Superior Tribunal de Justiça

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1 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) RELATOR : MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) RECORRENTE : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADVOGADO : LEONARDO GROBA MENDES E OUTRO(S) RECORRENTE : CAIXA SEGURADORA S/A ADVOGADO : MILTON LUIZ CLEVE KUSTER E OUTRO(S) RECORRIDO : ALDA PEREIRA PASSOS E OUTROS ADVOGADO : JONATAS RAUH PROBST E OUTRO(S) EMENTA RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. AÇÃO EM QUE SE CONTROVERTE A RESPEITO DO CONTRATO DE SEGURO ADJECTO A MUTUO HIPOTECARIO. LITISCONSÓRCIO ENTRE A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/CEF E CAIXA SEGURADORA S/A. INVIABILIDADE. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. LEI N /2008. RESOLUÇÃO/STJ N. 8, DE APLICAÇÃO. 1. Nos feitos em que se discute a respeito de contrato de seguro adjeto a contrato de mútuo, por envolver discussão entre seguradora e mutuário, não comprometer recursos do SFH e não afetar o FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), inexiste interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário, sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para o seu julgamento. 2. Julgamento afetado à 2a. Seção com base no Procedimento da Lei n /2008 e Resolução/STJ n. 8/2008 (Lei de Recursos Repetitivos). 3. Recursos especiais conhecidos em parte e, nessa extensão, não providos. ACÓRDÃO Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 1 de 32

2 Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Senhores Ministros da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, em conhecer parcialmente do Recurso Especial e, nessa parte, negar-lhe provimento, recebendo o pedido de assistência da União apenas para efeitos do procedimento repetitivo do artigo 543-C, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS), Paulo Furtado (Desembargador convocado do TJ/BA), Fernando Gonçalves, Aldir Passarinho Junior, João Otávio de Noronha, Massami Uyeda, Sidnei Beneti e Luis Felipe Salomão votaram com o Sr. Ministro Relator. Sustentaram oralmente, pela Caixa Seguradora S.A., o Dr. Marcellus Sachet Ferreira; pela Caixa Econômica Federal S.A., o Dr. Leonardo Groba Mendes; e pela Recorrida, o Dr. Manoel Antônio Bruno Neto. Prestou esclarecimentos de fato o Dr. Adriano Martins de Paiva, Advogado da União. Brasília (DF), 11 de março de 2009(Data do Julgamento) MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) Relator Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 2 de 32

3 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) RELATOR : MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) RECORRENTE : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADVOGADO : LEONARDO GROBA MENDES E OUTRO(S) RECORRENTE : CAIXA SEGURADORA S/A ADVOGADO : MILTON LUIZ CLEVE KUSTER E OUTRO(S) RECORRIDO : ALDA PEREIRA PASSOS E OUTROS ADVOGADO : JONATAS RAUH PROBST E OUTRO(S) RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) (Relator): Cuida-se de recursos especiais interpostos pela Caixa Econômica Federal e Caixa Seguradora contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que deu provimento ao agravo de instrumento manejado pelos ora recorridos, atribuindo à Justiça Estadual a competência para o julgamento do feito. Historiam os autos que ALDA PEREIRA PASSOS, ÂNGELO PINTO DE SOUZA, DARCI HILDEBRANDO DE SOUZA, JOSÉ DOMINGUES MOREIRA DE CÓRDOVA, JOSÉ SAUL LIMA SILVA e MARIA CRISTINA LOURENÇO ajuizaram ação ordinária de responsabilidade obrigacional securitária em face da Caixa Seguradora, pretendendo a reparação dos imóveis por eles adquiridos da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina - COHAB/SC mediante financiamento do Sistema Financeiro da Habitação - SFH, em virtude de terem referidos imóveis apresentado defeitos na construção. O Juízo monocrático originário deferiu o pedido de ingresso no polo passivo da Caixa Econômica Federal, determinando a remessa dos autos à Justiça Federal, em face da alegação daquela empresa pública de que seria a administradora do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação, nele incluído o Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice de Seguro Habitacional - FESA, que por sua vez, seria composto de sub-conta do Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS. Interposto agravo de instrumento pelos ora recorridos contra a decisão que admitiu o ingresso da Caixa Econômica Federal no polo passivo do feito, o relator, naquela instância, concedeu efeito suspensivo ao agravo, até que fosse apreciado o mérito do recurso. Após regular processamento do feito, seguiu-se o Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 3 de 32

4 julgamento pelo Órgão colegiado, que deu provimento ao agravo, entendendo ser competente a Justiça Estadual para apreciar o processo em tela, por não identificar interesse da Caixa Econômica Federal - CEF na lide, em acórdão que recebeu a seguinte ementa: "AGRAVO DE INSTRUMENTO AÇÃO ORDINÁRIA DE RESPONSABILIDADE OBRIGACIONAL SECURITÁRIA INTERVENÇÃO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL COMO LITISCONSORTE PASSIVO NECESSÁRIO - EXEGESE DO ART. 47 DO CÓDEX INSTRUMENTAL - DESNECESSIDADE DE REMESSA DOS AUTOS À JUSTIÇA FEDERAL - NÃO-APLICAÇÃO DA SÚMULA 150 DO STJ - CONFLITO DE NATUREZA PRIVADA? PRECEDENTES DO STJ, DO TRF DA 4ª REGIÃO E DO TJSC - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL DECISÃO VERGASTADA REFORMADA - RECURSO PROVIDO. "Segundo firme compreensão do Superior Tribunal de Justiça, coonestada também pela jurisprudência do Tribunal Federal da 4ª Região, compete à Justiça estadual processar e julgar as demandas relativas à cobertura securitária de imóvel adquirido com recursos do Sistema Financeiro de Habitação, não se revelando presente, nesse tipo de controvérsia, qualquer interesse jurídico do agente financeiro (CEF) em ordem a lhe assegurar a sua intervenção facultativa ou compulsória na lide." (TJSC, AI n , de Lages, rel. Des. Newton Janke, j ).." (fls. 211) Irresignados, a CAIXA SEGURADORA S/A e a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF interpuseram recursos especiais, ambos com fulcro nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional. Em suas razões recursais, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF, aponta ter o julgado recorrido afrontado os artigos 47 e 50, do CPC, as Súmulas 150/STJ e 327/STJ, a Lei nº /2000 e o artigo 2º do Decreto-lei nº 2.406/88, alterado pelo Decreto-lei nº 2.476/88 e Lei nº 7.682/88. Indica, também, dissídio do acórdão recorrido com julgado do Tribunal do Estado de Pernambuco proferido no Agravo nº /01 e com o REsp nº deste Tribunal. Por fim, a CEF requer o ingresso na Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 4 de 32

5 lide como litisconsorte passivo necessário, ou como assistente. Por seu lado, a CAIXA SEGURADORA S/A alega violação ao artigo 47, do CPC, bem como com as Súmulas 150/STJ e 350/STJ, e aponta divergência do julgado a quo com o decidido no REsp nº , desta Corte Superior, bem como na Apelação Cível nº , do TRF/4ª Região. Foram oferecidas contra-razões aos recursos especiais em tela pugnando pela não admissibilidade dos apelos, ou pelo indeferimento deles. Admitidos na origem ambos os recursos especiais, subiram os autos a esta Corte Superior. Verificando tratar-se de recurso repetitivo, versando sobre matéria já pacificada pela 2ª Seção do STJ, foi afetado o processo a este Colegiado, nos termos do art. art. 543-C, parágrafo 2º, do CPC, na redação dada pela Lei n , de , e do art. 2º, 1º e 2º, da Resolução/STJ n. 8 de , tendo sido dado vista ao Ministério Público Federal. O douto Ministério Público Federal, em seu parecer, manifesta-se no sentido do parcial conhecimento e do não provimento de ambos os recursos especiais (fls. 299/302). Por petição aos fls. 532/533, a Caixa Seguradora requer o adiamento do julgamento do presente feito. Aos fls. 546/549, a União, ante a edição da Instrução Normativa nº 2 da Advocacia-Geral da União (cópia aos fls. 550/555), requer seja deferida a sua intervenção no feito, ao argumento de que o Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS) - mantido, entre outras fontes, por transferências do Poder Executivo Federal - é o garantidor do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação (SH/SFH) e caso referido fundo não detenha recursos suficientes para saldar os seguros contratados junto aos financiamentos, caberá à União, mediante a Secretaria do Tesouro Nacional, fazer o aporte de valores a fim de quitar os respectivos saldos. É o relatório. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 5 de 32

6 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) RELATOR : MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) RECORRENTE : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADVOGADO : LEONARDO GROBA MENDES E OUTRO(S) RECORRENTE : CAIXA SEGURADORA S/A ADVOGADO : MILTON LUIZ CLEVE KUSTER E OUTRO(S) RECORRIDO : ALDA PEREIRA PASSOS E OUTROS ADVOGADO : JONATAS RAUH PROBST E OUTRO(S) EMENTA RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. AÇÃO EM QUE SE CONTROVERTE A RESPEITO DO CONTRATO DE SEGURO ADJECTO A MUTUO HIPOTECARIO. LITISCONSÓRCIO ENTRE A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/CEF E CAIXA SEGURADORA S/A. INVIABILIDADE. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. LEI N /2008. RESOLUÇÃO/STJ N. 8, DE APLICAÇÃO. 1. Nos feitos em que se discute a respeito de contrato de seguro adjeto a contrato de mútuo, por envolver discussão entre seguradora e mutuário, não comprometer recursos do SFH e não afetar o FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), inexiste interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário, sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para o seu julgamento. 2. Julgamento afetado à 2a. Seção com base no Procedimento da Lei n /2008 e Resolução/STJ n. 8/2008 (Lei de Recursos Repetitivos). 3. Recursos especiais conhecidos em parte e, nessa extensão, não providos. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 6 de 32

7 VOTO O EXMO. SR. MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) (Relator): S.A. 1. Pedido de adiamento formulado pela Caixa Seguros De plano, consigne-se que indefere-se o pedido de adiamento do julgamento do presente feito formulado pela Caixa Seguros S.A.. Verifica-se que o instrumento de mandato foi outorgado ao subscritor da petição de fls. 310/311 com reserva de poderes ao substabelecente. Portanto, eventual impedimento do substabelecido em participar da Sessão de julgamento, não gera qualquer violação ao direito de defesa da Caixa Seguradora que continua representada nos autos por outros advogados. feito 2. Pedido da União para integrar a lide e de adiamento do No tocante ao pedido da União de intervenção no feito, com supedâneo no art. 5º da Lei 9.469/97, em princípio, nada obstaria que integrasse a lide na condição de assistente. Isto porque, a faculdade conferida pela Lei 9.469/97, em seu art. 5º, sobre a intervenção da União nas causas em que figurarem, como autores ou réus, entes da administração indireta, processualmente não é senão uma espécie de assistência, "assistência anômala" na expressão de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart. (MARINONI, Luiz Guilherme e ARENHART, Sérgio Cruz, apud BUENO, Cássio Scarpinella. Partes e Terceiros no Processo Civil Brasileiro, p Saraiva: São Paulo, 2006.). No entanto, enfatize-se que, na presente hipótese, a Caixa Econômica Federal pretende integrar o polo passivo da lide, deslocando-se, por conseguinte, a competência para o julgamento do feito para a Justiça Federal. Ressalte-se que, caso fosse admitida a União como assistente nesta sede processual, a conseqüência lógica seria também o deslocamento do feito originário para a Justiça Federal, o que, por sua vez, esvaziaria o seu próprio objeto ou, no mínimo, tornaria inócuo o julgamento proferido por esta Corte Superior no presente recurso especial, cujo objetivo Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 7 de 32

8 mediato é o referido deslocamento. Assim, cuidando o presente caso de julgamento com base no procedimento da Lei n /2008 (Lei de Recursos Repetitivos) e considerando a faculdade prevista no art. º, I, da Resolução/STJ n. 8/2008, entendo que deve ser autorizada a manifestação da União, tão somente no presente recurso especial, ante a relevância da matéria, sem que essa autorização implique em qualquer espécie de intervenção da mesma no feito originário. 3. Dissídio Jurisprudencial Ab initio, no tocante ao alegado em ambos os recursos especiais, quanto ao dissídio jurisprudencial, cabe ressaltar que assim dispõe o 1º, do artigo 255, do Regimento Interno desta Corte Superior: 1º. A comprovação de divergência, nos casos de recursos fundados na alínea c do inciso III do art. 105 da Constituição, será feita: a) por certidões ou cópias autenticadas dos acórdãos apontados divergentes, permitida a declaração de autenticidade do próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal; b) pela citação de repositório oficial, autorizado ou credenciado, em que os mesmos se achem publicados. 2º. Em qualquer caso, o recorrente deverá transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio, mencionando as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. Logo, para a caracterização do apontado dissídio, urge comprovar a contrariedade efetuando o necessário cotejo analítico, no sentido de identificar as similitudes fáticas, confrontando as diferentes teses jurídicas, sendo que, in casu, as recorrentes deixaram de atender tais requisitos, limitando-se apenas a indicar e transcrever ementas dos aludidos julgados, sem juntar as necessárias cópias autenticadas dos acórdãos apontados divergentes. Portanto, com as vênias cabíveis, não merecem ser conhecidos os recursos no particular, uma vez que não se logrou comprovar o alegado dissídio, nos termos do dispositivo regimental. 4. Violação a Súmulas desta Corte. Quanto às alegações da CAIXA SEGURADORA S/A e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF, no tocante à violação das Súmulas 150/STJ e 327/STJ, impende assinalar não ser cabível o recurso especial sob alegação de ofensa a enunciado sumular, que não se equipara a dispositivo de lei federal para fins de interposição do recurso com fulcro na alínea "a" do Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 8 de 32

9 permissivo constitucional. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado, in verbis: "RECURSO ESPECIAL - OFENSA A ENUNCIADO SUMULAR - NÃO CONHECIMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - NÃO ALEGAÇÃO DE INFRINGÊNCIA AO ART. 535 DO CPC - SÚMULA 211/STJ - AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO - SÚMULA 356/STF - PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO - ADMISSIBILIDADE - DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL - AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA QUANTO A ALGUNS DOS PARADIGMAS COLACIONADOS - ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA - DENOMINAÇÃO - EQUIPARAÇÃO AO NOME COMERCIAL - DIREITO DE EXCLUSIVIDADE - LIMITAÇÃO GEOGRÁFICA - NOME ESTRANGEIRO - CONVENÇÃO DA UNIÃO DE PARIS - MARCA - PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE - CONVIVÊNCIA DAS DENOMINAÇÕES E MARCAS DAS PARTES - POSSIBILIDADE. 1 - Não se conhece do recurso especial sob alegação de ofensa a enunciado sumular, vez que não equiparado a dispositivo de lei federal para fins de interposição do recurso com fulcro na alínea "a" do permissivo constitucional. Precedentes. [...]." (REsp /RJ, Rel. Min. Jorge Scartezzini, DJ ). 5. Violação às Leis nºs /2000 e 7.682/88 Já, no que diz respeito a suposta violação às Leis nºs /2000 e 7.682/88, o recurso especial ressente-se de fundamentação adequada, pois não houve a indicação dos artigos porventura violados. Assinale-se que o recurso especial fundado na alínea "a" do permissivo constitucional deve demonstrar, de forma clara e precisa, de que maneira o aresto impugnado teria ofendido a legislação mencionada, razão pela qual é imprescindível a particularização dos artigos de lei. Incidente, in casu, o enunciado 284/STF. 6. Violação ao artigo 47 do CPC Aqui encontra-se o punctum dolens da questão objeto do Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 9 de 32

10 Procedimento da Lei n /2008 e Resolução/STJ n. 8/2008 (Lei de Recursos Repetitivos). Em relação ao ingresso da Caixa Econômica Federal - CEF na lide, a jurisprudência deste Tribunal Superior de Justiça é firme no sentido de que somente é necessária a formação de litisconsórcio passivo necessário com a Caixa Econômica Federal, quando houver possibilidade de comprometimento do FCVS. Nesse sentido, já se decidiu: "PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO - SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO CONTRATO COM COBERTURA DO FCVS INAPLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. [...]. 3. Entretanto, também firmado entendimento pela Corte Especial do STJ de que a natureza jurídica do contrato de financiamento do SFH fica na dependência da vinculação ao Fundo de Compensação de Variação Salarial - FCVS. 4. Se o contrato está vinculado ao FCVS, é ele um contrato administrativo, sendo a CEF, como sucessora do SFH, legitimada a responder às demandas em que se questiona sobre tais avenças. A natureza jurídica de contrato administrativo justifica a competência da Seção de Direito Público desta Corte e, nas instâncias de origem, a competência da Justiça Federal, pela presença da CEF na lide. 5. Não havendo vinculação do contrato de financiamento do FCVS, tem-se um contrato civil com a só presença do agente financeiro. Os litígios oriundos de tais contratos são examinados, no STJ, pelas Turmas que compõem a Seção de Direito Privado e, nas instâncias de origem, pela Justiça Estadual. 6. Sistemática de julgamento que também traz reflexos sobre o conjunto de normas que irá incidir sobre ambos os tipos de contrato, sendo esse aspecto também um traço diferenciador entre eles. 7. Nos contratos regidos pelo FCVS, cujo saldo devedor é suportado por fundo público gerido pela CEF, incidem as normas do direito administrativo pertinentes, com exclusão das normas de direito privado. 8. Ao contrário, nos contratos sem a cobertura do FCVS, a natureza privada atrai a incidência das normas civilistas e do Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 10 de 32

11 Código de Defesa do Consumidor. 9. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido." (REsp /MT, Relatora Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJ ) In casu, o acórdão impugnado, amparado em precedentes jurisprudenciais, expressamente consignou que a discussão a respeito de contrato de seguro adjeto a contrato de mútuo, por envolver discussão entre seguradora e mutuário, não comprometer recursos do SFH e não afetar o FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), é da competência da Justiça Estadual, consoante se infere do seguinte excerto: "Verifica-se que a discussão em tela limita-se ao tema da cobertura securitária, cuja relação jurídica restringe-se à mutuária do SFH e a seguradora, com a qual firmou contrato de seguro obrigatório, para a obtenção de indenização no caso de avarias ocorridas no seu imóvel. Sucede que, a Caixa Econômica Federal - CEF, nos termos da Portaria do Ministério da Fazenda n. 243, de , assumiu a administração do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habilitação - SH, nele incluído o Fundo de Equalização de Sinistralidade da ApóliceHabitacional - FESA, para ser gerenciado como uma sub-conta do Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS, o qual também é administrado pela Caixa, nos termos da Lei n /2000. O FESA, antes gerido pelo Instituto de Resseguros do Brasil - IRB, é um fundo constituído por repasses do superávit dos prêmios pagos pelos mutuários do SFH, deduzidas as taxas de administração e sinistros pagas aos segurados, sendo que, na hipótese de insuficiência de recursos, após limitados os pagamentos de indenizações e utilizados os recursos da "conta movimento" e da "reserva técnica", o FCVS, que é composto de contribuições dos mutuários e dos agentes financeiros, bem como de dotações orçamentárias da União, "por intermédio da Caixa, transferirá à sociedade seguradora o valor integral das indenizações devidas e não pagas" (art. 12, e seus parágrafos, da Portaria n. 243/2000). Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 11 de 32

12 Conclui-se, portanto, que o FESA, apesar de administrado pela CEF, é formado por capital exclusivamente privado. E que, somente em situação excepcional há comprometimento do FCVS para suprir o capital deficitário, ocasião em que deve ser devidamente demonstrada a utilização de recursos públicos. Assim, não há justificativa para a intervenção da CEF, pois a pretensão amparada na exordial baseia-se, unicamente, no recebimento de verba indenizatória em que se debate a responsabilidade da seguradora, esta como pessoa jurídica de direito privado. [...] Deste modo, não se vislumbra qualquer interesse jurídico da empresa pública na demanda sub examine, razão pela qual deve ser afastada, data venia, a formação de litisconsórcio passivo, bem como a competência da Justiça Federal para processar e julgar o feito." (fls. 117/124).(grifou-se) Nessa linha, inexistindo interesse da Caixa Econômica Federal, a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário, a competência é da Justiça Estadual. Nesse sentido a jurisprudência consolidada desta Corte Superior de Justiça, consoante se verifica dos seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO. CAIXA SEGURADORA S/A. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. Nos casos em que é parte a Caixa Seguradora S/A, a competência é da Justiça Estadual, e não da Federal. Agravo Regimental improvido." (AgRg no REsp /RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 11/11/2008, DJe 26/11/2008) REGIMENTAL. SEGURO HABITACIONAL. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL. SÚMULA 7. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS 283 E Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 12 de 32

13 284/STF. - Nas ações em que se discute contrato de seguro adjecto ao mútuo hipotecário, a competência para o respectivo processo e julgamento é da Justiça Estadual; a lide aí se trava entre seguradora e mutuário, sem que a sentença possa, de modo algum, comprometer os recursos do Sistema Financeiro de Habitação. Precedentes. - Se o acórdão recorrido concluiu, com base na prova e na interpretação do contrato de seguro, que os danos sofridos por imóveis estão inseridos na cobertura reclamada, o STJ não pode rever tal conclusão (Súmula 7). (AgRg no REsp /PR, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 03/12/2007, DJ 12/12/2007 p. 416) "PROCESSO CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO EM QUE SE CONTROVERTE A RESPEITO DO CONTRATO DE SEGURO ADJECTO A MUTUO HIPOTECÁRIO. NAS AÇÕES EM QUE SE DISCUTE A RESPEITO DO CONTRATO DE SEGURO ADJECTO AO MUTUO HIPOTECÁRIO, A COMPETÊNCIA PARA O RESPECTIVO PROCESSO E JULGAMENTO E DA JUSTIÇA ESTADUAL; A LIDE AI SE TRAVA ENTRE SEGURADORA E MUTUÁRIO, SEM QUE A SENTENÇA POSSA, DE MODO ALGUM, COMPROMETER OS RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA CONHECIDO PARA DECLARAR COMPETENTE A MM. JUÍZA DE DIREITO DA 13A. VARA CÍVEL DE PORTO ALEGRE." (CC 18249/RS, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 11/12/1996, DJ 18/02/1997 p. 2361) "Processo civil. Conflito Negativo de Competência. Execução Hipotecária. Embargos de Terceiro. Seguro Habitacional. 1. Em litígio originado de seguro Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 13 de 32

14 habitacional, decorrente de contrato de mútuo hipotecário, a competência é da Justiça Estadual. 2. Precedentes jurisprudenciais. 3. Conflito conhecido, declarando-se a competência da Justiça Estadual." (CC /RS, Rel. Ministro MILTON LUIZ PEREIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/1998, DJ 08/09/1998 p. 4) Ademais, colhem-se diversas decisões monocráticas perfilando o mesmo sentido do entendimento firmado naquele recurso especial. Confira-se a propósito, os seguintes julgados: - Ag /SC, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO; de ; - Ag /SC, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, de ; - Ag /SC, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO JÚNIOR, de ; - Ag /SC, Rel. Min. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, de ; - Ag /SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, de ; - Ag /SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJe ; - CC /RS, Relatora Ministra NANCY ANDRIGHI, DJ ; - REsp /RS, Rel. Min. SIDNEI BENETI, de ; - Ag /SC, Rel. Min. MASSAMI UYEDA, de ; - REsp /SC, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA; de ; - Ag /SC, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, DJ ; - REsp /SC, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, DJ ; - Ag /SC, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, DJ ; 7. Entendimento do STJ, no sentido de que o agente financeiro, nos contratos de mútuo submetidos ao Sistema Financeiro da Habitação, responde solidariamente com a empresa seguradora pelos vícios de construção do imóvel. (Causa de pedir. Ausência de prequestionamento) Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 14 de 32

15 Ressalte-se que não se está desconsiderando o entendimento manifestado por esta Corte Superior de Justiça, no sentido de que o Agente Financeiro é responsável solidário pela liquidez do imóvel e que tem como precedentes os seguintes julgados, verbi gratia: AgRg no Ag / SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, DJe 11/09/2008; AgRg no Ag / SC, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, DJ 05/09/2005 p. 428; REsp / DF, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, DJ 14/03/2005 p. 340; REsp nº / SC, Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, DJ 16/08/2004 p. 260 e REsp / RS, Ministro ARI PARGENDLER, DJ 28/02/2000 p. 76. Não se desconsidera, também, o elaborado voto do eminente Ministro Sidnei Beneti, no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº /SC, julgado pela Terceira Turma, em 18/11/2008, DJe 01/12/2008. No entanto, verifica-se que a causa de pedir da Caixa Econômica Federal, para sua inclusão no polo passivo, restringiu-se a ser ela administradora do Fundo de Compensação de Variação Salarial - FCVS, e que tal fundo seria afetado pelas indenizações pagas no Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação - SH/SFH. Ademais, o acórdão impugnado, ao consignar expressamente não haver legitimidade passiva da Caixa Econômica Federal nos presentes autos, por envolver discussão entre seguradora e mutuário, não comprometer recursos do SFH e não afetar o FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), limitou o tema em discussão. Assim, com as vênias devidas, não houve o necessário prequestionamento sobre a responsabilidade solidária do agente financeiro nos feitos em que se busca o pagamento de indenização em virtude de vícios de construção do imóvel adquirido mediante o Sistema Financeiro da Habitação. Ressalte-se, mais uma vez, que a Corte instada a manifestar-se, nesse particular. a quo não foi Portanto, ante o óbice intransponível da ausência de prequestionamento exigido mesmo nas questões de ordem pública, sobre o tema entendo que não cabe a aplicação do referido entendimento, in casu. Ex positis, consolidado o entendimento deste STJ no sentido de que nos feitos em que se discute a respeito de contrato de seguro adjeto a contrato de mútuo, por envolver discussão entre seguradora e mutuário, e não afetar o FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), inexiste interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário, sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para o seu julgamento, conheço parcialmente de ambos os recursos especiais e, Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 15 de 32

16 nessa extensão, NEGO-LHES PROVIMENTO. É o voto. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 16 de 32

17 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF : LEONARDO GROBA MENDES E OUTRO(S) : CAIXA SEGURADORA S/A : MILTON LUIZ CLEVE KUSTER E OUTRO(S) : ALDA PEREIRA PASSOS E OUTROS : JONATAS RAUH PROBST E OUTRO(S) VOTO-VOGAL EXMO. SR. MINISTRO PAULO FURTADO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/BA): Sra. Ministra Presidente, não tenho, no mérito, nenhuma dúvida em acompanhar o entendimento do eminente Relator, tanto mais quando estou de posse de inúmeras petições da Caixa Econômica Federal, em questões envolvendo mutuários, em que a própria Caixa Seguradora e a Caixa Econômica Federal afirmam textualmente, apenas destacando um, da 2ª Vara Cível de Brusque/SC. A Caixa Econômica Federal é apenas agente financeiro dos mútuos contratados. Não tem vínculo obrigacional algum com a Seguradora Caixa Seguros etc. "Não cabe, assim diz a Caixa Econômica Federal, o litisconsórcio passivo ou a litisdenunciação argüida pela Caixa Seguradora". Quer dizer, a própria Caixa diz que não cabe. Tenho apenas uma preocupação: foi reconhecido, reiteradamente, no voto do eminente Relator que não será afetado o Fundo de Compensação de Variações Salariais. Por que admitir-se, então, a intervenção da União, ainda que como assistente? Não vejo por que, data venia do eminente Relator. Já se reconheceu que a União não poderá ser, amanhã, chamada para efeito de resseguro. Se já se reconhece isso, por que admitir-se a intervenção, ainda que nessa fase processual, da União Federal? Nesse ponto, data venia, divirjo do eminente Ministro Relator. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 17 de 32

18 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) VOTO EXMO. SR. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES: Sra. Ministra Presidente, acompanhei os debates, li o voto do Sr. Ministro Carlos Fernando Mathias. O problema prende-se apenas à questão da competência, da Súmula 150. Ocorre que súmula, por ainda não ter alcançado a dignidade das leis, não abre ensejo a recurso especial. Violação a súmula, quando muito, poderia render ensejo a um dissenso pretoriano, matéria que foi afastada pelo eminente Relator. A questão da eventual solidariedade entre o agente financeiro e a seguradora, também, apesar de a jurisprudência da Corte se encaminhar, em alguns casos, nesse sentido, também foi afastada. A jurisprudência a respeito do tema é antiga no sentido da competência da Justiça estadual. Tenho aqui um acórdão de 1996, ainda da Primeira Seção, e todos sabemos que, naquelas causas em que está envolvido o Fundo de Compensação de Variações Salariais, o tema é afeto à Primeira Seção; da competência da Segunda Seção somente quando a matéria é puramente contratual, sem a incidência ou a interferência do Fundo. Já na Primeira Seção, pelo voto do Sr. Ministro Ari Pargendler, ficou decidido, no Conflito de Competência nº /RS, que: "Nas ações em que se discute a respeito do contrato de seguro adjeto a mútuo hipotecário, a competência para o respectivo processo e julgamento é da Justiça estadual; a lide aí se trava entre seguradora e mutuário, sem que a sentença possa, de modo algum, comprometer os recursos do Sistema Financeiro da Habitação." Eu diria que o tema nem é polêmico, já está bastante assentado que a Caixa Econômica Federal não tem interesse jurídico para intervir nessas demandas entre mutuário e seguradora, até porque estive lendo no memorial 20% do valor da prestação é para a seguradora. Realmente, duas dúvidas remanescem: o Tribunal de Justiça de Santa Catarina poderia agir como agiu? A meu sentir, deveria ter negado provimento ao agravo e encaminhado o feito ao Juiz Federal, e a solução seria a Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 18 de 32

19 mesma. Mas, se o Juiz Federal não o fez, acredito que possamos fazê-lo. Nem poderia ser de outro modo, que a instância especial não possa dizer aquilo que o simples Juiz de Primeiro Grau deva dizer. De outro lado, firmado que a competência é da Justiça estadual, a dúvida seguinte seria a intervenção como assistente simples da União Federal, porque, se não há interesse da Caixa Econômica Federal, muito menos haverá da União Federal, uma vez que, se a Caixa Econômica Federal ou se o Fundo de Compensação não será responsabilizado ipso facto a União Federal também não será chamada. A seguradora será a única responsável. Acompanho o voto do Sr. Ministro Relator, conhecendo em parte de ambos os recursos especiais e, nessa parte, negando-lhes provimento. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 19 de 32

20 RECURSO ESPECIAL Nº SC (2008/ ) VOTO EXMO. SR. MINISTRO ALDIR PASSARINHO JUNIOR: Sra. Presidente, gostaria de louvar os eminentes advogados que fizeram bom uso da tribuna, pela combatividade demonstrada tanto de um lado como de outro, e também render minha homenagem ao eminente Relator pela concisão, precisão e objetividade do voto, porque, inclusive, assinalou as posições que chegaram a ficar divergentes na nossa jurisprudência, até que se consolidou na linha do voto de S. Exa. Daí por que, no precedente citado, de minha relatoria, no voto de S. Exa., faço referência, inclusive, à Súmula 83 e já houve, então, uma pacificação posterior. Em relação à tese em si, não há mais o que ser acrescentado. Quanto à divergência inaugurada pelo eminente Ministro Paulo Furtado, gostaria apenas de destacar que a decisão nossa no sentido de admitir a União tem razão de ser no caso do presente processo, porque o fizemos no pressuposto de que a matéria de fundo ainda não havia sido examinada, senão teríamos de inverter, quer dizer, julgar a matéria de fundo e entender que não tem interesse da União nem interesse da Caixa, que é o que estamos concluindo aqui, para depois julgar a preliminar. Como admitimos como assistente antes, porque é o exercício de direito de defesa da União e da própria Caixa Econômica, especialmente em processo regido pela Lei de Recursos Repetitivos, acolheu-se a assistência para ela poder participar do julgamento e desses atos. Então, parece-me que a questão da assistência foi bem resolvida como matéria preliminar ao próprio julgamento de mérito. Apenas um registro: o eminente advogado da Caixa Econômica Federal parece dizer que o interesse da Caixa seria meramente o de defender o Fundo de Compensação e Variação Salarial. Mas a defesa, pelo princípio da causalidade, como litisconsorte, faria a CEF responder pelos ônus da sucumbência. Então, ela teria Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 25/05/2009 Página 20 de 32

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