Pensamento e entendimento concreto da linguagem: Nessa categoria, o professor deve estar sempre atento para a maneira como usa as palavras já que ironias e frases de duplo sentido não são entendidos. Os autistas costumam interpretar literalmente as expressões. O mestre deve ser detalhista em uma orientação de tarefa por exemplo, assim o aluno que apresenta distúrbio conseguirá entender o caminho/ trajetória a ser traçada. Algumas expressões se não entendidas podem deixar as crianças com medo ou angustiadas por pensarem uma coisa quando na verdade está acontecendo outra. - Independência: O professor deve promover a independência, bem como os familiares. Ensinar as crianças a realizar suas tarefas cotidianas individualmente, tanto realizadas à higiene ou simplesmente o fato de guardar algum material após o uso pode contribuir para que ela faça o mesmo em ambientes diferentes e desenvolva essa habilidade um tanto que importante. -Alfabetização: Essa categoria é uma das mais desafiantes pois os casos variam entre crianças que aprendem antes e rápido até aquelas que precisam de auxilio psicopedagógicos. Antes de tudo, algumas habilidade precisam ser treinadas como o fato de permanecer em concentração ou sentada em uma sala de aula,combinar as letras iguais ou diferenciá-las. È necessária muita criatividade dos professores. Recursos tecnológicos ajudam devido a presença de cores e recursos estimulantes È claro que não existe uma formula mágica no trato com alunos com autismo. Tudo requer tempo, persistência e muita dedicação. Mas não restam duvidas de que, além dos pais, o desenvolvimento dos pequenos dependente, e muito, das instituições de ensino. Esses fatores, em conjunto, podem garantir um futuro menos caótico e uma vida harmônica e produtivo.

21 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo da trajetória do presente trabalho, fora abordado as características do autismo e sua influência no quesito aprendizagem escolar. Para a pesquisa desse tema escolhido, usaram-se bibliográficas que retratavam partes de cada item mencionado durante o desenvolvimento. Tal fator contribui para a desestruturação de uma ideia originada pela sociedade, a qual enfatiza os autistas como pessoas isoladas em seu meio e sem possibilidade de contato social; Muito diferente disso, a apresentação de diferentes categorias da patologia em questão, deixou visível que independente do seu grau de intensidade, o uso de habilidades especificas pelos mestres educacionais, auxilia uma boa aplicação de conteúdos e aprendizagem, de forma que a capacidade da criança evolui com o decorrer do tempo. Essas habilidades não são altamente complexas de serem adquiridas mas precisam de um acompanhamento para seu progresso e funcionamento. O ponto de partida, conforme mencionado na introdução, foi a contextualização do autismo por meio de seu conceito e história. De acordo com o aprofundamento no tema, o resultado mostrado relaciona-se ao fato de que inicialmente se desenvolveu um programa no Brasil que visava o descobrimento de anormalidades mentais em crianças que frequentavam as escolas. Com isso, alguns casos foram diagnosticados e um projeto que defendia uma maior interação entre aluno e professor, foi colocado em prática. Após a explicação desses aspectos, o próximo passo no trabalho em questão foi explicar a originação de uma associação de autismo no país, com o intuito de abordar as características e ideias que levaram sua formação. Assim, chegou-se aos métodos educacionais (aplicação de jogos que ajudam na interação social; uso de figuras e desenhos que desenvolvam a linguagem; habilidade de falar baixo entre outras) que são inseridos no ambiente escolar especial quando o processo de conhecimento e entendimento da intensidade do autismo no portador é revelado. Logo pode-se dizer que os objetivos de problematizar as habilidades que conseguem desenvolver a capacidade de uma autista foram alcançados. Isso induziu conhecimentos novos da patologia, que antes era imaginada de outra forma. Enfatizar que todos são capazes de realizar suas tarefas, sem ou com distúrbios, desenvolve uma ideologia positiva e esperançosa para o futuro. Espera-se que esse trabalho seja usado por estudiosos como embasamento para um aprofundamento maior futuramente.

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