A saúde e o capital estrangeiro

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1 Ano XXIX nº 331 Outubro / 2012 A saúde e o capital estrangeiro O setor movimenta R$ 183 milhões por dia em negociações na Bovespa. Conheça as perspectivas desse mercado e o que pensam políticos e lideranças sobre a proibição da entrada de capital estrangeiro nas empresas privadas que prestam assistência à saúde, incluindo os hospitais. Páginas 6 a 9 TISS 3.0 é publicada. Página 3 Médicos protestam contra os planos em todo o país. Página 10

2 E d i t o r i a l O mercado de ações e a saúde No início do mês de outubro, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) recebeu em seu auditório, de forma inédita, representantes do mercado de saúde para debater em seminário as perspectivas do setor. Das 455 empresas listadas na Bovespa, pouco mais de dez atuam na saúde. O nicho movimenta R$ 183 milhões por dia em negociações, e o valor das organizações listadas, como empresas de diagnósticos, planos de saúde e odontológicos e laboratórios farmacêuticos, está próximo de R$ 62 bilhões. O interesse no setor da saúde é tão grande que a Bovespa anunciou, durante o evento, que estuda a criação de um índice de Serviços de Saúde, uma espécie de indicador de desempenho de determinado conjunto de ações, a exemplo do que já existe nas áreas de energia elétrica, indústria, financeira, consumo etc. Apesar da euforia do mercado de capitais, os hospitais ainda encontram barreiras constitucionais à entrada de capital estrangeiro, o que é um absurdo frente à globalização e pior: acaba criando uma concorrência desleal. Essa é uma reivindicação antiga do SINDHOSP e de outras entidades que representam os prestadores de serviços de saúde. Afinal, por que hospitais e congêneres não podem contar com capital estrangeiro, enquanto a prática é permitida ao restante do mercado? Muitas ope- radoras de planos de saúde abriram capital e investiram na verticalização, adquirindo ou construindo hospitais. Então, qual o sentido dessa proibição? Empresas que ingressam no mercado de capitais são obrigadas a investir em gestão, em governança corporativa. Tornam- -se, portanto, mais transparentes. As ações também ampliam a capacidade de investimento, de expansão. E isso beneficia diretamente a sociedade. Alguns profissionais têm receio de que o capital estrangeiro faça com que os nossos estabelecimentos de saúde percam a identidade e se elitizem. Balela. Dos hospitais privados existentes no país só uma pequena parte deste universo tem capacidade para se adequar às rígidas regras do mercado financeiro, segundo especialistas. Essa edição do Jornal do SINDHOSP ouve políticos, médicos e demais profissionais da saúde sobre esse ainda polêmico assunto. Leia e tire suas próprias conclusões. Dante Montagnana presidente E x p e d i e n t e SINDICATO DOS HOSPITAIS, CLÍNICAS, CASAS DE SAÚDE, LABORATÓRIOS DE PESQUISAS E ANÁLISES CLÍNICAS E DEMAIS ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO DIRETORIA EFETIVOS Dante Ancona Montagnana presidente, Yussif Ali Mere Júnior 1º vice-presidente, George Schahin 2º vice-presidente, José Carlos Barbério 1º tesoureiro, Luiz Fernando Ferrari Neto 2º tesoureiro, Luiza Watanabe Dal Ben 1ª secretária e Antonio Carlos de Carvalho 2º secretário SUPLENTES Sérgio Paes de Melo, Carlos Henrique Assef, Danilo Ther Vieira das Neves, Simão Raskin, Ricardo Nascimento Teixeira Mendes, Marcelo Luis Gratão e Irineu Francisco Debastiani CONSELHO FISCAL Efetivos: Roberto Nascimento Teixeira Mendes, Gilberto Ulson Pizarro e Marina do Nascimento Teixeira Mendes - Suplentes: Maria Jandira Loconte Ferrari, Paulo Roberto Rogich e Lucinda do Rosário Trigo 2 DELEGADOS REPRESENTANTES Efetivos: Dante Ancona Montagnana e Yussif Ali Mere Júnior - Suplentes: José Carlos Barbério e Luiz Fernando Ferrari Neto REGIONAIS ABC Rua Porto Alegre, Vila Assunção CEP: Santo André - SP Tel/Fax: (11) BAURU Rua Bandeirantes, Centro Bauru - SP Tel: (14) Fax: (14) CAMPINAS Rua Conceição, º andar - Sala Centro CEP: Campinas - SP Tel: (19) Fax: (19) PRESIDENTE PRUDENTE Rua Joaquim Nabuco, Centro Presidente Prudente - SP - CEP: Tel: (18) RIBEIRÃO PRETO Rua Álvares Cabral, 576-5º andar - Edifício Mercúrio CEP: Ribeirão Preto - SP Tel/Fax: (16) SANTOS Rua Dr. Carvalho de Mendonça, Cj Centro CEP: Santos - SP - Tel/Fax: (13) SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Av. Dr. João Guilhermino, º andar - sala 122 CEP: São José dos Campos - SP Tel: (12) / Fax (12) SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Rua Tiradentes, Boa Vista CEP: São José do Rio Preto - SP Tel: (17) SOROCABA Rua Cônego Januário Barbosa, Vergueiro CEP: Sorocaba - SP Tel: (15) Fax: (15) JORNAL DO SINDHOSP EDITORA: Ana Paula Barbulho (Mtb ) REPORTAGENS: Ana Paula Barbulho, Aline Moura e Fabiane de Sá PLANEJAMENTO E PRODUÇÃO GRÁFICA: Ergon Art - (11) PERIODICIDADE: Mensal TIRAGEM: exemplares CIRCULAÇÃO: entre diretores e administradores hospitalares, estabelecimentos de saúde, órgãos de imprensa e autoridades. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. Correspondência para Assessoria de Imprensa SINDHOSP R. 24 de Maio, 208, 9º andar, São Paulo, Capital, CEP Fone (11) , ramais 245 e

3 N o t í c i a s Publicada versão 3.0 do Padrão TISS Foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), do dia 10 de outubro, a Resolução Normativa (RN) nº 305 e a Instrução Normativa (IN) nº 51, ambas de 9/10/2012, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial (Dides) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estabelecem a nova versão do Padrão da Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS) 3.0. Segundo a ANS, a evolução do Padrão TISS avança na interoperabilidade entre os sistemas de informações, na otimização dos recursos e na redução dos custos. A TISS abrange as trocas dos dados de atenção à saúde prestada aos beneficiários de plano privado de assistência à saúde e gerados na rede de prestadores de serviços contratados das operadoras. A finalidade do novo Padrão TISS, segundo a RN 305, é padronizar as ações administrativas de verificação, solicitação, autorização, cobrança, demonstrativos de pagamento e recursos de glosas; subsidiar as ações da ANS de avaliação e acompanhamento econômico, financeiro e assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde; e compor o registro eletrônico dos dados de atenção à saúde dos beneficiários de planos privados de assistência à saúde. A construção da versão 3.0 contou com a participação da sociedade, por meio da consulta pública nº 43 (foram mais de 15 mil contribuições), e da atuação do Comitê de Padronização de Informações da Saúde Suplementar (Copiss) e de seus grupos de trabalho, que contam com representantes de operadoras e de prestadores de serviços de saúde. O SINDHOSP é representado, nesse Comitê, pelo coordenador do departamento de Saúde Suplementar, Danilo Bernik. O mercado aguardava a nova versão da TISS há mais de um ano. Para a ANS, a versão 3.0 do Padrão TISS complementa o processo de faturamento, com ampliação da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e inclusão das terminologias de diárias, taxas, gases medicinais, medicamentos, materiais e órteses e próteses, além de padronizar as rotinas de recursos de glosa. No total, são 108 mil terminações contempladas pela TUSS. As operadoras também enviarão os dados do Padrão TISS à ANS em conformidade ao estabelecido nos componentes da padronização. A partir desta versão, as operadoras de planos privados de assistência à saúde e seus prestadores de serviços devem disponibilizar, sem qualquer ônus, os dados de atenção à saúde do Padrão TISS solicitados pelo beneficiário, por seu responsável legal ou ainda por terceiros formalmente autorizados por eles, atendendo os requisitos de segurança e privacidade da TISS. A ANS acredita que com a disponibilidade dos dados de atenção à saúde para os beneficiários, reduz-se a assimetria de informações atual, criando as bases para implementação, no futuro, do registro eletrônico de saúde dos beneficiários de planos privados. O prazo limite de implantação do Padrão TISS versão 3.0 é 30 de novembro de A partir de 1º/12/2013 sua adoção será obrigatória. CBIS 2012 acontece em novembro A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) promove de 19 a 23 de novembro, em Curitiba-PR, o XIII Congresso Brasileiro de Informática em Saúde (CBIS 2012). Os objetivos do evento são promover o uso transformador da Tecnologia da Informação (TI) para a melhoria da saúde, por meio de projetos e pesquisas; debater sobre como a informática pode ser esse elemento transformador para a melhoria do setor; e compartilhar experiências na área de informática em saúde. Para o presidente da SBIS, Cláudio Giulliano Alves da Costa, a saúde é a bola da vez. Grandes empresas, governo, universidades e todo o mercado têm destinado os seus investimentos para a área da saúde, especialmente no Brasil. Sabemos que ainda há muito que melhorar, especialmente no setor público, mas acredito que o momento é muito propício e agora temos a real oportunidade de tornar a informática um elemento transformador da saúde! Entre os temas que serão discutidos, estão a avaliação de tecnologias de informação e comunicação em saúde, além de outros como políticas de informação, informática em saúde e aspectos éticos, segurança, confidencialidade, privacidade e sistemas de apoio à decisão e inteligência artificial. Uma novidade do CBIS neste ano será a composição de tracks segmentados em diversos temas como prontuário eletrônico, gestão estratégica, soluções para o setor público, PACS/RIS e soluções móveis, entre outras, para que o congressista possa assistir palestras específicas dentro de sua área de interesse e conhecer soluções voltadas a tais segmentos. O evento é dirigido a profissionais, estudantes, empresas e instituições de ensino interessados em debater ideias, fundamentos, aplicações e políticas relacionadas à informática em saúde. As inscrições para o CBIS XIII Congresso Brasileiro de Informática em Saúde estão abertas e podem ser feitas pelo site Mais informações pelo telefone (11) edição 331 3

4 N o t í c i a s Dia Mundial da Saúde Mental 4 No dia 10 de outubro foi celebrado o 20º aniversário do Dia Mundial da Saúde Mental. Segundo dados do Ministério da Saúde, 3% dos brasileiros sofrem com transtornos mentais severos e persistentes e mais de 6% da população tem transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e drogas. Também de acordo com o órgão, 12% da população necessitam de algum atendimento em saúde mental. A lei /01 surgiu com o objetivo de redirecionar o modelo de assistência em saúde mental em âmbito nacional. Com dez anos completados em 2011, ela ainda é motivo de muita polêmica, já que o texto foi sendo desconfigurado por meio de resoluções, causando inúmeros conflitos entre lideranças políticas, profissionais, portadores de transtornos mentais, familiares e sociedade. A lei dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, garantindo ao cidadão ser tratado, preferencialmente, em serviços comunitários, e prevendo que a internação só será indicada quando os recursos extra- -hospitalares se mostrarem insuficientes. Apesar de incluir o hospital especializado na cadeia de assistência, posições e ações ideológicas levaram à drástica redução de leitos nesses hospitais. A lei tinha tudo para ser um mar co na psiquiatria, mas sofreu distorções diversas na sua execução. Com o fechamento indiscriminado de leitos, os pacientes foram divididos em dois tipos, os que podem pagar e aqueles que estão abandonados à própria sorte, afirma o coordenador do departamento de Saúde Mental do SINDHOSP, Ricardo Mendes. Visão semelhante à do coordenador da Câmara Técnica de Saúde Mental do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Mauro Aranha. A lei, em nenhum momento, diz que se devem diminuir leitos. Por mais que a psiquiatria tenha evoluído, a internação continua necessária, diz. Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, foram extintos, desde a criação da lei, mais de 80 mil leitos, restando apenas 36 mil. Para especialistas, vive-se hoje um estado de desassistência preocupante. Além da falta de leitos, os prontos-socorros dos hospitais gerais e suas equipes de trabalho não contam com suporte necessário para atender à demanda. Outros problemas foram encontrados nos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS. Estudo realizado pelo Cremesp em 2009 destacou um modelo capscêntrico, sem integração adequada com outros equipamentos de saúde mental. Entre os problemas encontrados estiveram desde falta de pessoal (inclusive psiquiatras), comunicação, qualificação técnica, até falta de retaguarda para emergências e internações. O Ministério da Saúde empurra goela abaixo a ideia de que os CAPS resolvem o problema, mas esses centros são insuficientes para lidar com casos complexos. Um terço dos usuários de crack morrem ou acabam na prisão, exclama o médico psiquiatra Ronaldo Laranjeira. Se o sistema em rede funcionasse bem, talvez fossem necessários menos leitos, mas não é o que acontece. Fechar leitos nessas condições é um equivoco, frisa o coordenador da Câmara Técnica de Saúde Mental do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Mauro Aranha. A baixa remuneração do SUS também é motivo de críticas do SINDHOSP, Cremesp e demais entidades representativas da saúde à política do governo. Reembolsar uma diária em hospital psiquiátrico a R$ 35, incluindo medicamentos, cinco refeições, serviços médicos e de enfermagem, assistência social e terapia ocupacional é um absurdo. É praticamente impossível oferecer um atendimento digno com esse valor. Essa é a política do governo: asfixiar os hospitais para reduzir ainda mais o número de leitos, em detrimento das estatísticas na área da saúde mental, que só crescem, afirma Ricardo Mendes, do SINDHOSP. No mundo A Organização Mundial de Saúde (OMS) elegeu a depressão para dar o seu recado no Dia Mundial da Saúde Mental. Sob a égide Depressão, uma crise global, a entidade inicia campanha de alerta para o fato de 350 milhões de pessoas no mundo todo sofrerem da doença. Segundo a OMS, a depressão é frequente e os governos devem se empenhar para ajudar as pessoas a aceitá-la e, principalmente, tratá-la. Estima-se que metade deste contingente não receba nenhum tratamento. Ainda segundo a OMS, 20 milhões de pessoas tentam se suicidar a cada ano, sendo que pelo menos um milhão morrem através desta prática. De cada dois suicídios consumados, um tem a depressão como causa direta, enquanto a percentagem chega a ser superior a 50% em relação às tentativas. A depressão é o resultado de complexas interações entre fatores sociais, psicológicos e biológicos. Há relações entre a depressão e a saúde física; assim, por exemplo, as doenças cardiovasculares também podem ser capazes de produzir depressão e vice-versa. Além disso, as circunstâncias estressantes, como pressões econômicas, desemprego, conflitos e desastres naturais, também podem contribuir para um quadro depressivo. De acordo com Shekhar Saxena, diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, metade das pessoas que sofre de depressão não a reconhece e, por isso, não busca tratamento e nem apoio psicossocial, que costumam ser tão importantes quanto os remédios. Em homenagem ao Dia Mundial da Saúde Mental, o site do SINDHOSP (www.sindhosp. com.br) publicou matéria extensa sobre o tema mostrando, inclusive, como funciona a assistência em saúde mental em países como Portugal, Estados Unidos, China e Austrália.

5 E n t r e v i s t a Boa gestão na saúde é determinante Com o objetivo de formar gestores profissionais com uma visão ampla na área de Administração de Empresas, o Curso de Especialização em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde (CEAHS) da Fundação Getúlio Vargas está completando 35 anos de existência. Considerado o curso de gestão em saúde mais tradicional do mercado, essa pós-graduação lato sensu é voltada para profissionais graduados há mais de três anos com interesse de expandir suas habilidades gerenciais e seus conhecimentos sobre o setor de saúde. A boa notícia é que o número de interessados vem crescendo e a concorrência do CEAHS também. Há três anos existiam apenas três cursos voltados para a Administração em Saúde em São Paulo. Em 2012 são 15. Para entender as mudanças ocorridas na área, bem como os desafios ainda existentes, o Jornal do SINDHOSP ouviu a coordenadora do curso, Libânia Alvarenga Paes. Jornal do SINDHOSP O achismo ainda é a base da tomada de decisões da maioria das empresas brasileiras, e não só do setor saúde. Como a sra vê essa prática e o que o CEAHS propõe para mudar isso? Libânia Paes Realmente, muitos gestores ainda agem de acordo com a sua intuição, sua percepção. Não que isso seja ruim, mas quando você age baseado em dados, informações, a probabilidade de errar é menor. O CEAHS tem disciplinas, como Gestão de Processos e Sistemas e Gestão da Informação, que objetivam fazer com que o futuro gestor aja apoiado em dados. Essa noção de gestão é importante porque 90% dos nossos alunos vêm da área técnica, como medicina, enfermagem, fisioterapia, entre outras. SINDHOSP Já é possível afirmar que a profissionalização na área de saúde deixou de ser uma vantagem competitiva ou diferencial da instituição para se tornar determinante básico? Libânia Paes Sim e isso aconteceu pelas necessidades do mercado. As empresas do setor começaram a enxergar a importância da profissionalização da gestão em saúde pelas mudanças ocorridas na economia e também porque a área tem suas particularidades. Um hospital, por exemplo, não fecha para balanço. Mantém suas atividades ininterruptamente. Com o advento do Plano Real e o fim da ciranda financeira, as operadoras de planos de saúde começaram a pressionar os prestadores de serviços para reduzirem custos. E hoje toda a cadeia de saúde é pressionada. No CEAHS, já vemos uma diversidade de profissionais vindos da indústria fabricante, de operadoras e não só dos prestadores, que antes eram maioria. As empresas hoje trabalham com foco em qualidade e custos e uma boa gestão é fundamental para o crescimento delas. Foto: Divulgação Libânia Paes SINDHOSP - Pela sua experiência, quais são os erros mais comuns que os prestadores de serviços de saúde cometem na gestão do seu capital humano? Libânia Paes Geralmente, o hospital pega o seu melhor enfermeiro e o transforma em chefe, em líder. Com isso, na maioria das vezes, acaba perdendo um excelente enfermeiro e ganhando um péssimo líder, um péssimo gestor. É preciso preparar o colaborador para esse novo desafio, pois na saúde não se formam profissionais técnicos com foco na gestão. SINDHOSP Realmente, os estabelecimentos de saúde sofrem com a baixa qualificação profissional. Como mudar essa realidade? Libânia Paes Ao gestor cabe incentivar a educação continuada e gerenciar. É preciso conhecer, medir. E treinar também. Afinal, o que é para a instituição ser um bom médico? Um bom enfermeiro? É errar menos? Qual a tolerância de erros da empresa? Os eventos adversos são notificados? Ou são empurrados para debaixo do tapete? Como o gestor avalia a produtividade das equipes? Como as gerencia? São questões que precisam estar bem claras para o gestor. Ele precisa saber o que quer e precisa medir. E, claro, conhecer o valor que deseja impor à empresa. SINDHOSP Tudo isso, claro, evidencia a importância dos indicadores e do benchmarking. Libânia Paes Exatamente. Eles são importantíssimos. É preciso comparar a empresa com os concorrentes. Os indicadores não devem servir para encher gavetas. Eles precisam ser usados no gerenciamento do dia a dia. O que vemos são muitas instituições em busca da acreditação e que, por exigência, estabelecem indicadores. Mas não os utilizam. Só irão se preocupar novamente com eles na época da recertificação, da auditoria, e perdem a oportunidade da previsibilidade, o que é possível, sim, ter na área da saúde. SINDHOSP - O CEAHS possui parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) há 40 anos. Hoje, muitos hospitais privados estão criando suas próprias escolas ou tentando estabelecer parcerias com universidades para capacitar seus colaboradores. Como a sra analisa esse movimento? Libânia Paes De forma muito positiva. Investir na profissionalização é fundamental. Em paralelo, temos oportunidades que começam a ser exploradas pelo mercado, como maior foco na assistência aos idosos. É preciso criar incentivos para a formação de profissionais nas áreas de maior necessidade. edição 331 5

6 Foto: Divulgação Bovespa C a p a Façam as suas apostas: a saúde As instalações da Bovespa Das 455 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) em 2012, mais de dez atuam no setor de saúde. Entre elas, estão grupos de varejo e laboratórios farmacêuticos, planos de saúde e odontológicos, empresas de diagnósticos. O bom desempenho no jogo de xadrez que é o mercado de capitais tem chamado a atenção de investidores e analistas de investimento, estes responsáveis por recomendar a compra ou venda de ações. Segundo Cristiane Pereira, diretora de Desenvolvimento de Empresas da Bovespa, o nicho movimenta R$ 183 milhões por dia em negociações, e o valor das organizações listadas está próximo de R$ 62 bilhões. Um sintoma deste interesse crescente foi o fato de a própria Bovespa receber, de forma inédita, representantes do mercado de saúde para debater as perspectivas do setor em seu auditório, nos dias 2 e 3 de outubro. A iniciativa foi em parceria com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). Na plateia, investidores e analistas interessados em conhecer o marco regulatório do segmento privado, e um pouco mais da história das empresas que já abriram ou que pretendem abrir capital. Durante o seminário, a Bovespa anunciou que estuda a criação de um índice de Serviços de Saúde, uma espécie de indicador de desempenho de determinado conjunto de ações. Hoje, existem diversos índices setoriais, que medem como andam os papéis negociados nas áreas de energia elétrica, indústria, financeira, consumo etc. No pool da saúde, entre os que já lançaram o seu IPO (Oferta Pública Inicial, da sigla em inglês Initial Public Offering), estão Fleury, Dasa, SulAmérica, Odontoprev, Brazil Pharma, Raia Drogasil, Qualicorp e a vedete do momento, Amil. Uma semana após o seminário realizado pela Bovespa, o empresário Edson Godoy Bueno, da Amil, anunciou em teleconferência a venda de 90% da empresa ao grupo UnitedHealth, a líder do mercado de seguradoras de planos de saúde dos Estados Unidos. A transação, histórica, representa uma mudança de paradigma para a saúde do país. Isso porque o negócio, que deve girar em torno de R$ 10 bilhões, inclui a venda dos 22 hospitais pertencentes à operadora. A legislação brasileira, por meio de seu texto constitucional, proíbe a entrada de capital estrangeiro nas empresas privadas que prestam assistência à saúde, incluindo aí os hospitais. A mesma regra, no entanto, não vale para planos de saúde, laboratórios farmacêuticos, farmácias e drogarias, empresas de medicina diagnóstica, entre outros. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, em 23 de outubro, a venda da Amil, aceitando o argumento da operadora, de que seus hospitais são próprios e utilizados como ferramenta de redução de custos. O debate sobre a proibição de abertura de capital é polêmico e já dura décadas. Afinal, por que hospitais e congêneres não podem contar com capital estrangeiro, enquanto a prática é permitida ao restante do mercado? Projetos de lei que buscam modificar a Constituição tramitam no Legislativo desde 1990 (leia mais à pagina 8). Para Leandro Fonseca, diretor-adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, os investidores estrangeiros são bem-vindos no país, inclusive para alavancar a atividade dos hospitais. Vejo a prática com bons olhos. Isso traz maior nível de governança às organizações e amplia a capacidade de expansão da rede. A limitação em relação aos hospitais é intrigante. Por que uma operadora que possui hospital pode abrir capital, e um hospital não?, questionou, durante participação em evento na Bovespa. Imune à polêmica, a Saúde na Bolsa só cresce, assim como a exploração deste negócio no Brasil. O cenário, apesar de seus gargalos já conhecidos, é promissor na visão dos investidores. Segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 10 milhões de pessoas ingressaram para a classe C nos últimos dois anos. Isso significa que boa parte deste contingente possui agora a tão almejada carteirinha do plano de saúde. Para Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), a demanda está em alta e o setor privado será o grande responsável pela expansão do acesso. No Brasil, 53% de todo o gasto com saúde já diz respeito ao setor privado. E, apesar de os gastos públicos terem sofrido aumento, quem vai suprir esta demanda seremos nós. Aos que duvidam deste crescimento, a compra da Amil pela UnitedHealth é sintomática. Os olhos dos investidores estrangeiros brilham ao se voltarem para o Brasil. Ao comparar as líderes de mercado aqui e acolá, dá para se ter uma dimensão do tamanho da cobiça alheia: a líder de mercado Amil soma uma carteira de 5,8 milhões de usuários, possui cinco mil funcionários e faturou R$ 9,27 bilhões em Já a United possui nada menos que 78 milhões de beneficiários, emprega 99 mil funcionários e faturou o equivalente a R$ 205 bilhões no mesmo período. Almeja se agigantar ainda mais em terras brasileiras, segundo anunciou seu presidente, Stephen J. Hemsley, na ocasião do anúncio da compra. Para nós, o potencial parece ser o mesmo que o mercado dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás ou mais, afirmou. Dentre as 140 aquisições já feitas pelo grupo norte-americano, o negócio da Amil é a maior já realizada fora dos Estados Unidos e a segunda mundialmente, só perdendo para a compra da californiana PacifiCare, por US$ 9 bilhões, em Tamanho potencial de mercado, seguindo a tendência de consolidação, se repete em outros segmentos, como o odontológico. No Brasil, apenas 9% da população possui planos deste tipo. Nos Estados Unidos, 60%. José Roberto Pacheco, diretor de Controladoria e Relações com Investidores da Odontoprev, prevê um crescimento acima da média para os próximos anos, levando em conta o aumento do acesso e a baixa sinistralidade da modalidade. Para se ter uma ideia, a média da sinistralidade da SulAmérica, um dos maiores grupos de operadoras de planos de saúde do país, é de 84,6%. Na Odontoprev, este índice cai para 48,2% (em 2011). Para Pacheco, também por este motivo, os planos odontológicos têm vivido crescimento acima do registrado no mercado de planos convencionais. A abertura do IPO da empresa, em 2006, ajudou na consolidação e abriu a temporada de aquisições. Temos acionistas de 34 países, promovemos redução de despesas administrativas, distribuímos dividendos mensalmente e registramos retorno de 466% desde então, enumerou. A curva ascendente tem sido a lógica para quem entra na bolsa. O case do grupo Fleury é outro dos que emblema a tendência. Apesar de ser um prestador de serviços em saúde, a lei não lhe proíbe a abertura de capital por atuar no segmento de diagnósticos. Seu IPO se deu em 2009, após intenso trabalho de profissionali- 6

7 está no jogo zação da gestão, implementação de práticas de governança corporativa e cumprimento rígido das metas estipuladas em seu planejamento estratégico. Somos uma empresa de serviços médicos, mas contamos com o mercado de capitais para ampliar nossa visão e atuação, afirmou João Patah, diretor de Relações com Investidores do Fleury, em evento na Bovespa. Após a abertura de capital, a empresa fez diversas aquisições país afora, como a compra dos laboratórios Lab s D Or e mais recentemente da Papaiz (de diagnóstico em odontologia), em parceria com a Odontoprev. Em 2011, ainda lançou uma nova marca, a a+ Medicina Diagnóstica, de olho nas classes B e C. Segundo Patah, o volume médio negociado nos últimos seis meses, na Bovespa, foi de R$ 5 milhões. O setor farmacêutico brasileiro também se vale do capital estrangeiro para crescer. Não são apenas os grandes laboratórios que estão na bolsa. Entraram para o jogo, nos últimos anos, também as redes de varejo. Elas ganharam escala em suas vendas, impulsionadas mais uma vez pelo aumento de renda da população, que consome mais remédios. Hoje, um cenário considerado impensável há alguns anos tornou-se rotina nas farmácias: o consumidor pega uma senha de atendimento, e se senta em uma das inúmeras cadeiras, dispostas em frente ao balcão de medicamentos, para aguardar a sua vez. Aumentou muito o tempo de dispensação e o número de pessoas nas farmácias, reconhece Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Os dados confirmam: em 2011 o varejo cresceu 19%, atingindo R$ 38 bilhões em vendas. Para os próximos cinco anos, o mercado deve atingir R$ 87 bilhões, o que representará cerca de 135 bilhões de unidades de doses vendidas (foram 90 bi em 2011). Sydney Clark, vice-presidente na América Latina da IMS Health, aposta não só no aumento de renda dos pacientes, mas também no crescimento do programa Farmácia Popular que impulsionou o segmento farmacêutico com crescimento de 92% no período de um ano e a inclusão de um novo serviço, já em estudo na ANS: a assistência farmacêutica via plano de saúde. Negócio de gente grande Não fosse pelo fato de ser proibido por lei um hospital abrir seu capital, muitos deles já o teriam feito. Afinal, transformar-se numa empresa de capital aberto implica em vender ações e converter papéis em dinheiro. Muito dinheiro. A título de comparação, a média de captação de recursos em Bolsa no Brasil, em 2011, foi de R$ 400 milhões por IPO. Isso quer dizer que uma só empresa, numa tacada, consegue captar uma considerável soma em investimentos. Em contrapartida, os empréstimos totais concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas que atuam no setor de saúde não chegaram a R 1,5 bilhão, no mesmo período. No entanto, para alcançar o sonho de chegar à bolsa de valores, o caminho pode ser longo. Permanecer no mercado financeiro de maneira sustentável também não é tarefa fácil. Dos hospitais existentes no país, são privados, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), de No entanto, apenas uma pequena parte deste universo teria capacidade para se adequar às rígidas regras do mercado financeiro. Isso porque as exigências para ser aceito numa Bovespa da vida, por exemplo, são inúmeras. É preciso que a organização, em primeiro lugar, invista em processos de gestão baseados em governança corporativa. Também que divulgue seus balanços para o mercado de forma pública e irrestrita, trimestralmente. Uma auditoria, independente, tem de ser contratada constantemente para validar as informações prestadas. Também a criação de um departamento de Relações com Investidores é fundamental para manter vínculos com os analistas, que atuam junto às corretoras na avaliação de compra ou venda de ações. Sem este relacionamento, uma empresa que abre IPO na bolsa está fadada ao fracasso, segundo Lucy Souza, da Apimec. Para Arthur Farme d Amoed Neto, diretor de Relações com Investidores da SulAmérica, a visão dos analistas em relação ao mercado de saúde mudou para melhor. As seguradoras, por exemplo, eram vistas como um subproduto dos bancos. Mas isso mudou. Somos um segmento em aquecimento, num país emergente. Os olhos se voltaram para nós. Entre os hospitais, há pelo menos dois grandes grupos brasileiros que ensaiam sua estreia no mercado de capitais. Rede D Or e Grupo Vita encontraram maneiras de aportar capital sem necessariamente vender ações em bolsa. Em 2010, a rede do empresário Jorge Moll recebeu empréstimo de R$ 55 milhões do International Finance Corporation (IFC), braço direito do Banco Mundial para o setor privado. A verba foi o impulso para uma parceria com o BTG Pactual, mediante acordo para subscrição de debêntures conversíveis em ações da rede. A principal diferença entre debênture e ação é que quem adquire uma debênture vira credor da empresa. Foto: Divulgação O seminário lotou o auditório da Bovespa Já quem compra ações vira acionista da mesma, ou seja, sócia com direito a participação nos lucros. A manobra tem se transformado num instrumento para investidores internacionais se associarem a hospitais e clínicas no país. Algo semelhante, mediante a criação de um fundo de private equity, foi realizado para o aporte financeiro do Grupo Vita. A aposta dos investidores, da própria Bovespa, e principalmente dos hospitais, é que a lei que proíbe a entrada de capital estrangeiro no Brasil caia por terra. Em recente parecer favorável ao projeto de lei que propõe a mudança, o senador Valdir Raupp argumenta: Embora a Constituição Federal de 1988 reflita, em seus dispositivos relativos ao ordenamento econômico e social, as ambiguidades e contradições do quadro político anterior à queda do Muro de Berlim, houve um processo de liberalização nas normas constitucionais que ainda não chegou ao setor de saúde. O senador admite que, logo após a promulgação da Constituição, diversas reformas foram promovidas, a fim de abrir a economia ao capital estrangeiro (mesmo que com limites de participação) ou de permitir que a iniciativa privada atuasse em inúmeros segmentos. Foi o caso da navegação, da exploração dos recursos naturais, da energia elétrica, do refino de petróleo, do sistema financeiro, da área de comunicação, entre outros. Não há como justificar que o setor saúde tenha especificidades nessa questão frente a outros segmentos da economia. Não é crível que o empresariado brasileiro do setor saúde seja mais ou menos ganancioso na sua ânsia por lucro do que o estrangeiro. Trata-se apenas de reserva de mercado que, se por um lado beneficia de forma imediata o empresário nacional pertencente ao setor de saúde, por outro, prejudica o usuário brasileiro, por diminuir a concorrência no setor e o aporte de novos recursos financeiros. edição 331 7

8 C a p a Saúde precisa de investidores para voltar a crescer A compra da Amil pela americana UnitedHealth Group reabriu o debate sobre a participação de empresas de capital estrangeiro no setor de saúde brasileiro. A Constituição Federal de 1988, no entanto, veda a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde, mais especificamente nos serviços de saúde, incluindo hospitais, home care ou empresas de remoção, salvo na existência de lei específica. Neste caso, é a lei 9.656/98, que permite a participação de capital estrangeiro nas operadoras de planos de saúde, mas não cita os hospitais. Além da Constituição, o setor de assistência à saúde ainda é regido pela Lei Orgânica da Saúde, lei nº 8.080, de 19/9/1990, que também veda a participação de investidores estrangeiros, mas permite doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU), de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos. Porém, diante do cenário atual em que o Sistema Único de Saúde (SUS) não consegue satisfazer plenamente o direito à saúde, e as operadoras de planos de saúde estão investindo, cada vez mais, em redes próprias e conseguindo investidores para isso, os hospitais independentes vêm enfrentando dificuldades para se manter no mercado. Esta é a visão do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor do Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 259/2009, que propõe alterar o artigo 23 da lei 8.080/90 para permitir a participação de empresas e de capital estrangeiro na assistência à saúde. O PLS 259 estabelece restrições quanto ao investimento estrangeiro aos hospitais, com prevalência de serviços de cirurgia vascular, terapia ou propedêutica hemodinâmica, quimioterapia, radioterapia, hemodiálise e transplantes, bem como bancos de órgãos, tecidos e partes do corpo humano por serem estratégicos e de interesse nacional, devendo apenas ser operacionalizados pelo SUS ou empresa brasileira. A justificativa de Ribeiro para o projeto é que a entrada de recursos contribuirá para que os preços da assistência à saúde tornem-se menos onerosos à população, ao governo e aos planos privados. O PLS está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos Dante Montagnana, do SINDHOSP (CAE) e o parecer do seu relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), diz que não há vestígio de inconstitucionalidade Fotos: Divulgação na proposta. Ademais, o parlamentar afirma que a saúde brasileira se ressente da falta de recursos e investimento, no setor público e também no privado. Nesse cenário, não acreditamos que valha realmente a pena dispensar os investimentos estrangeiros em prol de um pretenso nacionalismo, afirma Raupp. O presidente da Frente Parlamentar de Saúde (FPS), deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), concorda com o relator, alegando ser um atraso tal protecionismo. O mundo globalizado tem feito com que os investidores busquem mercados onde seus capitais possam ser mais bem remunerados. Nesse sentido, a abertura de capital contribui para o fortalecimento do mercado de saúde. Perondi acredita que a abertura de capital para as demais áreas da saúde pode representar um avanço significativo, em um ambiente onde a regulação mostra-se avançada e consolidada, como é o caso do Brasil, promovendo o crescimento do mercado cada vez mais a cada ano. Para ele, os efeitos na saúde suplementar seriam positivos. O investimento estrangeiro contribuiria para a melhoria dos hospitais, clínicas e laboratórios. Isso poderia ser verificado no acesso a novas tecnologias, melhora no acesso a diagnósticos, além da troca de experiências em mercados maiores, o que poderia significar melhora na gestão com efeitos altamente positivos, com reflexos inclusive na saúde pública. O presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcisio Perondi Enrico De Vettori, da Deloitte de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, concorda com o deputado e diz que esta realidade vivenciada pelo mercado suplementar de saúde brasileiro dificulta a modernização, expansão e fortalecimento dos hospitais brasileiros independentes. Também torna desiguais as possibilidades de competição com os hospitais das operadoras de planos de saúde verticalizadas, que podem contar com o capital estrangeiro. Acredito que a aprovação do PLS 259/09 seria extremamente importante e saudável para o sistema de saúde, uma vez que os hospitais privados independentes teriam acesso a recursos para investimento e modernização não disponíveis atualmente, proporcionando uma competição mais justa para o setor. Assim também pensa o diretor-presidente da Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Humberto Gomes de Melo. Entendo que deva ser dado às empresas de assistência à saúde os mesmos direitos dados às operadoras e às empresas de medicina diagnóstica, inclusive para que tenham as mesmas condições de concorrência e transparência, com maiores possibilidades de aquisição de recursos para investimentos. Todo o setor saúde deveria ter a possibilidade de ter investimentos e atrair recursos estrangeiros para crescer, melhorar a assistência aos usuários, contratar mais e poder qualificar essa mão de obra. Esta é a opinião do presidente do SINDHOSP, Dante Montagnana. O setor precisa investir em capacitação e treinamento e não tem condições econômicas. Acredito que abrindo o capital para investimentos estrangeiros o cenário da saúde só tem a melhorar. O SINDHOSP sempre apoiou a abertura de capital para investimentos e recursos estrangeiros. Há oito anos, foi feita uma proposta de projeto de lei, nos moldes do PLS 259/09, pedindo alteração na lei vigente e estenden- 8

9 do a todos os segmentos da saúde a possibilidade de receber investimentos estrangeiros, proposta que foi encaminhada ao Congresso Nacional. Negócio de risco O Brasil hoje é considerado atraente aos investidores estrangeiros, por ter um câmbio estável e uma economia confiável. Mas conseguir financiamento no país para o mercado de saúde, principalmente para o setor de assistência à saúde, não é fácil. O sócio da área de Life Science e Healthcare da Deloitte, Enrico De Vettori, explica que o investimento no mercado de hospitais pode ser um negócio de risco, daí a dificuldade de se conseguir recursos advindos de financiamentos. No Brasil, tem-se o custo de capital muito elevado para os hospitais independentes. Eles brigam com os hospitais de rede, que têm o poder de barganha e têm acesso ao capital estrangeiro. Isso é uma grande distorção que precisa ser corrigida, pois representa uma fragilidade no negócio. De Vettori diz que se os hospitais independentes e congêneres não tiverem acesso a capital não terão como ofertar aos seus usuários tecnologia de ponta, rede estável e consolidada, com capilaridade, porque dificilmente terão outra forma de captar recursos. Mesmo querendo e tendo uma posição forte no mercado, os hospitais e clínicas independentes não conseguem nem tomar empréstimos, por não terem como ofertar garantias. À medida que abrirmos o mercado teremos subida nos ativos, mais gente querendo comprar esses serviços e atrairemos mais investimentos. Ele ainda faz um prognóstico nada animador para o setor sem o investimento internacional. Infelizmente, temos um histórico muito negativo no sentido de linhas de crédito. Até mesmo no aspecto de desoneração, é um setor muito onerado tributariamente. Os empresários e as associações estão se unindo para encontrar apoio na política pública, mas nada que seja uma O deputado federal, Eleuses Paiva Humberto Gomes de Melo, presidente da Fenaess grande mudança que cause impacto. A não ser abrir o capital para empresas estrangeiras, a curto e médio prazos, não vislumbro nada para o setor, afirmou De Vettori. Mesmo com todos esses argumentos, há quem não veja com bons olhos a abertura de capital estrangeiro para a saúde. O deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP) não concorda e teme um estrangeirismo do setor. Sabemos que a deficiência está no SUS e da importância da saúde privada para a população. É um setor estratégico, social e que não deve ser aberto aos estrangeiros dessa forma. É um risco. Não podemos ter a saúde dos brasileiros nas mãos de grandes grupos estrangeiros. O deputado também não concorda com a abertura ao capital estrangeiro para operadoras e empresas de medicina diagnóstica e apresentou um novo projeto de lei (PL 4.542/12) para regular a aquisição desses tipos de empresas por estrangeiro ou pessoa jurídica estrangeira. Esses grupos internacionais não podem ficar adquirindo mais que 50% das empresas de saúde do Brasil. Poderíamos ficar nas mãos deles e isso seria ruim para o mercado. Teríamos que aceitar os preços por eles impostos, o que iria encarecer demais a saúde para os cerca de 20% da população que hoje buscam atendimento na saúde suplementar. O SUS não teria como atender toda essa demanda, justifica o deputado. O sócio da Deloitte não vê a possibilidade de investimentos internacionais na saúde como algo que prejudique o setor. Para ele, isso representa progresso e evolução na forma de gestão e mudança no modelo de governança. Segundo De Vettori, o ingresso de capital estrangeiro no mercado brasileiro de saúde suplementar vai obrigar as companhias locais a elevarem o patamar dos serviços prestados e promover também uma nova escala na concorrência no Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, também acredita que a injeção de recursos internacionais só trará impactos positivos para a saúde suplementar como um todo. Não há impacto ruim. É uma questão de justiça com os hospitais independentes, e o setor como um todo, com capital, terá crescimento. Não vejo como uma privatização da saúde e acho o Estado fundamental para a saúde da população e para o sustento do setor, mas há espaço para todos. Vários países estão se valendo disso. Mas para entrar no mercado de capitais, uma empresa precisa estar alinhada a uma série de exigências, comuns às bolsas de valores, como integrar programas internacionais de qualidade ou fazer parte de relatórios de gestão. Estaria o mercado de saúde, em especial o dos hospitais e clínicas, suficientemente maduro para isso? Neste ponto a opinião dos especialistas se diverge. Para o presidente da Anahp, as instituições hospitalares privadas de excelência já estão alinhadas a essas exigências, como adesão à governança corporativa, modelo de gestão O presidente da Abramge, Arlindo de Almeida que preza a equidade, transparência e accountability (prestação de contas). Já para a superintendente jurídica do SINDHOSP, Eriete Teixeira, ainda é preciso uma profissionalização grande do setor. Quem investir aqui no Brasil vai querer retorno. Teremos que ter uma modificação profunda na forma de desenvolver o trabalho no setor. As empresas na saúde ainda são muito familiares, voltadas para um público interno. Teremos que ter mudança de postura, ressaltou Eriete. O sócio da Deloitte concorda com a advogada. Para ele, o segmento não está maduro, mas é possível uma adequação. Pela necessidade, as empresas vão correr atrás disso até para dar garantia aos investidores. É preciso uma cultura de aversão a riscos e políticas de qualidade. Não vejo isso com preocupação e acredito que podemos alcançar esta evolução. edição 331 9

10 N o t í c i a s Outubro é marcado por protestos Médicos de todo o Brasil suspenderam a prestação de serviços aos planos de saúde por até 15 dias no mês de outubro entre os dias 10 e 25. Para marcar a mobilização nacional, os profissionais realizaram atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) nos Estados e paralisaram, em sua maioria, o atendimento eletivo aos usuários de planos de operadoras que não estão negociando com os profissionais de medicina. Os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos durante o movimento. O protesto ganhou forte adesão nacional, com manifestações em todos os Estados. Em nove deles (Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia), a suspensão do atendimento atingiu todas as empresas de saúde suplementar. Em outros 12 Estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins), a mobilização afetou consultas e procedimentos a planos selecionados localmente. Outras seis unidades da federação (Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná e Roraima) decidiram apoiar a manifestação com atos públicos, mas sem paralisação. Essa foi a quarta paralisação de atendimento aos planos no intervalo de um ano e meio. A quantidade de dias parados e os planos de saúde que foram alvo do movimento foram decididos por cada Estado. Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, a saúde suplementar brasileira vive um momento de falta de credibilidade. Ele citou a pesquisa Datafolha/Associação Paulista de Medicina (APM), divulgada em agosto, em que 15% dos entrevistados (1,5 milhão de pessoas) afirmaram ter recorrido ao Sistema Único de Saúde (SUS), em média, 2,6 vezes e 9% (950 mil usuários) ao atendimento particular, em média, duas vezes, nos últimos 24 meses. Há grande insatisfação de usuários do sistema, assim como de médicos. Não é possível manter qualidade nos serviços com o atual aviltamento dos honorários. O movimento médico brasileiro tem Foto: Divulgação buscado incessantemente o diálogo com as empresas da área de saúde suplementar, mas os avanços ainda são insatisfatórios. O que está em jogo é o exercício profissional de 170 mil médicos e a assistência a quase 48 milhões de pacientes, completou Aloísio Tibiriçá Miranda, 2º vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu). Diversas entidades representativas dos médicos, cirurgiões-dentistas, consumidores e hospitais e demais sociedades de prestadores de serviços da saúde assinaram uma nota pública sobre o atual cenário preocupante da saúde suplementar. O SINDHOSP também assinou o documento, pois, para o seu presidente, Dante Montagnana, o relacionamento comercial entre operadoras e prestadores de serviços é ruim e a reivindicação dos médicos é a Essa foi a quarta paralisação de atendimento aos planos em um ano e meio mesma feita pelos hospitais, clínicas e laboratórios. Ainda vivenciamos essa visão dúbia no setor: a operadora procurando o menor custo e o estabelecimento de saúde buscando o valor justo pelo que realiza, afirmou Montagnana. Dia do médico No dia 18 de outubro data em que se comemora o Dia do Médico - as entidades médicas nacionais entregaram uma carta ao Ministério da Saúde, chamando a atenção para os obstáculos que comprometem a assistência oferecida aos 190 milhões de brasileiros. O documento, assinado pelos presidentes da AMB, CFM e Federação Nacional dos Médicos (Fenam), enumera ainda uma série de soluções possíveis para os principais percalços do setor. Dentre os desafios enfrentados na saúde pública, os médicos destacam na carta ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a falta de financiamento e de infraestrutura adequada. Também pedem a valorização do trabalho no setor, com a adoção de parâmetros nacionais de cargos, carreiras e vencimentos para os médicos e outros profissionais. Na saúde suplementar, denunciam a prevalência dos interesses econômicos das empresas em detrimento à qualidade dos serviços oferecidos pelos planos de saúde. Cobram ainda resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio de normativa, à proposta de contratualização, encaminhada pelas entidades médicas em abril de O movimento em SP Os médicos do Estado de São Paulo suspenderam o atendimento eletivo a dez operadoras de saúde, entre os dias 10 e 18 de outubro. Somente os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos. Foram suspensos os atendimentos aos usuários dos planos Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Transmontano e Universal. Nos dias 10 e 18 (Dia do Médico), a suspensão dos serviços atingiu todas as especialidades médicas destes dez planos que ainda não tinham negociado com os profissionais de medicina, segundo a APM. De 11 a 17 de outubro, o atendimento eletivo foi suspenso em rodízio de especialidades. As urgências e emergências também foram mantidas neste período. A pauta de reivindicações do movimento médico paulista inclui consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses conforme a fórmula [(IGPM + INPC + IPCA) / 3 x 0,3] + (índice ANS x 0,7), detalhamento nos contratos dos critérios para o descredenciamento do médico e o fim da interferência na relação médico-paciente. 10

11 N o t í c i a s PLs preocupam empresas A Comissão de Recursos Humanos (RH) do SINDHOSP reuniu-se no dia 17 de outubro, no auditório do Sindicato, em sua sede, para tratar da legislação trabalhista e dos temas que afetam o cotidiano dos profissionais de RH das empresas de saúde. Entre os vários assuntos pertinentes à área, destaque para os mais de mil projetos de lei (PL) que tramitam no Congresso Nacional e afetam diretamente o setor saúde. Segundo Nelson Alvarez, coordenador da Comissão de RH e consultor de Gestão Empresarial, os movimentos no setor saúde demoraram a engrenar, mas, agora, vieram com força no Legislativo nacional. Precisamos estar atentos e nos mobilizar para uma ação conjunta, só assim teremos força para enfrentar o que vem pela frente, alertou. De acordo com Alvarez, entre os projetos que mais podem trazer prejuízos financeiros às empresas de saúde estão os PLS 2.295/00, que estabelece jornada máxima de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e o PL 4.924/09, que fixa o piso salarial dos enfermeiros em R$ 4.680, dos técnicos em R$ e para os auxiliares de enfermagem em R$ A advogada do departamento Jurídico do SINDHOSP, Cristina Polachini, esclareceu que o PL 2.295/00, que ia ser votado no plenário em junho, foi retirado da pauta a pedido da presidente Dilma Rousseff, que atendeu às solicitações das entidades de saúde que alertaram sobre o impacto que a aprovação de tal medida traria para o setor. Na reunião realizada em setembro, as entidades patronais apresentaram uma proposta para que os estabelecimentos façam a adequação da carga horária gradativamente e em até 15 anos esteja vigorando a carga de 30 horas semanais à categoria de enfermeiros. Porém, as entidades representantes dos empregados rejeitaram. Diante desta situação, precisamos nos unir e apelar aos parlamentares, buscar uma solução conjunta e fazer uma composição para que entendam o impacto que a aprovação deste projeto trará à saúde, explicou Polachini O PL 4.924/04 tramita em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), aguardando o parecer do relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB- -SP). Alvarez ressaltou a necessidade de levar aos gestores de quanto será o impacto nos custos das empresas de saúde com a aprovação do projeto. É preciso fazer as contas e o RH não pode só reagir; tem que ser proativo e apresentar o real cenário do mercado. Outros PLs também merecem atenção. É o caso do PL 4.451/12 que torna facultativa a antecipação do pagamento de férias; PL 4.460/12 - aumenta a remuneração do trabalho noturno; PL 4.461/12 - inclui prerrogativas aos sindicatos; PL 4.462/12 altera o prazo de proibição de despedida arbitrária de empregados membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa); PL 4.440/12 que pretende disciplinar o que é relativo às horas de sobreaviso; PLS 3.995/12 classifica como insalubres e penosas as atividades dos empregados em serviços de limpeza, asseio, conservação e coleta de lixo; PL 3.771/12 estabelece Foto: Divulgação diretrizes para o reajuste do salário mínimo a partir da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE e da taxa de crescimento real positiva do PIB per capita; PLS 281/11 que visa estimular as empresas a custear plano de saúde para seus empregados; e PLS 198/12 - estabelece isenção da contribuição previdenciária ao trabalhador que receber aviso prévio indenizado. Encerrando o encontro, o coordenador da Comissão apresentou a pesquisa efetuada pela Cia Talento sobre a empresa Nelson Alvarez, coordenador da Comissão de RH dos sonhos para jovens e para executivos, que mostrou que somente bons salário e benefícios não retêm profissionais. Para Alvarez, principalmente os jovens não querem a estagnação. Eles almejam ter suas próprias empresas e buscam quem investe em suas carreiras e propõem um desenvolvimento profissional. É uma grande mudança no mercado de trabalho e temos que mudar a nossa visão para ter mão de obra qualificada e reter esses talentos. A próxima reunião da Comissão de RH será dia 5 de dezembro. Fleury entra no mercado de diagnóstico odontológico O Fleury e o grupo de assistência odontológica Odontoprev anunciaram em outubro acordo para a compra em conjunto da paulista Papaiz Diagnósticos por Imagem, especializada em radiologia odontológica. Com oito unidades na região metropolitana de São Paulo, a receita bruta da empresa, entre 2006 e 2011, teve crescimento médio anual de 20%, segundo o Fleury. O valor da aquisição é de cerca de R$ 18,4 milhões, com dívida líquida de R$ 260 mil sendo descontada do preço total. O Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados (CPMA) ficará com 51% da Papaiz e a Clínica Dentária Especializada Cura D ars (Clidec), controlada pela Odontoprev, terá o restante. A aquisição precisava, até o fechamento desta edição, ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída, quando então R$ 14,8 milhões do preço total da operação serão pagos. edição

12 N o t í c i a s ANS lança Agenda Regulatória 2013/2014 As diretrizes gerais da Agenda Regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o biênio 2013/2014 foram apresentadas em meados de outubro. Sete eixos temáticos compõem o documento: Sustentabilidade do setor; Garantia de acesso e qualidade assistencial; Relacionamento entre operadoras e prestadores; Incentivo à concorrência; Garantia de acesso à informação; Integração da Saúde Suplementar com o SUS e Governança regulatória. Segundo o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral, mais de 95% da Agenda Regulatória proposta para os anos de 2011/2012 foram cumpridos. O que ainda está pendente foi incorporado à Agenda do próximo biênio. Um dos próximos eixos que será adotado pela ANS é a sustentabilidade. Bruno Sobral defendeu que esse sempre foi o objetivo da Agência: ter um setor em que se produz saúde, mas com saúde financeira das empresas, dos profissionais, dos hospitais, dos médicos, de toda a cadeia produtiva. Manter esse equilíbrio financeiro e Bruno Sobral, da ANS nança interna, que é fundamental para a ANS dar conta de seus desafios. A próxima Agenda tem menos Eixos, mas tem mais itens. Há um componente importante, que é um item de compromisso interno de melhoria da capacidade da Agência de lidar com o setor. E gerar saúde, que é o principal, são os objetivos da Agência e, nesse sentido, não podemos jamais abandonar esse eixo de sustentabilidade. Em entrevista ao boletim P&P Saúde Suplementar, Bruno Sobral disse que a próxima Agenda Regulatória traz um compromisso de gover- acredito que esse é um dos grandes avanços dessa Agenda: estamos nos comprometendo a melhorar nosso processo de trabalho, melhorar nossa capacidade de regulação, toda nossa área de gestão interna, para que possamos, de fato, atender aos anseios da sociedade. CEAHS. A PÓS EM ADMINISTRAÇÃO DA GV PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE Curso acreditado como MBA de nível internacional pela AMBA - Association of MBAs CEAHS FGV-EAESP A evolução da sua carreira O CEAHS - Curso de Especialização em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde possui mais de 35 anos de tradição na formação de gestores que se destacam no mercado. Com ele, você se prepara para gerenciar hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde. Faça parte deste networking. Acesse o site: e inscreva-se. A qualidade de ensino da FGV-EAESP é acreditada por três entidades internacionais especializadas no assunto. 12

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