NORMAS DEVEM GARANTIR AUTONOMIA DO CORRETOR EM RELAÇÃO ÀS SEGURADORAS, ATRIBUINDO-LHE RESPONSABILIDADE E INDEPENDÊNCIA

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1 GRUPO DE TRABALHO PARA ATUALIZAR AS NORMAS DE CORRETAGEM NORMAS DEVEM GARANTIR AUTONOMIA DO CORRETOR EM RELAÇÃO ÀS SEGURADORAS, ATRIBUINDO-LHE RESPONSABILIDADE E INDEPENDÊNCIA AUTOR ARMANDO LUIS FRANCISCO CAXIAS DO SUL, 01 DE AGOSTO DE 2012

2 RESUMO Frente às profundas mudanças que vêm ocorrendo na estruturação do mercado segurador, faz-se necessário a revisão e atualização de normativos da corretagem de seguros. Na gestão desses normativos, o entrelaçamento com os normativos das seguradoras e com alguns outros normativos que regem a totalidade desta área comercial. Neste contexto, o objetivo é propor ajustamento à figura clássica do corretor de seguro e fomentar a visão global para atuação na corretagem, incluindo-se, ou não, a possibilidade de outros canais produtivos na corretagem. O olhar, também, define e apresenta as principais características do corretor de seguro, que é o intermediário legal, que deve concretizar sua responsabilidade e independência frente ao segurador, primando pela consequência das normas em vigor, e com interesse especial no que descreve o PL 3555/04 Art. 39. Fixando opinião sobre o aproveitamento ou não de uma lei que obrigue o corretor contratar seguro de RC profissional. Nesse sentido, torna-se necessária à suplementação normativa, ou que aproxime a estrutura corporativa do seguro como esqueleto das próximas atualizações, para evitar a estagnação e o retrocesso profissional; bem como o desamparo de uma grande quantidade de produtores frente às intempéries legais, normativas, costumeiras, comerciais e sub-rogativas. Palavras-chave: identidade, atualização, legislação, previsão, autonomia, revisão, independência, modelos legais, modelos ilegais.

3 1. INTRODUÇÃO Atualmente, o corretor de seguro é o principal canal produtivo para se vender apólices. O crescimento desse mercado, entretanto, está degenerando a atividade profissional, pelo comportamento (e expectativa) comercial frente ao crescimento do PIB brasileiro de seguros e a necessidade de novos produtores para dar sentido a essa previsão de produção. Salientando que, e no decorrer do tempo, a demanda pela atividade em detrimento as conquistas profissionais da corretagem foi aumentando. Isto é exemplificado pela corretagem no balcão do banco, na loja de varejo, em locais que comercializam veículos, no telemarketing de operadoras de cartões de crédito, em operadoras de telefonia, em concessionárias de eletricidade, em lojas de conveniência, em casas lotéricas, em lojas de roupa, em hotéis, em supermercados, em programas de televisão, em venda direta pela internet e em demais atividades comerciais e de serviços. Um dos principais fatores relacionados ao comportamento usual oferecido ao corretor de seguro foi justamente a falta de metodologia para definir as margens desta atuação e as prerrogativas legais que ora foram sendo encampadas (como no caso da comissão sobre o custo de apólice), ora esquecidas (como no exemplo da restituição sobre a comissão do corretor), ora ilegais ( como mostra a cobrança de vistoria improdutiva e cobertura provisória - sem efetivação, debitadas automaticamente na comissão do produtor), ora definidas sem importância (como na demora para deferir corretora cooperativa de seguro), ora com extremadas sub-rogativas (na prerrogativa de defesa dos interesses profissionais, com poucos porta-vozes), ora por fatores externos ( Como na tentativa de se criar uma nova figura híbrida

4 para a corretagem no NCC, e na tentativa de estabelecer esse dilema no PL 3555/04, chamada de Agente de seguro). Nesse contexto, e pelo enaltecimento à contribuição sindical da categoria, houve alguns avanços. Dessa forma, a sempre necessária participação sindical em todas as áreas referentes à normalização profissional. Entretanto, a própria necessidade da revisão e desconsideração de alguns normativos é a prova de que a exclusividade, ainda que benéfica e de direito, é um fator que se merece pontuar. A sociedade dos corretores, como em uma democracia, deve participar na conceituação da normalização profissional. Assim, a criação do GTC (Grupo de Trabalho da Corretagem) foi à primeira iniciativa de impacto da Superintendência de Seguros Privados, no sentido de criar condições de autonomia profissional. Apesar das Leis..., do comprometimento sindical e do mercado de seguros, foi a necessidade para que a identidade profissional do corretor de seguros não ficasse apenas na carteira que o identifica exteriormente. Nesse parâmetro, a contribuição do trabalho baseia-se em analisar a propriedade do fundamento jurídico aplicado aos exemplos subjacentes. Com isso, a aplicabilidade da lei e o impacto de termos presentes, com a visão da corretagem. Desta forma, estimar as consequências e compor a normativa que regerá a corretagem no seguro, passando pela efetiva consulta popular. Portanto, esse futuro profissional deverá enaltecer a autonomia e a responsabilidade do corretor perante toda a sociedade brasileira.

5 2. A IDENTIDADE PROFISSIONAL Desde o tempo da seguradora Boa-fé até hoje: O seguro é mais seguro com corretor. A prova dessa parceria entre a sociedade e o corretor é a Livonius, corretora gaúcha, que desde 1888, atua oferecendo produtos e serviços em parceria com a sociedade. E a história é longa, necessária, conhecida e que ficará na lembrança de todos nós. O corretor contemporâneo emergiu na nova era profissional nas entrelinhas da Lei 4594/64, seguido pelo do Decreto Lei 73/66, porque o código comercial antigo já não bastava. Dessa época em diante, as conquistas ajudaram a desbravar este país continental. E não é por menos que o seguro hoje está em quase todas as localidades brasileiras, do Oiapoque ao Chuí; de barco, cavalo e a pé. Foi o corretor, o grande personagem, com papel social dos mais necessários, que fomentou esse comércio. E as conquistas foram frutos desse desapego, como um sacerdócio real. De lá pra cá a personalidade de direito deste profissional aceitou e declinou em vários sentidos, ora oferecendo-lhe, ora tirando-lhe algumas conquistas. O corretor ficou conhecido como produtor. A sua autonomia e a necessidade de resultados operacionais fez ligar a profissão à seguradora, desqualificando seu papel social, profissional e jurídico conquistado. A tal ponto que o próprio corretor não enxergou seu papel e sua atuação, aceitando todas as modificações feitas à luz do dia. Nesse ínterim os resultados foram ruins. Nos últimos recadastramentos houve êxodo profissional. Infelizmente, há de se pontuar, em alguns casos, também, a ligação com órgãos públicos. Esse fato, por si, já foi objeto de consulta jurídica. A atualidade, entretanto, demonstra o número de corretores de seguros, sendo:

6 O mercado da corretagem de seguros começou 2012, em sua primeira semana de janeiro, com profissionais e empresas em plena atividade no País, o equivalente a um corretor para quase 3 mil brasileiros, segundo dados da federação nacional da categoria (Fenacor). São corretores que operam na forma de pessoa física e autônoma, somados a outros que se organizaram empresarialmente, para uma população de 190,7 milhões, como aponta o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Juntos, corretores e corretoras de seguros agregam pontos de vendas voltados para todas as modalidades de seguros, ao lado de mais posições dedicadas à comercialização exclusiva de seguros de vida, planos de previdência complementar aberta e títulos de capitalização. A maior força de trabalho está localizada em São Paulo, com pontos de distribuição de seguros, 43% do total do Brasil. No estado, há um corretor para cada paulistas. São profissionais atuando por conta própria, disputando mercado como mais empresas de corretagem de seguros, a grande maioria (84,2%) com foco em todos os ramos de seguros. Fonte: Jornal do Commercio RJ Seguros RJ As informações estatísticas da corretagem são delicadas e não são as motivações deste trabalho. A identidade profissional, porém, não é somente o horizonte dessa perspectiva, mas o seu cerne inesgotável. A vindicação profissional, portanto, deve ser entendida pelo aspecto sociológico de uma uniformidade na corretagem. Além de definir o que é a corretagem de seguros, deve provar que os pareceres jurídicos encontrados, comporão um entendimento sazonal para um conceito comportamental e profissional comprometidos com a realidade atual. Portanto, não é mais um lobby para que os corretores de seguros sejam enaltecidos, mas uma difusão de conceitos e o porquê dessa relação com todo o Mercado de Seguros. Para isso é importante compreender as diversas nuances que compreendem a profissão no dia de hoje e interferir de maneira insofismável e menos deletéria a legislação atual e prerrogativas jurisprudenciais. São as maneiras de pressão e de empurrar para frente o contexto profissional que não devem objetar a função dessa normalização e nem os que criaram o costume atual, e que deverão se enquadrar na dinâmica coerente e legal. Em certo sentido, o avanço profissional não fez parte deste trabalho! Talvez o estrito seja muito mais diverso do que amplitude do pensamento. Esse mesmo assunto culmina em

7 identificar coerentemente as vertentes da incapacidade da identidade profissional, causandolhe arremedos nas possibilidades de emergirem-se novas e genéricas profissões da corretagem. Há, em certo conceito, uma porta aberta para isso. E enganam-se os que acreditam que a normalização da corretagem atinge negativamente as expectativas dos seguradores. Muito ao contrário, transforma a atividade em um grande nicho de exploração das perspectivas laborais e produtivas, dando-lhe sentido isonômico. Afinal, há seguradoras que trabalham exclusivamente com corretores de seguros e que são prejudicadas pela visão distorcida de Mercado. Essa mesma porta tem mais a ver com a centralização das decisões do que se deve fazer, do que com a rapidez da iniciativa da figuração de outros personagens na corretagem. Não foi na rapidez do tempo que essas porções foram sendo identificadas e concluídas. Basta dizer que foram até demoradas. Para exemplo disso, tiramos conclusões positivas sobre o que denegriu o arcabouço profissional. A mediação profissional é o melhor e maior exemplo disso. Não porque sua atuação tenha ficado aquém das expectativas, se bem que não podemos medi-la agora, mas que o conjunto não prosperou produtivo. 3. IDENTIDADE PROFISSIONAL 3.1 A identidade profissional é um conjunto que compreende a formação em exame de habilitação profissional até a aplicação das leis e normas pertinentes, visando obtenção de direitos e obrigações a serem definidos ao corretor de seguro.

8 3.2 O corretor de seguro é autônomo e independente da seguradora e vinculado na intermediação dos interesses do segurado. Portanto, sua atuação visa defender os interesses do cliente. 3.3 Nenhuma atividade da corretagem, inclusive de vida, poderá ser vinculada as seguradoras. Isto inclui a figura do Agente de seguro, ou Agente de seguradora. 3.4 Todos os termos e adjetivos profissionais são inerentes ao corretor de seguro. Ex: Agente de seguro, Produtor de Seguro, Corretor de Microsseguro, Corretor de Vida e AP, corretor de RE, Vendedor de Seguro, Broker de Seguro, Broker de Resseguro, Corretor de Resseguro, e qualquer outro nome, ou termo, que se criar. A diferenciação somente existe na capacidade adquirida por cada componente dessa adjetivação da corretagem de seguro que é prerrogativa profissional do corretor de seguro. 3.5 O treinamento significa o preparo da pessoa para o cargo, enquanto o propósito da educação é preparar a pessoa para o ambiente dentro ou fora do trabalho (Chiavenatto, 1998, p. 493). A Única forma existente para se entrar na corretagem, não importando o ramo de atuação ou qualificação do termo identificatório que vai poder usar é participando em curso de formação e exame em escola autorizada a ministrar cursos e exames para corretores de seguros. Esses cursos e exames devem definir a capacidade produtiva, bem como a modalidade que o pretendente vai poder ser produtivo, sem vínculo com as seguradoras, bancos e órgãos públicos. 3.6 Pela definição de Philip Kotler (2004, p. 35) mercado é um conjunto de pessoas/empresas que compram ou poderão comprar produtos ou serviços em determinada situação a fim de satisfazer uma determinada necessidade Os

9 corretores de seguros devem participar na atualização da normalização das seguradoras, para conseguir colocar no GT das seguradoras a priorização da identidade profissional, que restou a competência da normalização da corretagem de seguros, e para, inclusive, defender o interesse do segurado. Portanto, exercendo papel primordial na fonte As prerrogativas profissionais são as definidas na Lei 4594/04, DL 73/66, NCC, na Constituição Federal, e na jurisprudência. 3.8 Para Chiavenato (1998, p. 323), A avaliação do desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa no cargo e o seu potencial de desenvolvimento futuro. Porém, essa avaliação é pertinaz e prerrogativa do órgão regulador, ou seja: do Estado, porque o interesse não pode focar em qualquer medição feito pelas seguradoras e bancos. Portanto, seguradora e bancos ficam proibidas de medirem resultados de produção, ou resultados de sinistralidade, ou o conjunto de ambos. Porque a medição liga o corretor a seguradora. Criando um lapso legal nessa autonomia do corretor para com a seguradora. Esse lapso vincula o corretor e sua produção pelo resultado operacional. Esse lapso, também, vincula o corretor a seguradora, quando o aspecto é a sinistralidade, porque deve ser medida no próprio segurado que a causou. 3.9 De acordo com o site MERKATUS, Canais de Distribuição, são Meios que são utilizados para fazer com que os produtos e serviços saiam do produtor e cheguem ao cliente final. Em vista desse fato e pelo amparo legal, qualquer canal de distribuição deve levar em consideração as limitações impostas pela legislação. Entende-se como principal regra para o canal de distribuição o fato de não se ter vinculo com a seguradora por qualquer meio. Possíveis canais de distribuição com

10 vinculação: Corretora Cativa de Banco, Assessoria de seguro, Representante de seguradora, Plataforma de seguradora, Associação e Cooperativa de Seguro, etc De acordo com KOTLER (1995, p. 269), o conhecimento dos concorrentes é importante para o planejamento eficaz da empresa. Ela deve comparar constantemente seus produtos, preços, canais e promoção com os dos seus concorrentes, bem como preparar DEFESAS MAIS SOLIDAS contra os ataques. Segundo o autor, os concorrentes precisam ser analisados com total atenção pelas empresas, pois são eles que podem ganhar uma negociação, perante algumas facilidades oferecidas, pois esses fatores fazem a diferença na escolha do produtor. Em vista disso, a intermediação da intermediação, feita pela Plataforma de seguros, ou Representante de seguros, infringe as normas pertinentes. Mesmo assim, há pareceres da AGU não recomendando a prática. O fato, inclusive, de um corretor ser representado, é considerado ilegal, porque o corretor de fato é a Plataforma, e o corretor um simples vendedor dessa Plataforma ou Representação Independência. Bernardo O Higgins começa a campanha pela independência, obtida graças ao apoio militar do general argentino José de San Martin que atravessa os Andes com seu Exército e impõe a derrota definitiva ao espanhóis na Batalha de Maipú em O Higgins governa ditatorialmente até 1823, quando renuncia. Nos dez anos seguintes, os liberais federalistas provocam várias revoltas contra o poder central. Diego Portales promulga uma nova constituição em 1833ve o país estabiliza-se inaugurando um longo período de progresso econômico. O êxito repte-se na política externa: o Chile sai vitorioso da Guerra do Pacífico, conflito militar envolvendo Bolívia e Peru sobre a região de Atacama, rica e minérios. Essa independência simboliza a atual manifestação dos corretores de

11 seguros. Uma dessas manifestações é a de que nenhuma representação, mesmo de classe, pode figurar acima de sua profissão. Na realidade, nem deveria se cogitar a respeito, porque mesmo os representantes figuram abaixo do representado. Portanto, é de primordial importância que o corretor possa se manifestar diretamente ao órgão regulador em todas as questões pertinentes a sua prerrogativa, inclusive, se desejar, por meio sindical. E todos os atributos dessa ligação não sejam acordados operacionalmente por meio único, deixando o corretor livre para manifestar-se por qualquer meio com a sociedade e com o a Susep. Entre essas possibilidades, a de cadastrar-se, atualizar-se no cadastro, reclamar, receber identificação, defender-se, etc A crescente quantidade de membros trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. A solução para esse problema passa, necessariamente, pela busca de maior coordenação e sincronização por meio de troca de informações (Figueiredo, Fleury e Wanke, 2003). O avanço da informática, combinado com a revolução das telecomunicações criou as condições para a coordenação eficiente entre empresas. O gerenciamento da cadeia de suprimentos laboriosos é, na realidade, o esforço de integração dos diversos membros do canal de distribuição, pela administração compartilhada de diferentes processos-chave de negócio. Mesmo assim, o sucesso de qualquer arranjo operacional numa cadeia de suprimentos depende diretamente do componente logístico. Alcançar a excelência nas operações logísticas, ou seja, a capacidade de uma empresa, simultaneamente, reduzir custos e melhorar níveis de serviço, tem msido objeto de diversas pesquisas ao longo dos últimos quinze anos (Bowersox, Closs e Stank, 1999). Essas pesquisas indicam uma forte correlação

12 entre excelência operacional e o grau de sofisticação da organização logística de uma empresa é refletida em diversos fatores como a ênfase no planejamento e no continuo investimento em tecnologias de informação (TI). Estas inúmeras possibilidades aumentam A IMPORTÂNCIA DE SEGMENTAR AS MOTIVAÇÕES. Essas diversas terceirizações da atividade logística incluem a redução do custo e aquisição de maior flexibilidade nas operações logísticas e a expansão do mercado. E na formação dos atributos dessa sofisticação tecnológica o Mercado posicionou o corretor entre esses terceiros que abastecem suas informações na ponta. A visão pontual e necessária dessa atividade responsabilizou o corretor além dessa exigência normalizadora e legal. Entre esses aspectos: Contrato entre o corretor e a seguradora (ou banco). Neste caso o corretor é responsável pela manutenção do contrato assinado em seu escritório, sem necessariamente enviá-lo a seguradora. Porém, o corretor é o intermediário e a relação bilateral é entre segurado e seguradora. Portanto, há a necessidade de se enviar para a seguradora o contrato assinado, porque o corretor não pode assinar no lugar do segurado. Assim, há de acabar a prática Contrato entre o corretor e a seguradora (ou banco). A seguradora não necessita e não requer a proposta assinada pelo segurado e corretor, mas exigiu o termo de responsabilidade total e exclusiva do corretor. Neste caso, evidentemente, o corretor continua sendo o intermediário e a relação bilateral é quebrada Envio de Apólices. Nenhuma normativa deve prevalecer a legislação. Portanto, é dever da seguradora enviar a apólice ao segurado, respondendo

13 por isso, quando efetivamente o segurado não a recebeu para conferencia e pagamento. Ficando a seguradora obrigada ao envio por meio físico, sendo papel, cd, pen drive, DVD, etc. Podendo o cliente optar em receber, se desejar, por As propostas feitas através da internet, em algumas seguradoras, compreendem respostas forçadas (o sistema não avança senão for aceita a opção), ou desabilitadas (Em que não é possível escolher a opção). Essas configurações eliminam o direito de escolha e, portanto, infringem a norma contratual. Portanto, fique estabelecido que é proibido a resposta forçada e campo desabilitado de inteira escolha do segurado e corretor Restrições de produtos para o corretor atuar, no sistema. Existe no mercado restritivo para o corretor atuar em todos os produtos da seguradora. Porém, desde que habilitado para isso, a imposição da regra interfere na identidade profissional, porque todos os corretores devem ter os mesmos direitos e obrigações entre si, as seguradoras e a sociedade. Eliminando a prática de dumping neste caso Sistema com precificação diferente para cada corretor. Portanto, em base isonômica, a precificação deve compreender a igualdade de condições entre corretores. Seja ele Corretor PJ, ou Pessoa Física, ou entre PJ e PJ, ou, PF e PF, no sistema de cálculo deve oferecer a mesma condição para qualquer produtor Restrições de contratação. As seguradoras poderão restringir a contratação de um produto ou objeto, mas levando em consideração que essa restrição é para todos os produtores. Perfaz discriminação a aceitação

14 isolada para um componente da corretagem e para outro não. O mesmo atributo de restrição deve ser usado para todos. Assim, como exemplo, se um veículo com mais de 10 anos não for aceito na carteira do corretor x, não deverá ser aceito para o corretor y Essa riqueza é bem exemplificada no PIB futuro do seguro. Esse condicionamento, por isso, obriga o regulador de seguros a medir todas as nuances que envolvem os operadores de Mercado. Entre essas medições esta a capacidade de atualizar o cadastro dos corretores de seguro e conferir-lhe status quo. Portanto, não se trata de um recadastramento, mas de atualização cadastral com exclusividade do órgão público Para MARTINS & LAUGENI (2005, P. 67), a dedicação de esforços na área dos produtos e serviços, tem duplo efeito no aumento da vantagem competitiva, pois está demonstrando que a melhoria da qualidade, ao contrário do que se imaginou, traz uma consequente redução de custos de produção. Essa dedicação e esse esforço devem ser recompensados de maneira própria e legal. Portanto, faz parte da identidade do corretor o provento, ou seja, a comissão. Essa comissão está protegida pelo NCC, portanto: Fica proibida a restituição de comissão sob qualquer argumentação Comissão mínima. Segundo o WIKIPEDIA, Preço predatório é uma conduta que se verifica quando uma firma reduz o preço de venda de seu produto abaixo do seu custo, incorrendo em perdas no curto prazo, objetivando eliminar rivais do mercado ou criar barreiras à entrada de possíveis competidores para, posteriormente, quando os rivais saírem do mercado, elevar os preços novamente, obtendo, assim, ganhos no longo

15 prazo. Isso acontece normalmente, quando a inflação do país exportador é superior à inflação internacional, o diferencial se apresenta naturalmente, de princípio como vantagem, porém a longo prazo existe a corroção econômica, segundo o livro Gradualismo versus Tratamento de Choque, Edições da Fundação Getúlio Vargas, do professor Mário Henrique Simonsen. Essa visão, um espécie de dumping, deve ser coibida. Portanto, é salutar o estabelecimento de uma comissão mínima, com indicação da média histórica de mercado para o produto. Essa comissão mínima deve ser definida pela seguradora, que a informará à Susep. Evitando, assim, a prática desleal, já que a comissão do corretor é a previsão de seu ganho A seguradora não agravará o Prêmio de seguro em função do índice de comissão utilizado na proposta pelo corretor, em função de que deve prever atuarialmente seu custo e a agravação é o resultado da penalização. Entretanto, a comissão escolhida é o resultado da visão do corretor em relação aos seus custos, que difere de um profissional para outro, ou de uma estrutura para outra, ou de um local para outro. Portanto, a seguradora deve prever sua composição de preços, sem a agravação pelo índice percentual da comissão escolhida De acordo com Corrêa e Caon (2002, p. 45), a lógica e a óptica segundo as quais se enxergam os processos que produzem serviços e os que produzem bens passaram por fase ao longo da história. Essa fase remonta as proibições que não foram obedecidas. Entre essas, o débito em comissão de corretores que deveria ser cobrada do segurado. Portanto, estabelece-se a

16 proibição de débitos na comissão por vistorias improdutivas, propostas improdutivas, coberturas provisórias não efetivadas, parcelas em atraso, etc Corretor não recebendo comissão sobre o custo de apólice. Um trecho do livro de Joaquim Nabuco ilustra bem toda essa luta. Vejamos: O Abolicionismo é um protesto contra essa triste perspectiva, contra o expediente de entregar à morte a solução de um problema, que não é só de justiça e consciência moral, mas também de previdência política. Além disso, o nosso sistema está por demais estragado para poder sofrer impunemente a ação prolongada da escravidão. Cada ano desse regime que degrada a nação toda, por causa de alguns indivíduos, há de ser-lhe fatal, e se hoje basta, talvez, o influxo de uma nova geração educada em outros princípios, para determinar a reação e fazer o corpo entrar de novo no processo, retardado e depois suspenso, do crescimento natural (NABUCO, 2000, P.28). Para ilustrar nossa definição de trabalho escravo, usamos as palavras de José Cláudio Monteiro de Brito Filho: Podemos definir trabalho em condições análogas à condição de escravo como o exercício do trabalho humano em que há restrição, em qualquer forma, à liberdade do trabalhador, e/ou quando não são respeitados os direitos mínimos para o resguardo da dignidade do trabalhador. Repetimos, de forma mais clara, ainda: é a dignidade da pessoa humana que é violada, principalmente, quando da redução do trabalhador à condição análoga à de escravo. Tanto no trabalho forçado, como no trabalho em condições degradantes, o que se faz é negar ao homem direitos básicos que o distinguem dos demais seres vivos; o que se faz é coisificá-lo; dar-lhe preço, e o menor possível (Monteiro, 2004, p. 14). Esse aspecto estava patente quando o CQCS (2006,

17 internet) publicou matéria sobre a indignação de corretor baseada em um artigo de minha autoria, publicada na íntegra: Corretor sugere receber comissão sobre Custo de Apólice Data: Fonte: CQCS Nome: WOLFF JUNIOR Empresa: LOCAL DO SEGURO CORR DE SEGS LTDA Cidade: Florianópolis/Santa Catarina Estado: SC Assunto: PARTICIPAÇÃO DO CUSTO DE APÓLICES E ENDOSSOS! Chamou minha atenção na internet, de nosso colega Corretor, Armando Luis Francisco, morador da cidade de Caxias do Sul/RS, onde o mesmo relata ser Corretor Escravo Moderno, alegando trabalhar de graça e que nem nos damos conta disso, pois trabalhamos, gastamos nosso dinheiro com combustível, telefone, publicidades, outras despesas, e nem somos remunerados por tal situação. Pensem bem, " diz ele " : milhões de apólices, vamos pensar 10 mlhões de apólices, vendidas por ano, a $ 60,00 - permite alcançar $ 600 milhões - é só um comparativo! Desse dinheirão todo, NENHUM CENTAVO PARA NÓS! Continua ele : " essas decisões, consagradas por organismos reguladores, deveriam ser questionadas! Afinal, isso não daria direito trabalhista? Afinal a mão de obra escrava, dizem, foi abolida e nós, ainda, não aprendemos que isso é real! " Afirma ele : " esse dinheiro todo não entra na sinistralidade; não entra em parte alguma que pudesse ser identificado! " Salienta com toda razão " SOME-SE O PRÊMIO LÍQUIDO AO CUSTO DE APÓLICE, E ENTÃO MULTIPLIQUE-SE PELO IOF. AQUI ESTÁ A PROVA CLARA DO DISCURSO DA ESCRAVIDÃO! POIS O IMPOSTO LEVA EM CONTA O CUSTO DE APÓLICE, E QUE, NÃO NOS REMUNERAM!" Isto posto Colegas, sugiro que levantemos a nível de BANDEIRA NACIONAL, façamos campanha juntos a FENACOR, SINCOR de todos os Estados, exigindo das Seguradoras o pagamento de 30% dos custos de apólices e endossos ( também cobrado, um absurdo! ) Fica aqui minha sugestão. Aceita-se outras! Salvo melhor juízo! Cordialmente. Wolff Junior CQCS Responde Prezado Wolff, acreditamos que se o cliente do Corretor paga o Custo de Apólice é natural que este valor gere comissionamento. Mas gostaríamos de saber o que os demais Colegas acham da sugestão. Porem não podemos deixar de frisar que discordamos 100% do conceito de Corretor Escravo! Durante mais de 35 anos o corretor não recebeu qualquer centavo sobre o custo de apólice destacado e pago pelo cliente ao segurador. Foi uma decisão normativa, que não foi discutida com a classe e nem muito reclamada pela própria profissão, como se estivesse com anestésico na corrente sanguínea. Durante mais de 35 anos o corretor de seguro foi um escravo moderno, não recebendo comissão pelo custo de apólice que vendia. Até que no começo de 2010, um acordo selou o recebimento da comissão em 20% desse custo de apólice. Note-se que a decisão foi um acordo, que prometeu não continuar quando a Susep reviu o custo de apólice de R$ 100,00 para R$ 60,00. Porém, através das decisões das seguradoras, a comissão voltou. Note-se que a própria Susep demonstrou não concordar com o não pagamento da comissão sobre o custo de apólice. O titular da autarquia criou um GT para rever a própria cobrança do custo de apólice, destacado do Prêmio Liquido. Entretanto, já informou que o custo de apólice, permanecendo ou não destacado fora de rubrica em

18 Despesas Administrativas, a comissão sobre esse custo continuará a existir. Porém, deve-se normalizar: 1 - A comissão sobre o Custo de Apólice, enquanto existir, destacado do Prêmio Liquido, deve ser pago na mesma proporção que o índice percentual da comissão utilizado para vender a própria apólice Comissão sobre os todos os produtos vendidos na apólice ou através desta. Concretizada a venda da apólice, o corretor de seguro receberá comissão, de acordo com o percentual de comissão de corretagem aplicado na apólice, em todos os produtos, cláusulas e custos, inclusive adicionais de fracionamento e o que integra o prêmio pago pelo consumidor; menos o imposto. [ detalhando: As coberturas básicas, adicionais e acessórias, todas as cláusulas; todos os custos de apólices; todos os produtos financeiros e de crédito e quaisquer outros produtos que venham se agregar na apólice] (NCC, Art Divulgação da comissão de corretagem. A extensa maioria dos corretores de seguros são contra a divulgação de sua comissão, mesmo sob o fato intrínseco dessa comissão ser paga pelo segurado. A razão clara é a mesma para as seguradoras não divulgarem seus lucros e Despesas Administrativas na apólice. O fato merece perspectiva em função da consideração envolvendo a razão do segurado, que não entenderá a cobrança. Exemplificando: Num seguro para um apartamento com comissão de 40%, onde o Prêmio Liquido é R$ 50,00, o corretor recebe R$ 20,00 bruto. Assim o segurado não entenderá o percentual de comissão aplicado na

19 apólice, gerando preço predatório com a busca de novas cotações. Assim, como o médico tem liberdade para precificar a sua consulta, assim, também, o corretor deve ter essa liberdade para não informar o percentual de comissão com que trabalhou Aceitação da proposta A seguradora tem 15 dias para aceitar a proposta e emitir a apólice. Dentro desses 15 dias a seguradora deverá avaliar todo o conjunto de informações, parando o relógio até a solução da pendência Após esse prazo o corretor não aceitará a devolução da proposta sob qualquer argumento A seguradora fica impedida de, após emitir a apólice, mesmo que dentro do prazo dos 15, emitir endossos de cobrança por ter verificado pendência após a emissão. Isso exemplificado, inclusive, por divergência de bonificação A seguradora poderá, dentro do prazo legal, devolver a proposta não efetivada, mas deverá informar ao segurado o motivo da devolução A seguradora, ao declinar a proposta e recebendo algum valor como parte de pagamento, dará cobertura até a plena devolução do valor pago pelo cliente A seguradora, ao devolver a proposta dará cobertura por até 72 horas do recebimento da devolução, para que o cliente coloque o risco em outra seguradora É dever da seguradora informar a devolução ao corretor de seguro e ao segurado, por correspondência que comprove o recebimento. Isso

20 desqualifica o simples , ou que o corretor se informe pela página da seguradora É dever do corretor comunicar ao segurado a devolução Em caso de devolução da proposta a seguradora ficará proibida de aceitar o mesmo risco através de outro corretor de seguro, naquele ano de vigência ou na expectativa da duração da apólice que deveria ser renovada, o que for posterior Em licitações a seguradora aplicará relógio para os pedidos de cotação e garantirá a cotação ao corretor que chegar primeiro. Entretanto, se o objeto da licitação já estiver na seguradora com o corretor atual, esta garantirá, primeiramente, a prerrogativa para este corretor. 4. OBJETIVOS 5. JUSTIFICATIVA

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