AUTISMO, TRANSTORNO DE ASPERGER E ESCOLARIZAÇÃO: PESQUISA E INTERVENÇÃO EDUCATIVA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AUTISMO, TRANSTORNO DE ASPERGER E ESCOLARIZAÇÃO: PESQUISA E INTERVENÇÃO EDUCATIVA"

Transcrição

1 AUTISMO, TRANSTORNO DE ASPERGER E ESCOLARIZAÇÃO: PESQUISA E INTERVENÇÃO EDUCATIVA Nerli Nonato Ribeiro Mori - UEM No presente texto são discutidos os temas Autismo, Transtorno de Asperger e o trabalho realizado com um aluno do sistema regular público de ensino. Aos seis anos, devido ao comportamento de isolamento e estereotipias e ao fato de não falar, M. foi avaliado pelo serviço de triagem multidisciplinar de uma universidade recebeu o seguinte diagnóstico: Distúrbio psicossocial significativo, instabilidade emocional e "retrocesso à infância". Aos treze anos, em uma consulta psiquiátrica, M. recebeu um laudo médico com a diagnóstico de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. Mesmo assim e graças à insistência da mãe, o aluno continuou a freqüentar a escola regular. Frente às dificuldades escolares enfrentadas pelo filho, a mãe procurou o PROPAE e com os estudos ali realizados verificou-se a tríade de espectros autísticos, ou seja, déficits significativos de socialização, comunicação e imaginação. Esses aspectos foram trabalhados por meio da Aplicação do PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental, com vistas à focalização da atenção, organização do pensamento e comunicação das idéias. Foram desenvolvidas atividades voltadas para os conteúdos escolares, especialmente de Física e ensino de comportamentos e atitudes socialmente exigidos. Juntamente com essas atividades e devido ao seu sonho de ser engenheiro, M. recebeu também formação para desenhos com o programa AutoCAD. Aos vinte e três anos M. finalmente terminou o Ensino Médio. O trabalho desenvolvido foi fundamental para o sucesso escolar de M.; a convivência com ele foi desafiadora e enriquecedora para os profissionais e acadêmicos envolvidos. Além dos conhecimentos específicos adquiridos, eles vivenciaram a importância da percepção do professor acerca do seu aluno e de como é possível cumprir as exigências do currículo e da avaliação escolar levando em conta a diversidade. Palavras-chave: escolarização, diversidade, Autismo; Transtorno de Asperger. AUTISMO, TRANSTORNO DE ASPERGER E ESCOLARIZAÇÃO: PESQUISA E INTERVENÇÃO EDUCATIVA Nerli Nonato Ribeiro Mori - UEM O presente texto versa sobre os Transtornos Autista e de Asperger, cujas características básicas fazem parte do repertório de M., um aluno da rede pública de ensino e participante de um programa voltado para a pesquisa e intervenção junto a pessoas com dificuldades escolares e transtornos de aprendizagem. Aos seis anos, M. foi avaliado pelo serviço de triagem multidisciplinar de uma universidade da capital paranaense e recebeu a seguinte hipótese diagnóstica: Distúrbio psicossocial significativo, instabilidade emocional e retrocesso à infância". Não é difícil imaginar a decepção da família de parcos recursos que vai do interior até a capital para que

2 alguém explique porque o filho parece surdo, não fala e tem momentos de ausência e recebe tal resposta. Na entrevista devolutiva a equipe registrou que a figura materna expressava preocupação e disponibilidade, mas que existiria uma identificação patológica com a criança (Síntese da Triagem Multidisciplinar). Segundo a mãe, além de não entender o que foi afirmado, ela ainda ficou com a impressão de ser a responsável pelo problema do filho. Em 1992, aos onze anos e estudando a 3 a. série numa escola pública regular, M. foi enviado pela Orientadora Educacional a um pediatra acompanhado de um relatório no qual descreveu a situação escolar do aluno, enfatizando que o seu desempenho só era satisfatório na área de matemática e inadequado em todas as outras áreas; além disso, ela informava que as ausências juntamente com risos e gestos estranhos tornavam o aluno alvo de chacota por parte dos colegas. Segundo ressaltou, M. havia tido acompanhamento psicológico sem, no entanto, obter resultado satisfatório. Aos treze anos a família continuava a não saber qual o problema do filho, ele permanecia na terceira série, e a escola tinha dúvidas quanto a quais princípios educativos e procedimentos metodológicos adotar com o aluno. Ainda nesse período, em uma consulta psiquiátrica, M. recebeu um laudo médico com a diagnóstico de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento e a indicação para atendimento pedagógico em sala especial. O laudo foi feito numa linguagem técnica, de difícil compreensão para a família; em duas páginas datilografadas, o médico apresentou uma síntese do que é o Transtorno e afirmou que o prognóstico é usualmente muito pobre e a maioria dos indivíduos evolui para um retardo mental grave. Conforme a mãe, a família ficou assustada com a descrição feita, mas ao mesmo tempo ficou mais aliviada porque agora tinha um nome para os comportamentos do filho. Na trajetória de M. até então, foi a primeira vez que um profissional registrou, por escrito, a hipótese de autismo. Por um curto período M. freqüentou uma sala de condutas típicas; todavia, graças à insistência da mãe, ele voltou para a escola anterior, continuando, assim, na sala comum. Cerca três anos após essa volta, sua mão de M. procurou o PROPAE, solicitando orientações e atendimento psicopedagógico para o filho, num programa voltado para a pesquisa em educação e diversidade. Com os estudos ali realizados verificou-se o que o Lorna Wing, em 1981, chamou de tríade de espectros autísticos (apud ASSUMPÇÃO JR., 1995), ou seja, déficits significativos de socialização, comunicação e imaginação, os quais caracterizam tanto os quadros de Autismo quanto o de Transtorno de Asperger, sobre os quais discorremos a seguir. Transtorno Autista e Transtorno de Asperger Como há controvérsias quanto a possibilidade de diferenciação entre os dois transtornos, tentamos discutir as características básicas de cada um, comparando-os. A primeira descrição sistemática do autismo foi realizada em 1943, por Léo Kanner. A denominação inicial de distúrbio autístico do contato afetivo foi posteriormente substituída por autismo infantil precoce; a descrição de um quadro clínico com alterações comportamentais específicas deu início a uma nova forma de conceber, pesquisar e

3 diagnosticar as severas desordens mentais infantis. Os referenciais até então utilizados para classificar essas desordens geralmente eram relacionados à psicose do adulto. O artigo original de Kanner considerava a possibilidade do autismo ser manifestação precoce de esquizofrenia infantil; ainda hoje há polêmicas sobre a posição nosológica que o autismo deve ocupar nas classificações da psicopatologia. No DSM-IV (1995), no qual o autismo é classificado como um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, caracterizado por prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento em várias áreas do desenvolvimento, tais como: habilidades de interação social, habilidades de comunicação, interesses e comportamentos estereotipados. Para a referida classificação, esse conjunto de características deve se manifestar nos primeiros anos de vida. No caso do autismo, ele ocorre antes dos três anos de idade e a característica mais referida pelos pais é a falta de interação social; o bebê autista pode apresentar ausência de aninhamento (busca de colo, de aconchego físico), indiferença ou aversão a contato físico, falta de contato visual direto e de respostas ou expressões faciais. Muitas crianças não respondem à voz dos pais, o que faz com que a surdez seja uma das primeiras possibilidades a ser investigadas. A autobiografia de Temple Grandi, uma autista, dá uma dimensão dessas características. Mas não era apenas a ausência da fala que preocupava minha mãe. Minha voz era inexpressiva, com pouca inflexão e nenhum ritmo. Isso já bastava para me marcar como uma pessoa diferente. Além da dificuldade de fala e da falta de inflexão na voz, eu já era adulta quando consegui pela primeira vez olhar alguém nos olhos. Quando era criança, lembro minha mãe dizendo sempre: Temple, está me ouvindo? Olhe para mim. Às vezes eu tentava, mas não conseguia. Os olhos esquivos tão característicos de muitas crianças autistas eram outro sintoma de meu problema. E havia outros sinais indicadores. Eu me interessava pouco pelas outras crianças, preferindo meu mundo interior. Era capaz de ficar sentada horas a fio na praia deixando a areia escorrer por entre meus dedos e construindo morros em miniatura. Cada grão de areia me fascinava como se eu fosse um cientista olhando por um microscópio. Noutras ocasiões eu examinava a fundo cada linha da pele dos meus dedos, seguindo-as como se fossem estradas num mapa. (GRANDIN, T.; SCARIANO, M. M., p. 28) O depoimento de Temple confirma também outras facetas do quadro autístico. Freqüentemente a percepção dos estados emotivos dos outros se encontra bastante prejudicada e o autista não consegue expressar ou interpretar alegria, tristeza, dor, medo e outras emoções. Pode haver atraso ou falta total de desenvolvimento da linguagem falada. Em indivíduos que chegam a falar, pode ocorrer uso estereotipado da linguagem, com anormalidade de timbre, entonação ou ritmo. O tom de voz, por exemplo, pode ser monótono ou elevar-se de modo interrogativo ao final de frases afirmativas; frases podem ser repetidas sem relação com o contexto.

4 A pessoa autista tem dificuldade para entender metáforas e piadas e as brincadeiras imaginativas, os jogos-de-faz-de-conta não fazem parte do seu repertório. É comum os autistas manifestarem preocupação e insistirem na rotina de atividades e mesmo de conservação dos objetos do ambiente na mesma posição. Movimentos como balançar o corpo e bater palmas, anormalidades de postura, como caminhar na ponta dos pés e movimentos estranhos com as mãos, quase sempre estão presentes. Na maioria dos casos de autismo, segundo o DSM IV (1995), existe também um diagnóstico associado de Retardo Mental, em geral na faixa moderada, relativa ao QI (quociente de Inteligência) entre 35-50, o que caracteriza o Retardo Mental Moderado. O transtorno atinge mais os indivíduos do sexo masculino, numa proporção quatro ou cinco meninos para uma menina; todavia, a tendência maior é as meninas apresentarem um retardo mental mais severo. Em termos de prevalência, há divergências. No DSM IV, está indicado que a taxa de Transtorno Autista é de 2-5 casos por indivíduos. Happé (s/d) afirma que o autismo afeta aproximadamente uma a cada mil crianças. Howlin, Cohen e Hadwin (1999) apontam um índice de 8 a 10 autistas para cada grupo de dez mil crianças. Uma hipótese é o fato do DSM IV classificar separadamente o Transtorno de Asperger, considerado por muitos autores como uma variação do autismo. Em contraste com o autismo, no Transtorno de Asperger não existe um atraso significativo da linguagem, ou seja, são usadas palavras isoladas aos dois anos e frases comunicativas aos três anos. Além disso, o desenvolvimento cognitivo e características como curiosidade acerca do ambiente na infância, estão próximos ao esperado para o desenvolvimento considerado normal. Para Assumpção Jr (1995), a relação entre Asperger e Autismo é discutível, com a possibilidade de enquadramento do primeiro no chamado espectro autístico, descrito por Lorna Wing em 1981, com as seguintes características: (1) Inteligência normal ou próxima da normal; (2) Desenvolvimento de habilidades especiais, com interesses circunscritos que podem permanecer durante anos excluindo a participação em outras atividades e manifestando-se de forma repetitiva e estereotipada; (3) Primeiros sintomas observados ao redor do terceiro ano de idade; (4) Desenvolvimento de padrões gramaticais elaborados precocemente, porém com superficialidade e forte tendência ao pedantismo, e alterações de prosódia, bem como problemas de compreensão e de comunicação não verbal, ligada a gestos e expressão facial; (5) Déficit importante no contacto social, com inabilidade no estabelecimento de jogos sociais ou de relações interpessoais, bem como comportamentos inadequados e rotinas estereotipadas e de difícil alteração. (p ) Segundo o autor, a dimensão de bom desenvolvimento intelectual confere melhor possibilidade de desenvolvimento à

5 pessoa com Asperger. De todo modo, tanto no Trastorno Autista como no Transtorno de Asperger, há um déficit importante de socialização, comunicação e imaginação. Em Compreendendo Mentes e Metáforas, Happé explica que a deficiência na chamada tríade de Wing faz com que uma criança autista demonstre seu problema de isolamento não levando, por exemplo, brinquedos para sua mãe, ou não procurando o pai quando está machucado. A criança pode demonstrar sua ausência de imaginação pela total ausência de brincadeiras de faz-de-conta. Em vez de fazer de conta que está lavando um carrinho ou algo semelhante, ela pode passar horas girando as rodas e olhando fixamente para elas. Como explica a autora, diferentemente de uma criança surda que não fala, a criança autista não usa gestos ou expressões faciais para transmitir pensamentos e sentimentos. M. apresenta Transtorno Autista ou Transtorno de Asperger? Quais os procedimentos educativos necessários para o seu sucesso escolar? Após três anos de estudo e intervenção junto a M., como ele está hoje? O trabalho desenvolvido com M. É difícil estabelecer se M. apresenta autismo ou Transtorno de Asperger. Os estudos pautados nos referenciais já citados indicam características mais próximas do segundo quadro. Ao lado de limitações nas áreas de socialização, imaginação e comunicação, ele possui habilidades cognitivas e funcionalidade muito próximas do normal. Talvez por conviver a tantos anos com seus colegas de escola, ele não era visto como um estranho pelos mesmos. Calado e discreto, passava quase despercebido, desde que não houvesse modificações na rotina ou na organização dos móveis da sala. A pouca capacidade de expressão por meio da palavra era compensada pela habilidade em desenhar carros, paisagens e plantas baixas de casa. Pelos dados já apresentados na introdução, a vida escolar de M. foi marcada por sucessivas repetências, com séria distorção idade/série.em termos de apropriação dos conteúdos escolares, a maior dificuldade se devia à dificuldade de concentrar-se no que estava sendo ensinado; qualquer ruído era suficiente para desviar sua atenção. Nesse sentido, foi desenvolvido com ele o Programa de Enriquecimento Instrumental. Além da atenção nos aspectos relevantes de cada tarefa, esse conjunto de materiais contribuiu para organizar informações. A sua dificuldade de relacionar sempre foi significativa, no entanto, com uma memória prodigiosa especialmente para imagens e datas ele parecia abrir gavetas para cada dado apreendido. Para apreender os conteúdos, ele dava a eles uma concretude, uma imagem visual, a qual ele guardava num arquivo e a ele recorria quando necessário. Uma das características das pessoas com Asperger é tentar agir de acordo com o que os outros esperaram dela. Assim diante de situações engraçadas eles podem rir, mas fazer isso por imitação. Elas não acham engraçadas as piadas porque não entendem metáforas. Num dos encontros com M., contei a ele que havia ficado "com a cara no chão" (vergonha) por causa de uma situação; por angustiantes minutos ele ficou olhando e buscando alguma coisa no chão. Frente ao um espelho ou com desenhos de rostos, tentamos ensinar a ele os significados de diferentes expressões

6 faciais humanas.com os desenhos, os resultados foram bons; quanto ao espelho, não conseguimos que ele estabelecesse contato visual com sua imagem no espelho. Corforme relatos da mãe, atém mesmo a barba ele fazia com um pequeno caco de espelho para enxergar onde deveria passar o aparelho. Também com as pessoas M. não estabelecia contato visual. Até as cumprimentava com aperto de mão ou gestos comuns entre os adolescentes, todavia, o fazia sempre sem olhá-las nos olhos. Uma característica da fala dos indivíduos com Asperger é o pedantismo, o rebuscamento. A fala nasalizada e com raras mudanças na entonação não chamava muita atenção; entretanto, no meio de uma conversação, ele introduzia dados relativos aos interesses daquele momento. Às vezes eram os preços dos combustíveis, outras eram as previsões de tempo ou a morte de pessoas famosas, sobre as quais ele informava há quantos anos, meses e dias elas haviam falecido. Compreender ou expressar sentimentos era algo muito difícil para M. Em certa ocasião ele queria saber o que significava saudade. Após muito diálogo, ele afirmou sentir saudade do seu cachorro, o qual havia falecido durante as férias. Cerca de sete meses depois ele estava com a mesma dúvida novamente. A dificuldade de imaginar está presente nos textos por ele produzidos. Em seguida a um longo, mas não suficiente diálogo, solicitamos que imaginasse uma pessoa e escrevesse sobre ela; o resultado foi o primeiro texto do quadro abaixo. No próximo encontro o texto foi retomado e após a leitura do mesmo, propusemos várias frases às quais ele deveria completar e que serviriam para dizer mais sobre a pessoa imaginada. O resultado foi o texto 2, apresentado ao lado do primeiro texto. Quadro 1: Produção de um texto O homem O homem Ele tem 30 anos. Mora em Curitiba. Ele mora só. É um homem chamado Zico. Ele tem olhos e cabelos castanhos. É inteligente e magro. Tem apenas 30 anos. É morador na cidade de Curitiba, no estado do Paraná, na avenida Paraná, 1525, apartamento 502. Ele é empresário, trabalha no atacado de confecções. Das dez frases discutidas antes da produção do segundo texto, seis eram sobre sentimentos; observa-se, no entanto que nenhum deles é mencionado. As produções escritas de M. eram sempre curtas, pouco criativas. É interessante, todavia, que não há erros de qualquer natureza nos escritos de M. A maior dificuldade dizia respeito à Disciplina Física, a qual foi trabalhada por meio de um projeto desenvolvido por

7 alunos do PET (Programa Especial de Treinamento) do Curso de Física Em encontros semanais, norteados por princípios da Ludofísica, os acadêmicos desenvolveram atividades que propiciaram a M. explorar de forma lúdica e experimental conteúdos vistos em sala de aula. Foram realizados encontros com a professora que ministrava a disciplina e, com ela, delimitados alguns exercícios específicos semelhantes aos solicitados nas provas. O entusiasmo de M. com determinados temas eram manifestado por meio de desenhos como esse realizado quando estudava eletricidade. Falta a figura enviar por e mail Aos vinte e três anos, M. terminou o Ensino Médio. Numa época em que tanto se fala em inclusão, é motivo de júbilo saber que ele tenha estudado numa turma comum de uma escola pública. Esse fato confirma Bauer (1996), para quem a maioria das pessoas com Asperger podem freqüentar as salas regulares, desde que recebam o apoio educacional necessário. À guisa de conclusão... O trabalho desenvolvido foi fundamental para o sucesso escolar de M.; a convivência com ele foi desafiadora e enriquecedora para os profissionais e acadêmicos envolvidos. Além dos conhecimentos específicos adquiridos, eles vivenciaram a importância da percepção do professor acerca do seu aluno e de como é possível cumprir as exigências do currículo e da avaliação escolar levando em conta a diversidade. Os pais de M. também se constituíram em lição de vida; com crença no potencial do filho, disponibilidade e seriedade para com o atendimento proposto, eles ensinaram à equipe a importância dos vínculos familiares e da interação família e escola. Referências ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. DSM IV - Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, ASSUMPÇÃO JR, F. B. Diagnóstico diferencial. In: SCHWARTZMAN, J. S.;. (Org.). Autismo infantil. São Paulo: Memnon, 1995, p BAUER, S. Síndrome de Asperger Ao longo da vida. Disponível em GRANDIN, T.; SCARIANO, M. Uma menina muito estranha: autobiografia de uma autista. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

8 HAPPÉ, F. Compreendendo mentes e metáforas: revelações sobre o estudo da linguagem figurada no autismo. Disponível em :www.ama.org.br/happe-i.htm. HOWLIN, P. BARON-COHEN, S. HADWIN, J. Teaching children with autism to mind-read: a practical guide for teachers and parents. Chischester: John While & Sons, 1999.

O DIAGNÓSTICO DOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO TEA

O DIAGNÓSTICO DOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO TEA 1 MARIA ELISA GRANCHI FONSECA Psicóloga Mestre em Educação Especial UFSCAR TEACCH Practitioner pela University of North Carolina USA Coordenadora de Curso INFOCO FENAPAES UNIAPAE Coordenadora CEDAP APAE

Leia mais

Autismo e Aprendizagem

Autismo e Aprendizagem Autismo e Aprendizagem O termo autismo origina-se do grego autós, que significa de si mesmo. Foi empregado pela primeira vez pelo psiquiatra suíço Bleuler, em 1911, que buscava descrever a fuga da realidade

Leia mais

Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente. 3.14 A criança com Autismo e Síndrome de Asperger

Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente. 3.14 A criança com Autismo e Síndrome de Asperger Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente 3.14 A criança com Autismo e Síndrome de Asperger Introdução A maioria das crianças, desde os primeiros tempos de vida, é sociável e procura ativamente

Leia mais

Índice. O Que é AUTISMO? Quais São os Sintomas Típicos do AUTISMO? Causas do AUTISMO. Problemas Comportamentais e as Dificuldades dos Pais

Índice. O Que é AUTISMO? Quais São os Sintomas Típicos do AUTISMO? Causas do AUTISMO. Problemas Comportamentais e as Dificuldades dos Pais Índice O Que é AUTISMO? 03 04 Quais São os Sintomas Típicos do AUTISMO? Causas do AUTISMO 06 07 Problemas Comportamentais e as Dificuldades dos Pais Projeto de Integração Pró-Autista (Pipa) e a Terapia

Leia mais

Um Bom Começo: Conhecer a Questão do Autismo

Um Bom Começo: Conhecer a Questão do Autismo Um Bom Começo: Conhecer a Questão do Autismo Conceito Incidência Causas do Autismo Manifestações mais comuns O espectro de manifestações autistas Como é feito o diagnóstico de autismo Instrumentos para

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃO EDUCACIONAL TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃO EDUCACIONAL TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃO EDUCACIONAL TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO DEFINIÇÃO Os alunos da área dos Transtornos Globais do Desenvolvimento apresentam

Leia mais

Definição e Histórico. Avaliação, Diagnóstico e Intervenção no TEA Módulo 1

Definição e Histórico. Avaliação, Diagnóstico e Intervenção no TEA Módulo 1 + Definição e Histórico Avaliação, Diagnóstico e Intervenção no TEA Módulo 1 + Autismo Nome criado por Eugen Bleuler em 1911 Dementia Praecox ou Grupo da Esquizofrenias Termo extraído dos estudos sobre

Leia mais

Pediatria do Desenvolvimento e do Comportamento. Faculdade de Ciências Médicas Prof. Orlando A. Pereira Unifenas

Pediatria do Desenvolvimento e do Comportamento. Faculdade de Ciências Médicas Prof. Orlando A. Pereira Unifenas Pediatria do Desenvolvimento e do Comportamento Faculdade de Ciências Médicas Prof. Orlando A. Pereira Unifenas Genética e Ambiente A combinação de fatores ambientais e genéticos é que determina o produto

Leia mais

De acordo com estudos recentes o autismo é mais freqüente em pessoas do sexo masculino.

De acordo com estudos recentes o autismo é mais freqüente em pessoas do sexo masculino. 1 AUTISMO Autismo é um distúrbio do desenvolvimento que se caracteriza por alterações presentes desde idade muito precoce, com impacto múltiplo e variável em áreas nobres do desenvolvimento humano como

Leia mais

Conhecendo o Aluno com TGD

Conhecendo o Aluno com TGD I - [FICHA DE AVALIAÇÃO SOBRE O ALUNO COM TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO] Usar letra de forma Os alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são aqueles que apresentam alterações qualitativas

Leia mais

Autismo Rede Biomédica de Informações

Autismo Rede Biomédica de Informações Autismo Rede Biomédica de Informações DSM-IV Critérios, Transtornos Invasivos do Desenvolvimento 299.00 Transtornos Autisticos A. Um total de seis ( ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois

Leia mais

SÍNDROME DE ASPERGER Pontos importantes para compreender eintervir

SÍNDROME DE ASPERGER Pontos importantes para compreender eintervir SÍNDROME DE ASPERGER Pontos importantes para compreender eintervir Texto organizado pela psicóloga Ingrid Ausec (Núcleo de Acessibilidade da UEL) para subsidiar o acompanhamento de estudantes com Síndrome

Leia mais

AUTISMO. 3º Encontro Formativo para Profissionais da Educação. Atendimento aos Estudantes com Deficiência na Rede Municipal de Contagem

AUTISMO. 3º Encontro Formativo para Profissionais da Educação. Atendimento aos Estudantes com Deficiência na Rede Municipal de Contagem AUTISMO 3º Encontro Formativo para Profissionais da Educação Atendimento aos Estudantes com Deficiência na Rede Municipal de Contagem Quem somos? Professoras das SRMF / AAE - Contagem Raquel Shirley Stella

Leia mais

As Atividades Lúdicas no Desenvolvimento de uma Criança com Autismo

As Atividades Lúdicas no Desenvolvimento de uma Criança com Autismo As Atividades Lúdicas no Desenvolvimento de uma Criança com Autismo Setembro 2014 A Associação Onda de Palavras é um projeto jovem e pioneiro. Princípios: simplicidade, eficácia, rigor e excelência. Principal

Leia mais

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS)

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) I. Relações pessoais: 1.- Nenhuma evidencia de dificuldade ou anormalidade nas relações pessoais: O comportamento da criança é adequado a sua idade. Alguma timidez,

Leia mais

ALUNOS COM AUTISMO NA ESCOLA: PROBLEMATIZANDO AS POLÍTICAS PÚBLICAS

ALUNOS COM AUTISMO NA ESCOLA: PROBLEMATIZANDO AS POLÍTICAS PÚBLICAS ALUNOS COM AUTISMO NA ESCOLA: PROBLEMATIZANDO AS POLÍTICAS PÚBLICAS Resumo A temática da inclusão de alunos com autismo tem merecido maior atenção, após a promulgação da Política Nacional de Educação Especial

Leia mais

TEA Módulo 3 Aula 2. Processo diagnóstico do TEA

TEA Módulo 3 Aula 2. Processo diagnóstico do TEA TEA Módulo 3 Aula 2 Processo diagnóstico do TEA Nos processos diagnósticos dos Transtornos do Espectro Autista temos vários caminhos aos quais devemos trilhar em harmonia e concomitantemente para que o

Leia mais

INTERSETORIALIDADE E AUTISMO

INTERSETORIALIDADE E AUTISMO INTERSETORIALIDADE E AUTISMO Daniel de Sousa Filho Psiquiatra da Infância e Adolescência Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento UPM Introdução Kanner, 1943 Asperger, 1944 Bleuler, 1906 Transtornos do

Leia mais

Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista

Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista www.infanciaeadole scencia.com.br O desenvolvimento social ocorre ao longo de todas as etapas do ciclo vital. Entretanto,

Leia mais

O AUTISMO- NA CRIANÇA

O AUTISMO- NA CRIANÇA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MÉRTOLA Escola E,B 2,3 ES\Escola S. Sebastião de Mértola Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 3ºano Disciplina de Psicopatologia Geral Ano letivo 2013\14 Docente:

Leia mais

AUTISMO NA SALA DE AULA

AUTISMO NA SALA DE AULA 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( x ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA AUTISMO

Leia mais

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE TÍTULO: UM ESTUDO DA INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE VOLTA REDONDA MEDIANTE A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO. CATEGORIA: EM ANDAMENTO

Leia mais

AUTISMO E TDAH: O DESAFIO DA INCLUSÃO. Prof. Dr. Carlo Schmidt. Prof. Adjunto da CE/UFSM Depto. Educação Especial

AUTISMO E TDAH: O DESAFIO DA INCLUSÃO. Prof. Dr. Carlo Schmidt. Prof. Adjunto da CE/UFSM Depto. Educação Especial AUTISMO E TDAH: O DESAFIO DA INCLUSÃO Prof. Dr. Carlo Schmidt Prof. Adjunto da CE/UFSM Depto. Educação Especial INTRODUÇÃO Caracterização: Do que estamos falando? TDAH Autismo O que essas condições têm

Leia mais

Transtornos do espectro do autismo Palestra do Dr. Christopher Gillberg, no dia 10 de outubro de 2005, no Auditório do InCor, em São Paulo.

Transtornos do espectro do autismo Palestra do Dr. Christopher Gillberg, no dia 10 de outubro de 2005, no Auditório do InCor, em São Paulo. Transtornos do espectro do autismo Palestra do Dr. Christopher Gillberg, no dia 10 de outubro de 2005, no Auditório do InCor, em São Paulo. 1. O Professor Christopher Gillberg é médico, PhD, Professor

Leia mais

ANEXO XI (Retificado no DOU de 18/07/2013, Seção 1, pág 25)

ANEXO XI (Retificado no DOU de 18/07/2013, Seção 1, pág 25) ANEXO XI (Retificado no DOU de 18/07/2013, Seção 1, pág 25) MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL LAUDO DE AVALIAÇÃO AUTISMO (Transtorno Autista e Autismo Atípico) Serviço Médico/Unidade

Leia mais

Daniel no mundo do silêncio

Daniel no mundo do silêncio Guia para pais Daniel no mundo do silêncio Walcyr Carrasco série todos juntos ilustrações de Cris Eich Daniel perde a audição nos primeiros anos de vida, e sua família dá todo o apoio para ele se comunicar

Leia mais

Falando com as coisas (Autismo)

Falando com as coisas (Autismo) Falando com as coisas (Autismo) Edson Saggese Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Psiquiatria. Doutor em Ciências da Saúde pelo IPUB/UFRJ, psiquiatra, psicanalista, professor do Instituto

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE INTERAÇÕES SOCIAIS DE UMA CRIANÇA COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

EXPERIÊNCIAS DE INTERAÇÕES SOCIAIS DE UMA CRIANÇA COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL EXPERIÊNCIAS DE INTERAÇÕES SOCIAIS DE UMA CRIANÇA COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo Gisele de Lima Vieira 1 - UFAM Grupo de Trabalho Diversidade e inclusão Agência Financiadora: não contou com financiamento

Leia mais

Transtornos Mentais diagnosticados na infância ou na adolescência

Transtornos Mentais diagnosticados na infância ou na adolescência Pediatria do Desenvolvimento e do Comportamento Transtornos Mentais diagnosticados na infância ou na adolescência Faculdade de Ciências Médicas Prof. Orlando A. Pereira Unifenas Transtorno de Deficiência

Leia mais

Processo Diagnóstico: CID/DSM/Diagnóstico Diferencial. Módulo 3: Aspectos Diagnósticos

Processo Diagnóstico: CID/DSM/Diagnóstico Diferencial. Módulo 3: Aspectos Diagnósticos + Processo Diagnóstico: CID/DSM/Diagnóstico Diferencial Módulo 3: Aspectos Diagnósticos + Processo Diagnóstico do TEA Suspeita dos pais/cuidadores/professores Avaliação médica e não-médica (escalas de

Leia mais

Transtornos Invasivos do Desenvolvimento

Transtornos Invasivos do Desenvolvimento UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ UNOCHAPECÓ Área de Ciências Humanas e Jurídicas Curso de Psicologia, 4º Período Componente Curricular: Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem III Professora:

Leia mais

AUTISMO MITOS, REFLEXÕES E ATUALIDADES KLIGIEL V. B. DA ROSA. NEUROPEDIATRA.

AUTISMO MITOS, REFLEXÕES E ATUALIDADES KLIGIEL V. B. DA ROSA. NEUROPEDIATRA. AUTISMO MITOS, REFLEXÕES E ATUALIDADES KLIGIEL V. B. DA ROSA. NEUROPEDIATRA. Conceito É uma patologia vasto quadro clínico com déficits neurocomportamentais e cognitivos e padrões repetitivos de comportamentos

Leia mais

GLOSSÁRIO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

GLOSSÁRIO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL GLOSSÁRIO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Atendimento Educacional Especializado (AEE) O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço da Educação Especial que organiza atividades, recursos pedagógicos

Leia mais

Fonoaudiologia educacional e autismo: sem comunicação não há inclusão! Autores: PATRÍCIA BLASQUEZ OLMEDO, CÁTIA CRIVELENTI DE FIGUEIREDO WALTER,

Fonoaudiologia educacional e autismo: sem comunicação não há inclusão! Autores: PATRÍCIA BLASQUEZ OLMEDO, CÁTIA CRIVELENTI DE FIGUEIREDO WALTER, Fonoaudiologia educacional e autismo: sem comunicação não há inclusão! Autores: PATRÍCIA BLASQUEZ OLMEDO, CÁTIA CRIVELENTI DE FIGUEIREDO WALTER, Palavras-chave: Autismo, Inclusão Educacional, Barreiras

Leia mais

O Autismo E O Lúdico

O Autismo E O Lúdico O Autismo E O Lúdico Autora: Lucinéia Cristina da Silva (FEF) * Coautora: Alexandra Magalhães Frighetto (UFMT) * Coautor: Juliano Ciebre dos Santos (FSA) * Resumo: A apresentação desse artigo tem como

Leia mais

Autismo: a luta contra discriminação 1

Autismo: a luta contra discriminação 1 XXI Prêmio Expocom 2014 Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação 1 Autismo: a luta contra discriminação 1 Marcela MORAES2 Iara de Nazaré Santos RODRIGUES³ Jonária FRANÇA4 Faculdade Boas Novas

Leia mais

A INTEGRAÇÃO SENSORIAL COMO ABORDAGEM DE TRATAMENTO DE UM ADOLESCENTE NO ESPECTRO AUTISTA

A INTEGRAÇÃO SENSORIAL COMO ABORDAGEM DE TRATAMENTO DE UM ADOLESCENTE NO ESPECTRO AUTISTA A INTEGRAÇÃO SENSORIAL COMO ABORDAGEM DE TRATAMENTO DE UM ADOLESCENTE NO ESPECTRO AUTISTA MATIAS, Rayane CLASSE, Jéssica P. D. CAVALCANTI, Flavia R. R. SILVA, Angela C. D. RESUMO O presente trabalho se

Leia mais

Transtornos Globais do Desenvolvimento e Dificuldades de. Curso de Formação Pedagógica Andréa Poletto Sonza Março/2010

Transtornos Globais do Desenvolvimento e Dificuldades de. Curso de Formação Pedagógica Andréa Poletto Sonza Março/2010 Transtornos Globais do Desenvolvimento e Dificuldades de Aprendizagem Curso de Formação Pedagógica Andréa Poletto Sonza Março/2010 Transtornos Globais do Desenvolvimento São consideradas pessoas com TGD

Leia mais

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) Aleksandra Debom Garcia 1 Fatima Gomes Nogueira Daguiel 2 Fernanda Pereira Santana Francisco 3 O atendimento educacional especializado foi criado para dar um

Leia mais

Da anomia à heteronomia na. Rossano Cabral Lima Psiquiatra infanto-juvenil; mestre e doutorando em Saúde Coletiva (IMS/UERJ)

Da anomia à heteronomia na. Rossano Cabral Lima Psiquiatra infanto-juvenil; mestre e doutorando em Saúde Coletiva (IMS/UERJ) Da anomia à heteronomia na infância Rossano Cabral Lima Psiquiatra infanto-juvenil; mestre e doutorando em Saúde Coletiva (IMS/UERJ) Hipótese mais difundida: indiferenciação primordial entre mãe e bebê

Leia mais

Direitos Reservados à A&R - Reprodução Proibida

Direitos Reservados à A&R - Reprodução Proibida Direitos Reservados à A&R - Reprodução Proibida AUTISMO: UMA REALIDADE por ZIRALDO MEGATÉRIO ESTÚDIO Texto: Gustavo Luiz Arte: Miguel Mendes, Marco, Fábio Ferreira Outubro de 2013 Quando uma nova vida

Leia mais

Requerimento (Do Sr. Hugo Leal)

Requerimento (Do Sr. Hugo Leal) Requerimento (Do Sr. Hugo Leal) Sugere ao Poder Executivo sejam tomadas providências no sentido de ser exigido a feitura de diagnóstico precoce de autismo em todas as unidades de saúde pública do país,

Leia mais

Índice. 1. Definição de Deficiência Motora...3

Índice. 1. Definição de Deficiência Motora...3 GRUPO 5.2 MÓDULO 10 Índice 1. Definição de Deficiência Motora...3 1.1. O Que é uma Deficiência Motora?... 3 1.2. F82 - Transtorno Específico do Desenvolvimento Motor... 4 2 1. DEFINIÇÃO DE DEFICIÊNCIA

Leia mais

Autismo: Os Benefícios da Interação Professor/Aluno/Família

Autismo: Os Benefícios da Interação Professor/Aluno/Família Autismo: Os Benefícios da Interação Professor/Aluno/Família Autora: Sandra Kelly Alcantara (UNITINS) * Coautora: Alexandra Magalhães Frighetto (UFMT) * Coautor: Juliano Ciebre dos Santos (FSA) * Resumo:

Leia mais

Evelise Saia Rodolpho Aluna do 10º Termo de Psicologia Prof. Mestre. Luis Santo Schicotti Ana Lígia Pini Guerreiro Psicóloga Escolar Janaína Fernanda

Evelise Saia Rodolpho Aluna do 10º Termo de Psicologia Prof. Mestre. Luis Santo Schicotti Ana Lígia Pini Guerreiro Psicóloga Escolar Janaína Fernanda Evelise Saia Rodolpho Aluna do 10º Termo de Psicologia Prof. Mestre. Luis Santo Schicotti Ana Lígia Pini Guerreiro Psicóloga Escolar Janaína Fernanda Allmeida Marques Profª da Sala de Recursos Os Transtornos

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO EM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

PÓS-GRADUAÇÃO EM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA PÓS-GRADUAÇÃO EM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Instituição Certificadora: FALC Faculdade da Aldeia de Carapicuíba Amparo Legal: Resolução CNE CES 1 2001/ 2007 Carga Horária: 600h (sendo 150h para estágio)

Leia mais

Desenvolvimento Infantil Típico e Atípico 2. Módulo 3: Aspectos Diagnósticos

Desenvolvimento Infantil Típico e Atípico 2. Módulo 3: Aspectos Diagnósticos + Desenvolvimento Infantil Típico e Atípico 2 Módulo 3: Aspectos Diagnósticos + Desenvolvimento Atípico Presença de atrasos de desenvolvimento ou anormalidades no comportamento da criança quando comparado

Leia mais

Luísa Cabral 17 de Junho de 2008

Luísa Cabral 17 de Junho de 2008 SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA DIRECÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E REABILITAÇÃO DIRECÇÃO de SERVIÇOS de EDUCAÇÃO e APOIO PSICOPEDAGÓGICO SERVIÇO TÉCNICO de APOIO PSICOPEDAGÓGICO CENTRO

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

Assumir a prevenção de perturbações de comunicação e linguagem e despiste no sentido da deteção precoce;

Assumir a prevenção de perturbações de comunicação e linguagem e despiste no sentido da deteção precoce; Definição de Terapeuta da Fala segundo o Comité Permanente de Ligação dos Terapeutas da Fala da União Europeia (CPLO),1994 O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico,

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010 PROJETO DE LEI Nº 157/2010 A semana de conscientização sobre transtornos de aprendizagem, no âmbito do Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica

Leia mais

Diagnóstico das Mulheres & Raparigas no Espetro do Autismo e Implicações na Vida Futura

Diagnóstico das Mulheres & Raparigas no Espetro do Autismo e Implicações na Vida Futura Diagnóstico das Mulheres & Raparigas no Espetro do Autismo e Implicações na Vida Futura Dr Judith Gould Director The NAS Lorna Wing Centre for Autism Porquê o interesse O número crescente de raparigas

Leia mais

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Marília Darc Cardoso Cabral e Silva 1 Tatiane Pereira da Silva 2 RESUMO Sendo a arte uma forma do ser humano expressar seus sentimentos,

Leia mais

Eugênio Cunha eugenio@eugeniocunha.com www.eugeniocunha.com

Eugênio Cunha eugenio@eugeniocunha.com www.eugeniocunha.com Autismo: um olhar pedagógico Eugênio Cunha eugenio@eugeniocunha.com www.eugeniocunha.com Algumas reflexões iniciais: Primeiramente, é importante dizer que não há respostas prontas para todas as questões

Leia mais

Clinicamente o autismo é considerado uma perturbação global do desenvolvimento.

Clinicamente o autismo é considerado uma perturbação global do desenvolvimento. Autismo: Definição Causas Conceitos centrais Diagnóstico O QUE É O AUTISMO? O autismo é uma disfunção no desenvolvimento cerebral que tem origem na infância e persiste ao longo de toda a vida. Pode dar

Leia mais

Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem

Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem Considerações sobre o normal e o patológico Segundo Leticia Lanz: a pessoa é considerada normal quando sua conduta corresponde aos padrões e expectativas do sistema.

Leia mais

HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte

HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte Resumo geral: Os estudos na área das habilidades sociais no Brasil têm contemplado

Leia mais

RELAÇÃO INTERPESSOAL DE PNE (SÍNDROME DE DOWN) NA EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (ESTUDO DE CASO)

RELAÇÃO INTERPESSOAL DE PNE (SÍNDROME DE DOWN) NA EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (ESTUDO DE CASO) RELAÇÃO INTERPESSOAL DE PNE (SÍNDROME DE DOWN) NA EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (ESTUDO DE CASO) HOFMANN *, Ana Paula - PUCPR aninhahofmann@gmail.com Resumo Os portadores de necessidades especiais

Leia mais

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Transtornos do Desenvolvimento Psicológico Transtornos do Desenvolvimento Psicológico

Leia mais

Conhecendo o Aluno Surdo e Surdocego

Conhecendo o Aluno Surdo e Surdocego I - [FICHA DE AVALIAÇÃO SOBRE O ALUNO SURDO E/OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA] Usar letra de forma É importante considerarmos que o aluno surdo da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro possui características

Leia mais

AUTISMO: CONVÍVIO ESCOLAR, UM DESAFIO PARA A EDUCAÇÃO.

AUTISMO: CONVÍVIO ESCOLAR, UM DESAFIO PARA A EDUCAÇÃO. AUTISMO: CONVÍVIO ESCOLAR, UM DESAFIO PARA A EDUCAÇÃO. Anne Caroline Silva Aires- UEPB Marta Valéria Silva Araújo- UEPB Gabriela Amaral Do Nascimento- UEPB RESUMO Este trabalho tem como objetivo apresentar

Leia mais

SÍNDROME DE ASPERGER

SÍNDROME DE ASPERGER Philipe Machado Diniz de Souza Lima CRM 52.84340-7 Psiquiatra Clínico Psiquiatra da Infância e Adolescência Atuação: CAPSI Maurício de Sousa Matriciador em Saúde Mental AP3.3 SÍNDROME DE ASPERGER Síndrome

Leia mais

Educação Especial. 5. O que é a Sala de Recursos Multifuncionais?

Educação Especial. 5. O que é a Sala de Recursos Multifuncionais? Educação Especial 1. Qual a definição de pessoa com deficiência? De acordo com a ONU, pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação

Leia mais

Autismo. Eu conheço. Eu respeito. Aprenda mais com a Casa de David sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). para Doações: www.casadedavid.org.

Autismo. Eu conheço. Eu respeito. Aprenda mais com a Casa de David sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). para Doações: www.casadedavid.org. www.casadedavid.org.br Sede São Paulo: Rodovia Fernão Dias, Km 82, Vila Airosa, São Paulo SP / Estrada Unidade II Atibaia: Municipal Juca Sanches, 1000, Bairro Boa Vista, Atibaia /SP E-mail: falecom@casadedavid.org.br

Leia mais

Autismo: papel do Fonoaudiólogo e a Inclusão na escola

Autismo: papel do Fonoaudiólogo e a Inclusão na escola Autismo: papel do Fonoaudiólogo e a Inclusão na escola Palestrantes: Francielle Martins e Julia Tognozzi Orientadoras: Profª Drª Dionísia Ap. Cusin Lamonica e Fga. Ms. Camila da Costa Ribeiro O que é autismo?

Leia mais

TÍTULO: MÉTODO DE ANALISE DO COMPORTAMENTO APLICADA (ABA) E PORTADORES DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

TÍTULO: MÉTODO DE ANALISE DO COMPORTAMENTO APLICADA (ABA) E PORTADORES DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) TÍTULO: MÉTODO DE ANALISE DO COMPORTAMENTO APLICADA (ABA) E PORTADORES DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: FACULDADE

Leia mais

ATENDIMENTO EDUCACIONAL SALAS MULTIFUNCIONAIS

ATENDIMENTO EDUCACIONAL SALAS MULTIFUNCIONAIS ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO -AEE SALAS MULTIFUNCIONAIS LEGISLAÇÃO Considerando o Decreto 6949/2009 que promulga a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência, assegurando um

Leia mais

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão!

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão! CLÁUDIO MARTINS & MAURILO ANDREAS PARA SABER MAIS Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES LÚCIA HIRATSUKA JASON GARDNER Priscilla Kellen Cabe aqui na minha mão! Frutas GUIA

Leia mais

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão!

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão! CLÁUDIO MARTINS & MAURILO ANDREAS PARA SABER MAIS Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES LÚCIA HIRATSUKA JASON GARDNER Priscilla Kellen Cabe aqui na minha mão! Frutas GUIA

Leia mais

ASPERGER, OU O AUTISMO LEVE

ASPERGER, OU O AUTISMO LEVE Texto de apoio ao curso de especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira ASPERGER, OU O AUTISMO LEVE Especialistas estimam que uma em cada cem crianças possa ter a síndrome,

Leia mais

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia Artigo original: Fga: Profª Telma Pântano Adaptação: Fgas: Profª Lana Bianchi(CRFª: 2907/ SP) e Profª Vera Mietto(CFFª

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AUTISMO: A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO POSSIBILIDADE EDUCACIONAL

EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AUTISMO: A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO POSSIBILIDADE EDUCACIONAL EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AUTISMO: A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO POSSIBILIDADE EDUCACIONAL Tiago Lopes Bezerra1 Universidade Estadual da Paraíba - UEPB Universidade de Pernambuco - UPE O Sistema Educacional do Brasil

Leia mais

BREVE ANÁLISE DAS QUESTÕES QUE PODEM FAVORER O PROCESSO EDUCACIONAL DAS PESSOAS COM AUTISMO.

BREVE ANÁLISE DAS QUESTÕES QUE PODEM FAVORER O PROCESSO EDUCACIONAL DAS PESSOAS COM AUTISMO. BREVE ANÁLISE DAS QUESTÕES QUE PODEM FAVORER O PROCESSO EDUCACIONAL DAS PESSOAS COM AUTISMO. Introdução OLIVEIRA, Tereza Cristina Carvalho Iwamoto de 1. - UNESP Agência Financiadora: CAPES Ao falar sobre

Leia mais

a) F, V, V, V. b) V, F, F, V. c) F, F, V, F. d) V, V, F, V. e) F, V, V, F.

a) F, V, V, V. b) V, F, F, V. c) F, F, V, F. d) V, V, F, V. e) F, V, V, F. Conteúdos Específicos Professor Ensino Superior Atendimento Educacional Especializado 31) De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, analise

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

Público alvo para o AEE Atendimento Educacional Especializado

Público alvo para o AEE Atendimento Educacional Especializado Público alvo para o AEE Atendimento Educacional Especializado I Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial; II Alunos com transtornos

Leia mais

A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS

A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS Polyana Lucena Camargo de Almeida (G-UEL) poly_uel@yahoo.com.br Viviane Boneto Pinheiro (G-UEL) vivianeboneto@hotmail.com

Leia mais

AS RELAÇÕES DAS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS EM ATIVIDADES LÚDICAS: ABORDAGEM DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

AS RELAÇÕES DAS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS EM ATIVIDADES LÚDICAS: ABORDAGEM DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL AS RELAÇÕES DAS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS EM ATIVIDADES LÚDICAS: ABORDAGEM DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL Atos Prinz Falkenbach. UNIVATES-Centro Universitário. Lajeado, Brasil.

Leia mais

O BRINCAR COMO MEDIADOR DE INTERAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM EM CRIANÇAS AUTISTAS

O BRINCAR COMO MEDIADOR DE INTERAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM EM CRIANÇAS AUTISTAS O BRINCAR COMO MEDIADOR DE INTERAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM EM CRIANÇAS AUTISTAS BEZERRA 1, Aíla Murielle Medeiros CORDEIRO 1, Ingrydh KOCH 1, Bernard; LIMA 1, Tácia Adriana Florentino de NUNES

Leia mais

TÍTULO: ANÁLISE DAS FORMAS DE TRATAMENTOS PARA O TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA)

TÍTULO: ANÁLISE DAS FORMAS DE TRATAMENTOS PARA O TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA) TÍTULO: ANÁLISE DAS FORMAS DE TRATAMENTOS PARA O TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA) CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ANHANGUERA DE

Leia mais

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração Material pelo Ético Sistema de Ensino Elaborado para Educação Infantil Publicado em 2011 Projetos temáticos EDUCAÇÃO INFANTIL Data: / / Nível: Escola: Nome: Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Leia mais

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais

O Capitão Avape contra o Fantasma Autismo

O Capitão Avape contra o Fantasma Autismo O Capitão Avape contra o Fantasma Autismo Esta é a segunda edição do manual sobre o autismo, elaborado pelo Grupo de Saúde Mental da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), em parceria

Leia mais

passa por uma longa pesquisa de diagnóstico diferencial de surdez e deficiência mental, retardando ainda mais o diagnóstico do autismo.

passa por uma longa pesquisa de diagnóstico diferencial de surdez e deficiência mental, retardando ainda mais o diagnóstico do autismo. 1 O início de tudo O presente trabalho foi realizado em quatro escolas regulares de Ensino Fundamental de dois municípios da Baixada Fluminense, que serão denominados na pesquisa como município A e município

Leia mais

O JOGO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Valéria Cristina Giacometti 1, Rosiclaire Barcelos 1, Carmen Lúcia Dias 2

O JOGO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Valéria Cristina Giacometti 1, Rosiclaire Barcelos 1, Carmen Lúcia Dias 2 1099 O JOGO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Valéria Cristina Giacometti 1, Rosiclaire Barcelos 1, Carmen Lúcia Dias 2 1 Discente do Mestrado em Educação da Universidade do Oeste Paulista UNOESTE. 2 Docente

Leia mais

Avaliação. Formulação de Caso BETANIA MARQUES DUTRA. MSc. Psicologia. Esp. Neusopsicologia. Esp.Psicopedagogia. Terapeuta Cognitivo-Comportamental

Avaliação. Formulação de Caso BETANIA MARQUES DUTRA. MSc. Psicologia. Esp. Neusopsicologia. Esp.Psicopedagogia. Terapeuta Cognitivo-Comportamental Avaliação & Formulação de Caso BETANIA MARQUES DUTRA MSc. Psicologia Esp. Neusopsicologia Esp.Psicopedagogia Terapeuta Cognitivo-Comportamental Coordenadora do Curso de TCC Aplicada a crianças e adolescentes

Leia mais

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO Autora: Suellen Viviane Lemos Fernandes Co-autora: Maria Irene Miranda Bernardes Universidade Federal de Uberlândia suellenped65@hotmail.com Introdução O presente trabalho

Leia mais

PARCERIA ENTRE PSICOLOGIA E ESCOLA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

PARCERIA ENTRE PSICOLOGIA E ESCOLA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA PARCERIA ENTRE PSICOLOGIA E ESCOLA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Miriam Emanuela Lopes Silva Universidade Federal de Alagoas Danielle Oliveira da Nóbrega

Leia mais

Como é a criança de 4 a 6 anos

Como é a criança de 4 a 6 anos de 4 a 6 anos Como é a criança Brinque: lendo histórias, cantando e desenhando. A criança se comunica usando frases completas para dizer o que deseja e sente, dar opiniões, escolher o que quer. A criança

Leia mais

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores POSSIBILIDADES E LIMITES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA ALUNOS AUTISTAS: O EXEMPLO DA ESCOLA ADVENTISTA

Leia mais

Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez

Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez

Leia mais

BRINCAR E INTEGRAÇÃO SENSORIAL: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL

BRINCAR E INTEGRAÇÃO SENSORIAL: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL BRINCAR E INTEGRAÇÃO SENSORIAL: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL DIONISIO, Amanda Luziêk Alves¹ FRANCA, Annyelle Santos² CAVALCANTE, Cindy Bianca Soares² ARAÚJO, Clarice Ribeiro Soares³

Leia mais

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM AUTISMO: O QUE DIZ A LITERATURA

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM AUTISMO: O QUE DIZ A LITERATURA INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM AUTISMO: O QUE DIZ A LITERATURA Neuza Maria Vieira 1 Sandra Rosa Baldin 2 Raísa Souza Freire 3 GT5- Educação, Comunicação e Tecnologia Resumo O autismo é uma síndrome comportamental,

Leia mais

Expressão Musical II. Universidade De Trás-Os-Montes e Alto Douro Educação Básica 1ºano,2ºsemestre,2012/1013. Docente: António Neves

Expressão Musical II. Universidade De Trás-Os-Montes e Alto Douro Educação Básica 1ºano,2ºsemestre,2012/1013. Docente: António Neves Universidade De Trás-Os-Montes e Alto Douro Educação Básica 1ºano,2ºsemestre,2012/1013 Expressão Musical II Docente: António Neves Discente: Ana Matos nº 53184 A música e o som, enquanto energia, estimulam

Leia mais

DECLARAÇÃO DE ISENÇÃO DE ICMS PARA PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA, VISUAL, MENTAL SEVERA OU PROFUNDA, OU AUTISTA

DECLARAÇÃO DE ISENÇÃO DE ICMS PARA PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA, VISUAL, MENTAL SEVERA OU PROFUNDA, OU AUTISTA DECLARAÇÃO DE ISENÇÃO DE ICMS PARA PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA, VISUAL, MENTAL SEVERA OU PROFUNDA, OU AUTISTA OBJETIVO DO SERVIÇO: Conceder isenção de ICMS para portadores de deficiência física, visual,

Leia mais

o intuito de resolver problemas ligados à aprendizagem / estimulação. AVALIAÇÃO DO PERFIL E DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR:

o intuito de resolver problemas ligados à aprendizagem / estimulação. AVALIAÇÃO DO PERFIL E DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR: Glossário ALUCINAÇÕES: Experiências perceptivas (sensações) tomadas por reais na ausência de estímulo externo correspondente. Para o doente é impossível distinguir as alucinações das verdadeiras percepções.

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DÉFICITI COGNITIVO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO TRABALHO DOCENTE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DÉFICITI COGNITIVO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO TRABALHO DOCENTE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DÉFICITI COGNITIVO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO TRABALHO DOCENTE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Resumo Cíntia Aline Schlindweis Iop 1 UFSM Denise Ferreira da Rosa 2 UFSM Martiéli de Souza

Leia mais

TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO ESPECTRO AUTISTA: A INCLUSÃO DE CRIANÇAS AUTISTAS NA REDE REGULAR DE ENSINO E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE APOIO

TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO ESPECTRO AUTISTA: A INCLUSÃO DE CRIANÇAS AUTISTAS NA REDE REGULAR DE ENSINO E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE APOIO TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO ESPECTRO AUTISTA: A INCLUSÃO DE CRIANÇAS AUTISTAS NA REDE REGULAR DE ENSINO E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE APOIO Resumo Alice de Araújo Silva Mota 1 Clério Cezar Batista

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

METODOLOGIAS DE ENSINO PARA CRIANÇAS AUTISTAS: SUPERANDO LIMITAÇÕES EM BUSCA DA INCLUSÃO.

METODOLOGIAS DE ENSINO PARA CRIANÇAS AUTISTAS: SUPERANDO LIMITAÇÕES EM BUSCA DA INCLUSÃO. METODOLOGIAS DE ENSINO PARA CRIANÇAS AUTISTAS: SUPERANDO LIMITAÇÕES EM BUSCA DA INCLUSÃO. Adriano dos Santos pmonge13@hotmail.com Universidade Federal do Recôncavo da Bahia UFRB PROPAE - Discente Bolsista

Leia mais