Programação para privilegiar associados

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1 Núcleo Regional do Paraná Programação para privilegiar associados Reportagem: CLÁUDIA RODRIGUES BARBOSA A diretoria do Núcleo do Paraná relata quais são os desafios da gestão e os anseios dos sócios. O trio formado por Silvia Frazão Matos, Marcos Alberto Soares e Carlos Infante da Câmara Teixeira adianta para a News 58 algumas das atividades programadas para este ano. Vale a pena conferir ainda a discussão sobre a necessidade de o Brasil manter em pauta a implantação de barragens, reservatórios e hidroeletricidade de maneira técnica, sem paixões ou ideias prontas. Newsletter CBDB - Quais os méritos e dificuldades do Paraná em relação às barragens, analisando o panorama atual e expectativas para o Estado? estudos hidráulicos de aproveitamentos hidrelétricos em modelos físicos reduzidos, com histórico de obras relevantes no País e no exterior. Silvia As barragens têm contribuído muito para o desenvolvimento econômico e social da região e do seu entorno. Os proprietários de barragens, através de programas desenvolvidos pelas empresas junto com a população local, contribuem muito fortemente com a conservação do meio ambiente. As empresas também incentivam a pesquisa tecnológica por meio de convênios firmados com as universidades. Todas estas iniciativas se tornaram missão das empresas devido a sua importância. Sendo uma missão, temos a certeza de que todas as atividades terão continuidade. Carlos O Paraná contribuiu com a implantação de diversas obras importantes e emblemáticas no Brasil. É um estado que conquistou reconhecimento internacional na área de barragens e hidroenergia, assim como na geração de profissionais, empresas e entidades técnicas ligadas ao setor. O Laboratório CEHPAR/ LACTEC é um exemplo dessas entidades, pois realiza Marcos - Um país e um estado têm o seu desenvolvimento relacionado diretamente com o investimento em usinas geradoras de energia. No Brasil, os recursos hídricos ainda são os de menor e melhor investimento. Isto se dá devido à energia garantida. E o Paraná não foge à regra. Porém, os grandes aproveitamentos hídricos, com geração acima

2 de 400MW, já foram realizados no estado, restando as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Este é um mérito do Paraná. Afinal, o estado soube aproveitar hidreletricamente os maiores rios paranaenses (Rio Paraná e Iguaçu) com a construção de grandes barragens com inovações de tecnologias e projetos arrojados, como Itaipu, Foz do Areia e Salto Caxias. O panorama atual e as expectativas são os aproveitamentos menores, porém com impactos - tanto ambientais como socioeconômicos - semelhantes às de grande porte. Os estudos destes aproveitamentos são mais rigorosos em suas análises de viabilidade, sem muito incentivo do governo federal para a construção destes empreendimentos. Newsletter CBDB - Quais os méritos e dificuldades do Núcleo do Paraná em relação ao CBDB? Carlos Em minha opinião, o grande desafio do Núcleo Regional do Paraná é o mesmo de diversas entidades de classe: desenvolver atividades sem uma estrutura própria profissionalizada. As ações são feitas pelos diretores regionais em paralelo às suas responsabilidades profissionais, com o apoio da estrutura do CBDB. Para vencer este desafio apostamos em um planejamento anual. Assim, podemos elaborar e programar as atividades com antecedência e prazos confortáveis. Para 2015, o Núcleo Regional planejou um calendário com dois cursos técnicos práticos nas áreas de Mapeamento Geológico-Geotécnico, e Barragens de Terra e Enrocamento. Duas palestras técnicas também fazem parte da programação. Estas ações, coordenadas com o CBDB, buscam valorizar o profissional que atua na área de Engenharia de Barragens, através de informação setorial...o grande desafio do Núcleo Regional do Paraná é o mesmo de diversas entidades de classe: desenvolver atividades sem uma estrutura própria profissionalizada. e eventos de atualização. Esses encontros promovem uma maior aproximação dos estudantes universitários e estimulam o network e contatos profissionais. Silvia Como o núcleo não é composto por profissionais de dedicação exclusiva, temos que desenvolver uma programação anual para conciliar as atividades do núcleo e as profissionais. É uma missão nossa fazer palestras e cursos de maneira que os profissionais possam se reunir de forma regular, pois estes encontros promovem as trocas de experiências. Marcos - O Núcleo Regional do Paraná, junto ao CBDB, sempre foi muito ativo por ter em seus filiados excepcionais e excelentes profissionais na área de Projeto, Construção e Manutenção de Barragens. A dificuldade é atingir os outros setores mantenedores de barramento (abastecimento de água, irrigação, rejeitos, paisagismo, urbanismo, etc), pois os de aproveitamento hidrelétrico são os mais interessados e próximos ao núcleo. Espera-se nesta gestão atingir os órgãos mais afastados das concessionárias devido à regularização da lei (da Política Nacional de Segurança de Barragens). A legislação implica na implantação de uma série de requisitos obrigatórios por parte do proprietário da usina/barragem.

3 Newsletter CBDB - O que vocês identificam como anseios dos sócios? de conhecer profissionais com grande experiência para a troca de ideias e formar networking. Carlos O mundo mudou muito no passado recente e os associados estão inseridos nessas mudanças, o que faz que os mesmos tenham mais e diferentes expectativas e demandas. Os associados querem informação segmentada e imediata, palestras e/ou cursos curtos direcionados para o setor, com possibilidade de acesso remoto ou presencial, oportunidades para encontrar outros profissionais do setor, de maneira a fazer intercâmbio de ideias e experiências, assim como contatos profissionais, entre outras demandas. Cada vez mais as entidades de classe tendem a ser plataformas. Ou seja, acabam sendo meios nas quais os associados e a comunidade agem e interagem, deixando de ser provedores. Neste assunto, os núcleos regionais podem contribuir com o CBDB desenvolvendo ideias e testando-as. Silvia Os sócios anseiam pelo aprofundamento do conhecimento em relação às barragens e seus programas junto à sociedade. Nas palestras e cursos têm a expectativa Marcos - Acredito que os anseios dos sócios sejam palestras e cursos com temas atuais, diretamente ligados em projetos, construções, operação, manutenção, instrumentação e comportamento das barragens. A parte ambiental e política também! A cada três meses, pelo menos, os sócios esperam palestras e cursos ministrados por profissionais experientes. Newsletter CBDB - Falem sobre algum tema técnico que considerem relevante para ser compartilhado na Newsletter. Carlos - Precisamos manter vivo o debate nacional da implantação de barragens, reservatórios e hidroeletricidade. Neste tema, faço minhas as palavras do professor e ex-ministro de Minas e Energia Francisco Gomide: este debate deve ser desenvolvido de maneira técnica, sem paixões ou ideias pré-concebidas. É necessário que o es- Emissão de CO2 por fonte: Hidrelétrica Nuclear Biomassa Solar Gás Natural Óleo Combustível Carvão 4 kg/ 16kg/ 18 kg/ 46 kg/ 469 kg/ 840 kg/ 1001 kg/ Dados da ANEEL/CCEE segundo Encontro de Energia realizado pela FIESP em 2013

4 tudo ambiental seja comparativo - dado que haverá necessidade de expansão da capacidade instalada em MWs. No caso da não implantação através de hidroenergia, avaliar qual será a contribuição de cada fonte alternativa. Não podemos esquecer que graças à hidroeletricidade, a matriz elétrica e, consequentemente, a matriz energética brasileira são destaque mundial em sustentabilidade. Na América do Sul, o continente água, a precipitação pluvial anual é de mm (dobro da de qualquer outro continente) e mm no Brasil, sendo mm na Amazônia, e como tal, correspondem a uma riqueza natural do País e da região. A hidroeletricidade é uma das gerações de energia elétrica mais baratas e uma das que emite menor taxa de CO2 por MWh. Marcos A lei de segurança de barragens número deve ser bem difundida pelo CBDB. Há inúmeras dúvidas entre os proprietários, concessionárias, mineradoras, etc a respeito das exigências a serem apresentadas junto ao órgão fiscalizador. Outro tema interessante seria a construção de barragens com uso múltiplo (energia associada com saneamento, irrigação, lazer, etc). O Brasil possui o 3º maior potencial hídrico do planeta, com capacidade para produzir quase 250 GW, mas utiliza apenas 85 GW. Um desperdício sem proporções, já que a hidrelétrica com reservatório permite a estocagem de energia, ajuda no abastecimento de água na produção de alimentos e na regularização dos rios. R$ 336 / R$ 393 / R$ 507 / R$ 599 / Veja como a energia da água custa muito menos: R$ 85 / R$ 100 / R$ 159 / R$ 166 / R$ 171 / Hidrelétrica Eólica PCH Nuclear Biomassa Carvão Gás Ntural Óleo Disel Óleo Combustível Dados da ANEEL/CCEE segundo Encontro de Energia realizado pela FIESP em 2013

5 Perfil da Diretoria CARLOS INFANTE DA CAMARA TEIXEIRA Diretor Regional Engenheiro Civil, 51 anos, graduado em Engenharia em 1987 pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Católica de Administração e Economia de Curitiba e MBA em Gerenciamento de Projetos pelo ISAE Fundação Getulio Vargas. Com experiência de mais de 28 anos em Projeto e Gestão de Projetos de Hidroenergia e de Infraestrutura Geral, no Brasil e América Latina, exerceu de 2009 a 2014 a função de Diretor de Desenvolvimento do Mercado na Intertechne Consultores S.A. e atualmente é Vice-presidente de Óleo e Gás. Durante a carreira teve oportunidade de trabalhar em Projeto e Gestão de Aproveitamentos Hidroeletricos e Barragens Associadas, como: UHE Salto Segredo; Pichi Picun Leufu (Argentina); UHE Salto Caxias; UHE Itiquira; UHE Irapé; Barragem de Pichachos (México), entre outros. Nas entidades de classe, atua como Diretor de Energia Elétrica da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), membro do Comitê de Geração da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB). Foi ex-presidente e ex-membro do Conselho da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC-PR) e ex-diretor e ex-membro do Conselho do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP-PR). SILVIA FRAZÃO MATOS Diretora Secretária Engenheira Civil, 43 anos, graduada em 1999 pela Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho (UNESP), Mestre em Engenharia da Construção Civil pela Universidade Federal do Paraná em Trabalha na Itaipu na área de Segurança de Barragem desde Até 2010, trabalhou na Divisão de Obras Civis, da Superintendência de Obras, Diretoria Técnica da Itaipu, área responsável por coleta de dados e manutenção da instrumentação que monitora a barragem. Desde 2010 está na Divisão de Engenharia Civil e Arquitetura, da Superintendência de Engenharia, Diretoria Técnica da Itaipu, onde tem atuado principalmente na avaliação do desempenho e segurança das estruturas civis. Participou recentemente do estudo de Revisão de Enchente Máxima de Itaipu. No período de 2001 a 2003 lecionou no curso de Engenharia Civil na faculdade UDC de Foz do Iguaçu. MARCOS ALBERTO SOARES Diretor Tesoureiro Engenheiro Civil, 54 anos, graduado em 1985 pela Universidade Federal do Paraná, Especialista em Processamento de Dados e Análise de Sistemas pela Faculdade Católica de Administração e Economia (FAE) em Trabalha na Copel desde 1985, tendo atuado inicialmente na área de Análise de Sistemas de Informações. Desde 1996 está na área de Projetos Hidrelétricos e Segurança de Barragens. Entre 2000 e 2003, atuou como Coordenador de Estudos de Engenharia para Projeto Básico de PCH e Coordenador de Estudos de Engenharia para Projeto de Inventário de Hidrelétrica. Entre 2003 e 2005 foi representante da Copel no Projeto de Lei nº 1.181/2003 que visava estabelecer diretrizes para verificação da segurança de barragens de cursos de água. A partir de 2003 atua como Gerente de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, na área de Auscultação Geodésica para Controle e Segurança da Barragem. Desde 2006 é representante da empresa na ABRAGE, no Comitê de Segurança de Barragens (CSB). Atualmente é Gerente da Divisão de Engenharia de Manutenção das Estruturas Civis e Mecânicas, responsável pela gestão da segurança de barragens das usinas da Copel.

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