Autismo. Eu conheço. Eu respeito. Aprenda mais com a Casa de David sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). para Doações:

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1 Sede São Paulo: Rodovia Fernão Dias, Km 82, Vila Airosa, São Paulo SP / Estrada Unidade II Atibaia: Municipal Juca Sanches, 1000, Bairro Boa Vista, Atibaia /SP Telefone: (11) (11) Facebook.com/casadedavid1962 Utilidade Pública Federal (Nº de 25/01/82) Utilidade Pública Estadual (Nº 237 de 10/06/74) Utilidade Pública Municipal São Paulo (Nº de 26/06/81) e Atibaia (Nº 4150 de 26/06/13) para Doações: Banco Santander Agência: 0561 C.C.: CNPJ: / Autismo Eu conheço. Eu respeito. Aprenda mais com a Casa de David sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apoio: (19) (11)

2 Apresentação Essa cartilha foi idealizada pelo setor de Comunicação da Casa de David, objetivando especificamente fomentar de forma simples o conhecimento e o respeito ao Transtorno do Espectro Autista Autismo. Com cerca de 3 milhões de autistas somente no Brasil, o universo desta síndrome tão peculiar ainda demanda estudo e muito investimento. Com a inauguração da Casa de David Unidade II: Centro Nacional para Estudo e Atendimento à Pessoa com Autismo Labibi João Atihé pretende-se explorar ainda mais esse universo ao investir num atendimento de excelência a mais de centenas de pessoas, além de constituir um Conselho Científico para estudos. Tudo de forma gratuita. Com mais de 50 anos de história e luta em prol das causas sociais, sobretudo das pessoas carentes com deficiência mental e com Autismo, a Casa de David reafirma seu compromisso social: atender, estudar, defender e principalmente disseminar conhecimento e respeito igualitário. Nosso desejo é que através dessa simples leitura, o tema seja cada vez mais difundido e pesquisado. A cada dia a Casa de David tem a sensação de dever cumprido, mas sua missão é infinita. Expediente Diretor- Presidente: Labibi João Atihé 1º Diretor Vice-Presidente: Vagner Ximenez Borin 2º Diretor Vice-Presidente: Luiz Carlos Montini Junior Comissão Editorial: Superintendente: Dr.Augusto C. Pitiá Martins Coordenação de Comunicação: Dra. Cleize Hernandes Bellotto Coordenação Unidade II: Marta Lopes Editores-Chefes: Cleize Hernandes Bellotto Carolina Garrido Larissa Gould Mtb: 74794/SP Colaboradores: Vivian Mirela Vasques Valeska Vieira Liliane Bahia Jéssica Rodrigues Mariangela Sena Flavia Torres Ilustrações e Diagramação: Animar Estúdio Impressão: Sangar Gráficos Casa de David Sede : Rod. Fernão Dias, Km 82. São Paulo/SP Unidade II: Est. Municipal Juca Sanches, Atibaia/SP Tel: (11) Este é o Jean. Ele é um dos assistidos internados na Casa de David. Seu grau de autismo é acentuado: Ele não fala. Não se comunica de nenhuma forma, mas, possui um sorriso indescritível. 2 3

3 Transtorno do Espectro Autista - Autismo O que é? Considerado como um transtorno global do desenvolvimento e uma síndrome neuropsiquiátrica, o conceito de autismo é amplo, mas caracteriza-se essencialmente, segundo Lorna Wing, pelo que chamamos de tríade ou áreas afetadas por alterações significativas em três aspectos: na comunicação (nula ou escassa), na interação social (falta de percepção sobre o ambiente social) e uso da imaginação (podendo incluir comportamentos restritos e repetitivos, também chamado de comportamentos estereotipados). Segundo a Organização das Nações Unidas, há 70 milhões de pessoas com autismo em todo mundo, e no Brasil estatísticas estimam entre 2 e 3 milhões. Há muitos tipos de autismo? Pessoas com autismo podem apresentar características em graus diferentes, partindo da total incapacidade à genialidade. Considerando sua abrangência, podemos dividi-los em: AUTISMO DE BAIXO FUNCIONAMENTO: incapacidade total de comunicação e interação social. Em geral apresentam um alto grau de deficiência mental associada, muitas vezes com agressividade alta, por isso demandam internação. AUTISMO CLÁSSICO: sua capacidade de interação é reduzida, todavia conseguem falar e repetir palavras desconexas. Não olham nos olhos e evitam toque. SÍNDROME DE RETT: de origem genética, pode levar à uma deficiência intelectual grave, ocorrendo quase sempre em crianças do sexo feminino. Quais as causas do autismo? Há mais meninos do que meninas com autismo? Não há causas comprovadas para o autismo, todavia há probabilidades ligadas a fatores genéticos e gestacionais. Ocorre mais em meninos do que em meninas, por isso a cor azul é um dos símbolos da síndrome. Em meninas o autismo tende a ser mais grave, com maior comprometimento. AUTISMO DE ALTO FUNCIONAMENTO/ SÍNDROME DE ASPERGER: em muitos casos são comparados a gênios devido a sua inteligência e habilidade em certos aspectos. São verbais, porém as dificuldades sociais e a falta de proximidade e interatividade com o meio social estão presentes. 4 5

4 Ele é autista? Quais são os sinais e quando perceber? Os sinais são diversos variando de pessoa para pessoa, mas existem os mais comuns que podem estar presentes na maior parte dos casos de autismo. A diferença está apenas na intensidade e gravidade. Os sinais abaixo podem indicar traços de autismo ou de outros problemas e são perceptíveis nos ambientes familiar, social e escolar, desde a primeira infância: - Usa o outro como ferramenta; - Expressa-se através de gestos e não da fala; - Anda na ponta dos pés; - Seu contato visual é ausente ou pouco frequente; - Sua fala é prejudicada; - Não tem noção de perigo; - Apresenta crises de agressividade ou auto-agressividade; - Apresenta dificuldade em se fazer compreender e compreender os outros; - Não responde ao chamado pelo próprio nome, agindo como se não escutasse; - Não tem interesse em se relacionar com outras pessoas; - Tem dificuldade na mudança de rotinas; - Evita o contato físico; - Apega-se a determinados objetos ou alimentos; - Não apresenta interesse pelo que acontece à sua volta; - Prefere o isolamento; - Fala palavras e frases repetidas (ecolalia), - Seus movimentos são repetitivos (estereotipias). Mas, lembre-se: tratam-se apenas de sinais indicativos e não de diagnóstico. 6 7

5 Quem pode fazer? Profissionais da área da saúde. Preferencialmente especialistas do comportamento, como médicos psiquiatras, psicólogos e equipe multidisciplinar para avaliações. É muito importante buscar ajuda assim que perceber os sinais, pois uma intervenção precoce pode levar a criança a um melhor desenvolvimento. Diagnóstico Como é feito? Não existem exames para se chegar ao diagnóstico de autismo, porém alguns são realizados para que sejam descartados outros problemas. O diagnóstico de autismo não é simples. Uma sucessão de avaliações são realizadas para acompanhar sua evolução, sempre através de equipe especializada. Onde fazer? Buscar orientações nos serviços públicos de saúde para os encaminhamentos futuros, assim como nas associações privadas que já são referência nesse atendimento, normalmente conveniadas com o Estado. Quais os tratamentos? Intervenção e acompanhamento terapêutico com especialistas onde se destacam as atividades pedagógicas, lúdicas, com animais, musicoterapia dentre outras. Também, dependendo do caso e gravidade, intervenções medicamentosas são associadas ao tratamento descrito acima, sempre com prescrição e acompanhamento médico. Cada caso tem tratamento diferenciado, pois apesar de suas semelhanças, suas particularidades devem ser levadas em conta. O tratamento de modo geral à pessoa com autismo é bastante individualizado. 8 9

6 Há cura? A maioria dos estudiosos afirma que não, pois mesmo quando há um ótimo desenvolvimento, suas características permanecem pela vida toda. É importante frisar que os atendimentos dos especialistas levam à uma melhor condição e qualidade de vida. Por isso, se os sinais forem percebidos e o tratamento iniciado ainda na primeira infância, até o terceiro ano de vida, as chances de desenvolvimento e independência aumentam. Lei /12 chamada de Lei Berenice Piana A aprovação dessa lei se deu por inúmeros esforços, mas em especial da senhora Berenice Piana, que reconhecidamente lutou e enfrentou barreiras ao defender não só os direitos de seu filho, um garoto autista, mas também de uma grande parcela da população que clamava por esse reconhecimento. Sancionada em 27 de dezembro de 2012, a Lei /12, chamada de Lei Berenice Piana, é a tão esperada proteção da pessoa com transtorno do espectro autista no ordenamento jurídico brasileiro. Com o advento desta lei, o autista passou a ser considerado pessoa com deficiência para todos os efeitos legais e desta forma, passou também a ser amparado por toda legislação específica de proteção às pessoas com qualquer tipo de deficiência. Assim, além dos direitos previstos no artigo 3º da Lei /12, as pessoas com transtorno do espectro autista podem também recorrer a outras normas, tais como: - Lei nº 7.853/89 Garante tratamento adequado em estabelecimentos de saúde públicos ou privados específicos para sua patologia; - Lei nº 8.742/12 Lei Orgânica da Assistência Social LOAS; - Lei nº 8.899/12 Garante passe livre no transporte coletivo interestadual; - Lei nº /00 Dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência; - Lei nº /00 Estabelece normas e critérios para promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida; - Normas internacionais ratificadas no Brasil. Desta forma, é certo que o autista passou a ter meios legais para buscar a devida proteção de sua dignidade, todavia, em que pese a relevante importância desta conquista, a luta deve continuar agora voltada para abertura de linhas de pesquisas e estudos desta síndrome em busca da melhor qualidade de vida para estas pessoas. Nilson Bellotto Junior Advogado responsável pelo Departamento Jurídico da Casa de David 10 11

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