ADERBAL OLIVEIRA DAMASCENO O PLANO REAL E O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO: CONDICIONANTES DO COMPORTAMENTO DEFICITÁRIO DA BALANÇA COMERCIAL ( )

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1 ADERBAL OLIVEIRA DAMASCENO O PLANO REAL E O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO: CONDICIONANTES DO COMPORTAMENTO DEFICITÁRIO DA BALANÇA COMERCIAL ( ) SALVADOR 2002

2 2 ADERBAL OLIVEIRA DAMASCENO O PLANO REAL E O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO: PRINCIPAIS CONDICIONANTES DO COMPORTAMENTO DEFICITÁRIO DA BALANÇA COMERCIAL ( ) Monografia apresentada no curso de graduação de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Ciências Econômicas Orientadora: Profa. Celeste Maria Philigret Baptista SALVADOR 2002

3 3 Aderbal Oliveira Damasceno O PLANO REAL E O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO: CONDICIONANTES DO COMPORTAMENTO DEFICITÁRIO DA BALANÇA COMERCIAL ( ) Aprovada em Fevereiro de 2002 Orientador: Celeste Maria Philigret Baptista Professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA Luíz Alberto Petitinga Professor da Faculdade de Ciências Economicas da UFBA Paulo Antônio de Freitas Balanco Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA

4 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a meus pais, Roberval Alves Damasceno e Reumisse de Oliveira Alves.

5 5 AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar à minha orientadora, professora Celeste Maria Philigret Baptista, tanto por ter me orientado na realização deste trabalho quanto pelos trabalhos realizados por mim no Núcleo de Estudos Conjunturais (NEC), dispensando bastante atenção e contribuindo de forma significativa para a minha formação. Agradeço também aos professores e colegas do NEC. A oportunidade de ouvi-los e discutir foi de fundamental importância na reflexão sobre o objeto de esudo. Agradeço também a Clécio Cruz, Alexnaldo Cerqueira e André Motta, parceiros de estudo e amigos, com os quais pude discutir muitas idéias presentes no trabalho.

6 6 RESUMO O objeto de investigação deste trabalho é a balança comercial brasileira, tendo como objetivo explicar os fluxos de comércio do país no período A questão que guiou a pesquisa foi a busca de explicações para o comportamento deficitário observado no período Constatou-se que a política de estabilização do Plano Real, calcada na sobrevalorização do câmbio e abertura comercial, ao expor o mercado interno à concorrência internacional, barateando as importações e tirando a competitividade das exportações, são elementos fundamentais na explicação do comportamento deficitário do comércio exterior brasileiro no período. Deve-se levar em consideração também as mudanças na estrutura de comércio do país, ou seja, a partir de 1994 verificam-se mudanças importantes no padrão de especialização do país.

7 7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMATIZAÇÃO E METODOLOGIA OBJETO PROBLEMA HIPÓTESES METODOLOGIA TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL, CÂMBIO E BALANÇA COMERCIAL LEI DAS VANTAGENS COMPARATIVAS MODELO CLÁSSICO DE COMÉRCIO TEORIA NEOCLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL: MODELO DE HECKSCHER-OHLIN-SAMUELSON Teorema de Heckscher-Ohlin Versão de Proporções de Fatores do Teorema Versão de Preços Relativos do Teorema de Heckscher-Ohlin Teorema de Rybczynski Teorema de Stolper-Samuelson Teorema de Equalização de Preços dos Fatores ECONOMIAS DE ESCALA, CONCORRÊNCIA IMPERFEITA E COMÉRCIO INTERNACIONAL CÂMBIO E BALANÇA COMERCIAL BALANÇA COMERCIAL NO PERÍODO PRÉ-REAL ( ) CRISE DA DÍVIDA EXTERNA E AJUSTE INTERNO BALANÇA COMERCIAL DURANTE A DÉCADA DE ABERTURA COMERCIAL DA ECONOMIA BRASILEIRA Primeira Fase da Abertura Comercial Segunda Fase da Abertura Comercial: A Aceleração do Processo PLANO REAL E OS IMPACTOS NA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA FUNDAMENTOS TEÓRICOS E A IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO Fundamentos Teóricos As Três Fases de Implementação da Nova Moeda CONTINUAÇÃO DA ABERTURA COMERCIAL: A POLÍTICA DE IMPORTAÇÃO DO PLANO REAL...47

8 8 5.3 POLÍTICA CAMBIAL: SOBREVALIRIZAÇÃO DO CÂMBIO E BALANÇA COMERCIAL FRAGILIZAÇÃO DAS CONTAS EXTERNAS ( ) Transações Correntes Balanço de Capitais CONJUNTURA INTERNACIONAL: CRISE DA RÚSSIA DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL E BALANÇA COMERCIAL ( ) A PAUTA DE EXPORTAÇÕES MATRIZ DE COMPETITIVIDADE VANTAGEM COMPARATIVA CONSIDERAÇÕES FINAIS...79 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...82

9 9 1 INTRODUÇÃO Certamente, o acontecimento mais marcante da economia brasileira na segunda metade da década de 90 é o amplo programa de estabilização da moeda implementado pelo governo em No bojo do conjunto de políticas econômicas adotadas, cabe destacar uma relação que iria nortear todo o perfil da economia durante o período, qual seja, a articulação perversa entre o setor externo e a política de estabilização. No programa de estabilização o setor externo assume um papel extremamente importante, constituindo-se, em verdade, em um dos seus pilares, fato que mudaria sensivelmente a inserção da economia do país relativamente à economia mundial, seja em termos dos fluxos de bens e serviços ou das transações financeiras. Um dos fatos que chama mais atenção no conjunto dos indicadores externos nesse período, é a inflexão no perfil do fluxo de comércio do país em Esse ano marca o início de uma fase onde se verifica um movimento de deterioração crescente do comércio exterior brasileiro (vis-à-vis os grandes superávits da década de 80 e início dos anos 90), revelado pelos grandes e sucessivos déficits na balança comercial a partir de então e que se constituíram em um dos pontos de maior sensibilidade na condução da política econômica e relacionamento do país com a economia mundial, sendo em alguns momentos, fator limitante do nível de atividade e emprego da economia. Os sucessivos déficits da conta comercial a partir de 1995, e o aprofundamento do problema estrutural da conta de serviços, foram os principais responsáveis pelo processo de fragilização da posição externa do país e dependência crescente relativamente aos fluxos financeiros internacionais. Isso fica bastante evidente em momentos críticos da conjuntura, como por exemplo, nas duas principais crises no cenário internacional ocorridas no período: a asiática em 1997 e a russa no final de O comportamento deficitário da balança comercial, além de estar relacionado diretamente à política cambial e de importação (abertura) reflete também as transformações ocorridas na pauta de exportação do país, que resultaram em um novo padrão de especialização.

10 10 De acordo com as questões levantadas o presente trabalho tem como objetivo explicar os fluxos de comércio do país no período em análise ( ), considerando que o comportamento da balança comercial é um dos aspectos de um conjunto de transformações pelas quais passou a economia brasileira na segunda metade da década de 90. Os motivos que justificam a realização desse trabalho estão relacionados à importância do comércio exterior para a determinação do nível de emprego e renda da economia. Entretanto, essa questão assume maior relevância no período pela reversão do saldo ocorrida em 1995 e o comportamento deficitário a partir de então (até 2000), se revelando em alguns momentos, como destacado acima, um dos fatores limitantes do crescimento do emprego. Esse trabalho está estruturado em seis capítulos, além desta Introdução. No 2º capítulo são apresentados os elementos metodológicos. No 3º capítulo é apresentado um resumo das principais teorias de comércio internacional, bem como da relação entre movimentos da taxa de câmbio e a balança comercial. No 4º capítulo faz-se uma abordagem histórica da balança comercial a partir de 1980, tendo como objetivo destacar a importância da reversão do saldo em 1995, dando especial ênfase ao processo de abertura da economia. No 5º discute-se o impacto das políticas macroeconômicas do Plano Real, bem como se faz referência a momentos importantes da conjuntura internacional. O 6º capítulo tem como objetivo estudar o padrão de especialização do comércio exterior brasileiro, destacando as principais mudanças ocorridas ao longo da década. O 7º e último capítulo tem como objetivo alinhar as principais conclusões a que foi possível chegar.

11 11 2 PROBLEMATIZAÇÃO E METODOLOGIA 2.1 OBJETO O objeto deste estudo é a balança comercial brasileira durante o período Em 1994 é implementado o Plano Real, concebido com o objetivo de por fim ao processo inflacionário pelo qual passava a economia há um longo período. Dentre as políticas implementadas objetivando conter a inflação, o setor externo assume papel importante através do incentivo que as importações tiveram, impulsionadas tanto pela continuação da liberalização comercial iniciada em 1988/89, quanto, principalmente, pela política de sobrevalorização da moeda. 2.2 PROBLEMA Com a implantação do Plano Real o que se observa quase que imediatamente é uma reversão brusca do comportamento da balança comercial. Durante quase uma década e meia o país, ano a ano, obteve grandes superávits comerciais. A partir da adoção de um conjunto de políticas com o objetivo de conter o processo inflacionário, os superávits desaparecem, verificando-se a partir de então, em todos os anos ( ), saldos negativos. O problema do qual esse trabalho se ocupa é explicar quais fatores são responsáveis pelo comportamento deficitário da balança comercial brasileira no período O ano de 1994 foi incluído no período em análise porque, embora o saldo comercial anual ainda seja superavitário, é a partir de novembro de 1994 que os impactos das políticas adotadas podem ser mais bem visualizados, com o aparecimento do 1 déficit mensal. 2.3 HIPÓTESES A primeira hipótese desse trabalho diz respeito à relação entre o comportamento da balança comercial e a política de estabilização do Plano Real. O aprofundamento da abertura da

12 12 economia a partir de 1994 e a sobrevalorização da moeda são os principais responsáveis pela reversão do saldo comercial em 1995 e os sucessivos déficits até Portanto, a primeira hipótese é de que os déficits na balança de comércio, fruto de uma política de estabilização da moeda calcada na abertura comercial e sobrevalorização do câmbio, engendraram um processo de fragilização do conjunto das contas externas no período , que por sua vez levaria, dada a conjuntura internacional desfavorável no final de 1998, à necessidade de uma nova política cambial (jan/1999), conferindo um novo perfil aos resultados da balança comercial em 1999 e A segunda hipótese 1, diz respeito a mudanças na pauta de exportações do país ocorridas a partir de 1994 com a implementação do Plano Real. Ou seja, as mudanças na pauta de exportações são elementos que também explicam o comportamento deficitário da balança comercial brasileira no período O que cabe observar, na tentativa de explicitar a relação entre as duas hipóteses enunciadas, é que essas mudanças na pauta de exportação (padrão de especialização) foram conseqüência do desestímulo ao setor exportador que prevaleceu no período em análise. Ou seja, se de um lado a abertura da economia e a sobrevalorização da moeda são responsáveis pelo comportamento deficitário da balança comercial, por outro lado esses mesmos fatores provocaram mudanças qualitativas na composição da pauta de exportações, de modo que essas mudanças são parte da explicação dos déficits no período Para ressaltar a importância da segunda hipótese na explicação do comportamento deficitário da balança comercial no período, cabe mencionar que os déficits comerciais a partir da desvalorização da moeda, ocorrida no início de 1999, estariam refletindo principalmente as mudanças no padrão de especialização do país ocorridas no período Para efeitos metodológicos, considera-se que o enunciado da primeira hipótese está relacionado aos elementos conjunturais que dão conta da explicação dos déficits da balança comercial, enquanto que as mudanças na pauta de exportações podem ser consideradas mudanças qualitativas e/ou estruturais.

13 METODOLOGIA O método utilizado é o teórico/explicativo pretendendo-se explicar o comportamento de uma variável (déficit da balança comercial) ao longo do tempo, fazendo uso dos principais instrumentais teóricos. Os dados utilizados foram coletados em bancos de dados de instituições oficiais e não oficiais, bem como em trabalhos que versam sobre o tema. A bibliografia concentra-se em artigos de revistas especializadas e manuais de macroeconomia e economia internacional. Na verificação da veracidade da 1ª hipótese, utiliza-se indicadores da abertura da economia, taxa de câmbio nominal e real, bem como as contas do balanço de pagamentos. Para inferir sobre o grau de abertura da economia foram utilizadas a tarifa nominal, efetiva e as alíquotas de importação, cobrindo um período de 1988 a Com relação ao balanço de pagamentos, foram trabalhadas principalmente (além das outras contas), séries mensais e anuais, a valores fob, de exportações e importações. A análise das mudanças da pauta de exportação (2ª hipótese), baseou-se nos dados e metodologia divulgados pelo Iedi (2000c; 2002). Nesse sentido, foi utilizado o seguinte instrumental para averiguar as mudanças no padrão de especialização do país: matriz de competitividade e um indicador de vantagens comparativas. Na tentativa de apresentar de forma clara os conceitos, procurou-se fazer uma discussão detalhada do instrumental utilizado. Os dados 2 cobrem três períodos ( , e ). 2 Valores de exportação e importação dos 237 grupos setoriais a 3 dígitos em conformidade com a Standard International Trade Classification (SITC), agregados pela classificação a 1 dígito (capítulo da SITC). Os capítulos são os seguintes: 0- alimentos; 1-bebidas e fumo; 2-matérias-primas, exclusive combustíveis; 3- combustíveis; 4- óleos e gorduras; 5- produtos químicos; 6- manufaturas por tipo de material; 7- maquinaria e material de transporte; 8- artigos manufaturados diversos; 9- outros.

14 14 3 TEORIA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL, CÂMBIO E BALANÇA COMERCIAL 3.1 LEI DAS VANTAGENS COMPARATIVAS Essa seção tem como objetivo discutir a lei das vantagens comparativas e ilustrá-la através de um tratamento formal, ressaltando os motivos que levam os países a se engajarem no comércio, quais os ganhos que o comércio proporciona em termos de bem-estar e como são definidos os padrões de especialização. De acordo com a lei das vantagens comparativas, o motivo básico para a existência do comércio internacional é a diferença de preços existentes de um país para outro. Essa diferença de preços reflete as condições de oferta de cada nação, ou seja, ela reflete a disponibilidade de recursos de produção, tecnologia e o modo como estes são combinados no processo produtivo, tendo como resultado uma determinada estrutura de custos. Se certos bens são mais baratos quando produzidos em outros países, é razoável supor que seria mais vantajoso importar do que alocar recursos internos para produzi-los, já no caso de alguns artigos serem mais baratos se produzidos internamente justifica exportá-los. Desse modo, o comércio, como observado por Kenen (1998, p.21): [...] serve para minimizar os custos reais dos recursos da produção mundial [...] Isto ocorre porque ele permite e encoraja os produtores de cada país a se especializarem em atividades econômicas que aproveitem da melhor forma possível os recursos físicos e humanos de seu país. O comércio leva os países a alocarem seus recursos na produção de bens dos quais desfrutam de uma certa vantagem de custos, relativamente à produção de outros bens. Portanto, pode-se dizer que as diferentes condições de oferta das nações as levam ao comércio, encorajando cada país a se especializar na produção de bens com menores custos relativos e que isso proporciona ganhos de bem-estar. Essa é a essência da lei das vantagens comparativas e cabe aqui uma citação mais bem elaborada de Samuelson (1988, p.1035):

15 15 Os países especializar-se-ão na produção de mercadorias em que são mais produtivas. O princípio da vantagem comparativa mostra que a especialização beneficiará todos os países, mesmo quando um deles é em absoluto mais eficiente na produção de todos os bens. Se os países se especializarem em produtos nos quais têm vantagens comparativas (ou maior eficiência relativa) então o comércio beneficiará todos os intervenientes. Para ilustrar o princípio das vantagens comparativas de maneira formal, adota-se aqui um modelo simples de equilíbrio geral 3 (Gráfico1), com dois países comercializando dois bens (máquinas fotográficas e cereais). Através do uso do diagrama será possível observar as condições de oferta de cada nação, as condições de demanda, o equilíbrio interno antes da abertura do comércio, o equilíbrio depois da abertura, os impactos do comércio na produção e consumo internos, e por fim, caracterizar a natureza dos ganhos de comércio. GRÁFICO 1 Fonte: KENEN (1998) Cada país é representado por uma curva de possibilidade de produção, que mostra as quantidades combinadas de dois bens que podem ser produzidos levando em consideração seus recursos, sua tecnologia e o modo como são combinados, ou seja, a curva de 3 Esse modelo, copiado integralmente, foi utilizado por KENEN, Peter B. Economia Internacional: teoria e política. (tradução da 3 ª ed. do original), Rio de Janeiro, Campus, 1998, p.39.

16 16 possibilidade de produção mostra as condições de oferta de cada nação. Pela observação do gráfico é fácil perceber que os países têm diferentes condições de oferta. A curva de possibilidade de produção de um país é TT e podemos dizer que esse país tem melhores condições de produzir cereais do que máquinas fotográficas. A curva de transformação do outro país é T f T f e esse país tem melhores condições de produzir máquinas fotográficas do que cereais. As condições de demanda de cada país são representadas por mapas de indiferença da população (desenhado com base em mapas de indiferença individuais), sendo que cada curva de indiferença pode ser definida como o lugar geométrico de todas as combinações das quantidades dos dois bens (neste caso cereais e máquinas fotográficas) que dá à comunidade o mesmo nível de utilidade. Como pode ser observado no gráfico, as curvas de indiferença, representadas por U 0, U 1, U 2, são idênticas, significando que os dois países têm condições de demanda similares. Antes da abertura do comércio cada país encontra-se em equilíbrio (no ponto de tangência entre a curva de indiferença U 0, curva de possibilidade de produção e uma reta de restrição orçamentária que foi omitida) consumindo o que produz. A economia interna (TT ) encontra-se em equilíbrio no ponto E, e a economia externa (T f T f ) no ponto E*. Antes da abertura o preço relativo de máquinas fotográficas é menor na economia externa, pelo fato de ter melhores condições de produzi-las. Cabe salientar também que após a unificação dos mercados dos dois países deve prevalecer preços comuns e a zeragem dos dois mercados. Após a abertura do comércio a economia interna (TT ) passa a produzir em D e a consumir em P, significando dizer que vai importar a quantidade MP de máquinas fotográficas e exportar a quantidade DM de cereais, o que é representado pelo triângulo de comércio DMP. A economia externa (T f T f ) passa a produzir no ponto D* e a consumir no ponto P*, importando a quantidade M*P* de cereais e exportando a M*D* de máquinas fotográficas resultando no triângulo de comércio D*M*P*, portanto a quantidade exportada por um país é igual à quantidade importada pelo outro. Outro fato relevante é que após a abertura do

17 17 comércio o preço relativo de máquinas fotográficas diminuiu na economia interna (TT ) e na economia externa (T f T f ) aumentou. Os efeitos da abertura do comércio sobre a produção podem ser vistos pelo fato de que a economia interna tem melhores condições de produzir cereais e após a abertura ela explora sua vantagem aumentando a produção de cereais e diminuindo a produção de máquinas fotográficas. A economia externa tem melhores condições de produzir máquinas fotográficas e após a abertura do comércio ela explora sua vantagem, aumentando a produção de máquinas fotográficas e diminuindo a produção de cereais. O efeito sobre a demanda pode ser notado porque após a abertura do comércio as economias interna e externa podem atingir curvas de indiferença mais altas, portanto aumenta o bem-estar nas duas economias, ressaltando que o aumento é maior na economia externa porque ela alcança uma curva de indiferença mais alta do que a alcançada pela economia interna. Os ganhos do comércio são justamente o aumento de bem-estar nas duas economias, e estes podem ser decompostos em dois tipos: uma parte dos ganhos de comércio é advinda do intercâmbio internacional e outra parte da especialização. Nós poderíamos dizer também que após a abertura do comércio ocorre o efeito renda e o efeito substituição em cada economia, dado que a abertura ao comércio mudou a inclinação da reta orçamentária como resultado de uma diminuição do preço relativo do bem importado por cada nação, o efeitosubstituição sendo os ganhos com o intercâmbio internacional e o efeito-renda os ganhos com a especialização. 3.2 MODELO CLÁSSICO DE COMÉRCIO O princípio das vantagens comparativas foi elaborado originalmente por David Ricardo no início do século XIX em seu Princípios de Economia Política e Tributação. A tese levantada por ele se baseia na proposição de que se dois países tiverem diferentes condições de oferta o comércio será benéfico para ambos. Essa foi a idéia básica que norteou a

18 18 argumentação da seção anterior, porém, o modelo apresentado neste capítulo tem como cerne a idéia de que as distinções das condições de oferta entre as nações, que é a fonte das vantagens comparativas, é conseqüência das diferenças tecnológicas (produtividade do trabalho). Se duas economias ( A e B ) produzem dois produtos, tecido e vinho por exemplo, sendo que a A emprega uma quantidade de trabalho L v e L t na produção de vinho e tecido, respectivamente, e a B para produzir as mesmas quantidades desses produtos emprega uma quantidade de trabalho L v * e L t *, para que seja possível o comércio benéfico entre essas duas economias é necessário e suficiente que as quantidades relativas de trabalho para produzir vinho e tecido sejam distintas em cada nação. No seu modelo, Ricardo assume que os salários reais (w) são idênticos dentro de cada economia, de modo que o custo de se produzir uma unidade de vinho no país A seria L v.w e o custo de se produzir uma unidade de tecido seria L t.w, e no país B seria L v *w* o custo de produzir uma unidade de vinho e L t *w* uma unidade de tecido, o que significa dizer que os preços relativos no interior dessa economia dependem somente das quantidades de trabalho necessárias para a produção de cada bem. Ora, isso tem fortes implicações e significa dizer que as condições de oferta dentro de cada nação são representadas pelas quantidades relativas de trabalho necessárias para produzir vinho e tecido (Lv/Lt no país A ), e dado que o salário é suposto constante, o estado da tecnologia em cada país depende exclusivamente das quantidades relativas de trabalho para produzir vinho e tecido, tendo como resultado o fato de que o comércio internacional é estritamente o resultado das diferenças internacionais na produtividade do trabalho (KRUGMAN; OBSTFELD, 1999, p.15). Para ilustrar como as vantagens comparativas determinam os padrões e ganhos de comércio, pode-se utilizar como exemplo o comércio bilateral entre Inglaterra e Portugal. Supondo que na Inglaterra fossem necessários 100 homens/hora para produzir uma certa quantidade de tecido e que fossem necessários 120 homens/hora para produzir uma quantidade qualquer de vinho, e em Portugal para produzir a mesma quantidade de tecido

19 19 que a Inglaterra fossem necessários 90 homens/hora e 80 homens/hora para produzir a mesma quantidade de vinho, pode-se mostrar que o comércio é benéfico para ambos e que cada país se especializará exclusivamente na produção do bem que tiver maiores vantagens comparativas. Do exemplo acima se pode ver que os países têm diferentes estruturas de custos relativos, dado o fato de que as quantidades relativas de trabalho para produzir ambos os bens são distintas entre os países, e cabe salientar também que Portugal tem vantagem absoluta na produção dos dois artigos, mas possui vantagem comparativa na produção de vinho porque sua vantagem absoluta é maior. Pode ser visto que o comércio é benéfico para ambos, e os países se especializariam exclusivamente na produção do artigo que tivesse vantagem comparativa (Portugal se especializaria na produção de vinho e Inglaterra na produção de tecido). A Inglaterra pagará por vinho que custa o trabalho de 80 homens/hora uma quantidade de tecido que custa o trabalho de 100 homens/hora e mesmo assim sairia ganhando porque se tivesse que produzir a mesma quantidade de vinho lhe custaria o trabalho de 120 homens/hora. Portugal também sairia ganhando, por que pagou com o trabalho de 80 homens/hora uma quantidade de tecido que iria lhe custar 90 homem/ horas para produzir 4. Segundo Gonçalves et alli. (1998, pg. 15), o modelo clássico (ricardiano) de comércio assume as seguintes premissas: Comércio entre dois países e dois bens. Só existe um fator de produção, o trabalho, e este é perfeitamente móvel no interior de um país e imóvel internacionalmente. Há diferentes tecnologias em diferentes países. 4 Esse exemplo foi baseado em GONÇALVES, Reinaldo, et alli. A Nova Economia Internacional: uma perspectiva brasileira. Rio de Janeiro, Campus, 1998, p.15.

20 20 A balança comercial está sempre equilibrada e os custos dos transportes é igual a zero. Há rendimentos constantes de escala. A única premissa que parece guardar alguma relação com a realidade é a de que os países possuem diferentes tecnologias, sendo que as outras expõem as fragilidades desse modelo relativamente à faculdade de explicar os fluxos de comércio internacional. 3.3 TEORIA NEOCLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL: MODELO DE HECKSCHER-OHLIN-SAMUELSON Na seção anterior foi analisado o modelo ricardiano, o qual explica as diferentes estruturas de oferta entre os países como resultado exclusivamente de diferenças tecnológicas. Aqui será analisado o papel da dotação de fatores nas diferentes estruturas de oferta e padrões de comércio dos países, procurando comprovar a proposição de que a diferença na dotação de fatores entre os países leva a distintas estruturas de oferta, possibilitando o comércio benéfico para ambos, cada um se especializando na produção do bem que usa de forma relativamente mais intensiva o fator que é mais abundante internamente. O modelo Heckscher Ohlin-Samuelson é, em essência, uma discussão do conceito de vantagens comparativas, só que ao contrário do modelo ricardiano que tinha como fonte das vantagens comparativas as diferenças tecnológicas entre os países, este se baseia nas diferentes dotações de fatores entre as nações como fonte das vantagens comparativas, o que torna oportuno uma observação de Gonçalves et alli. (op. cit., p.14): A teoria neoclássica do comércio internacional, que tem no modelo Heckcher- Ohlin-Samuelson sua principal contribuição, é, em última análise, uma elegante discussão sobre os fundamentos do conceito de vantagens comparativas e os ganhos do comércio exterior, dentro do universo conceitual dessa corrente de pensamento.

21 21 Uma interpretação parecida pode ser encontrada em Carvalho (1993, p.10), ao considerar o modelo H-O-S uma extensão do paradigma neoclássico ao âmbito do comércio internacional, com a incorporação do conceito de vantagens comparativas. Este autor destaca as seguintes hipóteses do modelo: Concorrência perfeita- atomismo, homogeneidade de produtos, informação perfeita e livre entrada (mobilidade dos fatores no âmbito nacional); Equilíbrio geral - é suposta a vigência de mecanismos de ajustamento via preços e quantidades, com os preços sendo determinados pela oferta e demanda; Comportamento maximizador dos agentes em face de restrições orçamentárias; As diferenças tecnológicas podem ser convenientemente representadas por funções de produção caracterizadas como contínuas e diferenciáveis, apresentando rendimentos marginais (físicos) decrescentes e sendo considerados idênticos para cada produto em qualquer país; Identidades das preferências dos consumidores de cada país; Imobilidade internacional dos fatores produtivos (capital e trabalho). O núcleo da teoria neoclássica do comércio internacional é formado por quatro teoremas, que dão conta dos resultados fundamentais do modelo. Esses quatro teoremas são: o teorema de Heckscher-Ohlin; teorema de Rybczynski, teorema de Stolper-Samuelson e; o teorema da equalização de preços dos fatores Teorema de Heckscher-Ohlin

22 22 A abordagem de Heckscher-Ohlin baseia-se em dois pressupostos. O primeiro concebe que os bens são diferentes em termos de exigência de fatores, enquanto o segundo diz que os países têm diferentes dotações de fatores. Esses dois pressupostos levam à idéia que serve de pilar para o modelo de Heckscher- Ohlin, de que um país tende a se especializar na produção de bens que sejam intensivos nos fatores mais abundantes, exportando-os em troca de bens intensivos nos fatores mais escassos, ou seja, o comércio baseia-se nas diferenças de abundância de fatores, reduzindo os efeitos principais dessas diferenças (KENEN, op. cit., p.71). O teorema pode ser comprovado de duas maneiras. A primeira é a versão de proporções de fatores do teorema, segundo a qual a diferença na dotação de fatores entre os países levaria a diferentes curvas de possibilidade de produção (estrutura de oferta). A segunda maneira de comprovar o teorema é através da versão de preços relativos, que mostra que as diferenças entre os preços dos fatores levam a diferenças entre os preços dos bens Versão de Proporções de Fatores do Teorema Para analisar a versão de proporções de fatores do teorema é utilizado aqui um modelo de equilíbrio geral 5 (Gráfico 2) que permite verificar dois países comercializando dois bens entre si com o uso de dois fatores de produção (capital e trabalho), ilustrando as condições de oferta e demanda dos dois países, a produção e o consumo, antes e após a abertura do comércio, bem como analisar os ganhos proporcionados pelo comércio. 5 Esse modelo, copiado integralmente, foi utilizado por KENEN, Peter B. Economia Internacional: teoria e política. (tradução da 3 ª ed. do original), Rio de Janeiro, Campus, 1998, p.77.

23 23 GRÁFICO 2 Fonte: KENEN (1998) As condições de oferta de cada país são representadas por sua fronteira de possibilidade de produção, no caso, a fronteira de possibilidade de produção L*K* representa um país, e a fronteira LK representa o outro, sendo que o país L*K* tem uma grande quantidade de capital e pequena quantidade de força de trabalho e o país LK tem grande quantidade de força de trabalho e pouco capital. Em uma primeira análise pode ser visto que o país L*K*, que é abundante em capital, tem melhores condições de produzir aço, bem intensivo em capital. E o país LK tem melhores condições de produzir milho, bem intensivo em trabalho. Antes da abertura do comércio o país L*K* encontra-se em equilíbrio no ponto E*, onde a inclinação da fronteira de possibilidade de produção é igual à inclinação da curva de indiferença U 0, produzindo e consumindo neste ponto. O país LK encontra-se em equilíbrio no ponto Q, tangenciando a curva de indiferença U 0 neste ponto, cabendo observar que esse país opera em pleno emprego. Após a abertura do comércio o preço relativo do milho tem que ser igual tanto no país L*K*, quanto no país LK, representado pelas inclinações das linhas paralelas Q*P* e QP. Isso significa que após a abertura do comércio o preço relativo do milho deve aumentar no país LK e diminuir no país L*K*.

24 24 No que diz respeito à produção, com a abertura do comércio o país L*K* passa do ponto de produção E* para o ponto Q*, aumentando a produção de aço, bem que é mais intensivo no fator abundante internamente, e diminuindo a produção de milho, bem intensivo em trabalho, fator relativamente escasso. Já o país LK, permanece no mesmo ponto de produção, porque o ponto Q é um ponto de pleno emprego. O efeito do comércio sobre o consumo pode ser visto pelo fato de que após a abertura o país L*K*(consumidores) passa do ponto de consumo anterior à abertura, E*, para o ponto P*, atingindo uma curva de indiferença superior U 2. O país LK (consumidores) que antes do comércio consumia no ponto Q, passa para o ponto P após a abertura, atingindo uma curva de indiferença superior, U 1. Podemos ver que após a abertura do comércio nenhum dos dois países consome exatamente aquilo que produz, de modo que o país L*K* pode exportar uma quantidade M*Q* de aço, que excede seu consumo, em troca de uma quantidade de importação M*P* de milho, porque não produz o suficiente para seu consumo. O país LK pode exportar a quantidade MQ de milho e importar a quantidade MP de aço. Desse modo, o comércio entre os dois países está em equilíbrio, visto que a exportação de um país é exatamente igual à importação do outro, o que pode ser comprovado pela congruência dos triângulos de comércio P*M*Q* do país L*K* e QMP do país LK. Da análise do modelo, fica comprovada a versão de proporções de fatores do teorema de Heckscher-Ohlin, pelo fato de que a diferença na dotação de fatores entre os dois países levou a diferentes condições de oferta (diferentes fronteiras de possibilidade de produção), sendo que após a abertura do comércio cada país exportou o bem que era intensivo no fator que tinha em abundância (o país LK exportou milho, porque é mais abundante em mão-deobra e o país L*K*, mais abundante em capital, exportou aço, que é mais intensivo em capital). Pode-se ver também que os dois países ganharam com o comércio, pelo fato de que os consumidores dos dois países puderam atingir uma curva de indiferença superior. Cabe ressaltar que os ganhos de comércio de país LK devem-se exclusivamente ao

25 25 intercâmbio internacional, já que este não mudou o seu padrão de produção após a abertura comercial Versão de Preços Relativos do Teorema de Heckscher-Ohlin A versão de preços relativos do teorema diz que se o preço relativo de um fator for mais barato em um país antes da abertura do comércio, o preço relativo do bem intensivo neste fator também deveria ser mais barato, de modo que o país exportaria este bem. Isso pode ser ilustrado com o país LK do gráfico 2. Antes da abertura do comércio o preço relativo da mão-de-obra é menor no país LK, de modo que o preço relativo do milho, bem intensivo em mão-de-obra, também é menor, e após a abertura do comércio o país LK exportou milho Teorema de Rybczynski O teorema de Rybczynski nos permite analisar as alterações que ocorrem nos padrões de produção de um país quando mudam os recursos disponíveis, ou seja, nos mostra o que aconteceria com os padrões de produção se aumentasse a oferta de um dos fatores que o país utiliza. Pode-se enunciar as implicações de um aumento na oferta de um fator de produção com uma observação de Kenen (op. cit., p.73): Quando as ofertas de fatores se encontram em seu ponto de pleno emprego e dadas as exigências de fatores, o aumento da oferta de um fator de produção aumenta a produção do bem que utiliza o fator com maior intensidade e reduz a produção do outro bem. Uma qualificação ao argumento apresentado na citação anterior pode ser feita levando em consideração o fato de que o aumento na oferta de um dos fatores leva a um crescimento na produção do bem que utiliza o fator relativamente de forma mais intensiva, mais do que proporcionalmente ao aumento na oferta do fator e cai em absoluto a produção do bem que utiliza o fator de maneira menos intensiva (KRUGMAN; OBSTFELD, op. cit., p.73-75).

26 26 Pode-se ainda fazer uma generalização, no sentido de que se houvesse um aumento na oferta de todos os fatores, embora possa haver um crescimento no produto de ambas as mercadorias, crescerá relativamente mais o produto que usa intensivamente o fator cujo crescimento da oferta for mais dinâmico (GONÇALVES, op. cit., p.29) Teorema de Stolper-Samuelson O teorema de Stolper-Samuelson descreve os efeitos do comércio sobre os preços dos fatores e a distribuição de renda. A essência do teorema é a idéia de que a abertura do comércio aumenta o preço relativo do fator abundante em cada país. Tomando como base o modelo representado pelo gráfico 2, pode-se dizer que o comércio aumenta o preço relativo do trabalho no país com abundância de trabalho (LK) e aumenta o preço relativo do capital no país com abundância de capital (L*K*). Isso significa que o comércio aumenta a participação do trabalho na renda do país LK e aumenta a participação do capital na renda do país L*K*. Exemplificando com o país LK do Gráfico 2, pode ser visto que o comércio aumentou o preço relativo do milho no país com abundância de trabalho. O aumento do preço relativo do milho leva ao aumento no preço relativo do trabalho, fator usado com intensidade na produção de milho. O aumento no preço relativo do milho estimula a produção de milho e desencoraja a produção de aço. Como o milho requer grande intensidade de trabalho, o aumento na produção de milho aumenta a demanda por trabalho mais do que a redução na produção de aço a diminui, tendo como conseqüência o aumento da taxa salarial. Do mesmo modo, a diminuição na produção de aço diminuiria a demanda por bens de capital mais do que o aumento na produção de milho a aumentaria, reduzindo o retorno do capital (KENEN, op. cit., p.80). As conclusões acerca dos efeitos do comércio internacional sobre a distribuição de renda em um país podem ser colocadas de forma genérica com uma observação de Krugman e

27 27 Obstfeld (op. cit., p.78): Os proprietários dos fatores abundantes de um país ganham com o comércio, mas os proprietários dos fatores escassos de um país perdem Teorema de Equalização de Preços dos Fatores Para demonstrar o teorema de equalização dos preços dos fatores usaremos o gráfico 2, que mostra os países L*K* e LK comercializando dois bens (milho e aço) com o uso de dois fatores de produção (capital e trabalho). Na ausência do comércio, o trabalho seria menos remunerado na economia LK do que na L*K* e o capital seria mais remunerado no país LK que no L*K*. Na economia LK, abundante em trabalho, o preço do milho seria relativamente menor do que em L*K*, abundante em capital, e essa diferença nos preços relativos dos bens implica em diferença nos preços relativos dos fatores. Quando os dois países comercializam os preços relativos dos bens convergem e isso leva a convergência dos preços relativos do capital e do trabalho. Como pode ser visto no Gráfico 2, após a abertura do comércio prevalecem preços iguais nos dois países, ou seja, os preços de milho e aço são os mesmos nos dois países, e dessa forma o comércio equaliza plenamente os preços relativos do capital e do trabalho logo, os preços dos fatores também serão equalizados. Um comentário de Kenen (op. cit., p.80) aborda o teorema mais formalmente: Se não houvesse barreiras ao comércio nem custos de transporte, o comércio equalizaria os preços de fatores dos países que fizessem comércio entre se, ou seja, não reduziria apenas a diferença entre eles. Assim, ele compensaria totalmente os efeitos da diferença de dotação de fatores. 3.4 ECONOMIAS DE ESCALA, CONCORRÊNCIA IMPERFEITA E COMÉRCIO INTERNACIONAL

28 28 Nos modelos de comércio analisados até o momento foi ressaltado que a diferença na estrutura de oferta entre os países, seja em termos de dotação de fatores (Heckscher-Ohlin- Samuelson) ou diferenças tecnológicas (Ricardiano), leva ao comércio benéfico, cada país se especializando na produção dos bens que tem maior vantagem comparativa. Aqui será ressaltado o papel das economias de escala como fonte independente para o comércio internacional, ou seja, mesmo que os países não sejam diferentes quanto à dotação de fatores ou tecnologia, o comércio oferece uma oportunidade de ganhos mútuos como fruto das economias de escala. Uma indústria está sujeita a economias de escala (rendimentos crescentes de escala), se ao dobrar a quantidade de todos os insumos utilizados, a produção mais do que dobrar, ou seja, o aumento da produção tem que ser mais do que proporcional ao aumento na quantidade dos fatores. Sendo as economias de escala de dois tipos, internas e externas, cabe defini-las e ressaltar a importância de cada uma para o tipo de estrutura de mercado. As economias de escala externas ocorrem quando o custo unitário depende do tamanho da indústria como um todo e não da firma em particular. Já nas economias de escala internas o custo unitário depende do tamanho da firma individual. Os tipos de economias de escala (interna, externa) implicam em diferentes estruturas de mercado. Uma indústria caracterizada unicamente por economias de escala externas, consistirá em um grande número de pequenas firmas e será perfeitamente competitiva. Já quando uma indústria é caracterizada por economia de escalas internas, as grandes firmas tem uma vantagem de custos sobre as pequenas, o que leva a uma estrutura de mercado imperfeitamente competitiva. Esse modelo leva em consideração os efeitos das economias de escala internas para o comércio internacional e, portanto, relaxa duas hipóteses. A primeira hipótese é a da existência de rendimentos constante de escala, o que consequentemente implica o relaxamento da hipótese de que o mercado é perfeitamente competitivo.

29 29 A estrutura de mercado mais amplamente utilizada para explicar o papel das economias de escala no comércio internacional é a concorrência monopolística, sem embargo, esta não capta algumas características do mundo real, dado que a estrutura de mercado predominante é o oligopólio. Um comentário de Krugman e Obstfeld (op. cit., p.130) deixa claro esta opção: O apelo principal do modelo de concorrência monopolística não é seu realismo e sim sua simplicidade [...] o modelo de concorrência monopolística dá-nos uma visão muito clara de como as economias de escala podem aumentar um comércio mutuamente benéfico. A análise do papel das economias de escala para o comércio internacional está centrada na importância que assume o aumento do tamanho do mercado no ambiente de concorrência monopolística, ou seja, quando os países comercializam entre si formam um mercado mundial integrado que é maior do que o mercado de qualquer país. Com o comércio cada país pode se especializar na produção de uma variedade menor de bens para atender a um mercado maior. Isso permite que cada bem seja produzido em uma escala maior, o que resulta em aumento de produtividade, diminuição dos custos, e consequentemente dos preços, ou seja, os ganhos de escala resultante da especialização dos países em uma pequena variedade de bens leva a economia mundial a produzir mais de cada bem, a um preço menor. Os consumidores de cada país são beneficiados pelo fato de que o comércio aumenta a variedade de bens disponíveis. O papel das economias de escala para o comércio internacional pode ser resumido com um comentário de Krugman e Obstfeld (op. cit., p.135): Nas indústrias em que existem economias de escala, tanto a variedade dos bens que um país pode produzir como a escala de sua produção são restringidas pelo tamanho do mercado. Comercializando entre si e, portanto, formando um mercado mundial integrado que é maior que qualquer mercado nacional individual, os países estão aptos a livrar-se dessas restrições. Cada país pode especializar-se na produção de uma variedade menor de produtos do que o faria na ausência de comércio; mesmo comprando de outros países bens que ele não produz, cada país pode aumentar simultaneamente a variedade dos bens disponíveis a seus consumidores.

30 30 O modelo baseado em economias de escala e mercado de concorrência monopolística leva à indefinição dos padrões de comércio. É preciso examinar a interação entre economias de escala e vantagens comparativas para definir como os padrões de comércio são determinados. Tomemos como exemplo dois países (LK e L*K*) comercializando entre si e a existência de duas indústrias, uma de manufatura e uma de alimentos, sendo que a indústria de manufaturas é relativamente intensiva em capital e a indústria de alimentos intensiva em trabalho, e no que diz respeito à dotação de fatores dos dois países, o país LK é abundante em trabalho relativamente a capital e L*K* é relativamente abundante em capital. Sob a hipótese de concorrência perfeita e rendimentos constantes de escala, seria plausível que o país LK se especializasse na produção de alimentos, exportando-os em troca de manufaturas, e o país L*K* se especializasse na produção de manufaturas, exportando-as em troca de alimentos, de modo que as importações de um país seriam exatamente iguais às exportações do outro. Porém, segundo Krugman e Obstfeld (op. cit., p.141), o comércio sob a hipótese de concorrência monopolística e economias de escalas é constituído de duas partes. Existirá comércio entre os dois países no setor de manufaturas (comércio intra-indústrias), e a outra parte do comércio é constituída de troca de manufaturas por alimentos entre os dois países (comércio interindústrias). Os autores destacam ainda quatro aspectos sobre esse padrão de comércio: O comércio interindústrias, troca de manufaturas por alimentos, reflete as vantagens comparativas. O padrão resultante do comércio interindústrias é que o país L*K*, abundante em capital, é um exportador líquido de manufaturas e importador líquido de alimentos. O comércio intra-indústrias, troca de manufaturas por manufaturas, é reflexo da concorrência monopolística e das economias de escala (dado que esta leva os países a se

31 31 especializarem em uma pequena variedade de produtos), e desse modo, mesmo se os países fossem idênticos na sua razão capital-trabalho, a produção de produtos diferenciados pela firmas e a demanda dos consumidores por produtos de outros países continuaria gerando o comércio intra-indústrias. Não há nada no modelo que defina o padrão de comércio intra-indústrias, ou seja, não pode-se dizer qual país produz qual bem dentro do setor de manufaturas. Quanto mais os países forem semelhantes nas razões capital/trabalho, as economias de escala forem significativas e houver grande diferenciação dos produtos, maior será o comércio intra-indústrias. Isso significa que o comércio entre países com estruturas de ofertas semelhantes se dá preponderantemente intra-indústrias. Por outro lado, quanto mais os países forem diferentes relativamente à dotação de fatores, maior será a parte do comércio interindústrias baseado em vantagens comparativas. Outro ponto importante a ser ressaltado é o efeito do comércio sobre a distribuição de renda. No modelo Heckscher-Ohlin-Samuelson, que tem como premissas as economias constantes de escala e concorrência perfeita, foi visto que o comércio beneficia os proprietários dos fatores abundantes e os proprietários dos fatores escassos perdem. Sem embargo, quando as economias de escala tornam vantajosa a especialização em uma variedade restrita de bens, deixa de existir esse efeito perverso sobre a distribuição de renda, e pode ser que todos venham a ganhar com o comércio. O que se espera é que o comércio intra-indústrias - norteado pelas economias de escala - seja mais preponderante entre os países industrializados avançados, dado que estes têm estruturas de oferta relativamente semelhantes, e suas indústrias produzem manufaturas sofisticadas sujeitas a grandes economias de escala e fortemente diferenciadas.

32 CÂMBIO E BALANÇA COMERCIAL Essa seção tem como objetivo examinar as relações entre variações na taxa de câmbio e os efeitos sobre a balança comercial. A abordagem adotada aqui é a das elasticidades, também conhecida como condição de Marshal-Lerner-Robinson, tendo esse nome em homenagem a três economistas que chegaram aos mesmos resultados de forma independente. Taxa de câmbio pode ser definida como o preço da moeda nacional em termos de uma moeda estrangeira (bilateral), ou uma cesta de moedas (multilateral). As taxas de câmbio podem ser classificadas como nominais e reais. A taxa nominal mede o preço da moeda nacional em termos do preço de uma moeda (cesta de moedas) estrangeira. Com relação à taxa de câmbio real (ε = e. P f /P, onde e é a taxa de câmbio nominal e P e P f são índices de preço interno e do país estrangeiro), Dornbush e Fisher (1991, p.213) argumentam que: a taxa de câmbio real mede a competitividade de um país no comércio internacional. Existem, basicamente, dois sistemas de taxa de câmbio, fixa e flutuante. Em um sistema de câmbio fixo o Banco Central está disposto a comprar ou vender moeda estrangeira a um preço fixo, de modo que em um sistema de taxas de câmbio fixas, os bancos centrais têm que financiar quaisquer superávites ou déficits de balanço de pagamentos que surjam à taxa de câmbio oficial (DORNBUSH; FISHER, op. cit., p.207). Em um sistema de taxa de câmbio flexível, o preço da moeda é determinado no mercado de divisas pela interação entre oferta e demanda. Pode-se considerar também a existência de flutuação controlada e flutuação limpa. Na flutuação controlada o banco central vende e compra moeda estrangeira para influenciar a taxa de câmbio. Na flutuação limpa o banco central fica de fora e deixa que a taxa de câmbio seja determinada livremente no mercado de divisas. A relação entre a taxa de câmbio e balança comercial pode ser resumida em três pontos: (1) uma depreciação torna os bens domésticos relativamente mais baratos no exterior, o que aumenta a demanda estrangeira, aumentando dessa forma as exportações; (2) pelo fato de tornar as importações relativamente mais caras, uma depreciação impulsiona a demanda

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