Curso de Engenharia de Computação TESTES DE DESEMPENHO REALIZADOS NA ATUALIZAÇÃO DE VERSÕES DOS SOFTWARES DE BANCO DE DADOS ORACLE 9I PARA VERSÃO 10G

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1 Curso de Engenharia de Computação TESTES DE DESEMPENHO REALIZADOS NA ATUALIZAÇÃO DE VERSÕES DOS SOFTWARES DE BANCO DE DADOS ORACLE 9I PARA VERSÃO 10G Vinícius Vieira Heringer Itatiba São Paulo Brasil Dezembro de 2008

2 ii Curso de Engenharia de Computação TESTES DE DESEMPENHO REALIZADOS NA ATUALIZAÇÃO DE VERSÕES DOS SOFTWARES DE BANCO DE DADOS ORACLE 9I PARA VERSÃO 10G Vinícius Vieira Heringer Monografia apresentada à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Engenharia de Computação da Universidade São Francisco, sob a orientação do Prof. Dr. Adalberto Nobiato Crespo, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Prof. Dr. Adalberto Nobiato Crespo Itatiba São Paulo Brasil Dezembro de 2008

3 iii TESTES DE DESEMPENHO REALIZADOS NA ATUALIZAÇÃO DE VERSÕES DOS SOFTWARES DE BANCO DE DADOS ORACLE 9I PARA VERSÃO 10G Vinícius Vieira Heringer Monografia defendida e aprovada em 10 de Dezembro de 2008 pela Banca Examinadora assim constituída: Prof. Dr. Adalberto Nobiato Crespo (Orientador) USF Universidade São Francisco Itatiba SP. Prof. Ms. Raimundo Claudio da Silva Vasconcelos USF Universidade São Francisco Itatiba SP. Prof. Angelo Amaral USF Universidade São Francisco Itatiba SP.

4 iv "Eu errei mais de 9000 arremessos durante minha carreira. Eu perdi quase 300 jogos. Em 26 ocasiões fui encarregado de acertar o último arremesso, que tornaria nosso time vencedor... mas eu errei. Eu tenho errado mais e mais durante minha vida. E esse é o motivo que me fez ser um vencedor". (Michael Jordan)

5 v SUMÁRIO Lista de Siglas...vi Lista de Figuras...vii Resumo...viii Abstract...viii 1 INTRODUÇÃO Desenvolvimento de software Modelo em cascata Teste de software Técnicas de Teste Níveis de Teste Banco de dados Oracle SQL Motivações Objetivo ESTUDO DE CASO Ambientes do sistema Diferenças entre as versões do software Descrição dos parâmetros e funções TESTES Primeiros procedimentos Upgrade do banco de dados Documentação do upgrade Cenários de Testes Baseline Teste inicial Teste final Resultados dos testes Handoff CONCLUSÃO Extensões...19 Anexo 1 Comparação de parâmetros...20 Anexo 2 Documento de Handoff...22 Anexo 3 Resultados dos Testes...24 Referências Bibliográficas...26 Bibliografias Consultadas...27

6 vi Lista de Siglas ANSI American National Standards Institute CPU Central Processing Unit CRM Customer Relationship Management DB2 Database 2 DBA Database Administrator DBUA Database Upgrade Assistant ERP Enterprise Resource Planning IBM International Business Machines Corporation ISO International Organization for Standardization LCR logical change record NIST National Institute of Standards & Technology SGA System Global Area SGDBR Sistema Gerenciador de Banco de Dados Relacional SMS Short Message Service SQL Structured Query Language TI Tecnologia da Informação

7 vii Lista de Figuras FIGURA 1 Ciclo de Vida de Desenvolvimento...2 FIGURA 2 Relação entre Ciclos de Desenvolvimento e Níveis de Teste...5 FIGURA 3 Esboço da arquitetura do Sistema...8 FIGURA 4 Ambientes do PageIT...9

8 viii HERINGER, Vinicius Vieira. Testes de Desempenho Realizados na Atualização de Versões dos Softwares de Banco de Dados Oracle 9i para Versão 10g. Monografia Curso Engenharia de Computação da Universidade São Francisco, Campus Itatiba. Resumo Esta monografia aborda os principais conceitos de teste e através de um estudo de caso apresenta os testes de desempenho realizados na atualização de versões de software do Banco de Dados Oracle versão 9i para versão 10g. PALAVRAS-CHAVE: ORACLE, TESTE, ATUALIZAÇÃO Abstract This monograph covers the main concepts of software testing and through a case study presents the performance tests conducted on a Oracle Database Server software upgrade from version 9i to 10g. KEY-WORDS: ORACLE, TEST, UPGRADE

9 1 1 INTRODUÇÃO Neste capítulo são apresentados o contexto, uma breve explicação técnica, as motivações e os objetivos deste trabalho - Testes de Desempenho Realizados na Atualização de Versões dos Softwares de Banco de Dados Oracle 9i para Versão 10g. Nos demais capítulos serão apresentados o estudo de caso referente ao tema proposto e sua conclusão. 1.1 Desenvolvimento de software O processo de software pode ser caracterizado em atividades baseadas em estrutura de processos, que são aplicadas em projetos de software. Estas estruturas são subdivididas em conjunto de tarefas, e estas tarefas englobam as atividades de especificação dos requisitos do software, da criação das estruturas do projeto, da instalação do software, dos testes e a integração entre usuários, ferramentas e métodos. Modelo de processos são estratégias de desenvolvimento utilizadas para gerenciar e acompanhar a evolução do desenvolvimento do software. Cada modelo é escolhido de acordo com a natureza do software. Os modelos de processos mais conhecidos são: Modelos ciclo de vida, Seqüencial ou Cascata, Desenvolvimento iterativo e incremental, Evolucional ou Prototipação, V-Model, Espiral, Componentizado e Quarta geração. O modelo utilizado para o desenvolvimento deste trabalho foi o modelo em cascata, por ser utilizado na empresa no qual foi realizado o estudo de caso Modelo em cascata Segundo Rakitin o modelo em cascata é o mais familiarizado dentre os modelos de desenvolvimento de software [1]. Este modelo é constituído de um modelo seqüencial onde cada fase depende do término da fase anterior, para que a próxima se inicie. Estas fases podem ser dividas em subfases, cada qual com seus requisitos e objetivos, porém sempre obedecendo à regra de seqüencialidade. A eficácia deste modelo depende da precisão na documentação criada de

10 2 uma fase para outra, quanto mais informações detalhadas este documento possuir maior será a chance de sucesso do seu ciclo de vida. Ao término de cada fase é realizada uma revisão dos dados de entrada e saída para determinar se as informações estão adequadas. Figura 1 Ciclo de Vida de Desenvolvimento A figura 1 apresenta as 6 fases do ciclo de vida de desenvolvimento do modelo em cascata. Abaixo estão descritas cada uma delas: Análise de Requisitos: Esta fase tem como objetivo coletar todas as informações referentes às regras e funções que o software deverá possuir, quais as interfaces, a performance exigida pelo produto e como o software deverá se comportar. Estes requisitos são coletados através de entrevistas com os clientes e também pelos processos de negócio. Após colher estas informações, os dados são analisados e documentados para serem usados como guia na próxima fase.

11 3 Projeto: Esta fase tem como objetivo processar os requisitos coletados e transformá-los em modelos e estruturas de software, os quais serão utilizados posteriormente pela fase de codificação. Após a documentação desta fase, a mesma torna-se parte da configuração do software. Codificação: A fase de codificação tem como objetivo transformar os modelos e estruturas de software em linguagem de máquina. Testes: Após a finalização da codificação inicia-se o processo de testes. Este processo tem como objetivo assegurar que a lógica do software esteja correta, testando toda a codificação desenvolvida, para que as informações inseridas retornem o resultado esperado, e para que este resultado esteja de acordo com os requisitos desejados. Implementação: é a fase em que os módulos são integrados e o software é instalado. Manutenção: é a fase que vem após a instalação do software, é nesta fase que são corrigidos os defeitos, onde variáveis de ambiente são ajustadas para que o software se adéqüe a um novo hardware e/ou a um novo sistema operacional, é nesta fase também que são adicionadas novas funcionalidades e realizadas melhorias em relação ao seu desempenho. 1.2 Teste de software Teste de Software está localizado dentro do escopo de Qualidade de Software, esta etapa é extremamente crítica e tem como objetivo assegurar que requisitos, projeto e codificação realizada no ciclo de desenvolvimento [2] se comportem de acordo com o que era esperado Técnicas de Teste Existem duas técnicas de teste, a técnica estrutural conhecida como caixa-branca e técnica funcional conhecida como caixa-preta. A técnica estrutural leva em consideração a estrutura interna da codificação do software, seu objetivo é identificar os defeitos nesta

12 4 estruturas. A técnica funcional verifica se os valores de entrada e saída atendem aos requisitos do software Níveis de Teste Conforme ilustra a figura 1-2, os Testes de Softwares possuem quatro níveis relacionados à fase de Testes: Teste de Unidade tem como foco garantir que o módulo corresponda ao seu projeto, testa os módulos do software; Teste de Funcionalidade tem como foco verificar se as principais funções do software funcionam corretamente; Teste de Sistema tem como foco verificar o sistema como um todo, enxergando-o como uma única entidade [3], testar todas as suas funcionalidades uma a uma de uma forma mais completa que o Teste de Funcionalidade, fazendo carga de dados, testes de estresse, teste de segurança, teste de desempenho; Teste de Integração tem como foco testar a integração de todos os módulos do sistema, se cada módulo está produzindo os parâmetros de entrada e saída, e se eles comunicam-se de acordo com o que foi projetado. A figura 1-2 apresenta também um quinto nível relacionado à fase de Manutenção que pertence ao Ciclo de Desenvolvimento. Ele é conhecido como Teste de Regressão, este nível tem como objetivo avaliar o produto em suas condições reais de funcionamento, testar as novas funcionalidades desenvolvidas após a entrega do software, testar códigos desenvolvidos para correções de falhas, avaliar se novas versões de software ou funcionalidades são compatíveis com as versões anteriores.

13 5 Figura 2 Relação dos Ciclos de Desenvolvimento e Níveis de Teste 1.3 Banco de dados Oracle Banco de Dados Oracle é um banco de dados objeto relacional, onde os dados são armazenados em tabelas bi-dimensionais compostas por linhas e colunas [4]. O Banco de Dados Oracle, além do armazenamento de dados, permite sua consulta e atualização através da linguagem SQL. O gerenciamento do banco de dados Oracle é realizado através de um software conhecido como Servidor Oracle. Este software é composto por um Banco de Dados e por uma instância Oracle. Uma instância Oracle por sua vez é uma combinação entre estruturas de memória e processos em segundo plano [5]. 1.4 SQL SQL é uma linguagem que foi desenvolvida pela IBM Research, e redefinida pela ISO/ANSI como linguagem padrão para os SGDBRs. Ela é utilizada para acessar e manipular os dados armazenados nas tabelas.

14 6 1.5 Motivações Segundo um estudo realizado pelo NIST em 2002 [6], o governo dos Estados Unidos teve prejuízo anual de 59,5 bilhões de dólares causados somente com falhas ou erros encontrados nos softwares. Mais de um terço deste valor poderia ser poupado se houvesse uma melhoria na infra-estrutura que realiza a previsão, detecção e remoção destes defeitos. Atualmente mais da metade dos erros são detectados apenas no final do processo de desenvolvimento e na pós-venda. A principal motivação desta monografia sobre atualização de versões de software do servidor de banco de dados Oracle é estudar a teoria relacionada aos testes de regressão, e através de um estudo de caso, entender porque são utilizados os testes de desempenho. 1.6 Objetivo Este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo de caso relacionado aos testes de desempenho, realizado no nível de teste de regressão, e sua importância na atualização de versões do software de Banco de Dados Oracle.

15 7 2 ESTUDO DE CASO mensagens. O estudo de caso analisado é baseado em um sistema de gerenciamento de O sistema completo é divido em duas aplicações, ambas com interface WEB, conhecidas como PageIT e Datapoint. A aplicação PageIT é responsável pelo envio e recebimento das mensagens que tem como destino os profissionais de TI da empresa. O texto enviado pelo PageIT pode ser originado por mensagens enviadas por rádio, SMS, por usuários que acessam a aplicação via WEB ou podem ser originadas pela aplicação Datapoint. O conteúdo destas mensagens varia de acordo com o destinatário, podendo ser convocações para reuniões de última hora, problemas detectados nos sistemas suportados por estes profissionais, mensagem com solicitações de reparos em hardware, suporte em software, suporte em banco de dados etc. O PageIT armazena no seu banco de dados apenas as mensagens recebidas nos últimos 7 dias, armazena também todas as informações referentes ao números de rádios, seus donos e departamentos. O Datapoint é uma aplicação que monitora todos os servidores da empresa que estão conectados a rede. Estes servidores podem ser de plataformas distintas e para fins distintos, como servidores Windows, Unix, Mainframe, servidores para banco de dados Oracle, SQL Server, DB2, ou servidores de aplicações como Oracle 11i, aplicações WEB, ERP, CRM, etc. Todos estes sistemas são monitorados em tempo real e se qualquer um deles apresentar mau funcionamento, uma mensagem referente ao problema é enviada com as informações do problema a ser verificado. A mensagem é enviada para o PageIT e este redireciona a mensagem para o seu destinatário. O meio de transmissão é por uma central de rádio e celular. O Datapoint permite também o envio de mensagens via WEB. Estas mensagens não são armazenadas no banco de dados do PageIT, elas são armazenadas no banco de dados do próprio Datapoint. O PageIT é extremamente crítico para a empresa, pois é o único responsável pelas mensagens enviadas para o suporte de TI, caso o sistema fique indisponível o suporte oferecido por estes profissionais fica comprometido.

16 8 A figura 2 mostra um esboço da arquitetura do sistema. O PageIT e o Datapoint utilizam a arquitetura multi-tier ou multicamadas, sendo que a primeira camada são os usuários, eles conectam na internet e através de um browser acessam a aplicação WEB. A segunda camada é aplicação em si. A terceira camada é o servidor WEB. O servidor WEB fornece os serviços para a aplicação WEB e é nesta camada que está a lógica de negócio, é no servidor WEB também que estão instalados os clientes para a conexão com o banco de dados. A quarta camada é a camada do Servidor de Banco de Dados. A central de Radio e Celular são hardwares separados do sistema e a comunicação entre eles é feita através da rede. Figura 3 Esboço da arquitetura do Sistema 2.1 Ambientes do sistema O PageIT possui três tipos de ambientes: ambiente de Desenvolvimento, ambiente de Testes e ambiente de Produção. A figura 2-1, apresenta os três tipos de ambientes, que possuem a mesma configuração de hardware e software.

17 9 Ambiente de Desenvolvimento é o local onde são desenvolvidos os novos aplicativos ou novas funções que serão incorporadas ao sistema em produção. Ambiente de Teste é o ambiente onde são realizados os testes das novas funções ou novas versões de software. O ambiente de Produção é o ambiente que está em operação e é por este ambiente que os usuários fazem suas conexões e acessam suas informações. Figura 4 Ambientes do PageIT 2.2 Diferenças entre as versões do software Houve diversas mudanças entre as versões do Oracle 9i e 10g, parâmetros foram descartados, falhas foram corrigidas e novas funções foram adicionadas. Dentre as novas funções estão os parâmetros: streams_pool_size, statistics_level e recyclebin, como também a adição de uma nova tablespace SYSAUX para a instalação dos novos objetos. Há também alguns parâmetros que deverão ser alterados para que novas funções entrem em vigor, são os parâmetros compatible, java_pool_size, large_pool_size e session_max_open_files. Há também alguns parâmetros que foram descartados, dentre eles destacam-se três: enqueue_resources, log_archive_start e sql_trace. Estes parâmetros estavam em uso pelo sistema PageIT na versão Oracle 9i. Todos estes parâmetros podem ser verificados no anexo 1.

18 10 Todas as funções e parâmetros descartados na versão 10g continuam em funcionamento apenas por uma questão de compatibilidade com os softwares mais antigos, porém eles não deverão ser referenciados na configuração dos parâmetros de inicialização do Servidor Oracle Descrição dos parâmetros e funções Arquivo de inicialização é um arquivo que possui todos os parâmetros de inicialização de uma instância de banco de dados. Todas as vezes que o Servidor Oracle, inicializa uma instância, ele lê os parâmetros contidos neste arquivo e inicializa esta instância de acordo com as configurações contidas nele. Abaixo estão todos os parâmetros de inicialização que foram modificados para a realização dos testes. Os cinco parâmetros que geram um grande impacto, tanto na atualização do software como nos testes de desempenho, caso não sejam configurados corretamente são: Compatible, Java_pool_size, large_pool_size, session_max_open_files, optimizer_mode e statistics_level. Os demais parâmetros são importantes, mas só causariam impactos caso a aplicação não fosse compatível com eles. ENQUEUE_RESOURCES parâmetro que define o número de recursos que serão reservados (lock) para uso em concorrência, utilizando o lock manager. O enqueue é um mecanismo de lock, que permite que vários processos concorrentes compartilhem os mesmos recursos. LOG_ARCHIVE_START só funciona quando o banco de dados for inicializado em archivelog mode. Ele indica se o processo de archive dos arquivos de redo é manual ou automático. SQL_TRACE habilita a função de trace de SQL. Permite gerar informações para serem utilizadas no aperfeiçoamento de desempenho do código. COMPATIBLE: Este parâmetro especifica em qual versão o Oracle deverá manter compatibilidade. Se o banco de dados for criado na versão 10g, porém o compatible=9.2.0, todas as funções que precisam que o compatible seja do 10g, retornarão uma mensagem de

19 11 erro. Uma vez modificado o parâmetro para a versão corrente, não é possível retroceder, a não ser que se faça uma recuperação do banco de dados. Exemplo, banco versão (compatible=9.2.0), realizou o upgrade para a versão (compatible=10.2.0), não é possível retornar para a versão (downgrade), a não ser que se faça uma recuperação utilizando os arquivos de backup. JAVA_POOL_SIZE especifica o tamanho da memória para comandos Java, é através deste parâmetro que o gerenciador de memória alocará os comandos durante a execução do Java. Esta memória inclui definição de métodos e classes, como também os objetos que são chamados no final da execução do Java. LARGE_POOL_SIZE especifica o tamanho da alocação de memória utilizado para a sessão de memória para servidores compartilhados, no buffer de mensagens em sistema de execução paralela, e pelos processos de backup e recuperação de dados. SESSION_MAX_OPEN_FILES especifica o número máximo de arquivos binários que podem ser abertos por uma sessão. RECYCLEBIN é usado para controlar se a função Flashback Drop capability esta ligada ou desligada. Se estiver desligada, e alguma tabela for removida, ela não irá para a área de recycle bin (lixeira). Se estiver ligado, a tabela removida ficará na lixeira e poderá ser recuperada posteriormente. OPTIMIZER_MODE é um novo parâmetro adicionado na versão 10g, que indica qual o tipo de otimização o banco de dados deverá utilizar no algoritmo de leitura das queries. Ele possui três opções, ALL_ROWS esta opção aperfeiçoa a query para que use a menor quantidade de recursos possível, FIRST_ROWS_n otimiza para retornar as primeiras n linhas no menor tempo de resposta (onde n pode ser 1, 10, 100 ou 1000) e FIRST_ROWS otimiza para encontrar o melhor plano de execução e retornar as primeiras linhas da query. A tablespace SYSAUX foi instalada como uma tablespace auxiliar à tablespace System. Alguns componentes do banco de dados agora utilizam esta nova tablespace. Se esta tablespace ficar indisponível, funções essenciais do banco de dados continuam em operação. As outras funções não essenciais poderão falhar.

20 12 STREAMS_POOL_SIZE especifica o tamanho de memória a ser utilizado pelo Stream pool caso o SGA_TARGET não seja definido em zero. A Stream pool é uma porção de memória da SGA e guarda na memória as filas de mensagens de buffer e provê memória para a coleta de processos e aplicação de processos. Isto é, o Streams pool sempre armazena os LCRs capturados pelo processo de captura, e armazena estes LCRs e as mensagens requisitadas pelos usuários e pela aplicação em forma de filas dentro do buffer. STATISTICS_LEVEL especifica o nível de coleta de estatísticas para o banco de dados e para o sistema operacional. Estas estatísticas são coletadas para diversos fins, entre estes fins os de auto-gestão de decisões. Este parâmetro possui três níveis de coleta: Basic, Typical e All. O Typical assegura que todas as informações principais para a funcionalidade da auto-gestão sejam coletadas. O All coleta todas as informações, porém esta opção impacta no desempenho do banco de dados. O Basic coleta as informações básicas e desabilita algumas coletas importantes impossibilitando o funcionamento de algumas funções importantes. As alterações destes parâmetros afetam o desempenho do banco de dados.

21 13 3 TESTES Neste estudo de caso, foram realizados 2 tipos de testes de desempenho: O primeiro teste tem como objetivo testar a atualização do Software do Servidor Oracle. Cada etapa deste teste deverá conter o tempo que demorou em realizá-lo, os erros e dificuldades encontrados, a ação tomada para correção destes erros e comentários necessários. Este teste serve para detectar qualquer problema que o DBA poderá enfrentar na atualização do software, no ambiente de produção. Qual será o tempo mínimo necessário para a realização desta manutenção, e da mesma forma saber por quanto tempo este sistema ficará indisponível para seus usuários. O segundo teste tem como objetivo testar o desempenho das funcionalidades da aplicação. Neste teste são coletadas as informações de referência ou baseline do banco de dados de produção, e logo após a atualização do software do Servidor Oracle, deverá ser executado o teste inicial. Caso algum código apresentar má funcionalidade, serão realizados alguns ajustes, os quais poderão ser parâmetros de inicialização, modificações no código, ou nos planos de execução dos SQLs. Logo após os ajustes é executado o teste final. Este tem como objetivo testar os ajustes realizados após o teste inicial. Todos estes testes deverão ser documentados detalhadamente no documento de Handoff. (vide anexo 2). 3.1 Primeiros procedimentos Para a realização dos testes foi feito um backup lógico onde as informações do banco de dados de Produção foram transferidas para o banco de dados de Testes. Foram coletadas as estatísticas referente a um mês, o que equivale a trinta dias corridos. Baseados nessas informações foram coletados e classificados os Top 20 SQLs. Os top 20 SQLs são as 20 funções/sqls que permaneceram por mais tempo utilizando os recursos da CPU, durante o período analisado que foi de trinta dias. Logo após a coleta destas informações, são apontadas as diferenças entre os parâmetros de inicialização dos bancos de dados de teste e produção. (vide anexo 1). Com todas estas informações documentadas, inicia-se o processo de testes.

22 Upgrade do banco de dados O upgrade ou atualização do Software de Banco de Dados é a próxima etapa neste ciclo. A partir deste ponto todas as informações devem ser documentadas com o máximo de precisão possível. Para a realização do upgrade o Administrador de Banco de Dados deve consultar a documentação referente à atualização de software. Há quatro maneiras de atualizar um Banco de Dados Oracle [7]: Via DBUA ferramenta gráfica e automática que auxilia o DBA na realização da atualização; Atualização Manual - consiste em executar scripts SQL via linha de comando, obedecendo a uma ordem determinada; Export/Import Através da ferramenta Export é possível fazer uma cópia parcial ou uma copia total dos dados do banco de dados, o arquivo gerado com as informações é transferido através da ferramenta Import para o banco de dados na nova versão, esta maneira é mais utilizada quando se deseja manter uma cópia do banco de dados na versão anterior; Via Cópia dos Dados A cópia dos dados é realizada através de links entre os bancos de dados das diferentes versões, utilizando scripts SQL para a leitura e gravação destas informações. A diferença entre esta maneira e a de Export/Import, é que via Copia dos Dados é possível fazer a copia de apenas um registro da tabela. A forma utilizada pelo DBA foi à atualização manual, pois provê um maior controle no processo de atualização, e também é o método utilizado pelo DBA de produção. O DBA de teste deve sempre realizar os passos de acordo com o DBA de produção para prever os possíveis erros e para evitá-los no dia da implementação. O primeiro passo do upgrade foi executar os scripts pré-atualização. Estes scripts verificam se há necessidade de fazer alguma correção no banco de dados antes da realização do upgrade. Estas correções variam de acordo com o Banco de Dados, mas neste caso foi necessário aumentar alguns parâmetros de memória, adicionar novos parâmetros e remover os parâmetros que foram descartados pela nova versão.

23 15 Após a alteração dos parâmetros o DBA deverá atualizar o ORACLE_HOME, este parâmetro é uma variável de ambiente do Sistema Operacional, ela aponta o caminho (PATH) em que o software Oracle esta instalado. Depois de realizados estes passos, o DBA faz um backup do banco de dados para garantir a integridade dos dados, caso seja encontrado algum erro durante a atualização, e para que seja possível a recuperação destas informações. Depois de finalizado o primeiro passo, o DBA de teste, inicia a atualização. A atualização consiste em executar scripts especifico para a atualização. Finalizado a atualização, o DBA deverá executar os scripts pós-atualização. Tais scripts verificam se a atualização ocorreu com sucesso e se é necessário algum ajuste ou correção. Estas correções variam de acordo com a mensagem de erro reportada, se o erro não é possível de ser corrigido pelo DBA, o mesmo deverá abrir um chamado na Oracle reportando o erro encontrado de acordo com as mensagens de erro relacionadas e solicitar uma correção ou um diagnóstico para a solução deste problema. 3.3 Documentação do upgrade Cada passo ou script SQL executado no processo do upgrade deve ser documentado pelo DBA de teste, que deverá documentar todos os passos que foram realizados e quanto tempo foi necessário para realizá-los. Este documento é extremamente útil para o DBA de produção, pois baseado neste documento é possível prever quanto tempo é necessário para a realização do upgrade, e quanto tempo o sistema ficará indisponível para seus usuários no dia da implementação. 3.4 Cenários de Testes Há cinco tipos de testes realizados para upgrade de versões [7]: Teste Mínimo - consiste em mover parte ou todos os dados de um banco de produção para o banco de dados de testes e realizar os testes sem que as novas funções estejam habilitadas. Teste Funcional consiste em testar as novas e antigas funcionalidades do sistema após a atualização do software. Este teste inclui todos os tipos de informações como conexão de rede, componentes de hardware e teste da

24 16 aplicação. O objetivo é verificar se as funções antigas e as novas estão funcionando corretamente. Teste de Integração analisa a integração de cada um dos componentes do sistema, testa interface gráfica, subsistemas desenvolvidos em outras linguagens de programação, se o sistema é compatível com as novas bibliotecas, como por exemplo, bibliotecas de rede. Teste de Desempenho compara o desempenho de vários scripts SQL do banco de dados atual com os mesmos scripts sendo executados no banco de dados com a nova versão de software. Teste de Volume de Carga de Dados ou Teste de Stress consiste em testar se os dados estão acessíveis pela aplicação e se as aplicações que executam os SQLs sobre o banco de dados estão funcionando corretamente. Deve reunir todos os dados de desempenho do banco de dados de produção num período normal e no período de pico, e baseado nestas informações fazer os testes de volume de dados no banco de dados que foi atualizado. Comparar as informações entre os testes realizados para saber se o desempenho do banco de dados de teste se saiu melhor ou teve o mesmo desempenho do banco de dados de produção. Com as informações coletadas anteriormente pelos tops 20 SQL, foi possível montar 29 casos de teste, onde cada caso avalia o desempenho de um determinado script no banco de dados. Para cada caso foi comparado o desempenho obtido quando executado na versão Oracle 9i com desempenho obtido na versão Oracle 10g. 3.5 Baseline O baseline é o top 20 SQLs coletados na versão 9i, que é referência utilizada em cada caso de teste. É a partir deste baseline que faremos as comparações. 3.6 Teste inicial O teste inicial é o primeiro teste realizado após a atualização, isto é, após a atualização da versão do banco de dados os scripts coletados deverão ser executados em cima desta nova versão. Deve-se verificar o desempenho obtido pelos scripts, e compará-los com o Baseline. Anotar os valores obtidos e fazer uma média, caso os valores do Teste Inicial forem iguais ou melhores que o Baseline, o teste teve sucesso. Caso contrário o banco de dados deve

25 17 ser ajustado para um melhor desempenho, para isso o DBA deverá utilizar as ferramentas do banco de dados para esta melhoria, como também ajustar o scripts para que estes possam ter um melhor desempenho. São três os tipos de valores analisados: quantidade de acessos ao buffer de memória, quantas vezes o SQL foi executado, e quanto tempo demorou cada execução. Estes valores foram coletados no baseline e na execução do Teste Inicial. 3.7 Teste final O teste final é realizado caso seja identificado uma anormalidade, isto é, um ou mais scripts executados no Teste Inicial apresentarem um desempenho fora do normal. Se houver qualquer intervenção, seja ela no parâmetro do banco de dados ou em qualquer um dos scripts analisados no Teste Inicial, novos testes serão realizados para que comprovem se houve ou não uma melhora no desempenho destes scripts. 3.8 Resultados dos testes O anexo 3, apresenta seis dos vinte e nove cenários analisados pelo DBA de Teste. Como pode ser verificado, no caso 1 se comparado o desempenho do teste inicial em relação ao Baseline, o tempo gasto por execução obteve uma melhora de 54,99%. No caso 7, o teste inicial apresentou um desempenho inferior de 80,77% em relação ao baseline, isto é, o SQL estava 80,77% mais lento em relação ao baseline, o teste final por sua vez obteve um desempenho 10% melhor em relação ao baseline. Comparando o teste final e o teste inicial o SQL obteve um desempenho 39,15% melhor. O caso 14 apresenta uma anomalia, pois o teste inicial teve um desempenho muito inferior chegando a 1438,65% em relação ao baseline, e após alguns ajustes, mudanças de parâmetros e do plano de execução, o teste final apresentou um desempenho melhor chegando a 188,04% em relação ao baseline, comparando o teste final em relação ao teste inicial o desempenho do SQL ficou 81,28% melhor. O caso 29, o mais interessante, pois comparando o teste inicial com o baseline houve desempenho inferior de 237,69%, após os ajustes dos parâmetros, o teste final mudou e obteve uma melhora no desempenho de 73,59% em relação ao baseline, comparando o Teste Final em relação ao teste inicial o desempenho foi 92,18% melhor.

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