INTENSIVO III/ INTENSIVÃO FEDERAL/ FEDERAL PLENO Disciplina: Direito Internacional Tema: Aula 04 Prof.: Valério Mazzuoli Data: 05/12/2008

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INTENSIVO III/ INTENSIVÃO FEDERAL/ FEDERAL PLENO Disciplina: Direito Internacional Tema: Aula 04 Prof.: Valério Mazzuoli Data: 05/12/2008"

Transcrição

1 MATERIAL DE APOIO INDICE 1. Artigos Correlatos 1.1. Direito internacional público - Estrangeiro 1.2. Titularidade de Direitos Fundamentais por Estrangeiros Não-Residentes no País 1. Artigos Correlatos 1.1. Direito internacional público - Estrangeiro ESTRANGEIRO - do adjetivo latino extraneus, que significa de fora, exterior, através do francês arcaico estrangier. É, para nós, o indivíduo natural de outro país. Pode estar entre nós em caráter provisório, seja como visitante, turista ou em missão especial, seja de caráter cientifico, técnico, diplomático, seja em caráter permanente, a exemplo do imigrante. Após respigarmos alguns dados curiosos de fontes diversas, tentaremos apresentar dados interessantes a respeito do estrangeiro, que tem sido discriminado em quase todo o mundo ultimamente, sendo considerado indesejável, por ocupar espaços dos nativos em diversos segmentos da sociedade, especialmente no setor de emprego e/ou mão-de-obra. A xenofobia é quase natural e histórica, entretanto, não deixa de ser mais uma faceta do egoísmo do ser humano, manifestação de falta de solidariedade e até desumanidade, em alguns casos. Poder-se-ia até comparar a aversão ao estrangeiro ao crime de racismo. DESENVOLVIMENTO Todo estrangeiro, legalmente presente em um país, goza dos mesmos direitos humanos e civis dos nacionais, tem as mesmas garantias de proteção das leis, mas, por outro lado, é sujeito aos mesmos deveres, obrigado a respeitar a legislação do país. Não é justo impedir arbitrariamente a entrada de estrangeiros, cuja presença não só contribui muitas vezes para o enriquecimento nacional, mas propicia um mais profundo entendimento entre os povos. Proibições arbitrarias são contra o direito natural de liberdade de locomoção. Qualquer proibição só se pode fundar nos imperativos do bem publico, por exemplo: um país pode proibir a entrada de um estrangeiro portador de moléstia contagiosa, ou condenado por algum crime em seu país de origem. A exigência de passaporte tem sido o meio mais generalizado de controle de entrada de estrangeiros. Um estrangeiro pode tornar-se brasileiro por adoção, após preenchidas certas exigências previstas em lei, através da naturalização. ENTRADA DO ESTRANGEIRO. O direito do Estado de negar o ingresso de estrangeiro em sua comunidade é inegável, e aos indivíduos que um Estado não deseja receber foi dado o qualificativo de indesejáveis. E entre esta categoria de pessoas, certos Estados às vezes são levados a incluir todos os indivíduos de uma raça determinada, por exemplo, judeus, por apresentar diferenças acentuadas em relação à raça do país. Às vezes certos Estados, para se defenderem de imigração excessiva, estabelece restrições baseadas num sistema de quotas, e outros exigem taxa de entrada, e outros adotam a exigência de que os passaportes sejam vistados pelas autoridades do estado de imigração. Modernamente verifica-se um movimento muito forte no mundo, com política restritiva adotada pela maioria dos países quanto ao ingresso de estrangeiros em seu território, mesmo a titulo temporário, como turistas, em razão de em muitos casos o objetivo é de burlar as leis do país no que concerne à concessão da permanência. - 1

2 CONDIÇÃO JURIDICA DO ESTRANGEIRO O Estado que acolhe estrangeiros em seu território deve reconhecer-lhes certos direitos e deve exigir deles certas obrigações. Exemplo de direito do Estado: o de vigilância e policia sobre o estrangeiro, embora se deva conduzir tal pratica com a brandura possível. O Estado deve regular a condição do estrangeiro, protegendo suas pessoas e seus bens, e reconhecer a todos o menino de direitos admitidos pelo direito internacional. Os direitos que devem ser reconhecidos aos estrangeiros são: 1) o direito à liberdade individual e a inviolabilidade da pessoa humana, liberdade de consciência, de culto, inviolabilidade de domicilio, direito de propriedade; 2) direitos civis e de família. DIREITO OU LIBERDADE RELATIVOS Os direitos e liberdades supracitados não são absolutos, pois não impedem que os estrangeiros sejam presos ou punidos com a pena ultima. É também licito e recomendável que se recuse ao estrangeiro a faculdade de exercer, país de residência, os direitos políticos que tenham no país de origem. DIREITOS E DEVERES. O DECRETO N. 86.7l5, de l0 de dezembro de l98l, regulamenta a Lei n. 6.8l5, de l9 de agosto de l980, que define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil. Admissão do estrangeiro - Na forma do artigo 2.º do supracitado Decreto, ela far-se-á mediante - a concessão de visto: - de trânsito; - de turista; - temporário; - permanente; - de cortesia; - oficial; - diplomático. Entrada do estrangeiro - Consoante o artigo 36 do mencionado Decreto, para a entrada do estrangeiro no território brasileiro será exigido visto, salvo as exceções legais. No caso de força maior devidamente comprovada, o Departamento de Polícia Federal poderá autorizar a entrada do estrangeiro no Território Nacional, ainda que esgotado o prazo de validade para utilização do visto. Ao natural de país limítrofe, domiciliado em cidade contígua ao Território Nacional, respeitados os interesses de segurança nacional, poder-se-á permitir a entrada nos municípios fronteiriços a seu respectivo país, desde que apresente carteira de identidade válida, emitida por autoridade competente. O estrangeiro, ao entrar no Território Nacional, será fiscalizado pela Policia Federal, pelo Departamento da Receita Federal e, quando for o caso, pelo órgão competente do Ministério da Saúde, no local de entrada, devendo apresentar os documentos previstos no regulamento. Impedimento -Não poderá entrar no Território Nacional quem: Não apresentar documento de viagem ou Carteira de Identidade, quando admitida; Apresentar documento de viagem; I - que não seja válido para o Brasil, II - que esteja com o prazo de validade vencido; III - que esteja com rasura ou indício de falsificação. com visto consular concedido sem a observância das condições previstas na Lei n. 6.8l5, de l9 de agosto de l980, e no Decreto em apreço. - 2

3 Da saída e do Retorno- De conformidade com o artigo 89, no momento de deixar o Território Nacional, o estrangeiro deverá apresentar ao Departamento de Polícia Federal o documento de viagem e o cartão de entrada e saída. Da deportação - Nos casos de entrada ou estada irregular, o estrangeiro, notificado pelo Departamento de Polícia Federal, deverá retira-se do Território Nacional: no prazo de 8 (oito) dias, em caso de infração da Lei 6.8l5, de l9 de agosto de l980; no prazo de 3 (três) dias, no caso de entrada irregular, quando não configurado o dolo. Da extradição - Artigo 110: Compete ao Departamento de Polícia Federal, por determinaçao do Ministério da Justiça: efetivar a prisão do extraditando; proceder à entrega ao Estado ao qual houver sido concedida a extradição. Art.111: O estrangeiro admitido na condição de temporário, sob regime de contrato, só poderá exercer atividade junto à entidade pela qual foi contratado na oportunidade da concessão do visto. lº Se o estrangeiro pretende exercer atividade junto à entidade diversa daquela para a qual foi contratado deverá requerer autorização ao Departameto Federal de Justiça, mediante pedido fundamentado e instruído com: prova de registro como temporário, cópia de contrato que gerou a concessão do visto consular; anuência expressa da entidade pela qual foi inicialmente contatado, para o candidato prestar serviços a outra empresa; contato de locação de serviços com a nova entidade, do qual conste que o empregador assume a responsabilidade de prover o regresso do contratado. Art O estrangeiro admitido na condição de permanente, para o desempenho de atividade profissional certa, e a fixação em região determinada, não poderá, dentro do prazo que lhe for fixado na oportunidade da concessão ou da transformação do visto, mudar de domicílio nem de atividade profissional, ou exercê-la fora daquela região. Art Naturalização - O estrangeiro que pretender naturalizar-se, deverá formular petição ao Ministro da Justiça, declarando o nome por extenso, naturalidade, nacionalidade, filiação, sexo, estado civil, dia, mês e ano de nascimento, profissão, lugares onde haja residido anteriormente no Brasil e no exterior, se satisfaz o requisito a que alude o item VII do artigo l12, da Lei 6.8l5/80, e se deseja ou não traduzir ou adaptar seu nome à língua portuguesa, devendo instruí-la com o seguintes documentos: cópia autêntica da Cédula de Identidade para estrangeiro permanente; atestado policial de residência contínua no Brasil, pelo prazo mínimo de 4 (quatro) anos; atestado policial de antecedentes... prova de exercício de profissão... atestado de sanidade física e mental; certidão negativo do Imposto sobre Renda... O estrangeiro tem, conforme se vê, no território onde reside, direitos e deveres. Entre os deveres, está o de respeitar as leis e autoridade do país, pagar taxas, impostos etc. Não se inclui aqui a obrigação do serviço militar, pois a defesa externa e a segurança interna são funções políticas. Pode, entretanto, servir nas funções de policia ou de bombeiros, e, para tal mister podem ser até obrigados, conforme preceitua a Convenção de Havana, em seu artigo 3.º QUANTO Á JURISDIÇAO CIVIL. No que tange a este tópico, o estrangeiro está sujeito à jurisdição dos tribunais locais, quando se tratar de ações reais sobre imóveis - 3

4 Quanto à jurisdição criminal - o estrangeiro está sujeito, em principio, à dos tribunais locais, pelos delitos que cometam dentro dos limites do Estado em que se achem. EXPULSÃO DO ESTRANGEIRO O Direito Internacional admite pacificamente que o Estado tenha direito de expulsar o estrangeiro que atente contra a segurança nacional ou contra a tranqüilidade publica, em função do direito que tem o Estado de controlar a entrada, no seu território, de elementos tidos por ele como indesejáveis. Mas o direito de expulsão não pode ser exercido arbitrariamente, ou seja, deve limitar-se às estritas necessidades da defesa e conservação do Estado, apenas a estrangeiro que perturbar efetivamente a tranqüilidade ou a ordem publica. Basicamente, os atos que, em geral autorizam a expulsão são os seguintes: a) ofensa à dignidade nacional; b) mendicidade e a vagabundagem; c) atos de devassidão; d) atos e propaganda subversiva; e) provocação de desordens; f) conspiração; g) intrigas contra países amigos; h) espionagem; i) entrada ilícita no território nacional. A jurisprudência e a doutrina têm admitido que a expulsão não deve degenerar em extradição, não podendo, pois, ser perseguido no seu pais, após a extradição, por crime anterior. O indivíduo expulso não deve também ser entregue a terceiro Estado.Em geral o expulso é encaminhado ao país a que pertence, e um Estado não pode recusar seus próprios nacionais. CONCLUSÃO Não devemos dar ao estrangeiro tratamento que não gostaríamos de receber longe de nossa partia, nem alimentar ou fomentar sentimentos de ódio ou de hostilidade contra nenhuma nação, povo ou raça. Todo estrangeiro deve portar-se de modo digno da hospitalidade recebida, e o mesmo vale para nós, quando nos encontrarmos em outro país. Todo estrangeiro legalmente presente num país goza dos mesmos direitos humanos e civis dos nacionais, tem as mesmas garantias de proteção das leis, mas, por outro lado, é sujeito aos mesmos deveres, sendo obrigado a respeitar a legislação do país e submeter-se à mesma burocracia legal para sua tranqüilidade, estabilidade ou legalização. REFERENCIA BIBLIOGRAFICA. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Fernando Bastos de Ávila - MEC. Manual de Direito Internacional Publico. Hildebrando Accioly - Ed. Saraiva. Enciclopédia Saraiva do Direito. Prof.: R. Limongi França. Ed. Saraiva. Direitos e Obrigações dos Estrangeiros no Brasil. Irineu Strenger. Editora LTr Titularidade de Direitos Fundamentais por Estrangeiros Não-Residentes no País O Informativo 502 do STF transcreveu decisão do Ministro Celso de Mello reconhecendo o direito de estrangeiro não-residente de impetrar habeas-corpus, afastando a interpretação literal do caput do artigo 5, da CF/88. Eis um pequeno trecho: o fato de o paciente ostentar a condição jurídica de estrangeiro e de não possuir domicílio no Brasil não lhe inibe, só por si, o acesso aos instrumentos processuais de tutela da liberdade nem lhe subtrai, por tais razões, o direito de ver respeitadas, pelo Poder Público, as prerrogativas de ordem jurídica e as garantias de índole constitucional que o ordenamento positivo brasileiro confere e assegura a qualquer pessoa que sofra persecução penal instaurada pelo Estado (STF, HC MC/SP, rel. Min. Celso de Mello, j. 7/4/2008). A decisão na íntegra pode ser lida lá embaixo. O pensamento coincide com o que defendi no Curso de Direitos Fundamentais. Veja o tópico que trata do assunto: Os Estrangeiros não-residentes como Potenciais Titulares de Direitos Fundamentais - 4

5 Por George Marmelstein, Juiz Federal e Professor de Direito Constitucional O caput do art. 5º da Constituição Federal de 1988 diz que os direitos fundamentais são assegurados aos brasileiros e estrangeiros residentes no País. A locução é infeliz. Ela diz bem menos do que deveria dizer. Ou será que os estrangeiros não residentes no País não teriam direitos fundamentais? Defender a interpretação literal da referida expressão poderia levar ao absurdo de se considerar que apenas os brasileiros e os estrangeiros residentes no País, do sexo masculino, poderiam ser titulares de direitos fundamentais. Afinal, o texto não menciona nem as brasileiras nem as estrangeiras. Na verdade, a Constituição não pode ser interpretada em tiras ou em pedaços, como sempre lembra o Ministro Eros Grau do Supremo Tribunal Federal. Por isso, a expressão brasileiros e estrangeiros residentes no País deve ser analisada junto com o princípio da dignidade da pessoa humana. A partir do momento em que o constituinte positivou o princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inc. III), pretendeu-se atribuir direitos fundamentais a todos os seres humanos, independentemente de nacionalidade. Assim, mesmo os estrangeiros (ou estrangeiras) que estejam no país apenas de passagem fazendo turismo, por exemplo podem ser titulares dos direitos fundamentais previstos na Constituição[1]. Naturalmente, eles também podem fazer uso de todos os instrumentos processuais de proteção a esses direitos, salvo naqueles casos em que a própria Constituição limitou o exercício. Certamente, um estrangeiro não-residente não poderia ingressar com uma ação popular, por exemplo, pois, nesse caso, a legitimidade ativa é restrita aos cidadãos (art. 5º, inc. LXXIII), e o estrangeiro (até mesmo o que reside aqui no país) não possui cidadania (no sentido eleitoral), já que a nacionalidade brasileira é condição de elegibilidade (art. 14, 3º, inc. III, da CF/88). No mais, não havendo qualquer norma constitucional impeditiva, o estrangeiro não-residente pode ingressar, em princípio, com qualquer ação constitucional de defesa de seus direitos fundamentais. Nesse sentido, o STF, já nos idos de 1958, assinalou que o estrangeiro, embora não residente no Brasil, goza do direito de impetrar mandado de segurança [2]. Aliás, até um estrangeiro que nem mesmo esteja no território brasileiro pode, eventualmente, ser titular de direitos fundamentais. Imagine, por exemplo, a situação de um estrangeiro que tenha investimentos no país. Naturalmente, ele é titular de inúmeros direitos decorrentes de sua condição, como o direito de propriedade, os direitos tributários, os direitos processuais etc e pode invocá-los em seu favor perante os tribunais nacionais sem qualquer problema[3]. Isso sem falar que existe um direito fundamental que é próprio de estrangeiros não-residentes: o direito de asilo político, previsto no art. 4º, inc. X, da CF/88. A Constituição, em nenhum momento, diz expressamente que os estrangeiros não-residentes no País não podem exercer os direitos fundamentais. Apenas silencia a respeito. Assim, levando em conta o espírito humanitário que inspira todo o ordenamento constitucional, conclui-se que qualquer pessoa pode ser titular de direitos fundamentais. O importante é que a pessoa esteja, de algum modo, sob a jurisdição brasileira[4]. Além disso, mesmo que se interprete restritivamente o caput do artigo 5º, os estrangeiros não residentes no país poderiam ser titulares de direitos fundamentais por força do artigo 1º do Pacto de San Jose da Costa Rica, que considera que todo ser humano pode ser titular desses direitos. Esse raciocínio vale para qualquer direito fundamental e não apenas para os direitos previstos no art. 5º. Nesse sentido, merece ser transcrita a ementa de um interessante julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que reconheceu o direito à saúde a um estrangeiro que estava no país em situação irregular, determinando que o SUS (Sistema Único de Saúde) custeasse o seu transplante de medula: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. TRANSPLANTE DE MEDULA. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIRO. ART. 5º DA CF. O art. 5º da Constituição Federal, quando assegura os direitos garantias fundamentais a brasileiros e estrangeiros residente no País, não está a exigir o domicílio do estrangeiro. - 5

6 O significado do dispositivo constitucional, que consagra a igualdade de tratamento entre brasileiros e estrangeiros, exige que o estrangeiro esteja sob a ordem jurídico-constitucional brasileira, não importa em que condição. Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra-se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais. (TRF 4ª Região, AG /PR, j. 29/8/2006). E nem se pense que esse posicionamento reflete uma mentalidade infantil típica da cordialidade brasileira. Até mesmo em um país individualista e ultranacionalista como os Estados Unidos da América, entende-se que os estrangeiros ilegais também podem ser titulares de direitos fundamentais. Por exemplo, no Caso Plyler vs. Doe, a Suprema Corte daquele país reconheceu a inconstitucionalidade de uma lei do Texas que negava educação pública às crianças que não haviam ingressado legalmente no país. A Corte, acolhendo a alegação de um grupo de crianças do México, reconheceu que a lei texana era inconstitucional por violar a cláusula da igualdade[5]. Notas de rodapé: [1] Em sentido contrário: Inexistência de violação à isonomia. a Constituição Federal dispondo literalmente sobre a igualdade de tratamento entre brasileiros e estrangeiros residentes no país, norma que expressamente não inclui em seu alcance a situação de estrangeiros não residentes no país (TRF 3, HC SP, rel. Juiz Peixoto Júnior, j. 8/6/2004). [2] STF, MS 4706/DF, rel. Min. Ari Franco, j. 31/7/1958. [3] Nesse sentido, em um julgamento de 1957, o STF entendeu que o direito de propriedade é garantido a favor do estrangeiro não residente (STF, RE /DF, rel. Min. Cândido Motta, j. 7/11/1957. [4] A esse respeito, vale citar o seguinte acórdão do Supremo Tribunal Federal, envolvendo a extradição de um estrangeiro: a essencialidade da cooperação internacional na repressão penal aos delitos comuns não exonera o Estado brasileiro - e, em particular, o Supremo Tribunal Federal - de velar pelo respeito aos direitos fundamentais do súdito estrangeiro que venha a sofrer, em nosso País, processo extradicional instaurado por iniciativa de qualquer Estado estrangeiro. O extraditando assume, no processo extradicional, a condição indisponível de sujeito de direitos, cuja intangibilidade há de ser preservada pelo Estado a que foi dirigido o pedido de extradição (o Brasil, no caso). O Supremo Tribunal Federal não deve autorizar a extradição, se se demonstrar que o ordenamento jurídico do Estado estrangeiro que a requer não se revela capaz de assegurar, aos réus, em juízo criminal, os direitos básicos que resultam do postulado do due process of law (RTJ 134/ RTJ 177/ ), notadamente as prerrogativas inerentes à garantia da ampla defesa, à garantia do contraditório, à igualdade entre as partes perante o juiz natural e à garantia de imparcialidade do magistrado processante (STF, Ext953/RFA, Relator Min. Celso de Mello, j. 28/9/2005). [5] Cf. SUNSTEIN, Cass R. The second bill of rights: FDR s revolution and why we need it more than ever. New York: Basic Books, 2004, p Vale ressaltar, contudo, que, em matéria de saúde, o sistema norte-americano é um dos mais injustos do mundo. Há, inclusive, um ótimo documentário, produzido pelo cineasta Michael Moore, chamado Sicko (2007), que retrata as distorções do sistema de saúde público e privado nos Estados Unidos. Lá, cerca de 40% da população não possuem plano de saúde nem são assistidas pelo Estado (extraído de: MARMELSTEIN, George. Curso de Direitos Fundamentais. São Paulo: Atlas, no prelo). Eis a decisão, na íntegra, do Ministro Celso de Mello, extraída do Informativo 502 do STF: Estrangeiro não residente no Brasil - Garantia do devido processo - Interrogatório judicial - Coréu Repergunta (Transcrições)HC MC/SP* RELATOR: MIN. CELSO DE MELLO EMENTA: HABEAS CORPUS. ESTRANGEIRO NÃO DOMICILIADO NO BRASIL. CONDIÇÃO JURÍDICA QUE NÃO O DESQUALIFICA COMO SUJEITO DE DIREITOS. PLENITUDE DE ACESSO, EM CONSEQÜÊNCIA, AOS INSTRUMENTOS PROCESSUAIS DE TUTELA DA LIBERDADE. RESPEITO, PELO PODER PÚBLICO, ÀS PRERROGATIVAS JURÍDICAS QUE COMPÕEM O PRÓPRIO - 6

7 ESTATUTO CONSTITUCIONAL DO DIREITO DE DEFESA. A GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW COMO EXPRESSIVA LIMITAÇÃO À ATIVIDADE PERSECUTÓRIA DO ESTADO (INVESTIGAÇÃO PENAL E PROCESSO PENAL). O CONTEÚDO MATERIAL DA CLÁUSULA DE GARANTIA DO DUE PROCESS. INTERROGATÓRIO JUDICIAL. NATUREZA JURÍDICA. POSSIBILIDADE DE QUALQUER DOS LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS FORMULAR REPERGUNTAS AOS DEMAIS CO-RÉUS, NOTADAMENTE SE AS DEFESAS DE TAIS ACUSADOS SE MOSTRAREM COLIDENTES. PRERROGATIVA JURÍDICA CUJA LEGITIMAÇÃO DECORRE DO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. PRECEDENTE DO STF (PLENO). MAGISTÉRIO DA DOUTRINA. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pleito de ordem cautelar, impetrado contra decisão emanada de eminente Ministro de Tribunal Superior da União, que, em sede de outra ação de habeas corpus ainda em curso no Superior Tribunal de Justiça (HC /SP), denegou medida liminar que lhe havia sido requerida em favor do ora paciente, que possui nacionalidade russa, que tem domicílio no Reino Unido e é portador de passaporte britânico (fls. 02). Presente tal contexto, impende verificar, desde logo, se a situação processual versada nestes autos justifica, ou não, o afastamento, sempre excepcional, da Súmula 691/STF. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, ainda que em caráter extraordinário, tem admitido o afastamento, hic et nunc, da Súmula 691/STF, em hipóteses nas quais a decisão questionada divirja da jurisprudência predominante nesta Corte ou, então, veicule situações configuradoras de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade (HC /SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO HC MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC MC/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO - HC /SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO HC MC-AgR/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - HC MC/PR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). Parece-me que a situação exposta nesta impetração ajusta-se às hipóteses que autorizam a superação do obstáculo representado pela Súmula 691/STF. Passo, em conseqüência, a examinar a postulação cautelar ora deduzida nesta sede processual. Cumpre reconhecer, desde logo, por necessário, que o fato de o paciente ostentar a condição jurídica de estrangeiro e de não possuir domicílio no Brasil não lhe inibe, só por si, o acesso aos instrumentos processuais de tutela da liberdade nem lhe subtrai, por tais razões, o direito de ver respeitadas, pelo Poder Público, as prerrogativas de ordem jurídica e as garantias de índole constitucional que o ordenamento positivo brasileiro confere e assegura a qualquer pessoa que sofra persecução penal instaurada pelo Estado. Isso significa, portanto, na linha do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (RDA 55/192 RF 192/122) e dos Tribunais em geral (RDA 59/326 RT 312/363), que o súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem plena legitimidade para impetrar os remédios constitucionais, como o mandado de segurança ou, notadamente, o habeas corpus : - É inquestionável o direito de súditos estrangeiros ajuizarem, em causa própria, a ação de habeas corpus, eis que esse remédio constitucional - por qualificar-se como verdadeira ação popular - pode ser utilizado por qualquer pessoa, independentemente da condição jurídica resultante de sua origem nacional. (RTJ 164/ , Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe advertir, ainda, que também o estrangeiro, inclusive aquele que não possui domicílio em território brasileiro, tem direito público subjetivo, nas hipóteses de persecução penal, à observância e ao integral respeito, por parte do Estado, das prerrogativas que compõem e dão significado à cláusula do devido processo legal, pois como reiteradamente tem proclamado esta Suprema Corte (RTJ 134/56-58 RTJ 177/ RTJ 185/ , v.g.) a condição jurídica de não-nacional do Brasil e a circunstância de esse mesmo réu estrangeiro não possuir domicílio em nosso país não legitimam a adoção, contra tal acusado, de qualquer tratamento arbitrário ou discriminatório. O fato irrecusável é um só: o súdito estrangeiro, ainda que não domiciliado no Brasil, assume, sempre, como qualquer pessoa exposta a atos de persecução penal, a condição indisponível de sujeito de direitos, cuja intangibilidade há de ser preservada pelos magistrados e Tribunais deste país, especialmente por este Supremo Tribunal Federal.Nesse contexto, impõe-se, ao Judiciário, - 7

8 o dever de assegurar, mesmo ao réu estrangeiro sem domicílio no Brasil, os direitos básicos que resultam do postulado do devido processo legal, notadamente as prerrogativas inerentes à garantia da ampla defesa, à garantia do contraditório, à igualdade entre as partes perante o juiz natural e à garantia de imparcialidade do magistrado processante. A essencialidade dessa garantia de ordem jurídica reveste-se de tamanho significado e importância no plano das atividades de persecução penal que ela se qualifica como requisito legitimador da própria persecutio criminis.daí a necessidade de se definir o alcance concreto dessa cláusula de limitação que incide sobre o poder persecutório do Estado.O exame da garantia constitucional do due process of law permite nela identificar alguns elementos essenciais à sua própria configuração, destacando-se, dentre eles, por sua inquestionável importância, as seguintes prerrogativas: (a) direito ao processo (garantia de acesso ao Poder Judiciário); (b) direito à citação e ao conhecimento prévio do teor da acusação; (c) direito a um julgamento público e célere, sem dilações indevidas; (d) direito ao contraditório e à plenitude de defesa (direito à autodefesa e à defesa técnica); (e) direito de não ser processado e julgado com base em leis ex post facto ; (f) direito à igualdade entre as partes; (g) direito de não ser processado com fundamento em provas revestidas de ilicitude; (h) direito ao benefício da gratuidade; (i) direito à observância do princípio do juiz natural; (j) direito ao silêncio (privilégio contra a auto-incriminação); (l) direito à prova; e (m) direito de presença e de participação ativa nos atos de interrogatório judicial dos demais litisconsortes penais passivos, quando existentes. Não constitui demasia assinalar, neste ponto, analisada a função defensiva sob uma perspectiva global, que o direito do réu à observância, pelo Estado, da garantia pertinente ao due process of law, além de traduzir expressão concreta do direito de defesa, também encontra suporte legitimador em convenções internacionais que proclamam a essencialidade dessa franquia processual, que compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa, enquanto complexo de princípios e de normas que amparam qualquer acusado em sede de persecução criminal, mesmo que se trate de réu estrangeiro, sem domicílio em território brasileiro, aqui processado por suposta prática de delitos a ele atribuídos. A justa preocupação da comunidade internacional com a preservação da integridade das garantias processuais básicas reconhecidas às pessoas meramente acusadas de práticas delituosas tem representado, em tema de proteção aos direitos humanos, um dos tópicos mais sensíveis e delicados da agenda dos organismos internacionais, seja em âmbito regional, como o Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 8º), aplicável ao sistema interamericano, seja em âmbito global, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Artigo 14), celebrado sob a égide da Organização das Nações Unidas, e que representam instrumentos que reconhecem, a qualquer réu, dentre outras liberdades eminentes, o direito à plenitude de defesa e às demais prerrogativas que derivam da cláusula concernente à garantia do devido processo.reconhecido, desse modo, que o súdito estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas básicas que derivam da cláusula constitucional do due process of law, passo a examinar o pedido de medida cautelar ora formulado nesta sede processual. E, ao fazê-lo, entendo que a magnitude do tema constitucional versado na presente impetração impõe que se conceda a presente medida cautelar, seja para impedir que se desrespeite uma garantia instituída pela Constituição da República em favor de qualquer réu, seja para evitar eventual declaração de nulidade do processo penal instaurado contra o ora paciente e em curso perante a Justiça Federal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo (São Paulo/Capital).A questão suscitada nesta causa concerne ao debate em torno da possibilidade jurídica de um dos litisconsortes penais passivos, invocando a garantia do due process of law, ver assegurado o seu direito de formular reperguntas aos co-réus, quando do respectivo interrogatório judicial. Daí as razões que dão suporte à presente impetração deduzida em favor de um súdito estrangeiro que não possui domicílio no território brasileiro e que, não obstante tais circunstâncias, pretende ver respeitado, em procedimento penal contra ele instaurado, o direito - 8

9 à plenitude de defesa e ao tratamento paritário com o Ministério Público, em ordem a que se lhe garanta, por intermédio de seus Advogados, ( ) a oportunidade de participação no interrogatório dos demais co-réus ( ) (fls. 04). Não foi por outro motivo que os ora impetrantes, para justificar sua pretensão, buscam, por este meio processual, que se permita, ( ) aos defensores de co-réu, não só a presença nos interrogatórios dos demais co-réus, mas, igualmente, sua participação ativa - nas exatas palavras do Plenário dessa egrégia Corte no precedente citado (AgR AP 470, Min. JOAQUIM BARBOSA) -, o exercício do contraditório e da ampla defesa, formulando as reperguntas que entenderem necessárias, ficando a critério do magistrado que preside o ato fazê-las, ou não, ao interrogando, de acordo com a pertinência de cada esclarecimento requerido (fls grifei).as razões ora expostas justificam ao menos em juízo de estrita delibação a plausibilidade jurídica da pretensão deduzida nesta sede processual, especialmente se se considerar o precedente que o Plenário desta Suprema Corte firmou no exame da matéria: ( ) AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA ( ). INTERROGATÓRIOS ( ). PARTICIPAÇÃO DOS CO-RÉUS. CARÁTER FACULTATIVO. INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES NO JUÍZO DEPRECADO..É legítimo, em face do que dispõe o artigo 188 do CPP, que as defesas dos co-réus participem dos interrogatórios de outros réus.deve ser franqueada à defesa de cada réu a oportunidade de participação no interrogatório dos demais co-réus, evitando-se a coincidência de datas, mas a cada um cabe decidir sobre a conveniência de comparecer ou não à audiência ( ). (AP 470-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - grifei)ninguém ignora a importância de que se reveste, em sede de persecução penal, o interrogatório judicial, cuja natureza jurídica permite qualificá-lo, notadamente após o advento da Lei nº /2003, como ato de defesa (ADA PELLEGRINI GRINOVER, O interrogatório como meio de defesa (Lei /2003), in Revista Brasileira de Ciências Criminais nº 53/ ; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, Código de Processo Penal Comentado, p. 387, item n. 3, 6ª ed., 2007, RT; DAMÁSIO E. DE JESUS, Código de Processo Penal Anotado, p. 174, 21ª ed., 2004, Saraiva; DIRCEU A. D. CINTRA JR., Código de Processo Penal e sua Interpretação Jurisdicional, coordenação: ALBERTO SILVA FRANCO e RUI STOCO, p , 2ª ed., 2004, RT; FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO, Processo Penal, vol. 3/ , item n. 1, 28ª ed., 2006, Saraiva, v.g.), ainda que passível de consideração, embora em plano secundário, como fonte de prova, em face dos elementos de informação que dele emergem.essa particular qualificação jurídica do interrogatório judicial, ainda que nele se veja um ato simultaneamente de defesa e de prova (JULIO FABBRINI MIRABETE, Código de Processo Penal Interpretado, p. 510, item n , 11ª ed., 2007, Atlas, v.g.), justifica o reconhecimento de que se revela possível, no plano da persecutio criminis in judicio, ( ) que as defesas dos coréus participem dos interrogatórios de outros réus ( ) (AP 470-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Pleno grifei) Esse entendimento que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no precedente referido reflete-se, por igual, no magistério da doutrina, como resulta claro da lição de EUGÊNIO PACELLI DE OLIVEIRA ( Curso de Processo Penal, p. 29, item n , 9ª ed., 2008, Lumen Juris): Embora ainda haja defensores da idéia de que a ampla defesa vem a ser apenas o outro lado ou a outra medida do contraditório, é bem de ver que semelhante argumentação peca até mesmo pela base.é que, da perspectiva da teoria do processo, o contraditório não pode ir além da garantia de participação, isto é, a garantia de a parte poder impugnar - no processo penal, sobretudo a defesa - toda e qualquer alegação contrária a seu interesse, sem, todavia, maiores indagações acerca da concreta efetividade com que se exerce aludida impugnação. E, exatamente por isso, não temos dúvidas em ver incluído, no princípio da ampla defesa, o direito à participação da defesa técnica - do advogado - de co-réu durante o interrogatório de todos os acusados. Isso porque, em tese, é perfeitamente possível a colisão de interesses entre os réus, o que, por si só, justificaria a participação do defensor daquele co-réu sobre quem recaiam acusações por parte de outro, por ocasião do interrogatório. A ampla defesa e o contraditório exigem, portanto, a participação dos defensores de co-réus no interrogatório de todos os acusados. (grifei)esse mesmo entendimento, por sua vez, é perfilhado por ANTONIO - 9

10 SCARANCE FERNANDES ( Prova e sucedâneos da prova no processo penal, in Revista Brasileira de Ciências Criminais nº 66, p. 224, item n. 12.2): ( ) Ressalta-se que, em virtude de recente reforma do Código, o advogado do co-réu tem direito a participar do interrogatório e formular perguntas. (grifei)igual percepção do tema é revelada por AURY LOPES JR ( Direito Processual e sua Conformidade Constitucional, vol. I/ , item n. 2.3, 2007, Lumen Juris): No que tange à disciplina processual do ato, cumpre destacar que - havendo dois ou mais réus - deverão eles ser interrogados separadamente, como exige o art. 191 do CPP. Aqui existe uma questão muito relevante e que não tem obtido o devido tratamento por parte de alguns juízes, até pela dificuldade de compreensão do alcance do contraditório inserido nesse ato, por força da Lei nº /2003, que alterou os arts. 185 a 196 do CPP. Até essa modificação legislativa, o interrogatório era um ato pessoal do juiz, não submetido ao contraditório, pois não havia qualquer intervenção da defesa ou acusação. Agora a situação é radicalmente distinta. Tanto a defesa como a acusação podem formular perguntas ao final. Isso é manifestação do contraditório. Nessa linha, discute-se a possibilidade de a defesa do co-réu fazer perguntas no interrogatório. Pensamos que, principalmente se as teses defensivas forem colidentes, deve o juiz permitir o contraditório pleno, com o defensor do outro co-réu (também) formulando perguntas ao final. Ou seja, deve o juiz admitir que o defensor do interrogando formule suas perguntas ao final, mas também deve permitir que o advogado do(s) outro(s) co-réu(s) o faça. Contribui para essa exigência o fato de que à palavra do co-réu é dado, pela maioria da jurisprudência, o valor probatório similar ao de prova testemunhal. (grifei) As razões que venho de expor, como precedentemente já havia salientado nesta decisão, convencem-me da absoluta plausibilidade jurídica de que se acha impregnada a pretensão deduzida pelos ilustres impetrantes.concorre, por igual, o requisito concernente ao periculum in mora, que foi adequadamente demonstrado na presente impetração (fls. 23/24). Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro o pedido de medida liminar, em ordem a suspender, cautelarmente, até final julgamento da presente ação de habeas corpus, o andamento do Processo-crime nº , ora em tramitação perante a 6ª Vara Criminal Federal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo.Comunique-se, com urgência, encaminhando-se cópia da presente decisão ao E. Superior Tribunal de Justiça (HC /SP), ao E. Tribunal Regional Federal da 3ª Região (HC nº ) e ao MM. Juiz da 6ª Vara Criminal Federal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo (Processo nº ). 2. Oficie-se ao MM. Juiz Federal da 6ª Vara Criminal Federal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, para que esclareça em que fase se acha, presentemente, o Processo-crime nº Publique-se.Brasília, 07 de abril de Ministro CELSO DE MELLORelator* decisão publicada no DJE de

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Disciplina: Direito Internacional Público

Disciplina: Direito Internacional Público Disciplina: Direito Internacional Público Tema: Nacionalidade, condição jurídica dos estrangeiros, formas de saída compulsória (extradição, expulsão e deportação, asilo e refúgio Prof. Rodrigo de Victor

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme892 RgA-teP Diário da Justiça de 06/11/2006 26/09/2006 SEGUNDA TURMA RELATOR AGRAVANTE(S) AGRAVADO(A/S) : MIN. GILMAR MENDES : BRUNO DINIZ ANTONINI : RELATOR DO HC Nº 20906 DO SUPERIOR

Leia mais

: MIN. CELSO DE MELLO : CARLOS NUNES DE AZEVEDO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL

: MIN. CELSO DE MELLO : CARLOS NUNES DE AZEVEDO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL MED. CAUT. EM HABEAS CORPUS 110.237 PARÁ RELATOR PACTE.(S) IMPTE.(S) PROC.(A/S)(ES) COATOR(A/S)(ES) : MIN. CELSO DE MELLO : CARLOS NUNES DE AZEVEDO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL

Leia mais

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Universidade de Brasília Disciplina: Teoria Geral do Processo II Professor: Dr. Vallisney

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2 Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2 Letícia Bettina Granados Goulart Análise de Acórdão do Supremo Tribunal Federal - Habeas Corpus 93.050-6 Rio de Janeiro. Brasília

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

MED. CAUT. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.668-1 DISTRITO FEDERAL RELATOR

MED. CAUT. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.668-1 DISTRITO FEDERAL RELATOR MED. CAUT. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.668-1 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPETRANTE(S) ADVOGADO(A/S) ADVOGADO(A/S) IMPETRADO(A/S) IMPETRADO(A/S) : MIN. CELSO DE MELLO : ALEXANDER FORBES BRASIL CORRETORA DE

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). IMPTTE : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV/PROC : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTROS IMPTDO : JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA (SOUSA)

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Estado KWY editou norma determinando a gratuidade dos estacionamentos privados vinculados a estabelecimentos comerciais, como supermercados, hipermercados, shopping

Leia mais

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 O candidato deverá discorrer sobre os conceitos dos elementos do tipo penal (objetivos, normativos e subjetivos), dando os exemplos constantes no Código

Leia mais

LEIS EXTRAVAGANTES PARA CONCURSO DA POLÍCIA FEDERAL focada no cespe/unb

LEIS EXTRAVAGANTES PARA CONCURSO DA POLÍCIA FEDERAL focada no cespe/unb LEIS EXTRAVAGANTES PARA CONCURSO DA POLÍCIA FEDERAL focada no cespe/unb SUMÁRIO UNIDADE 1 Lei do estrangeiro nº 6.815/81 1.1 Da aplicação UNIDADE 2 Da admissão, entrada e impedimento 2.1 Da admissão 2.2

Leia mais

ASSOCIACAO DE RADIO COMUNITARIA AMIGOS DO CASSINO ADVOGADO : Humberto da Silva Alves e outro REMETENTE : JUÍZO SUBSTITUTO DA 02A VF DE PORTO ALEGRE

ASSOCIACAO DE RADIO COMUNITARIA AMIGOS DO CASSINO ADVOGADO : Humberto da Silva Alves e outro REMETENTE : JUÍZO SUBSTITUTO DA 02A VF DE PORTO ALEGRE APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2004.71.00.045184-6/RS RELATORA Juíza VÂNIA HACK DE ALMEIDA APELANTE AGENCIA NACIONAL DE TELECOMUNICACOES - ANATEL ADVOGADO Guilherme Andrade Lucci APELADO ASSOCIACAO

Leia mais

EXTENSIVO PLENO Direito Internacional Prof. Diego Pereira Machado

EXTENSIVO PLENO Direito Internacional Prof. Diego Pereira Machado MATERIAL DE AULA NACIONALIDADE Nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado, permitindo que ele (nacional) desfrute de direitos e submeta-se a obrigações. Princípio

Leia mais

érito, o pedido do benefício pensão por morte encontra respaldo legal no artigo 74 da Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991, que assim prevê:

érito, o pedido do benefício pensão por morte encontra respaldo legal no artigo 74 da Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991, que assim prevê: Vistos, etc. Trata-se de pedido de concessão do benefício previdenciário de pensão por morte, pleiteado pelo autor na condição de companheiro, tendo em vista a união homoafetiva mantida com o falecido

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

20/04/2005 TRIBUNAL PLENO V O T O. Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos

20/04/2005 TRIBUNAL PLENO V O T O. Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos 20/04/2005 TRIBUNAL PLENO MANDADO DE SEGURANÇA 25.295-2 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ninguém ignora, Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos termos

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme86242 DE-SM Diário da Justiça de 09/06/2006 03/05/2006 TRIBUNAL PLENO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBARGANTE(S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBARGADO(A/S) : FERNANDA

Leia mais

Reinaldo Velloso dos Santos Florianópolis, 10 de outubro de 2007

Reinaldo Velloso dos Santos Florianópolis, 10 de outubro de 2007 Identificação de Estrangeiros no Registro Civil Reinaldo Velloso dos Santos Florianópolis, 10 de outubro de 2007 Identificação das Partes Lei 6.015/1973 Dever de Identificar? Ausência de Regra Clara na

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (RELATOR CONVOCADO): Habeas Corpus liberatório impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Abia Mets, Dudel Hanani, Dahan Honi, Eban Arad e Achisar

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.042 / DF

MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.042 / DF Procuradoria Geral da República Nº 9141 RJMB / pc MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.042 / DF RELATORA : Ministra CÁRMEN LÚCIA IMPETRANTE : José Adilson Bittencourt Junior IMPETRADO : Conselho Nacional de Justiça

Leia mais

unanimidade, denegar a ordem. Os Srs. Ministros Arnaldo Esteves Lima, Felix Fischer e Gilson Dipp votaram com a Sra. Ministra Relatora.

unanimidade, denegar a ordem. Os Srs. Ministros Arnaldo Esteves Lima, Felix Fischer e Gilson Dipp votaram com a Sra. Ministra Relatora. Súmula Vinculante nº. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015)

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) Acrescenta inciso V ao art. 3º da Lei 9.474, de 22 de agosto de 1997, e inciso VI e parágrafo único ao art. 7º da Lei nº 6.815,

Leia mais

10/06/2008 SEGUNDA TURMA : MIN. CELSO DE MELLO : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES

10/06/2008 SEGUNDA TURMA : MIN. CELSO DE MELLO : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES 10/06/2008 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.050-6 RIO DE JANEIRO RELATOR PACIENTE(S) IMPETRANTE(S) COATOR(A/S)(ES) : MIN. CELSO DE MELLO : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES : GUSTAVO EID BIANCHI PRATES

Leia mais

1 Juiz do Trabalho, titular da 11ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte.

1 Juiz do Trabalho, titular da 11ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. A contratação de servidores por prazo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público e a competência da Justiça do Trabalho. Cleber Lúcio de Almeida 1 I. Constitui objeto

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer.

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer. SÚMULA ABERTURA DE VISTA DOS AUTOS, EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PARA A DEFENSORIA PÚBLICA APÓS A APRESENTAÇÃO DO PARECER PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PARIDADE DE ARMAS - HOMENAGEM AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO NÚCLEO DE MOSSORÓ Av. Alberto Maranhão nº 1297, Centro, Mossoró-RN Edifício Lisboa Center - Pavimento Superior dpu.mossoro@dpu.gov.br EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal MANDADO DE SEGURANÇA 32.833 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROBERTO BARROSO :CARLOS RODRIGUES COSTA :LUZIA DO CARMO SOUZA :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça

Conselho Nacional de Justiça Conselho Nacional de Justiça PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO N. 0006328-24.2010.2.00.0000 RELATOR : CONSELHEIRO FELIPE LOCKE CAVALCANTI REQUERENTE : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA PLANO DE ENSINO - 2014. 1.4 Série: 3ª Turmas: A e B Turno: Diurno

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA PLANO DE ENSINO - 2014. 1.4 Série: 3ª Turmas: A e B Turno: Diurno FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA PLANO DE ENSINO - 2014 1. INFORMAÇÕES GERAIS: 1.1 Professor: Décio Antônio Piola 1.2 Departamento: Direito Público 1.3 Disciplina: Direito Processual Penal I 1.4 Série: 3ª

Leia mais

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS Com a entrada em vigor, em maio de 2005, da nova lei que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência das empresas (Lei 11.101 de 09.02.2005),

Leia mais

<CABBCBBCCADACABCCBBABBCCACBABCADBCAAA DDADAAAD> EMENTA: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS CRIME EQUIPARADO A HEDIONDO RECURSO NÃO PROVIDO. - O crime previsto no art. 35 da Lei

Leia mais

HC 96.905-MC / RJ razões parecem justificar estrita reconhecimento da plausibilidade jurídica nesta Com efeito quando manifestou por seu grifei

HC 96.905-MC / RJ razões parecem justificar estrita reconhecimento da plausibilidade jurídica nesta Com efeito quando manifestou por seu grifei MED. CAUT. EM HABEAS CORPUS 96.905-4 RIO DE JANEIRO RELATOR PACIENTE(S) IMPETRANTE(S) COATOR(A/S)(ES) : MIN. CELSO DE MELLO : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

: MIN. CELSO DE MELLO

: MIN. CELSO DE MELLO MEDIDA CAUTELAR EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.558 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. CELSO DE MELLO :LUÍS CARLOS CREMA :LUÍS CARLOS CREMA :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Leia mais

Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e / ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2011

Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e / ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2011 Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e / ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2011 DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL PENAL II PROFESSOR: GUSTAVO SENNA MIRANDA TURMA: 3º AI UNIDADES

Leia mais

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL Kiyoshi Harada * O debate em torno da quebra do sigilo bancário voltou à baila após a manifestação do Procurador-Geral do Banco Central no sentido de que as

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES.

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. CURSO DIREITO DISCIPLINA PROCESSO PENAL II SEMESTRE 7º Turma 2015.1 ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. 1. DO CONCEITO DE PRISAO A definição da expressão prisão para fins processuais.

Leia mais

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII COMPETÊNCIA SUMÁRIO 1. Noções gerais; 2. Competência territorial (ratione loci); 2.1. O lugar da infração penal como regra geral (art. 70 CPP); 2.2. O domicílio ou residência

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.479 RIO DE JANEIRO RELATOR AUTOR(A/S)(ES) PROC.(A/S)(ES) RÉU(É)(S) PROC.(A/S)(ES) : MIN. ROBERTO BARROSO :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA :MINISTÉRIO PÚBLICO

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11.

A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11. A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro Recentemente publicamos um artigo no qual

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA. LEONARDO P. DE CASTRO, advogado inscrito na OAB sob o nº 4.329, com escritório nesta Comarca, na Avenida

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL HABEAS CORPUS Nº 113646 PACTE: GLEYB FERREIRA DA CRUZ IMPTE: DOUGLAS DALTO MESSORA E OUTRO(A/S) IMPDO: PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO OPERAÇÕES VEGAS E

Leia mais

https://www.cnj.jus.br/pjecnj/painel/painel_usuario/documentohtml... ACÓRDÃO

https://www.cnj.jus.br/pjecnj/painel/painel_usuario/documentohtml... ACÓRDÃO 1 de 8 23/04/2014 14:41 E M E N TA P R O C E D I M E N TO S D E C O N TR O L E A D M I N I S T R ATI V O. T R I B U N A L D E J U S T I Ç A D O E S TA D O D A B A H I A. CUMULAÇÃO DE DIÁRIAS COM INDENIZAÇÃO

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Ordem de Habeas Corpus PAULA xxxxx, brasileira, casada, do lar, CPF n.xxxx, residente na Rua xxxx, por

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA

PLANO DE ENSINO EMENTA Faculdade Milton Campos Curso: Direito Departamento: Ciências Penais FACULDADE MILTON CAMPOS Disciplina: Direito Processual Penal II Carga Horária: 80 h/a Área: Direito PLANO DE ENSINO EMENTA Atos processuais:

Leia mais

SENTENÇA. O demandante ressalta que nos 7 (sete) anos anteriores a sua posse no Cargo de Oficial de Justiça desempenhava as funções de Agente de

SENTENÇA. O demandante ressalta que nos 7 (sete) anos anteriores a sua posse no Cargo de Oficial de Justiça desempenhava as funções de Agente de MANDADO DE SEGURANÇA SENTENÇA Nº 512 A /2012 PROCESSO Nº 63946-77.2011.4.01.3400 CLASSE 2100 IMPETRANTE ADVOGADO IMPETRADO :ADALMI FERNANDES CARNEIRO :Dr. Rodrigo Luciano Riede :DELEGADA SUPERINTENDENTE

Leia mais

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres.

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO CONVERTIDO EM PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. REGISTRO DE NASCIMENTO. AVERBAÇÃO DE PATERNIDADE RECONHECIDA VOLUNTARIAMENTE. GRATUIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Constituição

Leia mais

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES NO PROCESSO PENAL ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado e advogado I A INTIMAÇÃO DA SENTENÇA AO RÉU DISSONÂNCIA DA DOUTRINA

Leia mais

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Internacional Professor Diego Machado Data: 06/09/2009. 1.

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Internacional Professor Diego Machado Data: 06/09/2009. 1. TEMAS ABORDADOS EM AULA Aula 1: Nacionalidade, Estrangeiro 1. Nacionalidade É um direito fundamental, é um Direito Humano que tem a previsão na previsão na Declaração de Direitos Humanos de 48, portanto,

Leia mais

Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades

Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades competentes, visando sanar ilegalidades ou abuso de poder

Leia mais

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001.

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal. Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

TRABALHO 1 COMENTÁRIOS A ACÓRDÃO(STF)

TRABALHO 1 COMENTÁRIOS A ACÓRDÃO(STF) UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA MATRICULA:12/0138573 ALUNO:WILSON COELHO MENDES PROFESSOR:VALLISNEY OLIVEIRA TRABALHO 1 COMENTÁRIOS A ACÓRDÃO(STF) Teoria geral do Processo II Princípio:Juiz natural, com observações

Leia mais

Atualização de Informativos

Atualização de Informativos Transcrições - Informativo STF 787 Governador de Estado Crime Comum Prévia Autorização Legislativa Indispensabilidade Crime de Responsabilidade Competência Federal ADI 4.791/PR* RELATOR: Min. Teori Zavascki

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Tendo em vista o artigo da Promotora de Justiça no Estado do Paraná, Dra. Suzane Maria Carvalho do Prado, disponibilizado por esse CAO-Crim, e as decisões proferidas pela Turma Recursal (Acórdão 71001890557)

Leia mais

(6^_ê0â1R0) (D=:A5) - Nº Lote: 2013101705-2_1 - REEXAME NECESSÁRIO N. 2008.34.00.006506-3/DF - TR14403 V O T O RELATÓRIO

(6^_ê0â1R0) (D=:A5) - Nº Lote: 2013101705-2_1 - REEXAME NECESSÁRIO N. 2008.34.00.006506-3/DF - TR14403 V O T O RELATÓRIO (6^_ê0â1R0) PODER JUDICIÁRIO RELATÓRIO Trata-se de reexame necessário de sentença em que o magistrado da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, em ação de mandado de segurança, concedeu

Leia mais

PROVAS ILÍCITAS E A JURISPRUDÊNCIA DO STF

PROVAS ILÍCITAS E A JURISPRUDÊNCIA DO STF PROVAS ILÍCITAS E A JURISPRUDÊNCIA DO STF Elaborado em 01.2009 Zélio Maia da Rocha Procurador do Distrito Federal, advogado e Professor de Direito Constitucional no IDJ Instituto de Desenvolvimento Jurídico,

Leia mais

Faculdade de Direito de Franca. Processo Penal II. I Plano de ensino. II - Programa

Faculdade de Direito de Franca. Processo Penal II. I Plano de ensino. II - Programa Faculdade de Direito de Franca Processo Penal II I Plano de ensino II - Programa 2015 2 I PLANO DE ENSINO 1. INFORMAÇÕES GERAIS: 1.1 Professor: Antonio Milton de Barros 1.2 Departamento: Direito Público

Leia mais

PLANO DE ENSINO. I Identificação Direito Processual Penal I. Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º.

PLANO DE ENSINO. I Identificação Direito Processual Penal I. Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º. PLANO DE ENSINO I Identificação Disciplina Direito Processual Penal I Código PRO0065 Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º II Ementário O direito processual penal. A norma: material

Leia mais

: MIN. MARCO AURÉLIO :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS :PROCURADOR-GERAL FEDERAL :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL

: MIN. MARCO AURÉLIO :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS :PROCURADOR-GERAL FEDERAL :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO 277.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. MARCO AURÉLIO :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS :PROCURADOR-GERAL FEDERAL :ORDEM

Leia mais

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 ADI, ADC, ADO e ADPF AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946 Origem: DISTRITO FEDERAL Entrada no STF: 21/01/1999 Relator: MINISTRO SYDNEY SANCHES Distribuído:

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO 15.697 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECLTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS FURTADO

Leia mais

: MIN. DIAS TOFFOLI :NATAN DONADON :GILSON CESAR STEFANES :MESA DIRETORA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO

: MIN. DIAS TOFFOLI :NATAN DONADON :GILSON CESAR STEFANES :MESA DIRETORA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO MEDIDA CAUTELAR EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.299 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. DIAS TOFFOLI :NATAN DONADON :GILSON CESAR STEFANES :MESA DIRETORA DA CÂMARA DOS

Leia mais

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Processo n 0000166-10.2015.5.02.0007. 07ª Vara do Trabalho de São Paulo

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Processo n 0000166-10.2015.5.02.0007. 07ª Vara do Trabalho de São Paulo Em 29 de abril de 2015,na sede da, com a presença da juíza Juliana Petenate Salles, realizou-se a audiência para julgamento da ação trabalhista ajuizada por JULIANA PUBLIO DONATO DE OLIVEIRA em face de

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990.

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990. A NOVA DISCIPLINA DA PROGRESSÃO DE REGIME TRAZIDA PELA LEI Nº 11.464/07. MAURICIO MAGNUS FERREIRA JUIZ DE DIREITO DO TJ/RJ No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR PONTE, por seu defensor que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, requerer a concessão de LIBERDADE PROVISÓRIA

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO. DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade.

DIREITO DO TRABALHO. DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade. DIREITO DO TRABALHO DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade. DIREITO DO TRABALHO: Conjunto de princípios e normas relacionados à relação de trabalho subordinado

Leia mais

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte:

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte: DECISÃO RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO PROCEDENTE. Relatório 1. Reclamação, com pedido de antecipação de tutela, ajuizada

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DIFUSO

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DIFUSO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DIFUSO I) CONCEITO: Também chamado de controle pela via de exceção ou de defesa ou controle aberto, o controle difuso pode ser realizado por qualquer juiz ou tribunal.

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal MEDIDA CAUTELAR EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.751 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. CELSO DE MELLO :DEBORAH MARIA PRATES BARBOSA :DEBORAH MARIA PRATES BARBOSA :CONSELHO

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Vladimir Souza Carvalho

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Vladimir Souza Carvalho AGTR 95997/SE (2009.05.00.027575-4) AGRTE : UNIÃO AGRDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ORIGEM : 3ª Vara Federal de Sergipe (Competente p/ Execuções Penais) RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL VLADIMIR SOUZA

Leia mais

Territorial! Asilo lato sensu (perseguição que impede continuar onde reside)! Asilo político! Diplomático!

Territorial! Asilo lato sensu (perseguição que impede continuar onde reside)! Asilo político! Diplomático! Territorial! Asilo lato sensu (perseguição que impede continuar onde reside)! Asilo político! Refúgio! Diplomático! Militar! Asilo e Refúgio: semelhanças, diferenças e perspectivas André de Carvalho Ramos

Leia mais

Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados

Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados O Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes, Lembrando o Plano de Acção de Milão 139, adoptado pelo

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR PRISÃO REALIZADA PELA GUARDA MUNICIPAL Denis Schlang Rodrigues Alves - Delegado de Polícia do Estado de Santa Catarina. Pós- Graduado em Direito Penal pela Universidade Paulista. Professor de Direito Penal

Leia mais

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 239746-74.2014.8.09.0000 (201492397466) DES. ALAN S. DE SENA CONCEIÇÃO

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 239746-74.2014.8.09.0000 (201492397466) DES. ALAN S. DE SENA CONCEIÇÃO PARECER N. 2/388/2015 AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 239746-74.2014.8.09.0000 (201492397466) REQUERENTE PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS REQUERIDO PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ITUMBIARA

Leia mais

Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) RELATÓRIO E VOTO. favor de ADRIANO SANTOS GOMES, qualificado nos autos, preso em flagrante no dia 06

Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) RELATÓRIO E VOTO. favor de ADRIANO SANTOS GOMES, qualificado nos autos, preso em flagrante no dia 06 HABEAS CORPUS 1 Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) Comarca Impetrante Paciente Relator : GOIÂNIA : JOSÉ LOPES DA LUZ FILHO : ADRIANO SANTOS GOMES : DES. J. PAGANUCCI JR. RELATÓRIO E VOTO

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Jonas Guedes 1 Resumo: O tema abordado no presente artigo versará sobre a impossibilidade jurídica do Tribunal do Júri na Justiça

Leia mais

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34 Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 2JEFAZPUB 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF Número do processo: 0706261 95.2015.8.07.0016 Classe judicial:

Leia mais

O contraditório e a ampla defesa no processo administrativo

O contraditório e a ampla defesa no processo administrativo SEM REVISÃO O contraditório e a ampla defesa no processo administrativo Ary César Hernandez (*) Promotor de Justiça SP SUMÁRIO: 1 Generalidades. 1.1 O poder disciplinar. 1.2 Requisitos da aplicação de

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Após regular certame licitatório, vencido pelo consórcio Mundo Melhor, o Estado X celebrou contrato de obra pública, tendo por objeto a construção de uma rodovia

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli R E L A T Ó R I O A Exmª Des. Federal MARGARIDA CANTARELLI (Relatora): Cuida-se de mandado de segurança impetrado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra decisão do Juízo da 8ª Vara Federal do Rio Grande

Leia mais

XII - MANDADO DE SEGURANÇA 2008.02.01.012287-0

XII - MANDADO DE SEGURANÇA 2008.02.01.012287-0 RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO IMPETRANTE : JOSE RICARDO RODRIGUES DE ARAUJO ADVOGADO : KENYA VANESSA LIMA ARAUJO DE JESUS NICOLA DE SOUZA IMPETRADO : JUIZO DA 7A. VARA FEDERAL CRIMINAL

Leia mais