Psicanálise e autismo à luz das novas pesquisas em neurociências 22

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1 Psicanálise e autismo à luz das novas pesquisas em neurociências 22 Com efeito, se levamos em consideração a experiência como conclusiva no futuro do sujeito, nos distanciamos de um determinismo genético exclusivo definindo o destino de um sujeito. A plasticidade seria então, nem mais nem menos, o mecanismo pelo qual cada sujeito é singular e cada cérebro é único. (ANSERMET; MAGISTRATTI, 2004, p.14-15). 23 O debate entre psicanalistas e comportamentalistas é bem antigo. Se o grande ponto nevrálgico desta discussão foi a questão colocada por Bruno Bettelheim (1987) a propósito das mães supostamente frias na relação com suas crianças autistas, também chamadas de mães-geladeira, atualmente o grande debate está centrado nas propostas terapêuticas concernentes às condutas terapêuticas, incluindo os métodos educativos. Os psicanalistas, entretanto, têm-se interessado cada vez mais por estudos sobre bebês derivados da psicologia do desenvolvimento e das ciências cognitivas, o que tem permitido revisar várias 22 Parte deste texto foi publicada em: WANDERLEY, Daniele. Corpo e linguagem no autismo. In: CARVALHO, Soraya (Org.) O inconsciente e o corpo do ser falante. Salvador: Campo Psicanalítico, p Citação traduzida pela autora para fins de publicação desta obra 123

2 AVENTURAS PSICANALÍTICAS considerações sobre a clínica com as crianças autistas. Quem primeiro modificou publicamente suas posições teóricas em relação às crianças autistas foi Tustin (1992), a partir das descobertas sobre as competências dos bebês. No seu último livro, essa autora fez uma declaração modificando sua ideia a respeito de uma fase autística normal nos bebês: Como eu mostrei nos meus livros precedentes sobre o autismo, nos primeiros meses de vida as crianças autistas tomaram consciência de uma meneira particularmente traumatisante e aflitiva da sua separação corporal com a mãe que amamenta. (Tustin, 1972, 1981, 1987). Na presente obra eu modifiquei minhas idéias precedentes, simplistas demais, sobre os antecedentes que causaram este desamparo; com efeito, à luz dos estudos detalhados de Daniel Stern sobre as recentes descobertas feitas sobre a primeira infância, não se pode mais considerar como normal um estado autístico indiferenciado de uma forma absoluta. (TUSTIN, 1992, p.14). 24 Atualmente, após os estudos em neurociência e, mais recentemente, sobre a epigenética, a versão mais atualizada da genética segundo a qual a informação genética pode ou não ser ativada, a depender das circunstâncias ambientais (ACOSTA, M. T.; PEARL, P.L, 2009), muitos psicanalistas estão de acordo em concluir que, no autismo, os fatores de vulnerabilidade, de hipersensibilidade e de déficits os mais variados são decisivos para o não estabelecimento da relação com o outro. Dito de outro modo, a questão de certa organicidade (ainda que incerta, em termos de um único marcador que esteja na origem do transtorno) não é mais posta em dúvida para uma grande parte dos psicanalistas que se dedicam à clínica com crianças autistas (LAZNIK, 2006; TORDJMAN; COHEN; GOLSE, 2006 ). Recentemente, Marie-Christine Laznik (2006, p.54), psicanalista que trata de crianças autistas há mais de trinta anos e, atualmente, recebe bebês com risco de evolução autística em tratamento conjunto com seus pais, declarou: 24 Citação traduzida pela autora para fins de publicação desta obra. 124

3 PSICANÁLISE E neurociências [...] eu penso que muito cedo alguma coisa falhou do lado do bebê, eu o constato desde o nascimento. Isto não significa que se trata de um real orgânico imediatamente fixado no bebê, pois as intervenções muito precoces parecem modificar o quadro. Nós também constatamos, de maneira praticamente sistemática, uma psicogênese da situação autística, mas invertida do que infelizmente pôde ser formulada a partir de Bettelheim: é o bebê que não responde que destrói, em alguns meses, as competências dos pais, ao menos a confiança que eles têm neles mesmos. 25 Courchesne (2011), responsável pelo projeto sobre o desenvolvimento cerebral precoce no autismo na Universidade de San Diego, explica como, através da intervenção precoce, pode-se chegar a uma recuperação do autismo. Em uma entrevista 26, o pesquisador explica que a criança autista nasce com um número excessivo de neurônios produzidos no segundo trimestre de gravidez. A criança fará então conexões, mas nem sempre de boa qualidade. Assim, o cérebro de um autista tem excesso de conexões que vão pelo mal caminho. O processo de remodelação do cérebro, em torno do segundo ano de vida, a poda neuronal, que é responsável por eliminar os excessos ou corrigir o cérebro para melhorá-lo, também não acontece de forma adequada no autismo. O que acontece, por exemplo, com a área frontal do cérebro, responsável pelas habilidades sociais e de comunicação é que esta demora muito a se desenvolver, justamente pela complexidade dessas funções na espécie humana. Quanto mais a criança é capaz do ponto de vista das habilidades sociais, mais o cérebro demora de amadurecer, e quanto menos capaz, mais rapidamente essa região se desenvolve, como no caso do autismo. Então, o bebê precisa de milhares de interações com a mamãe para aprender como interagir e comunicar. Por isso, Courchesne acredita na recuperação do autismo através da intervenção precoce. Se, através de terapias bemsucedidas, o bebê criar novas conexões num bom caminho, ele vai priorizando estas conexões positivas e remodelando o cérebro. A 25 Tradução desta autora para fins deste livro. 26 DR COURCHESNE explains the underlying brain biology of autism. Video. AutismScienceFdn. 5 jun Disponível em: YouTube/Google. Acesso em: 1º abr

4 AVENTURAS PSICANALÍTICAS intervenção precoce seria no primeiro ano de vida, já que, no segundo, a complexidade sináptica já é muito grande. Como é difícil identificar um autismo no primeiro ano de vida, o intervalo entre o primeiro e o segundo ano é crucial. Nesse intervalo, as intervenções podem reorganizar um cérebro imaturo e corrigir uma evolução defeituosa. Tordjman, Cohen e Golse (2006, p ) fazem também referência à dimensão etiológica plurifatorial no autismo: O autismo poderia então responder aos critérios de uma doença hereditária plurifatorial, fatores ambientais interagindo com os fatores genéticos e agravando o quadro. 27 Podemos, então, constatar que a interlocução entre neurociências e psicanálise nunca foi tão fecunda em relação à clínica do autismo. Entretanto, a prática terapêutica dessas crianças continua a representar um grande desafio. Os psicanalistas insistem no sentido de uma intervenção com a família para tentar estabelecer um laço que foi desde o início dificultado pelas dificuldades sensoriais ou perceptivas do bebê, o que provocaria um estado depressivo nos pais. Aliás, a constatação da pobreza na interação e os estados depressivos maternos fizeram os psicanalistas suporem, nos últimos anos, que a depressão materna teria sido a causa mais provável do autismo e não a consequência de viver numa espiral mortificante diante da falta de interação com um bebê que não sustenta (ou muito pouco) o olhar, não vocaliza ou não sorri (ou sorri com pouca frequência), o que levaria a diminuir a convocação pela voz e uma diminuição do uso do manhês (LAZNIK, 2007). Os filmes familiares permitiram estudar melhor a evolução da interação pais-bebês. Esta nova abordagem, considerando a influência de ambos os parceiros da interação, é então preconizada para o tratamento dos bebês com risco de evolução autística. O enfoque no estabelecimento do circuito pulsional completo visa criar uma verdadeira relação com o outro, que só pode ser concebida a partir da premissa de que o bebê possa ser convocado pela voz e pelo olhar do outro de modo a, posteriormente, se fazer olhar e se fazer escutar. 27 Citação traduzida pela autora para fins de publicação desta obra 126

5 PSICANÁLISE E neurociências A posição passiva, de objeto do gozo do outro, implica, como dizia Freud, uma grande atividade (LAZNIK, 2010). Atualmente, os estudos sobre epigenética lançam um novo olhar sobre a questão da intervenção com a família, já que os gens podem estar presentes, mas se manifestar de modo mais atenuado, desde que o ambiente se revele mais propício, e isso pode ocorrer tomando o sofrimento da família em consideração e não negando que existem também fatores circunstanciais e pessoais que podem impactar um pai ou uma mãe a fazer face a uma criança com uma maior vulnerabilidade. Os psicanalistas são convencidos, desde o Projeto para uma psicologia científica de Freud ([1895]1972), do valor das marcas do outro no psiquismo, o que desencadeia o estabelecimento de circuitos. No seu projeto, Freud colocava a hipótese do que se pode traduzir hoje por conexões neuronais, ou sinapses, ou seja, o cérebro também se modifica sob a influência das relações humanas. Assim, um cérebro lesado também desencadeia, por sua vez, dificuldades na interação, nos lembra OUSS-RYNGAERT (2004), apoiando-se em vários estudos (SIEGEL; SHORE; EISENBERG). Sabemos que o maior número de sinapses acontece no primeiro ano de vida. Em consequência, a maior possibilidade de tratar o autismo é o mais cedo possível. Sobre esse ponto de vista, todos estão de acordo: psicanalistas, cognitivistas e comportamentalistas, além de médicos e educadores. O que demonstra o fenômeno da plasticidade, é que a experiência deixa uma marca na rede neuronal, modificando a eficácia da transferência da informação [...] Ou seja, além do inato, além de todo dado inicial, o que é adquirido pela experiência deixa uma marca que modifica o estado anterior. As conexões entre os neurônios são modificadas em permanência pela experiência e as mudanças são tanto estruturais quanto funcionais. O cérebro deve então ser considerado como um órgão extremamente dinâmico, em relação permanente com o ambiente e com os acontecimentos psíquicos ou os atos do sujeito. (ANSERMET; MAGISTRATTI, 2004, p.19-20) Citação traduzida pela autora para fins de publicação desta obra 127

6 AVENTURAS PSICANALÍTICAS Para falar em autismos no plural, por serem tão variadas as manifestações clínicas quanto suas surpreendentes evoluções, temos de pensar necessariamente num tripé de sintomas: dificuldades de interação, de comunicação e tendência a comportamentos repetitivos, estereotipados. E, para tentar compreender esta intrigante patologia, seria necessário lançar mão de pelo menos três campos distintos de saber: a neurologia, a psicanálise e a psicolinguística. Felizmente, a clínica com bebês trouxe novos ares e revelou o que era óbvio: um bebê é, ao mesmo tempo, fruto de uma interação e causador desta mesma interação. Ou seja, é o que nos lembra Lacan: ele, o bebê, joga sua partida; ou como nos dizem Dolto e Hammad (1995): o sujeito existe muito precocemente. Para essa autora, a criança é um ser humano que deseja nascer e não apenas o resultado de um encontro de gametas. Entretanto sabemos acerca das competências dos bebês pelos estudos de tantos pesquisadores desde a década de 70, como os de Meltzoff e Borton (apud DELION, 2006) e, atualmente, o de Nagy (apud MAESTRO; MURATORI, 2007), que demonstra que o bebê já nasce com uma competência extraordinária para interagir com o outro. Ele não só é capaz de imitar certos gestos humanos desde as primeiras semanas como é capaz de provocar o Outro para repetir este mesmo gesto. Isso nos fala de um bebê ativo competente, que fisga o grande Outro materno, que o convoca desde muito cedo a interagir. Ora, isso não é o que assistimos com bebês muito jovens que, filmados por suas famílias, revelaram escassas possibilidades de interação desde a mais tenra idade. O que estaria em déficit neste bebê ao nascer? Hoje se sabe que, nas crianças autistas, a função dos neurônios-espelho encontrase prejudicada (IACOBANI; DAPARETTO; 2006), o que dificulta que a criança possa repetir mentalmente o visto, o observado. Podemos pensar aí numa falha nos processos de representação, o que coincide com o trabalho feito por Freud no projeto em que o não investimento dos traços do próximo assegurador não permitiria um trilhamento entre as representações evocadas, impedindo a gravitação das representações de desejo. Assim, teríamos uma falha na representação de Coisa, nas palavras de Laznik (2004), relendo Freud à luz das concepções de Lacan. 128

7 PSICANÁLISE E neurociências Outro ponto muito destacado, que talvez seja consequência do primeiro, é a dificuldade em conectar-se com o estado emocional do outro, o que se chama de capacidade de empatia, supostamente ausente nos autistas. Nicolas Georgeff (2012), em uma apresentação 29 sobre a interface entre neurociência e psicanálise em relação ao autismo, traz o estudo de Smith (2009), que lança alguma luz sobre essa temática. Do ponto de vista cognitivo, a empatia comporta a possibilidade de se identificar com o outro, mas comporta uma exigência: a de se diferenciar do outro. Para Smith, o autista teria um déficit de empatia cognitiva, mas um excesso de empatia emocional. Disso resultaria um desequilíbrio, uma dificuldade em compartilhar o estado emocional do outro. Lauro, autor da história Perigosilândia, ao ouvir a notícia da morte do pai e ver o irmão chorar, dirige-se a ele, dizendo: Vamos parar de pensar em coisas tristes. O que importa é a alegria, vamos brincar. Flávia, aos 6 anos, brinca realmente só, na minha presença, com os bonecos de Playmobil e, com a voz baixa, diz no lugar da fada: Estou cansada desta vida de satisfazer os desejos dos adultos, só posso realizar o das crianças. No autismo, o campo pulsional, no sentido de demanda do outro, representaria para o autista um risco de não mais existir? Vítor, 8 anos, citado no Capítulo 2, apesar de ser implacável na relação de desdém com o adulto e outras crianças, surpreende ao encontrar uma criança desconhecida na sala de espera pela sua habilidade de manter uma conversa em que o olhar é sustentado e a escuta é possível com a alternância de turnos. Este menino e vários outros que pude acompanhar nos encontros de sala de espera, demonstraram uma vergonha inicial, marcada por silêncio, rebaixamento dos olhos, evitação da conversa e até fuga do espaço comum. Um dia, ele quis a presença do colega na sua sessão, mas eu lhe expliquei que, como o tempo da sua sessão tinha acabado e que 29 No Centro Alfred Binet, Paris. 129

8 AVENTURAS PSICANALÍTICAS o do outro iria começar, eu teria de receber o outro e ouvir dele se ele gostaria de ter sua sessão sozinho ou conjunta com ele. Vítor saiu rapidamente da sessão, nem olhou para o colega na sala de espera e, apressado, chamava a mãe para fugir dali rapidamente, dando a desculpa de um compromisso. Como as mães são advertidas de que promovo a interação entre eles em sala de espera, disse ao filho que ela podia esperar mais e que não estava com pressa. Percebendo sua angústia ante a possibilidade de ser rejeitado, falei logo com o outro se ele gostaria de brincar com o Vítor naquele dia, ao que Lauro respondeu afirmativamente. Vítor imediatamente correu para dentro da sala para brincar com o colega, confirmando minha hipótese de que a ideia de ser rejeitado na sua demanda lhe era uma experiência ainda da ordem do intolerável. Entretanto, passado esse momento de insegurança inicial, uma espontaneidade e um verdadeiro prazer aparecem. Então, podemos verdadeiramente falar em recusa de entrar em relação com o outro, ou se trata aí de uma percepção muito afinada da expectativa e demanda do outro e, ao mesmo tempo, uma dificuldade de fazer face a ela por uma falta de habilidade no processo comunicativo? Outra falha identificada nas crianças autistas se refere ao funcionamento do sulco temporal superior (TORDJMAN; COEN; GOLSE, 2006), que impediria que a voz humana fosse tratada diferentemente de um barulho qualquer. Ou seja, diante de tantos barulhos, a voz humana não faz figura, não se destacaria como objeto investido. Demonstramos que a percepção da voz humana não leva, nos sujeitos autistas, a uma ativação de uma região muito específica do cérebro que registra a voz humana. [...] Eles percebem a voz humana como qualquer outro som, como o de um carro ou de uma coisa por exemplo. Tudo se dá no curso do desenvolvimento. O ser humano nasce com uma atração particular para os estímulos humanos e, de repente, se especializa. Nos tornamos experts para a voz e o rosto humanos. Há provavelmente nos autistas algo de inato, que eles não nascem 130

9 PSICANÁLISE E neurociências com este interesse. Então eles não se tornam especialistas e o desenvolvimento do cérebro deles não se dá do mesmo modo. (ZILBOVICIUS, apud LAZNIK, 2007, p.186). 30 E, no autismo, o que podemos supor desta entrada na relação com o outro primordial? Como atualizar a teoria psicanalítica com os dados das pesquisas em neurociência, psicolinguística e psicologia do desenvolvimento nos dados relativos à cognição? O fato de crianças estarem sendo encaminhadas tão cedo aos tratamentos poderá nos apontar mais tarde para outros resultados. Será que a não ativação desta parte do cérebro se dá por um não uso dessas habilidades comunicativas instaladas tão precocemente e não por um dado biológico irreversível? Crianças que iniciam seus tratamentos e passam a apresentar a dimensão do OUTRO demonstrariam nos seus exames a mesma inabilidade de registro da voz humana? Para Laznik, o bebê que não mantém o foco do olhar para seus pais e não se deixa convocar pelo chamado deles, terá uma dificuldade no estabelecimento do circuito pulsional e na função de representação dos traços do Outro. No autista, como falha a função de representação, falha também a constituição do objeto a como tal. Decorre daí a proposta que pretendo explicitar mais adiante, segundo a qual na criança autista, a voz não chega a se constituir como objeto pulsional, permanecendo como barulho. Nesse sentido, a percepção da voz do outro (Outro) pela criança autista não chegaria a ocorrer, ou cessaria subitamente por força da retirada maciça de investimento do sistema perceptivo. (LAZNIK, 1997, p.60, apud CATÃO, 2009, p ) Catão (2009, p ) conclui: De todo modo, a voz no autismo não desempenha sua função de articulador primordial entre real e simbólico. A relação do bebê com a voz do Otro merece por isso ser atentamente investigada no diagnóstico precoce. Adiante, a autora complementa: 30 Traduzido por esta autora para fins deste livro. 131

10 AVENTURAS PSICANALÍTICAS [...] o ritmo da melopéia materna escande o real do som, estabelecendo os primórdios de uma alternância que dará início ao funcionamento significante no futuro ser falante. A transformação de mero som em voz resulta de uma série de operações sutis, presentes desde muito precocemente no bebê. Em termos freudianos, trata-se das operações de Bejahung/ Ausstossung, primeiras afirmação e expulsão, respectivamente, ou, nos termos lacanianos, as operações de alienação/separação. (CATÃO, 2009, p.136). Mais uma vez, temos o não investimento dos traços do outro, o que apaziguaria a criança diante de seu desamparo primordial. Desse modo, a mãe, igualmente desamparada na sua impossibilidade de constituir-se na sua função de outro assegurador, o nebenmensh de Freud, acabaria por se deprimir, deixando de fazer apelo e desvitalizando sua voz. Assim, podemos realmente testemunhar, no consultório, mães de crianças autistas que não têm mais uma prosódia que desperte seu bebê, nem a empatia necessária para entrar em relação com sua criança, nem tampouco a função transitiva que supõe no bebê, ao mesmo tempo em que sente por ele e demonstra, no seu rosto, o reflexo do que vê a função de espelho sinalizada por Winnicott ([1971]1975a) e retomada por Lacan ([1949]1988). Como pensar o sistema de representação da criança do rosto, voz e olhar do outro, contando com um sistema perceptivo desregulado, que parece não registrar certos estímulos por um lado e, por outro, demonstra um excesso de sensibilidade a esta percepção? No autismo, estaríamos com uma falha no que Freud chamou de sistema de paraexcitação, no qual o bebê, que não pode dar conta do influxo de tantas excitações, precisaria do outro assegurador para apaziguar este excesso? As crianças autistas se protegem de um sistema perceptivo sem filtro? Nesta situação, a avaliação de cada caso, com suas especificidades em cada modalidade sensorial, seria um elemento valioso para nos orientar a respeito dos modos de interação mais favorecedores do contato? Tomemos as cenas cotidianas de uma criança com o quadro de autismo clássico: uma criança que raramente ou quase nunca cai; um corpo com um domínio surpreendente na função de equilíbrio; 132

11 PSICANÁLISE E neurociências um corpo que busca autoestimular-se através dos automatismos, numa repetição infindável de uma mesma sensação, de uma mesma percepção; um corpo que apresenta defensividade táctil, que se manifesta pela aversão ao toque, resistência a novas sensações gustativas, recusando muitas vezes grande parte dos alimentos; um corpo que é invadido pelo excesso de estímulo auditivo a hiperacusia, que o impele a tampar os ouvidos ante um timbre de voz mais agudo, mas que pode suportar alguns barulhos eletrônicos com insistência. Sabemos que Lacan deu uma enorme importância à linguagem: do real ao simbólico, para se ter acesso ao real, o impossível a dizer. No autismo, nós teríamos um puro real. Como se produziria, então, este encontro fracassado com a linguagem? Como fazer suplência a um imaginário claudicante? E a palavra, quando pronunciada, que estatuto teria? Uma palavra que, ao ser pronunciada, perde a função mesma da comunicação uma palavra para ser falada só, para si mesmo. A que a clínica dos autismos nos convoca? Clínica controversa, polêmica, passional. Estamos diante do humano que se desumaniza. Se preferirmos preservar o enigma sobre a etiologia desse fracasso, que se mantém ainda incerta, apesar das inúmeras pesquisas, que possamos, ao menos, pensar numa trajetória possível na direção da cura com essas crianças. Que diante deste real, tentemos simbolizálo 31. Eu mesma, tendo recebido um bebê de 1 ano e três meses, com claros sinais de autismo numa primeira consulta, me espantava: o que estaria acontecendo comigo? Por que não estava conseguindo falar este manhês tão fluido e natural, que tem saído sem pensar da minha boca toda vez que me dirijo aos bebês? Estaria eu deprimida, excessivamente cansada? me perguntava. Nas primeiras sessões, como não conseguia captar o olhar de Mariana, não era possível falar o manhês. 31 Parte deste texto aparece em: WANDERLEY, Daniele. Corpo e linguagem no autismo, op. cit. 133

12 AVENTURAS PSICANALÍTICAS Nos estudos clínicos dos filmes familiares, Marie-Christine Laznik 32 constatou que o manhês só é ativado na mãe diante do olhar do bebê. Sem olhar, a mãe não consegue esta voz potente, que ela batizou de voz da sereia. É o que os estudos de psicolinguística atestam: a voz materna gravada na ausência do bebê real, não tem a mesma prosódia da voz materna diante do seu bebê e/ou da voz de qualquer outro adulto dirigindo-se aos bebês. Nesse experimento, eram dadas três opções de voz gravadas para o recém-nascido escutar: a da mãe, que gravou diante do filho; a da mãe na ausência do filho e a de outra mulher falando para um bebê. O bebê só reagia de forma mais expressiva à voz materna com a prosódia que vou chamar aqui de viva-voz, como metáfora da presença, que traz o investimento pulsional; e, em segundo lugar, à voz da outra mulher diante de um bebê presente. A voz materna gravada sem a presença do bebê não teve o mesmo empuxo para ele (BOYSSON- BARDIES, 1996). Depois de 7 meses de tratamento, a mãe de Mariana me chama de bruxa que hipnotiza sua filha pelo olhar e atenção à minha voz, e ela mesma se faz notar por sua filha. Mariana me olha e me escuta, e sua mãe atrás comenta: Começou a hipnose. Mariana se volta para a mãe e a olha. Repete a cena algumas vezes, e mostro à sua mãe que ela também se faz ouvir e olhar por Mariana, que deixa minha voz para reencontrar a dela. Essa observação reassegura a mãe de sua competência e evita que uma rivalidade se estabeleça entre mãe e analista. Ao captar os sinais do bebê e transmiti-los à mãe, o analista faz emergir a função materna sem tomar o lugar materno. É o que Delion (2006) chama de função fórica, ou seja, a criança é sustentada por uma atenção psíquica do analista. As crianças dão sinais ao outro, que só passam a existir se alguém os interpretar. Quando a criança endereça sinais ao aparelho psíquico do adulto, ela faz uma função semafórica (emite sinais codificados para alguém). A criança autista funcionaria como um semáforo de que o outro não consegue decodificar a mensagem. O analista, ao acolher os sinais da criança 32 Proferido em seminários, cursos e sessões de discussão de vídeos familiares nos anos de 2010, 2011 e

13 PSICANÁLISE E neurociências atribuindo-lhe sentido, atua na função metafórica, o que amplia o campo semafórico da criança. Na transferência com crianças autistas, o que constatamos é que ela nos coloca num plano insignificante, dada a sua preferência por certos objetos. É o que pode ser chamado também de identificação adesiva patológica (CATÃO, 2009). A criança se sustenta, fixa-se num objeto através do qual nutre a percepção de certa continuidade de existir, em virtude de sua vivência corporal, semelhante ao que seria a vivência da queda. Alguns objetos precisam ser mantidos sem a possibilidade de se separar deles nem possibilidade de representação simbólica. Longe estamos do estatuto do objeto transicional (WINNICOTT 1975b), que é um objeto que representa o eu e o não eu. Para Winnicott, os objetos transicionais são de natureza paradoxal: não vêm nem de dentro nem de fora, mas de um espaço entre a criança e sua mãe. Diferentemente desses objetos transicionais, a retirada dos objetos autísticos pode ser vivida com intensa angústia. No caso de Lucas, um garotinho de dois anos, totalmente fixado em objetos pontudos, mantinha-se absorto num incessante bater de lápis, espada ou cabo de vassoura e não deixava brecha para nenhuma participação nossa. Lutar espada, brincar de esticar e puxar, de pegar e entregar não tinham nenhum valor de troca, nenhum gozo era experimentado para a intensa decepção materna. Entretanto, ao longo de quase um ano de tratamento, alguns sinais de evoluçao foram percebidos menos hiperatividade, mais troca de olhar, troca de carinhos, interesse pelas músicas cantadas pela mãe quando ele começa a se deixar fisgar pelo olhar e voz do outro, e começa a cantarolar melodias. Após alguns meses de tratamento, Lucas, depois de aceitar o jogo com bolas e reenviá-las tanto para mim como para sua mãe, ou de acompanhar o aparecimento e desaparecimento delas, investe em um novo jogo incessantemente: o foi embora-voltou, seguindo o que Freud ([1920]1972) chamou de Fort-Da, uma elaboração em torno do desaparecimento da mãe. Para Freud, a criança brincava de estar numa posição ativa em relação a algo que 135

14 AVENTURAS PSICANALÍTICAS ela havia vivenciado com angústia, de forma passiva. Em função de sua tendência a se afastar de nós a cada tentativa de aproximação corporal, proponho à mãe que não tentemos sempre ir atrás dele, mas que esperássemos que ele se aproximasse da gente. Assim, estava demarcando a descontinuidade presença-ausência, par de opostos fundamental para o estabelecimento da função simbólica. Um dia, ao se refugiar do contato e deitar-se de bruços no divã, eu cubro todo o seu corpo de almofadas e digo: Lucas foi embora. Quando ele nos olha, vibramos juntas: Ele voltou. Começamos, desse modo, a nos encontrar nesse desencontro. Todos os dias, Lucas insiste infinitamente nesse jogo, o que não deixa de angustiar sua mãe, que protesta: De novo? Eu não quero que você vá embora!. Mas eu a sustento na possibilidade de deixar seu filho se fazer ausente e se tornar ativo no processo de separação e digo para ela em nome dele: Mas você vai embora todos os dias para trabalhar e não quer que eu brinque de ir embora também?, ao que ela acaba aceitando, neste jogo sem fim... Vale salientar que este menino se mostrava muito sensível a rupturas em relação à presença materna, que aconteciam quando ela retornava ao trabalho após um período de férias de inteira dedicação a ele. Ele reagia com distúrbios de sono, hiperatividade e irritabilidade aumentadas. Essa observação me permitia contraindicar para a família, e mesmo para o neurologista, o uso de medicamentos. O fato de falar mais para ele desses momentos antes das férias, durante e depois permitia aos pais atravessar esta fase com mais tranquilidade, o que também tinha um efeito apaziguador para ele. Tomando esta questão da perda do objeto e de sua relação com a linguagem, como nos ressalta Freud, ao sublinhar o valor de palavra do som FORT e do som Da, façamos um passeio pela linguística de Jacobson (apud SOUZA, 2003). Segundo ele: [...] para se adquirir uma condição necessária de fala, não se tratava de uma aquisição ou de um ganho, mas de uma ocorrência sucessiva de perdas (apud SOUZA, 2003,p.20). Para Boysson-Bardies (1996), o pensamento é possível sem linguagem com as imagens mentais. Ela nos lembra que os bebês 136

15 PSICANÁLISE E neurociências formam conceitos antes das palavras e retoma Chomsky, segundo o qual a linguagem não é aprendida pela imitação. Diz ele: Só um dispositivo inato potente pode permitir à criança extrair da palavra adulta o modelo da língua, ou seja, haveria um dom de nascimento aí implicado (apud SOUZA, 2003, p.20), um dispositivo universal que faz parte do cérebro humano e que ele nomeia de gramática universal, ponto questionado pela psicanálise. Sabemos, por outro lado, que os bebês antes do balbucio teriam uma capacidade de distinção de fonemas que os capacitaria a reconhecer diferenças em qualquer língua. Na fase do balbucio, alíngua (lalangue), perde sua amplitude. Os bebês balbuciam usando sons diferentes, ou seja, eles já recortaram na sua cultura os sons pertinentes a sua língua materna. E com os autistas falantes não deixamos de nos surpreender com a dificuldade deles de entrar no aspecto semântico e pragmático da língua, em fazer uso de metáforas ou de lidar com os equívocos. Parecem estrangeiros de sua própria língua. Lembremos que, nos filmes familiares, poucos são os bebês autistas que entraram ou permanaceram no balbucio. Esta é uma fase para eles inexistente ou muito pouco investida. Para Haag (2007), quando a criança autista sai do mutismo, o incremento de exercícios vocais com pouca imitação, as lalações, supõe que a boca é recuperada na imagem do corpo. Seguindo-se a essa fase da lalação, a criança autista pode sair do mutismo usando meias palavras, sons com vogais, evitando consoantes ou através das canções. E, para concluir, podemos pensar que, diante de um real, de uma falta de apetência para a língua, ou de falhas no processo de integração das vias auditivas e sensoriais, a criança autista se veria invadida por um excesso de real de que o outro semelhante não consegue funcionar como suficientemente assegurador. Assim, diante da ausência de conforto e sossego, da falta de função de paraexcitação para o aparelho psíquico, o risco seria o de desamparo radical. Desamparo que, sob a forma de um mal-estar psíquico, seria aliviado com a manipulação estereotipada dos objetos, a fixação em percepções e sensações que lhe assegurariam uma continuidade 137

16 AVENTURAS PSICANALÍTICAS de existir. Assim, temos a criança e seus pais desencontrados e desamparados no início do tratamento. Haveria uma falha no processo de recalcamento original, e o campo perceptivo ficaria permanentemente ativado num excesso de consciência sem a barreira do recalcamento? Assim, a função do analista, ao observar e interpretar este mal-estar, seria o de ampliar o sistema de paraexcitação, ou seja, permitir uma defesa mais eficaz, a princípio fornecida pelos pais e, desse modo, facilitar esse encontro. Ao insistirmos com nosso desejo na aposta de fazer do puro ato, um gesto simbólico, do som inarticulado, uma palavra, uma emergência de sentido, permitimos ampliar a comunicação e a interação, antes prejudicada. Para Vanier (1999) 33, podemos assim resumir a aposta do psicanalista com a criança autista: Este apelo ao Outro faz surgir do Outro um significante nominação, demanda, etc. e este significante primeiro vai constituir o Outro como faltante, ou seja, desejante. É aí onde o sujeito se aliena, se funda e entra na linguagem. Ele terá então que passar pelas palavras do Outro para demandar, por exemplo. Quer dizer toda a importância da primeira palavra, da primeira palavra dirigida, da palavra que é, de qualquer modo, já segunda e que fecha no laço com o Outro, o circuito da palavra. 33 Citação traduzida pela autora para fins de publicação desta obra de um texto (sem numeração de páginas) que o autor pessoalmente me disponibilizou, publicado no Brasil em uma revista não localizada. 138

17 PSICANÁLISE E neurociências REFERÊNCIAS ACOSTA, M.T.; PEARL, P. L. Aspectos genéticos do autismo. In: TUCHMAN, R.; RAPIN, I. Autismo: uma abordagem neurobiológica. Porto Alegre: Artmed, 2009.p ANSERMET, F.; MAGISTRATTI, P. À chacun son cerveau: plasticité neuronale et inconscient. Paris: Éditions Odile Jacob, BARDIES, B.B. Comment la parole vient aux enfants. Paris: Éditions Odile Jacob, BETTELHEIM, B. A fortaleza vazia. São Paulo: Martins Fontes, CATÃO, I. O bebê nasce pela boca: voz, sujeito e clínica do autismo. São Paulo. Instituto Langage, DELION, P. Prendre un enfant autiste en charge aujourd hui:réf;exions à partir de l experience d un service de pédopsychiatrie sectorisé. L Autisme: de L Évaluation à la Prise en Charge-Contraste Enfance et Handicap-Revue de L ANECAMSP, Paris, n.25, p , 2 ème sem DOLT0, F.; HAMMAD, N. Destins d enfants: adoption, familles d accueil, travail social. Paris: Éditions Galimard, DR.COURCHESNE explains the underlying brain biology of autism. Vídeo. AutismScinceFdn. 5/06/2011. Disponível em: YouTube/Google. Acesso em: 1º abr GEORGEFF, N. Neurociências e Psicanálise: uma interface para a compreensão do autismo Palestra no Centro Alfred Binet, Paris, a convite de Marie-Christine Laznik e Bernard Touati no Seminário sobre Autismo coordenado por eles e promovido ali anualmente. FREUD, S. Além do Princípio do Prazer [1920]. In:. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Rio de Janeiro: Imago, v.xviii. FREUD, S. Projeto para uma psicologia científica [1895]. In:. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. 139

18 AVENTURAS PSICANALÍTICAS Rio de Janeiro: Imago, v.i: Publicações pré-psicanalíticas e esboços inéditos. IACOBANI, M.; DAPARETTO, M. The Mirror System and the consequences of its dysfunction. Nature, v.7, Dec Disponível em : < >. HAAG, G. Réfléxions sur quelques particularités des émergences de langage chez les enfants autistes. In: TOUATI, B.; JOLY, F.; LAZNIK, M.C. (Org.). Langage, voix et parole dans l autisme. Paris: PUF, p LACAN, J. O Estádio do Espelho como formador da função do Eu [1949]. In:. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p LAZNIK, M-C. A voz da Sereia. Salvador: Ágalma, LAZNIK, M-C. Godente ma non troppo: o mínimo de gozo do outro necessário para a constituição do sujeito. Revista Psicologia Argumento, Curitiba, PUC-Pr, v.28, n.61, p , abr./jun LAZNIK, M-C. La prosodie avec les bébés à risque d autisme :clinique et recherche. Marine lors de sa rechute à 15 mois. In: TOUATI, B..; JOLY, F..; LAZNIK, M-C. Langage, voix et parole dans l autisme. Paris: PUF, p LAZNIK, M-C. Preaut: une recherche et une clinique du très précoce: comment se passer de ces bébés qui troublent leurs parents à des petits qui auraient plaisir à s amuser avec eux. L Autisme: de L Évaluation à la Prise en Charge-Contraste Enfance et Handicap-Revue de L ANECAMSP, Paris, n.25, p.53-81, 2 ème sem MAESTRO, S.; MURATORI, F. Autism as a downstream effect of primary difficulties in intersubjectivity interacting with abnormal development of brain connectivity. International Journal for Dialogical Science, v. 2, n. 1, p , OUSS-RYNGAERT, L. Intersubjectivité comme paradigme de l intêret des liens neurosciences-psychanalyse. Revue de Psychiatrie Française, n.1, p.37-61,

19 PSICANÁLISE E neurociências SMITH, A. The empathy imbalance hypothesis of autism: a theoretical approach to cognitive and emocional empathy in autistic development. Psychological Record, n.59, p , SOUZA, A. Os discursos na psicanálise. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, TORDMAN, S.; COHEN, D.; GOLSE, B. État des connaissances actuelles et apports des recherches biologiques dans l autisme: de la mise en place d un bilan diagnostique systématique à une éthique des investigations paracliniques. L Autisme: de L Évaluation à la Prise en Charge-Contraste Enfance et Handicap-Revue de L ANECAMSP, Paris, n.25, p , 2 ème sem TREVARTHEN, C.; AITKEN, K.J. Intersubjectivité chez le nourrisson: recherche, théorie et application clinique. Devenir, Paris, v.15, n.4, p , TUCHMAN, R.; RAPN, I. Onde estamos: visão geral e definições. In: TUCHMAN, R.; RAPIN, I. (Org.). Autismo: abordagem neurobiológica. Porto Alegre: Artmed, p TUSTIN, F. Autisme et protection. Paris: Éditions du Seuil, VANIER, A. Breves apontamentos sobre o autismo. Estilos da Clínica, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, v. 4, n. 7, p.73-77, WANDERLEY, Daniele. Corpo e linguagem no autismo. In: CARVALHO, Soraya (Org.). O inconsciente e o corpo do ser falante. Salvador: Campo Psicanalítico, p WINNICOTT, D. Le rôle du miroir de la mère et de la famille dans le développement de l enfant. In:. Jeu et Réalité [1971]. Paris: Galimard, 1975 a. p WINNICOTT, D. Objetos transicionais e fenômenos transicionais. In. O brincar e a realidade Rio de Janeiro: Imago, 1975 b. p

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