CURSO DE ADMINISTRAÇÃO - HABILITAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR ROBERTA GASPARINI DE LUCCA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CURSO DE ADMINISTRAÇÃO - HABILITAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR ROBERTA GASPARINI DE LUCCA"

Transcrição

1 CURSO DE ADMINISTRAÇÃO - HABILITAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR ROBERTA GASPARINI DE LUCCA SERVIÇOS DE SAÚDE: COMPARATIVO ENTRE AS MODALIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITAIS x HOME CARE PORTO ALEGRE 2007

2 1 ROBERTA GASPARINI DE LUCCA SERVIÇOS DE SAÚDE: COMPARATIVO ENTRE AS MODALIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITAIS x HOME CARE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração Hospitalar do Centro Universitário Metodista IPA, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração Hospitalar. Orientadora: Profª Ms Margareth Schreiner PORTO ALEGRE 2007

3 Dedico este Trabalho a todos os envolvidos na conclusão deste estudo de caso. 2

4 3 AGRADECIMENTOS Certamente os agradecimentos não serão para uma pessoa em especial, mas sim a todos que em algum momento no decorrer deste ano de trabalho, se envolveram e empenharam para a conclusão da pesquisa. Professores, família e amigos, todos sem dúvida alguma se envolveram com este trabalho de conclusão, cada um da sua maneira, mas todos participaram.

5 4 A educação faz um povo fácil de ser liderado, mas difícil de ser dirigido; fácil de ser governado, mas impossível de ser escravizado. Henrry Peter

6 5 RESUMO É pratica para alguns gestores de home care, afirmar que os custos dos serviços de internação domiciliar podem ter uma redução de 40% a 60% em relação à internação hospitalar, porém na maioria dos casos não são apresentados estudos comparativos entre as modalidades de internação, hospitalar e domiciliar, os dados não apresentam confirmação. Este trabalho foi desenvolvido com o intuito de apurar se existe a diferença de valores entre as modalidades de internação e em até quantos pontos percentuais esta diferença poderá chegar. Os dados utilizados para realização deste estudo de caso foram coletados em uma operadora de plano de saúde e uma empresa de home care, ambas situadas na cidade de Porto Alegre. As duas empresas demonstraram interesse no estudo, uma vez que o desenvolvimento e conclusão poderão auxiliar em trabalhos futuros. Palavras-chaves: Home Care, Internação Hospitalar, Remuneração dos Serviços de Saúde.

7 6 ABSTRACT It is practises for some managers of home care, to affirm that the costs of the services of domiciliary internment can have a 40% reduction 60% in relation to the hospital internment, however in the majority of the cases comparative studies between the modalities of internment, hospital are not presented and domiciliary, the data do not present confirmation. This work was developed with intention to select if the difference of values between the internment modalities exists and in until how many percentile points this difference will be able to arrive. The data used for accomplishment of this study of case had been collected in an operator immediate of health and a company of home care, both situated ones in the city of Porto Alegre. The two companies had demonstrated interest in the study, a time that the development and conclusion will be able to assist in future works. Keys-word: Home Care, Hospital Internment, Remuneration of the Services of Health.

8 7 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01 Receita e Despesas das Operadoras de Planos de Saúde 2001 a Gráfico 02 Receita e Despesas das Operadoras de Planos de Saúde 2001 a Gráfico 03 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 04 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 05 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 06 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 07 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 08 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 09 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 10 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 11 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 12 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 13 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 14 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 15 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 16 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 17 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso

9 8 Gráfico 18 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 19 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 20 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 21 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 22 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 23 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 24 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 25 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 26 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 27 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 28 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso Gráfico 29 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 30 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 31 Apresentação das diferenças dos valores por grupos no Caso Gráfico 32 Variação percentual entre os valores das contas - home care e hospital - Caso Gráfico 33 Representatividade dos grupos no total da conta - home care - Caso Gráfico 34 Representatividade dos grupos no total da conta hospitalar - Caso

10 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMA DE PESQUISA OBJETIVO DA PESQUISA Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA DA PESQUISA ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO REFERENCIAL TEÓRICO ECONOMIA DA SAÚDE MODELOS ASSISTENCIAS DE SAÚDE DEFINIÇÃO E EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE HOME CARE HISTÓRICO DO SERVIÇO DE ASSISTENCIA DOMICILIAR O PROCESSO DE HOME CARE: DA INTERNAÇÃO A ALTA ENVOLVIDOS NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE HOME CARE VANTAGENS DA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA DELIMITAÇÃO DA PESQUISA TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS TÉCNICAS DE ANÁLISE DOS DADOS DESENVOLVIMENTO ITENS DE COBRANÇA ANÁLISES DOS CASOS Apresentação e Análise do Caso

11 Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso Apresentação e Análise do Caso ANÁLISE COMPARATIVA CONCLUSÃO...86 REFERÊNCIAS...88

12 11 1 INTRODUÇÃO O home care vem sendo adotado no país como uma alternativa para a assistência à saúde, alguns gestores atuantes na área da saúde acreditam que esta nova modalidade de internação, pode auxiliar as operadoras de planos de saúde a reduzir suas despesas. O conceito de home care é bem abrangente assim como são os serviços médicos e de enfermagem prestados aos pacientes em sua residência. Em geral home care significa atendimento ambulatorial ou internação domiciliar (24 horas) por pessoal de enfermagem especializada. Pode designar-se primordialmente de Internação Domiciliar todo e qualquer tratamento multidisciplinar especializado que requeira atendimento 24 horas de equipe médica-enfermagem na casa do paciente. É necessário repassar a idéia que qualquer tipo de paciente, desde que estável, dependente de respirador ou não, pode ser tratado em casa com relativa simplicidade, dependendo do know-how de quem coordena o tratamento (FALCÃO, 1999). A partir de 1993 existem informações da estruturação da primeira empresa de home care no Brasil. Atualmente, além de algumas operadoras de serviços de saúde já oferecerem o serviço de home care para seus clientes, existem também alguns hospitais que tem seu próprio serviço de assistência domiciliar, e mesmo assim estas empresas ainda sofrem com algum tipo de resistência para entrar com força no mercado. Alguns dos motivos para essa resistência podem ser; a cultura hospitalar, que às vezes vê o home care como uma ameaça por estar tirando o paciente do hospital, sem avaliar que esse tirar proporcionará uma maior rotatividade de leitos, onde o mesmo poderá ser ocupado por um paciente mais lucrativo ; a falta de conhecimento do paciente ou família sobre a prestação dos serviços de home care, causando insegurança; e em alguns casos a resistência médica, pois também acredita que o home care quer tirar o seu paciente. Porém todos esses problemas já vem sendo trabalhados e apresentando bons resultados. De acordo com uma pesquisa realizada pela UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) (2007a), é um senso comum na sociedade que nosso país enfrenta sérias dificuldades em relação aos investimentos e a

13 12 administração dos recursos direcionados à saúde. E foi revelado também que o Brasil tem hoje a menor quantidade de leitos hospitalares já registrados nas últimas três décadas, somente nos últimos três anos, o Brasil perdeu 5,9% dos leitos. Este índice mostra não só a limitação de um sistema de saúde precário, mas também a necessidade de buscar novas alternativas que possibilitem um melhor gerenciamento dos leitos e a possibilidade de oferecer aos doentes um tratamento mais humanizado e voltado para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar. A assistência domiciliar surge da necessidade de superar essas expectativas e vem também como uma alternativa cada vez mais utilizada pelas operadoras de planos de saúde e até mesmo pelas instituições públicas para auxiliar na otimização de leitos e servir de complemento à internação hospitalar. Dividida nas modalidades de Internação Domiciliar (serviço prestado ao paciente como alternativa complementar à hospitalização, com a instalação de toda estrutura necessária - equipamentos, materiais e medicamentos) e Atendimento Domiciliar (caracterizado pela visita ou procedimento periódico realizado na casa do paciente), a Assistência Médica Domiciliar garante mais qualidade de vida porque proporciona vantagens como: Tratamento personalizado; Redução do risco de infecção e humanização do atendimento; Conta com a participação dos familiares, o que auxilia em uma precoce recuperação. Conforme mencionado em matéria publicada pela UNIDAS (2007a), o atendimento no domicílio também é visto como uma alternativa da redução dos custos, uma vez que proporciona um melhor gerenciamento de cada paciente, que fora do hospital utiliza uma estrutura mais enxuta de acordo com as suas necessidades. Além das vantagens comentadas nos parágrafos anteriores, hoje vem sendo discutido sobre a prevenção e monitoramento de doenças, através do desenvolvimento de programas específicos dentro da de assistência domiciliar. O acompanhamento de pacientes crônicos, como diabéticos, cardiopatas e hipertensos, por exemplo, tem se mostrado bastante eficaz na melhoria da qualidade de vida e para evitar consultas e internações desnecessárias. Pesquisas realizadas

14 13 com estes grupos de pacientes, apontam que é possível chegar a redução de 48% em internações hospitalares, 43% com atendimentos ambulatoriais e 44% com exames. Enfim, existem opções para diminuir a superlotação dos hospitais e melhorar a qualidade dos serviços prestados, basta que se reavaliemos o modelo atual de saúde no Brasil (UNIDAS, 2007a). Investimentos em medicina preventiva, como a identificação de riscos de doenças crônicas antes mesmo da primeira crise, trazem redução média de 60% nos níveis de complicações e economia de 30% nos custos totais com pacientes. Segundo a ANS, apenas 5% dos usuários de operadoras de serviços de saúde são responsáveis por 60% de todos os gastos com a carteira de clientes. Essa porcentagem corresponde a pacientes que sofrem de algum tipo de doença que, embora não traga grandes complicações em curto prazo, não têm cura. Entre os casos mais comuns estão os pacientes cardíacos, diabéticos e hipertensos (UNIDAS, 2007b). É com base em números publicados periodicamente em sites e revistas que tratam especificamente de home care, que algumas empresas utilizam como umas das principais ferramentas para driblar as resistências de mercado. 1.1 O PROBLEMA DA PESQUISA As operadoras de planos de saúde tem como ponto fraco seu caixa, pois buscam cada vez mais a redução de seus custos. E por conhecer esta informação que os gestores de empresas home care, tem como prática afirmar em seus discursos o quanto o custo da internação domiciliar é inferior ao da hospitalar, porém na maioria das vezes não trazem casos reais de quando ocorreu uma situação assim. Em conseqüência desta prática foi possível propor o questionamento: Em casos específicos, qual a diferença de remuneração das operadoras de planos de saúde para os hospitais, entre internação domiciliar e hospitalar?

15 OBJETIVOS DA PESQUISA Com a intenção de responder o questionamento proposto foi elaborado um objetivo geral. Objetivos específicos também foram elaborados e definidos, estes com o intuído de organizar e alinhar os estudos no sentido de atingir o objetivo geral de maneira eficaz Objetivo Geral Comparar a forma de remuneração utilizada pelas operadoras de planos de saúde entre internação hospitalar e internação domiciliar Objetivos Específicos Os objetivos específicos do estudo são: a) Mapear casos clínicos de internação hospitalar e analisar a possibilidade de internação domiciliar, a partir dos registros de determinada operadora de plano de saúde; b) Apurar valores dos casos selecionados; c) Comparar os valores das internações hospitalares selecionadas com os valores das internações domiciliares de uma determinada empresa. 1.3 JUSTIFICATIVA DO TEMA O movimento de home care surgiu nos Estados Unidos em 1947 na era do pós-guerra. Foi quando várias enfermeiras se reuniram e passaram a atender e

16 15 cuidar dos pacientes em casa. Somente na década de 1960 é que este movimento tomou mais vulto e a idéia da desospitalização precoce ; começou a ser levada a sério (FALCÃO, 1999). Em algumas situações foi observado que, os gestores de empresas de home care, utilizam como ferramenta na divulgação de seus serviços, a afirmação de que o custo da internação domiciliar (home care) pode ser de 40% a 60% inferior ao custo da internação hospitalar. Embora alguns hospitais e prestadores de serviços de saúde desenvolvam levantamentos sobre esses custos, não é de conhecimento amplamente divulgado, qual a metodologia utilizada, bem como, não existe uma padronização para a comparação de custos. A UNIDAS (2007c) realiza anualmente um estudo, utilizando indicadores que apontam custos com internação hospitalar e internação domiciliar. No ano de 2005 a pesquisa mostrou que o custo dia de uma internação hospitalar chegou a R$ 1.023,05 enquanto a internação domiciliar foi de R$ 429,22, o que representa uma diferença de 42,03%. Mas para os gestores dos serviços de home care, vale lembrar que este é um estudo feito sobre uma visão geral, e não caso a caso. Dentro dos serviços prestados por uma home care não existe apenas a internação domiciliar, mas também os atendimentos domiciliares, que muitas vezes corresponde a uma troca de curativo, ou uma aplicação de antibiótico terapia, procedimentos que devem ser realizados por profissionais da saúde, mas nem por isso existe a necessidade de uma internação hospitalar, procedimentos estes que talvez possam ter uma diferença de custo bem superior aos 42,03% com relação à internação hospitalar, mas para ter certeza quanto a estes valores deve-se estudar, avaliar e apurar os custos caso a caso. O custo que acabamos de descrever, refere-se ao custo que as operadoras de planos de saúde vêm tendo com estas internações, ou seja, para a operadora esse paciente representa um custo enquanto para o hospital ou home care representa o valor faturado. E já que o objetivo de qualquer empresa, independente da área de atuação, é reduzir custos, as operadoras de planos de saúde têm visto o home care como uma alternativa, só se faz necessário avaliar em quais casos a internação domiciliar realmente tem valores inferiores que a internação hospitalar.

17 16 É importante lembrar que existem muitos motivos para que um paciente estável e em condições de ser atendido em casa deva receber alta hospitalar e ser retirado do hospital, e não é apenas a necessidade de redução de custos, mas também, a diminuição de riscos de infecção em ambientes hospitalares; viabilidade do tratamento perto dos familiares e no aconchego do lar; e principalmente a liberação de vagas de leitos hospitalares para o atendimento de casos graves e recuperação mais rápida do paciente, casos que na maioria das vezes podem ser muito mais rentáveis para o hospital. A internação domiciliar além de ser mais confortável para o paciente e seus familiares pode também ter um custo consideravelmente mais baixo para operadoras de planos de saúde. 1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO O presente trabalho está divido em cinco capítulos. Onde o primeiro refere-se à introdução sobre o tema, com o problema, objetivos a serem alcançados e justificativa, o porquê estar discutindo e avaliando este assunto. No capítulo dois encontra-se o referencial teórico sobre o tema dividido em sete sub-capítulos. O primeiro aborda aspectos sobre economia da saúde. No segundo, encontramos os modelos assistenciais de saúde. O terceiro define o serviço de home care, como diversos autores e instituições vêem esta modalidade de assistência. O quarto sub-capítulo traz um breve histórico de como começou o home care. No quinto sub-capítulo, encontram-se os processos, da internação a alta do paciente. O sexto descreve os profissionais e equipes envolvidas na prestação do serviço. E o sétimo e último expõe as vantagens de se adotar este novo conceito. O terceiro capítulo explica a metodologia da pesquisa, ou seja, quais ferramentas foram utilizadas para coleta de dados, a maneira na qual os dados foram analisados e observados e a organização da apresentação dos resultados. No capítulo seguinte está descrito todo o desenvolvimento, detalhes da coleta, observação e análise dos dados, além de transcrever os resultados obtidos com base em gráficos estruturados.

18 17 O quinto e último capítulo conclui o estudo, e também sugere como as operadoras de serviços de saúde podem observar e tratar a questão da internação hospitalar X domiciliar, através do embasamento dos dados e resultados adquiridos.

19 18 2 REFERENCIAL TEÓRICO Com base no estudo realizado em algumas publicações sobre o assunto, foi possível desenvolver um referencial teórico. O presente capítulo descreverá este referencial que está dividido em sub-capítulos: Economia da Saúde, Modelos Assistências e mais quatro outros que tratam diretamente sobre os serviços de home care. 2.1 ECONOMIA DA SAÚDE A proposta do estudo envolve valores, preços e custos de serviços de saúde, portanto se faz necessário discutir alguns aspectos referentes a economia da saúde para entender este contexto. A economia da saúde é uma disciplina onde os conceitos e fundamentos de economia são aplicados à saúde ou, então, que para a tomada de decisão na área da saúde necessita-se de um conhecimento destas teorias (FERRAZ, 2005). Economia e saúde estão interligadas de várias formas; seu estudo e pesquisa sistemática e a aplicação de instrumentos econômicos a questões tanto estratégicas como operacionais do setor saúde deram origem à economia da saúde (DEL NERO, 2006, p.6). De acordo com Del Nero (2006), existe um grande espaço para conflitos entre economistas e profissionais da saúde, isso devido a diferentes formas de pensar. O primeiro pensa no bem estar social e na ética do bem comum, com uma visão geral do todo, avaliando o que pode ser bom para toda a sociedade. O segundo julga que a saúde não tem preço e para salvar uma vida justifica qualquer esforço, concentrando-se na ética individualista, avaliando o momento e com a preocupação de atender apenas aquele individuo. Os economistas puros necessitam fazer o esforço de entender o campo da assistência à saúde. Os serviços de saúde não são apenas organizações distribuidoras de bens e serviços (DEL NERO, 2006, p.06).

20 19 A Organização Mundial da saúde (OMS) tem grande preocupação com as limitações financeiras da prestação e/ou a obtenção de assistência médica sanitária adequada e também, com a dificuldade de avaliar os benefícios dessa assistência, seja termos monetários ou do bem estar social (SILVA, 2003). Silva (2003) afirma que de acordo com a OMS, a aplicação da economia da saúde busca através de períodos de tempo, verificar a quantidade, organização, financiamento e eficiência da alocação e utilização dos recursos aplicados na prestação de serviços de saúde, e os efeitos dos serviços de saúde para a provisão, a cura e a reabilitação na produtividade individual e nacional. O papel da economia é importante para o estudo e melhor conhecimento do funcionamento do mercado de serviços de saúde. Através da colaboração de profissionais de diferentes áreas a economia passa a entender melhor as necessidades de serviços de saúde e as relações entre oferta e demanda. Reconhecendo que os processos de doença são diferentes de acordo com cada grupo social. A economia deve também analisar a influencia exercida pelos interesses comerciais, sejam de fabricantes de medicamentos ou equipamentos, sejam as formas de apresentação de planos e seguros-saúde e o papel dos médicos e dos diferentes tipos de prestadores na decisão de consumo de serviços pelos pacientes (DEL NERO, 2006). Uma definição ampla da economia da saúde seria: a aplicação do conhecimento econômico ao campo das ciências da saúde, em particular como elemento contributivo à administração dos serviços de saúde (DEL NERO, 2006 p.20). Uma outra proposta de definição, ainda em estágio inicial, porém mais específica, seria: O ramo do conhecimento que tem por objetivo a otimização das ações de saúde, ou seja, o estudo das condições ótimas de distribuição dos recursos disponíveis para assegurar à população a melhor assistência à saúde e o melhor estado de saúde possível, tendo em conta meios e recursos limitados (DEL NERO, 2006 p.20). Pode-se dizer que a economia da saúde é uma nova área no Brasil, onde esta envolve tanto conceitos e conhecimentos da medicina como princípios da economia, com o potencial de esclarecer dúvidas sobre melhor aproveitamento de recursos com relação às necessidades da sociedade. Tendo como princípio básico

21 20 da economia da saúde não é economizar, mas melhor aproveitar os recursos disponíveis (FERRAZ, 2005). Del Nero (2006) descreve que nos países com economia semelhante, o mosaico de serviços de saúde que a população encontra está distorcido por uma série de razões: a) Os serviços não correspondem às necessidades da população; b) A distribuição geográfica dos recursos é extremamente desigual; c) Excessivo uso de alta tecnologia médico-hospitalar para tratar seqüelas de doenças preveníveis; d) O uso excessivo e a venda liberal de medicamentos; e) Internações desnecessárias, referências a outros níveis e exames supérfluos; f) Competição do setor privado com o setor público por exames auxiliares lucrativos e cirurgias eletivas; g) Distribuição do financiamento proveniente da seguridade social sem mecanismos apropriados de controle. Como conseqüência, os custos dos serviços estão fora de controle, sendo difícil medir benefícios, mesmo a partir de programas específicos. Os incentivos direcionam-se à especialização; o governo premia procedimentos de alto custo com programas especiais e remuneração diferenciada. As indústrias farmacêuticas e de equipamentos médicohospitalares seguem essa tendência, também estimulando o desenvolvimento de especialistas (DEL NERO, 2006, p.17). A economia da saúde, de acordo com Del Nero (2006) busca ainda respostas a perguntas como: a) Quanto um país deve gastar com saúde? b) Como devem ser financiados os gastos com saúde? c) Como combinar pessoal e tecnologia para produzir o melhor serviço? d) Qual a demanda e qual a oferta de serviços de saúde? e) Quais as necessidades de saúde da população? f) O que significa atribuir prioridade? g) Quando e onde deve ser construído um novo hospital?

22 21 h) É preferível prevenir a curar em que condições? i) Quais as implicações da introdução das taxas moderadoras sobre a utilização de serviços? A Economia da Saúde pode ser vista segundo três vertentes (BRASIL, 2006): a) A primeira, como área de conhecimento a ser desenvolvida, principalmente, pela academia, universidades e institutos de pesquisas. b) A segunda, como ferramenta de gestão e tomada de decisões a ser utilizada, principalmente, pelos gestores no serviço. c) E a terceira como uma atitude cultural, provocando uma mudança no olhar da academia, do serviço e das relações entre serviço e academia, objetivando servir melhor à sociedade. Os serviços de saúde devem prover do setor público ou da iniciativa privada? Com a busca por uma solução acaba-se por vezes ignorando a maneira na qual se originará o gerenciamento do serviço. Há quem defenda a origem de serviços pelo Estado, com um sistema de saúde nacionalizado. De outro lado, os que defendem a livre competição entre prestadores e fornecedores de bens e serviços de saúde. Isso faz com que a controvérsia "sistema público ou sistema privado" se torne um dos assuntos mais discutidos por especialistas da área. A combinação de recursos públicos e privados que vem sendo testada e implantada em grande escala, surge como um dos resultados para essa discussão (DEL NERO, 2006). Para Ferraz (2005) o objetivo da economia da saúde não é dar respostas sobre o que fazer, mas sim fornecer subsídios, através de informações adequadas e válidas, aos tomadores decisões. E economia transforma a linguagem médica, atribuindo um preço a vida e um custo a sua manutenção proporcionais a importância dos indivíduos no conjunto da sociedade (SILVA JUNIOR, 2002 p.20). Ugá (2006) propõe discutir as três principais técnicas de avaliação econômica de serviços ou programas: custo-benefício, custo-efetividade e custo-utilidade. a) Custo-benefício Avalia a viabilidade econômica de projetos sociais, podendo ser aplicado a um ou mais programas, com objetivo de comparar sua "rentabilidade social".

23 22 b) Custo-efetividade É o estudo de diferentes estratégias para executar determinada ação, e após análise do estudo poder escolher qual será a melhor das estratégias capaz de atingir o objetivo escolhido pela ação. c) Custo-utilidade As análises de custo-utilidade são formas mais específicas das análises de custo-efetividade. Destina-se a analisar tratamentos médicos, basicamente de pacientes crônicos. Verificando a duração do tratamento e a qualidade de vida do paciente após essa intervenção. As técnicas de avaliação econômica dos serviços têm gerando sobre a maior parte dos profissionais da área sentimentos de "amor e ódio". Enquanto uma parcela fascina-se pelos métodos que analisam as quantidades de recursos e produtos recursos e produtos e de racionalização da tomada de decisões. A outra parcela, principalmente aqueles que trabalham na atenção médica, acham que as técnicas utilizadas são objetos de desprezo, sob o argumento de que a vida humana não tem preço (UGÁ, 2006). De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) (2007), mais de 80% das despesas das operadoras de saúde correspondem às despesas assistenciais, ou seja, despesas com internações, consultas, exames, entre outras. Neste mesmo documento a ANS publicou as despesas e receitas das operadoras de saúde em 2001 e 2006, conforme apresentado no gráfico a seguir: Milhões de R$ Ano Receita Despesa Gráfico 01 - Receitas e Despesas das Operadoras de Plano de Saúde 2001 a 2006 Fonte: Adaptação ANS, 2006.

24 23 Com base no Gráfico 01 pode-se afirmar que nos anos de 2003 a 2005 a proporção do aumento das despesas foi maior que as receitas, ou seja, em 2003, 2004 e 2005 as despesas aumentaram 13,66%, 13,13% e 12,63% enquanto as receitas 10,51%, 13,05% e 12,49% respectivamente. Em 2002 e 2006 o aumento foi contrario, segundo a ANS (2007), ou seja, 2002 e 2006 as receitas cresceram 17,00% e 9,44% enquanto as despesas 16,43% e 5,36% respectivamente. De acordo com Magella (2007), as despesas das operadoras de saúde aumentaram 16,6% enquanto as receitas apenas 13,6%, entre 2001 e 2002, conforme o Gráfico Milhões de R$ Anos Receita Despesa Gráfico 2 - Receitas e Despesas das Operadoras de Planos de Saúde 2001 e 2002 Fonte: Adaptação Magella, Depois de uma breve descrição sobre economia da saúde, julgou-se necessário explicar, através de uma forma resumida, os atuais modelos assistenciais de saúde. 2.2 MODELOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE O modelo assistencial representa a lógica que orienta a organização dos serviços de saúde em três dimensões (TEIXEIRA, 2004):

25 24 a) Gerencial - relativa de conduzir os processos de reorganização das ações e serviços de saúde. b) Organizativa - corresponde ao estabelecimento das relações entre as unidades de prestação de serviços, geralmente, levando em conta a hierarquização dos níveis de complexidade tecnológica do processo do cuidado. c) Técnico-assistencial - diz respeito às relações estabelecidas entre os quem executa e o que se utiliza para executar o trabalho, relações estas mediadas pelo conhecimento e tecnologia que operam no processo de trabalho na saúde, em vários planos (promoção da saúde, prevenção de riscos e agravos, recuperação e reabilitação). A concepção de saúde doença é apontada como a dimensão mais importante na estruturação dos modelos tecnoassistenciais e no que tange a capacidade resolutiva de problemas (eficácia), pois quanto maior sua capacidade explicativa de fenômenos que interferem no estado de saúde, maior sua capacidade de formular alternativas de solução (SILVA JUNIOR, 2002). O modelo tecnoassistencial que pensa o sistema de saúde como uma pirâmide, com fluxos ascendentes e descendentes de usuários acessando níveis diferenciados de complexidade tecnológica, em processos articulados de referência e contra-referência. Tem se apresentado como uma perspectiva racionalizadora, cujo maior mérito seria o de garantir a maior eficiência na utilização dos recursos e a universalização do acesso e a eqüidade (CECILIO, 1997, p.1). Os modelos assistenciais podem estar voltados para a procura espontânea dos serviços de saúde (modelo médico hegemônico) ou para necessidades de saúde (campanhas e programas especiais de saúde pública). Desse modo dois modelos convivem no Brasil de forma contraditória ou complementar: o modelo médico-assistencial privativista e o modelo assistencial sanitarista (PAIM, 2003). De acordo com Teixeira (2004) no Brasil temos o modelo hegemônico médico-assistencial privativista que, historicamente, orienta o processo de organização de serviços de um dado território, que possui as seguintes características: a) O hospital é o centro da organização dos serviços de saúde e encontra-se desvinculado da rede.

Modelos Assistenciais em Saúde

Modelos Assistenciais em Saúde 6 Modelos Assistenciais em Saúde Telma Terezinha Ribeiro da Silva Especialista em Gestão de Saúde A análise do desenvolvimento das políticas de saúde e das suas repercussões sobre modos de intervenção

Leia mais

3 - Introdução. gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos. 11 - Indicadores operacionais. 14 - Indicadores financeiros.

3 - Introdução. gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos. 11 - Indicadores operacionais. 14 - Indicadores financeiros. 3 - Introdução 4 - Quais são as métricas para alcançar uma boa ÍNDICE As Métricas Fundamentais da Gestão Hospitalar gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos 11 - Indicadores operacionais 14 - Indicadores

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS -

4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS - 4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS - EMPRESAS - OS DESAFIOS PARA O SEGMENTO DE AUTOGESTÃO Vilma Dias GERENTE DA UNIDADE CASSI SP AGENDA 1.

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS

Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS Voltando às perguntas simples O que é atenção à saúde? O que é saúde? O que é atenção à saúde? Prestar atenção= Cuidar? Cuidar de si, cuidar do

Leia mais

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 191 - DOE de 10/10/09 - Seção 1 - p.95

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 191 - DOE de 10/10/09 - Seção 1 - p.95 Regimento Interno Capítulo I Das Finalidades Diário Oficial Estado de São Paulo Poder Executivo Seção I Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 191 -

Leia mais

Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado

Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado Simpósio Mineiro de Enfermagem e Farmácia em Oncologia Belo Horizonte - MG, setembro de 2013. Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado Patricia Fernanda Toledo Barbosa

Leia mais

Entendendo a Assistência Domiciliar

Entendendo a Assistência Domiciliar 1 Entendendo a Assistência Domiciliar Copyright 2003 para Home Health Care Doctor Serviços Médicos Domiciliares Av. Hélio Pellegrino, 420 - Moema São Paulo - SP - CEP 04513-100 Telefone: (0xx11) 3897-2300

Leia mais

09/02/2006. Anvisa lança regras para atendimento médico domiciliar.

09/02/2006. Anvisa lança regras para atendimento médico domiciliar. 09/02/2006 Anvisa lança regras para atendimento médico domiciliar. Os pacientes que recebem atendimento médico em casa têm agora um regulamento para esses serviços. A Anvisa publicou, nesta segunda-feira

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

Rede de Atenção Psicossocial

Rede de Atenção Psicossocial NOTA TÉCNICA 60 2011 Rede de Atenção Psicossocial Minuta de portaria que aprova as normas de funcionamento e habilitação do Serviço Hospitalar de Referência para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno

Leia mais

Inovação em serviços de saúde: experiência da Unimed-BH. CISS Congresso Internacional de Serviços de Saúde

Inovação em serviços de saúde: experiência da Unimed-BH. CISS Congresso Internacional de Serviços de Saúde Inovação em serviços de saúde: experiência da Unimed-BH CISS Congresso Internacional de Serviços de Saúde Quem somos Por que inovar Qualificação da rede Adoção do DRG Acreditação da Operadora Inovação

Leia mais

GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL

GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL MERCOSUL/GMC/RES. N 21/00 GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N 91/93 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Cobrança de Procedimentos por pacote e diárias compactadas

Cobrança de Procedimentos por pacote e diárias compactadas TEMA 4 DO PRÉ CONGRESSO CONBRASS 2012 Atualização na formatação de preços dos procedimentos por pacote e tabelas de diárias compactadas - Dra.Giuseppina Pellegrini "A vida não se abala com a nossa ignorância,

Leia mais

Legislação em Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº11, DE 26 DE JANEIRO DE 2006.

Legislação em Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº11, DE 26 DE JANEIRO DE 2006. Página 1 de 6 Legislação em Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº11, DE 26 DE JANEIRO DE 2006. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam Atenção

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL Médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a atuar, pautado

Leia mais

MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA?

MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA? MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA? De acordo com a Constituição Federal do Brasil, no capítulo dos direitos sociais, todo cidadão tem o direito à saúde, educação, trabalho, moradia, lazer,

Leia mais

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology RESIDÊNCIA MÉDICA Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology José Luiz Miranda Guimarães* Neste número estamos divulgando o resultado parcial do Seminário

Leia mais

PROJETO DE ESTRUTURAÇÃO SAÚDE PÚBLICA Prefeitura Municipal de Itapeva - SP. Maio de 2014

PROJETO DE ESTRUTURAÇÃO SAÚDE PÚBLICA Prefeitura Municipal de Itapeva - SP. Maio de 2014 PROJETO DE ESTRUTURAÇÃO SAÚDE PÚBLICA Prefeitura Municipal de Itapeva - SP Maio de 2014 UMA RÁPIDA VISÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL HOJE Estrutura com grandes dimensões, complexa, onerosa e com falta de

Leia mais

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde Patrícia Constante Jaime CGAN/DAB/SAS/MS Encontro sobre Qualidade na Formação e Exercício Profissional do Nutricionista Brasília,

Leia mais

1º Seminário de Melhores Práticas

1º Seminário de Melhores Práticas 1º Seminário de Melhores Práticas SESI /DR/ACRE Painel 3 Educação e Saúde SESISAÚDE Programa de Saúde do Trabalhador Aparecida Ribeiro Tagliari Costa Sumário O Programa SESISAUDE foi implantado no ano

Leia mais

RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012.

RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012. RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012. Diário Oficial da União nº 109, de 6 de Junho de 2012 (quarta-feira) Seção 1 Págs. 227_232 Entidades de Fiscalização do Exercício das Profissões Liberais

Leia mais

Melhor em Casa Curitiba-PR

Melhor em Casa Curitiba-PR Melhor em Casa Curitiba-PR ATENÇÃO DOMICILIAR Modalidade de Atenção à Saúde, substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento

Leia mais

AUDITORIA EM ATENÇÃO DOMICILIAR: O IMPACTO DO GERENCIAMENTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS NA REDUÇÃO DE CUSTOS ASSISTENCIAIS 1 RESUMO

AUDITORIA EM ATENÇÃO DOMICILIAR: O IMPACTO DO GERENCIAMENTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS NA REDUÇÃO DE CUSTOS ASSISTENCIAIS 1 RESUMO AUDITORIA EM ATENÇÃO DOMICILIAR: O IMPACTO DO GERENCIAMENTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS NA S ASSISTENCIAIS 1 Quartiero,L. 2 1 Monografia de conclusão de Especialização em Auditoria em Saúde - FACISA 2 Enfermeira,

Leia mais

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA Art.1º - A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - SUSAM integra a Administração Direta do Poder Executivo, na forma da Lei nº 2783, de 31 de janeiro de 2003, como órgão responsável,

Leia mais

ÁREAS DE ATUAÇÃO, PERFIL E COMPETÊNCIAS DOS EGRESSOS DOS NOVOS CURSOS

ÁREAS DE ATUAÇÃO, PERFIL E COMPETÊNCIAS DOS EGRESSOS DOS NOVOS CURSOS CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA ÁREAS DE ATUAÇÃO, PERFIL E COMPETÊNCIAS DOS EGRESSOS DOS NOVOS CURSOS 3. CURSO DE NUTRIÇÃO Área de atuação De acordo com a RESOLUÇÃO

Leia mais

ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO I- Realizar consultas clínicas aos usuários de sua área adstrita; II- Participar das atividades de grupos de controle

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

a) Situação-problema e/ou demanda inicial que motivou e/ou requereu o desenvolvimento desta iniciativa;

a) Situação-problema e/ou demanda inicial que motivou e/ou requereu o desenvolvimento desta iniciativa; TÍTULO DA PRÁTICA: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE TUBERCULOSE DO DISTRITO SANITÁRIO CENTRO 2011: apresentação regular dos dados de tuberculose as unidades do Distrito Sanitário Centro CÓDIGO DA PRÁTICA:

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003

RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003 RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003 (Publicada no D.O.U. 03 Junho 2003, Seção I, pg. 84) Dispõe sobre normas técnicas necessárias à assistência domiciliar de paciente, definindo as responsabilidades do médico,

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO HU/UFJF SERVIÇO SOCIAL. Anna Cláudia Rodrigues Alves. Chefe do Serviço Social HU/UFJF Mestre em Saúde Coletiva / UFJF

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO HU/UFJF SERVIÇO SOCIAL. Anna Cláudia Rodrigues Alves. Chefe do Serviço Social HU/UFJF Mestre em Saúde Coletiva / UFJF HOSPITAL UNIVERSITÁRIO HU/UFJF SERVIÇO SOCIAL Anna Cláudia Rodrigues Alves Chefe do Serviço Social HU/UFJF Mestre em Saúde Coletiva / UFJF FALSO VERDADES E INVERDADES SOBRE O SERVIÇO SOCIAL VERDADEIRO

Leia mais

PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR

PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR Prof. Dr. Jones Alberto de Almeida Divisão de saúde ocupacional Barcas SA/ CCR ponte A necessidade de prover soluções para demandas de desenvolvimento, treinamento

Leia mais

A regulação médico-hospitalar nos sistemas de saúde público e privado

A regulação médico-hospitalar nos sistemas de saúde público e privado HUMANIZAÇÃO E ACESSO DE QUALIDADE A regulação médico-hospitalar nos sistemas de saúde público e privado Alexandre Mont Alverne 25/11/2015 Regulação Significado: Michaelis: Regular+ção: ato ou efeito de

Leia mais

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE?

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE? Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0640 Prof. Dr. Paulo Eduardo Elias 2011 Paulo Eduardo Elias Ana Luiza Viana O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE?

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar. Agência Nacional de Saúde Suplementar

A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar. Agência Nacional de Saúde Suplementar A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar Agência Nacional de Saúde Suplementar Jacqueline Alves Torres CONASEMS Belém, 2008 O Setor Suplementar de Saúde Antes da Regulamentação:

Leia mais

INICIATIVAS ESTRATÉGICAS PARA A CASSI DIRETORIA DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM CLIENTES DIRETORIA DE SAÚDE E REDE DE ATENDIMENTO

INICIATIVAS ESTRATÉGICAS PARA A CASSI DIRETORIA DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM CLIENTES DIRETORIA DE SAÚDE E REDE DE ATENDIMENTO INICIATIVAS ESTRATÉGICAS PARA A CASSI DIRETORIA DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM CLIENTES DIRETORIA DE SAÚDE E REDE DE ATENDIMENTO PANORAMA DO SETOR DE SAÚDE - ANS Beneficiários Médico-Hospitalar

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO LUIZA MACHADO COORDENADORA ATENÇÃO Ä SAÚDE DA PESSOA IDOSA -AÇÕES DO MINISTERIO

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que:

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que: CARTA DE BRASÍLIA Contribuições do I Seminário Internacional sobre Políticas de Cuidados de Longa Duração para Pessoas Idosas para subsidiar a construção de uma Política Nacional de Cuidados de Longa Duração

Leia mais

Incentivo à qualidade como estratégia da Unimed-BH. Helton Freitas Diretor-presidente

Incentivo à qualidade como estratégia da Unimed-BH. Helton Freitas Diretor-presidente Incentivo à qualidade como estratégia da Unimed-BH Helton Freitas Diretor-presidente Agenda P P P P A Unimed-BH no mercado Qualificação da Rede Prestadora DRG Certificação e acreditação da Operadora A

Leia mais

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR REGULAMENTO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR Regulamento do Programa de Assistência Domiciliar aprovado pelo Conselho REGULAMENTO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMILICIAR CAPITULO I DEFINIÇÕES GERAIS

Leia mais

CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1

CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1 CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1 O sistema de serviços de saúde é um sistema complexo, composto por diferentes atores sociais,

Leia mais

Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um

Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um Renata Ariano Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um osso). No entanto, a cirurgia teve seus

Leia mais

Circular 059/2012 São Paulo, 01 de Fevereiro de 2012.

Circular 059/2012 São Paulo, 01 de Fevereiro de 2012. Circular 059/2012 São Paulo, 01 de Fevereiro de 2012. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) NORMAS DE FUNCIONAMENTO E HABILITAÇÃO DO SERVIÇO HOSPITALAR DE REFERÊNCIA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Diário Oficial da União

Leia mais

CUIDADOS PALIATIVOS:HISTÓRICO.

CUIDADOS PALIATIVOS:HISTÓRICO. CUIDADOS PALIATIVOS:HISTÓRICO. PINOTTI, Elaine Cristina 1 GAZZOLA, Ms.Rangel Antonio 2 RESUMO O objetivo deste estudo é apresentar como os cuidados paliativos podem promover o bem estar e a qualidade de

Leia mais

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1 CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (QUESTÕES 01 a 30) Questão 01 (Peso 1) A saúde, através do Sistema Único de Saúde, é desenvolvida através de uma política social e econômica que visa,

Leia mais

Matriciamento em saúde Mental. Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde

Matriciamento em saúde Mental. Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde Matriciamento em saúde Mental Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde Matriciamento - conceito O suporte realizado por profissionais e diversas áreas especializadas dado

Leia mais

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL Das Atribuições dos Profissionais dos Recursos Humanos Atribuições comuns a todos os profissionais que integram a equipe: Conhecer a realidade das famílias pelas

Leia mais

Valores Propostos para o Programa no Período 2002 a 2005 2.002 2.003 2.004 2.005 Total Recursos 77,5 79,1 82,3 86,4 325,3

Valores Propostos para o Programa no Período 2002 a 2005 2.002 2.003 2.004 2.005 Total Recursos 77,5 79,1 82,3 86,4 325,3 Plano Plurianual 2.002 2.005 Saúde Objetivo Geral Principais secretarias envolvidas: SMS A Secretaria Municipal de Saúde, cumprindo o programa do Governo da Reconstrução, implantará o SUS no município.

Leia mais

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH DIRETRIZES PEDAGÓGICAS DO PROGRAMA ESTÃO BASEADAS NAS AÇÕES QUE COMPORTAM ATIVIDADES Multiprofissionalidade e interdisciplinaridade:

Leia mais

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), desde meados de 2010, vem liderando

Leia mais

I ANÁLISE: Rua Barão de São Borja, 243 Boa Vista CEP 50.070-325 Fone: 3412-4100 www.coren-pe.gov.br

I ANÁLISE: Rua Barão de São Borja, 243 Boa Vista CEP 50.070-325 Fone: 3412-4100 www.coren-pe.gov.br Parecer Técnico Coren-PE nº 003/2015 Protocolo Coren-PE nº 930/2015 Solicitantes: Kátia Maria Sales Santos Cunha Unidade de Enfermagem do HEMOPE Assunto: No transporte, o profissional de enfermagem deverá

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

Sistema Único de Saúde (SUS)

Sistema Único de Saúde (SUS) LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 Criadas para dar cumprimento ao mandamento constitucional Sistema Único de Saúde (SUS) 1 Lei n o 8.080

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA NOTA TÉCNICA 05 2007 POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA Versão preliminar Brasília, 20 de março de 2007. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA 1. Antecedentes

Leia mais

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA Quando da apresentação de protocolos, manual de normas e rotinas, procedimento operacional padrão (POP) e/ou outros documentos,

Leia mais

Hospital Universitário Ana Bezerra HUAB/UFRN

Hospital Universitário Ana Bezerra HUAB/UFRN Hospital Universitário Ana Bezerra HUAB/UFRN DIMENSIONAMENTO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS E DA GERÊNCIA DE ENSINO E PESQUISA BRASÍLIA-DF, 27 DE MARÇO DE 2013. Página 1 de 20 Sumário 1. APRESENTAÇÃO... 3 1.1.

Leia mais

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA (2011) Dayana Lima Dantas Valverde Psicóloga, graduada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana, BA. Pós-graduanda em Saúde Mental

Leia mais

Junho 2013 1. O custo da saúde

Junho 2013 1. O custo da saúde Junho 2013 1 O custo da saúde Os custos cada vez mais crescentes no setor de saúde, decorrentes das inovações tecnológicas, do advento de novos procedimentos, do desenvolvimento de novos medicamentos,

Leia mais

ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014

ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014 ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014 Cenário 1) Nas últimas décadas, os países da América Latina e Caribe vêm enfrentando uma mudança

Leia mais

PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997

PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997 PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa de Saúde da Família. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas

Leia mais

Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002.

Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002. Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002. O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais, Considerando a Portaria GM/MS nº 866, de 09 de maio de 2002, que cria os mecanismos para organização

Leia mais

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013.

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. Assessoria da Presidência Assessoria técnica Grupo de consultores ad hoc Conselho Federal de

Leia mais

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO FUNÇÃO / REMUNERAÇÃO Médico Infectologista REQUISITO Medicina e Título de Especialista concedido pela Respectiva Sociedade de Classe ou Residência

Leia mais

Políticas públicas e a assistência a saúde

Políticas públicas e a assistência a saúde Universidade de Cuiabá UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde História da Saúde no Brasil: Políticas públicas e a assistência a saúde Profª Ma. Kaline A. S. Fávero,

Leia mais

Resolução SS - 82, de 14-8-2015.

Resolução SS - 82, de 14-8-2015. Circular 274/2015 São Paulo, 17 de Agosto de 2015. Resolução SS - 82, de 14-8-2015. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) Diário Oficial do Estado Nº 151, segunda-feira, 17 de agosto de 2015. Prezados Senhores,

Leia mais

Sustentabilidade em saúde. Dr. Reynaldo A. Brandt

Sustentabilidade em saúde. Dr. Reynaldo A. Brandt Sustentabilidade em saúde Dr. Reynaldo A. Brandt Definição Sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. É suprir as necessidades da geração

Leia mais

Modelos de contratação de Serviços de Atenção Domiciliar: Fee for Service X Pacotes X outras modalidades

Modelos de contratação de Serviços de Atenção Domiciliar: Fee for Service X Pacotes X outras modalidades Modelos de contratação de Serviços de Atenção Domiciliar: Fee for Service X Pacotes X outras modalidades Apresentação/Caracterização do Serviço Forma de Contratação de Serviços Equipe de gestão e Avaliação/Controle

Leia mais

Programa de Estímulo à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças da ANS Experiências Bem Sucedidas. Ana Paula Cavalcante 13 de dezembro de 2006

Programa de Estímulo à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças da ANS Experiências Bem Sucedidas. Ana Paula Cavalcante 13 de dezembro de 2006 III Seminário de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar Programa de Estímulo à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças da ANS Experiências Bem Sucedidas Ana Paula Cavalcante

Leia mais

Modelo Domiciliar de. Assistência ao Doente. Crônico

Modelo Domiciliar de. Assistência ao Doente. Crônico Modelo Domiciliar de Modelos Assistenciais Assistência ao Doente Alternativos Crônico Panorama da Saúde no Brasil Aumento do poder aquisitivo Mudanças no Estilo de Vida Crescimento da População com Planos

Leia mais

Gestão estratégica em processos de mudanças

Gestão estratégica em processos de mudanças Gestão estratégica em processos de mudanças REVISÃO DOS MACRO PONTOS DO PROJETO 1a. ETAPA: BASE PARA IMPLANTAÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO DE PERFORMANCE PROFISSIONAL, que compreenderá o processo de Análise

Leia mais

OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente.

OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente. OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente. Universidade do Vale do Paraíba, Faculdade de Ciências da Saúde,

Leia mais

A Qualidade na Prestação do Cuidado em Saúde

A Qualidade na Prestação do Cuidado em Saúde A Qualidade na Prestação do Cuidado em Saúde Maria Christina Fekete 1 Apresentação O termo cuidado em saúde tem interpretação pouco precisa, tal como ocorre com o conceito de qualidade. Assim sendo, tratar

Leia mais

A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO HOSPITAL E DA HOSPITALIZAÇÃO M E S T R E E M E N F E R M A G E M ( U E R J )

A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO HOSPITAL E DA HOSPITALIZAÇÃO M E S T R E E M E N F E R M A G E M ( U E R J ) A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO HOSPITAL E DA HOSPITALIZAÇÃO MARIA DA CONCEIÇÃO MUNIZ RIBEIRO M E S T R E E M E N F E R M A G E M ( U E R J ) A palavra hospital origina-se do latim hospitalis, que significa "ser

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 4.283, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 4.283, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010 Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 4.283, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010 Aprova as diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia

Leia mais

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM.

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. RESUMO Karyn Albrecht SIQUEIRA, 1. Aline MASSAROLI, 2. Ana Paula LICHESKI, 2. Maria Denise Mesadri GIORGI, 3. Introdução: Com os diversos avanços

Leia mais

Boas Práticas de Humanização na Atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde - SUS

Boas Práticas de Humanização na Atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde - SUS 2006 Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Política Nacional de Humanização Permitida a reprodução, no todo ou em parte, sem alteração do conteúdo e com a citação obrigatória da fonte: Política

Leia mais

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 44 44 OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO BRASIL OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE NA INFÂNCIA pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 45 45 4 " META 5 REDUZIR EM DOIS TERÇOS, ENTRE

Leia mais

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009.

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE SAÚDE, CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL, DA DIVISÃO DE MEIO-AMBIENTE E

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO

REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO APRESENTAÇÃO A Casa de Saúde São José foi fundada em 1923 e tem como missão Servir à Vida, promovendo Saúde. É uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, católica,

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA ABRAMGE-RS Dr. Francisco Santa Helena Presidente da ABRAMGE-RS Sistema ABRAMGE 3.36 milhões de internações; 281.1 milhões de exames e procedimentos ambulatoriais; 16.8

Leia mais

Elevação dos custos do setor saúde

Elevação dos custos do setor saúde Elevação dos custos do setor saúde Envelhecimento da população: Diminuição da taxa de fecundidade Aumento da expectativa de vida Aumento da demanda por serviços de saúde. Transição epidemiológica: Aumento

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (*) CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 5, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Nutrição. O Presidente

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

Política de humanização no estado de São Paulo

Política de humanização no estado de São Paulo Artigo Política de humanização no estado de São Paulo Por Eliana Ribas A autora é psicanalista e doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como coordenadora

Leia mais

O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE VIDAL, Kiussa Taina Geteins; LIMA, Flávia Patricia Farias; SOUZA, Alcy Aparecida Leite; LAZZAROTTO, Elizabeth Maria; MEZA, Sheila

Leia mais

MINUTA DE PROJETO DE LEI

MINUTA DE PROJETO DE LEI MINUTA DE PROJETO DE LEI DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL E O PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL DE PENÁPOLIS O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PENÁPOLIS, no uso de suas atribuições

Leia mais

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ)

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) Gestão do SUS: aspectos atuais A reforma sanitária brasileira,

Leia mais

Panorama dos gastos com cuidados em saúde

Panorama dos gastos com cuidados em saúde Panorama dos gastos com cuidados em saúde Os custos da saúde sobem mais que a inflação em todo o mundo: EUA Inflação geral de 27% em dez anos, a inflação médica superou 100%; Brasil Inflação geral 150%

Leia mais

LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001

LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço

Leia mais

Programa de benefício farmacêutico Algumas experiências brasileiras Marcelo Horácio - UERJ

Programa de benefício farmacêutico Algumas experiências brasileiras Marcelo Horácio - UERJ Programa de benefício farmacêutico Algumas experiências brasileiras Marcelo Horácio - UERJ Introdução No Brasil, não existe qualquer tipo de regulamentação do setor. As iniciativas estão limitadas a algumas

Leia mais

ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE

ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE Rosimery Cruz de Oliveira Dantas Universidade Federal de Campina Grande Campus Cajazeiras. Symara Abrantes Albuquerque

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE NUTRIÇÃO, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente documento

Leia mais

Você conhece a Medicina de Família e Comunidade?

Você conhece a Medicina de Família e Comunidade? Texto divulgado na forma de um caderno, editorado, para a comunidade, profissionais de saúde e mídia SBMFC - 2006 Você conhece a Medicina de Família e Comunidade? Não? Então, convidamos você a conhecer

Leia mais