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1 . Edição número 1897 quinta-feira, 01 de setembro de 2011 Fechamento: 08h55 Veículos Pesquisados: Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com Leonardo Severo Isaías Dalle Paula Brandão Luiz Carvalho William Pedreira Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti

2 Estadão Padilha propõe custear saúde com imposto de bebida Elevação de tributos já existentes seria alternativa para aprovar a Emenda 29 sem criar uma nova CPMF e renderia até R$ 10 bilhões Denise Madueño e Rafael Moraes Moura (Política) Diante da dificuldade de apoio no Congresso para criar um imposto que banque mais gastos com o sistema público de saúde, o governo tem feito as contas para obter recursos com aumento de tributos já existentes. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avalia ser viável uma cobrança maior de tributos sobre cigarros e bebidas para conseguir esse dinheiro. A proposta apresentada na quarta-feira, 31, por Padilha a parte dos líderes da base em reunião com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, poderia, segundo ele, cobrir um total de R$ 10 bilhões anuais necessários para o setor. Na opinião do ministro, a medida seria uma forma de sair do impasse provocado pela proposta da Emenda 29, que define os gastos da União, dos Estados e dos municípios com a saúde, cuja votação está marcada para o dia 28 na Câmara. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), e os partidos da base, exceto o PT, não aceitam o adiamento da votação nem a criação de uma contribuição nos moldes da extinta CPMF. "Nós vamos votar aqui (na Câmara) no dia 28 e cumprir com o nosso dever", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), lembrando que o projeto está à espera de votação na Câmara há três anos. "Nosso colo já cansou. Esta Casa tem limites e não peçam a ela o que ela não pode fazer." Segundo ele, os deputados têm 20 dias para melhorar a Emenda 29. "Se não for possível, o governo pode continuar buscando uma fonte de financiamento na votação no Senado", observou. Depois da aprovação no plenário da Câmara, o projeto voltará ao Senado. Em 2008, os senadores aprovaram a proposta, mas como está sendo modificada pelos deputados terá de passar por uma última votação no Senado antes de seguir para sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff. Presente de grego. Na terça-feira, em Caruaru (PE), Dilma foi enfática ao transferir para o Congresso a responsabilidade pela criação de fonte de receita para sustentar novas despesas. Trata-se de assunto espinhoso para o governo. Para Dilma, projetos de lei que ampliam gastos com saúde e segurança, sem determinar a origem do dinheiro, são verdadeiros "presentes de grego". O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), ao sair da reunião com Padilha e Ideli, na quarta, não quis comprometer a presidente na defesa de criação de um imposto para garantir fonte adicional de recursos para a saúde. "Para dar uma saúde de qualidade e universal no Brasil, temos de ter mais recursos. A Emenda 29 só não basta. Precisamos criar uma fonte alternativa, mas não existe ainda consenso no governo. Não existe uma decisão da presidente da República." Segundo ele, quanto a um novo imposto, a presidente "não tem posição" sobre o assunto.

3 Vaccarezza, porém, demonstrou que Dilma não quer o texto parcialmente já aprovado e prestes a ter a votação concluída na Câmara. "Ela defende a regulamentação da Emenda 29 - é uma coisa. Esse projeto que está aí é outra. Você pode regulamentar com outro projeto. Eu tenho defendido elaborar outro projeto para a regulamentação da Emenda 29", disse. Governo busca aval para fundo de previdência do servidor Edna Simão - Agência Estado (Política) O governo federal derrubou ontem na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara três destaques que desvirtuavam totalmente o projeto de lei que cria um fundo de previdência complementar para o servidor público. O Planalto já admite, entretanto, a possibilidade de fazer ajustes na proposta para garantir a aprovação da matéria. "O governo quer aprovar o fundo nem que tenha que fazer aperfeiçoamentos em outras comissões", afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Alex Canziani (PTB-PR). Com a aprovação na Comissão de Trabalho, o texto segue para a Comissão de Seguridade Social e Família. O projeto de lei ainda precisa ser apreciado pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania para depois ser encaminhado ao Senado. Depois de quatro anos parado na Câmara, a aprovação na Comissão de Trabalho era uma questão de honra para o governo. É a sinalização de que a equipe econômica está realmente empenhada em tirar o fundo de previdência complementar do servidor público do papel. Mas a resistência ainda é grande. O funcionalismo público é totalmente contrário ao projeto. Por isso, o governo tem admitido a possibilidade de fazer alguns ajustes nas próximas comissões em que o projeto precisa ser aprovado. MP acusa gestão do PT de desvios em Santo André Segundo promotores, ex-prefeito João Avamileno provocou prejuízo de R$ 48,8 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes em contrato Bruno Boghossian (Política) O ex-prefeito de Santo André João Avamileno (PT) e Cleuza Rodrigues Repulho, que foi secretária de Educação na gestão dele, são acusados de envolvimento em fraude que pode ter desviado R$ 48,8 milhões dos cofres municipais entre 2005 e Segundo o Ministério Público, a prefeitura assinou convênios com uma ONG que não prestou os serviços contratados, e beneficiou empresas ligadas aos administradores da entidade. A promotoria relata que o Instituto Castanheira foi criado por um ex-funcionário da prefeitura, 11 meses antes da assinatura do primeiro convênio. Documentos sobre a fundação da entidade teriam sido encontrados no computador de um gabinete da administração municipal. Nos quatro anos do segundo mandato de Avamileno, a ONG assinou sete convênios com a Secretaria de Educação, no valor total de R$ 48,8 milhões. O MP alega que os serviços eram prestados por funcionários da própria prefeitura e que os

4 equipamentos supostamente fornecidos ou alugados pelo instituto já existiam nas escolas municipais. "A execução dos projetos poderia ter sido levada adiante diretamente pela própria administração", afirma, na ação, o promotor Renato de Cerqueira César Filho. "A falta de controle na execução dos convênios fez com que altos valores fossem pagos a alguns fornecedores, sem que houvesse prova efetiva de prestação dos serviços contratados." O primeiro convênio, referente à prestação de serviços em abrigos para menores, foi assinado em 3 de janeiro de 2005, dois dias após o início do segundo mandato de Avamileno. O valor era de R$ 3 milhões, mas o contrato foi prorrogado sete vezes e chegou a R$ 20,1 milhões. O Instituto Castanheira foi escolhido sem licitação. Uma de suas fundadoras, Luciana Hubner Domingos, morava no mesmo condomínio que a secretária de Educação de Santo André, Cleuza Repulho, que teve um relacionamento amoroso com um dos idealizadores da ONG. Atualmente, Cleuza é secretária de Educação de São Bernardo do Campo. Em 2008, após deixar a prefeitura de Santo André, ela exerceu um cargo de confiança no Ministério da Educação. Segundo o MP, o Instituto Castanheira subcontratou pelo menos quatro empresas para prestar os serviços previstos nos convênios. Uma delas tem como sócias a mulher e a tia do presidente do Instituto Castanheira. Outra é administrada pela mãe do responsável pela ONG. O promotor pediu que os responsáveis pelos desvios devolvam os R$ 48,8 milhões pagos à ONG, e solicitou o pagamento de multas e indenizações no valor de R$ 120,5 milhões. O promotor também pediu à Justiça a suspensão, por oito anos, dos direitos políticos de Avamileno e Cleuza, por improbidade administrativa. O ex-prefeito João Avamileno negou irregularidades na contratação da ONG e disse que todos os serviços foram prestados de maneira correta. "Do meu conhecimento, não houve nenhum desvio. A empresa foi apresentada pela secretária e cumpriu os serviços contratados", alegou. A secretária Cleuza Repulho não retornou as ligações feitas ontem. Os responsáveis pelo Instituto Castanheira não foram localizados. UNE cobra de Dilma empenho em aprovação do PNE Rafael Moraes Moura (Política) Os presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) se reuniram nesta quarta-feira com a presidente Dilma Rousseff para cobrar mais empenho do governo na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita em uma comissão especial na Câmara dos Deputados. Também apresentaram à presidente uma lista de 43 reivindicações, que inclui mais investimento em educação, fim do superávit primário e meiaentrada nos jogos da Copa do Mundo de Entre as propostas defendidas estão a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 50% do fundo social do pré-sal para a área de educação, duas das

5 principais bandeiras de movimentos sociais nas discussões do PNE. O encontro da presidente com os estudantes foi acompanhado pelos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Fernando Haddad (Educação), que devem servir como interlocutores para responder às demandas. "Estamos preocupados em chegarmos ao início de 2012 sem o PNE aprovado. Além disso, achamos que o plano não é suficiente para as demandas do nosso País", disse o presidente da UNE, Daniel Iliescu. "É tímida a proposta, diante das possibilidades que o Brasil vai viver nesta década". De acordo com os estudantes, a presidente "colocou-se à disposição para o debate". A destinação de 50% do fundo social do pré-sal para educação foi vetada durante o governo Lula, mas ressuscitou agora no projeto de lei que trata do PNE. O PNE estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até Prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino - sem determinar uma porcentagem - e ampliação do investimento em educação até atingir 7% do PIB. Espera-se que na segunda quinzena de setembro o relator Angelo Vanhoni (PT-PR) apresente um texto preliminar, após a análise das cerca de três mil emendas que o projeto ganhou. O presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), pretende votá-lo até novembro. Depois de aprovado na Câmara, o projeto seguirá para o Senado. Pior ameaça na Amazônia é miséria, indica estudo Segundo levantamento do IISS, apesar de paranoia com temor de invasão por estrangeiros, Brasil corre maior risco com avanço da pobreza Jamil Chade (Política) É a miséria, e não falta de tropas ou de um novo sistema de radares, que está transformando a Amazônia em uma das principais rotas do tráfico internacional de armas e drogas no mundo. A constatação é do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), sigla em inglês. Para a entidade, o projeto do governo brasileiro de investir R$ 10 bilhões para proteger as fronteiras amazônicas do País tem grande chance de fracassar enquanto a pobreza não for erradicada nas comunidades que vivem na região. Segundo os especialistas, apesar da "paranoia" brasileira sobre o risco de uma suposta invasão da região por potências estrangeiras, a realidade é que o Brasil abandonou a Amazônia, militarmente e principalmente socialmente. O IISS é um dos principais centros de estudos sobre estratégia no mundo, com sede em Londres, e acaba de publicar um novo levantamento sobre a situação das fronteiras no Brasil. Segundo o estudo, a Estratégia Nacional de Defesa de 2008 foi "incapaz" de conter o tráfico de armas e drogas na Amazônia e acusa o País de ainda ter uma avaliação estratégica "ultrapassada" sobre os riscos que a região enfrenta. Enquanto o Brasil insiste que o maior perigo é a invasão da Amazônia por outro governo, a realidade é que a floresta já está sendo ocupada por "grupos armados ilegais". Rota. Os especialistas afirmam que, apesar dos esforços brasileiros nos últimos anos, a Amazônia passou a ser rota do tráfico internacional, mantendo uma relação

6 direta com a violência nas favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo e um caminho cada vez mais frequente para a droga que sai da Bolívia e do Peru. Parte da inclusão da Amazônia na rota ocorreu pela mudança no padrão de demanda mundial. Houve queda no consumo americano, mas na Europa o volume explodiu em uma década. Existem ainda fatores locais que explicam a nova tendência. Um deles é o "sucesso do governo da Colômbia na luta contra as Farc, que forçou o grupo a cruzar a fronteira com o Brasil". O estudo cita uma série de reportagens do Estado nesse sentido. O IISS admite que, no fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, houve uma maior atenção à questão das fronteiras, o que seria confirmado com Dilma Rousseff e seu plano de gastar R$ 10 bilhões até 2019 e quase dobrar soldados na região para patrulhar os limites do Brasil. Mas o levantamento alerta que a meta de lidar com o tráfico apenas com essas medidas pode não dar os resultados esperados. "Parar a infiltração na floresta tropical, porém, é uma meta ambiciosa e ainda é incerto se as políticas anunciadas serão suficientes", disse a entidade. Para os especialistas, a luta contra o tráfico terá de ser também uma luta contra a pobreza na região. "A pobreza é generalizada, o que significa que o envolvimento de grupos estrangeiros ilegais pode ser uma maneira atrativa de ganhar a vida", avaliam. Os estrategistas citam como indígenas da tribo Tikuna aceitaram atuar como "mulas" para produtores de drogas da Bolívia e do Peru. Apontam ainda a situação de pobreza dos índios que vivem na reserva Raposa Serra do Sol (RR). A Estratégia de Defesa Nacional reconhece a relação entre a segurança e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. "Mas os brasileiros estão tomando apenas passos tímidos na direção de lidar com a exclusão social e miséria que permitem que grupos armados estrangeiros se proliferem pela Amazônia", afirma o IISS. Copom surpreende e corta juro em 0,50 ponto porcentual para 12% ao ano Banco Central vê cenário mais complicado pela crise global e interrompe ciclo de alta da Selic iniciado em janeiro Fernando Nakagawa, Denise Abarca e Flávio Leonel (Economia) O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu e decidiu hoje reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual para 12% ao ano. Com isso, o colegiado do Banco Central interrompe o processo de aperto monetário iniciado em janeiro deste ano. Ainda assim, juro do País continua sendo o mais alto do mundo. Levantamento feito pela Agência Estado com 72 instituições do mercado financeiro mostrou que era unânime a aposta na estabilidade da taxa Selic em 12,50% nesta reunião do comitê do BC. De janeiro a julho, a taxa Selic foi elevada em 1,75 ponto porcentual. O comitê tem mais dois encontros previstos para A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 18 e 19 de outubro e a última reunião, para 29 e

7 30 de novembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 8 de setembro. Diante do quadro, os diretores do BC afirmam que "aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado". Ou seja, o BC reconhece que a crise será mais longa que o previsto anteriormente. Os diretores do BC citam ainda que nas economias desenvolvidas "parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal". "Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante", conclui o primeiro parágrafo do documento. A contaminação da economia brasileira pela crise internacional poderá acontecer por "vários canais", prevê o Banco Central. No comunicado, os diretores afirmam que é possível que haja, por exemplo, "redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários". Independentemente do canal de transmissão da crise externa ao Brasil, os diretores do BC afirmam que "a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica". Essa desaceleração da economia brasileira, destaca o texto do BC, "já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira". "Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável", conclui o BC. As explicações dadas pelo Banco Central para a decisão surpreendente citam rapidamente, em apenas uma frase, a intenção do governo de economizar um volume maior de recursos para pagar os juros da dívida pública, o chamado superávit primário. No documento de duas páginas divulgado após o anúncio do corte da Selic, os diretores do BC afirmam: "a propósito, também aponta nessa direção (de um balanço de riscos para a inflação mais favorável) a revisão do cenário para a política fiscal". Veja a íntegra do comunicado do Copom: "O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante. Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições

8 de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal. Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária." Decisão do Copom agrada indústria, comércio e sindicatos (Economia) Comitê do Banco Central reduziu os juros em 0,50 ponto porcentual, para 12% ao ano; mesmo assim, alguns setores acham que o corte poderia ter sido ainda maior A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir os juros foi comemorada pela indústria, comércio e sindicatos, embora o corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 12% ao ano, ainda seja considerado insuficiente por alguns setores. O comércio considerou que o Comitê mostrou estar atento ao movimento de desaceleração da indústria nacional e destacou que espera que a autoridade monetária utilize também outros instrumentos para evitar um aprofundamento da desaceleração do ritmo de vários setores da economia nacional. Já a indústria e os sindicatos, apesar de apontarem que o Copom deu um passo importante para que a economia brasileira enfrente as dificuldades que devem surgir com a crise mundial, acreditam que a redução da Selic poderia ter sido maior. Indústria A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comemorou a redução da taxa Selic, anunciada há pouco pelo Banco Central. Segundo nota divulgada pela entidade, a redução é vista como um passo importante dado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) "para enfrentar as dificuldades que a economia brasileira começa a sentir com a nova fase da crise mundial". Para a CNI, "o BC priorizou a sustentação da atividade econômica num momento de menor ímpeto da inflação". "Na visão da CNI, a redução de 0,50 ponto percentual indica que o Banco Central iniciou um novo ciclo de flexibilização monetária, cuja magnitude irá depender dos desdobramentos da crise e de suas implicações na economia do país", diz o comunicado divulgado pela entidade. A CNI destaca ainda que essa mudança na política monetária acontece ao mesmo tempo em que há disposição de uso mais intenso da política fiscal. "A recente elevação da meta de superávit primário indica, na ótica da CNI, que o excesso temporário de arrecadação sobre o previsto não será aplicado na elevação dos

9 gastos públicos. Considera essa disposição uma mudança importante na política fiscal, que, na eclosão da crise, foi expansionista", continua a nota. Essa nova postura no equilíbrio da utilização das políticas monetária e fiscal é uma necessidade, segundo a CNI, "pois torna possíveis reduzir os juros e manter a estabilidade econômica". Para a entidade, "esse novo mix de política é absolutamente necessário, mas exige maior esforço no controle dos gastos". Sindicatos O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, avaliou como "extremamente tímida" e "insuficiente" decisão Copom. Na avaliação dele, a autoridade monetária acertou no "remédio", mas errou na "dose". "Com a medida, o governo federal aplica um antídoto contra o crescimento econômico", considerou, por meio de nota. "Infelizmente, está prevalecendo uma maléfica simpatia da equipe econômica pelo mercado especulativo", acrescentou. O presidente afirmou também que a entidade entende que há espaço para uma redução "mais drástica" da taxa básica de juros, principalmente em face do ajuste fiscal anunciado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Vale sublinhar que o atual governo federal já subiu, em apenas seis meses, cinco vezes a taxa básica de juros, criando um cenário extremamente adverso à produção e à geração de emprego e renda", criticou. Ele garantiu ainda que a Força Sindical continuará a realizar protestos, uma vez que, segundo ela, diante das incertezas econômicas mundiais, o Banco Central continua atuando na contramão da produção. "Mais uma vez o Banco Central, mostrando-se surdo aos apelos da classe trabalhadora, frustra os nossos anseios por uma sociedade mais justa e igualitária", conclui. Comércio O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, considerou que o Copom mostrou estar atento ao movimento de desaceleração da indústria nacional ao reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para 12% ao ano. A entidade ressaltou ainda que espera que a autoridade monetária utilize também outros instrumentos para evitar um aprofundamento da desaceleração do ritmo de vários setores da economia nacional. "A decisão do Copom mostra que o Banco Central está atento não apenas aos possíveis impactos negativos da crise internacional sobre a economia brasileira, como, também, em relação aos sinais de desaceleração muito rápida da produção industrial", afirmou. "Nós esperamos que o Banco Central utilize também outros instrumentos para evitar que a desaceleração observada nos vários setores se aprofunde", acrescentou. Em nota, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avalia a decisão uma "ação enérgica do BC" que "sinaliza horizonte melhor ao crescimento econômico". A CNDL afirma que comemora o corte no juro básico da economia, considerando que no atual momento há sinais que apontam para o esfriamento da demanda interna. "Um corte de juros na ordem de 0,5 ponto porcentual não era apenas uma possibilidade, mas sim uma necessidade, e vinha completamente em linha com o que nós imaginávamos que era o que tinha que ser feito", afirma o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, na nota distribuída pela instituição. Para o executivo, "não havia outra saída que não essa".

10 Na nota, a CNDL destaca que "os técnicos do Banco Central assumiram uma postura de sinergia a outros importantes setores do governo, como os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, que, além da própria presidente Dilma Rousseff, seguiam firmes na defesa a uma redução gradual da Selic". Conforme avalia Pellizzaro, manter os juros considerando somente a inflação corrente era "um erro que podia custar muito caro ao Brasil". "Ninguém compra bife ou corta cabelo no crediário", destacou o dirigente. Poder de compra do salário mínimo dobrou desde Plano Real Sílvio Guedes Crespo (Economia) O poder de compra do salário mínimo dobrou desde a implantação do Plano Real. Em 1995, o mínimo, de R$ 100, comprava apenas uma cesta básica, medida pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Com o mínimo atual, de R$ 545, é possível comprar duas cestas básicas. Já com os R$ 619 propostos pelo governo para 2012, será possível adquirir 2,1 cestas, considerando que o preço dos produtos básicos acompanhe o índice oficial de inflação (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos próximos 12 meses. Veja abaixo a evolução do salário mínimo e da cesta básica desde maio de 1995, mês em que passou a vigorar o primeiro salário mínimo definido depois do Plano Real. Folha de S.Paulo Dilma "aceitaria" imposto para saúde, diz Vaccarezza Para líder, presidente não se oporia à criação de novo tributo para setor Deputado se recusa a revelar como votou no processo que absolveu a colega Jaqueline Roriz, acusada de corrupção Fernando Rodrigues (Poder) O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a presidente Dilma Rousseff não só "aceitaria como vários ministros também aceitariam" a criação de um novo imposto específico para financiar a saúde pública no país. A declaração foi dada em entrevista à Folha e ao UOL. Ele fez uma ressalva dizendo não ter conversado especificamente sobre o tema com a presidente. Não falou, portanto, por Dilma. Mas repetiu: "[Ela] não me disse a posição dela, mas eu acho que ela não teria nada a opor". O líder do governo fazia considerações sobre a polêmica regulamentação da emenda constitucional 29, que normatiza os investimentos públicos em saúde. O Planalto, Estados e municípios têm receio de que faltarão recursos no caso de aprovado o texto na Câmara dos Deputados. Indagado se descartaria em 100% a recriação de uma CPMF, Vaccarezza disse: "A

11 CPMF nos termos que ela existia antes, sim. Um imposto específico para a saúde, não". Ou seja, o novo tributo teria de ser vinculado inteiramente à saúde. Outras opções em estudo, declarou Vaccarezza, seriam legalizar o jogo e cassinos no país ou aumentar o valor cobrado do seguro obrigatório de proprietários de veículos. Depois de dar entrevista, o líder do governo teve reuniões sobre o tema no Planalto e na Fazenda. Há um consenso entre os governistas sobre a necessidade de votar a regulamentação da emenda 29, pois a oposição no momento acusa o Planalto de descaso com a saúde. O prazo previsto para que o texto vá a plenário é o dia 28 deste mês. CASO JAQUELINE A Folha quis saber como Vaccarezza votou no processo de cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que foi absolvida anteontem pelo plenário da Câmara. "Infelizmente eu não posso te responder", disse. O líder petista também se declarou contra acabar com o voto secreto em casos de cassação ou de vetos presidenciais. "Que liberdade de consciência terá um deputado que vai votar um veto presidencial?", questionou. As entrevistas do programa "Poder e Política - Entrevista" são divulgadas de maneira simultânea na versão impressa da Folha, na Folha.com e no UOL. Governo sinaliza que está disposto a ceder no acordo sobre o pré-sal (Poder) O governo sinalizou que está disposto a abrir mão de uma parte de suas receitas com a exploração de petróleo do pré-sal desde que os Estados produtores também cedam. A proposta visa a evitar a derrubada do veto do ex-presidente Lula a um projeto aprovado pelo Congresso em 2010, que tirava verbas de Estados produtores em benefício de não produtores. Não há ainda uma proposta fechada pela equipe econômica, que deve apresentar um esboço em setembro. Em troca, o governo pediu o adiamento da votação do veto, que o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), havia agendado para o dia 22 de setembro. O adiamento foi pedido ontem pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) em reunião com líderes governistas, e Sarney deve acatar. Os Estados produtores e a União já informaram que vão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) se o Congresso derrubar o veto. Encontro do PT terá desagravo a Dirceu Com aval de Lula, partido prepara moção de apoio a ex-ministro, acusado de conspirar contra o governo Dilma Sigla discute texto que acusará revista de usar métodos ilegais para atacar petista; veículo contesta a alegação

12 Bernardo Mello Franco, Catia Seabra e Natuza Nery (Poder) O PT fará um desagravo ao ex-ministro José Dirceu em seu 4º Congresso, que começa amanhã com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. O partido prepara uma moção de apoio ao petista, alvo de reportagem da revista "Veja" que o acusou de ter conspirado pela queda do ex-ministro Antonio Palocci da Casa Civil, em junho. O hotel em que Dirceu se hospeda e recebe políticos na capital registrou boletim de ocorrência acusando um repórter de tentar invadir seu quarto para obter informações de forma ilegal. A revista nega a acusação e sustenta que Dirceu tenta criar um fato político para desviar o foco de sua suposta ação contra colegas de sigla. A Folha apurou que Lula apoia o desagravo e defendeu a aliados que o partido tomasse uma atitude pública em defesa do ex-auxiliar. A intenção é dar caráter institucional à defesa de Dirceu, que nos últimos dias já recebeu apoio de colegas como os líderes no Senado, Humberto Costa (PE), e na Câmara, Paulo Teixeira (SP). Integrantes da sigla também querem reafirmar a defesa de uma regulamentação da mídia no país, tema que não tem a simpatia de Dilma. Dirigentes e parlamentares petistas discutiram o teor do texto nos últimos dias. O deputado José Guimarães (CE), vice-líder do governo na Câmara, apresentou um modelo de documento. Petistas de outros Estados também fizeram sugestões. Em 2005, um assessor de Guimarães foi preso num aeroporto com R$ 200 mil numa mala e US$ 100 mil escondidos na cueca. O congressista é irmão do exdeputado José Genoino, réu ao lado de Dirceu no processo do mensalão, e não foi localizado ontem pela reportagem. Nas reuniões preparatórias para o encontro, a ideia de aprovar um texto de apoio ao ex-ministro foi endossada até por representantes de alas da esquerda da legenda, que costumam se opor a ele em disputas internas. "A maior parte dos militantes do PT conhece bem e conversa com o Dirceu", disse Gilney Viana, da tendência Inaugurar, que não participa da elaboração do texto. O documento em defesa do ex-ministro seria apresentado no sábado, um dia depois de Dilma e Lula participarem da abertura do evento, no centro de convenções de um hotel em Brasília. Alckmin propõe elevar a contribuição de servidor Projeto obriga funcionário de SP a pagar mais por aposentadoria integral Governo diz que medida evitará falência da previdência paulista; proposta só valerá para os novos contratados Daniela Lima (Poder)

13 O governador Geraldo Alckmin apresentou o projeto que muda o sistema de aposentadoria dos servidores públicos de São Paulo. A proposta prevê a criação de um sistema de previdência complementar e amplia a contribuição de funcionários que desejarem se aposentar com o salário integral. Alckmin enviou a proposta à Assembleia Legislativa ontem. Ela foi antecipada pela Folha na semana passada. O governo afirma que, mantido o atual regime, a situação da previdência paulista seria insustentável a longo prazo. O novo sistema se aplicará aos que ingressarem no serviço público depois que a lei entrar em vigor. Não afetará, portanto, quem está na ativa. Hoje, os servidores contribuem com 11% da remuneração e se aposentam com o salário integral. Com a mudança, os funcionários que contribuírem com 11% terão o direito de receber no máximo o teto das aposentarias pagas pelo INSS a empregados do setor privado, hoje R$ 3.691,74 por mês. Quem quiser engordar a aposentadoria terá de fazer contribuições adicionais a um fundo de previdência complementar, o SPPrevicom. O governo fará contribuições de igual valor para o fundo, desde que elas não ultrapassem 7,5% do salário do funcionário. "A depender da contribuição, a aposentadoria do funcionário poderá ser igual ao salário no fim da carreira", afirmou Alckmin. Funcionários de autarquias poderão aderir ao sistema. O secretário da Fazenda, Andrea Calabi, disse que, em 25 anos, a medida deve zerar o deficit da previdência, hoje em R$ 13 bilhões. A proposta enfrenta resistência de sindicalistas, que a chamam de "injusta" com os novos servidores. Deputados pressionam a abertura de CPI do trabalho escravo em SP (Mercado) A ausência de representantes da Zara e da AHA na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa aumentou a pressão pela abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra a rede para apurar as denúncias de trabalho degradante. Enrique Huerta Gonzalez, presidente da Zara no Brasil, e Seong Hee Lee e Cyro Leal Mendes, da AHA, alegaram que não houve tempo suficiente para programar a presença na sessão de ontem. Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego em maio flagrou trabalhadores estrangeiros em oficinas da AHA -terceirizada da Zara- em situação similar à de trabalho escravo. O deputado Carlos Bezerra (PSDB) disse que a CPI terá poder para convocar os representantes.

14 Valor Econômico Curta Protocolo O presidente da CUT, Artur Henrique, disse ontem que sindicatos e empresários chegaram a um acordo em relação a três dos pontos que são debatidos na mesa de negociação para a construção civil criada pela Secretaria-Geral da Presidência depois dos problemas em Jirau e Santo Antonio. De acordo com Henrique, serão vetadas as contratações feitas por intermediadores; os trabalhadores terão um canal permanente de comunicação com as empresas sobre as condições de saúde e segurança nas grandes obras de infraestrutura; e participarão das discussões sobre a elaboração de programas de formação de mão de obra. Resta ainda, entretanto, os empresários aceitarem criar uma mesa permanente de negociação com os trabalhadores nos canteiros. A adesão das empresas a esse protocolo será voluntária. Para indicar rigor, orçamento de 2012 reduz desconto permitido para o PAC Mônica Izaguirre O governo federal antecipou, na proposta orçamentária encaminhada ontem ao Congresso, parte do esforço necessário à obtenção de um superávit fiscal primário de R$ 139,8 bilhões em 2012, no âmbito do setor público não-financeiro. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) darão direito, se executados, a uma redução de apenas R$ 25,6 bilhões e não mais de R$ 40,6 bilhões no valor "cheio" da meta de superávit estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Assim, mesmo que esse mecanismo de flexibilização seja acionado, o governo fica legal e previamente obrigado a economizar, em receitas primárias, no mínimo R$ 15 bilhões além do que exige a LDO, para pagamento de juros da dívida pública. A mudança aumenta para R$ 114,2 bilhões a versão flexibilizada da meta, dos quais R$ 71,4 bilhões de responsabilidade do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e o resto de Estados e municípios. Verbalmente, o compromisso do governo continua sendo o de perseguir a meta cheia, isto é, sem descontar nenhum gasto do PAC, disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Isso significa que, não havendo elevação da previsão de receitas, ainda será necessário fazer um contingenciamento de despesas no início de 2012, admitiu ela. A diferença é que, em vez de R$ 40,6 bilhões, o bloqueio será de R$ 25,6 bilhões. Se já há uma decisão política de ajustar a execução do orçamento à meta cheia, por que não encaminhar ao Congresso um projeto que já reflita essa determinação? Segundo a ministra, o governo preferiu manter a possibilidade de flexibilização da meta por questão de prudência, para o caso de não haver outro jeito de executar os investimentos do PAC. "É apenas para ter margem de usar. Mas não está no horizonte usar", disse Miriam Belchior referindo-se à possibilidade legal de flexibilização do piso de superávit. Ela lembrou que, desde 2007, quando foi criado o PAC, o governo só recorreu à meta flexibilizada uma vez, em 2009.

15 Dimensionadas para o cumprimento da meta reduzida, as despesas primárias (não financeiras) da União vão subir mais do que as receitas em 2012, comportamento inverso ao verificado nos primeiros sete meses de 2011 sobre igual período de Já excluídas as transferências constitucionais a Estados e municípios, o orçamento autoriza gastos primários de R$ 840,3 bilhões, 15,3% acima do montante disponível para este ano. As receitas primárias líquidas dessas mesmas transferências, por sua vez, estão estimadas no projeto em R$ 911,7 bilhões, o que representa crescimento de 12,5%. O cenário com que trabalhou a equipe econômica ao estimar a receita pressupõe que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá, em termos reais, 5% em É uma previsão otimista se comparada com as de mercado, cuja mediana aponta economia crescendo a apenas 3,9% no próximo ano. Os parâmetros adotados consideram também que a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 4,8% no próximo ano. Portanto, ainda não seria em 2012 que o Banco Central conseguiria trazer a inflação de volta ao centro da meta, que é de 4,5%. O projeto prevê ainda que a massa salarial, outra variável de previsão de receita, vai aumentar 9,8%. Mesmo com a economia crescendo, tanto receitas quanto despesas aumentarão como proporção do PIB, pelas previsões da proposta orçamentária. A receita líquida sobe 0,37 ponto percentual do produto, indo a 20,09%. A despesa se amplia ainda mais, 0,79 ponto, para 18,52% do PIB. Para as despesas, um dos principais parâmetros é o aumento já estabelecido em lei para o salário mínimo. O piso salarial do país vai subir, em janeiro, 13,6%, afetando principalmente os pagamentos de benefícios da Previdência Social. Esses gastos, que são impactados também por novas aposentadorias, subirão 16%. Já a folha de pessoal, incluídos encargos sociais, demandará apenas 2,6% além do que exigiu em As despesas primárias obrigatórias como um todo, onde se incluem esses dois itens, são orçadas no projeto em R$ 610,8 bilhões, 13,1% além do previsto para O aumento é mais acentuado no caso das despesas discricionárias. As dotações, nesse caso, foram fixadas em R$ 229,5 bilhões, 21,7% acima do valor disponível para este ano. Esse percentual de crescimento, no entanto, não deve se confirmar na execução, se o governo agir como o esperado e anunciar contingenciamento em Isso porque essa é a parte contingenciável do orçamento. Apesar do nome, esse grupo de despesas denominadas "discricionárias" inclui gastos cujo valor global se sujeita legalmente a um piso. É o caso daquelas relativas ao Sistema Único de Saúde, que são basicamente de custeio. As dotações para investimento foram fixadas em R$ 58,5 bilhões, considerados apenas aqueles do orçamento fiscal e da seguridade social. Há previsão de aumento sobre 2011, ano em que o governo pretende investir R$ 44,4 bilhões. Do total previsto para 2012, R$ 42,5 bilhões são do PAC. Os recursos do PAC para a área de infraestrutura logística crescem de R$ 16,368 bilhões para R$ 16,812 bilhões, menos do que os recursos para projetos de infraestrutura social e urbana, que sobem de R$ 23,529 bilhões para R$ 25,3 bilhões. A proposta encaminhada ao Congresso prevê ainda que os investimentos das empresas estatais não dependentes do Tesouro Nacional, que constam em orçamento separado do fiscal, cheguem a R$ 106,8 bilhões em Isso é menos

16 do que os R$ 108 bilhões autorizados para este ano mas supera significativa o valor efetivamente investido em 2010, que foi de R$ 84 bilhões. Analistas veem inconsistências na área fiscal Sergio Lamucci A intenção do governo de adotar um amplo programa fiscal ao longo do mandato da presidente Dilma Rousseff é considerada uma boa carta de intenções pelos especialistas, que, no entanto, apontam inconsistências entre o que vem sendo feito e as iniciativas que as autoridades propõem para os próximos anos. A dificuldade em controlar despesas impulsionadas pelo generoso mecanismo de reajuste do salário mínimo e as renúncias fiscais por conta da nova política industrial são alguns dos problemas que podem complicar a disposição de ajustar estruturalmente as contas públicas. Adiantadas ontem pelo Valor, as medidas incluem a limitação por lei do crescimento dos gastos de custeio, a desindexação da caderneta de poupança e o fim das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs). O economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), considera muito difícil a limitação dos gastos de custeio a um ritmo inferior ao da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, essas despesas já estão sendo controladas neste ano pelo governo, quando se excluem da conta transferências de renda e as subvenções econômicas, como mostram os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). De janeiro a julho, elas aumentaram apenas 3,7% em relação ao mesmo período de 2010, atingindo R$ 73 bilhões. "É uma alta modesta, inferior à inflação, o que significa que o governo está segurando essas despesas, inclusive as relacionadas à saúde e educação." O quadro muda bastante de figura, contudo, quando se incluem na conta do custeio as transferências de renda (seguro-desemprego, Bolsa Família e benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social, Loas, entre outros) e as subvenções econômicas (como os subsídios ao programa Minha Casa, Minha Vida e ao crédito agrícola). Nesse caso, as despesas de janeiro a julho aumentaram bem mais - 14,5% de janeiro a julho, atingindo R$ 126,7 bilhões. "Para que todos os gastos de custeio cresçam a um ritmo inferior ao do PIB, será necessário mexer no ritmo de crescimento dos gastos sociais ou nos gastos de programas como o Minha Casa, Minha Vida", diz Almeida, observando que, no ano que vem, várias dessas despesas vão subir bem mais do que neste ano, como os 14% do salário mínimo. Outra opção, diz Mansueto, é fazer o ajuste fiscal por meio do aumento da carga tributária, eventualmente elevando impostos específicos, como os do setor mineral, acredita Almeida. O economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, vê dois discursos fiscais no governo federal. Um é o da solidez e da austeridade e que procura diferenciar o Brasil do resto do mundo; o outro está relacionado aos gastos que o governo não pode mais segurar e até incentivou, como o reajuste do salário mínimo, e de gastos como o Minha Casa, Minha Vida e as desonerações do Brasil Maior, entre outras. "A crise externa está servindo para o governo justificar o ajuste naquelas despesas que ele pode e quer controlar, como o salário do funcionalismo e as emendas dos parlamentares", observa Montero.

17 Para Montero, os sinais que a equipe econômica vem dando - no caminho de maior austeridade - são bastante positivos, mas ele gostaria mesmo é de ver o governo se comprometendo e mostrando, no Orçamento, que fará um superávit fiscal "cheio" em Isso significaria um compromisso mais que verbal de que serão economizados efetivamente R$ 114 bilhões no ano que vem, sem o desconto dos R$ 25 bilhões referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e que podem ser abatidos de acordo com as regras em vigor. "Eles poderiam mostrar como vão fazer o primário integral." Além de depender de um aumento de carga tributária pelo lado da receita (movimento que não vai aparecer no Orçamento, da mesma forma que as receitas extras deste ano não eram vislumbradas em 2010), o governo também sai em "desvantagem", pois começa com uma despesa maior em função das desonerações já combinadas, observa Montero. No relatório "Boa Maré Fiscal", o departamento econômico do HSBC comentou as medidas adiantadas ontem pelo Valor. Assinado pelo economista Constantin Jancso, o texto diz que ainda é cedo para avaliar em que medida o governo está comprometido com a iniciativa, mas considera que, se confirmado, "será a melhor notícia no front fiscal desde 2005". O banco lembra que, naquela ocasião, um plano similar foi proposto pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci, e sua equipe, e foi rechaçado pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Mas, diferentemente do que em 2005, pelo menos a julgar pelo relato do Valor, aparece não haver dissenso dentro da administração. Apesar disso, o governo terá uma batalha difícil para aprovar a legislação no Congresso", apontou o HSBC, em referência aos sindicatos de servidores públicos. O economista Nelson Marconi, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), considera que as iniciativas estão na direção certa. Controlar gastos de custeio é positivo, por abrir espaço para mais despesas com investimento. Acabar com as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) também é uma iniciativa louvável. "Isso permite desvincular os juros de curto prazo, a Selic, das taxas de longo prazo." A LFT, diz ele, é uma herança da época em que o governo tinha dificuldade de financiar a dívida pública. A desindexação da poupança é outra medida que agrada a Marconi, embora ele considere importante definir como ficará o crédito habitacional. Num cenário de juros mais baixos, a rentabilidade mínima da caderneta, de Taxa Referencial (TR) mais 6,17% ao ano, é um obstáculo a um tombo mais significativo da Selic. Para ele, apesar de difícil, é uma medida que pode ser aprovada no Congresso, assim como a limitação do crescimento dos gastos de custeio. "Importar" mão de obra não ajudaria setor de serviços Denise Neumann, Arícia Martins e Marta Watanabe O setor de serviços emprega 16,8 milhões de pessoas só nas seis principais regiões metropolitanas do país, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos serviços que exigem menor qualificação - e que portanto poderiam ser mais facilmente atendidos por uma população de imigrantes em busca de melhores salários e condições de vida que nos países vizinhos -, a remuneração média era de 1,4 salário mínimo em

18 2009, algo próximo a R$ 770 hoje em dia, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), também do IBGE, referente a 2009, a última disponível. Na ponta oposta, dos serviços mais especializados e bem remunerados (como o do trabalhador em transporte dutoviário), um profissional ganhava em média 18 mínimos (ou R$ 9,8 mil). O tamanho e a heterogeneidade desse segmento, que hoje responde por mais de dois terços da economia brasileira, tornam inviável a possibilidade de que a ideia de modificar a legislação e permitir a "importação" de mão de obra funcione como um mecanismo de combate à inflação de serviços no Brasil, que acumula alta de 9% nos últimos 12 meses. Como informou o Valor na edição de ontem, essa é uma das ideias em debate dentro do governo, que corre em paralelo às medidas de ajuste fiscal. Ainda embrionária, a proposta de permitir a "importação" de mão de obra foi vista como uma forma de retirar a pressão sobre esse segmento. Sílvio Salles, economista da Fundação Getulio Vargas, diz que salário é realmente o grande custo desde setor, altamente intensivo em mão de obra. "Importar um insumo importante para reduzir custos em um segmento funciona como regar a economia, mas não nesse caso", observa, estranhando a ideia em debate no governo. Além da dificuldade operacional (quantos milhões de trabalhadores seriam necessários para fazer algum impacto no custo da mão de obra brasileira), o próprio funcionamento do setor é um empecilho. Serviços, diz Salles, é um setor no qual o salário mínimo (que vai subir 13,6% em 2012) funciona como indexador informal. Ele baliza tantos os salários como os próprios preços do setor. "Nos dois lados, do empregador e do empregado, a conta do salário é feita em mínimos", explica. Se a importação de mão de obra como alternativa para reduzir custos parece inviável, Salles diz que reduzir o custo salarial pela redução de impostos sobre a folha de pagamentos do setor funcionaria. Pelos dados da Pesquisa Anual de Serviços, o peso de salários e encargos representa 35% do valor adicionado no segmento. A possibilidade de incentivar a entrada de trabalhadores estrangeiros como forma de combater a inflação de serviços também foi criticada pelo movimento sindical. A importação de mão de obra, dizem seus representantes, poderia estimular seu uso em condições análogas à escravidão, o que já ocorre no Brasil, que é uma espécie de vitrine de mercado de trabalho e serviços sociais para países vizinhos, como Bolívia e Peru. Para Clemente Ganz, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o ingresso da mão de obra estrangeira é bemvinda caso os trabalhadores tenham seus direitos garantidos e não acabem cumprindo regime semiescravo, mas a imigração não teria efeito nenhum sobre a folha de pagamento dos serviços, já que o acréscimo de oferta de trabalhadores ao mercado seria ínfimo. "Não acredito que esse tipo de procedimento terá impacto sobre os custos. O impacto seria relevante se os trabalhadores viessem em condição de semiescravidão, e imagino que o governo não fará esse tipo de iniciativa." Para ele, a única forma de amenizar a pressão inflacionária do setor é pelo aumento da oferta no segmento.

19 Elias Ferreira, representante da Força Sindical no Conselho Nacional de Imigração (CNIg), afirma que a entidade é favorável ao trabalhador imigrante, desde que ele não seja usado para redução de salários e encargos e esteja em pé de igualdade com o trabalhador nacional. "Ainda temos trabalhadores brasileiros que não estão no mercado de trabalho e podem suprir essa demanda no setor de serviços", defende. "Como representante da Força Sindical, sou veementemente contra a entrada de trabalhadores nessa área." A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem uma posição mais radical sobre o assunto. O presidente da central no Estado de São Paulo, Adi dos Santos Lima, chama a ideia do governo de "absurda". O governo, diz, precisa investir em qualificação de mão de obra interna, e não incentivar a entrada de trabalhadores estrangeiros. Caso queira realmente flexibilizar a entrada de estrangeiros no mercado brasileiro, o governo federal precisar submeter a mudança ao Congresso, mesmo que inicialmente a proposta venha por meio de MP. Isso porque o Código do Estrangeiro, que regula a concessão de vistos pelo Brasil, é uma lei ordinária. A legislação sobre entrada de estrangeiros no Brasil estabelece que os vistos para trabalho podem ser temporários ou permanentes. Nos dois casos, porém, diz Marcel Cordeiro, do Salusse Marangoni Advogados, um dos requisitos é a especialização da mão de obra. "É necessário que o profissional seja qualificado e represente uma agregação de conhecimento." As resoluções do Conselho Nacional de Imigração, órgão ligado ao Ministério do Trabalho, lembra o advogado, vão na mesma linha. O pedido de entrada pelo estrangeiro, diz, é sempre acompanhado pelo empregador, o que seria mais difícil de ser aplicado na contratação de mão de obra não qualificada. "Quando o estrangeiro requisita o visto para o Brasil, isso é feito por meio do consulado brasileiro. Já nesse início de processo há a participação do empregador." MEC aposta em diálogo para resolver polêmica do piso Luciano Máximo O Ministério da Educação (MEC) vai criar uma "Mesa Nacional de Diálogo" com participação dos governos federal, estaduais e municipais e sindicatos da educação para tentar solucionar a polêmica que envolve a lei do piso nacional do magistério do ensino básico. Aprovada em 2008, a legislação estabelece, atualmente, salário de R$ 1.187,94 para professores da rede pública com formação colegial e 40 horas de carga de trabalho semanal, mas muitos Estados e milhares de municípios não cumprem a regra. "Até agora o MEC tem participado de conversas bilaterais com os atores do piso. O ministro vai instalar essa mesa para tentar viabilizar a implantação de planos de carreiras e para ver se avançamos nas discussões salariais", informou Antonio Roberto Lambertucci, diretor de valorização dos profissionais da educação da Secretaria de Articulação com os Sistemas Educacionais do MEC. O dirigente admitiu que o MEC poderá ceder a demandas de prefeituras e governos estaduais para aumentar os repasses federais especificamente para o cumprimento do piso salarial, desde que haja contrapartidas por parte dos entes federados. "É possível que o governo federal participe mais, mas o diálogo não pode se restringir a mais e mais recursos da União. Com a mesa de diálogo queremos estimular o

20 regime colaborativo na educação. Por exemplo, um Estado ou um município mais rico, com boa base de arrecadação, não pode ajudar um município ou Estado vizinho, que não tem as mesmas condições, com transportes ou infraestrutura escolar? Esse é o entendimento do MEC", acrescentou Lambertucci, que participou do segundo dia de trabalhos do 4º Congresso Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O secretário de Educação da Bahia, Osvaldo Barreto Filho, acha que para resolver polêmica salarial será necessário maior participação do governo federal na complementação orçamentária aos Estados com dificuldades. Ele citou três Estados nessa situação: Minas Gerais, Santa Catarina e Ceará. "Minas Gerais enfrenta greve de professores há mais de dois meses, Santa Catarina e Ceará também têm problemas [para garantir os salários de acordo com o piso] ", disse o secretário, representante do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) no evento. "Sem ajuda financeira [da União], e com o quadro orçamentário atual dos governos, não vemos condições de volumes necessários para resolver essa questão", afirmou A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação recebeu bem a ideia de criação da "mesa", mas dirigentes educacionais manifestaram reserva, temendo que o cumprimento parcial da lei do piso no país se arraste por mais tempo. "O Estado da Bahia já paga o piso, mas temos outras demandas. Se vai haver novos recursos na educação também teremos direito a acessá-los", disse o secretário Barreto Filho. "[O piso] Já é lei, tem que pagar, mas os municípios estão sufocados financeiramente, como falar em contrapartidas? O problema é de recursos, não tem mais o que discutir e perder mais tempo", reclamou Elton Lima da Silva, secretário de Educação de Rosário do Catete, cidade sergipana a 40 quilômetros de Aracaju. Divisões internas do PT preocupam Dilma Fernando Exman A presidente Dilma Rousseff e a militância do PT têm um encontro marcado amanhã à noite, na abertura do 4º Congresso Nacional do partido. Será a primeira vez que Dilma e as principais lideranças da legenda estarão frente a frente desde a sua posse na Presidência da República. A presidente deve aproveitar a oportunidade para reforçar o pedido de apoio ao partido ao qual filiou-se em 2000 e pelo qual, devido à influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disputou as eleições. Já os petistas desejam cobrar uma maior interlocução com o Planalto. Preocupa Dilma e seus auxiliares o risco de as divisões internas do PT gerarem instabilidades políticas e obstáculos à governabilidade. A presidente aproveitará também para demandar suporte às medidas de combate aos efeitos da crise financeira global anunciadas pelo governo, assim como a demanda para que o partido respalde o apelo feito à base aliada para evitar a aprovação, no Legislativo, de projetos que gerem mais despesas ao setor público. O governo anunciou nesta semana o aumento da meta de superávit primário, medida que não é bem vista por alguns setores petistas. O ex-presidente Lula também confirmou presença na abertura do evento, o qual será realizado em Brasília e ocorrerá até domingo. "A presidenta não precisa cobrar, é a militância que defende o governo", comentou o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT.

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