BANRISUL. Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Escriturário Nível Médio

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1 A1-AB80 21/12/2009 BANRISUL Banco do Estado do Rio Grande do Sul Escriturário Nível Médio Conhecimentos Bancários e de Mercado Mercado Bancário: Produtos e Serviços Financeiros Brasília 2009

2 2009 Vestcon Editora Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. Proibida a reprodução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos, fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráficas. Título da obra: Adendo BANRISUL Banco do Estado do Rio Grande do Sul Conhecimentos Bancários e de Mercado Autor: Ricardo José de Souza DIRETORIA EXECUTIVA Norma Suely A. P. Pimentel DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Maria Neves SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO Dinalva Fernandes CAPA Bertoni Design Agnelo Pacheco EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Robson Alves Santos REVISÃO Julio César M. de França SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP Brasília/DF SAC: Tel.: (61) Fax: (61) Publicação em 21/12/2009 (A1-AB80)

3 CONHECIMENTOS BANCÁRIOS E DE MERCADO Ricardo José de Souza MERCADO BANCÁRIO: PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS Os produtos e serviços financeiros são atividades complexas, impondo um maior risco em sua análise. Não há como se fazer uma analogia com outros tipos de empresas, assumindo os bancos características especiais de gestão. Na atividade de intermediação financeira, os bancos têm diversas formas de captações e aplicações de recursos, que podem ocorrer ao mesmo tempo e sem nenhuma ordem de sequência e/ou temporal. Isso torna a comparação por produto mais difícil que uma empresa não financeira. Tipos de operações das instituições financeiras bancárias Sob o ponto de vista das instituições financeiras, as operações podem ser classificadas em passivas; ativas; serviços financeiros e serviços como fontes de captação de recursos. As principais operações passivas correspondem aos depósitos à vista; depósitos a prazo; poupança; operações de câmbio; promessas de liberação; recursos para repasses de instituições financeiras oficiais e do exterior. As principais operações ativas correspondem aos empréstimos em conta corrente; crédito pessoal; desconto de títulos; adiantamento a depositantes; cheque especial; capital de giro; repasses do BNDES; operações de crédito rural etc. O que é empréstimo bancário? É um contrato entre o cliente e a instituição financeira pelo qual ele recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Os recursos obtidos no empréstimo não têm destinação específica. O que é financiamento? É também um contrato entre o cliente e a instituição financeira, mas com destinação específica, por exemplo, a aquisição de veículo ou de bem imóvel. Os principais serviços financeiros prestados pelas instituições nacionais consistem em administração de recursos de terceiros (fundos, fundações, patrimônio); custódia de valores; cofres de aluguel; pagamentos (fornecedores, acionistas); remessa e recolhimento de numerário em domicílio; garantias por fianças e avais; fusões, aquisições e cisões etc. Os principais serviços como fontes para a captação de recursos correspondem às contas correntes; cobrança; arrecadações de tributos; folhas de pagamento etc. Depósitos à Vista São os depósitos captados pelos Bancos múltiplos com carteira comercial, Bancos comerciais, Caixas econômicas, Cooperativas de crédito de primeiro grau 3

4 (estas últimas apenas de seus cooperados) que estão totalmente disponíveis para o cliente, ou seja, o cliente poderá sacá-los quando quiser. O fato de que saques de valores superiores a R$5000,00, em espécie, devam ser avisados ao banco com antecedência, não mudam a classificação dos depósitos à vista, os bancos podem manter mais de uma conta de depósitos, pessoal ou conjunta, em nome de uma mesma pessoa física. As instituições que captam moeda à vista são muito importantes para o sistema financeiro nacional, pois criam moeda escritural ao captar Depósitos à vista. Possuem poder multiplicador da moeda, têm contas de reservas bancárias junto ao BC, são chamadas de IF Monetárias pelo mercado. Atenção: não há mais a classificação do grupo de instituições Bancárias do Bacen. A principal finalidade da conta corrente é gerar fundos para o banco, porém, sobre o montante dos depósitos à vista incide um percentual obrigatório para depósito compulsório e um percentual para crédito contingenciado que são definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), restando a diferença como recursos livres para aplicações. Como são livres as movimentações pelos clientes, elas podem ser por meio de depósitos, cheques, ordens de pagamento, DOC s, TED s etc. Contas especiais de depósitos à vista Há alguns anos tem havido uma preocupação do governo com a bancarização (acesso ao SFN) das pessoas de menor renda. Sendo assim, foi criada a modalidade de conta especial de depósitos, que simplifica o processo e o acesso ao SFN. A abertura, manutenção e movimentação de contas especiais de depósitos a vista em bancos múltiplos com carteira comercial, em bancos comerciais e na Caixa Econômica Federal (CEF), deve observar as seguintes condições: 1. Contas: somente podem ser abertas para pessoas físicas e mantidas na modalidade de conta individual, vedados o fornecimento de talonários de cheques para a respectiva movimentação. 2. Vedado a sua manutenção concomitante com outra conta de depósitos a vista de mesma titularidade, na própria instituição financeira ou em outra; 3. Não podem ter saldo superior, a qualquer tempo, a R$1.000,00 (mil reais), nem somatório dos depósitos efetuados em cada mês superior a esse mesmo valor, exceto no caso de o correntista ser beneficiário de operação de crédito hipótese em que os limites ficam ampliados pelo mesmo valor do crédito concedido. 4. Devem ter os recursos sacados apenas por meio de cartão magnético ou mediante utilização de outro meio eletrônico, admitido, em caráter excepcional, o uso de cheque avulso ou de recibo emitido no ato da solicitação de saque. Depósitos a Prazo CDB E RDB São representados por títulos nominativos, emitidos pelos bancos comerciais (ou múltiplo com carteira comercial), de investimentos, de desenvolvimento e 4

5 caixas econômicas, que pagam taxas de juros em determinado vencimento para seus compradores. São os títulos mais antigos e mais utilizados para a captação, sendo oficialmente conhecidos como depósitos a prazo. Esses títulos existem sob duas formas, o CDB Certificado de Depósito Bancário e o RDB Recibo de Depósito Bancário. O dinheiro captado nos CDBs e RDBs é usado (com maior flexibilidade, pois o compulsório é menor do que os depósitos a prazo) para as operações ativas do banco. Podem ser emitidos com juros prefixados ou pós-fixados, conforme o valor de resgate já esteja definido no momento da aplicação ou dependerá da variação de algum indexador. Características do CDB Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de crédito, uma promessa de pagamento à ordem, da importância depositada acrescida do valor da remuneração ou rentabilidade convencionada. Pode ser transferida a titularidade, ou seja, é negociável mesmo antes do vencimento final (porém sempre após o prazo mínimo), se for transferido deve ser com a identificação do adquirente e com o consentimento do banco emissor. São elementos indispensáveis ao CDB: local e data de emissão; nome do banco emitente e assinaturas; denominação: Certificado de Depósito Bancário; indicação da importância depositada e data da sua exigibilidade; nome e qualificação do depositante; taxa de juros convencionada (ou indexador) e época do seu pagamento; lugar do pagamento do depósito e dos juros. Características do RDB Recibo de depósito bancário (RDB) é um recibo que representa uma importância depositada pelo cliente. É emitido pelo banco na forma escritural, não poderá ser transferido, e a principio não poderá ser resgatado antes do vencimento. É definido o valor da remuneração ou rentabilidade convencionada. É de responsabilidade do banco depositário a decisão de, em caráter de excepcionalidade, rescindir contratos de depósitos a prazo fixo. São elementos indispensáveis ao RDB: local e data de emissão; nome do banco emitente e assinaturas; denominação: recibo de depósito bancário; indicação da importância depositada e data da sua exigibilidade; nome e qualificação do depositante; taxa de juros convencionada (ou o chamado indexador) e época do seu pagamento; lugar do pagamento do depósito e dos juros. 5

6 A partir de agosto de 1999 o prazo mínimo de emissão do CDB pré-fixado passou a ser de 1 dia, enquanto que para o CDB pós-fixado esse prazo dependerá do tipo de indexador. Os títulos resgatados com prazo menor que 30 dias estão sujeitos a tributação regressiva pelo IOF, ou seja, quanto menor o prazo maior a alíquota do IOF. Findo o prazo de vencimento ocorre o resgate compulsório do título, podendo ser renovado, nunca prorrogado, isto é, deve ser emitido um novo título sob novas condições acertadas em comum acordo. Tanto o CDB quanto o RDB são aplicações com remuneração negociada, as instituições financeiras concedem taxas melhores de acordo com o volume do investimento, ou seja, quanto maior o investimento, maior a chance de conseguir taxas melhores. O CDB pode ser resgatado antes do prazo final, porém, a instituição exige um deságio para a realização dessa operação. Já o RDB pode ser resgatado antes do vencimento; porém, nesse caso, só será devolvido, em regra, o valor aplicado sem nenhum rendimento. As aplicações no overnight de pessoas jurídicas não financeiras são proibidas pelo Banco Central, assim os bancos realizam contratos de gaveta (side letters), não normatizados pelo Banco Central, porém muito utilizados. Por meio desses contratos, o banco emite CDB prefixado, porém garante, por meio do contrato de gaveta, o resgate antes do vencimento no momento que o cliente desejar. O banco garante também, uma porcentagem do rendimento do CDI (entre 90 e l00%), ao invés da taxa direta do CDB. No CDB e RDB prefixados, no momento da aplicação o investidor já conhece o percentual de valorização nominal de seu investimento. Portanto, quando a perspectiva é de queda da taxa de juros, a modalidade mais indicada é a prefixada. Existe também o CDB Rural, que consiste na captação de recursos destinados aos financiamentos agrícolas. As regras de emissão são idênticas à do CDB comum, porém, obrigatoriamente, os recursos captados devem ser destinados ao financiamento da comercialização de produtos agropecuários ou ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas. Essa vinculação é obrigatória e deve ser comprovada junto ao Banco Central. Tipos e prazos de vencimento CDBs e RDBs TIPOS CDB-RDB PREFIXADO e CDB PÓS-FIXADO DI CDB RDB PÓS e TAXA FLUTUANTE (dependerá do indexador) CDB RDB PÓS e ÍNDICE DE PREÇO PRAZOS DE VENCIMENTO Prazo mínimo 1 dia. Não tem prazo máximo. Se TR ou TJLP prazo mínimo 1 mês. Não tem prazo máximo. Se TBF prazo mínimo dois meses. Não tem prazo máximo. Prazo mínimo de um ano. Não tem prazo máximo. 6

7 Tributação em CDB e RDB O imposto de renda a ser pago dependerá do prazo do resgate da aplicação: PRAZO QUE O CLIENTE RESGATOU ATÉ 180 DIAS DE 181 ATÉ 360 DIAS DE 361 ATÉ 720 DIAS MAIS QUE 720 DIAS IMPOSTO DE RENDA EM CDB-RDB (COBRANÇA NO RESGATE) 22,50 % IR 20,00 % IR 17,50 % IR 15,00 % IR OBS.: prazo de resgate é dado pelo contrato em si. O imposto sobre operações financeiras (IOF) somente incidirá para resgates que ocorram com menos de 30 dias: PRAZO RESGATE % IOF 1 DIA 96,00 % IOF 2 DIAS 93,00 % IOF 3 DIAS 90,00 % IOF 4 DIAS 86,00 % IOF 5 DIAS 83,00 % IOF 6 DIAS 80,00 % IOF 7 DIAS 76,00 % IOF 28 DIAS 06,00 % IOF 29 DIAS 03,00 % IOF 30 DIAS 00,00 % IOF Quais são as garantias dos CDBs e RDBs? O CDBs e RDBs são garantidos pelo Banco Emissor, mas não tem garantia real. Além da garantia do Banco Emissor, o CDB conta com a garantia adicional do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ ,00 por CPF, e por Grupo Financeiro ou Banco emissor. Há limites para resgate dos CDBs e RDBs? Para os CDBs prefixados e pós-fixados ao CDI não há restrição a negociação ou resgate com prazos inferiores ao de emissão, mas caso sejam negociados em prazo inferior a 30 dias, ficam sujeitos a aplicação da tabela do IOF regressivo. Como é a tributação dos CDBs e RDBs? Os CDBs são tributados da mesma forma que as demais aplicações financeiras em renda fixa (longo prazo). Isto é, estão sujeitos ao imposto de renda na fonte com alíquotas decrescentes de 22,5%, 20%, 17,5% e 15%, mostradas na tabela anterior, em função do prazo transcorrido da aplicação até o resgate. Além disso, se o resgate ocorrer antes de 30 dias deverá ser recolhido o IOF por meio da tabela regressiva. 7

8 Qual o fato gerador do imposto de renda para os CDBs e RDBs? O fato gerador do imposto é o lucro da aplicação financeira de renda fixa. O rendimento é apurado no momento da alienação, liquidação, resgate, cessão ou repactuação. O regime de tributação nas aplicações financeiras de renda fixa (inclui CDB e RDB) de pessoas físicas é definitivo, isto é, não permite dedução de rendas futuras. O CDB e RDB pagam imposto apenas no resgate ou vencimento, diferentemente dos fundos de investimento que pagam periodicamente (a cada 6 meses no come-cotas ou no resgate, se for em prazo anterior a cobrança semestral). Cobrança e Pagamento de Títulos É a operação de pagamento ou de cobrança realizada pelos bancos em geral, de títulos e emitidos por empresas-clientes. Em tais casos, os bancos agem como meros mandatários dos proprietários dos títulos (que são as empresas), cobrando pelos serviços executados uma comissão em percentual ou fixa por documento. A propriedade dos títulos continua, contudo, a ser dos proprietários dos mesmos, agindo os bancos como simples intermediários. A cobrança de títulos ocupa lugar de relevo entre as operações bancárias acessórias. O contrato de cobrança de títulos define-se como contrato pelo qual alguém entrega ao Banco títulos de seu benefício, investindo-o do poder de recebê-los dos devedores. Modalidades da Cobrança Integrada A Cobrança Integrada opera com diversas modalidades de cobrança para atender às necessidades de micro, pequenas, médias e grandes empresas. Cobrança simples sem registro Destina-se à cobrança de Duplicata Mercantil-DM, Duplicata de Serviço DS, Nota Promissória NP, Letra de Câmbio LC, Warrant, Nota de Seguro e Apólice de Seguro, emitidas em moeda corrente ou em unidades variáveis em que o Banco atua como mandatário da empresa, prestando serviço de recebimento de títulos. A operação mercantil não fica registrada no Sistema Corporativo do Banco. Não admite instruções. Cobrança simples com registro Destina-se à cobrança de Duplicata Mercantil DM, Duplicata Rural DR, Duplicata de Serviço DS, Letra de Cambio, Nota de Débito ND, Nota Promissória NP, Recibo RC e Warrant WR, emitidas na moeda corrente ou em unidades variáveis, em que o Banco atua como mandatário da empresa, prestando serviço de recebimento de títulos. A operação mercantil fica registrada no Sistema Corporativo do Banco. Permite ao cliente baixar modificar os dados dos títulos registrados, por meio de instruções, bem como o adiantamento de recursos sobre títulos registrados. Cobrança descontada Destina-se à cobrança de Duplicata Mercantil DM, Duplicata de Serviços DS e Letra de Câmbio LC emitidas em moeda corrente, com adiantamento dos recebíveis por meio da venda dos títulos ao Banco, mediante aplicação de taxa de desconto. Permite ao cliente baixar e modificar os dados dos títulos registrados por meio de instruções. Cobrança caucionada Destina-se à cobrança de Duplicata Mercantil DM, Duplicata de Serviços DS, Nota Promissória NP e Letra de Câmbio LC e War- 8

9 rant emitidas na moeda corrente e entregues em garantia de operação de crédito ou como mecanismo de autoliquidez. Permite ao cliente baixar e modificar os dados dos títulos registrados, por meio de instruções. Cobrança prêmio de seguro (Exceto micro e pequenas empresas) Destina-se à cobrança de Apólice de Seguro-AP e Nota de Seguro SG, com recolhimento automático do IOF na liquidação, emitidas na moeda corrente. Permitem ao cliente modificar, em algumas situações, os dados dos títulos registrados no Sistema Corporativo do Banco. Cobrança financiada vendor Destina-se à cobrança de Duplicata Mercantil DM, Duplicata de Serviços DS e Letra de Câmbio LC, emitidas na moeda corrente em que o Banco adianta os recursos para o vendedor (cedente) e os encargos financeiros são repassados para o comprador (sacado). Permite ao cliente baixar e modificar os dados dos títulos registrados por meio de instruções. Boletos e Carnês Cobrança de boletos e carnês são recebimentos por conta de terceiros, ou seja, operações realizadas pelos bancos em geral, de recebimentos de Boletos e carnês emitidos por empresas-clientes, incluem-se nessa categoria o recolhimento de taxas e valores públicos que mesmo não sendo tributos ou impostos revestem das mesmas condições de uma empresa-cliente comum. Em todos esses casos, os bancos agem como meros mandatários dos proprietários dos títulos (que são as empresas), cobrando pelos serviços executados uma comissão em percentual ou fixa por documento. Transferências Automáticas de Fundos É o serviço de transferência de recursos do cliente entre várias contas do próprio cliente numa única Instituição Financeira. Era um serviço que visava equilibrar contas com saldo negativo com outras com saldo positivo, geralmente disponibilizado para PJ. Esse serviço era feito diariamente de forma automática mediante cobrança de tarifa. Com o avanço da informática e do office banking esse serviço tem se tornado raro mesmo para PJs (pessoas jurídicas)e praticamente inexistente para PFs (pessoas físicas). O crescimento dos investimentos em equipamentos de telecomunicações e de informática e o aumento no volume de serviços prestados se refletiram na elevação do total de transações que o próprio cliente faz. O crescimento das transações por computadores via Internet ou Home e Offi ce Banking por equipamentos de autoatendimento e as de origem interna, que são aquelas executadas pelo próprio banco para atender a demanda dos clientes pagamentos programados, débitos de financiamentos, de tarifas, tornaram praticamente inexistente o serviço de transferência automática de fundos (alguns bancos disponibilizam aplicações automáticas de recursos disponíveis em conta corrente, após a criação da conta investimento. Isso só pode ser feito mediante a transferência automática de fundos. ATENÇÃO: um banco não pode transferir recursos de um cliente entre suas contas, sem sua expressa autorização, nem mesmo para cobrir débitos ou pagar cheques. 9

10 Arrecadação de Tributos e Tarifas Públicas Como agente, o banco, desde que autorizado pelo governo, por meio de convênios específicos e acordos com as instituições públicas, pode prestar esse serviço que inclui a arrecadação dos tributos e tarifas públicas. O banco cobra comissões pela prestação dos serviços. O Conselho Monetário Nacional (Circular n 1.805/1990, do Bacen) determinou que o valor arrecadado dos tributos está sujeito ao depósito compulsório nos moldes do Depósito à vista, enquanto as tarifas de serviços públicos não são atingidas pelo compulsório e geram o fl oat bancário. Os prazos de retenção dos valores arrecadados, os fluxos de documentos e as formas e prazos de resgate são específicos para cada tributo ou tarifa. Porém, a determinação do governo em reduzir o prazo de recolhimento pelas empresas, bem como o prazo de repasse por parte dos bancos, influenciou no fluxo de caixa das empresas e reduziu o ganho com o fl oat bancário. Esse serviço para o banco, entre outras vantagens, representa uma forma de captação de recursos aumentando a receita do banco. Visando facilitar o recolhimento dos impostos, o governo permite que instituições como os correios, lotéricos, correspondentes bancários recebam tributos e tarifas. Home banking, Mobile Banking, Banco Virtual O Home Banking possibilita ligações entre o computador do cliente e a central de computação dos bancos. Esse serviço permite que um determinado cliente execute operações bancárias à distância, tais como: obtenção de extrato e saldo bancário; transferência de recursos; pagamentos de obrigações; aplicações e resgate; operações de empréstimos com a utilização do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), requisições de talões de cheque etc. Todas essas operações são seguras, pois será utilizada uma senha ou palavra-chave, limitando, assim, o acesso às informações. As operações também contam com o uso do fax. O Offi ce Banking tem a mesma conceituação do Home Banking aplicada aos escritórios e empresas de modo geral (nesse caso grandes empresas poderão negociar acesso diferenciado a alguns aplicativos e programas do próprio banco). O Remote Banking possibilita o atendimento remoto, isto é, fora das agências por meio de terminais eletrônicos busca entre outras coisas, a redução de custos e evitar as filas nas agências bancárias. Nos terminais tipo banco 24 horas, são efetuados: saques; depósitos; transferência; pagamentos diversos; aplicações; retiradas de talões de cheques de cheque etc. Mobile Banking: as instituições financeiras são as mais interessadas em desenvolver soluções que as aproximem de seus clientes. Todas as ferramentas implementadas são focadas em estreitar as relações entre o cliente e sua movimentação financeira ou tornar cada vez mais ágeis, eficientes e seguras todas as operações. Nesse panorama, desenvolver soluções de acesso para dispositivos móveis deixa de ser uma inovação para ser uma necessidade básica. Com o sucesso do Internet 10

11 Banking, utilizado por mais de 18 milhões de brasileiros, os bancos passam a investir no autoatendimento pelo telefone celular, o Mobile Banking. É a chamada terceira onda de automação bancária que surge depois dos caixas eletrônicos e o acesso via Internet. Mobile Banking é o nome de vários tipos diferentes de serviços. Um deles é um alerta de segurança: você faz uma transação, com cartão de crédito, por exemplo, e recebe um alerta SMS (serviço de mensagens curtas de texto), para saber como seu cartão está sendo usado. Outro é o acesso às páginas da web dos bancos na Internet; dá para fazer isso com diversos aparelhos. Mas, o grande desafio mesmo é a disseminação das transações, usando o telefone celular, ou como carteira eletrônica, ou como acesso a uma transação remota. Transformar o telefone numa espécie de cartão de crédito é o desafio de todas as empresas. O que falta mesmo para avançar nessa área é uma coordenação forte de todos os interessados: comércio, bancos, operadoras, fornecedores de aparelhos. A tecnologia existe e o desafio é coordenar todos os interessados e criar um serviço inteligível para o cliente. Diferentes famílias de rede móveis estão sendo preparadas. Diversos programas, produtos e a convergência tecnológica devem trazer para o usuário uma gama de possibilidades de conexão permanente. A conveniência é a mobilidade, pois, muitas vezes, o cliente do banco está se movimentando quando precisa fazer algum pagamento. O potencial do Mobile Banking no Brasil é muito grande. Este serviço confirma uma tendência óbvia, pois o celular se massificou rapidamente e penetrou nas camadas de baixa renda. Os bancos brasileiros estão investindo fortemente em campanhas de divulgação, segundo a Anatel, o Brasil tem mais de 90 milhões de assinantes de telefonia móvel. Entre eles, casos de sucesso, está o do Banco do Brasil, que se prepara para atingir a marca de 3 milhões de usuários do Mobile Banking, aproximadamente 40% do número de usuários de Internet Banking, que chega aos seus 7,9 milhões de usuários. Banco Virtual: é o ambiente abstrato, virtual, eletrônico, por meio do qual o banco pode se comunicar e disponibilizar serviços e produtos aos clientes. As operações de banco virtual são, na verdade, realizadas pelo Remote Bank, facilitando a vida dos clientes e reduzindo custos operacionais para os bancos. Todas as operações são efetuadas via computador e, com o advento da Internet, este serviço bancário tornou-se mais rápido, eficiente e seguro. O banco virtual hoje é uma realidade. É bom destacar que o Bacen proíbe um banco 100% virtual, ou seja, sem que haja instalações físicas. Cartão de Crédito, Dinheiro de Plástico Dinheiro de plástico: é o nome dado aos cartões de todos os tipos (magnéticos/ débito/crédito/etc.), possuem características e funções variadas, substituindo o uso do dinheiro: Cartões magnéticos: são os emitidos pelos bancos, possibilitando o acesso direto do cliente aos terminais de autoatendimento para saques, até determinada quantia diária, consultas de saldos, extratos, transferências de valores etc., inclusive nos bancos 24 horas. 11

12 Cartões de débito: são os emitidos por lojas de departamentos ou empresas comerciais, que são utilizados para aquisição de bens ou serviços na rede de lojas da empresa emissora, para pagamento à vista ou a prazo. Cartões de crédito: são cartões emitidos por pessoa jurídica, geralmente a instituição financeira age por meio de um convênio com a empresa da bandeira do cartão, que credencia o titular do mesmo a adquirir bens ou serviços de terceiros (também credenciados), ou a fazer saques até determinado limite. O emissor do cartão (banco) responsabiliza-se pelo pagamento ao fornecedor. Cartões de Débito: são os do próprio banco. São utilizados para aquisição de bens ou serviços nos pontos de emissão específicos, normalmente lojas de departamentos ou qualquer outro ponto comercial de porte, são também chamados de Private Labels. O que são Cartões Inteligentes: são os cartões dotados de processador e módulo de memória (cartões com ship). Cartão Virtual: o conceito de cartão virtual implica num processo de adesão, movimentação e controle que é totalmente eletrônico, com o objetivo de ser utilizado única e especificamente nas transações via Internet, ou seja, o cartão não existe fisicamente, e normalmente envolve valores menores de limites, permitindo maior segurança nas transações via Internet. Cartão de Afinidade: são os cartões de parceria com organizações não lucrativas. Cartão Co-Branded: são os cartões de parceria com empresas, sendo uma variação dos cartões de afinidade, emitida por uma empresa reconhecida no mercado. 12

13 Fundos mútuos de investimento São aplicações financeiras em que o aplicador adquire cotas do patrimônio de um fundo administrado por uma instituição financeira. Assim, o fundo mútuo de investimento é uma comunhão de recursos constituída sob a forma de condomínio, que reúne recursos de um conjunto de investidores (cotistas), com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobiliários, tendo como administrador uma das instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O valor da cota é calculado dividindo-se o patrimônio líquido do fundo pela quantidade de cotas em circulação. Todos os fundos de investimentos têm custos. Esses custos vão influenciar diretamente sobre a sua rentabilidade. Características de um fundo de investimento: Um condomínio, aberto ou fechado, formado por cotistas que possuem cotas proporcionais à aplicação; Sem personalidade jurídica própria; Com registro no CNPJ; Escrituração contábil própria, segregada da administradora; Demonstrações contábeis são auditadas por auditor independente registrado na CVM; Regulamento aprovado pela CVM e registrado em cartório. 13

14 Órgão regulador CVM Comissão de Valores Mobiliários: Autarquia federal vinculada ao MF; Responsável pela regulamentação e supervisão do mercado de Fundos; Até Abril de 2004 o Bacen regulava todos os Fundos, porém as informações contábeis dos Fundos RV eram enviadas à CVM; A partir de Maio de 2004 todos os Fundos passaram a enviar informações à CVM, porém ainda observavam as regras do COSIF; Em 2006, a CVM editou a Instrução CVM nº 438 que criou um Plano de Contas específico para Fundos chamado COFI Plano Contábil de Fundos de Investimento, com vigência a partir de ATENÇÃO: o banco não pode utilizar os recursos do cliente que investiu em fundos de investimento para qualquer destinação que não seja exatamente para a compra de cotas no fundo escolhido pelo cliente, e o banco deve distribuir todo o lucro obtido nas aplicações em fundos de investimento para os cotistas. O banco ganhará apenas nas taxas de administração e nas taxas de performance, se houver. Regulamentação Toda aplicação inicial em Fundos de Investimento, realizada a partir de 22/11/2004, independentemente do tipo e perfil do fundo, deverá ser precedida da assinatura no Termo de Adesão e da entrega do Regulamento e do Prospecto do Fundo ao Cliente. Também complementando essa obrigação, quando ocorrerem eventuais alterações nos Regulamento do Fundo entre a data do resgate total do recurso investido no fundo e a data de uma nova aplicação do cliente, o Administrador do Fundo deverá providenciar nova assinatura no Termo de Adesão e entrega do Novo Regulamento e do Prospecto do Fundo ao cliente. Ao aceitar o ingresso de um condômino ou cotista, a instituição financeira administradora deve fornecer-lhe todas as informações sobre seus direitos e obrigações, precisa alertá-lo dos riscos envolvidos, orientá-lo sobre as formas de movimentação dos recursos investidos e fornecer informações para a declaração do seu imposto de renda. O valor da cota é recalculado diariamente e a remuneração recebida varia de acordo com o prazo de aplicação e com os rendimentos dos ativos financeiros que compõem o fundo, e principalmente com as condições do mercado financeiro. A indústria de fundos é altamente sofisticada e diversificada, assim sendo, há produtos para todo tipo de cliente, desde um fundo de renda fixa altamente seguro que contenha apenas títulos públicos federais (risco soberano) em sua composição, até os fundos de renda variável o que permite grandes variações em suas cotas (fundos direcionados aos clientes mais afeitos a exposição ao risco). Tipos básicos de fundos de investimento: Os fundos com características de renda fixa; e Os fundos com características de renda variável. 14

15 Os fundos de renda variável são aqueles cujos recursos são aplicados em valores mobiliários (ações, por exemplo). Esses fundos são aprovados e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os administradores Os fundos de investimento são administrados por administradores de carteira credenciados pela CVM. Após analisarem informações financeiras de várias empresas, eles selecionam as ações/títulos a serem incluídas na carteira de um determinado fundo. Os investidores comprarão cotas desse fundo, e essas cotas poderão se valorizar ou desvalorizar na medida em que as ações/títulos incluídas no fundo acresçam ou não de valor. Os investidores pagam a chamada taxa de administração aos fundos. Essa taxa tem o objetivo de remunerar os serviços do administrador. As taxas cobradas pelo administrador do fundo funcionam como custo para o investidor. Esse custo vai reduzir a rentabilidade, ou seja, ao longo de um determinado período de tempo, uma pequena diferença pode alterar muito seus ganhos A aplicação em fundos de investimentos oferece riscos ao aplicador? Sim. Todo Fundo de Investimento tem um grau de risco que varia de acordo com a composição de sua carteira e sua forma de atuação no mercado. O cotista precisa estar ciente de que é participante de um sistema de investimento em comum com outros cotistas. O objetivo desse sistema é obter o melhor rendimento, mas ele está sujeito ao risco característico do fundo. Os fundos de investimento possuem garantias? Não. Em regra, os Fundos de Investimento não contam com garantia do seu administrador, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou mesmo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. Recomenda-se ao investidor a leitura cuidadosa dos prospectos e dos regulamentos dos Fundos de Investimento antes de aplicar seus recursos. Obs.: Atualmente, é permitido aos bancos lançarem fundos que tenham garantia de rentabilidade mínima, porem ainda são raros no mercado. Conta investimento É uma conta que permite ao investidor, desde 1º de outubro de 2004, migrar de um investimento para outro, inclusive entre bancos diferentes. Todo investimento e realocações (reaplicações), com exceção da caderneta de poupança tradicional, deverá ser feito por meio da conta-investimento (Fundos de Investimento de renda fixa e renda variável, assim como outras aplicações financeiras, CDB, títulos públicos etc.). 15

16 Classificação Dos Fundos Atualmente, a CVM possui poder normatizador para os fundos de investimento, assim, apesar de existirem diversos tipos de classificação, vale a pena compreender algumas das diferenças de classificação. Classificação CVM Fundos de curto prazo Fundos referenciados Fundos renda fixa Fundos ações Fundos commodities Fundos dívida externa Fundos multimercados Fundos previdenciários Fundos exclusivos Características 16

17 Tributação dos fundos de investimento A partir de outubro de 2004, o conhecido come-cotas passou a ser semestral, e é cobrado no último dia útil dos meses de novembro e maio, sendo assim, no momento do resgate será cobrado apenas a diferença entre o valor do come-cotas e a alíquota devida pela tabela regressiva de imposto de renda; excetuam-se dessa regra os fundos de ações que só são tributados no resgate. 17

18 IMPOSTOS: IR (Imposto de Renda) IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) Fundos de Os rendimentos são tributados Não há incidência. Ações em 15%* e o imposto é pago no resgate. Fundos de Investimento Financeiro Tributo incidente sobre os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras. A alíquota é regressiva conforme o prazo de permanência no investimento.** 18 O IOF incide sobre o rendimento do valor aplicado por prazos inferiores a 30 dias, obedecendo uma tabela regressiva, que vai de 96% sobre o valor acumulado no 1º dia até 0% a partir do 30º dia. Nos Fundos de Investimento, o IR é recolhido na fonte no último dia útil dos meses de Maio e Novembro. O imposto devido é abatido na quantidade de cotas do investimento ( come-cotas). No come-cotas a alíquota à incidir será sempre a menor da categoria (Fundos de Longo Prazo 15% e Fundos de Curto Prazo 20%). O ajuste, se necessário, será feito no momento do resgate. O imposto de renda a ser pago dependerá do prazo do resgate da aplicação PRAZO QUE O CLIENTE RESGATOU IMPOSTO DE RENDA para Fundos LONGO PRAZO ATÉ 180 DIAS 22,50 % IR 22,50 % IR DE 181 ATÉ 360 DIAS 20,00 % IR 20,00 % IR DE 361 ATÉ 720 DIAS 17,50 % IR 20,00 % IR MAIS QUE 720 DIAS 15,00 % IR 20,00 % IR IMPOSTO DE RENDA para Fundos CURTO PRAZO OBS.: prazo de resgate é livre (exceto para fundos com carência) e não depende da classificação do fundo. O que é o come cotas? É o nome dado pelo mercado para o mecanismo por meio do qual os fundos de investimento são obrigados a recolher, semestralmente, o imposto de renda relativo aos ganhos auferidos no semestre anterior. Assim, a cada semestre, 15% ou 20% (se de longo prazo ou se de curto prazo, respectivamente) do ganho auferido no período anterior são retirados do valor da aplicação para serem recolhidos aos cofres públicos, na forma de imposto de renda. Hot Money É o empréstimo de curtíssimo prazo, não excedendo 29 dias. O prazo médio do empréstimo, entre todos os bancos, é de cerca de 14 dias. Geralmente, o cliente assina um contrato específico, garantido por nota promissória. Recentemente, o Cespe, em prova do Basa 2007, afirmou que: o empréstimo de curtíssimo prazo, conhecido como hot money, não pode exceder a 10

19 dias e tem taxas mais elevadas que outras operações bancárias. A questão é errada por dois motivos. 1. Afirma que Hot Money tem taxas mais elevadas que outras operações bancárias isso é totalmente errado, não há lei ou qualquer obrigação da instituição financeira em seguir essa afirmação. As taxas são livremente pactuadas e a IF pode sim fazer Hot Money com taxas menores do que as de outras operações. Essa afirmativa só seria correta se trouxesse um geralmente. 2. Não há legislação que determine o prazo máximo do Hot Money em 10 dias, nem mesmo há legislação específica para Hot Money no Brasil. Há circulares e comunicados do Bacen que determinam o Hot Money como operações sem destinação obrigatória (não é um financiamento). Se a IF não informar o tipo de operação que fez, o Bacen irá classificá-la pelo prazo, que se for de até 29 dias, o Bacen entenderá como um Hot Money. Contas garantidas De modo geral consistem na abertura de uma conta de crédito em valor limite que é movimentada por meio de cheques normais. O crédito só é concedido quando o saldo da conta corrente fica negativo, sendo devolvido assim que voltar a ficar positivo o saldo da conta corrente. Os juros sobre estas operações são calculados diariamente, sendo cobrados no primeiro dia útil do mês seguinte da utilização do crédito. Entretanto, é mais correto separarmos didaticamente as contas garantidas das contas especiais e do crédito rotativo. As contas garantidas são diferentes das contas especiais que são diferentes do crédito rotativo. Conta Garantida É um serviço de empréstimo associado à conta corrente, que pode ser utilizado sempre que for preciso, pelo tempo necessário (não necessariamente um empréstimo de CROT, e não necessariamente a conta será especial) no caso das PJs aliás, a regra é que sejam contas garantidas por caução de cheques, caução de duplicatas, ou cessão de recebíveis.no caso das PFs, a regra é que sejam garantidas por contrato de CROT, mas temos casos de bancos que concedem à conta garantida PF pelo fato do cliente receber seus vencimentos na conta. Sintetizando, conta garantida possui um valor de garantia por cheque, grafado no próprio cheque, e é um contrato em geral para PJ, hoje praticamente não existe para PF. Cheque especial É um produto bancário pelo qual o cliente possui um limite global de garantia, ou seja, ele só pagará se usar esse limite (a garantia é do limite global e não por folha de cheque). É um empréstimo onde o banco, por meio de um contrato, garante ao correntista um limite de saldo para seu uso, sempre que o saldo efetivamente do cliente chegue a zero. 19

20 É um contrato de abertura de crédito, quando o banco coloca uma certa quantia de dinheiro à disposição do cliente, que pode ou não se utilizar desses recursos. Em geral, contrata-se que o cliente somente irá pagar juros e encargos se e quando lançar mão do crédito aberto. Associada a um contrato de depósito, costuma-se designar a abertura de crédito pelo nome de cheque especial. No caso de PF é claro que o cheque especial representa um limite disponível e global colocado a disposição do cliente e que, em geral, o contrato é de crédito rotativo (há exceções, já vimos, mesmo para PF). Vários bancos, como estratégia de marketing, concedem isenção de juros durante a utilização do crédito dentro de um determinado período de dias. Para o cliente, esses produtos representam uma liquidez imediata sem nenhuma burocracia bastando a emissão do cheque. Para o banco, representam um ótimo instrumento mercadológico; porém, obrigam o banco a manter parte de seus recursos sem aplicação à espera de eventual utilização pelo seu cliente. Por isso as taxas de juros cobradas nessas contas são muito altas. Crédito rotativo O crédito rotativo também chamado de CROT é o contrato legal que dispõe que o principal da dívida pode ser rolada até mesmo os juros poderão ser pagos com o próprio limite disponibilizado. Esse tipo de contrato pode ser usado para várias situações e não apenas para o cheque especial ou a conta garantida, pois, legalmente, é o contrato no qual não há a obrigação de amortização durante o pagamento dos juros, que são pré-fixados e cobrados mensalmente postecipados. É tecnicamente um dos tipos de contrato de abertura de crédito, usado no caso das PF para a concessão do limite do cheque especial, regulamentado pela circular BC n 2936 (entre outras). Assim, nada impede que um banco conceda limite de cheque especial usando outro tipo de contrato diferente do CROT (em PJ isso é muito comum) crédito rotativo. Trata-se de contrato de abertura de crédito rotativo. O crédito aberto, com prazo de vigência geralmente de 180 dias renováveis e juros calculados diariamente sobre o saldo devedor (pro rata temporis) e cobrados mensalmente, destina-se a cobrir, até determinado limite (específico para cada cliente), eventuais saques a descoberto que o cliente realize em sua conta de Depósitos. O valor do crédito rotativo (CROT) pode ser aumentado, reduzido ou cancelado, dependendo da reciprocidade (saldo médio, aplicações, fidelização etc.) oferecida pelo cliente. Não há garantia real, somente um contrato assinado entre as partes. Há decisão do STF de que contrato de CROT é um contrato sem garantias. O valor que o banco dá de limite para o cliente obrigatoriamente será reservado contabilmente e ficará a disposição do cliente (não poderá ser utilizado pelo banco). DESCONTOS DE TÍTULOS Essa operação baseia-se no adiantamento de recursos aos clientes sobre valores de títulos, como duplicatas e notas promissórias. É o contrato pelo qual um cliente (em geral PJ) recebe do banco determinada importância, para 20

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