Gestão do Malha Fina GMF - Procedimentos Gerais

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1 Gestão do Malha Fina GMF - Procedimentos Gerais O sistema eletrônico de cruzamento de dados, denominado Gestão do Malha Fina foi instituído, no âmbito da Secretaria da Fazenda, considerando a necessidade de aperfeiçoar os controles relativos à atividade de monitorização dos contribuintes do ICMS, por meio de sistema eletrônico de cruzamento de dados que permita identificar indícios de cometimento de infração à legislação tributária estadual. Os indícios de irregularidades levantados pelo Malha Fina são obtidos a partir do cruzamento das informações contidas nas bases de dados disponibilizadas ao Fisco Estadual, após decorrido o prazo legal de escrituração de documentos fiscais e a sua declaração à Sefaz, por parte do contribuinte. São utilizadas, dentre outras, as seguintes informações: Sistema de Escrituração Fiscal SEF; Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços SINTEGRA; E-Fisco Controle de Mercadorias em Trânsito CMT; Sistema Público de Escrituração Digital SPED da Receita Federal do Brasil; Sistema de Gestão da Nota Fiscal Eletrônica; Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional; Sistemas de gestão de equipamentos Emissores de Cupom Fiscal; Arquivos digitais apresentados pelas administradoras de cartões de crédito, relativos a pagamentos efetuados por meio de seus sistemas de crédito, de débito ou similares, correspondentes a operações e a prestações realizadas por contribuintes do imposto; Arquivos de documentos fiscais coletados em campanhas de educação e conscientização fiscais. No prazo de 30 (trinta) dias a contar da emissão do extrato de cobrança do Malha Fina, e da sua respectiva disponibilização na INTERNET, o contribuinte deverá adotar os procedimentos a seguir, de forma isolada ou cumulativamente, para a regularização espontânea dos valores detectados. 1

2 1. Recolher o imposto devido e efetuar os ajustes necessários em sua escrita fiscal, quando for o caso. Para efetuar o pagamento dos valores identificados, serão acrescidos apenas multa e juros de mora. Para o pagamento à vista, o contribuinte poderá emitir seu próprio Documento de Arrecadação Estadual DAE na tela de detalhamento do extrato. Deverá ser emitido 01(um) DAE para cada período (mês). No momento de emissão do DAE, o contribuinte deverá indicar a data provável em que efetuará o pagamento para que o sistema calcule automaticamente multa e juros. Em caso de opção pelo pagamento de forma parcelada, o contribuinte deverá procurar a ARE, para fazê-lo. O código de receita para recolhimento do imposto é o (ICMS Normal - Malha Fina). Caso haja parcelamento, este somente será considerado formalizado quando efetivado o pagamento da parcela inicial. O não pagamento desta parcela implicará no não reconhecimento da espontaneidade para efeito da aplicação das penalidades cabíveis. 2. Na hipótese de discordância do contribuinte em relação aos indícios apontados, será facultado apresentar Justificativa no mesmo ambiente eletrônico, indicando a razão, conforme o caso: a) da inconsistência do mencionado indício; b) da divergência entre o valor indicado pela SEFAZ e aquele efetivamente reconhecido pelo contribuinte. Para possibilitar as verificações a serem feitas pelos contribuintes, os números das Notas Fiscais detectadas como não registradas em sua escrituração, ou valores devidos separados por operadoras de cartão de crédito, estarão disponíveis para consulta na Internet, na ARE virtual (Gestão do Malha Fina GMF), porém o acesso se dará apenas mediante certificação digital. 3. Regularização da Escrituração para Omissão de Saída: escriturar as referidas notas fiscais no Registro de Saídas (SEF), especificando no campo situação do documento, Documento Normal Extemporâneo, bem como, no Ajuste da Apuração, 2

3 quadro detalhamento do RAICMS, estornar o valor do ICMS pago em Estorno de Débitos. O estorno do débito corresponde apenas ao valor do ICMS devido (ICMS original), não podendo ser estornados os valores da multa e juros referentes ao atraso do recolhimento. Somente será efetuado o estorno após o efetivo recolhimento do ICMS. No caso de parcelamento, informar no campo Observações, o número do processo de parcelamento e o valor da parcela inicial paga (Portaria 73/2003, XIX, c ). 4. Regularização da Escrituração para Presunção de Omissão de Saída: escriturar as notas fiscais de aquisição no Registro de Entradas (SEF), especificando no campo situação do documento, Documento Normal Extemporâneo, inclusive com o aproveitamento do crédito do imposto. Emitir no mês relativo ao pagamento do extrato de irregularidade do malha fina, nota fiscal de saída para regularização do estoque, registrando-a no Registro de Saídas (SEF), debitando o ICMS destacado e no Ajuste da Apuração, quadro detalhamento do RAICMS, estornar o valor do ICMS pago, na coluna Estorno de Débito. O estorno do débito corresponde apenas ao valor do ICMS devido (ICMS original), não podendo ser estornados os valores da multa e juros referentes ao atraso do recolhimento. Somente será efetuado o estorno após o efetivo recolhimento do ICMS. No caso de parcelamento, informar no campo Observações, o número do processo de parcelamento e o valor da parcela inicial paga (Portaria 73/2003, XIX, c ). Procedimentos para conferência do cálculo do Imposto devido: 1. Para os casos de presunção de omissão de saída (omissão de entrada), fazer o levantamento mensal dos valores das notas fiscais não escrituradas no Livro Registro de Entradas, verificando o mês de competência e apurar o ICMS devido por período fiscal, tendo por base de cálculo, o valor da nota fiscal de aquisição com os acréscimos relativos ao imposto antecipado (30%). 2. Para os cruzamentos referentes a cartão de crédito/débito, fazer o levantamento mensal dos valores das operações com as 3

4 Administradoras com as quais trabalha e apurar o ICMS devido por período fiscal, tendo por base de cálculo do ICMS, o valor da diferença detectada entre o montante informado pelas Administradoras e o montante declarado pelo próprio contribuinte no SEF ou PGDAS, quando houver. Quando não houver valores declarados no SEF ou PGDAS a base de cálculo será o montante informado pelas Administradoras. A aplicação da alíquota de 17% é baseada no Art. 13, 1º, da LC 123/2006 que estabelece que a não emissão documentos fiscais, implicará ao contribuinte inscrito no Simples Nacional tratamento tributário igual às demais pessoas jurídicas. 3. Aplicar a multa de mora no valor de 0,25% ao dia, até o montante máximo de 15%, a partir do dia posterior à data em que o Imposto deveria ter sido recolhido. 4. Aplicar a taxa SELIC (juros) devida a partir do mês subsequente à data em que o imposto deveria ter sido recolhido, mais 1% do mês corrente. A não regularização dos extratos dos contribuintes inscritos no regime de pagamento do Simples Nacional poderá resultar em ação fiscal com possível desenquadramento e/ou exclusão do regime citado (o art. 29 da LC 123/2006 estabelece que a omissão de receita implicará em EXCLUSÃO do Simples Nacional), que se dará de forma retroativa ao ano da constatação da omissão, implicando na aplicação das penalidades cabíveis e no refazimento de toda escrita fiscal. Os demais contribuintes que não regularizarem seus extratos no prazo previsto poderão ser autuados por auditor fiscal, com a constituição do débito fiscal, aplicando-se a penalidade prevista na alínea b do inciso VI do art. 10 da Lei nº /97 (multa de 120% sobre o valor do tributo), sem prejuízo da expedição de Comunicação Fiscal ao Ministério Público para fins de apuração de crime contra a ordem tributária, conforme prevê o Decreto nº /99 e alterações

5 Tipos de cruzamentos de dados realizados pelo Malha Fina: 1. Omissão de Saída SEF x SEF (Operação Interna) Para identificação desta irregularidade (Omissão de Saída SEF x SEF) é realizado o cruzamento das informações enviadas através do SEF do comprador ou tomador do serviço (que informa que adquiriu mercadorias/serviços sujeitos a tributação do ICMS), com as informações enviadas através do SEF da empresa que não registrou e/ou não registrou e/ou declarou a operação de saída detectada (empresa que recebe o Extrato Malha Fina). Trata-se de cruzamento de informações referentes a operações internas (dentro do Estado de Pernambuco). 2. Omissão de Saída SEF x Sintegra (Operação Interestadual) Para identificação desta irregularidade (Omissão de Saída SEF x Sintegra) é realizado o cruzamento das informações contidas no Sistema Sintegra (que informa as saídas no Estado de Pernambuco, de mercadorias/serviços sujeitos a tributação do ICMS), com as informações enviadas através do SEF da empresa que não registrou e/ou não registrou e/ou declarou a operação de saída detectada (empresa que recebe o Extrato Malha Fina). Trata-se de cruzamento de informações referentes a operações externas (saídas do Estado de Pernambuco). 3. Presunção de Omissão de Saída SEF x SEF (Operação Interna) 5

6 Para identificação desta irregularidade (Presunção de omissão de Saída SEF x SEF) é realizado o cruzamento das informações contidas no SEF do vendedor ou prestador do serviço (que informa que vendeu mercadorias ou prestou serviços sujeitos a tributação do ICMS), com as informações enviadas através do SEF da empresa que não registrou e/ou não declarou a operação de entrada detectada, o que presume uma omissão de saída (da empresa que recebe o Extrato Malha Fina). Trata-se de cruzamento de informações referentes a operações internas (dentro do Estado de Pernambuco). 4. Presunção de Omissão de Saída SEF x Sintegra (Operação Interestadual) Para identificação desta irregularidade (Presunção de omissão de Saída SEF x Sintegra) é realizado o cruzamento das informações contidas no Sistema Sintegra (que informa as entradas no Estado de Pernambuco, de mercadorias/serviços sujeitos a tributação do ICMS), com as informações enviadas através do SEF da empresa que não registrou e/ou não declarou a operação de entrada detectada, o que presume uma omissão de saída (da empresa que recebe o Extrato Malha Fina). Trata-se de cruzamento de informações referentes a operações externas (entradas no Estado de Pernambuco). 5. Omissão de Saída Cartão de Crédito x SEF (Regime de pagamento Normal) Para identificação desta irregularidade (Omissão de Saída Cartão de Crédito x SEF) a SEFAZ-PE realiza o cruzamento das informações enviadas pelas Administradoras de Cartão de Crédito (valor das operações realizadas com cartões de crédito/débito pelas empresas) e as informações declaradas pelo próprio contribuinte através do seu SEF, onde registrou/declarou valor a menor ou não registrou/declarou o valor mencionado. 6

7 6. Omissão de Saída Cartão de Crédito x PGDAS (Regime de pagamento Simples Nacional) Para identificação desta irregularidade (Omissão de Saída Cartão de Crédito x PGDAS) a SEFAZ-PE realiza o cruzamento das informações enviadas pelas Administradoras de Cartão de Crédito (valor das operações realizadas com cartões de crédito/débito pelas empresas) e a informação de receita financeira declarada pelo próprio contribuinte inscrito no regime de pagamento Simples Nacional, através do PGDAS, onde registrou/declarou valor a menor ou não registrou/declarou o valor mencionado o que resulta em saldo devedor por omissão de receita. *PGDAS - É o Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional, onde consta a totalidade das receitas correspondentes às operações e prestações realizadas no período, e tem caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nele prestadas

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