potencial, competitividade e políticas Nivalde J. de Castro (GESEL/IE/UFRJ) André Luis S. Leite (GESEL/IE/UFRJ) Guilherme A. Dantas (GESEL/IE/UFRJ)

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1 Energia eólica no Brasil: potencial, competitividade e políticas Nivalde J. de Castro (GESEL/IE/UFRJ) André Luis S. Leite (GESEL/IE/UFRJ) Guilherme A. Dantas (GESEL/IE/UFRJ)

2 Introdução As mudanças climáticas e as Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) estão no centro das discussões mundiais; Existe um grande potencial em Fontes Renováveis no mundo, e os incentivos para a sua exploração tem aumentado constantemente; O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, em função de suas numerosas e grandes hidrelétricas; No Brasil, a geração hidrelétrica onde o País possui expertise único no mundo deve representar a maior parte da expansão da oferta de energia elétrica garantindo o suprimento energético, e as outras fontes (eólica, biomassa, solar, carvão, óleo, nuclear) desempenhando papel complementar;

3 Introdução O desafio da humanidade, já nesta década, será combinar o nível atual de bem estar e consumo com sustentabilidade. Entre outras coisas, coloca Sachs (2009), o e ou as co sas, co oca Sac s ( 009), o investimento em fontes renováveis de energia é condição essencial para vencer tal desafio

4 Objetivos Discutir o potencial eólico brasileiro; Analisar a competitividade da energia eólica no Brasil Discutir as políticas possíveis para aumento da participação da energia eólica no brasil.

5 Potencial eólico brasileiro i Nos últimos anos, a matriz elétrica brasileira tem experimentado um significativo crescimento da participação das fontes fósseis (gás natural; carvão e óleo combustível). Redução da participação hidroeletricidade na geração total. Contraditoriamente, a legislação ambiental tem restringido a construção de novas hidrelétricas no país.

6 Perspectivas em Fontes Renováveis no Brasil Já no Brasil, o aumento da capacidade instalada de geração previsto no PDEE, se deve primordialmente à entrada de novas usinas hidrelétricas. As fontes alternativas (Biomassa e Eólica) deverão crescer cerca de 132% entre 2009 e No entanto, representarão apenas 3% do potencial previsto. Estimativa da Expansão da Capacidade Instalada no Brasil por tipo de Fonte (MW) 6

7 Perfil das Principais Fontes Renováveis Potencial Eólico no Brasil GW 8,9 % Norte 12,8 GW Operação-Construção 0% 2,2 % Existe uma complementaridade regional entre hidroeletricidade, energia eólica e biomassa; 52,3 % Nordeste 75,0 GW Operação-Construção 0,7 % 20,7 % Sudeste 29,7 GW Operação-Construção 0 % Centro-oeste 3,1 GW Operação-Construção 0 % Sul 22,8 GW Operação-Construção 0,8 % 0,4 GW em operação 0,3 GW em construção 15,9 %

8 Vantagens da Geração Eólica no Brasil Vantagens da geração eólica no Brasil Complementaridade com a geração hidrelétrica; Contribui para o balanço da rede interligada SIN; Permite a redução de emissão de CO2, pela redução do consumo de combustíveis fósseis; Elevado potencial no Brasil; Incentivo do Governo por meio da realização de Leilão Específico para Eólicas previsto para Novembro de 2009; Fontes de Financiamento atrativas por meio de recursos de Fundos dosconstitucionais sttuco as( (FNE), Banco do Nordeste, SUDENE, BNDES. 8

9 Desafios Baixo histórico de medições de vento, dificultando sua previsibilidade; Necessidade de revisão do Atlas Eólico Brasileiro com medições em torres superiores a 100 m de altitude; Grande incerteza acerca de seus parâmetros econômicos e, portanto, competitividade da energia eólica; Existência de poucos fabricantes de equipamentos nacionais; A tecnologia utilizada no Brasil ainda não incorporou características específicas para atender ao perfil de ventos existentes no país, o que levaria a aumento de eficiência e redução de custos na implantação e operação destes empreendimentos; Necessidade de alguma forma de subsídios para estimular o crescimento desta fontes na matriz brasileira; 9

10 Desafios Parte importante do potencial a ser explorado situa-se em locais remotos, o que demanda expressivo custo de instalação de redes de transmissão. A infraestrutura rodoviária é precária para o transporte de equipamentos para locais distantes. Experiência ainda recente dos empreendedores brasileiros neste segmento. 10

11 Competitividade Fonte Investimento Fator Tarifa Equilíbrio (US$/Kw) Capacidade (%) (US$/MWh) Hidro (estruturante) Hidro Carvão Gás Natural Biomassa PCH Eólica Óleo combustível

12 Políticas para promoção de energia eólica no Brasil Assim como em outros países, no Brasil são necessárias políticas diretamente voltadas à promoção da energia eólica. Políticas voltadas para o lado da oferta e pelo lado da demanda. No primeiro caso, redução dos custos de financiamento dos empreendimentos. E, no caso da demanda, pela criação de mecanismos específicos de contratação.

13 Leilão 2009 O Leilão de Energia Eólica realizado em Dezembro de 2009 foi um clássico exemplo de instrumento t de promoção de uma determinada d fonte pelo lado da demanda. No entanto, em instrumentos desse tipo não pode ser ignorada a variável custo, logo se faz necessário ái que venha acompanhado da utilização de instrumentos t pelo lado da oferta que atuem de forma a reduzir os custos. Neste sentido, houve uma bem elaborada política de desoneração tributária em conjunto com incentivos fiscaisi e o desconto na tarifa fio previsto it para empreendimentos de fontes renováveis de energia com capacidade inferior a 30 MW que vieram a se somar a perspectiva da redução de custos do investimento a partir da entrada de novas firmas produtoras de equipamentos eólicos permitindo desta forma que o leilão tivesse como resultado a contratação t de 753 MWmed equivalendo a adição no sistema de 1805,7 MW ao expressivo preço de US$ 98,27.

14 Leilão 2009 Acreditamos que este é o início de uma política sistemática de contratação de energia eólica. Para tal fim, é necessária a manutenção dos incentivos pelo lado da oferta com o intuito de permitir a inserção da energia eólica na matriz elétrica brasileira tendo como parâmetro de preço àqueles praticados no Leilão de Energia Eólica que se situaram bastante próximos ao patamar de preços das fontes convencionais.

15 Leilão 2009 Políticas: Redução do IPI das usinas ; Aumento do prazo de compra de 15 para 20 anos; Criação de mecanismos de transporte dos geradores até rede básica; Introdução de um encargo de energia de reserva.

16 Considerações finaisi Base dos modelos do sistema elétricos: Modicidade tarifária; Segurança energética; Sustentabilidade.

17 Considerações finaisi Investimento em fontes renováveis não é mero modismo ecológico, é uma política pragmática de redução da dependência de combustíveis fósseis, especialmente os importados.

18 Considerações finaisi Com o aumento da participação de outras fontes no setor elétrico, acomplexidade também aumentará. Aumentando a complexidade, característica inerente aos sistemas sse elétricos, eé aumentar-se-á a também a necessidade de coordenação. Logo, o papel do Estado é cada vez mais significativo.

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