ANÁLISE DA TRANSMISSÃO DE PREÇO PARA O LEITE PARANAENSE UTILIZANDO MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS

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1 ANÁLISE DA TRANSMISSÃO DE PREÇO PARA O LEITE PARANAENSE UTILIZANDO MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS DIEGO FIGUEIREDO DIAS; CAMILA KRAIDE KRETZMANN; ALEXANDRE FLORINDO ALVES; JOSÉ LUIZ PARRÉ. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, MARINGÁ, PR, BRASIL. APRESENTAÇÃO ORAL COMERCIALIZAÇÃO, MERCADOS E PREÇOS AGRÍCOLAS Análise da ransmissão de preço para o leie paranaense uilizando modelos de séries emporais Grupo de Pesquisa: COMERCIALIZAÇÃO, MERCADOS E PREÇOS AGRÍCOLAS Resumo Ese arigo analisou a elasicidade da ransmissão de preços de leie ao produor do esado do Paraná. O objeivo foi analisar quais dos principais esados produores de leie (MG, GO, SP, RS) afeam o preço paranaense. Foram uilizados vários méodos relacionados com séries de empo: ese de raiz uniária (DFuller e PPerron), de causalidade de Granger, de co-inegração de Johansen, Modelo Veorial de Correção de Erro (VEC). O modelo eórico uilizado em como base a Lei do Preço Único. O período analisado corresponde a janeiro de 1995 a julho de Os resulados obidos mosram que, denre os esados analisados, as variações nos preços recebidos pelos produores do esado de Goiás são ransmiidas aos preços recebidos pelos produores do Paraná. Palavras-chaves: Leie, Séries de Tempo, Lei do Preço Único. Absrac This paper analyzed he elasiciy of price ransmission, regarding he milk produced in he sae of Paraná. Saes such as Minas Gerais, Goiás, São Paulo and Rio Grande do Sul are known as he main milk producers, hus, he aim of he presen invesigaion was o analyze which of hose saes affecs he price variaion in Paraná. Among he mehods relaed o ime series used, he Uni Roo Tes (DFuller and PPerron), Granger Causaliy Tes, Johansen s 1

2 Co-inegraion Mehodology and he Vecor Error Correcion Model (VEC) were used. The heoreical model used has as base he Law of One Price, a single price. The period analyzed was from January, 1995 o July, The resuls obained wih he invesigaion show ha, among he saes analyzed, he price variaions and he value received by producers in he sae of Goiás are ransmied o he price value received by producers in Paraná. Key Words: Milk, Time Series, Law of One Price. 1. INTRODUÇÃO Após a aberura comercial do início dos anos 90, o mercado do Leie no Brasil sofreu profundas alerações. Segundo Barros (2001), as principais mudanças esão relacionadas à desregulamenação do seor, o fim do conrole de preços exercidos durane 40 anos pelo governo e uma mudança esruural na colea e ranspore do produo. Desse modo, o mesmo auor coloca que houve uma redução significaiva na produção de leie proveniene de gado com dupla apidão, que, já em 2001, não chegava a represenar 7,5%. A uilização de gado de core para a produção de leie ocorre principalmene pelo fao da não especialização do produor numa só aividade, muias vezes configurando ineficiência. O Brasil aumenou sua produção de leie em 18,75% enre os anos 2000 e 2005, chegando a um paamar de 23,5 bilhões de liros. Porém o consumo nacional per capia coninuou em orno de 131 liros/ano, siuando-se abaixo da recomendação da Organização Mundial de Saúde(OMS) de 175 liros/ano. Tabela 1 - Produção de Leie nos principais esados produores de 2000 a 2005 (Mil liros) Brasil e Unidades da Federação Brasil Minas Gerais São Paulo Paraná Rio Grande do Sul Goiás Fone: IBGE (2006) O Paraná passou da posição de quino maior produor do Brasil em 2000 para erceiro em 2005 com um incremeno de 33,08% na produção, chegando bem próximo ao oal produzido por Goiás. Minas Gerais ainda é o maior produor de leie do Brasil. Com relação aos preços do leie neses esados, segundo esudo feio por Barros e al. (2001), São Paulo apresena os preços ao produor mais elevados do que Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. A relação enre os preços nas bacias leieiras analisadas 1 1 Segundo Barros (2001), as principais bacias produoras do país esão nos seguines locais: Sul/Sudoese de Goiás; Sul de Minas Gerais; Vale do Paraíba (SP); São José do Rio Preo (SP); Casro (PR) e Rio Grande do Sul. 2

3 no rabalho ciado, apresena uma endência de esabilidade, que indica que os preços ali variam com razoável grau de coordenação. A produção leieira nacional é basane concenrada na região Cenro-Sul, na qual os cinco maiores esados produores (Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) são responsáveis por 66,7% da produção oal do país. Em um esudo apresenado pela MILKPOINT (2006) verificou-se que dos 100 maiores produores do Brasil, 56 se enconravam na região sudese, com desaque para Minas Gerais, que possui 39 propriedades; e, 34 na região Sul, com desaque para o Paraná com 27 propriedades. Também são neses esados que esão as principais indúsrias de ransformação da maéria-prima leie. O seor de leie e derivados é um seor de grande relevância para o agronegócio brasileiro. A balança comercial de leie e derivados fechou 2005 com superávi de US$ 8,90 milhões (aumeno de 7,3% em relação a 2004). As exporações alcançaram o valor de US$ 130,1 milhões e as imporações, US$ 121,2 milhões. Os rês primeiros meses de 2006 mosram que a balança comercial do seor cresceu 32% em relação ao mesmo período do ano anerior 2, chegando ao final do mesmo ano com o regisro de superávi equivalene a US$ 46,07 bilhões. Ao comparar os 12 meses de 2006, com o mesmo período de 2005, observa-se um crescimeno do superávi em 3,1%, apesar de que as exporações cresceram menos do que as imporações, refleindo a valorização do real na época. O mercado sofreu alerações significaivas nos úlimos anos. De acordo com Sbrissia (2005), houve a parir de meados dos anos 90, uma popularização do leie ipo longa vida por sua praicidade no consumo e economia, ambas ligadas ao empo de vida úil em praeleira e a redução nos cusos de armazenagem com refrigeração. O cuso de ranspore se reduziu, sendo possível enconrar leies de diversas regiões em um mesmo supermercado, reduzindo o caráer regional da produção/disribuição do leie. Esa configuração fragilizou o poder de negociação dos produores e pequenos laicínios perane as grandes redes de supermercados, confirma Sbrissia (2005), que, por erem possibilidade de esocagem, ou aquisição do produo de maiores disâncias, passaram a ser os agenes dominanes nos processos decisivos de mercado. Há alguns anos surgiu no Paraná o CONSELEITE 3, que reúne represenanes dos produores rurais de leie do esado e das indúsrias de laicínios responsáveis pelo processameno no esado do Paraná. O principal objeivo do Conselho é a busca de soluções conjunas, pelos produores rurais e indúsrias, para problemas comuns do seor láceo paranaense. O que moivou a criação de al conselho foi a necessidade de se esabelecer, aravés de enendimeno enre produores rurais e indúsrias, formas alernaivas para a remuneração da maéria-prima (leie) ao produor paranaense que pudessem reduzir os conflios que se esabeleceram enre eses e as indúsrias após a desregulamenação do seor no país iniciada na década de 90. Tais alernaivas devem ambém favorecer o desenvolvimeno susenável, conforme Manual do Conseleie (2003), ano da produção de leie como da produção de seus derivados no Esado do Paraná, bem como conribuir para a melhoria da qualidade do leie e derivados produzidos no Esado. Foi nese conexo que surgiu uma proposa de preço de referência para o leie a parir dos preços médios de comercialização dos derivados pelas indúsrias. Isso implica que os preços da maéria-prima (leie) variam no mesmo senido dos preços dos derivados praicados pelas indúsrias paricipanes do Conselho. O Conselho ressala que o preço é faculado aos produores, iso é, pode haver regiões com ágios ou deságios dependendo de alguns cusos especiais acima ou abaixo da média e/ou qualidade do produo. 2 Disponível em: hp:// 3 Ver Manual do CONSELEITE, disponível em: 3

4 2. OBJETIVOS Ese rabalho visa analisar, aravés de séries de empo, os preços recebidos ao produor dos cinco principais esados, a relação enre os preços iner-esados e a relação causal enre eses preços. Desse modo, o esudo esá enfocado em analisar se exise algum esado que afea a formação do preço do leie sobre o esado do Paraná, gerando enão, possíveis disorções com a proposa apresenada pelo Conseleie Paraná. Dada a esruura do mercado de leie na região Cenro-Sul do Brasil, a endência é de que variações nos preços do Leie nos cinco esados analisados manenham relações enre si. Especificamene, objeiva-se verificar se exise relacionameno de longo prazo enre essas cinco séries de preços aravés de eses de causalidade no senido de Granger e coinegração de Johansen. Nese senido pode-se deerminar as relações causais iner-esados e verificar a inensidade em que os preços são ransmiidos de um esado para ouro. Mais especificamene, observar se os preços recebidos pelos produores de leie do Paraná sofrem influência de ouros esados, aravés da uilização do sofware Saa MODELO TEÓRICO O modelo eórico uilizado nese rabalho foi desenvolvido por MUNDLACK e LARSON, 1992 apud MARGARIDO, Esse modelo mosra como variações nos preços exernos refleem-se em variações nos preços inernos 4. Tendo como base a Lei do Preço Único 5 pode-se escrever o preço inerno do produo analisado como função do preço exerno. O modelo radicional insere um ermo e represenando a axa de câmbio enre dois países, porém serão analisados aqui os preços enre esados, não havendo, porano, a necessidade da uilização do referido ermo. O modelo é apresenado da seguine forma: p i = p * i + No qual, P i = preço inerno do produo i no período ; P * i = preço exerno do produo i no período. Para capar possíveis desvios, em função de variáveis não inroduzidas no modelo, adiciona-se um ermo de erro (u) na equação. Ese modelo simples pare do pressuposo que o preço do produo em deerminado esado é função do preço do mesmo produo em ouro esado e do ermo de erro. Esimando-se a regressão obém-se o seguine modelo: * = α + β + (2) p i p Sendo α uma consane; β, a elasicidade do preço inerno em relação ao preço exerno, ou seja, é a sua elasicidade de ransmissão de preço. Quando o seu valor é igual a 1 significa que variações no preço exerno são plenamene ransmiidas ao preço domésico; por ouro lado, quando o valor de β é igual a zero isso implica que variações do preço exerno não conduzem a qualquer ipo de resposa do preço inerno, nesse caso, porano, considera-se que o mercado analisado seja fechado. O caso mais comum é que o valor de β se enconre enre 0 u i i u i (1) 4 Como serão analisados preços dos esados, a variável dependene analisada represena o preço inerno e as explicaivas, o preço exerno. 5 A Lei do Preço Único sugere que variações de preços no mercado exerno de deerminado produo são ransmiidas para o mesmo produo, porém, no mercado domésico. 4

5 e 1, mosrando que as iner-relações comerciais dos esados afeam de alguma forma os preços dos produos comercializados por eles. 4. MATERIAL E MÉTODOS 4.1. MATERIAL As séries de preços analisadas nese rabalho foram obidas juno à Embrapa e referem-se aos preços recebidos pelo produor de leie ipo C. À primeira análise, poder-seia achar inadequado uilizar ese ipo, pois nos úlimos anos o Leie Longa Vida ocupou quase odo o mercado consumidor, sendo responsável aualmene por cerca de 74% do consumo das famílias (Leie Brasil, 2006). Uma jusificaiva plausível esá no fao do leie longa vida ser consiuído normalmene pelo ipo C, adquirindo suas caracerísicas de longa duração após passar basicamene por dois processos: i. Submeido ao processo de UHT 6 ; e, ii. Embalado no sisema mulicamadas 7. De acordo com Nogueira (2004), os preços dos diversos ipos de leie pagos ao produor esão convergindo, e, de 1995 a 2004, a diferença enre os preços do leie ipo C e ipo B reduziram de 30% para 8%. As diferenças que vêm ocorrendo esão mais relacionadas às bonificações por volume de enrega do que à ipificação do leie. Segundo BARROS e BURNQUIST, 1987 apud MARGARIDO, 2006, a elasicidade de ransmissão de preços refere-se à variação relaiva do preço de um produo em um deerminado mercado à variação do preço do mesmo produo em ouro mercado, manidos em equilíbrio esses dois níveis de mercado após o choque inicial em um deles. Porano, para esse fim, as séries foram ransformadas em bases logaríimicas, ransformando-se em lpr, lgo, lmg, lsp e lrs, sendo que cada logarimo represena os preços ao produor do leie C para os esados do Paraná, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, respecivamene MÉTODOS Muias variáveis econômicas que exibem endências, como PIB, consumo, ou nível de preços, não são esacionárias. Mas, em muios casos, a esacionariedade pode ser enconrada pela diferença simples ou alguma oura informação (Greene, 1997). Se, y = u + y 1 + E (3) Pela subsiuição direa, = ( + ) u E 1 i= 0 y (4) 6 Ulra High Temperaure - O processo de ulrapaseurização é o aquecimeno do leie à emperaura de aproximadamene 150ºC por um empo muio curo, de aproximadamene quaro segundos, seguido por um rápido resfriameno (VPS-USP). 7 A caixa do Longa Vida possui 6 camadas. Duas camadas de plásico, que proegem o leie e eviam o seu conao com as demais camadas da embalagem. Em seguida, vem uma camada de alumínio, que evia a passagem de oxigênio, luz e a conaminação proveniene do meio exerno. A quara camada ambém é de plásico, seguida pela quina camada, consiuída pelo papel, que dá resisência à embalagem e permie a impressão de odas as informações sobre o produo. Finalmene, a úlima camada é consiuída pelo plásico, que proege as demais camadas e complea a barreira que proege o leie do meio ambiene (VPS-USP). 5

6 Iso é, y é uma soma simples do que evenualmene será um número infinio de variáveis randômicas, possivelmene com média diferene de zero. O processo será esacionário aé mesmo quando u for igual a zero. Por ouro lado, z = y y 1 = u + E (5) é uma inovação a mais da média de z, que já assumida, é esacionária. A série y é dia ser inegrada de ordem 1, iso é, I(1), jusamene pelo fao de que a primeira diferença gera um processo esacionário. Nese rabalho, primeiramene foi analisado se as séries eram esacionárias aravés dos eses Dickey-Fuller(DF) 8 e Phillips-Perron(PP) 9. Após deecar a não esacionaridade das séries, as mesmas foram esadas aplicando a primeira diferença. As séries foram esacionarizadas caracerizando-se como inegradas de ordem 1. De acordo com Margarido (1994), a uilidade da aplicação dos operadores de diferença reside no fao de que eles são capazes de deixar as séries esacionárias, o que significa que esses operadores não somene esabilizam a variância, como ambém removem a endência exisene por rás das séries originais. Para que fosse confirmada a relação enre as variáveis, foi uilizado o ese de causalidade de Granger, que difere do senido radicional de causalidade, onde uma variável qualquer causa oura variável no senido resrio. A causalidade no senido de Granger, represenado por X Y, quer dizer que valores defasados de uma variável, por exemplo, x, êm poder explicaivo em uma regressão de uma variável y para valores defasados de y e x. Ou seja, os valores passados de x ajudam a prever os valores fuuros de y de maneira mais precisa que se uilizassem apenas os valores passados de y. Na seqüência, a fim de idenificar se exise um relacionameno de longo prazo enre os preços analisados, uilizou-se o ese de co-inegração elaborado por JOHANSEN e JUSELIUS, 1990 apud MARGARIDO, Também foi uilizado o Modelo Veorial de Correção de Erro (VEC) para a realização da análise econômica do relacionameno enre os preços do leie dos cinco esados de curo e de longo prazo. 5. ANÁLISE DE RESULTADOS 8 A versão mais simples do modelo para ser analisada é o caminho randômico, y = γ y 1 + E, 2 E ~ N[0, σ ], Cov[ E, Es ] = 0 s, sob a hipóese nula que γ = 0 ˆ γ 1 DF Es. Sd. Error( ˆ) γ = T ( ˆ γ 1 ese. 1). Há dois méodos para realizar o =, em geral, o valor críico é consideravelmene maior em valor a parir da disribuição. 2) DF ), ese méodo é baseado na esaísica (Greene, 1997). γ 9 Há muias alernaivas para o ese Dichey-Fuller que vêm sendo sugeridas para melhorar as propriedades de amosras finias ou para acomodar as esruuras gerais dos modelos. E enão, nese momeno, que a esaísica Phillips-Peron pode ser inserida. Greene (1997) coloca que The DF procedures have sood he es of ime as robuss over a wide range of applicaions. The PP ess are very general, bu appear o have less han opimal small sample properies. 6

7 O primeiro passo foi analisar se a série de preços dos cinco esados era esacionária 10. Os resulados seguem na Tabela 2, abaixo. A parir do ese Dickey-Fuller, pode deecar-se raiz uniária, já que o valor esaísico fora menor do que o valor críico em odos os esados analisados, como se vê na Tabela 2. Porém, para confirmar a exisência de raiz uniária, foi realizado o ese Phillips-Perron, que mais uma vez veio confirmar os resulados já enconrados em odas as variáveis, mosrando a não esacionariedade das séries. Enão, a série foi defasada em (-1) a fim de orná-la esacionária e, a parir daí, foram feios os eses novamene e os resulados obidos foram significaivos. Desse modo, a série orna-se esacionária e sem raiz uniária. Tabela 2 - Resulados dos eses de Raiz Uniária (Dickey-Fuller e Phillips- Perron) para as variáveis lpr, lsp, lmg, lrs, lgo de janeiro de 1995 a julho de 2006 Variável Tese DF Tese PP Esaísica Prob. Esaísica Prob Ordem de Inegração lpr -0,607 0,8694-1,044 0,7371 I(0) Dlpr -8,578 0,0000-8,638 0,0000 I(1) lsp -0,338 0,9199-0,828 0,8109 I(0) Dlsp -6,909 0,0000-6,967 0,0000 I(1) lmg -1,064 0,7293-1,407 0,5789 I(0) Dlmg -8,377 0,0000-8,412 0,0000 I(1) lrs -0,432 0,9046-0,743 0,8353 I(0) Dlrs -8,090 0,0000-8,172 0,0000 I(1) lgo -0,662 0,8564-1,117 0,7083 I(0) Dlgo -6,322 0,0000-6,249 0,0000 I(1) Fone: Elaboração própria a parir dos resulados do Saa. Para esar a co-inegração VEC é preciso especificar quanos lags (defasagens) incluir. Desse modo, o cálculo de lags é realizado, lembrando que as séries aqui rabalhadas são logarimizadas. Tabela 3 - Tese para verificação da quanidade óima de lags para as variáveis lpr, lsp, lmg, lrs, lgo de janeiro de 1995 a julho de 2006 Lag LL LR DF P FPE AIC HQIC SBIC 0 618,203 7,8e ,449-9,040-8, , ,1 25 0,000 5,4e-14-16,367-16,104-15, ,38 125, ,000 3,1e-14* -16,924* -16,443* -15,740* ,08 27, ,336 3,7e-16-16,756-16,057-15, ,12 44,074* 25 0,011 3,8e-17-16,712-15,794-14, De acordo com Gujarai (2000,p.719) diz-se que um processo é esocásico ou esacionário se suas médias e variâncias forem consanes ao longo do empo e o valor da covariância enre dois períodos de empo depender apenas da disância ou defasagem enre os dois períodos, e não do período de empo efeivo em que a covariância é calculada 7

8 Variáveis Endógenas: lpr, lsp, lgo, lmg e lrs Variável Exógena: cons_ Fone: Elaboração própria a parir dos resulados do Saa.. Como indicado pela Tabela 3, acima, a uilização de 2 lags é a melhor em função de er sido significane nos eses FPE, AIC, HQIC e SBIC 11, odas indicadas pelo aserisco. Nese senido, o próximo passo consise na realização do ese de co-inegração, baseado no méodo de Johansen, para definir o número de equações co-inegradas. Tabela 4 - Tese de Johansen para coinegração para as variáveis lpr, lsp, lmg, lrs e lgo de janeiro de 1995 a julho de 2006 Rank Parms LL Eigenvalue Trace Saisic Criical Value ,64 98,50 68, ,49 0,25 59,89 47, ,65 0,19 31,57 29, ,99 0,13 12,90* 15, ,86 0,08 1,15 3, ,43 0,01 Fone: Elaboração própria a parir dos resulados do Saa. O que a Tabela 4 indica é que as esaísicas do ese são baseadas em um modelo com dois lags e rês endências consanes. O corpo da abela apresena esaísicas do ese e seus valores críicos para a hipóese nula de nenhuma co-inegração (linha 1) e de uma ou pouca equação co-inegrada (linha 2) 12. No resulado acima, é foremene rejeiada a hipóese nula de não co-inegração. Porano, se aceia a hipóese de que há rês equações, ou menos, coinegradas no modelo mulivariado, já que quando r=3 a esaísica calculada (12,8976) não excede o valor críico (15,41). O aserisco no número indica que ese é o valor de r selecionado pelo méodo de Johansen. Tendo deerminado que haja rês equações co-inegradas enre as séries de preços recebidos pelo produor do PR, SP, GO, MG e RS, esimar-se-á os coeficienes da regressão aravés do modelo veorial de correção do erro - VEC 13. Tabela 5 Esimaiva dos coeficienes das variáveis lpr, lsp, lmg,lrs, lgo, de janeiro de 1995 a julho de Variáveis Coeficienes Z P > Z D2_lpr 11 FPE = Forecas Predicor Error, AIC = Akaike Informaion Crierion, HQIC = Hanna-Quin Crierion, SBIC = Scharwz Crierion. 12 Saa Time Series. 13 De acordo com Johnson e Dinardo (2001), quando as variáveis VAR são inegradas de primeira ordem ou superior, o processo de esimação sem resrições esá sujeio aos riscos de regressões envolvendo variáveis não esacionárias. Conudo, a presença de variáveis não esacionárias envolve a possibilidade de relações coinegranes. Porano, aravés do ese de Johansen, deermina-se a necessidade ou não da uilização de um modelo Veorial de Correção de Erro - VEC. 8

9 lpr -0, ,91 0,000 lsp -0, ,79 0,430 lgo 0, ,46 0,001 lmg 0, ,44 0,151 lrs 0, ,08 0,28 Fone: Elaboração própria a parir dos resulados do Saa. Aravés dos resulados apresenados na Tabela 5, percebe-se que para a variável dependene lpr, as variáveis que explicam são lgo e o próprio lpr. À primeira análise, pode-se afirmar que denre os esados analisados, apenas Goiás foi significane no que diz respeio a explicar as variações nos preços paranaenses, além é claro, do próprio preço do esado. Nese senido, aravés do ese de causalidade de Granger, procurou-se observar qual é a relação causal enre as variáveis analisadas. Tabela 6 Tese de causalidade de Granger das variáveis lsp, lgo, lmg e lrs para a variável lpr de janeiro de 1995 a julho de 2006 Causalidade de Granger F Prob > F SP causa Granger PR 3,3939 0,2698 GO causa Granger PR 9,6882 0,0001 MG causa Granger PR 1,0599 0,3496 RS causa Granger PR 1,3240 0,0367 Fone: Elaboração própria a parir dos resulados do Saa. Aravés do ese de Granger, pode-se observar que, ao nível de significância de 1%, apenas os preços do esado de Goiás causam no senido de Granger os preços no esado do Paraná. Iso significa que os valores passados dos preços recebidos pelos produores goianos juno com os valores passados dos preços recebidos pelos produores paranaenses, ajudam a explicar melhor os preços presenes do leie no Paraná. Ouras relações de causalidade enre preços aos produores podem ser observadas ao nível de significância de 1%. GO PR SP MG RS Figura 1 - Relação de causalidade enre os preços ao produor. 9

10 O significaivo crescimeno da produção de leie na região de cerrado, especialmene em Goiás, é decorrene do menor cuso de produção nessas regiões, em razão do menor preço de alguns insumos e da prioridade ao paso como alimeno volumoso do rebanho, durane o verão. Além de menor cuso, os sisemas de produção nesas regiões podem suporar um menor preço do leie para sua sobrevivência; sendo, porano, menos vulneráveis às crises do mercado de láceos, em razão da maior flexibilidade para serem conduzidos nessas regiões, com fore predominância para o gado mesiço Europeu-Zebu (EMBRAPA, 2006). As indúsrias e laicínios do Paraná esariam, de acordo com os resulados, levando em cona os menores cusos dos produores goianos, o que esaria influenciando os produores paranaenses na formação de seus preços. De acordo com o esudo da elasicidade, a ransmissão do preço Goiás Paraná esá siuado em orno de 0,41, ou seja, a cada unidade moneária acrescida no preço de Goiás, espera-se que o efeio ransmiido aos preços paranaenses siuem-se em orno dese referido valor. Pode-se observar na Figura 2, que exise cera coordenação na evolução dos preços logariimizados deses dois esados. O mesmo não se observa quando se compara lpr com as demais variáveis (ANEXO 1), que anes de 2001 apresenaram comporamenos bem disinos. 0-0,2-0,4-0,6-0,8-1 -1,2-1,4-1,6-1, ln pr ln go Figura 2 - Evolução dos preços recebidos pelos produores do Paraná e Goiás logariimizados de janeiro de 1995 a julho de 2006 Segundo Sbrissia (2005), o mercado de leie nos úlimos anos vem passando por uma reesruuração devido aos avanços na produção e ranspore. Ese fao caraceriza uma desregionalização do mercado leieiro, uma vez que os laicínios e indúsrias de ransformação buscam maérias-primas de acordo com menores cusos. Iso pode ser verificado aravés da Figura 2 e do ANEXO 1, nos quais os preços endem a maner melhor coordenação após o início dos anos CONSISERAÇÕES FINAIS 10

11 A década de 90 foi marcada por diversas ransformações na economia brasileira e o seor de Leie foi afeado direamene. Houve desregulamenação do seor, fim do conrole de preços exercidos durane 40 anos pelo governo e uma mudança esruural na colea e ranspore do produo. O cuso de ranspore se reduziu, sendo possível enconrar leies de diversas regiões em um mesmo supermercado, reduzindo o caráer regional da produção/disribuição do leie. Diane de ais aspecos, esperava-se que devido a um mercado inerno mais inegrado, variações nos preços de alguns esados pudessem afear os preços de ouros esados. Os resulados do modelo VEC mosram que variações nos preços ao produor do esado de Goiás ransmiem-se ao esado do Paraná. A Lei do Preço Único foi confirmada parcialmene, na medida em que uma variação de 1 unidade em Goiás ransmie-se em 0,41 para o Paraná. A liderança de Goiás na formação do preço em relação ao Paraná (confirmada pelo ese de Granger) pode ser explicada pelos seguines faos: i) A produção de leie em Goiás ainda é superior à produção paranaense; e, ii) Segundo a EMBRAPA, Goiás possui menor cuso de produção que o Paraná, em razão do menor preço de alguns insumos, e da prioridade ao paso como alimeno volumoso do rebanho, durane o verão, exercendo cera pressão aos produores do Paraná. O Conseleie, aravés da proposa de preço de referência aos produores paranaenses, objeivou criar uma independência aos ouros esados, no que diz respeio à liderança de preços. Pode-se concluir que al proposa se fragiliza quando analisados a causalidade exisene nos preços enre Goiás Paraná no senido de Granger. Mas, como o próprio conselho afirma, a referência é faculaiva e esá sujeia a disorções. 11

12 7. REFERÊNCIAS BARROS, G. S. C. Sisema agroindusrial do leie no Brasil. Brasília: EMBRAPA, GONÇALVES, J. S. e al. Balança comercial dos agronegócios paulisa e brasileiro no primeiro rimesre de Insiuo de Economia Aplicada. Disponível em: <hp:// Acesso em: 28 novembro GUJARATI, D. Economeria Básica. 3ª ed., São Paulo: Mackron Books, GREENE, W.H. Economeric Analysis. 5 h ed., Prenice Hall, JOHNSTON, J.; DINARDO, J. Méodos economéricos. 4ª ed. Porugal: McGraw-Hill, MARGARIDO, M. A., ANEFALOS, Lílian C.Teses de raiz uniária e o sofware sas, Disponível em: <hp:// Acesso em: 30/10/06. MARGARIDO, M. A. e al. Análise da ransmissão de preço e câmbio sobre os preços da farinha de rigo na cidade de São Paulo uilizando modelos de séries emporais. In: CONGRESSO ANPEC SUL, MARGARIDO, M. A. Transmissão de preços inernacionais de suco de laranja para preços ao nível de produor de laranja no esado de São Paulo. 96p. Disseração (Mesrado em Economia de Empresas) Escola de Adminisração de Empresas de São Paulo, Fundação Geúlio Vargas, São Paulo, MARGARIDO, M. A. Transmissão de preços no mercado inernacional do grão de soja: uma aplicação da meodologia de séries emporais. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, Anais... Brasília: SOBER, MANUAL DO CONSELEITE PARANÁ. Faep Disponível em: < Acesso em: 30 novembro MARTINS, R.S. e al. Alerações da rede logísica e expansão do mercado de leie longa vida no brasil, Revisa de Adminisração da UFLA, Lavras, p.55-69, ago-dez, MORETTIN, P.; TOLOI, C. Séries emporais: méodos quaniaivos. 2ª ed. São Paulo: Aual,

13 NOGUEIRA, M. P., Uma mudança no mercado do leie Disponível em: <hp:// Acesso em: 07 dezembro RONSANI, A. J.; PARRÉ, J. L. Variação esacional da produção e do preço do leie no esado do Paraná a Informe Gepec, Cascavel - Edunioese, v. 7, n. 1, p , RELATÓRIO DA EMBRAPA. Disponível em: <hp:// Acesso em: 07 dezembro SBRISSIA, G. F. Sisema agroindusrial do leie: cusos de ransferências e preços locais Tese (Douorado em Economia Aplicada) Escola Superior de Agriculura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, STATA. Time Series. Volume 2 K-Q, Release 9, DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA E SAÚDE ANIMAL. Disponível em: <hp:// Acesso em: 04 dezembro

14 ANEXO 1 Evolução dos preços recebidos pelos produores do Paraná com Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo 0-0,2-0,4-0,6-0,8-1 -1,2-1,4-1,6-1, ln pr ln mg 0-0,2-0,4-0,6-0,8-1 -1,2-1,4-1,6-1, ln pr ln rs 0-0,2-0,4-0,6-0,8-1 -1,2-1,4-1,6-1, ln pr ln sp 14

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