Aspectos da Reometria

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Aspectos da Reometria"

Transcrição

1 Aspectos da Reometria Aula 2 Prof. Hamilton Viana

2 A lei básica A medida de viscosidade dos líquidos requer: definição dos parâmetros envolvidos no fluxo. Devem-se encontrar condições adequadas de teste para: medida das propriedades do fluxo Objetivamente Com reprodutividade

3 A lei básica Newton foi o primeiro a expressar a lei básica da visco simetria, descrevendo o comportamento de fluxo de um líquido ideal: = η τ = η Tensão de cisalhamento = viscosidade. taxa de cisalhamento [2]

4 Tensão de cisalhamento Uma força F aplicada tangencialmente em uma área A, A área A é a interface entre a placa superior e o líquido abaixo, gera um fluxo na camada líquida; A velocidade do fluxo que pode ser mantida com uma força constante é controlada pela resistência interna do líquido (viscosidade): τ = F( força) A( área) = N( Newton) m² = Pa[ Pascal]

5 Taxa de cisalhamento A tensão de cisalhamento (τ) conduz o líquido para perfil de fluxo especial; A velocidade máxima do fluxo (v máx ) se encontra na camada superior (figura).

6 Taxa de cisalhamento A velocidade diminui no corpo de prova até chegar a zero No fluxo laminar, uma camada infinitamente fina de líquido desliza sobre a outra, O gradiente de velocidade na amostra é a taxa de cisalhamento é definido como uma diferencial (velocida-de pela distância y).

7 Taxa de cisalhamento Antes de usar o símbolo ", Usava-se a letra "D" para indicar taxa de cisalhamento.

8 Viscosidade dinâmica Rearranjando a equação Vem: τ a viscosidade dinâmica η é dada em: = η τ η = η = N.s/m² = Pa. s

9 Viscosidade cinemática Se líquidos Newtonianos são analisados por viscosímetros capilares (Ubbeholde ou Cannon Fenske) a viscosidade é determinada com a unidade de viscosidade cinemática (ν); A força da gravidade age como força motriz;

10 Viscosidade cinemática A densidade (ρ)da amostra é um parâmetro necessário para converter viscosidade dinâmica (η) em viscosidade cinemática (ν):

11 Curvas de viscosidade e de fluxo A correlação entre tensão de cisalhamento e taxa de cisalhamento: define o comportamento de fluxo de um líquido; é mostrada graficamente em um diagrama: τ na ordenada (eixo y) na abscissa (eixo x) Este diagrama é chamado de "curva de fluxo".

12 Curvas de viscosidade e de fluxo O tipo mais simples de uma curva de fluxo: A viscosidade na equação é assumida como constante e independente de.

13 Curvas de viscosidade e de fluxo Um outro tipo de curva bastante comum é a curva dfe viscosidade:

14 Parâmetros de viscosidade Viscosidade: É a propriedade física de um líquido de resistir ao fluxo induzido pelo cisalhamento, pode depender de seis parâmetros independentes: η = função de S, T, P,, t, E

15 Parâmetros de viscosidade S - denota a natureza físicoquímica de uma substância: se o líquido é água, óleo, mel ou um polímero fundido, etc. T - está relacionado à temperatura da substância: A experiência mostra que a viscosidade é fortemente influenciada por mudanças na T a viscosidade de um óleo mineral sofre um decréscimo de 10% para um aumento de temperatura de apenas 1 C.

16 Parâmetros de viscosidade P - de "pressão", não é tão testado quanto a temperatura. pressão comprime os fluidos, aumenta a resistência intermolecular; líquidos e gases são compressíveis sob a influência de altas pressões crescimento da pressão tende a aumentar a viscosidade.

17 Parâmetros de viscosidade ο - "taxa de cisalhamento" é um fator decisivo que influencia a η de muitos líquidos; o O aumento da taxa de cisalhamento pode diminuir ou aumentar a viscosidade; o t - "tempo", indica a dependência da viscosidade de algumas substâncias (geralmente dispersões) do tempo ao qual uma substância foi submetida ao cisalhamento contínuo o ou se foi mantida parada antes de ser analisada.

18 Parâmetros de viscosidade E - "campo elétrico : relacionado com uma família de suspensões cujo comportamento de fluxo é muito influenciado pela magnitude de campo elétrico atuante Essas suspensões são chamadas de: "fluidos eletroviscosos" (EVF) ou "fluidos eletroreológicos" (ERF) Contêm partículas dielétricas dispersas: silicatos de alumínio em líquidos eletrocondutivos (como a água, que pode ser polarizada em um campo elétrico). EVF s podem ter suas η mudadas instantânea e reversivelmente de um baixo nível para um alto nível de viscosidade EVFs possuem um grande potencial reológico ainda não explorado

19 Parâmetros de viscosidade Recentemente, têm sido pesquisados fluidos que contêm partículas que podem se magnetizar em um campo eletromagnético O resultado é uma forte mudança na viscosidade. Fluidos magneto-reológicos (MRF) são tecnicamente uma alternativa para ERFs.

20 Líquidos Newtoneanos Do conceito do número de Deborah: líquidos Newtonianos = líquidos que exibem um "comportamento de fluxo Newtoniano" em determinadas condições de: tensão de cisalhamento ou taxa de cisalhamento. Newton assumiu que: o gráfico equivalente da equação [2] para um líquido ideal seria uma linha reta: com início na origem da curva de fluxo, esta reta subiria com uma inclinação de ângulo α.

21 Líquidos Newtoneanos Qualquer ponto desta reta define pares de valores para τ e. Dividindo um pelo outro, obtém-se o valor de η (equação [8]). Tal valor pode ser definido como a tangente do ângulo de inclinação α da curva de fluxo: η = tan α.

22 Líquidos Newtoneanos A viscosidade (η) não é afetada por mudanças na taxa de cisalhamento; Os líquidos para os quais essa afirmativa seja verdadeira são chamados de líquidos Newtonianos (curvas 1 na figura 6). água, óleo mineral, betume, melaço, etc

23 Líquidos Newtoneanos

24 Líquidos não-newtoneanos Todos os outros líquidos que não exibem esse comportamento de fluxo "ideal" são chamados de líquidos não-newtonianos. Em quantidade, eles excedem muito aos líquidos ideais.

25 Líquidos não-newtoneanos

26 Líquidos não-newtoneanos A) Líquidos que exibem comportamento de fluxo pseudoplástico sob certas condições de τ e - são chamados "líquidos pseudoplásticos" (ambas as curvas 2 na figura 6). Muitos líquidos apresentam uma diminuição drástica na viscosidade quando a passa de níveis baixos para níveis mais altos. Bombeamento dos produtos farmacêuticos nas linhas, nos tubos ou capilares; pulverização das tintas em forma de spray ou vaporizadas em uma parede; expulsão de pastas de dente ou cremes faciais de suas embalagens; processos de mistura ou a injeção de polímeros fundidos no molde.

27 Líquidos não-newtoneanos

28 Líquidos não-newtoneanos Tecnicamente significa que: para certa força ou pressão, uma massa maior pode ser movimentada ou a energia para manter a mesma taxa de cisalhamento pode ser reduzida Fluidos que sofrem diminuição de η, quando a aumenta, são os pseudoplásticos Diversas substâncias de alta importância técnica e comercial pertencem a esse grupo: emulsões, suspensões ou dispersões

29 Líquidos não-newtoneanos Vale citar algumas razões para o efeito de cisalhamento pseudoplástico dos materiais: Dispersões paradas e fluindo através de um tubo.

30 Líquidos não-newtoneanos Muitos produtos líquidos que parecem ser homogêneos são compostos por diversos ingredientes: partículas de forma irregular ou gotas de um líquido dispersas em outro líquido Dispersões paradas e fluindo através de um tubo. Por outro lado, existem soluções poliméricas com longas cadeias entrelaçadas e enoveladas Parados, todos esses materiais irão manter uma ordem interna irregular e serão caracterizados por uma considerável resistência interna ao fluxo, ou seja, alta η.

31 Líquidos Newtoneanos Com o aumento das, partículas rígidas se orientam na direção do fluxo; Nas moléculas poliméricas em solução ou no estado fundido: os entrelaçamentos entre elas podem ser desfeitos, as moléculas se alinham e se orientam na direção do fluxo Alinhamentos de moléculas ou partículas permitem que elas escorreguem umas pelas outras mais facilmente.

32 Líquidos Newtoneanos Alinhamentos de moléculas ou partículas permitem que elas escorreguem umas pelas outras mais facilmente; Partículas com forma esférica podem ser deformadas para a forma de uma "bola de futebol americano ou rugby", menores no diâmetro e mais alongadas. Células corpusculares com formato de uma moeda, assim como as células vermelhas do sangue suspensas no plasma, podem ter sua forma mudada para a de longos dedais com diâmetros reduzidos, o que significa uma passagem mais fácil através dos pequenos vasos sangüíneos e uma maior taxa de escoamento.

33 Líquidos Newtoneanos O cisalhamento também pode induzir a quebra de agregados, o que pode auxiliar um material a escoar mais rápido a uma determinada tensão de cisalhamento: Esfoliamento de argilas!!!

Fenômenos de Transporte

Fenômenos de Transporte Objetivos Fenômenos de Transporte I - Conceitos Fundamentais Identificar o campo de atuação da disciplina. Conceituar as variáveis básicas trabalhadas em Fenômenos de Transporte. Explanar sobre os conceitos

Leia mais

Faculdade de Tecnologia Programa de Pós Graduação em Engenharia de Recursos Amazônicos Reologia Prof. Lucas Freitas Berti 1 a Lista de exercícios

Faculdade de Tecnologia Programa de Pós Graduação em Engenharia de Recursos Amazônicos Reologia Prof. Lucas Freitas Berti 1 a Lista de exercícios Faculdade de Tecnologia Programa de Pós Graduação em Engenharia de Recursos Amazônicos Reologia Prof. Lucas Freitas Berti 1 a Lista de exercícios 1-) Questão Comente sobre os seguintes personagens científicos,

Leia mais

Características de um fluido

Características de um fluido FLUIDOS - Propriedades Características de um fluido Gases e liquídos podem ambos ser considerados fluidos. Há certas características partilhadas por todos os fluidos que podem usar-se para distinguir liquidos

Leia mais

EXPERIMENTO 08 REOLOGIA - VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS. b) Reagentes. - Óleo mineral; - Biodiesel; - Mel ou melado.

EXPERIMENTO 08 REOLOGIA - VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS. b) Reagentes. - Óleo mineral; - Biodiesel; - Mel ou melado. ŀ EXPERIMENTO 08 UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS ENGENHARIA DE ALIMENTOS/ENGENHARIA QUÍMICA DISCIPLINA: FÍSICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL PROFESSOR: JACIR DAL

Leia mais

Introdução à Reologia

Introdução à Reologia Introdução à Reologia O que é Reologia? η Faixa do Comportamento Reológico dos Materiais Reologia: O estudo das deformações e fluxo da matéria. Faixa de comportamento dos materiais Sólido ---------Líquido

Leia mais

Mecânica dos Fluidos. Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos

Mecânica dos Fluidos. Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos Mecânica dos Fluidos Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos Quais as diferenças fundamentais entre fluido e sólido? Fluido é mole e deformável Sólido é duro e muito pouco deformável Os conceitos anteriores

Leia mais

Evocar os conceitos do MRUV (movimento retilíneo uniformemente variado), do MRU (movimento retilíneo uniforme) e a decomposição de forças.

Evocar os conceitos do MRUV (movimento retilíneo uniformemente variado), do MRU (movimento retilíneo uniforme) e a decomposição de forças. 14 Curso Básico de Mecânica dos Fluidos Objetivos da segunda aula da unidade 1: Evocar os conceitos do MRUV (movimento retilíneo uniformemente variado), do MRU (movimento retilíneo uniforme) e a decomposição

Leia mais

PRÁTICA 12: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS

PRÁTICA 12: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS PRÁTICA 12: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS Viscosidade é uma característica dos líquidos que está relacionada com a sua habilidade de fluir. Quanto maior a viscosidade de um líquido (ou de uma solução) mais difícil

Leia mais

Mecânica dos Fluidos. Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos

Mecânica dos Fluidos. Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos Mecânica dos Fluidos Unidade 1- Propriedades Básicas dos Fluidos Quais as diferenças fundamentais entre fluido e sólido? Fluido é mole e deformável Sólido é duro e muito Sólido é duro e muito pouco deformável

Leia mais

Propriedades Mecânicas. Prof. Hamilton M. Viana

Propriedades Mecânicas. Prof. Hamilton M. Viana Propriedades Mecânicas Prof. Hamilton M. Viana Propriedades Mecânicas Propriedades Mecânicas Definem a resposta do material à aplicação de forças (solicitação mecânica). Força (tensão) Deformação Principais

Leia mais

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO REOLÓGICA DE FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS ATRAVÉS DO VISCOSÍMETRO DE STORMER

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO REOLÓGICA DE FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS ATRAVÉS DO VISCOSÍMETRO DE STORMER Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO REOLÓGICA DE FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS ATRAVÉS DO VISCOSÍMETRO DE STORMER CATEGORIA:

Leia mais

Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - Faculdade de Engenharia Universidade Federal de Juiz de Fora Mecânica dos Fluidos Prática

Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - Faculdade de Engenharia Universidade Federal de Juiz de Fora Mecânica dos Fluidos Prática Aula prática n o 1 1.1. Tema: Medida de viscosidade dinâmica Fluido é uma substância que, quando submetida a uma tensão de cisalhamento, deforma-se continuamente, independente da grandeza dessa tensão.

Leia mais

Escoamentos Internos

Escoamentos Internos Escoamentos Internos Escoamento Interno Perfil de velocidades e transição laminar/turbulenta Perfil de temperaturas Perda de carga em tubulações Determinação da perda de carga distribuída Determinação

Leia mais

REOLOGIA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS

REOLOGIA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS Universidade Estadual de Londrina Centro de Ciências da Saúde Depto. de Ciências Farmacêuticas REOLOGIA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS Profa. Daniela Cristina de Medeiros Definições e conceitos Grego: rheos=escoamento

Leia mais

Bacharelado em Farmácia. Disciplina:Operações Unitárias em Indústria 8 Período Prof.a: Msd. Érica Muniz Filtração

Bacharelado em Farmácia. Disciplina:Operações Unitárias em Indústria 8 Período Prof.a: Msd. Érica Muniz Filtração Bacharelado em Farmácia Disciplina:Operações Unitárias em Indústria 8 Período Prof.a: Msd. Érica Muniz Filtração FILTRAÇÃO Nas indústrias de alimentos e bebidas, a filtração aparece na produção de suco

Leia mais

Critérios de Resistência

Critérios de Resistência Critérios de Resistência Coeficiente de segurança ensão uivalente Seja um ponto qualquer, pertencente a um corpo em uilíbrio, submetido a um estado de tensões cujas tensões principais estão representadas

Leia mais

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS. Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA. Profa. Sandra A.

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS. Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA. Profa. Sandra A. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA Profa. Sandra A. Cruz METODOLOGIA DE ENSINO Aulas (terças e quartas) - ementa

Leia mais

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, DF UFPB 10 de Junho de 2013, às 14:26. Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica,

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, DF UFPB 10 de Junho de 2013, às 14:26. Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica, Exercícios Resolvidos de Física Básica Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica, Doutor em Física pela Universidade udwig Maximilian de Munique, Alemanha Universidade Federal da

Leia mais

Material para Produção Industrial. Ensaio de Compressão. Prof.: Sidney Melo 8 Período

Material para Produção Industrial. Ensaio de Compressão. Prof.: Sidney Melo 8 Período Material para Produção Industrial Ensaio de Compressão Prof.: Sidney Melo 8 Período 1 Embora em alguns textos se trate o comportamento na compressão pelos parâmetros do ensaio de tração (e.g. na aplicação

Leia mais

ANÁLISE DO ESCOAMENTO DE UM FLUIDO REAL: água

ANÁLISE DO ESCOAMENTO DE UM FLUIDO REAL: água UFF Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Química e de Petróleo Integração I Prof.: Rogério Fernandes Lacerda Curso: Engenharia de Petróleo Alunos: Bárbara Vieira

Leia mais

CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS

CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS Este curso se restringirá às discussões dos princípios básicos das ciências térmicas, que são normalmente constituídas pela termodinâmica,

Leia mais

Universidade Federal do Paraná

Universidade Federal do Paraná Universidade Federal do Paraná Programa de pós-graduação em engenharia de recursos hídricos e ambiental TH705 Mecânica dos fluidos ambiental II Prof. Fernando Oliveira de Andrade Problema do fechamento

Leia mais

APOSTILA DE PROCESSOS 4

APOSTILA DE PROCESSOS 4 1 APOSTILA DE PROCESSOS 4 EMC 5744 PARTE 1: FUNDAMENTOS DE REOLOGIA DE MATERIAIS POLIMÉRICOS 2 PROFESSOR: GUILHERME BARRA SUMÁRIO Pg 1.1 DEFINIÇÃO DE REOLOGIA 03 1.2 FUNDAMENTOS DE POLÍMEROS 04 1.3 DEFORMAÇÃO

Leia mais

a) Uma gota de orvalho sobre uma superfície encerada (pode ser a de um automóvel). As moléculas da água aderem fracamente à cera e fortemente entre

a) Uma gota de orvalho sobre uma superfície encerada (pode ser a de um automóvel). As moléculas da água aderem fracamente à cera e fortemente entre Tensão superficial a) Uma gota de orvalho sobre uma superfície encerada (pode ser a de um automóvel). As moléculas da água aderem fracamente à cera e fortemente entre si, então a água se junta. A tensão

Leia mais

Nome:...N o...turma:... Data: / / ESTUDO DOS GASES E TERMODINÂMICA

Nome:...N o...turma:... Data: / / ESTUDO DOS GASES E TERMODINÂMICA Ensino Médio Nome:...N o...turma:... Data: / / Disciplina: Física Dependência Prof. Marcelo Vettori ESTUDO DOS GASES E TERMODINÂMICA I- ESTUDO DOS GASES 1- Teoria Cinética dos Gases: as moléculas constituintes

Leia mais

2. PROPRIEDADES GERAIS DOS FLUIDOS

2. PROPRIEDADES GERAIS DOS FLUIDOS 2. PROPRIEDADES GERAIS DOS FLUIDOS MASSA ESPECÍFICA: Representa a relação entre a massa de uma determinada substância e o volume ocupado por ela. A massa específica pode ser quantificada através da aplicação

Leia mais

Físico-Química Experimental I Bacharelado em Química Engenharia Química

Físico-Química Experimental I Bacharelado em Química Engenharia Química Físico-Química Experimental I Bachaado em Química Engenharia Química Prof. Dr. Sergio Pilling Prática 4 Determinação da Viscosidade de Líquidos. Tipos de viscosímetros. Viscosidade ativa, viscosidade intrínseca

Leia mais

O Universo e Composição Fundamental

O Universo e Composição Fundamental 1 O Universo e Composição Fundamental I) Componentes Fundamentais do Universo São aqueles que não podem ser substituídos por outros. Matéria (M): representada pela massa, são os objetos, corpos, alimentos.

Leia mais

Lista de exercícios sobre barras submetidas a força normal

Lista de exercícios sobre barras submetidas a força normal RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS I Lista de exercícios sobre barras submetidas a força normal 1) O cabo e a barra formam a estrutura ABC (ver a figura), que suporta uma carga vertical P= 12 kn. O cabo tem a área

Leia mais

Facear Concreto Estrutural I

Facear Concreto Estrutural I 1. ASSUNTOS DA AULA a) Concreto: Definição e requisitos de norma b) Concreto: Massa específica, resistência a compressão, resistência a tração e módulo de elasticidade c) Coeficiente de Poisson d) Diagrama

Leia mais

Campos Vetoriais e Integrais de Linha

Campos Vetoriais e Integrais de Linha Cálculo III Departamento de Matemática - ICEx - UFMG Marcelo Terra Cunha Campos Vetoriais e Integrais de Linha Um segundo objeto de interesse do Cálculo Vetorial são os campos de vetores, que surgem principalmente

Leia mais

REOLOGIA. A Reologia é a ciência que estuda a deformação e o escoamento de corpos sólidos ou fluídos (gases ou líquidos).

REOLOGIA. A Reologia é a ciência que estuda a deformação e o escoamento de corpos sólidos ou fluídos (gases ou líquidos). REOLOGIA A Reologia é a ciência que estuda a deformação e o escoamento de corpos sólidos ou fluídos (gases ou líquidos). Importância: Dimensionamento de bombas e tubulações, agitadores, trocadores de calor,

Leia mais

Hidráulica móbil aplicada a máquina agrícolas 1. 1. Bombas e Motores

Hidráulica móbil aplicada a máquina agrícolas 1. 1. Bombas e Motores Hidráulica móbil aplicada a máquina agrícolas 1 BOMBAS: 1. Bombas e Motores As bombas hidráulicas são o coração do sistema, sua principal função é converter energia mecânica em hidráulica. São alimentadas

Leia mais

Universidade Paulista Unip

Universidade Paulista Unip Elementos de Produção de Ar Comprimido Compressores Definição Universidade Paulista Unip Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar, admitido nas condições atmosféricas,

Leia mais

Técnicas adotas para seu estudo: soluções numéricas (CFD); experimentação (análise dimensional); teoria da camada-limite.

Técnicas adotas para seu estudo: soluções numéricas (CFD); experimentação (análise dimensional); teoria da camada-limite. Escoamento externo Técnicas adotas para seu estudo: soluções numéricas (CFD); experimentação (análise dimensional); teoria da camada-limite. Soluções numéricas, hoje um campo interessante de pesquisa e

Leia mais

1 ATUADORES HIDRÁULICOS

1 ATUADORES HIDRÁULICOS 1 ATUADORES HIDRÁULICOS Danniela Rosa Sua função é aplicar ou fazer atuar energia mecânica sobre uma máquina, levando-a a realizar um determinado trabalho. Aliás, o motor elétrico também é um tipo de atuador.

Leia mais

AULA 11 FORMAÇÃO, TIPOS E GEOMETRIAS DE CAVACO

AULA 11 FORMAÇÃO, TIPOS E GEOMETRIAS DE CAVACO AULA 11 FORMAÇÃO, TIPOS E GEOMETRIAS DE CAVACO 83 11. VARIÁVEIS DEPENDENTES DE SAÍDA: FORMAÇÃO, TIPOS E GEOMETRIAS DE CAVACO. 11.1. Generalidades Nas operações de usinagem que utilizam corte contínuo

Leia mais

Reologia de concretos de alto desempenho aplicados na construção civil - Revisão

Reologia de concretos de alto desempenho aplicados na construção civil - Revisão 63 Cerâmica 57 (2011) 63-75 Reologia de concretos de alto desempenho aplicados na construção civil - Revisão (Review article: Rheology of high performance concretes applied in building site) A. L. de Castro

Leia mais

Faculdade de Engenharia São Paulo FESP Física Básica 1 (BF1) Prof.: João Arruda e Henriette Righi. Atenção: Semana de prova S1 15/06 até 30/06

Faculdade de Engenharia São Paulo FESP Física Básica 1 (BF1) Prof.: João Arruda e Henriette Righi. Atenção: Semana de prova S1 15/06 até 30/06 Faculdade de Engenharia São Paulo FESP Física Básica 1 (BF1) Prof.: João Arruda e Henriette Righi Maio/2015 Atenção: Semana de prova S1 15/06 até 30/06 LISTA DE EXERCÍCIOS # 2 1) Um corpo de 2,5 kg está

Leia mais

Kcr = número crítico de Reynolds Vcr = Velocidade crítica, m/s D = Diâmetro do tubo, m ʋ = Viscosidade cinemática, m²/s

Kcr = número crítico de Reynolds Vcr = Velocidade crítica, m/s D = Diâmetro do tubo, m ʋ = Viscosidade cinemática, m²/s 1/5 NÚMERO DE REYNOLDS O número de Reynolds, embora introduzido conceitualmente em l851 por um cientista da época, tornou-se popularizado na mecânica dos fluidos pelo engenheiro hidráulico e físico Irlandes,

Leia mais

6 Ações Mecânicas Principais sobre Edificações de uma Usina Nuclear

6 Ações Mecânicas Principais sobre Edificações de uma Usina Nuclear 6 Ações Mecânicas Principais sobre Edificações de uma Usina Nuclear 6.1 Forças sobre estruturas civis sensíveis Na avaliação da força sobre a estrutura é utilizada a relação força/velocidade descrita pela

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Unidade Universitária Escola de Engenharia Curso Engenharia Mecânica Disciplina Fenômenos de Transporte I Professor(es) Edvaldo Angelo Carga horária Teoria: 04 Prática: 02 Total: 06 Código da Disciplina

Leia mais

Medidas de Pontos Isoelétricos sem o Uso de Analisador de Potencial Zeta

Medidas de Pontos Isoelétricos sem o Uso de Analisador de Potencial Zeta Medidas de Pontos Isoelétricos sem o Uso de Analisador de Potencial Zeta Dennis Dinger* Dinger Ceramic Consulting Services, 103 Augusta Rd, C. P. 29631, Clemson - SC, USA *e-mail: dennis@dingerceramics.com

Leia mais

n 1 L 1 n 2 L 2 Supondo que as ondas emergentes podem interferir, é correto afirmar que

n 1 L 1 n 2 L 2 Supondo que as ondas emergentes podem interferir, é correto afirmar que QUESTÃO 29 QUESTÃO 27 Uma escada de massa m está em equilíbrio, encostada em uma parede vertical, como mostra a figura abaixo. Considere nulo o atrito entre a parede e a escada. Sejam µ e o coeficiente

Leia mais

1.1.2 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS FLUIDOS

1.1.2 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS FLUIDOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista 1.1.2 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS FLUIDOS A) MASSA ESPECÍFICA

Leia mais

Resumo do Curso: CST Física Geral / Primeira parte

Resumo do Curso: CST Física Geral / Primeira parte Resumo do Curso: CST Física Geral / Primeira parte Notas: Rodrigo Ramos 1 o. sem. 2015 Versão 1.0 Em nossa introdução à Física falamos brevemente da história dessa ciência e sua relevância no desenvolvimento

Leia mais

LIGAÇÕES INTERMOLECULARES

LIGAÇÕES INTERMOLECULARES Ligações Intermoleculares 1 LIGAÇÕES INTERMOLECULARES Introdução O que mantém as moléculas unidas nos estados líquido e sólido? Que força faz a água, contrariando a gravidade, subir por um capilar? Como

Leia mais

3.0 Resistência ao Cisalhamento dos Solos

3.0 Resistência ao Cisalhamento dos Solos 3.0 Resistência ao Cisalhamento dos Solos 3.1 INTRODUÇÃO Vários materiais sólidos empregados em construção normalmente resistem bem as tensões de compressão, porém têm uma capacidade bastante limitada

Leia mais

(a) a aceleração do sistema. (b) as tensões T 1 e T 2 nos fios ligados a m 1 e m 2. Dado: momento de inércia da polia I = MR / 2

(a) a aceleração do sistema. (b) as tensões T 1 e T 2 nos fios ligados a m 1 e m 2. Dado: momento de inércia da polia I = MR / 2 F128-Lista 11 1) Como parte de uma inspeção de manutenção, a turbina de um motor a jato é posta a girar de acordo com o gráfico mostrado na Fig. 15. Quantas revoluções esta turbina realizou durante o teste?

Leia mais

EXTRUSÃO DE TERMOPlÁSTICOS

EXTRUSÃO DE TERMOPlÁSTICOS EXTRUSÃO DE TERMOPlÁSTICOS Fundação Santo André FSA Engenharia de Materiais 6 0 semestre Profa. Dra. Sandra A. Cruz Extrusão Extrusora -Um dos processos mais utilizados -Reator Pó Extrusora pellets ou

Leia mais

PROVAESCRITA CARGO: ENGENHARIA CIVIL I

PROVAESCRITA CARGO: ENGENHARIA CIVIL I MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUL DE MINAS GERAIS CONCURSO PÚBLICO DE DOCENTES DO QUADRO EFETIVO EDITAL

Leia mais

EXPERIMENTO 2 MEDIDAS DE VISCOSIDADE DE FLUIDOS NEWTONIANOS E NÃO-NEWTONIANOS

EXPERIMENTO 2 MEDIDAS DE VISCOSIDADE DE FLUIDOS NEWTONIANOS E NÃO-NEWTONIANOS Universidade de Brasília Faculdade de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica Disciplina: Mecânica dos Fluidos II Professores: Francisco Ricardo da Cunha / Gustavo Coelho Abade Monitores: Adriano

Leia mais

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Módulo IV Aula 01 Bombas São máquinas acionadas que recebem energia mecânica de uma fonte motora (máquina acionadora) e a transformam em energia cinética (movimento),

Leia mais

7.0 PERMEABILIDADE DOS SOLOS

7.0 PERMEABILIDADE DOS SOLOS 7.0 PERMEABILIDADE DOS SOLOS 7.1 Introdução A permeabilidade é a propriedade que o solo apresenta de permitir o escoamento da água através s dele. O movimento de água através s de um solo é influenciado

Leia mais

Conformação dos Metais Prof.: Marcelo Lucas P. Machado

Conformação dos Metais Prof.: Marcelo Lucas P. Machado Conformação dos Metais Prof.: Marcelo Lucas P. Machado INTRODUÇÃO Extrusão - processo no qual um tarugo de metal é reduzido em sua seção transversal quando forçado a fluir através do orifício de uma matriz,

Leia mais

Equações Diferenciais

Equações Diferenciais Equações Diferenciais EQUAÇÕES DIFERENCIAS Em qualquer processo natural, as variáveis envolvidas e suas taxas de variação estão interligadas com uma ou outras por meio de princípios básicos científicos

Leia mais

4 Resfriamento de Óleo

4 Resfriamento de Óleo 4 Resfriamento de Óleo Para analisar o tempo de resfriamento e o fluxo de calor através das paredes do duto, considerou-se que inicialmente há um fluido quente escoando no interior da tubulação, em regime

Leia mais

PROCESSO SELETIVO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015 PROVA DE PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO METAL-MECÂNICA

PROCESSO SELETIVO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015 PROVA DE PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO METAL-MECÂNICA PROVA DE PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO METAL-MECÂNICA Um metal deforma-se plasticamente segundo a curva Y = 400 + 700 e 0,4. Deseja-se trefilar um fio circular deste metal do diâmetro inicial 8 mm, promovendo

Leia mais

EMENTÁRIO. Princípios de Conservação de Alimentos 6(4-2) I e II. MBI130 e TAL472*.

EMENTÁRIO. Princípios de Conservação de Alimentos 6(4-2) I e II. MBI130 e TAL472*. EMENTÁRIO As disciplinas ministradas pela Universidade Federal de Viçosa são identificadas por um código composto por três letras maiúsculas, referentes a cada Departamento, seguidas de um número de três

Leia mais

TRANSFORMADORES. P = enrolamento do primário S = enrolamento do secundário

TRANSFORMADORES. P = enrolamento do primário S = enrolamento do secundário TRANSFORMADORES Podemos definir o transformador como sendo um dispositivo que transfere energia de um circuito para outro, sem alterar a frequência e sem a necessidade de uma conexão física. Quando existe

Leia mais

QUÍMICA 2C2H2 5O2 4CO2 2H2O. Prof. Rodolfo

QUÍMICA 2C2H2 5O2 4CO2 2H2O. Prof. Rodolfo QUÍMICA Prof. Rodolfo 1. Considere a tabela abaixo, em que H c representa a entalpia de combustão para os compostos listados, a 25 C: Nome IUPAC Nome usual Estado físico (25 C) ΔHc kj/mol Etanol Álcool

Leia mais

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO MECÂNICA

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO MECÂNICA PROCESSOS DE FABRICAÇÃO PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO MECÂNICA 19/08/2008 1 CONFORMAÇÃO MECÂNICA Em um ambiente industrial, a conformação mecânica é qualquer operação durante a qual se aplicam esforços mecânicos

Leia mais

5 Equipamentos e Técnicas Experimentais

5 Equipamentos e Técnicas Experimentais 5 Equipamentos e Técnicas Experimentais De acordo com Castro (2007), quando as propriedades reológicas são determinadas em laboratório, diz-se que se está realizando ensaios de reometria. Para isso, existem

Leia mais

(pode ser qualquer edição, mas cuidado com as referências às seções do cronograma)

(pode ser qualquer edição, mas cuidado com as referências às seções do cronograma) FIS1041 FLUIDOS e TERMODINÂMICA Livro Texto - Fundamentos de Física 2 Halliday, Resnick, Walker 8 a Edição (9ª Edição 2012) Outra Referência Sears e Zemansky Física II Young & Freedman 12ª Edição (pode

Leia mais

Circuito RC: Processo de Carga e Descarga de Capacitores

Circuito RC: Processo de Carga e Descarga de Capacitores Departamento de Física - IE - UFJF As tarefas desta prática têm valor de prova! Leia além deste roteiro também os comentários sobre elaboração de gráficos e principalmente sobre determinação de inclinações

Leia mais

3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar

3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar 3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar Vimos que as previsões sobre as capacidades caloríficas molares baseadas na teoria cinética estão de acordo com o comportamento

Leia mais

Capítulo 5: Aplicações da Derivada

Capítulo 5: Aplicações da Derivada Instituto de Ciências Exatas - Departamento de Matemática Cálculo I Profª Maria Julieta Ventura Carvalho de Araujo Capítulo 5: Aplicações da Derivada 5- Acréscimos e Diferenciais - Acréscimos Seja y f

Leia mais

Bicos Automação Análise Técnica. Sistemas. Guia de Tecnologia de Pulverização para Processos Farmacêuticos

Bicos Automação Análise Técnica. Sistemas. Guia de Tecnologia de Pulverização para Processos Farmacêuticos Bicos Automação Análise Técnica Sistemas Guia de Tecnologia de Pulverização para Processos Farmacêuticos Revestimento de Comprimidos com Baixa Manutenção Os maiores desafios no revestimento de comprimidos

Leia mais

Soluções Químicas são misturas homogêneas de duas ou mais substâncias, onde o solvente aparece em maior quantidade e o soluto em menor quantidade. O estado de agregação do solvente é que determina o estado

Leia mais

Mecânica dos Fluidos

Mecânica dos Fluidos Mecânica dos Fluidos Vladimir R. M. Cobas Mecânica dos fluidos Estuda o comportamento dos fluidos em repouso (estática) ou em movimento (dinâmica). O campo de estudo vai desde o escoamento do sangue dentro

Leia mais

Além do Modelo de Bohr

Além do Modelo de Bohr Além do Modelo de Bor Como conseqüência do princípio de incerteza de Heisenberg, o conceito de órbita não pode ser mantido numa descrição quântica do átomo. O que podemos calcular é apenas a probabilidade

Leia mais

3 Fundamentos Teóricos

3 Fundamentos Teóricos 35 3 Fundamentos Teóricos 3.1. Introdução Neste capítulo serão vistos os fundamentos teóricos necessários para a análise dos resultados apresentados no Capítulo 6. O procedimento mais comum para a determinação

Leia mais

Resolução Vamos, inicialmente, calcular a aceleração escalar γ. Da figura dada tiramos: para t 0

Resolução Vamos, inicialmente, calcular a aceleração escalar γ. Da figura dada tiramos: para t 0 46 a FÍSICA Um automóvel desloca-se a partir do repouso num trecho retilíneo de uma estrada. A aceleração do veículo é constante e algumas posições por ele assumidas, bem como os respectivos instantes,

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F Ensino Médio Ciências da Natureza Questão 1. 2. Conteúdo Extração do ferro a partir do minério, representações químicas das substâncias e reações químicas Habilidade da Matriz

Leia mais

SENSORES INDUSTRIAIS

SENSORES INDUSTRIAIS SENSORES INDUSTRIAIS Sensores: são dispositivos que transformam grandezas físicas em um sinal Sensores Analógicos e Digitais Caracterís:cas Alcance Precisão Resolução Sensibilidade Tempo de Resposta Não

Leia mais

Aula 04-a: Fundamentos da Solidificação dos Metais Parte 2

Aula 04-a: Fundamentos da Solidificação dos Metais Parte 2 Professor: Guilherme O. Verran Dr. Eng. Metalúrgica Aula 04-a: Fundamentos da Solidificação dos Metais Parte 2 1. Crescimento da fase sólida - Introdução - Mecanismos (modelos) de crescimento - Crescimento

Leia mais

Lista de exercícios 15 Transformações gasosas

Lista de exercícios 15 Transformações gasosas Lista de exercícios 15 Transformações gasosas 01. Desenhe a curva correspondente (numa dada temperatura) para a transformação isotérmica, explique o porquê desta denominação. 02. Desenhe a curva correspondente

Leia mais

HIDRÁULICA DE POÇOS. Prof. Marcelo R. Barison

HIDRÁULICA DE POÇOS. Prof. Marcelo R. Barison HIDRÁULICA DE POÇOS Prof. Marcelo R. Barison Infiltração e Escoamento - as zonas de umidade do solo - Aqüífero Livre; Aqüífero Confinado. TIPOS DE AQÜÍFEROS Representação Esquemática dos Diferentes Tipos

Leia mais

Ciências do Ambiente

Ciências do Ambiente Universidade Federal do Paraná Engenharia Civil Ciências do Ambiente Aula 18 O Meio Atmosférico III: Controle da Poluição Atmosférica Profª Heloise G. Knapik 2º Semestre/ 2015 1 Controle da Poluição Atmosférica

Leia mais

De acordo a Termodinâmica considere as seguintes afirmações.

De acordo a Termodinâmica considere as seguintes afirmações. Questão 01 - (UFPel RS/2009) De acordo a Termodinâmica considere as seguintes afirmações. I. A equação de estado de um gás ideal, pv = nrt, determina que a pressão, o volume, a massa e a temperatura podem

Leia mais

ASSOSSIAÇÃO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA Ementa Tecnólogo em Manutenção Industrial Departamento de Ensino Superior. Carga horária: 40h

ASSOSSIAÇÃO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA Ementa Tecnólogo em Manutenção Industrial Departamento de Ensino Superior. Carga horária: 40h ASSOSSIAÇÃO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA Ementa Tecnólogo em Manutenção Industrial Departamento de Ensino Superior DISCIPLINA: Metodologia da Pesquisa Científica Técnicas para elaboração

Leia mais

FONTES DE CAMPO MAGNÉTICO. Caracterizar e mostrar o campo magnético produzido por uma carga a velocidade constante.

FONTES DE CAMPO MAGNÉTICO. Caracterizar e mostrar o campo magnético produzido por uma carga a velocidade constante. FONTES DE CAMPO MAGNÉTICO META Aula 8 Caracterizar e mostrar o campo magnético produzido por uma carga a velocidade constante. Mostrar a lei da circulação de Ampère-Laplace e a lei de Biot-Savart. Estudar

Leia mais

PROJETO DE UM TROCADOR DE CALOR PARA RESFRIAMENTO DE FLUIDO EM UM CIRCUITO HIDRÁULICO UTILIZADO NA AGRICULTURA DE PRECISÃO

PROJETO DE UM TROCADOR DE CALOR PARA RESFRIAMENTO DE FLUIDO EM UM CIRCUITO HIDRÁULICO UTILIZADO NA AGRICULTURA DE PRECISÃO PROJETO DE UM TROCADOR DE CALOR PARA RESFRIAMENTO DE FLUIDO EM UM CIRCUITO HIDRÁULICO UTILIZADO NA AGRICULTURA DE PRECISÃO Clovis Adelar Mattjie (FAHOR) cm000627@fahor.com.br Renato Ristof (FAHOR) rr000875@fahor.com.br

Leia mais

PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE FÍSICA 12º ANO Ano lectivo 2015/2016

PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE FÍSICA 12º ANO Ano lectivo 2015/2016 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOSÉ BELCHIOR VIEGAS PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE FÍSICA 12º ANO Ano lectivo 2015/2016 Competências Gerais Conteúdos programáticos /Temas Objectivos Gerais Aulas Previstas (blocos

Leia mais

TESTES REFERENTES A PARTE 1 DA APOSTILA FUNDAMENTOS DA CORROSÃO INDIQUE SE AS AFIRMAÇÕES A SEGUIR ESTÃO CERTAS OU ERRADAS

TESTES REFERENTES A PARTE 1 DA APOSTILA FUNDAMENTOS DA CORROSÃO INDIQUE SE AS AFIRMAÇÕES A SEGUIR ESTÃO CERTAS OU ERRADAS TESTES REFERENTES A PARTE 1 DA APOSTILA FUNDAMENTOS DA CORROSÃO INDIQUE SE AS AFIRMAÇÕES A SEGUIR ESTÃO CERTAS OU ERRADAS 1) Numa célula eletroquímica a solução tem que ser um eletrólito, mas os eletrodos

Leia mais

Ciências E Programa de Saúde

Ciências E Programa de Saúde Governo do Estado de São Paulo Secretaria de Estado da Educação Ciências E Programa de Saúde 19 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE SP Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de

Leia mais

FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES

FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES 2015 1 a QUESTÃO Valor: 1,00 Uma mola comprimida por uma deformação x está em contato com um corpo de massa m, que se encontra

Leia mais

DINÂMICA DO PONTO MATERIAL

DINÂMICA DO PONTO MATERIAL DINÂMICA DO PONTO MATERIAL 1.0 Conceitos Forças se comportam como vetores. Forças de Contato: Representam o resultado do contato físico entre dois corpos. Forças de Campo: Representam as forças que agem

Leia mais

4 Análise experimental

4 Análise experimental 4 Análise experimental No estudo do comportamento de membranas de materiais hiperelásticos há a necessidade de se escolher leis constitutivas que descrevam da melhor forma possível as propriedades do material.

Leia mais

OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS DE UM MODELO DE BOMBA EM SISTEMAS DE BOMBEIO CENTRÍFUGO SUBMERSO

OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS DE UM MODELO DE BOMBA EM SISTEMAS DE BOMBEIO CENTRÍFUGO SUBMERSO OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS DE UM MODELO DE BOMBA EM SISTEMAS DE BOMBEIO CENTRÍFUGO SUBMERSO Ana Carla Costa Andrade 1, André Laurindo Maitelli 2, Carla Wilza Souza de Paula Maitelli 3 1 Universidade Federal

Leia mais

Capítulo 4 Calibração Onshore do Medidor Ultra-Sônico em Laboratório.

Capítulo 4 Calibração Onshore do Medidor Ultra-Sônico em Laboratório. 40 Capítulo 4 Calibração Onshore do Medidor Ultra-Sônico em Laboratório. Nesse capítulo chega-se ao ponto de partida para o pleno desenvolvimento desse trabalho, após um processo complicado de liberação

Leia mais

MÓDULO 03 - PROPRIEDADES DO FLUIDOS. Bibliografia

MÓDULO 03 - PROPRIEDADES DO FLUIDOS. Bibliografia MÓDULO 03 - PROPRIEDADES DO FLUIDOS Bibliografia 1) Estática dos Fluidos Professor Dr. Paulo Sergio Catálise Editora, São Paulo, 2011 CDD-620.106 2) Introdução à Mecânica dos Fluidos Robert W. Fox & Alan

Leia mais

Introdução A tensão plana existe praticamente em todas as estruturas comuns, incluindo prédios máquinas, veículos e aeronaves.

Introdução A tensão plana existe praticamente em todas as estruturas comuns, incluindo prédios máquinas, veículos e aeronaves. - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ESCOLA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL METALÚRGICA DE VOLTA REDONDA PROFESSORA: SALETE SOUZA DE OLIVEIRA BUFFONI DISCIPLINA: RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS Vasos de Pressão Introdução

Leia mais

Misturadores a jato e sistemas de mistura em tanques

Misturadores a jato e sistemas de mistura em tanques Misturadores a jato e sistemas de mistura em tanques Misturadores a jato Os misturadores a jato da Koerting são os principais componentes de sistemas de mistura especiais, podendo ser utilizados em operações

Leia mais

Operação Unitária de Centrifugação

Operação Unitária de Centrifugação UFPR Setor de Ciências da Saúde Curso de Farmácia Disciplina de Física Industrial Operação Unitária de Centrifugação Prof. Dr. Marco André Cardoso Centrifugação Operação unitária com a principal finalidade

Leia mais

PROVA ESCRITA NACIONAL SELEÇÃO PARA A TURMA 2014

PROVA ESCRITA NACIONAL SELEÇÃO PARA A TURMA 2014 PROVA ESCRITA NACIONAL SELEÇÃO PARA A TURMA 2014 Caro professor, cara professora Esta prova é composta por 25 questões de escolha múltipla, com quatro alternativas, e resposta única. Cada questão respondida

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NO SISTEMA DRENANTE DOS JARDINS DO ANEXO II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL BRASÍLIA DF

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NO SISTEMA DRENANTE DOS JARDINS DO ANEXO II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL BRASÍLIA DF UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NO SISTEMA DRENANTE DOS JARDINS DO ANEXO II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL BRASÍLIA DF Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: Eng. Haroldo Paranhos JULHO

Leia mais

No comportamento elástico, a deformação é diretamente proporcional ao esforço, isto é, eles têm uma relação linear (Fig. 7.1 A ):

No comportamento elástico, a deformação é diretamente proporcional ao esforço, isto é, eles têm uma relação linear (Fig. 7.1 A ): Geologia Estrutural 36 CAP. 4 - ELEMENTOS DE REOLOGIA 4.1- Introdução Quando se aplica um determinado esforço em materiais individuais, os efeitos vão depender tanto das condições físicas presentes no

Leia mais

1 Propagação de Onda Livre ao Longo de um Guia de Ondas Estreito.

1 Propagação de Onda Livre ao Longo de um Guia de Ondas Estreito. 1 I-projeto do campus Programa Sobre Mecânica dos Fluidos Módulos Sobre Ondas em Fluidos T. R. Akylas & C. C. Mei CAPÍTULO SEIS ONDAS DISPERSIVAS FORÇADAS AO LONGO DE UM CANAL ESTREITO As ondas de gravidade

Leia mais

12. Conceitos de Vácuo

12. Conceitos de Vácuo 12. Conceitos de Vácuo Muitos processos de microeletrônica, como a deposição de filmes finos por CVD, assim como, plasma etching, sputtering e evaporação, são feitas em câmaras de vácuo, em regimes de

Leia mais