Direito Tributário Toque 5 Questões FCC Parte 2

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Direito Tributário Toque 5 Questões FCC Parte 2"

Transcrição

1 Olá pessoal! Dando continuidade à análise do estilo Fundação Carlos Chagas (FCC) em questões de Direito Tributário, hoje iremos conferir como o tema Princípios Constitucionais Tributários é explorado por essa banca examinadora. Trata-se ainda de Limitações Constitucionais do Poder de Tributar, concentradas entre os artigos 150 e 152, e um pouco dispersas nos artigos 145, 153, 155 e 156, todos da CF/88. O concurso para o cargo de Auditor-Fiscal do Município de São Paulo está se aproximando, e obter um bom resultado em Direito Tributário é fundamental para aprovação! PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS Não causa nenhuma surpresa o fato de que em vários concursos recentes, a FCC cobrou conhecimentos relativos ao princípio da anterioridade. Esse é um assunto tradicional em provas de concurso! (FCC/ Agente Fiscal de Rendas SP/ 2006) De acordo com o princípio constitucional da anterioridade, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. O referido princípio tributário NÃO se aplica aos impostos sobre: (A) a renda e proventos de qualquer natureza, produtos industrializados e propriedade predial e territorial urbana. (B) importação, exportação, produtos industrializados, renda e proventos de qualquer natureza e propriedade territorial rural. (C) propriedade territorial rural, circulação de mercadorias e serviços, renda e proventos de qualquer natureza e imposto extraordinário instituído em caso de guerra ou sua iminência. (D) serviços de qualquer natureza, propriedade de veículos automotores e transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos. (E) importação, exportação, produtos industrializados, operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários e imposto extraordinário instituído em caso de guerra ou sua iminência. Solução Essa é uma questão básica sobre o princípio da anterioridade, que cobra conhecimentos acerca de exceções a sua aplicação. A anterioridade, modalidade do postulado da não-surpresa, está gravada na alínea b do inciso III do art. 150 da CF/88: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; Excepcionar alguns tributos da regra geral de aplicação do princípio da anterioridade, significa dizer que não é preciso esperar o exercício financeiro seguinte para cobrá-los, em caso de instituição ou majoração. Na parte inicial do 1º do próprio art. 150, o legislador constituinte tratou de enumerar tais exceções: Murillo Lo Visco 1 Editora Ferreira

2 Art º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; (...). Na ordem em que aparecem nessa parte inicial do 1º, são exceções ao princípio da anterioridade: a) Art. 148, I - Empréstimo Compulsório (EC), somente na hipótese de ter sido instituído para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; b) Art. 153, I - Imposto sobre Imposto sobre importação de produtos estrangeiros (II); c) Art. 153, II - Imposto sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE); d) Art. 153, IV - Imposto sobre produtos industrializados (IPI); e) Art. 153, V - Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF); f) Art. 154, II Imposto Extraordinário (IEG), na iminência ou no caso de guerra externa. Até aqui a lista de exceções contém dois impostos sobre o comércio exterior (II e IE), um imposto sobre a produção industrial (IPI) e um imposto sobre operações financeiras (IOF), todos de caráter predominantemente extrafiscal. Além dos impostos extrafiscais, as exceções à anterioridade listadas no 1º do art. 150 compreendem ainda dois tributos cuja autorização para instituição é motivada por um acontecimento extraordinário: no caso do empréstimo compulsório, por calamidade pública, por guerra externa ou por iminência de guerra externa; e no caso do imposto extraordinário, por guerra externa ou por iminência de guerra externa. Com o que foi dito até aqui já é possível assinalar corretamente a letra E, gabarito oficial. Mas, antes de passarmos para outra questão, vamos aprofundar um pouco mais nossa análise devido à importância do tema. Ainda sobre exceções, além das já mencionadas, existem duas outras exceções relativas ao restabelecimento de alíquotas (uma forma de majoração de tributos), depois de terem sido reduzidas. Trata-se: a) do ICMS sobre combustíveis e lubrificantes definidos em lei complementar (exceção à anterioridade prevista no art. 155, 4º, inciso IV, alínea b ); b) da Cide-Combustíveis (exceção à anterioridade prevista no art. 177, 4º, inciso I, alínea b ). Não se pode esquecer de mencionar a regra própria de anterioridade das Contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social. O art. 195 da CF/88, no Capítulo da Seguridade Social, enumera uma série de contribuições que constituem fontes para seu financiamento. No 6º do mesmo artigo, o constituinte estabeleceu uma forma de não- Murillo Lo Visco 2 Editora Ferreira

3 surpresa, conhecida como Anterioridade Nonagesimal ou Anterioridade Mitigada, diferente daquela prevista na alínea b do inciso III do art. 150: Art º - As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b". (grifou-se) Note que nesta forma de não-surpresa, não há que se perquirir o exercício financeiro de publicação da lei. Apenas há que se aguardar o lapso de 90 dias da data de publicação da lei que majora ou modifique contribuição para financiamento da Seguridade Social. Note bem a diferença entre as duas formas de não-surpresa. A anterioridade nonagesimal garante um lapso mínimo de 90 dias entre a publicação e os efeitos da lei que traz gravame aos contribuintes. Já a anterioridade, na forma da alínea b do inciso III do art. 150, se mostra ineficaz porque permite que a lei publicada em 31 de dezembro, produza efeitos já a partir do dia seguinte. Como a anterioridade nonagesimal do 6º do art. 195 alcança apenas contribuições que constituem fontes da seguridade social, havia forte motivação para a ampliação da abrangência desta forma de não-surpresa, garantidora de no mínimo 90 dias de lapso temporal entre publicação e efeitos. Dessa forma, por meio da Emenda Constitucional nº 42, de 2003, foi inserida a alínea c no inciso III do art Trata-se do Princípio da Noventena: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (grifou-se) A parte final do já mencionado 1º do art. 150 contém as exceções à noventena: Art º (...) e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. Na ordem em que aparecem nessa parte final do 1º, são exceções ao princípio da noventena: a) Art. 148, I - Empréstimo Compulsório (EC), somente na hipótese de ter sido instituído para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; b) Art. 153, I - Imposto sobre Imposto sobre importação de produtos estrangeiros (II); c) Art. 153, II - Imposto sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE); d) Art. 153, III - Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR); Murillo Lo Visco 3 Editora Ferreira

4 e) Art. 153, V - Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF); f) Art. 154, II Imposto Extraordinário (IEG), na iminência ou no caso de guerra externa; g) Art. 155, III Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), apenas quanto à fixação da base de cálculo; h) Art. 156, II Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU), apenas quanto à fixação da base de cálculo. Para encerrar a análise das exceções do 1º do art. 150, vamos dispô-las em um quadro resumo, onde se deve ficar muito atento ao IPI e ao IR: Tributo Exceção à Anterioridade Exceção à Noventena Imposto de importação (II) Imposto de exportação (IE) Imposto de renda (IR) Imposto sobre produtos industrializados (IPI) Imposto sobre algumas operações financeiras (IOF) Imposto extraordinário de guerra (IEG) Empréstimo Compulsório, no caso de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), apenas quanto à fixação da base de cálculo; Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU), apenas quanto à fixação da base de cálculo Murillo Lo Visco 4 Editora Ferreira

5 A Fundação Carlos Chagas também explorou conhecimentos acerca das exceções à noventena, no mesmo concurso para Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo: (FCC/ Agente Fiscal de Rendas SP/ 2006) NÃO se aplica o princípio da anterioridade nonagesimal (noventena criada pela Emenda Constitucional nº 42/2003) ao imposto sobre: (A) circulação de mercadoria e serviços (ICMS) incidente sobre as operações com lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo e à contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE) relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. (B) renda e proventos de qualquer natureza (IR) e à fixação da base de cálculo dos impostos sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) e sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU). (C) produtos industrializados (IPI) e aos impostos sobre exportação (IE) e importação (II). (D) propriedade territorial rural (ITR) e o imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU). (E) serviços de qualquer natureza e à fixação da base de cálculo do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e do imposto sobre propriedade territorial rural (ITR). Solução Preste muita atenção a este tipo de questão. Aqui a banca examinadora tenta confundir o candidato, misturando tributos que ora são exceção à noventena, ora exceção à anterioridade, e alguns que não são exceção nem a um nem a outro princípio. Vejamos alguns pontos importantes: 1. ITR não é exceção a nenhum dos dois princípios; 2. ISS não é exceção a nenhum dos dois princípios 3. ICMS sobre combustíveis e lubrificantes definidos em lei complementar e Cide- Combustíveis: são exceções à anterioridade, apenas quando restabelecidas suas alíquotas; não são exceção à noventena. 4. IPI é exceção à anterioridade, e não à noventena; 5. IR é exceção à noventena, e não à anterioridade; 6. quando o assunto for exceção à noventena quanto a fixação da base de cálculo, lembre-se que isso se aplica apenas ao IPVA e ao IPTU. Gabarito: letra B. Que tal aproveitar para aprofundar um pouco mais, ou reforçar na memória, nossos conhecimentos sobre o princípio da anterioridade? Para isso, faremos mais alguns comentários importantes. Relembremos o texto constitucional: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; Murillo Lo Visco 5 Editora Ferreira

6 Perceba a aplicação deste princípio: Alguns conceitos importantes: a) devem respeitá-lo, indistintamente, União, Estados, Distrito Federal e Municípios; b) seus efeitos devem ser observados quando da instituição ou aumento de qualquer tributo, ressalvadas as exceções constitucionalmente estabelecidas; c) em observância a este princípio os entes políticos, ou a quem estes tenham delegado a capacidade tributária ativa, não podem cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei instituidora ou majoradora. Obsº - Exercício financeiro, no Brasil, corresponde ao ano civil, ou ano-calendário, por força do art. 34 da Lei nº 4.320, de Proteção Constitucional Instituição ou majoração são, sem dúvida, situações gravosas para o contribuinte, sendo esta a razão da proteção constitucional, na forma da nãosurpresa. Onde não havia tributo, passa a existir; ou, onde havia um tributo, passa a existir o mesmo, só que majorado. Instituição de tributo Por instituir pode-se entender passar a exigir. É o exercício da competência tributária. Para que se passe a exigir o tributo, ou em outras palavras, para que seja criado o tributo, é necessário lei - ou ato com força de lei - do ente investido de competência tributária, delineando todas as características essenciais do tributo, necessárias à perfeita caracterização da relação jurídica tributária. Suponha agora a seguinte situação. O Município X instituiu IPTU em Naquela data, com vistas a estimular o desenvolvimento local, a lei instituidora estabeleceu nãoincidência do imposto sobre a propriedade de imóvel destinado a atividades industriais. Em 2004, satisfeito com os efeitos da medida, o Município decidiu reverter a situação, passando a cobrar o tributo também dos proprietários de estabelecimentos industriais. Mesmo que o IPTU sobre bases gerais já tenha sido instituído no passado, trata-se de nova hipótese de incidência, e por isso também deve respeito à anterioridade. Aumento de tributo Também chamado de majoração, pode ser obtido por meio de alargamento de base de cálculo ou aumento da alíquota. Já está pacificado que, em caso de antecipação de data de vencimento do tributo, não há que se falar em anterioridade por não configurar aumento de tributo. Veja a Súmula 669 do STF: Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. Também já está pacificado que a simples atualização monetária (incomum nos dias de hoje) não configura aumento de tributo, e por isso não há que se falar em anterioridade. Veja uma ementa de julgado do STF: Substituição legal dos fatores de indexação alegada ofensa às garantias constitucionais do direito adquirido e da anterioridade tributária inocorrência simples atualização monetária que não se confunde com majoração do tributo. (...) A modificação dos fatores de indexação, com base em legislação superveniente, não constitui (...) transgressão ao postulado da não-surpresa, instrumentalmente garantido pela cláusula da anterioridade Murillo Lo Visco 6 Editora Ferreira

7 tributária (CF, art. 150, III, b). (RE AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/08/02) (grifou-se) Direito Fundamental dos contribuintes O princípio da anterioridade é reconhecido pelo STF como direito fundamental dos contribuintes, sendo imune, até mesmo, ao próprio poder de reforma constitucional titularizado pelo Congresso Nacional. Veja este exemplo: A Emenda Constitucional nº 3, de 17/03/93, que, no art. 2º, autorizou a União a instituir o IPMF, incidiu em vício de inconstitucionalidade, ao dispor, no 2º desse dispositivo, que, quanto a tal tributo, não se aplica o art. 150, III, b e VI, da Constituição, porque, desse modo, violou os seguintes princípios e normas imutáveis (somente eles, não outros): o princípio da anterioridade, que é garantia individual do contribuinte (art. 5º, 2º, art. 60, 4º, inciso IV e art. 150, III, b da Constituição)." (ADI 939, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 18/03/94) (grifou-se) Revogação de Isenção e Anterioridade Mais uma questão interessante sobre o princípio da anterioridade é relativa a sua aplicação no caso de revogação de isenções. A disciplina do CTN não permite que sejam revogadas isenções concedidas por prazo certo e em função de determinadas condições. O STF já se posicionou na mesma linha, declarando que isenções sob condições e com prazo certo geram direito adquirido e, portanto, restam irrevogáveis. A contrariu sensu, é permitido revogação de isenção quando esta não for condicionada ou quando foi outorgada sem prazo definido. Assim chegamos ao ponto que nos interessa. A medida legal que revoga isenção - obviamente quando isso é permitido - não deve respeito à anterioridade: "Revogada a isenção, o tributo torna-se imediatamente exigível. Em caso assim, não há que se observar o princípio da anterioridade, dado que o tributo já é existente." (RE , Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 19/12/96) Medida Provisória e Anterioridade Para concluir nossa análise do princípio da anterioridade, resta tecer alguns comentários acerca da utilização de medida provisória para instituir ou majorar tributos. Antes de explorar a situação, não pode restar qualquer dúvida de que medida provisória é instrumento adequado para este fim! A situação se refere à obediência ao princípio da anterioridade quando for utilizada medida provisória para instituir ou majorar tributos. Apenas quando o tributo objeto da medida provisória for um imposto, a Constituição exige a conversão em lei para que as inovações possam produzir efeitos, ressalvadas algumas exceções. Convertida a medida provisória em lei, inicia-se a aferição do princípio da anterioridade. Em outras palavras, a cobrança do imposto, criado ou majorado por medida provisória, é permitida somente a partir do exercício seguinte ao de conversão daquele instrumento em lei. CF.Art. 62. Murillo Lo Visco 7 Editora Ferreira

8 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. A redação deste dispositivo constitucional é um tanto confusa. De qualquer forma, a interpretação correta fica bem simples se pensarmos o seguinte: o marco zero para ponderar a aplicação da anterioridade, no caso de instituição ou majoração de impostos por meio de medida provisória, é a conversão em lei, e não a própria publicação da medida provisória, como ocorre com os demais tributos não alcançados pelo 2º do art. 62 da CF/88. Assim, se uma medida provisória que majora o ITR fosse publicada em 15 de outubro de 2005 e convertida em lei em 01 de dezembro de 2005, seus efeitos passariam a valer a partir de 01 de janeiro de 2006, pois houve respeito ao 2º do art. 62 (ITR é imposto; não é exceção ao dispositivo; e o início de produção dos efeitos se deu no exercício seguinte ao de conversão da medida provisória em lei). Mas, se a mesma medida provisória tivesse sido convertida em lei em 10 de janeiro de 2006, a majoração somente passaria a valer a partir de 01 de janeiro de 2007, pois somente nessa data haveria respeito ao 2º do art. 62. As exceções a essa regra são os mesmos impostos já excepcionados pela anterioridade (II, IE, IPI, IOF e IEG). Ou seja, nesses casos a medida provisória pode produzir efeitos já a partir da publicação. Com relação aos tributos que não sejam impostos, mas que sejam alcançados pela anterioridade do art. 150, III, b, ou mesmo do art. 195, 6º, a contagem para aferição do respeito a esse princípio é a publicação da medida provisória. Veja o posicionamento do STF: "O prazo nonagesimal (CF, art. 195, 6º) é contado a partir da publicação da medida provisória que houver instituído ou modificado a contribuição." (RE AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 10/11/06) Conhecimentos sobre o princípio da anterioridade podem ser cobrados em questões envolvendo outros princípios. Note que mesmo nesses casos, o mais freqüente são as exceções: (FCC/ Procurador do Município Jaboatão dos Guararapes - PE/ 2006) Quanto às limitações do poder de tributar estabelecidas pela Constituição Federal, é correto afirmar que: (A) é vedado à União cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que aumentou o imposto sobre importação de produtos estrangeiros e o imposto sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais. (B) os Municípios poderão estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de mercadorias, por meio de tributos intermunicipais. (C) os Estados poderão estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de mercadorias e de pessoas, por meio de tributos interestaduais. (D) a União poderá instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. (E) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino. Murillo Lo Visco 8 Editora Ferreira

9 Solução A letra A está errada, pois como vimos II e IE não são alcançados pela anterioridade. As letras B e C tratam do Princípio de Não Limitação ao Tráfego. Ambas estão erradas, haja vista o que diz a CF/88: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público; A letra D está errada diante da vedação constitucional dirigida à União, gravada no inciso III do art. 151 da CF/88. Trata-se das chamadas isenções heterônomas, ou seja, a União não pode instituir isenções sobre tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. O gabarito é a letra E, pois reproduz fielmente o art. 152 da CF/88, dirigido apenas aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: Art É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. Veja mais uma questão envolvendo conhecimentos sobre o princípio da anterioridade, juntamente com outros princípios. Neste caso, o principal item cobrado é a Legalidade: (FCC/ Auditor Tributário Jaboatão dos Guararapes - PE/ 2006) Por ato do Poder Executivo, poderá ser reduzida ou restabelecida a alíquota: (A) da contribuição de melhoria, sem observar o princípio da anterioridade nonagesimal (noventena). (B) da contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas, que não obedecerá ao princípio da anterioridade e da legalidade. (C) do imposto sobre a renda, sem observar ao princípio da legalidade. (D) do imposto sobre propriedade territorial rural, sem observar o princípio da irretroatividade. (E))da contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis, sem observar o princípio da anterioridade. Solução O princípio da legalidade tributária está gravado no inciso I do art. 150 da CF/88: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; Antes de enumerar as exceções à legalidade, tema objeto da questão acima, vale reforçar: medida provisória é instrumento hábil para instituir ou majorar tributos. As exceções ao princípio da legalidade estão no 1º do art. 153 da CF/88, na seção de Impostos da União: Murillo Lo Visco 9 Editora Ferreira

10 Art º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V. (grifou-se) As exceções que constam nesse dispositivo são os quatro impostos marcadamente extrafiscais (II, IE, IPI e IOF). Ainda sobre exceções à Legalidade, além das já mencionadas, existem duas outras exceções. Note que são os mesmos dois tributos excepcionados da anterioridade. Trata-se: a) do ICMS sobre combustíveis e lubrificantes definidos em lei complementar, quanto ao estabelecimento de alíquotas por meio de convênios entre os Estados e o Distrito Federal (exceção à legalidade prevista no art. 155, 4º, inciso IV); b) da Cide-Combustíveis, quanto a redução e restabelecimento de alíquotas por ato do Poder Executivo (exceção à anterioridade prevista no art. 177, 4º, inciso I, alínea b ). Perceba que as exceções à Legalidade Tributária envolvem apenas alteração de alíquotas. Instituição de tributos por meio de lei, ou ato com força de lei, é regra absoluta! Mais um aspecto importante: cuidado com os arts. 21, 26 e 65 do CTN, quando se referem à possibilidade de alteração da base de cálculo dos tributos neles tratados, por meio de ato do Poder Executivo. Essa possibilidade não se coaduna com a ordem constitucional inaugurada pela CF/88. Gabarito: letra E. (FCC/ Procurador do Município Santos - SP/ 2005) Considere as afirmativas abaixo: I. Vedação de cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou. II. Compensação de cobrar tributo que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Considerando o Sistema Tributário Nacional, I e II referem-se, respectivamente, aos princípios constitucionais da: (A) anterioridade e da não-cumulatividade. (B) anualidade e da capacidade contributiva. (C) imunidade recíproca e da tipicidade. (D) irretroatividade e da uniformidade nacional. (E) isonomia e da estrita legalidade. Solução Essa é uma questão bem tranqüila que traz o enunciado de dois importantes princípios constitucionais. Muito cuidado para não confundir anterioridade (art. 150, III, b ) com irretroatividade (art. 150, III, a ). Gabarito: letra A. Murillo Lo Visco 10 Editora Ferreira

11 Para encerrar a abordagem feita nestes nossos dois últimos encontros antes da prova do próximo domingo, vamos tratar de um tema muito relevante na esfera municipal. Trata-se da progressividade. (FCC/ Procurador do Município Salvador - BA/ 2006) Segundo entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal acerca da progressividade de alíquotas para impostos, é correto afirmar: (A) O IPTU sempre pôde ter alíquotas progressivas em razão do valor venal do imóvel, como forma de atendimento ao princípio da capacidade contributiva. (B) O ITBI não pode ter alíquotas progressivas em razão do valor venal, por não se submeter ao princípio da capacidade contributiva. (C) O ITBI e o IPTU podem ter alíquotas progressivas como forma de atendimento da função social da propriedade. (D) Qualquer imposto pode ter alíquotas progressivas, como forma de atendimento ao princípio da capacidade contributiva. (E) O IPTU pode ter alíquotas progressivas no tempo como forma de atendimento ao princípio da capacidade contributiva. Solução Progressividade, em Direito Tributário, pode ser entendida com uma variação positiva (ou crescente) do tributo, em função do crescimento de alguma outra variável. Exemplo clássico é o Imposto de Renda da Pessoa Física, onde rendimentos maiores sofrem a incidência de alíquotas efetivas maiores, resultando em maior imposto a pagar. No âmbito municipal, o tema progressividade envolve uma situação bastante peculiar, e por isso requer grande atenção. O 1º do art. 145 da CF/88 estabelece que os impostos, sempre que possível, devem ser graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, também chamada de capacidade contributiva. Recorde a redação desse dispositivo: Art º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. (grifou-se) Perceba que capacidade econômica do contribuinte parece estar atrelada a impostos pessoais. Este é o entendimento predominante no STF: devido à incompatibilidade de imposto de caráter real com progressividade decorrente da capacidade econômica do contribuinte, não é admitida a progressividade fiscal desse tipo de imposto com base exclusivamente no artigo 145, 1º da CF/88 (entendimento extraído do RE , Rel. Min. Moreira Alves, DJ 05/09/97). Não resta dúvida de que IPTU e ITBI são impostos reais e, portanto, não se pode associar progressividade a esses impostos, com base unicamente no 1º do art Murillo Lo Visco 11 Editora Ferreira

12 Quanto ao ITBI, não há maiores problemas. Basta lembrar da regra geral. ITBI é imposto real. Sobre imposto real não há que se falar em progressividade em função da capacidade contributiva, baseando-se exclusivamente no 1º do art. 145 da CF/88. Veja como esse entendimento está sedimentado no STF: "Imposto de Transmissão de Imóveis, inter vivos - ITBI: alíquotas progressivas: a Constituição Federal não autoriza a progressividade das alíquotas, realizando-se o princípio da capacidade contributiva proporcionalmente ao preço da venda." (RE , Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31/03/00). No mesmo sentido: RE , DJ 17/09/99. (grifou-se) O entendimento de que progressividade não se aplica ao ITBI está cristalizado na forma de Súmula do STF, a de nº 656: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis - ITBI com base no valor venal do imóvel. (grifou-se) Quanto ao IPTU há um detalhe importante. Havia (e ainda há) uma previsão de progressividade para assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. A função social da propriedade urbana é tratada em capítulo próprio da CF/88, entre os arts. 182 e 183. A fim de assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana, o legislador constituinte originário previu no art. 182, 4º, inciso II, uma hipótese de progressividade no tempo: Art º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; (grifou-se) Perceba que a progressividade no tempo independe de valor do imóvel. Até a Emenda Constitucional nº 29, de 2000, o entendimento era o mencionado acima. IPTU só podia ser progressivo no tempo, não em função do valor do imóvel. Com nova redação do 1º do art. 156 da CF/88, dada pela EC nº 29, de 2000, passou a ser admitida progressividade das alíquotas do IPTU, em função do valor da base de cálculo (o valor venal dos imóveis): Art º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá: Murillo Lo Visco 12 Editora Ferreira

13 I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; (grifou-se) Assim, o STF entendeu que somente a partir dessa emenda vale a progressividade do IPTU em razão do valor do imóvel. Este entendimento, inclusive, está presente na Súmula 668 do STF: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da emenda constitucional 29/2000, alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. (grifou-se) Continua válido aquele entendimento de que, devido à incompatibilidade de imposto de caráter real com progressividade decorrente da capacidade econômica do contribuinte, não é admitida a progressividade fiscal desse tipo de imposto com base exclusivamente no artigo 145, 1º da CF/88. Para que ao IPTU, imposto real, pudessem ser aplicadas alíquotas progressivas em função da base de cálculo, foi necessário reformar a Constituição! Em resumo, pode-se afirmar que a partir da EC nº 29, de 2000, existem duas aplicações do princípio da progressividade quanto ao IPTU, uma em função do valor do imóvel, e outra, como medida de implementação de política urbana, em função do tempo. Com o exposto podemos responder à questão. Note que a letra A cobra conhecimentos acerca da vigência do princípio da progressividade do IPTU, em função do valor do imóvel. Está errada, pois somente a partir da EC nº 29, de 2000, vale tal progressividade do IPTU. A letra C está errada, pois somente o IPTU pode ter alíquotas progressivas como forma de atendimento da função social da propriedade. Vimos que, com base unicamente no 1º do art. 145, somente impostos pessoais podem ter alíquotas progressivas, como forma de atendimento ao princípio da capacidade contributiva. Foi preciso reformar a CF/88 para que a um imposto real pudesse ser aplicada a progressividade com base no valor do bem. Por isso, a letra D está errada. O IPTU pode ter alíquotas progressivas no tempo como forma de assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana, e não o atendimento ao princípio da capacidade contributiva. Letra E também está errada. O gabarito é a letra B. O ITBI não pode ter alíquotas progressivas em razão do valor venal, por não se submeter ao princípio da capacidade contributiva. Espero que muitos dos temas abordados nestes dois últimos encontros, efetivamente apareçam na prova. Boa prova e até nosso próximo encontro. Abraço a todos. Murillo Lo Visco 13 Editora Ferreira

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO ICMS SP/2006 PARTE I

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO ICMS SP/2006 PARTE I EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO ICMS SP/2006 PARTE I Olá pessoal, com o intuito de auxiliá-los para a prova de AUDITOR do ICMS-SP/2006, seguem abaixo algumas questões que selecionei dos últimos concursos

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO Disciplina: Direito Tributário II JUR 3412 Prof.: Luiz Fernando

Leia mais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais Tributos em espécie Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais 1 Espécies tributárias Impostos Taxas De polícia De serviço Contribuição de melhoria Empréstimo

Leia mais

Competência Tributária.

Competência Tributária. Competência Tributária. PONTO 1 RESUMO FUNDAMENTAL 1. A competência tributária é o poder conferido à União, aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Municípios de instituir tributos por meio do processo

Leia mais

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1.988 ACABA POR NÃO CONCEITUAR O QUE SEJA TRIBUTO. ENTRETANTO, LEVA EM CONSIDERAÇÃO, IMPLICITAMENTE,

Leia mais

Finanças Públicas. Aula 1

Finanças Públicas. Aula 1 Finanças Públicas Aula 1 Finanças Públicas Teoria do bem estar social Finanças Públicas Conceito de ponto Ótimo de Pareto Finanças Públicas As Falhas de mercado Falhas de mercado Existência de Bens públicos

Leia mais

I SEMANA DE ATUALIZAÇÃO FISCAL Direito Tributário e Legislação Tributária - Aula 01 Alan Martins. Posicionamento Clássico do STF

I SEMANA DE ATUALIZAÇÃO FISCAL Direito Tributário e Legislação Tributária - Aula 01 Alan Martins. Posicionamento Clássico do STF Tema 1: Quentinho do forno!!! MP 670/2015 PLV 7/2015 Nova tabela do IRPF Isenção de PIS/PASEP e de COFINS sobre óleo diesel Dedução para professores de gastos com livros para si e seus dependentes. Princípio

Leia mais

PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1

PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO, 3 1.1 Introdução, 3 1.1.1 Sistema jurídico-tributário, 3 1.2 Finalidade do Estado, 5 1.3 Atividade financeira

Leia mais

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Direito nas organizações Promover uma visão jurídica global do Sistema Tributário Nacional, contribuindo para a formação do

Leia mais

Aula 00. Noções de Tributos Teoria e Exercícios Auditor Júnior TRANSPETRO (CESGRANRIO) Aula 00 Sistema Tributário Nacional Prof.

Aula 00. Noções de Tributos Teoria e Exercícios Auditor Júnior TRANSPETRO (CESGRANRIO) Aula 00 Sistema Tributário Nacional Prof. Aula 00 Noções de Tributos Professor: Alberto Macedo 1 Caro(a) futuro(a) Auditor Júnior da TRANSPETRO, É um imenso prazer ministrar este Curso de Teoria e Exercícios de Noções de Tributos para Auditor

Leia mais

31/10/2012. Direito Tributário II. Administração. Finalidade fiscal e extrafiscal. Profª Barbara Mourão. - Tributo

31/10/2012. Direito Tributário II. Administração. Finalidade fiscal e extrafiscal. Profª Barbara Mourão. - Tributo - Tributo Administração Finalidade fiscal e extrafiscal. Profª Barbara Mourão Direito Tributário II - Artigo 3.o do CTN, conceito de tributo - Classificação dos tributos Tributo é toda prestação pecuniária

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 1. Conceito de Direito Tributário 1 É ramo do Direito Público, uma vez que presente o Poder de Império do Estado na relação jurídica, prepondera o interesse da coletividade.

Leia mais

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS IMPOSTOS FEDERAIS 1- IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO (II) É um tributo extrafiscal, pois sua finalidade principal não é arrecadar, mas sim controlar o comércio internacional (intervenção no domínio econômico)

Leia mais

Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello. Unidade IV

Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello. Unidade IV Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade IV DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Competência residual da união Art. 154. A União poderá instituir: I. mediante lei complementar, impostos não previstos no

Leia mais

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS FERNANDA CURY DE FARIA 1 RESUMO O presente artigo objetiva abordar as questões concernentes aos princípios constitucionais tributários, princípios estes previstos

Leia mais

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS Ives Gandra da Silva Martins Marilene Talarico Martins Rodrigues SUMÁRIO: Considerações Iniciais. Imunidades como Limitação ao Poder de Tributar. Imunidade das Instituições - Educacionais

Leia mais

ESAF - EDITAL Nº 85/2009 CARGO AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROVA 2 - DIREITO TRIBUTÁRIO

ESAF - EDITAL Nº 85/2009 CARGO AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROVA 2 - DIREITO TRIBUTÁRIO ESAF - EDITAL Nº 85/2009 CARGO AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROVA 2 - DIREITO TRIBUTÁRIO Recursos elaborados pela Profª. Juliana Frederico Fontes. QUESTÃO 31 GABARITO 1 Confira-se a redação

Leia mais

Naquele artigo, de maneira elucidativa, como de costume, o Vale ministrou que:

Naquele artigo, de maneira elucidativa, como de costume, o Vale ministrou que: Olá, meus amigos. Como estão? Sejam bem-vindos ao Estratégia Concursos. Hoje, aproveitaremos o gancho do artigo postado pelo mestre Ricardo Vale (link a seguir), e falaremos sobre a incidência do IPI sobre

Leia mais

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Prof. Cássio Marques da Silva 2015 TRIBUTOS Modalidades 1 MODALIDADES DE TRIBUTOS Como vimos tributo seria a receita do Estado, que pode estar ou não vinculada a uma contra-prestação. Entretanto existem

Leia mais

NA IMPORTAÇÃO POR NÃO CONTRIBUINTE DO IMPOSTO ESTADUAL APÓS A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 33 DE 11.12.01, CONTINUA NÃO INCIDINDO O ICMS.

NA IMPORTAÇÃO POR NÃO CONTRIBUINTE DO IMPOSTO ESTADUAL APÓS A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 33 DE 11.12.01, CONTINUA NÃO INCIDINDO O ICMS. NA IMPORTAÇÃO POR NÃO CONTRIBUINTE DO IMPOSTO ESTADUAL APÓS A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 33 DE 11.12.01, CONTINUA NÃO INCIDINDO O ICMS. Elaborado em 07/2008 Gerson Tarosso Advogado. Sócio fundador do escritório

Leia mais

OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO Prof.: Alexandre Mazza Material de Apoio

OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO Prof.: Alexandre Mazza Material de Apoio 1. Conceito de direito tributário = estuda as atividades estatais de criação, cobrança e fiscalização de tributos. A destinação do dinheiro arrecadado pelo fisco, não é objeto do direito tributário, mas

Leia mais

1º ENCONTRO 1. Marque, entre as opções abaixo, a que responde corretamente, e na devida seqüência, aos três quesitos abaixo.

1º ENCONTRO 1. Marque, entre as opções abaixo, a que responde corretamente, e na devida seqüência, aos três quesitos abaixo. 1º ENCONTRO 1. Marque, entre as opções abaixo, a que responde corretamente, e na devida seqüência, aos três quesitos abaixo. ( ) Pode a lei estabelecer que, descumprida certa regra concernente ao controle

Leia mais

3. (OAB/CESPE 2007.3.PR)

3. (OAB/CESPE 2007.3.PR) 1. (OAB/CESPE 2007.3) Entre as seguinte vedações, não tem exceção expressa no texto constitucional A a instituição de tributo sem lei que o estabeleça. B a majoração de tributo sem lei que o estabeleça.

Leia mais

Sumário. Prefácio, XIX 2 FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 19

Sumário. Prefácio, XIX 2 FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 19 STJ00090468 Sumário Prefácio, XIX PARTE GERAL - FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO, 3 1.1 Introdução, 3 1.1.1 Sistema jurídico-tributário, 3 1.2 Finalidade

Leia mais

1º SIMULADO DO SABBAG

1º SIMULADO DO SABBAG 1º SIMULADO DO SABBAG TURMA DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL Caros Alunos do Curso DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL: este é o primeiro simulado do nosso projeto de estudo. Ele versa sobre os princípios tributários

Leia mais

Gestão Financeira de Entidades Sindicais

Gestão Financeira de Entidades Sindicais Gestão Financeira de Entidades Sindicais Constituição Federal Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

Leia mais

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO Ementa aula 08 de outubro de 2013. ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO Professor: André Parmo Folloni Doutor em Direito pela UFPR; Mestre em Direito

Leia mais

A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário

A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário Kiyoshi Harada* Sumário: 1. Introdução. 1.1 Da utilização de determinada categoria jurídica por vários ramos do direito. 1.2 Dos critérios

Leia mais

ASPECTOS POLÊMICOS DO REESTABELECIMENTO DAS ALÍQUOTAS DO PIS/PASEP E DA COFINS SOBRE RECEITAS FINANCEIRAS PELO DECRETO Nº 8.426/2015.

ASPECTOS POLÊMICOS DO REESTABELECIMENTO DAS ALÍQUOTAS DO PIS/PASEP E DA COFINS SOBRE RECEITAS FINANCEIRAS PELO DECRETO Nº 8.426/2015. ISSN 2357-9293 Número 42 ASPECTOS POLÊMICOS DO REESTABELECIMENTO DAS ALÍQUOTAS DO PIS/PASEP E DA COFINS SOBRE RECEITAS FINANCEIRAS PELO DECRETO Nº 8.426/2015. por Ana Carolina Monguilod advogada especialista

Leia mais

HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA

HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA FACULDADE CAMAQÜENSE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ADMINISTRATIVAS FACCCA - CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Direito III - PROFESSORA FERNANDA PADILHA NUNES TRIBUTO Definição O CTN define o tributo

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL A sociedade empresária XYZ Ltda., citada em execução fiscal promovida pelo município para a cobrança de crédito tributário de ISSQN, realizou depósito integral e

Leia mais

Diante disso, passa-se à análise dos seus argumentos, a despeito da clareza da bibliografia transcrita.

Diante disso, passa-se à análise dos seus argumentos, a despeito da clareza da bibliografia transcrita. RESPOSTA ÀS ALEGAÇÕES DO CANDIDATO Como já dito anteriormente, a questão foi elaborada com base nas lições de Maria Sylvia Di Pietro, bibliografia indicada no edital e que, nessa oportunidade deve ser

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

Atividade Financeira do Estado

Atividade Financeira do Estado Atividade Financeira do Estado O Estado desenvolve atividades políticas, econômicas, sociais, administrativas, financeiras, educacionais, policiais, com a finalidade de regular a vida humana na sociedade,

Leia mais

Não impede, por óbvio, a imposição de tributos incidentes sobre o comércio aduaneiro.

Não impede, por óbvio, a imposição de tributos incidentes sobre o comércio aduaneiro. 5.7 - PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO À LIMITAÇÃO DO TRÁFEGO V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela

Leia mais

15/8/2012. Imposto sobre a Importação II. Fato gerador: CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I importação de produtos estrangeiros;

15/8/2012. Imposto sobre a Importação II. Fato gerador: CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I importação de produtos estrangeiros; Impostos Federais (CF, art. 153) Imposto sobre Importação (II); Imposto sobre a Exportação (IE); Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

Leia mais

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Dalmiro Camanducaia Advogado Professor de Direito Tributário O art. 104 do CTN traz uma regra que implica

Leia mais

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar.

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar. Princípio da Isonomia Tributária Primeiramente, cabe demarcar toda a difícil compreensão do princípio isonomia no Direito, vez que a mera sintetização tratamento pela igualdade, demanda a estipulação de

Leia mais

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR):

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): PROCESSO Nº: 0806690-65.2014.4.05.8400 - APELAÇÃO RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Trata-se de apelação interposta pelo Conselho Regional de Corretores de

Leia mais

IUS RESUMOS. Impostos Municipais - IPTU. Organizado por: Elias Daniel Batista Cardoso

IUS RESUMOS. Impostos Municipais - IPTU. Organizado por: Elias Daniel Batista Cardoso Impostos Municipais - IPTU Organizado por: Elias Daniel Batista Cardoso SUMÁRIO I. IMPOSTOS MUNICIPAIS - IPTU... 3 1. Do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.... 3 1.1 Características

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL A pessoa jurídica A, fabricante de refrigerantes, recolheu em montante superior ao devido o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nas operações

Leia mais

Direito Tributário Toque 9 Salvo disposição em contrário (2)

Direito Tributário Toque 9 Salvo disposição em contrário (2) 10Olá pessoal! Dando continuidade ao tema salvo disposição de lei em contrário, vamos retomar a partir do item 11. Segue abaixo a lista completa, lembrando que no Toque 8 tratamos dos itens 1 a 10. 1.

Leia mais

SELEÇÃO DE ESTÁGIO - DIREITO

SELEÇÃO DE ESTÁGIO - DIREITO SELEÇÃO DE ESTÁGIO - DIREITO - Verifique se este caderno contém 20 questões objetivas e 2 temas de redação. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala outro caderno. - A resposta deve ser marcada com caneta

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 4ª PARTE CARACTERÍSTICAS CONSTITUCIONAIS DOS IMPOSTOS Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Art. 153. Compete

Leia mais

SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO

SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO 1 2 Conceituação: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a

Leia mais

Em revisão 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO

Em revisão 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Procurador-Geral da República em face da Emenda

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO Solução de Consulta Interna nº: 001 SRRF10/Disit Data: 26 de março de 2012 Origem: DRF Novo Hamburgo/Seort ASSUNTO:

Leia mais

Fundo Especiais. Fundos Especiais. Fundos Especiais Lei Federal nº 4.320/64. Fundo Municipal de Educação e FUNDEB

Fundo Especiais. Fundos Especiais. Fundos Especiais Lei Federal nº 4.320/64. Fundo Municipal de Educação e FUNDEB Fundo Especiais Fundo Municipal de Educação e FUNDEB Facilitador : Toribio Nogueira de Carvalho Contador, Pós-Graduado em Contabilidade Pública Fundos Especiais Organização e estrutura de mecanismo financeiro,

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO (QUESTÕES COM POSSIBILIDADE DE RECURSOS)

DIREITO TRIBUTÁRIO (QUESTÕES COM POSSIBILIDADE DE RECURSOS) AUDITOR TÉCNICO E AUDITOR FISCAL PROVA A DIREITO TRIBUTÁRIO (QUESTÕES COM POSSIBILIDADE DE RECURSOS) Professora: Juliana Frederico QUESTÕES 47, 49 e 54 Alunos que fizeram a PROVA B, gentileza observarem

Leia mais

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa 2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa classificação, entretanto, apresentaremos a seguir aquela que

Leia mais

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERNACIONAL DE CARGAS E O APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DE ICMS DESTA ATIVIDADE POR SE TRATAR DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERNACIONAL DE CARGAS E O APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DE ICMS DESTA ATIVIDADE POR SE TRATAR DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS O TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERNACIONAL DE CARGAS E O APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DE ICMS DESTA ATIVIDADE POR SE TRATAR DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS INTRODUÇÃO O conhecimento e a correta utilização das regras

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA LEI Nº 2228, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2009. PUBLICADA NO DOE Nº1396, DE 28.12.09 Altera, acrescenta e revoga dispositivos da Lei nº 959, de 28 de dezembro de 2000. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA: Faço

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail. PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 2ª parte COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com SISTEMA TRIBUTÁRIO RIO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 2. Competência

Leia mais

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO Rafael da Rocha Guazelli de Jesus * Sumário: 1. Introdução 2. O Instituto da Compensação 3. Algumas legislações que tratam da compensação 4. Restrições impostas pela Fazenda

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF)

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF) CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF) Prof. Alberto Alves www.editoraferreira.com.br O art. 149, caput, da Lei Maior prescreve a possibilidade de a União instituir Contribuições

Leia mais

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins Comentários da prova ISS-SJC/SP Prof. Aline Martins 1 de 7 ANÁLISE DAS QUESTÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO ISS-SJC/SP Oi pessoal! Vou comentar abaixo as quatro questões de Direito Tributário da prova do concurso

Leia mais

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO Marco Aurélio M. ALEGRE 1 José Maria ZANUTO 2 RESUMO : O presente trabalho irá tratar dos princípios constitucionais do Direito Tributário, onde tratam dos elementos genéricos

Leia mais

Desafios dos Novos Gestores Eleitos 2013/2016

Desafios dos Novos Gestores Eleitos 2013/2016 Desafios dos Novos Gestores Eleitos 2013/2016 Orçamento e Lei de Responsabilidade Fiscal Patrícia Sibely D Avelar Secretária Municipal de Fazenda de Lagoa Santa FORMAÇÃO Graduada em Ciência Contábeis.

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 11/12/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 15/11/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 639.856 RIO GRANDE DO SUL RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S)

Leia mais

IPTU: RECLAMAÇÃO E REVISÃO DO LANÇAMENTO

IPTU: RECLAMAÇÃO E REVISÃO DO LANÇAMENTO IPTU: RECLAMAÇÃO E REVISÃO DO LANÇAMENTO Elaborado em 02.2008. José Hable Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas pela

Leia mais

DAS LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR

DAS LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR DAS LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR Wellington Magalhães * 1. POSICIONAMENTO DO TEMA O tema pertinente à imunidade tributária se encontra posicionado e largamente estruturado na Constituição Federal. Na

Leia mais

Módulo: Orçamento Público Elaboração, Controle e Monitoramento

Módulo: Orçamento Público Elaboração, Controle e Monitoramento Módulo: Orçamento Público Elaboração, Controle e Monitoramento Agosto de 2007 1. O que é orçamento? O orçamento é uma forma de planejar e executar despesas que tanto os indivíduos quanto as instituições

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

Leia mais

Unidade I. Direito Tributário. Profª. Joseane Cauduro

Unidade I. Direito Tributário. Profª. Joseane Cauduro Unidade I Direito Tributário Profª. Joseane Cauduro Introdução Importância do Direito Tributário Definição: Conjunto de normas hierarquizadas, formado por princípios e normas, que tem por fim cuidar direta

Leia mais

A lei complementar 95/98 assim dispõe sobre o momento partir do qual a lei encontra-se vigente, ou seja, apta a produzir seus efeitos.

A lei complementar 95/98 assim dispõe sobre o momento partir do qual a lei encontra-se vigente, ou seja, apta a produzir seus efeitos. 7 - VIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. 7.1 - VALIDADE, VIGÊNCIA E EFICÁCIA DA LEI Iniciemos pela vigência da lei. A lei complementar 95/98 assim dispõe sobre o momento partir do qual a lei encontra-se

Leia mais

ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas. Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais

ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas. Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais Emenda Constitucional 87/2015 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 "Art. 155 (...) 2º (...) VII - nas operações

Leia mais

Contabilidade Básica do Terceiro Setor. Benildo Rocha Costa

Contabilidade Básica do Terceiro Setor. Benildo Rocha Costa Contabilidade Básica do Terceiro Setor Benildo Rocha Costa O que é o terceiro setor? Terceiro Setor é um termo usado para fazer referência ao conjunto de sociedades privadas ou associações que atuam no

Leia mais

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação Imposto 1. IMPOSTO O imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16, do CTN). Como esse assunto

Leia mais

NT_036/2010_FINANÇAS Brasília/DF, 30 de julho de 2010. NOTA TÉCNICA

NT_036/2010_FINANÇAS Brasília/DF, 30 de julho de 2010. NOTA TÉCNICA NT_036/2010_FINANÇAS Brasília/DF, 30 de julho de 2010. NOTA TÉCNICA REFERENTE AO VALOR DA TERRA NUA PARA FINS DE RECOLHIMENTO DO ITR A Confederação Nacional de Municípios esclarece que, em razão das situações

Leia mais

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Minicartilha jurídica: imunidades e isenções.1 Aprofundar a compreensão da dinâmica de uma OSC 1. Aprofundar a compreensão da

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.424 ALAGOAS RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) : MIN. LUIZ FUX : CARLO COELHO TAGLIALEGNA E OUTRO(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DE ABREU :UNIÃO :ADVOGADO-GERAL DA

Leia mais

Capa: Danilo Oliveira. Produção Digital: Geethik. CIP Brasil. Catalogação-na-fonte. Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.

Capa: Danilo Oliveira. Produção Digital: Geethik. CIP Brasil. Catalogação-na-fonte. Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ. A EDITORA MÉTODO se responsabiliza pelos vícios do produto no que concerne à sua edição (impressão e apresentação a fim de possibilitar ao consumidor bem manuseá-lo e lê-lo). Os vícios relacionados à atualização

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Tributário Giuliano Menezes

OAB 1ª Fase Direito Tributário Giuliano Menezes OAB 1ª Fase Direito Tributário Giuliano Menezes 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO TRIBUTÁRIO RECEITAS ORIGINÁRIAS RECEITAS DERIVADAS OBJETO DE ESTUDO

Leia mais

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO DÉCIO SEIJI FUJITA 1 RESUMO Os princípios são espécies de normas jurídicas que possuem maior abstração comparada com as leis em sentido amplo. Estas são normas gerais e

Leia mais

É o relatório, passa-se a opinar.

É o relatório, passa-se a opinar. São Paulo, 18 de outubro de 2013. A ABMI ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DA MUSICA INDEPENDENTE Ref: Parecer EC75-2013 Transmitido para o endereço eletrônico: lpegorer@abmi.com.br Prezada Sra. Luciana, O breve parecer

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Tutela antecipada e suspensão da exigibildade do crédito tributário Eduardo Munhoz da Cunha* Sumário:1. Introdução. 2. A possibilidade de concessão de tutela antecipada contra a

Leia mais

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1)

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1) É com grande satisfação que inicio minha jornada no site da Editora Ferreira. Neste espaço, iremos abordar o Direito Tributário com um único objetivo: obter, nesta disciplina, uma ótima pontuação em qualquer

Leia mais

POTENCIAL DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEADE IMOBILIÁRIA PARA MOBILIZAÇÃO DE RECEITA MUNICIPAL. Cintia Estefania Fernandes cintia@pgm.curitiba.pr.gov.

POTENCIAL DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEADE IMOBILIÁRIA PARA MOBILIZAÇÃO DE RECEITA MUNICIPAL. Cintia Estefania Fernandes cintia@pgm.curitiba.pr.gov. POTENCIAL DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEADE IMOBILIÁRIA PARA MOBILIZAÇÃO DE RECEITA MUNICIPAL Cintia Estefania Fernandes cintia@pgm.curitiba.pr.gov.br TRIBUTAÇÃO IMOBILIÁRIA: ANÁLISE LEGAL COMPARATIVA BRASIL

Leia mais

1001 Questões Comentadas - Direito Tributário - ESAF Vítor Cruz & Francisco Valente. Introdução

1001 Questões Comentadas - Direito Tributário - ESAF Vítor Cruz & Francisco Valente. Introdução Introdução Primeiro tomamos uma decisão: quero prestar um concurso público! Depois aparece a pergunta: qual a melhor forma de me preparar? No atual cenário dos certames públicos, percebemos a necessidade

Leia mais

GJBB Nº 70031892250 2009/CÍVEL

GJBB Nº 70031892250 2009/CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ITCD. IMPOSTO REAL. ALÍQUOTAS PROGRESSÍVAS. DESCABIMENTO. VALOR DO BEM TRANSMITIDO OU DOADO. CRITÉRIO QUE NÃO MENSURA E/OU EXPRESSA A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. TRIBUTO

Leia mais

A TRIBUTAÇÃO NO SETOR DE ALIMENTOS

A TRIBUTAÇÃO NO SETOR DE ALIMENTOS A TRIBUTAÇÃO NO SETOR DE ALIMENTOS Estrutura Tributária Complexa e Confusa Múltiplos Impostos Federais, Estaduais, Municipais, com legislação inconstante. Insegurança Jurídica. Alto Custo de Gestão dos

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO TRIBUTÁRIO I. Sistema Tributário Nacional e Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar... 02 II. Tributos... 04 III. O Estado e o Poder de Tributar. Competência Tributária... 08 IV. Fontes

Leia mais

O REGIME DE TRIBUTAÇÃO APLICÁVEL ÀS EMPRESAS GRÁFICAS

O REGIME DE TRIBUTAÇÃO APLICÁVEL ÀS EMPRESAS GRÁFICAS O REGIME DE TRIBUTAÇÃO APLICÁVEL ÀS EMPRESAS GRÁFICAS 1. DO OBJETO DO ESTUDO Trata o presente artigo a respeito dos tributos aos quais as empresas gráficas encontram-se obrigadas a recolher, levando-se

Leia mais

Olá Concursandos! Vou escolher uma dessas listadas acima para resolver.

Olá Concursandos! Vou escolher uma dessas listadas acima para resolver. Olá Concursandos! No artigo de hoje, vou tratar das taxas (taxas-serviço público, pois as taxaspoder de polícia vão ficar para outra oportunidade). É impressionante como esse ponto cai em concurso da ESAF!

Leia mais

Planejamento Tributário Empresarial

Planejamento Tributário Empresarial Planejamento Tributário Empresarial Aula 03 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina, oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS COMENTÁRIOS PRELIMINARES SOBRE A PROVA

OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS COMENTÁRIOS PRELIMINARES SOBRE A PROVA OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS OAB 2ª ETAPA DIREITO TRIBUTÁRIO COMENTÁRIOS PRELIMINARES SOBRE A PROVA Como de hábito, divulgados os enunciados da prova, apressamo-nos em tecer

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Analista/Técnico MPU

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Analista/Técnico MPU ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Analista/Técnico MPU 3/5-7 Conceituação e classificação de receita pública. 8 Classificação orçamentária de receita pública por categoria econômica no Brasil. 9.

Leia mais

- Jornada de trabalho máxima de trinta horas semanais, seis horas diárias, em turno de revezamento, atendendo à comunidade às 24 horas do dia...

- Jornada de trabalho máxima de trinta horas semanais, seis horas diárias, em turno de revezamento, atendendo à comunidade às 24 horas do dia... Parecer Coletivo Lei 14.691/15. Agentes Municipais de Fiscalização de Trânsito. Servidores Locais. Competência Constitucional do Município. Cláusula Pétrea da CF/88. Lei Estadual Inconstitucional. Interposição

Leia mais

Prefácio à 21a edição, xxvii Prefácio à 20a edição, xxix Prefácio à 19a edição, xxxi Prefácio à 1a edição, xxxiii PARTE I - DIREITO FINANCEIRO, 1

Prefácio à 21a edição, xxvii Prefácio à 20a edição, xxix Prefácio à 19a edição, xxxi Prefácio à 1a edição, xxxiii PARTE I - DIREITO FINANCEIRO, 1 Prefácio à 21a edição, xxvii Prefácio à 20a edição, xxix Prefácio à 19a edição, xxxi Prefácio à 1a edição, xxxiii PARTE I - DIREITO FINANCEIRO, 1 1 INTRODUÇÃO, 3 1.1 Conceito de atividade financeira do

Leia mais

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA Depois do Plano Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, resta a Lei Orçamentária Anual LOA, conforme dispõe o art. 165 da Constituição Federal de 1988, in verbis: Art. 165. Leis de iniciativa

Leia mais

Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos

Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Normas gerais aplicáveis. 3 Necessidade de lei especifica? 4. Momento da publicação do edital. 1 Conceito A Constituição

Leia mais

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

EXERCÍCIOS PROPOSTOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) (ESAF/AGU/98) Assinale a opção correta: a) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal federal, a imunidade do papel destinado á impressão de livros, jornais e periódicos é restrita

Leia mais

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. www.apd.adv.br +55 (27) 3019-3993 A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. RESUMO: Atualmente muitos contribuintes realizam o

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 TRIBUTO Definido no artigo 3º do CTN como sendo toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO Ciência das Finanças: estuda o fenômeno financeiro em geral, seus aspectos econômico,social; trata-se de uma

Leia mais

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Tributário Professor Alessandro Spilborghs Data: 10/10/2009

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Tributário Professor Alessandro Spilborghs Data: 10/10/2009 TEMAS ABORDADOS EM AULA Aula 2: Princípios (continuação), Imunidade Tributaria. I. PRINCÍPIOS 1. Irretroatividade - Art. 150, III a CF A Lei Tributária não se aplica há fatos geradores anteriores a data

Leia mais

Limitações Constitucionais. Princípios Constitucionais Tributários. do Poder de Tributar. CAPÍTULO 2 QUESTÕES DO CAPÍTULO 2

Limitações Constitucionais. Princípios Constitucionais Tributários. do Poder de Tributar. CAPÍTULO 2 QUESTÕES DO CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 2 Limitações Constitucionais do Poder de Tributar. Princípios Constitucionais Tributários. QUESTÕES DO CAPÍTULO 2 1. (FCC/Procurador de Contas/TCE/MG/2007) Obedece ao princípio da anterioridade

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 4, DE 2015 (Apensas: PEC nº 87, de 2015 e PEC nº 112, de 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 4, DE 2015 (Apensas: PEC nº 87, de 2015 e PEC nº 112, de 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 4, DE 2015 (Apensas: PEC nº 87, de 2015 e PEC nº 112, de 2015) Altera o art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais

Leia mais

Olá, pessoal! Fraternal abraço e boa leitura! Alipio Filho

Olá, pessoal! Fraternal abraço e boa leitura! Alipio Filho Olá, pessoal! Trago à reflexão um artigo em que abordo alguns aspectos relativos à etapa do Lançamento da Receita Orçamentária. Convido todos a visitarem o meu blog (www.alipiofilho.blogspot.com), no qual

Leia mais