AUTISMO:UMA PROPOSTA DE TRABALHO EM PSICOLOGIA E ENFERMAGEM.

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1 AUTISMO:UMA PROPOSTA DE TRABALHO EM PSICOLOGIA E ENFERMAGEM. COSTA, Ana Paula Teixeira FEITOSA, Rayana Pereira FEITOSA, Izayana Pereira PEREIRA, Rhodrygo RIBEIRO, Gerson da Silva Sendo o autismo um transtorno do desenvolvimento, não se pode defini-lo simplesmente como uma forma de retardo mental, mesmo que muitos quadros de autismo o apresentem em forma de baixo QI (quociente de inteligência). A significação da palavra autismo pode ser associada a diversas síndromes. Manifesta-se de diferentes formas, variando do leve ao mais alto comprometimento. O objetivo deste estudo é ampliar o grau de conhecimentos acerca da patologia do autismo; propiciar o aprofundamento de um referencial teórico sobre o transtorno invasivo do desenvolvimento Autismo e produzir conhecimento que pode subsidiar proposta de intervenção. A palavra autismo foi utilizada pela 1ª vez pelo psiquiatra suíço Eugene Bleuler nos princípios do século XX, para caracterizar um tipo de sintoma que ele julgou ser secundário das esquizofrenias. Suspeitava-se inicialmente que a síndrome fosse mais freqüente do que parecia e sugeriu que algumas dessas crianças eram confundidas com crianças com retardo mental ou esquizofrenia. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizado no período de maio e junho de 2004, obedecendo as regras preconizadas pela ABNT. É de fundamental importância conhecer e discutir a problemática de uma patologia, neste caso o autismo, a partir de uma perspectiva interacionista. Percebeu-se a necessidade significativa da administração medicamentosa e dos processos psicoterápicos/psicanalíticos de determinadas abordagens. Destarte, a análise do tema em foco evidencia o papel fundamental das pessoas que convivem com o autista na sua adaptação à convivência social, favorecendo assim uma estrutura e dinâmica familiar harmoniosa. Palavras chave: Autismo, conhecimento, abordagem 1

2 AUTISM: PROPOSAL OF WORK IN PSYCHOLOGY AND NURSING. Being the autism a illness of the development, not themselves defined-read is able to simply as a form of I retard mental, even that many charts of autism present him in form of bass QI (quotient of intelligence). The significance from the word autism can be associated to diverse syndromes. Manifest-itself of peculiar forms, varying of the light one to the more high illness. The objective of this study is extend the rank of knowledge about the pathology of the autism; provide the deepening of a reference theoretical about the transtorno invasivo of the development Autism and produce knowledge that can subsidize proposal of intervention. The word autism was utilized by the 1ª time by the Swiss psychiatrist Eugene Bleuler in the beginnings of the century XX, for characterize a kind of symptom that he judged he be secondary of the schizophrenia. He suspected himself intially that to syndrome he went more more frequent than he looked and he suggested that some of those infants were confused with infants with I retard mental or schizophrenia. Treats-itself of a bibliografic research carried out in the period of May and June of 2004, obeying the rule advocated by the ABNT. It is of fundamental importance know and discuss the problem of a pathology, in that case the autism, from an interacionist perspective. It perceived himself the significant need from the medicine administration and of the trials psychotherápics / psychanalítics of determined approach. So, the analysis of label in focus shows up the important paper of the persons that live together with the autist in its adaptation to the social living, favoring like this a structure and harmonious family dynamics. Keywords: Autism, knowledge, approach 2

3 AUTISMO: UMA PROPOSTA DE TRABALHO EM PSICOLOGIA E ENFERMAGEM. COSTA, Ana Paula Teixeira FEITOSA, Rayana Pereira FEITOSA, Izayana Pereira PEREIRA, Rhodrygo RIBEIRO, Gerson da Silva 1. INTRODUÇÃO Sendo o autismo um transtorno do desenvolvimento, não se pode defini-lo simplesmente como uma forma de retardo mental, mesmo que muitos quadros de autismo o apresentem em forma de baixo QI (quociente de inteligência). A significação da palavra autismo atualmente pode ser associada a diversas síndromes. Segundo FRITH(1989), Qualquer abordagem sobre o tópico autismo infantil deve referenciar os pioneiros Leo Kanner e Hans Asperger que, separadamente publicaram os primeiros trabalhos sobre este transtorno. As publicações de Kanner em 1943 e de Asperger em 1944 continham descrições detalhadas de casos de autismo, e também ofereciam os primeiros esforços para explicar teoricamente tal transtorno. Ambos acreditavam que desde o nascimento havia um transtorno básico que originava problemas altamente característicos. De acordo com CAMARGOS(2001), No primeiro artigo de Kanner foram descritos o isolamento e a mesmice como sintomas-base, que hoje nomeamos de autismo e sintomas obsessivos. O conceito da doença autismo infantil evoluiu para o conceito sindrômico funcional 3

4 comportamental, iniciado por Ritvo em 1976 e agora trabalha-se com a lógica de que o autismo infaltil(ai) é um transtorno dos processos do desenvolvimento. Isso equivale a dizer que esta patologia foi retirada da categoria das psicoses e anexada ao grupo do retardo mental, que é um típico comprometimento do processo de desenvolvimento da criança. O autismo manifesta-se de diferentes formas, variando do leve ao mais alto comprometimento. O esquema mais recente é o descrito no Manual de Diagnóstico e Estatístico (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria. Um esquema semelhante de diagnóstico pode ser encontrado na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), publicado pela Organização Mundial de Saúde. Consoante KAPLAN(1997), Os transtornos invasivos do desenvolvimento constituem um grupo de condições psiquiátricas nas quais as habilidades sociais, o desenvolvimento da linguagem e o repertório comportamental esperados não se desenvolvem adequadamente ou são perdidos no início da infância. Em geral, os transtornos afetam múltiplas áreas do desenvolvimento, manifestam-se precocemente e causam disfunção persistente. A escolha do tema se prendeu ao fato da enfermagem, no seu dia-a-dia profissional defrontar-se freqüentemente com crianças portadoras da referida patologia, sem que nossos profissionais apresentem uma preocupação especial no que diz respeito ao cuidar de crianças autistas. Diante deste problema atual e real, decidimos realizar este estudo com os seguintes objetivos: Ampliar o grau de conhecimentos acerca da patologia do autismo; propiciar o aprofundamento de um referencial teórico sobre o transtorno invasivo do desenvolvimento Autismo e produzir conhecimento que pode subsidiar proposta de intervenção. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A palavra autismo foi utilizada pela 1ª vez pelo psiquiatra suíço Eugene Bleuler nos princípios do século XX, para caracterizar um tipo de sintoma que ele julgou ser secundário 4

5 das esquizofrenias. Bleuler utilizou-se da palavra "Autos" vivem num mundo muito pessoal e deixam de ter qualquer contato com o mundo. Atribui-se a Henry Mautsley (1867) os primeiros estudos voltados à criança com transtornos mentais severos, que envolviam um marcante desvio, atraso e distorção nos processos de desenvolvimento, sendo inicialmente, considerados quadros psicóticos. Em 1943, Leo Kanner, em seu clássico ensaio Autistic Disturbances of Affective Contact, cunhou o termo "autismo infantil" e forneceu uma descrição clara e abrangente da síndrome da primeira infância (DOMINGOS, 2001). Ele descreveu crianças que exibiam extrema solidão autista, incapacidade para assumir uma postura antecipatória, desenvolvimento da linguagem atrasado ou desviante, com ecolalia e inversão pronominal (usar "você" ao invés de "eu"), repetições monótonas de sons ou expressões verbais, excelente memória de repetição, limitação na variedade de atividades espontâneas, estereotipias e maneirismos, desejo ansiosamente obsessivo pela manutenção da uniformidade, pavor de mudança e imperfeição, relações anormais com outras pessoas e preferência por figuras ou objetos inanimados, afirma Kaplan (1997). Ainda conforme Kaplan (1997), em primeiro momento, Kanner suspeitava que a síndrome fosse mais freqüente do que parecia e sugeriu que algumas dessas crianças eram confundidas com crianças com retardo mental ou esquizofrenia. Tem havido muita confusão quanto a tratar-se o transtorno autista da manifestação mais primitiva possível da esquizofrenia ou de uma entidade clínica distinta, mas as evidências apontam em direção ao estabelecimento do transtorno autista e da esquizofrenia como entidades separadas. O CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados à Saúde) se refere ao autismo como um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de 3 anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, um transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo, fobias, perturbações do sono ou da alimentação, crise de birra ou agressividade (auto-agressividade). Sendo classificada pelo código F

6 ETIOLOGIA A etiologia do autismo é vista a partir de diversos prismas de ordem biopsicossocial descritos por KAPLAN(1997), sendo estes: 1. Fatores psicodinâmicos e familiares A princípio, pensava-se que a negligência dos pais ou mesmo o pouco interesse genuíno pelos filhos determinasse esta patologia. Estudos subseqüentes demonstraram que este fator não exerce influência na determinação desta patologia, sendo, no entanto, uma causa de exacerbação dos sintomas. 2. Anormalidades orgânicas neurológicas e biológicas O transtorno e os sintomas autistas estão associados com condições que têm lesões neurológicas, notoriamente Rubéola congênita, Fenilcetonúria(PKU), Esclerose Tuberosa e Síndome de Rett. 3. Fatores genéticos Relatos e estudos clínicos sugerem que os membros não-autistas das famílias compartilham vários problemas de linguagem e cognitivos com a pessoa autista, porem de forma atenuada. 4. Fatores Imunológicos algumas evidências indicam que a incompatibilidade imunológica entre a mãe e o embrião ou feto pode contribuir para o autismo. Os linfócitos de algumas crianças autistas reagem com os anticorpos da mãe, levantando a possibilidade de os tecidos neurais embrionários ou extra-embrionários estarem danificados durante a gestação. 5. Fatores perinatais No período perinatal, as crianças autistas têm uma alta incidência de síndrome de aflição respiratória e anemia neonatal. Uma alta incidência de uso de medicamentos durante a gravidez em mães de crianças autistas, algumas evidencias apontam. 6. Um dos prováveis fatores de base Psicológica - O bebê entra em conflito com a mãe, perdendo um interesse nela. Se em um primeiro momento a mãe é para o bebê uma continuação dele, não fazendo esta diferenciação, supor-se-á que todo o mundo é ele com a mãe. Dessa forma, por não se importar mais com o mundo, ele [o bebê] deslocará suas atenções única e exclusivamente a si mesmo e a seu próprio mundo. 6

7 CAUSAS Abaixo será transcrita a reportagem da folha on line (página eletrônica): Pesquisadores norte-americanos anunciaram dia 7 de fevereiro de 2003 que identificaram uma possível ligação entre genes e autismo. O estudo, publicado no "American Journal of Human Genetics" (http://www.ajhg.org/journal), liga determinados tipos de autismo ao cromossomo 15, mais especificamente a um gene que controla um neurotransmissor chamado de Gaba, o qual "desligaria" as células cerebrais. Para isso, os pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e da Universidade da Carolina do Sul separaram crianças autistas de acordo com padrões comportamentais. "Todas as crianças com autismo apresentam alguma forma de comportamento repetitivo", explicou o psicólogo Michael Cuccaro. Os pesquisadores focaram alguns pacientes com sintomas proeminentes. "Essas são crianças que, se você muda os móveis de lugares, ficam extremamente chateadas." Quando essas crianças foram analisadas, os pesquisadores descobriram uma série de mutações similares no cromossomo 15, segundo a geneticista Margaret Pericak-Vance. Os cientistas explicam que essa pode ser apenas uma das causas do autismo, desordem que provoca comportamentos compulsivos e ritualistas. "É como qualquer doença complexa: há um número de causas indefinidas e elas se manifestam de forma similar", afirmou a pesquisadora. "A próxima coisa a fazer é focar possíveis interações entre os genes nessa região." que: Já em 18 de maio deste ano [2004], um comitê norte-americano de saúde informou Nem as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola nem conservantes à base de mercúrio são responsáveis por causar autismo. Pesquisadores e pais que tentam descobrir as causas do autismo devem procurar o culpado em outro lugar, concluiu um painel coordenado pelo Instituto de Medicina dos EUA. 7

8 "A conclusão mais evidente de vários estudos indicam que as vacinas tomadas na infância não estão associadas com o autismo", afirmou em um comunicado Marie McCormick, especialista na saúde da mulher e da criança da Escola de Saúde Pública de Harvard. A mesma afirmação vale para o timerosal, conservante à base de mercúrio utilizado normalmente em vacinas. "Somos favoráveis a continuar pesquisando a causa ou causas dessa doença devastadora", disse McCormick, que presidiu o comitê. "Os recursos seriam mais eficazes se direcionados para as hipóteses que oferecem mais chance de respostas (positivas). Sem evidências sólidas, a hipótese das vacinas não se sustenta", acrescentou ela. O autismo pode afetar a habilidade da criança de aprender, falar e se socializar. Costuma ser diagnosticada quando elas falam melhor, aos 2 ou 3 anos. Como o autismo é normalmente diagnosticado em uma idade em que a criança toma a maior parte das vacinas recomendadas, alguns grupos acreditam que elas sejam responsáveis pelo problema. Pelo menos um membro do Congresso, o deputado republicano Dan Burton, realizou várias audiências sobre o tema. Alguns pais, especialmente na Grã-Bretanha, têm recusado a vacinar seus filhos, e surtos de várias doenças têm sido detectados em crianças não vacinadas. Ninguém sabe com certeza quantas crianças são portadoras de autismo, já que a sua definição é muito ampla. Mas alguns pesquisadores dizem que ela atinge uma em cada mil crianças. O comitê, que reuniu pediatras, especialistas em saúde da família, em estatísticas e em epidemias, havia divulgado em 2001 que não havia ligação concreta entre vacinas e autismo, mas que a conclusão não era definitiva. Desde então, os especialistas revisaram cinco estudos epidemiológicos executados nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Dinamarca e Suécia com mais de um milhão de crianças. A conclusão foi de que crianças vacinadas não tinham mais predisposição ao autismo do que as não vacinadas. Carvalho e Avelar acrescentam: 8

9 No que diz respeito às causas para as diferentes formas de autismo, muitas são as explicações, contudo, não encontramos referência a um fator específico. Pesquisas recentes (citadas em Johnson e Dorman, doc. on line) apontam para fatores biológicos ou diferenças neurofisiológicas no cérebro. Por exemplo, anomalias na estrutura do cérebro, em especial no cerebelo, inclusive no tamanho e número das células de Purkinje. Durante muito tempo, os fatores psicogênicos foram apontados como os grandes desencadeadores da síndrome. O próprio Kanner (1943), já destacava aspectos comuns aos pais autistas: classe sócio econômica elevada; inteligência superior à média; preocupação com o abstrato; ausência de calor humano; introversão; baixa emotividade; características obsessivas. A partir de então, o funcionamento familiar foi elemento central na busca de explicações sobre os fatores psicogênicos como desencadeadores do autismo. Como consequência de tal ênfase, Leboyer (1995) descreve três hipóteses formuladas em cima de tal questão: A primeira hipótese sugere que o autismo se desenvolve unicamente sobre bases psicogênicas: são os pais que em razão de seu funcionamento patológico próprio, provocam a aparição da síndrome do autismo em seus filhos. A segunda hipótese sugere a existência de dois grupos autistas: um primeiro grupo, onde o autismo é associado a uma patologia neurológica (Goldfard, 1961), é o "autismo orgânico". Um segundo grupo dito "autismo inorgânico", é devido a fatores psicogênicos. A terceira hipótese é aquela que Kanner adota em 1955: "A estrutura psicológica própria da criança resulta de fatores inerentes e da dinâmica relacional pais-filhos". Em outros 9

10 termos, o autismo se situa à conjunção de um acidente orgânico inato e do stress psicogênico". CARACTERÍSTICAS Físicas As características físicas do autismo são descritas por KAPLAN(1997), denotando dessa forma: Aparência: apresenta uma aparência atraente, tendendo a ser menores do que a população normal entre 2 a 7 anos. Lateralização: as crianças autistas permanecem ambidestras em uma idade em que a dominância cerebral já está estabelecida em crianças normais, caracterizando um fracasso na laterização. Há, também, uma maior incidência de dermatóglifos anormais, o que pode sugerir uma perturbação no desenvolvimento neuroectodérmico. Doença física intercorrente: as crianças autistas apresentam uma maior incidência de infecções respiratórias das vias aéreas superiores, eructações excessiva, convulsões febris, constipação e movimentos intestinais frouxos. Reagem à doença de maneira diferente das crianças normais, não se queixando de dor tanto verbalmente como através de gestos, não demonstram a indisposição de uma criança doente. Comportamentais e sociais De acordo com o DSM-IV (O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) é prescrito que características essenciais do Transtorno Autista consistem na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. O comprometimento da interação social recíproca é amplo e persistente, podendo haver um fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares que sejam próprios do nível de desenvolvimento do indivíduo em diferentes idades; uma ausência da busca espontânea pelo prazer compartilhado, interesses ou realizações com outras pessoas. Os 10

11 indivíduos com este transtorno podem ignorar as outras crianças (inclusive os irmãos), podem não ter idéia das necessidades alheias, ou não perceber o sofrimento alheio. O comprometimento da comunicação afeta as habilidades tanto verbais quanto nãoverbais podendo haver atraso ou ausência total do desenvolvimento da linguagem falada. Em indivíduos que chegam a falar, pode haver um comprometimento da capacidade de iniciar ou manter uma conversação, pode-se também notar um uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou uma linguagem idiossincrática. Os indivíduos que apresentam este transtorno possuem uma adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não funcionais, preocupação persistente com partes de objetos ou maneirismo motores repetitivo. AMA-SP (Associação dos Amigos da criança Autista) demonstra que para se entender melhor o autismo é adequado se definir algumas características catalogadas por uma instituição que trabalha diretamente com este tema, dessa forma há a possibilidade de se ampliar esses conhecimentos. Há uma associação chamada Associação dos Amigos da Criança Autista em São Paulo - SP. Serão abaixo citadas algumas das características comportamentais da criança autista adaptadas pela AMA-SP. São elas: Resistência a métodos normais de ensino, Risos e gargalhadas inadequadas; Ausência de medo de perigos reais; Aparente insensibilidade à dor; Forma de brincar estranha e intermitente; Não mantém contato visual; Conduta distante e retraída; Indica suas necessidades através de gestos; Age como se fosse surdo; Crises de choro e extrema angústia por razões não discerníveis; Dificuldades em se misturar com outras crianças; Resiste a mudanças de rotina; Habilidades motoras fina / grossa desniveladas; Hiperatividade física marcante e extrema passividade; 11

12 Repetição de frases ou palavras; Apego inadequado a objetos. TRATAMENTOS Não há cura para o autismo. A pessoa autista pode ser tratada e desenvolver suas habilidades de uma forma mais intensiva do que outra pessoa que não apresente o mesmo quadro e, então, assemelhar-se muito a essa pessoa em alguns aspectos de seu comportamento. Porém, sempre existirá dificuldade nas áreas atingidas pelo autismo, como comunicação e interação social. O autista pode desenvolver comunicação verbal, integração social, alfabetização e outras habilidades, dependendo de seu grau de comprometimento e da intensidade e adequação do tratamento que, em geral, é realizado por equipe multidisciplinar nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Educação Física, Musicoterapia, Psicopedagogia e Medicina. Medicamentoso Ballone (2003) diz que não há nenhum tratamento que se possa considerar decididamente eficaz para a doença mas, apenas, algumas tentativas para o controle sintomático da patologia. Sugere-se que a etiologia do autismo infantil seja multifatorial. Evidencias acumuladas têm revelado desequilíbrio em vários sistemas neuroquímicos, o dopaminérgico e o serotoninérgico, como sendo relevantes para fisiopatologia deste transtorno. As drogas de efeito dopaminérgicos têm demonstrado alguma ação sobre a sintomatologia do distúrbio autista. Os medicamentos antagonistas dos receptores D2 (dopamina), como por exemplo, o haloperidol e a pimozida, também tem mostrado alguma eficácia no controle de alguns sintomas de Autismo Infantil, principalmente na redução de esteriotipias, do retraimento e do comportamento agressivo, assim como no aumento da atenção. Sabendo que a disfunção da serotonina implica no Autismo Infantil, as drogas com efeitos serotoninérgicos têm sido investigadas quanto a sua utilidade clinica neste transtorno, 12

13 sendo exemplos destas drogas: a buspirona (agonista parcial de 5HT; trazodona (droga com dupla propriedade, podendo ser antagonista em doses baixas e agonista em doses altas da serotonina); clomipramina (triciclico que antagoniza os transportadores de dopamina, noradrenalina e, particulamente, serotonina); outras: sertralina,fluoxetina, fluvoxamina. Tratamentos com neurolépticos, como o haloperidol e a pimozida tem sido usados há várias décadas no tratamento de Autismo Infantil, todavia, devido à necessidade de uso contínuo desses neurolépticos típicos e o desenvolvimento de efeitos extra piramidais adversos indesejáveis, sua indicação tem sido limitada. Neuroléptico atípicos foi o nome atribuído a uma categoria de medicamentos com possibilidade de ter efeitos colaterais potencialmente favoráveis e perfis farmacológicos com afinidades significativas para receptores dopaminérgicos e setoninérgicos. Tem sido experimentados em pacientes com Distúrbio Autista (por exemplo a clozapina, a risperidona e a olanzapina). Devido à eficácia de ação anti-psicótica sem produzir, ou produzindo o mímino de sintomas extra piramidais. PSICOTERAPIAS / PSICANÁLISE Terapia Ocupacional. Rodrigues (2003) propõe um trabalho para a criança autista baseado extremamente nestas características: é visual porque diz a criança o que fazer através de cartões de desenhos com as ações, ele prevê as ações e as estruturas, trabalhando as características de estruturação e previsibilidade. Psicoterapia cognitiva comportamental. Tem papel central no tratamento através de técnicas mundialmente aceitas como o Loovas e o Teacch onde a família participa centralmente em todo o transcurso. Para os de maior QI há técnicas muito interessantes como o aprendizado da leitura da mente em que treina-se a pessoa a identificar a emoção, crença e o faz-de-conta do outro a partir de situações diversas, possibilitando uma melhor performance na vida social. A terapia comportamental pode ajudar as crianças com autismo grave a aprender como se comportar em casa e na escola. Esta terapia é útil quando uma criança autista esgota a paciência mesmo dos pais mais amorosos e dos professores mais devotados. Psicanálise. 13

14 GUIMARÂES (1999) afirma que do ponto de vista fenomenológico, o termo autismo tem sido utilizado para denominar um estado de ausência de relação com o mundo, de ausência do uso da fala e das leis que definem os laços sociais. Por esta razão o autismo pode ser formalizado como um estado de ausência da relação do sujeito ao Outro, o que torna questionável o uso mesmo do termo sujeito, já que tomando-se o conceito de sujeito como falasser, sua existência já supõe um sujeito articulado ao campo do Outro, ao campo simbólico. Isto resulta na dificuldade de se estabelecer em relação ao autismo uma dada estrutura - neurose, perversão ou psicose - ou ainda de considerarmos neste estado a presença de sinais mínimos que indiquem um ponto de capton entre o real, simbólico e imaginário. O trabalho clínico oferta ao sujeito à chance de que pudesse falar. Dispositivo talhado para que pudesse nomear, dizer como lidou com certas dificuldades: a questão da demanda do outro, da escola, da mãe, dos avós. (LAMY, 2002). Para afirmar que o autismo diz respeito a uma posição de recusa ao outro, teríamos de considerar que um sujeito num momento anterior a qualquer efetuação da estrutura, antes mesmo de emergir como sujeito, teria aí uma possibilidade de fazer uma escolha. Está postulado na teoria psicanalítica como um pode ser interrogado como um sujeito ético, como um sujeito na posição de escolha. Esta proposição resulta em tomar o sujeito na clínica psicanalítica, seja ele psicótico neurótico, como um sujeito que pode ser implicado em sua responsabilidade em relação ao seu gozo. CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS O presente trabalho de pesquisa bibliográfica se desenvolve sob a prerrogativa de tentar explicar a problemática do autismo utilizando o conhecimento disponível a partir das teorias publicadas nos livros e obras congêneres (Gil, 1999). Para tanto, levanta-se o conhecimento disponível na área, identificando as teorias produzidas, analisando-as e avaliando sua contribuição para auxiliar a compreender e explicitar o tema em foco. A pesquisa bibliográfica abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema da pesquisa, desde avulsas, boletins, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, 14

15 material cartográficos e até meios de comunicação orais: rádio, gravações em fita magnética e audiovisuais: filmes e televisão (LAKATOS, 2002). O referido estudo foi realizado na UFPB campus I, com consulta no acervo da biblioteca central e setoriais e internet, durante os meses de maio e junho de 2004, obedecendo as regras preconizadas pela ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS O levantamento bibliográfico acerca do autismo proporcionou um amplo entendimento desta patologia, uma vez que pôde-se identificar aspectos relevantes da etiologia multifatorial, bem como visualizar as características como comportamento e linguagem estereotipados, conduta notoriamente distante e retraída, ausência de contato visual dentre outras. É de fundamental importância conhecer e discutir a problemática de uma patologia, neste caso o autismo, a partir de uma perspectiva interacionista. Percebeu-se a necessidade significativa da administração medicamentosa e dos processos psicoterápicos/psicanalíticos de determinadas abordagens. Dessa forma, o conhecimento fundamentado na literatura, nos estudos e pesquisas, possibilita a orientação segura dos tratamentos. Destarte, a análise do tema em foco evidencia o papel fundamental das pessoas que convivem com o autista na sua adaptação à convivência social, favorecendo assim uma estrutura e dinâmica familiar harmoniosa. Outrossim, é pertinente sugerir que outras pesquisas sejam realizadas não apenas no âmbito acadêmico do estudo referencial teórico disponível, mas também fundamentados em observações sistemáticas de portadores desta síndrome em instituições especializadas, com o intuito de melhor compreender a complexidade do mundo do autista. 15

16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS AMA. Associação de Amigos dos Autistas. Disponível em: <http://www.ama.org.br>. Acesso em: 07 jun BAUER (1995), Stephen. Asperger Syndrome: Through the Lifespan. Disponível em: <http://gopher.udel.edu/bkirby/asperger/bauerport.html>. Acesso em: 03 jun BALLONE. G.J. Estratégias de tratamento medicamentoso do Autismo Infantil. Disponível em: <http://www.psiqweb.med.br/autism.html>. Acesso em: 02 jun CID-10 - Organização Mundial de Saúde; tradução Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português. 8.ed São Paulo: Editora da USP, CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE. Cientistas provam que vacinas não causam autismo. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,oi ei238,00.html>. Acesso em: 01 de jun DSM-IV - TR TM Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Trad. Claudia Donelles; - 4. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002 Folha Online. Pesquisadores Identificam Gene Ligado a Autismo. Disponível em: <http://www.folhaonline.com.br>. Acesso em: 01 de mai Fundação Brasileira da Síndrome do X-Frágil. O que é síndrome do x - frágil?. Disponível em: <http://www.xfragil.com.br/>. Acesso em : 20 mai FRITH. Autism - Explaining the Enigma

17 CARVALHO, Glória & AVELAR, Telma. Linguagem e Autismo: Fatos e Controvérsias. Disponível em: < Acesso em: 15 jun GUIMARÃES, Leda. Autismo. Revista Escola Brasileira de Psicanálise. Bahia, Ed. Carrossel. Ano III. Nº3 e 4. GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo. Atlas, 5 ed JÚNIOR, Walter Camargo. O que é o Autismo Infantil?. Disponível em: <http://www.autismo.med.br/>. Acesso em: 25 abril KAPLAN, Harold I. Compêndio de Psiquiatria: Ciências do comportamento e psiquiatria clínica. 7.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do Trabalho Científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projetos e relatórios, publicações e trabalhos científicos. São Paulo, 6 ed LAMY, Maria Inês. Presença/ausência do analista apresentação de um caso de Autismo. Revista :OPÇÃO LACANIANA. Revista Brasileira de Psicanálise. São Paulo, Número 34. NETO, José Martins Canelas. O psicanalista diante do autismo infantil precoce: reflexões sobre a questão da etiologia e do tratamento, São Paulo, 8 de ago. de disponível em: <http://www.geocities.com/hotsprings/villa/3170/josemartinscanelasnetoprp132.htm>. Acesso em: 05 jun PUBLIMED. Publicações médicas. Disponível em: <http://www.publimed.com.br>. Acesso em: 26 mai

18 RODRIGUES, Carolina N. V.C. Autismo Infantil. Disponível em: <http://www.drgate.com.br/artigos/to/to_autismo.php>. Acesso em: 10 mai SANTOS, Aparecida Ribeiro; MENDOZA, Badete de Almeida Prado. Portal do Jornal Científico.Disponível em: <http://www.jornalismocientifico.com.br>. Acesso em: 06 jun

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