MINISTÉRIO DAS CIDADES SECRETARIA NACIONAL DE TRANSPORTE E DA MOBILIDADE URBANA

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1 MINISTÉRIO DAS CIDADES SECRETARIA NACIONAL DE TRANSPORTE E DA MOBILIDADE URBANA Ata da 33ª Reunião Ordinária do Comitê Técnico de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana do CONCidades DATA: 04/06/2012 HORÁRIO: das 14h às 19h00 I. REPRESENTANTES: LOCAL: Ministério das Cidades - SNTU- sala 602 A Agnaldo Evangelista Sousa Conselheiro Titular Central de Movimentos Populares Aldemar Matias Da Silva Conselheiro Titular Organização das Cooperativas Brasileiras Alex Barreto Santos Conselheiro Titular União Nacional por Moradia Popular Antonio Carlos Damasceno Conselheiro Suplente Confederação Nacional de Associações de Moradores Daniel dos Santos Conselheiro Suplente Confederação Nacional de Associações de Moradores Donizete Fernandes De Oliveira Conselheiro Titular União Nacional por Moradia Popular Eurico Divon Galhardi Conselheiro Suplente Confederação Nacional do Transporte Getúlio Vargas De Moura Júnior Conselheiro Suplente Confederação Nacional das Associações de Moradores Irene Mergener Cunha Conselheira Suplente Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República José Antonio Lanchoti Conselheira Suplente Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo José Eduardo Ribeiro Copello Observador Governo do Estado da Bahia José Geraldo Baião Conselheiro Suplente Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô José Ronald Boueres Damasceno Conselheiro Suplente Confederação Nacional de Municípios Juarez Bispo Mateus Conselheiro Titular Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Jurema da Silva Constâncio Conselheira Titular União Nacional por Moradia Popular Laerte Conceição Mathias De Oliveira Conselheiro Titular Federação Nacional dos Engenheiros Luciano Roberto Rosas Siqueira Conselheiro Suplente Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito 1

2 Luiz Carlos Bertotto Conselheiro Suplente Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito Manuel Xavier Lemos Filho Conselheiro Suplente Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB Marcos Bicalho Dos Santos Conselheiro Suplente Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano Maria Arnete Borges Conselheira Suplente Associação de Pessoas com Deficiência de Limoeiro do Norte - CE Maria Inês Damasceno Da Silva Conselheira Suplente Associação Brasileira de Municípios Mario Wilson Pereira Reali Conselheiro Suplente Frente Nacional de Prefeitos Miguel Lobato Silva Conselheiro Titular Movimento Nacional de Luta pela Moradia Mirce da Cunha Machado Conselheira Titular Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito Nazareno Stanislau Afonso Conselheiro Públicos Nelson Saule Júnior Conselheiro Titular Instituto Polis - SP Titular Associação Nacional de Transportes Neusa Aparecida Dos Santos Conselheira Titular Frente Nacional de Vereadores pela Reforma Urbana Paulo Ruben Nascimento Cohen Conselheiro Central de Movimentos Populares Ronaldo Dimas Nogueira Pereira Conselheiro Suplente Governo do Estado do Tocantins Sandra Mara Clave Conselheiro Suplente Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Silvio José Gonçalves Conselheiro Suplente Movimento Nacional de Luta pela Moradia Wagner Fajardo Pereira Conselheiro Titular Federação Nacional dos Metroviários Whelton Pimentel De Freitas Conselheiro Titular União Nacional por Moradia Popular 2. CONVIDADOS: Sr. Edson Gaspar, representante do DENATRAN 2

3 Pauta 1) Abertura 2) Apresentação da Campanha da Lei da Mobilidade 3) Critérios de seleção de projetos 4) Apresentação Programa da Lei Seca 5) Apresentação do Programa da Década da Redução de Acidentes 6) Plano Setorial de Transporte e da Mobilidade para Mitigação das Mudanças Climáticas 7) Mobilidade Urbana e a Rio 20 8) Projetos TRESURB e CBTU 9) Ações e Atividades da SeMOB para 2012 Informes Gerais 1 O Senhor Júlio Eduardo dos Santos, Secretário da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana-SeMOB iniciou a reunião apresentando-se. Após, compôs a mesa e colocou em votação, para aprovação, a ata da reunião anterior, os presentes solicitaram que primeiro esta deveria ser lida pelos membros, ficou acordado que a aprovação se daria na próxima reunião do GT, em seguida procedeu a leitura da pauta conforme proposta na reunião anterior e colocou em discussão. Quanto à questão da presença da TRENSURB, colocou em debate, uma vez que a empresa, mesmo sendo federalizada atua em âmbito estadual. Informou-se que a gestão é federal. Esclareceu ainda que foi solicitada a presença da CBTU e que tal solicitação seria agora válida para as reuniões seguintes. 2.Nazareno Stanislau Afonso ( Conselheiro Titular ) apontou para a necessidade do GT ter como membros permanentes, representantes da CBTU, TRENSURB e DENATRAN. 3.Wagner Fajardo Pereira (Conselheiro Titular) informou da Resolução já existente neste sentido, isto é, convocar para as reuniões do GT representantes das empresas de trem federalizadas e do DENATRAN 4. O Sr Júlio Eduardo dos Santos (Secretário da SeMOB) leu os itens da pauta e perguntou se a ordem proposta seria aquela 5. o Sr João Alencar (SeMOB) propõe alteração da ordem dos itens listados e que se inicie a reunião pela sua apresentação sobre o Plano Setorial de Transporte e Mobilidade para Mitigação das Mudanças Climáticas, pois este tema será levado a Consulta Pública. 6. O Sr. Nazareno Stanislau Afonso (Conselheiro Titular) questiona a denominação do item constante da pauta sob o nome Paz no Trânsito 7. O Secretário Júlio Eduardo dos Santos esclarece que trata-se de um erro na pauta e o nome 3

4 correto da apresentação é Programa Lei Seca, a ser realizada pelo Denatran e propõe um limite de tempo para as falas e apresentações o que é aceito pelos presentes 8. Relato da Apresentação do Sr. João Alencar (SeMOB) Inicia se reportando a recente reunião realizada no Estado de São Paulo, com órgãos estaduais para apresentação do plano setorial, por incumbência legal (Lei da Mudança do Clima). Nesta lei, o transporte é um dos tópicos, sendo que o Ministério dos Transportes fica responsável pelo transporte de cargas e o Ministério das Cidades com o transporte de passageiros. De início, os investimentos federais na área de mobilidade são importantes para mitigação. A elaboração foi dividida em fases: na primeira quais as informações necessárias? A NTU participou da discussão. Numa segunda fase, realizou-se reuniões abertas com indicações do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, mas não necessariamente as pessoas indicadas têm a ver com a mobilidade. Houve discussão com a sociedade civil em evento realizado em São Paulo e foram convocados os Conselheiros Bispo e Laerte. Nesta discussão ampliada estavam presentes ainda, universidades e a Prefeitura de São Paulo. Explica que a Lei traz o esforço para redução da emissão de gás até 2020, com divisão do trabalho de dois em dois anos para revisão, e com participação intensiva da sociedade. Observou-se que o vilão é o transporte individual. Outra questão é em relação a qual será o abatimento como benefício. Considerando-se o ano base 2010, haverá em dez anos redução de cerca de 66 % até As infra-estruturas abrangem investimentos da Copa e, além disso, as que recebem investimento do BNDES. Um estudo prova que até % das pessoas estarão utilizando etanol no seu transporte, e, devem ser trazidas para o transporte público. Face aos investimentos e mudança de matriz tecnológica, qual a repercussão? É necessário fazer-se a inserção de dados e pesquisa de transferência modal para validar as premissas. É necessário recurso para montagem de banco de dados. A política de mobilidade urbana deve estar alinhada com a política de mudança do clima. Afirmou que o tempo era escasso e há carência de informações. Assim, os dados foram decorrentes dos investimentos feitos no setor. A consulta pública será centralizada no Ministério do Meio Ambiente, não adiantando colocarem-se coisas inexequíveis. Haverá viagens regionais para discussão, uma espécie de consulta pública presencial, envolvendo o Ministério do Planejamento, Ministério do Meio Ambiente, Casa Civil e demais ministérios. 9. Sr. Júlio Eduardo dos Santos Secretário da SeMOB agradeceu a exposição e abre as inscrições para as intervenções, em seguida informa o nome dos inscritos e abre o debate. 10. Os Senhores Wagner Fajardo Pereira e Manuel Xavier Lemos Filhos (Conselheiro Titular Suplente respectivamente) questionam sobre o convite para participação feito pelo Sr. João Alencar ter sido dirigido a penas dois Conselheiros moradores e militantes da Cidade de São Paulo e não ter sido extensivo de todos os membros do Comitê Técnico que residem no Estado. Afirmam ainda não terem comparecido por não terem tomado conhecimento do mesmo. Por fim, ressaltam suas qualificações profissionais e militantes no setor e a importância do tema. 11. Secretário Júlio Eduardo dos Santos (Secretario SeMOB) informa então, que os membros do Comitê Técnico serão sempre informados de todas e quaisquer ações da SeMOB em suas respectivas regiões. 12. A Sra Mirce da Cunha Silva Machado (Conselheira Títular) questiona sobre qual é a política nacional para as pequenas e médias cidades em vista da lei de mobilidades. 13. O Sr. Nazareno Stanislau Afonso (Conselheiro Titular) explica que a lógica da pobreza é que precisa ser pensada, pois o usuário de transporte público coletivo não pode pagar o 4

5 impacto negativo do transporte individual. Os benefícios de investimentos foram dados apenas para um modal e as conseqüências disso nos últimos anos foram drásticas. Tem que reduzir o uso do transporte individual e aumentar o do transporte coletivo. 14. Daniel dos Santos (Conselheiro Suplente) Volto a fazer ressalva quanto à participação dos conselheiros nos encontros locais e pergunto qual a estrutura da Secretaria para fazer esse papel, pois o conselho é formado por pessoas de condições financeiras diferenciadas e gostaríamos de participar dos eventos. Quanto ao barateamento da passagem para o trabalhador acho legal e acho que esta redução tem que ter retorno, benefícios e qual o pensamento do governo nessa troca. 15.Luis Carlos Bertoto. (Conselheiro Suplente) Como diz o Nazareno, estamos fazendo um projeto de redução de emissão que reduza os prejuízos também na saúde. Quando se retira os veículos individuais e aumenta o uso do transporte coletivo, a exemplo do que aconteceu com o transporte escolar, é necessário ter um veículo novo, adequado a situação e uma política de governo em que as empresas possam comprar os veículos. 16. Jose Geraldo Baião (Conselheiro Suplente) Quero aproveitar a ata anterior que tem um evento que realizaremos em setembro a 18º Semana de Tecnologia Metroferroviária. Já oferecemos a participação gratuita dos conselheiros e queremos também a participação do Ministério no evento. Ressalto o benefício social que o sistema de Metrô tem trazido para a cidade. O que se pretende aplicar neste setor tem tido retorno nos benefícios sociais. Há um dado do metrô de SP que mede a contribuição deste transporte para a cidade, o valor medido em 2012 mostrou que tudo que se investe em tecnologia traz benefícios. 17. Manuel Xavier Lemos Filho (Conselheiro Suplente) Volto a reforçar essa questão de que toda vez que o Ministério das Cidades realizar atividades fora do Distrito Federal que acione o conselheiro da região. A exemplo do que aconteceu semana passada, nós recebemos a pauta do Ministro em São Paulo e eu e outros conselheiros participamos. Lembro que todos nós atuamos no setor de transporte. Acho que não há uma recomendação do Governo Federal para a substituição da frota e isso não se justifica, o que tratamos hoje é o descaso de anos com o meio ambiente. A inversão da lógica é verdadeira, não dá pra pensar que quem vai pagar a conta é o usuário do sistema público. Não há como trabalhar com a idéia de que quem usa paga a conta, ou ainda, que transporte público é negócio, visando lucro. 18. Laerte Conceição Matias de Oliveira (Conselheiro Titular) Não entendi a consulta pública. A lei da mobilidade urbana e esse plano são casados? O ser humano é prioritário, seguido da bicicleta, por último o transporte individual. A lógica tem que ser mudada logo. Quando foi para a criação da Lei da Mobilidade fizemos alguns encontros para mobilizar a sociedade, agora é hora de fazer uma devolutiva. Concordo, ainda, que essa nova lei abre espaço para o pedágio urbano, portanto, temos que pensar no Sistema Nacional e que nós teríamos que ter um fundo também para fazermos regulação na parte da tarifa. 19. Expedito CUT Parabenizo o João pela apresentação e quanto ao valor da redução de emissão de gazes, acho que é razoável. Quando você faz referência a mudança do modal para o transporte sobre trilhos é importante. O documento sinalizou para o restante do governo federal, para que tome conhecimento da situação e tome as devidas providências. Este comitê deve estar mobilizado para as consultas públicas para debatermos esse tema lá nos locais, para provocarmos esta discussão pois a questão é: ou mudamos a matriz energética de transporte ou não teremos mudanças. 5

6 20. Marcos Bicalho dos Santos (Conselheiro Suplente) explanou sobre as experiências na área de gás, ou seja, o meio ambiente contribuindo para melhoria de vida da população. Assim, deve-se colocar os benefícios da mudança de matriz energética de forma clara. 21. Wagner Fajardo de Oliveira (Conselheiro Titular) Entendo a reunião, mas eu, o Manuel e o Baião atuamos na área de transporte, somos técnicos, entendemos bem o assunto e atuamos nas nossas respectivas áreas e não fomos convidados para essa reunião em São Paulo. Espero que isso não aconteça novamente, pois podemos contribuir muito nessas discussões e temos interesse reconhecido no assunto. Quanto à questão de fundos, esta proposta estava presente no projeto de lei, mas não foi acatada pela Câmara e pelo Senado, mas não está o município impedido de estabelecer este fundo. Quanto ao fundo do clima está caminhando mas os recursos ainda são poucos. 22. O Secretário Júlio Eduardo dos Santos pede para se retirar por alguns instantes, pois está sendo convocado ao Gabinete do Ministro. O Sr Ricardo Caiado (SeMOB) assume a coordenação da reunião; 23. Passou-se a discutir a Apresentação da Campanha da Lei da Mobilidade. 24. João Alencar (SeMOB) Eu não tenho na secretaria e não existe aqui no Ministério recurso para realização dos seminários dessa resolução. Existe recurso no PPA para atividade de capacitação. Não temos recursos para seminários. O que se discute internamente é que, no período pré-eleitoral e com a mudança de gestão em alguns locais, não é um bom momento para realização dos seminários. A capacitação deve estar associada com uma discussão sobre o que a diretriz de mobilidade urbana irá impactar em cada município, quem se beneficia e a possibilidade de haver um fundo municipal. Além disso, o conteúdo deve ser compatível com cada localidade. 25. Ricardo Caiado (SeMOB) Lembro que temos recursos na ordem de um milhão de reais e que deve ser gasto logo, pois para pedirmos para o ano seguinte temos que gastar este. Podemos fazer o planejamento e elaboração de conteúdo utilizando este recurso 26. Marcos Bicalho dos Santos (Conselheiro Suplente) Na última reunião discutimos isso num espectro muito maior para que a lei se traduza em ações, pois é uma lei de diretrizes e pode não se traduzir em ações práticas. Elaboramos, juntamente com a FNP, uma cartilha da Lei da mobilidade que trouxe. Nós vemos com apreensão essa sua colocação, pois a falta de atenção para a mobilidade é preocupante. 27. Inês Damasceno ( Conselheira Suplente) Como ficou a proposta da reunião anterior dos órgãos se juntarem e fazermos uma cartilha ampla para distribuição e dos seminários regionais? Tenho esperança de conseguirmos nos juntar, essa é apenas uma primeira iniciativa. 28. Nazareno Stanislau Afonso (Conselheiro Titular) Essa cartilha vai funcionar tipo o modelo, quem desejar pode utilizar para apresentações e reproduções. 29. Nelson Saule Júnior (Conselheiro Titular) Me preocupa um pouco como o Ministério das Cidades é fragmentado. Temos é que nos apropriar das experiências da SNAPU e da Secretaria de Habitação. Pegamos a experiência do Estatuto das Cidades quando não tínhamos, nem ministério, nem um milhão e divulgamos. Esse material já é um primeiro passo para usarmos em cursos e eventos. O segundo passo é pensar em um programa de capacitação de multiplicadores e buscar parceria com a Caixa, pois todo o material sobre o estatuto foi ela 6

7 que produziu. Deveríamos já procurar um parceiro. O conteúdo pode ser elaborado por uma instituição ou pensarmos e escrevermos. Nada impede de pensarmos nos seminários regionais para esse ano. 30. Getúlio Vargas de Moura Junior (Conselheiro Suplente) Seria bom fazermos o resgate da reunião passada e fico feliz com a intervenção do Saule, pois isso já foi discutido na reunião passada com o pessoal do movimento de transporte, com o pessoal de empresas e fizemos uma proposta. Perguntamos qual o aporte institucional que o Ministério das Cidades vai nos dar para envolvermos a sociedade, a Federação Nacional de Municípios e nós para que possamos garantir os seminários neste ano e para que não passemos o ano sem fazer nenhuma ação. Não adianta nada fazermos plano de mobilidade sem dialogar com outros planos. Tem muitos prefeitos e vereadores para sensibilizarmos. 31. Nazareno Stanislau Afonso (Conselheiro Titular) Temos dois momentos e a lei está mexendo com o paradigma de como valorizar o transporte não motorizado e o Transporte Coletivo. Então nossa ação tem que tornar pública essa mudança. Devemos rediscutir o que diz Adriano Branco, quando fala das mudanças com a responsabilidade do poder público de mostrar que agora a lei é essa, o sindicato dos engenheiros, a assembléia do Rio Grande do Sul já se disponibilizaram para fazer os Seminários, mas com o aval do governo Federal? Queremos divulgar que o Ministério das Cidades está dizendo que agora a lei é essa. A segunda coisa é o próprio Ministério pegar essa cartilha e divulgar e o MDT fazer uma cartilha voltada para o movimento social. Serão duas cartilhas, uma de discurso político e uma outra bem popular. Qualquer um tem condições de dar essa aula. A Univale de Santa Catarina disse que quer reproduzir a cartilha. Podemos nos preparar esse ano para isso. A lei diz que nada pode ser feito sem obedecer a lei, não precisamos do plano de mobilidade para divulgarmos, pois a lei vale agora. 32. Daniel dos Santos (Conselheiro Suplente) Quero lembrar que na última reunião se fez uma discussão de que três membros iriam fazer a cartilha e todos avaliavam. Por isso é ruim a Ata não chegar a tempo, porque não vemos o que foi discutido anteriormente. 33.Mirce da Cunha Silva Machado (Conselheira Titular) Podíamos aproveitar as audiências do orçamento participativo e divulgarmos a Lei. Vamos inserir no debate o Plano de Mobilidade e de Acessibilidade. 34. Juarez Bispo Mateus (Conselheiro Titular) Queremos o compromisso de quem vai ser candidato, queremos saber o compromisso que terão com a mobilidade. O Ministério das Cidades e a SeMOB têm o compromisso de serem, articuladores do debate, de comprometer o futuro candidato de que agora vale a lei. Não queremos que seja como o Plano Diretor que faz dez anos de criação e a maioria dos municípios não tem nem secretaria de transportes. A maioria das cidades não tem 20 mil habitantes. Queremos o compromisso de implantação. 35. Inês Damasceno (Conselheira Suplente) Aqui no Ministério tem três organizações setoriais distintas que trabalham com o municipal e só a Frente Nacional dos Prefeitos fez algo até agora. Temos dentro do conselho gente especializada e tem que haver uma discussão sobre transporte de massa. Vamos sair do discurso da burocracia e vamos para a prática. 36. Ricardo Caiado de Alvarenga (SeMOB) encerra o debate e passa a palavra ao Sr. João Alencar. 37. João Alencar (SeMOB) retoma o debate da sua apresentação respondendo aos diversos 7

8 questionamentos feitos pelos Conselheiros e Conselheiras. 38. Getútilo Vargas de Moura Júnior (Conselheiro Suplente) O que não dá pra ser feito a gente já sabe, mas o que dá pra fazer é o que a gente quer. Já temos garantido alguns lugares no sul para a realização do seminário e precisamos assegurar nas outras regiões e fazermos os Seminários Regionais. 39. Laerte Conceição Mathias de Oliveira (Conselheiro Titular) O Seminário da Região Sudeste pode ser na sede do sindicato em São Paulo, não temos como fazer a divulgação, mas pode ser no sindicato. 40. Mirce da Cunha Machado (Conselheira Titular ) O Seminário da região Norte pode ser realizado em Porto Velho, no Teatro Municipal e o Ministério das Cidades bancaria a ida do pessoal daqui. 41. Getúlio Vargas de Moura Júnior (Conselheiro Suplente) Não gostaríamos que esse ano passasse em branco, se vão ser realizados até julho ou no final do ano não importa, mas é fundamental chamar atenção do conjunto da sociedade para a questão da mobilidade. 42. Agnaldo Evangelista Sousa (Conselheiro Titular) Queria levantar uma questão: se estamos fazendo numa assembleia legislativa é então um evento do estado? Vejo na capa desta cartilha carro, bicicleta e ônibus e nada de moto, mas temos que discutir a moto. Moro num lugar que o mototaxi é transporte regular e as pessoas usam e tem também o problema dos acidentes de trânsito com moto. 43. Manoel Xavier Lemos Filho (Conselheiro Suplente) Não sei se vou na contramão deste debate, nos estamos falando de uma legislação muito importante, mas de uma forma amadorística, que não pode ficar apenas no âmbito deste Ministério, temos que apresentar que conquistamos a lei, então que o Ministério das Cidades apresente uma programação de trabalho consistente e de recursos, pois assim não conseguiremos atingir nossos objetivos. 44. Júlio Eduardo dos Santos (Secretário da SeMOB) Essa questão colocada pelo Xavier é a minha proposta, no começo do ano que vem, com prefeitos novos, fazemos tudo: divulgação e capacitação. 45. Manoel Xavier Lemos Filho (Conselheiro Suplente) Alguns companheiros dizem que a lei não serve, já ouvi isso em determinadas reuniões, então aproveitamos para nos aprofundarmos na leitura da lei e darmos destaque para cada das questões que temos e que o Ministério apresente para o próximo encontro uma proposta consistente para trabalharmos. 46. Laerte Conceição Mathias de Oliveira (Conselheiro Titular) Concordo que o Ministério esteja por trás, numa ação mais estruturante, mas penso que ainda deveria ser feito alguma coisa neste ano. Então que sejam feitos os cinco seminários regionais e que seja antes do processo eleitoral. 47. Nazareno Stanislau Afonso (Conselheiro Titular) Vou na linha do Conselheiro Laerte, a lei foi aprovada em janeiro, não dá pra serem realizados seminários apenas no ano que vem, então que sejam feitos em parceria e que os conselheiros sejam os divulgadores da cartilha. Já temos condições de fazer algo. A idéia é que a Cartilha seja de livre reprodução. Acho que deveríamos construir uma plataforma política da mobilidade e que as entidades apóiem, que tenhamos algo referendado na lei. Quanto a fazer uma outra cartilha que alguém se habilite, o 8

9 MDT está propondo duas cartilhas com focos distintos, uma mais elaborada e outra mais popular, com desenhos mesmo. Mesmo que fizéssemos essas cinco audiências ainda este ano, ainda faríamos um bom planejamento para realizarmos outras em 2013 e com recursos. 48. Mirce da Cunha Machado (Conselheira Titular) Vejo aqui na Ata da reunião passada que foi formado o grupo com objetivo de pensar isso, mas não foi feito. 49. Nelson Sauler (Conselheiro Titular) Precisamos dar uma ordenada nestas idéias. Foram feitas varias propostas e precisamos ordenar como vamos trabalhar. Ter vários materiais é ótimo, mas temos que ver, quem escreveu tem alguma interpretação diferente? O que estou concordando é que haja essa organização do trabalho. Proponho que o Ministério das Cidades tenha sua própria cartilha e que o material possa ser feito em parceria. No Estatuto da Cidade o Instituto Polis fez uma cartilha. É importante pensar que esse material seja fruto de uma produção mais coletiva. Aqui tem duas propostas concretas o Ministério das Cidades vai fazer essa ação agora ou depois das eleições? 50. Júlio Eduardo dos Santos (Secretário SeMOB) Senhores, temos três inscritos, tem alguma proposta diferente? Caso contrario acho que temos duas linhas e vamos escolher uma delas. 51. Getúlio Vargas de Moura Júnior (Conselheiro Suplente) Gostaria de saber se alguém leu a cartilha, pois todo o material foi discutido aqui, foi aprovado pelos companheiros do Ministério, pelo movimento, o que está aqui é o que foi discutido? No momento não temos que gastar recurso com a cartilha, mas temos que pensar como vamos fazer os seminários. 52. Expedito (Conselheiro Representante da CUT) Aqui não há sobreposição de proposta, fora a proposta do companheiro Xavier que falou que é amadorismo, que não concordo. O que diz o Getúlio é que reproduzamos a cartilha sem ter que analisar com os universitários novamente, aproveitar o recursos e dar start na divulgação. A única coisa que difere é a questão da plataforma que é mais do Ministério. 53. Wagner Fajardo Pereira (Conselheiro Titular) Sinceramente acho que a questão não é ser amador ou não. Essa cartilha tem um conteúdo político e ideológico, portanto, o Ministério das Cidades não tem que divulgá-la. Na minha opinião, não dá pra essa ser a cartilha do Ministério. Temos que fazer os seminários e divulgar a lei e não divulgar a cartilha. O planejamento para a divulgação da lei tem que passar por aqui, pelo comitê, pois antes não passava. O Denatran deve também participar. Tem que ter verba pra divulgação da lei e temos que pensar nisso. Reafirmo que o Seminário é pra divulgar a lei e não a cartilha. 54. Júlio Eduardo dos Santos (Secretário da SeMOB) vou fazer uma proposta: que a partir de 2013 façamos, de forma estruturada e planejada, a divulgação da lei e a capacitação. Vou me informar sobre como vamos fazer isso e se é possível em ano de eleição fazer os seminários no segundo turno. Minha proposta é também fazer uma cartilha comentada. 55. João Alencar (SeMOB) - Proponho trabalhar um material próprio. 56. Júlio Eduardo dos Santos (Secretário SeMOB) Me comprometo em buscar patrocínio para a publicação da cartilha sobre a Lei da Mobilidade. 57. Manoel Xavier Lemos Neto (Conselheiro Suplente) Sugiro que as pessoas que estão se propondo a sediar os encontros regionais que definam o mais rápido possível os locais para a 9

10 sua realização. 58. Wagner Fajardo Pereira (Conselheiro Titular) Companheiros, não sei se vocês todos sabem que alguns sistemas metroviários estão em greve e as empresas tem se recusado a negociar, assim quero propor uma Resolução recomendando o reinicio do processo de negociação, a reabertura das negociações e que não se prive as pessoas do direito ao transporte. A proposta de Resolução foi aprovada por unanimidade. 59. Expedito (Conselheiro Representante da CUT) Aproveito para lembrar que amanha, aqui no Tribunal Superior do Trabalho, teremos a audiência de conciliação. 60. Finalizando a reunião a Diretora da DeMOB, Sra Luisa Gomide faz uma breve apresentação sobre a participação da SeMOB na Conferência Rio Fala que terá um espaço Chamado Diálogos Sustentáveis para se discutir um texto elaborado por consultor contratado e que este texto estará no site do Ministério. 61. Júlio Eduardo dos Santos (Secretário da SeMOB) agradece a presença de todos e finaliza a reunião. Encaminhamentos: 1. O Ministério das Cidades buscará patrocínio para publicação de uma cartilha sobre a Lei de Mobilidade Comentada ainda este ano. 2. O Ministério das Cidades se compromete a realizar a divulgação da Lei da Mobilidade bem como promover cursos de capacitação para elaboração de Planos de Mobilidade a partir de Os Conselheiros se comprometem a organizar um seminário em cada uma das cinco regiões do país com a participação do Ministério das Cidades, na condição de palestrante, ainda neste ano. Pauta preliminar da próxima reunião: 1. Informes do planejamento das ações para divulgação da Lei da Mobilidade 2. Apresentação Programa da Lei Seca pelo Denatran 3. Apresentação do Denatran sobre década para a redução de acidentes de trânsito 4. Projetos TRENSURB 5. Projetos CBTU 6. Critérios de seleção de projetos proposta de resolução 10

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