7ª Edição da Conferência Internacional de Produção Mais Limpa de São Paulo

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1 Projeto de de Efeito Estufa da 7ª Edição da Conferência Internacional de Produção Mais Limpa de São Paulo São Paulo Agosto de 2008 *connectedthinking

2 de Projeto de de Efeito Estufa da 7ª Edição da Conferência Internacional de Produção Mais Limpa de São Paulo 21 de agosto de 2008 Atenção: Exmo. Senhor Vereador Gilberto Natalini À Câmara Municipal de São Paulo Gabinete do Exmo. Sr. Vereador Gilberto Natalini São Paulo - SP Prezados Senhores: Este relatório apresenta os resultados da aplicação da metodologia da PricewaterhouseCoopers (PwC) para quantificação das emissões de gases de efeito estufa da 7ª Edição da Conferência Internacional de. As análises referidas neste documento advêm da compilação das informações disponibilizadas pelos profissionais encarregados da organização da conferência e de entrevistas realizadas em campo por profissionais da PwC. Para a elaboração destas entrevistas, foi utilizada a metodologia PwC. Este relatório é de uso exclusivo dos organizadores da 7ª Edição da Conferência Internacional de, e é de sua inteira responsabilidade a apresentação deste a terceiros. Atenciosamente, PricewaterhouseCoopers Ltda. 2

3 de Índice Sumário Executivo Introdução Objetivos Cálculo de Emissões Consumo de Energia Resíduos Transporte Grau de Escolaridade dos Participantes Opinião do Público sobre o Uso do Etanol Total de Emissões Resultados

4 de Sumário Executivo A 7ª edição da Conferência Internacional de, ocorrida no dia 21 de maio de 2008, no Anhembi Parque, Grande Auditório, teve como tema principal o etanol e a cidade de São Paulo, suas perspectivas e oportunidades. O evento teve como objetivos promover o debate sobre o tema produção mais limpa com a iniciativa privada, administração pública, terceiro setor, instituições de ensino e sociedade civil, assim como, contribuir para difundir a prática do desenvolvimento limpo nos órgãos da administração pública, pequenas, médias e grandes empresas. Para que as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do evento sejam neutralizadas, a PricewaterhouseCoopers como parceira da conferência, realizou o levantamento das emissões de GEE e posteriormente aplicou sua metodologia para a quantificação das emissões. Neste trabalho são apresentados a metodologia utilizada para o cálculo das emissões de GEE, as pesquisas feitas com o público participante e os palestrantes do evento, e os resultados obtidos. 1 Introdução A Produção Mais Limpa, criada em 1989 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), tem o objetivo de proporcionar uma estratégia preventiva que permitesse às empresas aumentarem a eficiência de uso de recursos naturais através da minimização ou reciclagem dos resíduos gerados. São Paulo faz parte do grupo das 40 maiores cidades do mundo e possui um grande potencial poluidor. Desde 2002, a Conferência de Produção Mais Limpa de São Paulo tem disseminado informações sobre modelos de conduta sustentável. Neste ano, durante a conferência, profissionais da área de tecnologia e meioambiente, estudantes, população em geral e administradores públicos, tiveram a chance de conhecer estratégias e propôr outros caminhos para minimizar os efeitos da poluição emitida na atmosfera. As discussões foram balizadas pelos temas "O etanol e a cidade de São Paulo: suas perspectivas e oportunidades". 4

5 de A conferência teve como objetivo provocar na sociedade um debate aprofundado e amplo sob as vertentes: ambiental, social e econômica, da produção e do uso do etanol como combustível limpo e renovável. Para compensar o impacto causado ao meio ambiente pela conferência, o evento terá suas emissões de gases de efeito estufa neutralizadas pela metodologia da PricewaterhouseCoopers (PwC). O plantio de mudas será efetuado em escolas via parceria entre a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Secretaria da Educação, Câmara Municipal. A verificação do plantio efetuado cabe à PwC. 2 Objetivo O objetivo do presente projeto é a neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) causadas pela realização da 7ª edição da Conferência Internacional de, através do plantio de espécimes arbóreas em escolas e sua posterior verificação. Nos cálculos de quantificação dos GEE serão incluídas as emissões do translado de seus participantes (distância e meio de transporte), do tratamento dos resíduos sólidos orgânicos gerados e da energia elétrica consumida durante o evento. Estes cálculos proporcionarão, por sua vez, a quantificação de mudas necessárias para a neutralização do evento. O plantio destas mudas trará benefícios sociais por meio de novas áreas plantadas em escolas, bem como a educação ambiental dos alunos. Desta forma, o presente projeto contribui ao mesmo tempo para uma arborização local, para o combate as mudanças climáticas através da fixação do carbono, e conscientização da população. 3 Cálculos de Emissões Nos cálculos, as emissões de GEE foram expressas em toneladas de dióxido de carbônico equivalente (tco 2 e), de acordo com o modelo sugerido pelo Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas, o qual tem a missão de avaliar exaustiva e objetivamente toda a informação técnica, científica e sócio-econômica disponível, que permita conhecer os riscos das mudanças do clima. O IPCC, através do seu Terceiro Grupo de Trabalho avalia as opções que permitem limitar as emissões de 5

6 de GEE s e, atenuar os outros meios dos efeitos das mudanças climáticas. A unidade, tco 2 e, é utilizada por este Grupo de Trabalho como base comparativa do potencial de Efeito Estufa dos diferentes GEE s, tendo como referencia as características do gás carbônico. Para os cálculos foram utilizados dados fornecidos pela organização do evento, assim como dados coletados durante e após o evento por profissionais da PwC. O escopo de projeto considerado para a contabilização das emissões de GEE foi a estrutura física do Grande Auditório, no Anhembi Parque, local de realização do evento, e o transporte do público e palestrantes. Os trajetos considerados no transporte foram os deslocamentos entre as origens e o evento, assim como os respectivos retornos. O total de pessoas no recinto do evento foi aproximadamente 840 pessoas. Para refinar as estimativas e garantir a clareza e transparência dos resultados, as emissões foram subdivididas de acordo com suas origens. Para cada estimativa o cenário mais realista possível foi traçado para servir de base aos cálculos realizados. 3.1 Consumo de Energia Elétrica Para calcular as emissões relativas ao consumo de eletricidade do evento, foi utilizado o fator de emissão (tco 2 e / MWh) proveniente da composição da matriz elétrica brasileira desenvolvida a partir da ferramenta Tool to calculate the emission factor for an electricity system, proveniente da metodologia ACM0002 Consolidated baseline methodology for grid-connected electricity generation from renewable sources, aprovada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC) para Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) empregados no Brasil, informaçoes disponibilizadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). A quantificação da energia elétrica consumida foi efetuada pelos organizadores do evento por meio de análise do consumo elétrico no dia do evento. A energia elétrica total consumida foi de 0,370 MWh. Utilizando este valor na metodologia acima descrita, obtém-se o resultado de 0,0682 tco 2 e. 6

7 de 3.2 Resíduos Sólidos Orgânicos Devido à estratégia adotada pelos organizadores do evento de fornecimento do coffee break, o lixo gerado foi quase totalmente reciclado, o que resultou, sob a perspectiva de emissões de GEEs, em uma produção insignificante de resíduos sólidos orgânicos. Por conseguinte, a parcela de emissões decorrentes dos resíduos sólidos gerados foi desconsiderada na somatória total do evento. 3.3 Transporte As distâncias percorridas em cada trajeto foram multiplicadas pelos fatores de emissão relativos ao meio de transporte e combustível utilizados. Os fatores de emissão (kgco 2 e/p*km) utilizados foram obtidos através da Associação dos Taxistas, do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, da SP Trans, Tabela de Consumo de Veículos da Revista CarSale, AirBus e Tam, assim como o IPCC e Schlumber Excellence in Educational Development - SEED. As distâncias percorridas foram estimadas por meio de um mapa. Uma amostra de aproximadamente 25% dos participantes do evento foi entrevistada para se ter conhecimento de onde e como estes foram ao evento. De acordo com a pesquisa efetuada, a maior parte do público veio da Zona Sul da Cidade de São Paulo, representando 26% dos participantes. A segunda maior parcela, representante de 19,50% dos participantes, veio da Zona Leste (Figura 1). Da Zona Sul a maior parte dos participantes veio de Ônibus e carro a Gasolina, da Zona Leste a maioria veio de Metrô e Ônibus. 7

8 de Figura 1 Pessoas por Região 15,00% 15,00% 19,50% 26,00% Região ABC Zona Leste Zona Norte Zona Oeste Zona Sul Centro Outros 7,50% 11,00% 6,00% Da parcela do público que foi entrevistada pode-se notar que a maior parte se locomoveu de Ônibus, representando 35,49% dos participantes (Figura 2). Vale ressaltar que a utilização do metrô incentivada pelos organizadores do evento e que do terminal Tietê até o evento, foi disponibilizado um ônibus pelo evento. Em seguida, com 19,99%, está o meio de locomoção Metrô. Juntos os dois representam 55,48% do público. É interessante notar que estes são os meios de transporte coletivos de baixa intensidade de emissão por pessoa. 8

9 de Figura 2 Pessoas por Transporte 19,99% 19,56% 15,75% 3,13% 0,12% 3,05% 0,36% 1,52% 0,51% 0,51% 35,49% Avião Internacional Avião Nacional A pé Carro GNV Motorcicleta Táxi Trem Carro Álcool Carro Gasolina Metrô Ônibus De posse dos valores citados acima, pôde-se calcular a emissão de cada meio de transporte e sua contribuição de emissões (Figura 3). Nota-se que a maior parte das emissões do translado dos participantes é proveniente da utilização de Avião, sendo que o avião internacional utilizado (Estocolmo São Paulo Estocolmo) e o nacional (3 pessoas Goiás São Paulo Goiás) somam juntos 68,12%. 9

10 de Figura 3 Porcentagem de Emissões por Meio de Transporte 57,02% 13,38% Avião Internacional Táxi Avião Nacional Carro Gasolina Ônibus Metrô 11,10% Trem Motorcicleta 0,16% Carro GNV 0,44% 0,87% 2,42% 6,86% 7,75% As emissões provenientes de pessoas andando a pé, de bicicleta e de carro a Álcool são responsáveis por 0% de emissões, sendo o etanol uma fonte renovável de energia. A soma dos GEE emitidos em transporte dos participantes em geral resulta em 4,1024 tco 2 e. É interessante observar que nesta 7ª edição da Conferência Municipal de Produção Mais Limpa, apesar de ter sido um evento para menos pessoas (cerca de metade da 6ª edição) a emissão proveniente dos meios de transporte não caiu na mesma proporção, pois houve pessoas que vieram de outros estados via avião, o que acarretou um incremento no total de emissões quando comparado ao evento do ano passado. O Avião possui uma grande intensidade de emissões de GEE por pessoa Grau de Escolaridade dos Participantes Com o intuito de caracterizar e obter um esboço do público que freqüentou o evento, buscou-se a informação referente ao nível de escolaridade dos participantes (Figura 5). 10

11 de Figura 5 Grau de Escolaridade 6% 19% 18% 2% 24% 2º Grau Incompleto 2º Grau Completo 3º Grau Incompleto 3º Grau Completo Técnico Pós-Graduação / Mestrado 31% Observou-se que a maioria do público do evento, cerca de 51%, possui 3º Grau Completo e/ou curso Técnico e Pós-Graduação/Mestrado Opinião do Público sobre o Uso do Etanol Durante a entrevista também foi requisitada a opinião do público sobre aspectos prós e contras da utilização do etanol de cana-de-açúcar, como segue nas Figuras 6, 7 e 8 a seguir. 11

12 de Figura 6 Na sua opinião, qual o principal pró do etanol de cana-de-açúcar? 12% É um combustível mais barato. 25% 35% Alternativa ao petróleo / Desenvolvimento Sustentável. Proporciona o desenvolvimento econômico/tecnológico. Ajuda a consolidação da autosuficiência energética. 28% Nota-se que a maioria das pessoas (63%) acredita que a utilização do etanol de cana-de-açúcar proporciona, principalmente, o desenvolvimento sustentável, assim como, econômico e tecnológico, sendo uma alternativa viável ao uso dos derivados de petróleo. Figura 7 Na sua opinião, qual o principal contra do etanol de cana-de-açúcar? Uma parcela expressiva de pessoas acredita que as condições de trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar são ruins, tendo esta área uma necessidade de cuidado por parte dos governantes. 12

13 de Figura 8 O desenvolvimento do etanol contribui para a redução do Efeito Estufa? 70% 18% Sim. Não. Não Sei. 12% A maioria das pessoas acredita que o etanol contribua para a redução das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa. 3.4 Total de Emissões Na Figura 9 é possível perceber claramente que as emissões provenientes do transporte detêm a maior parcela de emissões do evento. Juntos, os meios de transporte somam 98%. Figura 6 - Representatividade das Emissões (em tco 2 e) 98% Transporte 2% Energia Elétrica 13

14 de Abaixo, na Tabela 1 pode-se observar os respectivos valores das emissões em carbono equivalente de Transporte, Energia Elétrica e a soma de todos os itens. Tabela 1 Emissões de GEE por Item Analisado Transporte dos Participantes (tco 2 e) Energia Elétrica (tco 2 e) Lixo Orgânico (tco 2 e) Total (tco 2 e) 4,0124 0,0682 Desconsiderado 4, Conclusão De posse do valor referente ao total das emissões de GEE do evento, estimou-se que é necessário no mínimo o plantio de 30 mudas para absorver as 4,08 toneladas de gás carbônico equivalente, emitidas durante o evento. As quantidades de carbono absorvido por árvore variam bastante nos artigos científicos, devido às diferentes características das espécimes arbóreas, climas de regiões, incidência solar, tipos de solo, topografia entre outros aspectos. No calculo da quantidade de mudas a ser plantada, utilizou-se um valor médio. Este valor já inclui as mudas que possivelmente não se desenvolverão por completo. 14

15 Relatório dos Auditores Independentes sobre o Processo de Aplicação de Metodologia para Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa da 7ª Edição da Conferência Internacional de A Câmara Municipal de São Paulo Gabinete do Exmo. Sr. Vereador Gilberto Natalini Introdução Os organizadores da 7ª Edição da Conferência Internacional de Produção Mais Limpa de São Paulo ( Conferência ) solicitaram a PricewaterhouseCoopers ( PwC ) a aplicação de nossa metodologia para estimativa das emissões de gases de efeito estufa da mencionada conferência e de neutralização destas emissões através do plantio de mudas de espécies nativas diversas. Este relatório é de uso exclusivo dos organizadores da Conferência, e é de sua inteira responsabilidade a apresentação deste a terceiros. Objeto Este relatório apresenta a asseguração limitada para a estimativa das emissões de gases de efeito estufa da Conferência, de acordo com nossa metodologia para cálculo das emissões, para as seguintes atividades: 1. Consumo de energia elétrica da Conferência; 2. Quantidade de resíduos sólidos orgânicos gerados pelos participantes da Conferência; e 3. Utilização de transporte pelos participantes da Conferência. 4. Além da estimativa das emissões de gases de efeito estufa da Conferência, este relatório apresenta a asseguração limitada para a estimativa de neutralização das emissões através da captura de gases de efeito estufa a partir do plantio de mudas de espécies nativas diversas. Padrões e Critérios Os critérios e padrões utilizados para nossa metodologia de cálculo de emissões e captura de gases e efeito estufa estão baseados em parâmetros estabelecidos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima ( IPCC ), em metodologias de cálculo de emissões de gases de efeito estufa aprovadas pelo Conselho Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ( MDL ), em fatores da Associação dos Taxistas, do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e da SP Trans, em fatores da Tabela de Consumo de Veículos da Revista CarSale, Airbus e Tam e em parâmetros da Schlumber Excellence in Educational Develpoment SEED. Considerações e Limitações Os resultados de informações não financeiras apresentados estão sujeitos a limitações inerentes dada a natureza e os métodos utilizados para determinar, calcular e estimar tais informações. Nossos trabalhos não se constituem em auditoria financeira ou revisão de informações financeiras históricas.

16 Procedimentos Utilizados e Conclusões Para estimar as emissões de gases de efeito estufa de acordo com o Objeto, as seguintes atividades foram realizadas: 1. Entrevistas com participantes da Conferência para obtenção de informações com relação ao transporte utilizado para deslocamento ao local da Conferência; 2. Utilização de valores de energia elétrica consumida na Conferência; 3. Utilização de valores de resíduos sólidos orgânicos gerados na Conferência; 4. Avaliação de metodologias e parâmetros para cálculo das emissões e captura de gases de efeito estufa, com base em Padrões e Critérios reconhecidos internacionalmente; 5. Aplicação dos parâmetros em metodologia elaborada pela PwC; e 6. Cálculo das emissões de gases de efeito estufa e cálculo da captura por mudas de espécies nativas diversas para neutralização da Conferência. Os procedimentos de cálculos, parâmetros utilizados e estimativas de emissões e captura de gases de efeito estuda está detalhado no Anexo a este relatório. Baseado em nossos trabalhos, podemos concluir que as emissões totais de gases de efeito estufa da Conferência correspondem a 4,08 toneladas de dióxido de carbono equivalente. Para neutralizar o total de emissões estimado, concluímos que seria necessário o plantio de 30 mudas de espécies nativas diversas. São Paulo, 21 de agosto de PricewaterhouseCoopers Ltda. CRC 2SP018638/O-1 Rogério Roberto Gollo Contador CRC 1RS044214/O-9 "S" SP

17 de Anexo Detalhamento das estimativas de cálculo de gases de efeito estufa da Conferência Nos cálculos, as emissões de gases de efeito estufa foram expressas em toneladas de dióxido de carbônico equivalente (tco 2 e), seguindo o padrão mundial estipulado pelo IPCC, órgão científico para assuntos de mudanças climáticos da ONU. Esta unidade, tco 2 e, é utilizada para comparar as emissões de vários gases de efeito estufa baseado no potencial de aquecimento global de cada um. Para a execução dos cálculos foram utilizados dados fornecidos pela organização do evento, assim como dados coletados antes, durante e após o evento por profissionais da PwC. O escopo de projeto considerado para a contabilização das emissões de GEE foi a estrutura física do Grande Auditório, na Anhembi Parque, local de realização do evento, e o transporte do público e palestrantes. Os trajetos considerados no transporte foram os deslocamentos entre as origens e o evento, assim como os respectivos retornos. Para refinar as estimativas e garantir a clareza e transparência dos resultados, as emissões foram subdivididas de acordo com suas origens. Para cada estimativa o cenário mais realista possível foi traçado para servir de base aos cálculos realizados. 1 Consumo de Energia Elétrica Para calcular as emissões relativas ao consumo de eletricidade da Conferência, foi utilizado o fator de emissão (tco 2 e / MWh) proveniente da composição da matriz elétrica brasileira desenvolvida a partir da metodologia ACM0002 Consolidated baseline methodology for gridconnected electricity generation from renewable sources, aprovada pelo Conselho Executivo para MDL empregados no Brasil e informações disponibilizadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). A quantificação da energia elétrica consumida foi efetuada pelos organizadores do evento por meio de análise do consumo elétrico no dia da Conferência. A energia elétrica total consumida foi de 0,370 MWh. Utilizando este valor na metodologia acima descrita, obtém-se o resultado de 0,0682 tco 2 e. 2 Resíduos Sólidos Devido à baixa geração de lixo durante o evento, este foi desconsiderado. 3 Transporte As distâncias percorridas em cada trajeto foram multiplicadas pelos fatores de emissão relativos ao meio de transporte e combustível utilizados. Os fatores de emissão (kgco 2 e/p*km) utilizados foram obtidos através da Associação dos Taxistas, do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, da SP Trans, Tabela de Consumo de Veículos da Revista CarSale, AirBus e Tam, assim como o IPCC e Schlumber Excellence in Educational Development - SEED. As distâncias percorridas foram estimadas por meio de um mapa. Uma amostra de aproximadamente 10% dos participantes do evento (público em geral) foi entrevistada para se ter conhecimento de onde e como estes foram ao evento. Todos os palestrantes foram entrevistados. A soma dos gases de efeito estufa emitidos em transporte do público em geral e dos palestrantes resulta em 4,0124 tco 2 e. 17

18 de 4 Captura de gases de efeito estufa pelo plantio de árvores De posse do valor referente ao total das emissões de gases de efeito estufa da Conferência, estimou-se que será necessário, no mínimo, o plantio de 30 mudas de espécies nativas diversas para absorver as 4,08 toneladas de gás carbônico equivalente emitidas durante a Conferência. As quantidades de carbono absorvido por árvore variam devido às diferentes características das espécimes arbóreas, características climáticas, incidência solar, tipos de solo entre outros aspectos. No cálculo da quantidade de mudas a serem plantadas, utilizou-se um valor conservador de taxa de estoque de carbono por árvore plantada, a fim de garantir a efetiva neutralização de todas as emissões de gases de efeito estufa originadas pelo evento. 18

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