CANGACEIRAS: REBELDIA, ROMANTISMO E LIBERDADE

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CANGACEIRAS: REBELDIA, ROMANTISMO E LIBERDADE"

Transcrição

1 Centro universitário de Brasília-UniCeub Faculdade de Educação-FACE Departamento de História monografia Professora: Helen Ulhôa Pimentel CANGACEIRAS: REBELDIA, ROMANTISMO E LIBERDADE Flávia Santana dos Santos Brasília 2005

2 AGRADECIMENTOS Meus agradecimentos a minha professora e orientadora Helen pelos momentos, de incerteza e angustias, divididos. A Ludimila e Joelma, mulheres guerreiras e fonte de inspiração. Ao Francisco, meu amigo, amante e companheiro de renascimentos. E a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para as minhas descobertas. 2

3 Aos meus mais intensos momentos, passados e futuros. Aos meus renascimentos, sorrisos e lágrimas. A minha mãe, quem primeiro me deu a possibilidade do ser ou do vir a ser. Aos versos escritos, os poemas vividos, as músicas ouvidas, aos livros lidos ou deixados sobre a estante, aos encantos e desencantos das descobertas e a perspectiva de transgressão. 3

4 Sumário Apresentação...5 Introdução...6 Capítulo I: Visão d elas História d eles 1.1 Perspectiva histórica Da historiografia Historia delas vistas por elas...17 Capítulo II: Cultura Popular 1.1 Romeu e Julieta: amor em tempo de cangaço Mulheres Cantadas e contadas no Cordel...26 Capítulo III: Encontro Marcado. 1.1 Cangaceiros:mulheres divinas, convite a transgressão Visão dos volantes Considerações finais Cangaceiras :Rebeldia,Romantismo e Liberdade...40 Fontes...44 Bibliografia...45 Filmografia Anexo

5 5

6 INTRODUÇÃO Esta pesquisa histórica procura enveredar-se, pelos discursos que marcaram e marcam a entrada da mulher no cangaço. É uma análise das formas como as mulheres cangaceiras são descritas ao longo da história, seja por elas mesmas que com o cangaço, consciente ou inconsciente terão suas trajetórias marcadas pela transgressão; ou mesmo pelos Volantes representantes do Estado; os próprios sertanejos do qual elas são parte integrante, como também dos cangaceiros que com sua inserção terão uma transgressão no seu imaginário, Imaginário este que parafraseando Tânia Navarro Swain estabelecem estereótipos e paradigmas absolvidos e normatizados socialmente. Terá sido à entrada das mulheres uma revolução para o cangaço? As mulheres marcam realmente a decadência do cangaço, como foi percebido por alguns, desvirilizando simbolicamente os homens? Essas questões, que fazem parte do universo de pesquisa de poucos estudiosos, compõem o campo da pesquisa hora exposta, buscando entender como essas questões foram embasadas por diferentes grupos em diferentes momentos históricos. A paixão segundo Maria Bonita e Lampião, criada, pensada e vivida por indivíduos como um sonho ou como um mito, é assumida por uma coletividade que não só veicula o mito, mas apropria-se do mesmo. Essa apropriação permanece como uma invenção coletiva, compartilhada pela comunidade sertaneja e até certo ponto pela sociedade brasileira (Lins: 1997;40). Essa perspectiva pode ser observada nos depoimentos dessas mulheres, como de seus familiares, em jornais do período e livros escritos posteriormente pelas próprias cangaceiras. Percebe-se, em face desse material, uma tentativa de homogeneização do comportamento das mulheres nordestinas e mais especificamente das cangaceiras. 6

7 Logo, como comenta Tânia Navarro Swain, na trama do social, criam-se as noções de evidente, natural, universal, bloqueando inclusive a possibilidade de se pensar o heterogêneo. O outro só pode ser percebido enquanto cópia imperfeita, no domínio da identidade coletiva. O heterogêneo é relegado ao imaginário-fantástico, oriundo de costumes, modos de vida, de estruturas coletivas de pensamentos que simplesmente não serão os seus (1994; 50). A entrada das mulheres no cangaço veio transgredir essa estrutura, marcando um novo momento vivenciado por homens e mulheres e pelo próprio grupo de Lampião. É também o marco para uma nova organização do cangaço. Elas rompem com os papeis estabelecidos para elas e ingressam em um mundo cercado, limitado e dominado pelo universo masculino. Neste trabalho, utilizo-me da perspectiva de gênero. Esta concebe as relações entre os sexos não como um dado natural, mas uma relação social construída e incessantemente remodelada, que reverbera nos moldes das representações sociais em que fomos construídas, ensinadas, preparadas para repetir e reinstituir uma realidade solidificada em cânones interpretativos. Nesta análise, a mulher é vista não como um objeto, e sim o seu lugar, a sua condição, os seus papeis, os seus poderes, as suas formas de ação, o seu silêncio e as suas palavras. Aborda-se, nesta pesquisa, o universo feminino no imaginário do cangaço, considerando as representações produzidas, as revoluções praticadas e os sonhos vividos, sem relegar a figura das mulheres a um segundo plano ou a condição de objeto de estudo. Para tanto é utilizado, além da perspectiva de gênero, a metodologia da Análise de Discurso. Esta interroga a lingüística, pela historicidade que ela deixa de lado, questiona o materialismo relacionado ao inconsciente sem ser absorvida por ele, nos apontando uma nova forma de fazer história, além de um binarismo simplificador. 7

8 É uma análise feminista na medida em que procura se situar numa perspectiva igualitária e aberta a diferentes interpretações. Os feminismos tem sido uma das perspectivas responsáveis pela crítica das ciências, das verdades e valores instituídos e transformados em leis, é obra desconstrutoras de realidades criadas e cristalizadas. Esta corrente trabalha para a construção de uma história plural destruidora das evidências e instauradora das diferenças. Uma história atenta às descontinuidades e voltada para as construções dos saberes. Vagamente ouvimos falar do cangaço e mais vago ainda da importância das mulheres que dele participaram. mulheres? Comumente as vemos como mulheres de cangaceiros, mas quem foram essas Foram elas heroínas ou meninas moças sem juízo atraídas por um guerreiro fabricado pela fantasia popular, como comumente são descritas na literatura e analises de estudiosos? Quem são os detentores do discurso corrente a respeito do cangaço e, mais especificamente da entrada de mulheres neste universo? Quais as justificativas para a constituição e permanência dos discursos a que temos acesso? Nota-se ao estudar o movimento do cangaço uma exclusão da mulher da bibliografia geral sobre o mesmo, o feminino está presente somente nas entrelinhas, como um acidente ou objeto de transgressão. Assim sendo adentremos neste contexto social permeado de rebeldia e romantismo. 8

9 Capítuto I: Visão d elas História d eles Nem toda palavra fala Nem todo silêncio cala Nem toda bala é fatal Nem todo rio transborda Nem todo partido é horda Nem todos roem a corda Nem todo tudo é total (Augusto Cacá) 1.1- Perspectiva histórica O sertão Nordestino por volta de 1930 gesta uma sociedade fundamentada no patriarcalismo, altamente estratificada entre homens e mulheres, entre ricos e pobres, entre brancos e caboclos ( FALCI, 2004: 242). Região marcada pelo predomínio das tradições e costumes. O fenômeno do coronelismo, segundo Edgard Carone, é responsável pela existência de poderes fragmentados, encontráveis em toda a extensão do Brasil. A realidade destas situações levam a uma antinomia constante, que se traduz na existência de um sistema constitucional em face da permanência de formas de predomínio e ação pragmática. O resultado é a contradição constante entre formas constitucionais e realidade, o direito e a força. Esses conflitos e paradoxos reverberam na mentalidade nordestina, gera uma situação de instabilidade que repercute na estrutura social e comportamental tanto no universo masculino, quanto no feminino reproduzindo arquétipos. Não importa se mulheres ricas ou analfabetas, temos a padronização e normatização de certos comportamentos, posturas, atitudes e até pensamentos. Nesse imaginário vigora uma separação entre masculino e feminino, a diferença entre os sexos, entre o bem e o mal, entre Deus e o Diabo. Norteados pelos 9

10 preceitos da moral judaica-crista, a mentalidade nordestina vê a mulher como portadora do sofrimento, luto, errância, insatisfação, infidelidade, divisão e enfraquecimento. Através de Eva o homem conhece os pecados da carne esta percepção configura-se em uma das formas que a mulher será compreendida no universo do Cangaço. Daniel Lins relata que em algumas críticas formuladas pelos amigos ou inimigos de Lampião, desenha-se a figura de um guerreiro às voltas com a tentação de um outro estranho ao bando, a mulher. Para o autor Maria Bonita, a mais conhecida das cangaceiras, foi excomungada não só por ser mulher, mas como rival, imaginária ou real dos cangaceiros que até então eram considerados o vinculo mais intenso de Lampião. Para Lins é notória a reação dos diversos grupos em forma de ciúmes ou de luto de policiais, cangaceiros ou especialistas misóginos, são as conseqüências de um narcisismo ferido. (...) O ingresso das mulheres no grupo veio atrapalhar os planos do rei do cangaço, servindo de entrave aos assaltos premeditados, passando a ser dominado por Maria Bonita, que gostava muito dele pelo simples fato de ser valente, esta qualidade muito lhe atraiu, a tal ponto de deixar o marido, Manoel de Neném, para viver com o bandido, mesmo cego de um olho, preto, feio e fedorento. Mas, como dizem que a mulher só não se casa com o sapo porque não sabe distinguir o sexo.(...) (Silva, 1982, p. 201). É interessante notar a dualidade presente nas interpretações e nos discursos proferidos a respeitos das mulheres cangaceiras como também um olhar discriminatório característico do período. O limite entre o romance e a história, a verdade e a ficção não nos aparecem claramente. declara: Amaury Corrêa de Araújo, em seu livro Lampião, as mulheres e o cangaço, 10

11 Nas noites quentes, com a lua cheia iluminando o sertão saliente, os casais não se inibiam com a presença de outros a poucos metros, e entretinham-se no jogo mais antigo do mundo, o jogo do amor. (Araújo, 1985: 319). Dessa forma, um novo imaginário sexual vai produzir um estilo no qual se pode detectar tanto o modelo sadiano, o mundo habitado, sobretudo pelas mulheres, veículos de prazer sem limites á disposição do homem, quanto o ideal de um universo onde os homens felizes são aqueles que fogem das mulheres.(lins, 1997: 63). Logo, ao mesmo tempo em que se condenava essa transgressão feminina marcada por sua inserção no cangaço, alimentados pelos mitos populares sonhava-se com os corpos das cangaceiras, com o amor de ficção, representados simbolicamente por elas, nas caatingas do sertão. A entrada de Maria Bonita no universo cangaceiro, até então masculino, é tido como preâmbulo para outras mulheres. Dada. Dulce. Rosinha, Sila, Adília, Adelaide, Enedina, Maria Fernades, Áurea, Maria Cardoso, Lídia, Florência, Otília, Maria Jovina, Gertrudes, Durvalina, Liónila, Lili, Sabina, Mariquinha, Ana, Nenê, Antonia Maria, Maria de Azulão, Inacinha, Eufrosina, Maria Isidoro, Laura, Cristina, Sebastiana entre outras teve.a primeira vista nos parede apenas uma seqüência aleatória de nomes femininos, mas todas elas tiveram suas existências marcadas por suas trajetórias junto ao movimento denominado cangaço. Quem são essas mulheres? O que as motiva a adentrar nesse universo dominado pela figura masculina? Umas das respostas plausíveis para tais questionamentos encontram-se na origem social do cangaço. Como explicita Miridan Knox Falci, as mulheres de classes mais abastadas não tinham muitas atividades fora do lar. Eram treinadas para desempenhar o papel de mãe, e prendas domésticas. Outras menos afortunadas, viúvas ou de uma elite empobrecida, faziam doces por encomenda, arranjos de flores e bordados. As mulheres pobres não tinham outra escolha a não ser procurar garantir seu sustento. Eram, pois, costureiras e rendeiras, lavadeiras, fiadeiras ou roceiras. 11

12 Faziam todo o trabalho considerado masculino: torar paus, carregar feixes de lenha, cavoucar, semear, limpar a roça do mato e colher. No entanto a origem social não se apresenta como único retrato a refletir uma justificativa para suas escolhas, algumas mulheres ricas, vão integrar o cangaço por outras razões isentas do aspecto econômico ou social. Talvez seduzidas pelo ideal de transfiguração e da imagem utópica a se formar no imaginário popular, ao qual tinham acesso através das histórias narradas e cantadas pelo cordel a correr todo sertão nordestino. A ex cangaceira Doninha ( Laura) é uma ilustração dessa busca. Ela vai compor o bando de Lampião tocada, como afirma Lins, pela vertigem, pelo risco e (...) andou se oferecendo para acompanhar qualquer um dos cabras que a quisesse(...) fechadas por cupido ou propiciando ao deus do amor o treinamento de sua pontaria no coração de seu leito (Araújo, 1985, 383). Assim sendo muitas mulheres viam no cangaço, influenciadas pelo imaginário permeado de histórias fantásticas e pela possibilidade de um espaço de liberdade e de rebeldia, uma fuga da estrutura que as afugentava. A possibilidade de um outro mundo a se formar, este repleto de poesia, de aventura, de paixão e combate. Uma provável fuga da vida insípida que lhes era imposta até então. 12

13 1.2 -Da historiografia Mesmo os estudiosos que apresentam o cangaço como uma história masculina, vão se ver obrigados a incluir em seus escritos à trajetória feminina. Uma vez que esta marca um novo momento, alterando comportamentos e introduzindo uma nova literatura. Daniel Lins compreende este período como: a fase amorosa do cangaço que ameaça a fronteira entre o público e o privado. Para ele ao lado dos discursos bélicos vai emergir um discurso libidinal e erótico. Frederico Bezerra Maciel afirma que: (...) A influencia de Maria Bonita sobre Lampião, e conseqüentemente no cangaço, foi relevante, modificando certas relações da vida cangaceiresca, alterando costumes de linguagem solta e humanando mais a rudeza de aspecto e dos sentimentos daqueles guerrilheiros das caatingas. Sua presença feminina tornou-se espécie de carta de abecê assoletrada pelo cangaceiro para as normas de sua comportação.(...) (Maciel, 1987; 63) Nota-se uma continuidade no discurso, pois ao mesmo tempo em que o autor afirma a transgressão causada pela inserção das mulheres, este não as isenta de seus papeis sociais pré-estabelecidos de esposas dedicadas, companheiras ou de mães. Apenas desloca a mulher do que seria seu ambiente natural, convencional e determinado socialmente para um outro universo onde seu arquétipo permanece imutável. Para ele a fraqueza de Lampião estava na força do amor de Maria Bonita a quem a tudo o rei do cangaço atendia, o que torna o seu discurso contraditório, paradoxal. Atribui a mulher um papel, dentro do movimento do cangaço, conciliador e brando, que vai de encontro a teoria cujas mulheres aparecem como sujeitas responsáveis pela desvirilização do cangaceiro e em geral do cangaço. 13

14 (...) Ela, por seu carinho e dedicação absoluta, lhe esmerilharia as arestas do caráter rijo, tornando-o mais condescendente, insinuandoo a resolver as afrontas por menos, abrandando-lhe os modos imperiosos de exigir. Assim, muitas situações conseguiu ela adiar. E disto bem sabiam os cangaceiros: qualquer pedido dela Lampião dificilmente deixaria de acatar(...)(idem, Ibdem; 65). Parafraseando Maciel aberta às portas do cangaço foi um vem-vem delas, vexadinhas, chegando de suas moradias para seus companheiros enrabixados. Todas dedicadas a seus amantes a quem serviam na vez de esposas e mães, e nos combates como guerrilheiras auxiliares. Este afirma ter sabido as mulheres honrar o título que lhes era honroso Mulher de Cangaceiro. Percebe-se que as mulheres são abordadas como o outro, esta não se configura em sujeito ativo e como tal transformador de sua história, mas como mulher de cangaceiro, passiva e ciente de seu papel enquanto tal. Na perspectiva de Lins a história oral apresenta o casal Maria Bonita e Lampião como o exemplo de fidelidade suprema e de amor sem medidas, transformando-os em personagens de conto. Cada um pode imaginar, sonhar, fazer de sua consciência infeliz um trampolim para a poesia, uma viagem nas asas do desejo. Ele relata que o primeiro gesto de Lampião foi integrar Maria Bonita ao bando, assim ele a batizou dando-lhe um nome de guerra como fazia com cada novo cangaceiro. Este gesto poderia refletir que a entrada das mulheres no cangaço era vista e aceita por Lampião da mesma forma que este aceitava aos homens, logo se destitui a mulher dos atributos que a classificam como femininas. Tal fato contradiz a perspectiva de Maciel. Lins afirma que: (...)As raras biografias ou estudos sobre as mulheres cangaceiras privilegiam a excepcionalidade ou a desmesura. Na prática do mal como do bem, os escritos tendem a fazer da dura vida das mulheres não mais apenas a causa de seus estatutos de mulheres sacrificadas, mas a conseqüência de uma predisposição inata ao sofrimento e ao repúdio. Inscritas numa fatalidade própria de sua 14

15 natureza, em um universo no qual as heroínas, mais ainda do que batalhadoras, são mulheres que nasceram não apenas para gerar, mas para renunciar ao desejo, portanto, ao gozo e a liberdade.(...) (1997; 50) Portanto Lins salienta uma característica historiográfica que se centra na construção da historia das mulheres cangaceiras pautadas no mito das heroínas excepcionais e extemporâneas, uma rosa vermelha em meio as brancas. Apesar da diferença de retórica, os autores trabalham a reflexão da imagem e papel das mulheres através dos olhos de Lampião, do bando, dos sertanejos e em ultima instância das mulheres passivas e moldadas. É a história delas vista e contada por eles. Têm-se inúmeros estudos a respeito de Lampião, ora bandido, cangaceiro feroz, assassino cruel e criminoso irrecuperável, ora apresentado de uma forma humanizada, homem do bem que acuado pela ordem social vigente no sertão, revoltase contra ela e é posto fora da lei. No entanto quando nos voltamos para o estudo da figura feminina neste universo ouvimos uma voz calada e quando muito cochichando cabisbaixa uma história presa a prosa terna do amor e ao seu mágico encanto romantizado. Nota-se uma omissão chegando a se tornar uma repressão que para Foucault (1988, 10). (...) funciona, decerto, como condenação ao desaparecimento, mas também como injunção ao silêncio, afirmação de inexistência e, conseqüentemente, constatação de que, em tudo isso, não há nada para dizer, nem para ver, nem para saber (...). No entanto o cerne da questão não é a verificação obvia do silêncio, da romantização e repressão da figura feminina no universo do cangaço, e sim verificar, analisar e refletir sobre o porque de tais discursos serem repetidos, construídos e aceitos por grande parte dos estudiosos do cangaço. As relações de poder 15

16 apresentadas nesta relação mulher/homem no cangaço é relegada à alteração da moda cangaceira ou a humanização de homens até então perversos. 16

17 1.3 - Historia delas vistas por elas Como nos tornamos o que somos? As mulheres numa trilha de busca da profundeza do apagamento se vêem frente a tal indagação. Nesta busca, como explicita Valeska Wallerstein, batalham por uma identidade da diferença, uma identidade da visibilidade. Através dos depoimentos e descrições presentes no livro de Sila, que se intitula uma cangaceira de Lampião, podemos ver impresso a visão de uma mulher a procura da visibilidade até então negada historicamente. Esta não escolheu entrar para o cangaço, foi escolhida por ele. Num primeiro momento para ser mulher de Zé Baiano e em seguida, por meio de um acordo do qual nunca soube qual, foi transferida para Zé Sereno. Sila descreve o momento em que seu irmão lhe informa que fora escolhida: Parou um pouco, olhou de um lado paro outro, como se quisesse verificar se havia alguém nos ouvindo e finalmente informoume que os cabras de Lampião haviam arranchado no riacho e, entre eles, um tal Zé Baiano queria me conhecer. E isso teria de acontecer na manhã seguinte. (Sousa:1984: 20) Sila relata que durante toda uma noite passou a refletir uma maneira de mostrar ao cangaceiro, que a escolheu, que não pretendia ser um deles. Pois a muito ouvia falar dos cangaceiros e da vida que levavam, conhecia inúmeras histórias sobre Lampião e sua imagem associada a satanás que rouba, bate e abusa de mulheres. Afirma muitas vezes ter ouvido sua madrinha as alertar quanto ao perigo de serem roubadas por cangaceiros. No dia do encontro fez questão de não se arrumar, acreditava que quanto mais mal apresentada menos chamaria a atenção do cangaciero. A única forma de não se tornar cangaceira seria através da desistência daquele que a escolhera. 17

18 No entanto fora escolhida, e sua vida no cangaço foi carregada de dureza, fugas, tiroteios e solidariedade para ela homens e mulheres, eram todos cabras de Lampião. A sua estada no cangaço durou dois anos, período este responsável pela mudança de percepção quanto ao movimento, o seu código de ética e o seu companheiro. A figura de Lampião e Maria Bonita são apresentadas por ela do mesmo modo que a cultura popular também os apresenta. Figuras mitológicas, detentores de um amor transfigurado em prazeres e sonhos. Como os homens ela sabia que o cangaço não era brincadeira, no entanto acreditava na construção da vida a partir da morte, percepção esta desenvolvida no transcorrer de sua vida no movimento, ao qual passou a entender como um movimento pré-revolucionário. Um movimento dos oprimidos, dos camponeses, dos injustiçados e marginalizados pela lei. Quanto à transgressão, descritas por alguns estudiosos, representada pela sua entrada e das outras mulheres ao bando em poucas passagens do seu livro se refere, quando o faz e para relatar a forma igualitária e respeitosa que eram tratadas por Lampião que empunha a mesma conduta ao restante do bando. Ao longo de seu livro nos da a entender que antes de se ver como mulher, via-se como cangaceira e como tal exposta aos mesmos sabores e dissabores do grupo, e nordestina. Sila em seus relatos não se refere a uma trasvaloração da idéia de família. Encerra o seu livro declarando que: (...) O tempo passou. Sofrimento, felicidade, tristeza, lágrimas, choro, risos, insucessos, realizações, alegrias, dores, saudade, lembranças, misturaram-se no cálice da vida e os dias foram se escoando, pintando-nos os cabelos de branco e bordando de rugas nossas faces. Contudo, a certeza maior permaneceu indelével ao longo dos anos: valeu a pena ter vivido essa maravilhosa experiência ao lado de Lampião, pois ele foi um homem de bem.( Idem: Ibdem ; 104) 18

19 É interessante notar, através da citação, que sua satisfação advem do seu convívio com Lampião e não de uma fuga ou alternativa de vida. Diferentemente de Sila Adília entra para o bando movida pelo amor que sentia por um dos cangaceiros Canário, escolhendo o cangaço para sobreviver e desfrutar da satisfação do amor realizado. Ela já namorava Canário antes mesmo dele ser cangaceiro e desde estes tempos sua família se colocava contra tal relacionamento. Desta forma o cangaço surge como uma alternativa de fuga e realização. No entanto sua vida no cangaço vai configurar-se como todas as vidas de cangaço que em depoimento dado posteriormente a Sila declara: (...)Correr ou atacar, morrer ou matar, era a vida que qualquer cangaceiro tinha, não fui muito de brigar, como Sila, Maria e outras, eu era mais acomodada, mas mesmo que eu quisesse não podia, pois meu companheiro ciumava até das quixabeira.(idem:ibdem; 120) Adília relata ter ido para o cangaço a procura de amor e de uma vida melhor, mas que ao contrario foi parar, segundo suas próprias palavras, no inferno, não pelo cangaço, mas pelo relacionamento que manteve com seu companheiro, que lhe proporcionava grande infelicidade. Sua vida de cangaço não foi menos amarga, sofrida e repressiva do que a que vivera fora dele. Conta não sentir saudade desse tempo, de sua dureza e dos fardos vividos por ela como um destino cruel, sem fantasia e humilhada pelas volantes. Ela relata guardar do cangaço um sabor amargo. Através dos relatos de Adília nos é possível constatar uma certa permanência da estrutura da família patriarcal que vigorava fora do cangaço, onde a mulher se configura como submissa ao poder representado pela figura masculina. Outra importante e conhecida cangaceira foi Dadá, esta foi raptada por Corisco como forma de vingança contra seu pai. Depois de raptada se viu 19

20 apaixonada por Corisco que para ela transformou-se em um ser digno de admiração. Em entrevista concedida ao jornal Nacional de Salvador em 1988, afirma que as mulheres de seu tempo poucas eram apuradas, ou seja, preparadas para enfrentar as adversidades típicas do período. Ela foi uma cangaceira arrojada. Sabia usar uma arma de fogo e um punhal, afirma ter lutado muito para sustentar não só seu amor, mas também sua vida e família. Relata que em sua vida de cangaço Corisco sempre lhe dizia: (...) a mulher é uma jóia, leite, uma flor, se tocou, machuca; o leite, quanto mais forte o vento, cai uma poeira, suja, pois assim mesmo uma mulher no falar, no andar: a mulher pra ser uma mulher completa, tem modo até no pisar. Eu queria que você fosse assim (...) (SOARES: 1984, 16) No entanto para ela o destino e a vida lhe ensinaram a negar ou romper com essa idealização de mulher. Dada afirma que com a vida que vivia aprendeu a atirar e se adaptar a nova realidade que lhe fora imposta. Em entrevista concedida a Paulo Gil Soares José Rufino, responsável pela morte de Corisco, quando indagado a respeito de Dada como mulher e como cangaceira, afirma ter sido esta uma mulher endiabrada, mulher valente. Para ele nem todo homem tinha a coragem que ela tinha. Corisco só não se entregou, segundo o volante, porque Dada disse que ele não se entregava, era uma mulher que quando dava uma ordem os cabra cumpria aquilo aqui e ali cegamente. Dessa forma as mulheres cangaceiras cocientes ou inconscientemente vão além da perspectiva sertanejos que reflete uma nação de espoliados, 20

21 injustiçados e dominados. Estas vão para o cangaço e ganha a dimensão de mito, o máximo da alegria e da liberdade a engrossar a rebeldia cangaceira. Essas mulheres, levadas pelo imaginário romântico obrigadas ou raptadas subvertem os papéis até então impostos a elas e a própria tradição do cangaço. No entanto não são sós as cangaceiras a transgredir a ordem, ao aceitar as mulheres, Lampião também subverteu a norma social, declara-se uma nova ordem amorosa, provoca-se um furacão, uma desordem numa ordem aparente. Para Lins: (...) A mulher cangaceira representou, de fato, uma ameaça à ordem simbólica do cangaço; mais ainda, à ordem simbólica sertaneja, sociedade na qual as bases materiais ou imaginárias dessa ordem pertenciam a desordem instituída. A mulher vai, pois, nesse contexto, aparecer como a matriz de verdadeiros agenciamentos coletivos de socialidade no interior do cangaço (...) (Lins:1997; 122) Daniel Lins explicita que ate hoje, ao conversar com algumas jovens sertanejas sobre o tempo de cangaço, revela-se uma vontade de romantismo, como imagem plena, sem outra explicação que o desejo de representação, de aventura, de amor ou risco: Minha avó falava com entusiasmo do cangaço. Quando comecei a estudar em Salgueiro e a seguir em Recife, pude fazer a diferença entre o que os livros contavam e o que minha velha avó narrava sobre Maria Bonita e Lampião. Tudo era amor, paixão, sonho, luta, fugas, lua cheia, o chorar de uma viola, os beijos roubados entre a cortina de balas e o perigo de um tiro certeiro. Prefiro a história contada por minha avó; ela falava de aventura; os livros falam de bandido, demônio. Enquanto minha avó narrava a vida de Maria Bonita como um conto de fada no qual o problema da verdade era secundário, a história mente, dando á mentira um estatuto cientifico.(marlene, universitária) ( Idem:Ibdem;69) 21

22 Nota-se que a dualidade em relação as versos contadas pelo imaginário popular e pelos livros. No primeiro temos a recorrência a uma história atemporal permeada de romantismos e aventuras; a segunda denota uma analise do movimento enquanto reação aguda contra a estrutura social vigente, que como expressa Rui Facó, provocando duas reações o cangaço e o fanatismo. Logo na sociedade brasileira, assim como na nordestina, historicamente o medo das mulheres, marcado muitas vezes pelo repúdio radical do homem ao feminino, é um signo da cultura ocidental bem presente no imaginário. A tradição portuguesa via na mulher a porta do diabo, dessa forma traz para o Brasil uma infinidade de superstições sobre as mulheres e o sexo feminino, algumas beirando o medo patológico, ou a demência. Características estas sempre presentes na construção e leitura da mulher cangaceira durante e depois do movimento do cangaço. 22

23 Capitulo II: Cultura Popular A morte dos amantes Vamos ter leitos de sutis odores, Divas que ás fundas tumbas são iguais, E sobre a mesa as mais estranhas flores, Brotando para nós no azul em paz. Ambos queimando os últimos ardores, Meu coração e o teu, flamas sensuais, Refletirão em dobro as suas cores Em nossas almas, dói gêmeos cristais. Por uma tarde mística e envolvente Trocaremos um só lampejo ardente Como o soluço em cada adeus sentido; Pouco depois um Anjo, abrindo a poeta, Há de avivar, alegre e enternecido, Os cristais já sem brilho e as chamas mortais Romeu e Julieta: o amor em tempo de cangaço Assim como em Romeu e Julieta de Shakespeare. Lampião e Maria Bonita vão ser expressos na cultura popular como a concretização de um amor onde tudo voa e tudo se precipita. Neles faz-se presente a paixão amorosa que assinala os amantes com a degradação e a morte, essa perspectiva é considerada 23

24 tanto em trabalhos acadêmicos que abordam o imaginário, quanto nos livros de literatura que trabalha com esse imaginário e em alguns momentos se apresenta como parte dele. Romeu e Julieta, Lampião e Maria Bonita são vistos como dois amantes cuja vida não tem outros segredos que os da natureza, onde a noite tem sombras e a obscuridade só pertence à morte. Através do livro de Shakespeare pode-se fazer a analogia entre os dois casais de amantes e perceber que, assim como é explicitado por Shakespeare, também Maria Bonita e Lampião reverberam a imagem de que não são senhores seus, ambos os casais, caminham para frente arrebatados pela força do sentimento que os domina até que caem exaustos, ébrios de paixão e se entregam por completo ao sentimento. (...)As suas almas já não têm mistérios, já não existe vida intima, oculta e pessoal; pensam alto, falam alto sem obstáculos, sem moderação e sem pudor(...)( Shakespeare:20) representam o amor verdadeiro. Esta perspectiva pode ser observada na literatura circulante que reflete as angústias e as alegrias de um amor nas caatingas. Onde Lampião e Maria Bonita vivem o amor idealizado pelos amantes. Esmeraldo Braga em seu livro A coroa do Rei expressa a figura mitológica de Lampião e Maria Bonita como o casal perseguido que não tem a liberdade de desfrutar do seu amor, estes são oprimidos não por famílias, mas por todo um sistema, embasado no coronelismo hierárquico que vigorava em todo nordeste brasileiro. Assim, como Romeu e Julieta vão ter a realização completa do seu amor através de suas mortes. O autor explicita ser esse um discurso corrente em todo o nordeste, em dados momentos não explicitamente, mas subtendido na forma a qual os sertanejos se referem ao casal cangaceiro e o sentimento que estes acreditavam existir entre ambos. O casal se transforma em mito por mexer com a sensibilidade de um povo marcado por tantas controvérsias. Permite através da fantasia a fuga de uma realidade insípida 24

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

Ser humano, sociedade e cultura

Ser humano, sociedade e cultura Ser humano, sociedade e cultura O ser humano somente vive em sociedade! Isolado nenhuma pessoa é capaz de sobreviver. Somos dependentes uns dos outros,e por isso, o ser humano se organiza em sociedade

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Recomendação Inicial

Recomendação Inicial Recomendação Inicial Este estudo tem a ver com a primeira família da Terra, e que lições nós podemos tirar disto. Todos nós temos uma relação familiar, e todos pertencemos a uma família. E isto é o ponto

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

Blog http://conquistadores.com.br. + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis)

Blog http://conquistadores.com.br. + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis) Blog http://conquistadores.com.br CONQUISTADORES + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis) Blog http://conquistadores.com.br CONQUISTADORES + dinheiro + mulheres + sucesso social (Este

Leia mais

Associação Lar do Neném

Associação Lar do Neném Criança Esperança 80 Associação Lar do Neném Recife-PE Marília Lordsleem de Mendonça Abraço solidário Todas as crianças são de todos : esse é o lema do Lar do Neném, uma instituição criada há 26 anos em

Leia mais

7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e

7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e I João 1 1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida 2 (pois a vida foi manifestada, e nós

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

6 MILHÕES de casas em Portugal. O seu lar reflete-o. por APAV OS NÚMEROS NESTE CATÁLOGO PRECISAM DE DIMINUIR ATÉ 2016

6 MILHÕES de casas em Portugal. O seu lar reflete-o. por APAV OS NÚMEROS NESTE CATÁLOGO PRECISAM DE DIMINUIR ATÉ 2016 6 MILHÕES de casas em Portugal O seu lar reflete-o OS NÚMEROS NESTE CATÁLOGO PRECISAM DE DIMINUIR ATÉ 2016 por APAV 02 FAMÍLIA 03 > FAMÍLIA 1 /semana A violência doméstica foi responsável por uma morte/semana

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Centro Educacional Souza Amorim Jardim Escola Gente Sabida Sistema de Ensino PH Vila da Penha. Ensino Fundamental

Centro Educacional Souza Amorim Jardim Escola Gente Sabida Sistema de Ensino PH Vila da Penha. Ensino Fundamental Centro Educacional Souza Amorim Jardim Escola Gente Sabida Sistema de Ensino PH Vila da Penha Ensino Fundamental Turma: PROJETO INTERPRETA AÇÂO (INTERPRETAÇÃO) Nome do (a) Aluno (a): Professor (a): DISCIPLINA:

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL AUGUSTO AIRES DA MATA MACHADO. MATÉRIA: LÍNGUA PORTUGUESA. PROF.: MARCÉLIA ALVES RANULFO ASSUNTO: PRODUÇÃO DE TEXTO.

ESCOLA ESTADUAL AUGUSTO AIRES DA MATA MACHADO. MATÉRIA: LÍNGUA PORTUGUESA. PROF.: MARCÉLIA ALVES RANULFO ASSUNTO: PRODUÇÃO DE TEXTO. PROF.: MARCÉLIA ALVES RANULFO ALUNO: Victor Maykon Oliveira Silva TURMA: 6º ANO A ÁGUA A água é muito importante para nossa vida. Não devemos desperdiçar. Se você soubesse como ela é boa! Mata a sede de

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Narrador Era uma vez um livro de contos de fadas que vivia na biblioteca de uma escola. Chamava-se Sésamo e o e o seu maior desejo era conseguir contar todas as suas histórias até ao fim, porque já ninguém

Leia mais

ANDERSON CAVALCANTE. Meu pai, meu herói

ANDERSON CAVALCANTE. Meu pai, meu herói ANDERSON CAVALCANTE Meu pai, meu herói Dedicatória Ao meu pai, Eraldo, meu herói e minha referência de vida. 5 Agradecimentos A Deus, por sempre me ajudar a cumprir minha missão. A todos os pais que são

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

Lição 1 Como Amar os Inimigos

Lição 1 Como Amar os Inimigos Lição 1 Como Amar os Inimigos A. Como seus pais resolviam as brigas entres você e seus irmãos? B. Em sua opinião qual a diferença entre amar o inimigo e ser amigo do inimigo? PROPÓSITO: Aprender como e

Leia mais

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1 Bíblia Sagrada Novo Testamento Primeira Epístola de São João virtualbooks.com.br 1 Capítulo 1 1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado

Leia mais

Para a grande maioria das. fazer o que desejo fazer, ou o que eu tenho vontade, sem sentir nenhum tipo de peso ou condenação por aquilo.

Para a grande maioria das. fazer o que desejo fazer, ou o que eu tenho vontade, sem sentir nenhum tipo de peso ou condenação por aquilo. Sonhos Pessoas Para a grande maioria das pessoas, LIBERDADE é poder fazer o que desejo fazer, ou o que eu tenho vontade, sem sentir nenhum tipo de peso ou condenação por aquilo. Trecho da música: Ilegal,

Leia mais

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69 1 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos 2. Lição Bíblica: Daniel 1-2 (Base bíblica para a história e

Leia mais

Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo.

Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo. 1 Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo. Amados Irmãos no nosso Senhor Jesus Cristo: É devido à atuação intima do Espírito

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

Histórico do livro Menino brinca de boneca?

Histórico do livro Menino brinca de boneca? Histórico do livro Menino brinca de boneca? Menino brinca de boneca? foi lançado em 1990, com grande aceitação de público e crítica, e vem sendo referência de trabalho para profissionais, universidades,

Leia mais

Questões de gênero. Masculino e Feminino

Questões de gênero. Masculino e Feminino 36 Questões de gênero Masculino e Feminino Pepeu Gomes Composição: Baby Consuelo, Didi Gomes e Pepeu Gomes Ôu! Ôu! Ser um homem feminino Não fere o meu lado masculino Se Deus é menina e menino Sou Masculino

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR Marcha Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe me disse Que é

Leia mais

Gtp+ PROGRAMAS E PROJETOS Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) Fundação em 2000, Recife-PE O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo é a única ONG da Região Nordeste do Brasil coordenada

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

IV PARTE FILOSOFIA DA

IV PARTE FILOSOFIA DA IV PARTE FILOSOFIA DA 119 P á g i n a O que é? Como surgiu? E qual o seu objetivo? É o que veremos ao longo desta narrativa sobre a abertura do trabalho. Irmos em busca das estrelas, no espaço exterior,

Leia mais

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento.

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. museudapessoa.net P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. R Eu nasci em Piúma, em primeiro lugar meu nome é Ivo, nasci

Leia mais

Preces POR QUE NOSSAS PRECES NÃO SÃO ATENDIDAS?

Preces POR QUE NOSSAS PRECES NÃO SÃO ATENDIDAS? Preces POR QUE NOSSAS PRECES NÃO SÃO ATENDIDAS? A grande maioria das pessoas só recorrem à oração quando estão com problemas de ordem material ou por motivo de doença. E sempre aguardando passivamente

Leia mais

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS 1 Introdução O presente estudo se insere no contexto do sistema penitenciário feminino e, empiricamente, tem como tema as

Leia mais

claudia houdelier - maternidade maternidade

claudia houdelier - maternidade maternidade claudia houdelier - maternidade maternidade dedicatória para alexandre, meu único filho. de fora para dentro Tudo começa no ventre materno com certeza, a nossa história começa aqui. Uma história de uma

Leia mais

LIÇÕES DE VIDA. Minha mãe Uma mulher fascinante Guerreira incessante Gerou sete filhos Em tentativa pujante De vencer as dificuldades com amor!

LIÇÕES DE VIDA. Minha mãe Uma mulher fascinante Guerreira incessante Gerou sete filhos Em tentativa pujante De vencer as dificuldades com amor! LIÇÕES DE VIDA Regilene Rodrigues Fui uma menina sem riquezas materiais Filha de pai alcoólatra e mãe guerreira. Do meu pai não sei quase nada, Algumas tristezas pela ignorância e covardia Que o venciam

Leia mais

12:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo

12:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo 2:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo Amados de Deus, a paz de Jesus... Orei e pensei muito para que Jesus me usasse para poder neste dia iniciar esta pregação com a

Leia mais

Projeto ESCOLA SEM DROGAS. Interpretando o texto Por trás das letras. Nome: Escola: Série: Título: Autor:

Projeto ESCOLA SEM DROGAS. Interpretando o texto Por trás das letras. Nome: Escola: Série: Título: Autor: Projeto ESCOLA SEM DROGAS Interpretando o texto Por trás das letras Nome: Escola: Série: Título: Autor: O que a capa do livro expressa para você? Capitulo 1 - Floresta Amazônia Por que a autora faz uma

Leia mais

POR QUE O MEU É DIFERENTE DO DELE?

POR QUE O MEU É DIFERENTE DO DELE? POR QUE O MEU É DIFERENTE DO DELE? Rafael chegou em casa um tanto cabisbaixo... Na verdade, estava muito pensativo. No dia anterior tinha ido dormir na casa de Pedro, seu grande amigo, e ficou com a cabeça

Leia mais

** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança e não pode ser copiado ou reproduzido sem a autorização prévia.

** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança e não pode ser copiado ou reproduzido sem a autorização prévia. * Este texto corresponde à visão da autora Marcia Dib e todas as informações aqui contidas são de inteira responsabilidade da autora. ** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança

Leia mais

Frequentemente você utiliza certos termos que não

Frequentemente você utiliza certos termos que não 10 Não se distraia demais Frequentemente você utiliza certos termos que não dão o mínimo problema na hora da fala, mas que, na escrita, podem fazê-lo oscilar entre uma forma ou outra. Ainda há muita gente

Leia mais

existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias

existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias existe um tsunami avançando sobre as nossas famílias + 23% + 108% (em 20 anos a taxa é superior a 200%) 15% das mulheres e 65% dos homens brasileiros já tiveram ao menos uma experiência sexual fora do

Leia mais

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE Mesmo não acreditando na Educação Criativa, o professor pode fazer uma experiência para ver o resultado. É o caso da professora deste relato. Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br

Leia mais

Desafio para a família

Desafio para a família Desafio para a família Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da espiritualidade. O sonho de Deus para a família é que seja um

Leia mais

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 INTERVENÇÃO DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS Dr. Isaltino Afonso Morais Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 LOCAL: Figueirinha, Oeiras REALIZADO

Leia mais

FILOSOFIA BUDISTA APLICADA A EMPRESA:

FILOSOFIA BUDISTA APLICADA A EMPRESA: FILOSOFIA BUDISTA APLICADA A EMPRESA: CRESCENDO PESSOAL E PROFISSIONALMENTE. 08 a 11 de outubro de 2014 08 a 11 de outubro de 2014 Onde você estiver que haja LUZ. Ana Rique A responsabilidade por um ambiente

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Para início de conversa 9. Família, a Cia. Ltda. 13. Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35. Cardápio de lembranças 53

Para início de conversa 9. Família, a Cia. Ltda. 13. Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35. Cardápio de lembranças 53 Rio de Janeiro Sumário Para início de conversa 9 Família, a Cia. Ltda. 13 Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35 Cardápio de lembranças 53 O que o homem não vê, a mulher sente 75 Relacionamentos: as Cias.

Leia mais

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br A U A UL LA O céu Atenção Aquela semana tinha sido uma trabalheira! Na gráfica em que Júlio ganhava a vida como encadernador, as coisas iam bem e nunca faltava serviço. Ele gostava do trabalho, mas ficava

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO 1

PROJETO PEDAGÓGICO 1 PROJETO PEDAGÓGICO 1 Projeto Pedagógico Por Beatriz Tavares de Souza* Título: Maricota ri e chora Autor: Mariza Lima Gonçalves Ilustrações: Andréia Resende Formato: 20,5 cm x 22 cm Número de páginas: 32

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

14 segredos que você jamais deve contar a ele

14 segredos que você jamais deve contar a ele Link da matéria : http://www.dicasdemulher.com.br/segredos-que-voce-jamais-deve-contar-aele/ DICAS DE MULHER DICAS DE COMPORTAMENTO 14 segredos que você jamais deve contar a ele Algumas lembranças e comentários

Leia mais

Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer.

Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer. CAPITULO 3 Ele não é o Homem que eu pensei que era. Ele é como é. Não se julga um Homem pela sua aparência.. Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer. Eu costumava saber como encontrar

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais

Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19

Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19 Sumário Introdução, 11 Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19 Vencendo os obstáculos, 27 Pau e pedra, 31 Fortalecendo os laços,

Leia mais

Violência Doméstica contra Crianças sob a

Violência Doméstica contra Crianças sob a Apresentação Maria Alice Barbosa de Fortunato Autores: Kássia Cristina C. Pereira* Maria Alice B. Fortunato* Marilurdes A. de M. Álvares* Orientadora: Lygia Maria Pereira da Silva** * Fiocruz CPQAM/ NESC

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicas-para-jovens Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos As dinâmicas de grupo já fazem parte do cotidiano empresarial,

Leia mais

No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado. alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para

No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado. alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para QUAL NEGÓCIO DEVO COMEÇAR? No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para então definir seus objetivos e sonhos.

Leia mais

3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos:

3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos: CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I 3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos: Elaboração de cenas e improvisação teatral de textos jornalísticos.

Leia mais

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Introdução O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Sonia de Alcantara IFRJ/UGB sonia.alcantara@ifrj.edu.br Letícia Mendes Pereira, Lohanna Giovanna Gonçalves da Silva,

Leia mais

OS 4 PASSOS ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM HIGHSTAKESLIFESTYLE.

OS 4 PASSOS ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM HIGHSTAKESLIFESTYLE. OS 4 PASSOS PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA HIGHSTAKESLIFESTYLE. Hey :) Gabriel Goffi aqui. Criei esse PDF para você que assistiu e gostou do vídeo ter sempre por perto

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 25 Discurso na cerimónia de entrega

Leia mais

pensamentos para o seu dia a dia

pensamentos para o seu dia a dia pensamentos para o seu dia a dia Israel Belo de Azevedo 1Vida e espiritualidade 1 Adrenalina no tédio O interesse por filmes sobre o fim do mundo pode ser uma forma de dar conteúdo ao tédio. Se a vida

Leia mais

Socializações de Gênero e Repercussões na Escola

Socializações de Gênero e Repercussões na Escola Socializações de Gênero e Repercussões na Escola Quando a violência quebra o tabu pneves@usp.br 14/11/2015 Conceito de Gênero Gênero = Estudo de mulheres Construído em oposição ao conceito de sexo Fugir

Leia mais

Autor (a): Januária Alves

Autor (a): Januária Alves Nome do livro: Crescer não é perigoso Editora: Gaivota Autor (a): Januária Alves Ilustrações: Nireuda Maria Joana COMEÇO DO LIVRO Sempre no fim da tarde ela ouvia no volume máximo uma musica, pois queria

Leia mais

Relaxamento: Valor: Técnica: Fundo:

Relaxamento: Valor: Técnica: Fundo: Honestidade Honestidade Esta é a qualidade de honesto. Ser digno de confiança, justo, decente, consciencioso, sério. Ser honesto significa ser honrado, ter um comportamento moralmente irrepreensível. Quando

Leia mais

O que fazer em meio às turbulências

O que fazer em meio às turbulências O que fazer em meio às turbulências VERSÍCULO BÍBLICO Façam todo o possível para viver em paz com todos. Romanos 12:18 OBJETIVOS O QUÊ? (GG): As crianças assistirão a um programa de auditório chamado Geração

Leia mais

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil.

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. SAMUEL, O PROFETA Lição 54 1 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. 2. Lição Bíblica: 1 Samuel 1 a 3 (Base bíblica para a história o professor) Versículo

Leia mais

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br Eu queria testar a metodologia criativa com alunos que eu não conhecesse. Teria de

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO INTRODUÇÃO Francisca das Virgens Fonseca (UEFS) franciscafonseca@hotmail.com Nelmira Santos Moreira (orientador-uefs) Sabe-se que o uso

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

Amor em Perspectiva Cultural - Artur da Távola & Érico Veríssimo

Amor em Perspectiva Cultural - Artur da Távola & Érico Veríssimo Page 1 of 5 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Cultura Educador: João Nascimento Borges Filho Amor em Perspectiva

Leia mais

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL.

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. Como sabemos o crescimento espiritual não acontece automaticamente, depende das escolhas certas e na cooperação com Deus no desenvolvimento

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO.

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. Qualquer hora é hora de falar sobre doação de órgãos. Pode ser à mesa do jantar, no caminho para o trabalho ou até mesmo ao receber este folheto.

Leia mais

Os encontros de Jesus O cego de nascença AS TRÊS DIMENSÕES DA CEGUEIRA ESPIRITUAL

Os encontros de Jesus O cego de nascença AS TRÊS DIMENSÕES DA CEGUEIRA ESPIRITUAL 1 Os encontros de Jesus O cego de nascença AS TRÊS DIMENSÕES DA CEGUEIRA ESPIRITUAL 04/03/2001 N Jo 9 1 Jesus ia caminhando quando viu um homem que tinha nascido cego. 2 Os seus discípulos perguntaram:

Leia mais

TROVAS DO CORAÇÃO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER CORNÉLIO PIRES

TROVAS DO CORAÇÃO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER CORNÉLIO PIRES TROVAS DO CORAÇÃO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER CORNÉLIO PIRES ÍNDICE 2 Afirmativa, Alegria, Beneficência, Candeia Viva, Caso Triste, Criação... 03 Desengano, Deserção, Despedida, Destaque, Disciplina, Divino

Leia mais

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE A Novena de Natal deste ano está unida à Campanha da Fraternidade de 2013. O tema Fraternidade e Juventude e o lema Eis-me aqui, envia-me, nos leva para o caminho da JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE Faça a

Leia mais

09/09/2004. Discurso do Presidente da República

09/09/2004. Discurso do Presidente da República , Luiz Inácio Lula da Silva, na solenidade de recepção da delegação brasileira que participou das Olimpíadas de Atenas Palácio do Planalto, 09 de setembro de 2004 Meu caro Grael, Meu querido René Simões,

Leia mais

Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br

Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br Educação Inclusiva Direito à Diversidade O Ensino comum na perspectiva inclusiva: currículo, ensino, aprendizage m, conheciment o Educação Inclusiva Direito à Diversidade Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br

Leia mais

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2.1 A Avaliação de risco e possibilidades de mudança de comportamento A vulnerabilidade ao HIV depende do estilo de vida, género e das condições socioeconómicas. Isso

Leia mais

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL 1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL LUGAR: EUNÁPOLIS(BA) DATA: 05/11/2008 ESTILO: VANEIRÃO TOM: G+ (SOL MAIOR) GRAVADO:16/10/10 PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL VOCÊ É O BERÇO DO NOSSO PAIS. PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL

Leia mais

5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus

5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus 5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus Através do estudo dos evangelhos é possível captar elementos importantes da psicologia de Jesus. É possível conjeturar como Jesus se autocompreendia. Especialmente

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais