Empresas Inovadoras: Metodologia de Pesquisa para Mercados Inexistentes, Incipientes ou Incompletos.

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1 Empresas Inovadoras: Metodologia de Pesquisa para Mercados Inexistentes, Incipientes ou Incompletos. Silvia Frick e Alexis Frick. Resumo: A criação e o desenvolvimento de empresas intensivas em conhecimento são tarefas difíceis e complexas. A internacionalização dos mercados, intensificada pelo processo de globalização, vem proporcionando o aumento da concorrência, o que dificulta ainda mais a inserção de pequenas empresas nascentes no mercado global. Nesse contexto, as incubadoras se apresentam como instrumentos essenciais, pois oferecem infra-estrutura e serviços de consultorias especializadas, proporcionando e direcionando o crescimento de tais empresas. Um importante serviço oferecido por grande parte das incubadoras é o auxílio no desenvolvimento do plano de marketing. Entretanto, verifica-se a falta de metodologias específicas para avaliar mercados inexistentes, incipientes ou incompletos. Assim sendo, este artigo apresenta uma metodologia desenvolvida para a realização de tais pesquisas, fruto de experiências com empresas nascentes de base tecnológica incubadas na Incamp. Palavras-Chave Empresas de Base Tecnológica. Incubadoras. Estudo de Mercado, Empresas Inovadoras. Abstract: The creation and development of knowledge-intensive firms are complex and difficult tasks. The internationalization of markets, intensified by globalization, has been providing increased competition, which further hinders the insertion of small firms in the global market. In this context, the incubators are presented as key tools, offering infrastructure and services of specialized consulting, providing and directing the growth of such companies. An important service offered by most of the incubators is to help in developing the marketing plan. However, there is a lack of specific methods for evaluating non-existing, inchoate or incomplete markets. This article presents a method for conducting such research, the fruit of experience with technology-based startups incubated at Incamp. Keywords Technology-Based Firms, Incubator, Market Research, Innovative Companies.

2 Introdução O processo de globalização, marcado pela internacionalização dos mercados e do sistema produtivo e o conseqüente aumento da concorrência, deu à inovação lugar central nas estratégias econômicas. Isto porque a introdução de produtos, serviços e processos inovadores permite a criação de novos espaços econômicos, onde a empresa pioneira pode atuar sozinha, pelo menos em um primeiro momento. Assim sendo, a inovação é considerada pela maioria dos governos como uma ferramenta transformadora do sistema produtivo e promotora do desenvolvimento econômico. São diversos os autores que apontam a importância de tal ferramenta. De acordo com Gordon (2009), o motor da dinâmica capitalista é a própria inovação, pois representa a principal manifestação do processo de aprendizado, em um contexto no qual a busca pelo desenvolvimento econômico e social está inserida na sociedade do conhecimento e aprendizado. Já Barqueiro (2001) aponta que a introdução e difusão de inovações impulsionam a transformação e a renovação de sistemas produtivos locais, resultando na dinâmica produtiva e permitindo o desenvolvimento local. Dentro do contexto apresentado, o estímulo à criação de empresas de base tecnológica com foco no mercado global está na mira das políticas públicas da maioria dos países desenvolvidos e emergentes. Estas empresas, comumente startups resultantes de processos de spin-offs acadêmicos ou coorporativos, representam, pela sua flexibilidade e capacidade organizacional e empresarial, uma fonte de inovação que permite aproveitar os potenciais de desenvolvimento do local onde estão inseridas. Entretanto, as dificuldades que tais empresas encontram para sua inserção em um mercado tão competitivo podem se transformar em barreiras para seu desenvolvimento. Portanto, é necessário traçar estratégias empresariais e definir políticas públicas que facilitem e incentivem a criação e o desenvolvimento dessas empresas (FRICK; MENDES, 2009). As incubadoras de empresas são importantes para o estímulo ao processo de spin-off, assim como para criação e fortalecimento de novas empresas. Tais empreendimentos têm o objetivo de oferecer infra-estrutura técnica e capacitação gerencial a empresas nascentes. A classificação dos tipos de incubadoras pode ser feita pelo uso que suas empresas fazem da infra-estrutura ou pelas características das empresas abrigadas. O primeiro critério permite classificar as incubadoras como fechadas e abertas (ECOMMERCE, 2010). No caso das fechadas, a incubadora fornece um espaço de trabalho às empresas, sendo chamadas de empresas residentes. As incubadoras abertas, por sua vez, permitem a incubação de empresas não residentes, ou seja, não instaladas na estrutura física da incubadora. Elas recebem serviços de apoio e de consultoria e podem utilizar, eventualmente, suas instalações. O segundo critério permite classificar as incubadoras como tradicionais, tecnológicas ou mistas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004, apud PRADO JÚNIOR, 2005; ANPROTEC, 2002). As incubadoras tradicionais abrigam empresas ligadas aos setores tradicionais da economia (com tecnologias já difundidas), tendo como objetivo a valorização através do nível tecnológico empregado. As incubadoras tecnológicas abrigam empresas nas quais a tecnologia tem alto valor agregado e são voltadas a mercados inexistentes, 1 incipientes 2 ou incompletos. 3 São diversos os serviços oferecidos 1 Mercados que ainda não geram negócios e não fornecem informações que permitam avaliar os riscos. 2 Mercados que geram negócios pontuais e informações parciais para estimar o retorno do empreendimento. 1

3 por esse tipo de empreendimento. A comparação das principais incubadoras do Estado de São Paulo 4 permite apontar como principais serviços os seguintes: Plano estratégico Plano de negócios Gestão empresarial Projetos para captação de recursos Registro de propriedade intelectual Marketing Finanças Contabilidade Participação em feiras Vendas Dentre esses serviços, o auxilio na elaboração do plano de marketing merece destaque, pois é o documento que irá nortear o acesso da empresa no mercado. Uma das grandes dificuldades encontradas pelas empresas nascentes de base tecnológica nessa elaboração é a realização do estudo de mercado. Isto porque, por se tratar de inovações, informações sobre os mercados tais como tamanho, demanda, crescimento, etc. são escassas, se não inexistentes. Este artigo apresenta uma metodologia desenvolvida para a realização de tais pesquisas, fruto de experiências com empresas nascentes de base tecnológica incubadas na Incubadora da Unicamp (Incamp). Metodologia de Pesquisa de Mercado O plano de marketing para novas tecnologias ou invenções apresenta o desafio de definir a demanda, para produtos que ainda não existem, por clientes potenciais que ainda não sabem o que o produto faz e, em alguns casos, nem sabem se precisam dele. Qual será o mercado para um tipo de feijão que cozinha em um minuto mantendo o sabor original e todas as propriedades nutricionais? A inovação fará com que pessoas que hoje não compram feijão porque não tem tempo de cozinhar venham a comprar? Haverá algum fabricante de alimentos disposto a colocar o feijão no mercado? O ponto de venda estará disposto a exibi-lo em suas prateleiras? E qual será a reação do consumidor? Um teste com consumidores em potencial (pessoas que trabalham fora do lar e fazem sua própria comida) permitirá observar sua reação, fornecendo informações valiosas no que diz respeito à aceitação ou rejeição e aos aspectos que deverão ser melhorados. Este foi o caso de uma empresa incubada na Incubadora da Unicamp (Incamp). O teste de mercado mostrou ao empreendedor que haveria aceitação, o que sensibilizou a um fabricante de alimentos. Novos testes indicaram que o tempo de preparação do feijão era muito curto para o gosto do consumidor, que em alguns casos duvidava do produto instantâneo e, em outros, preferia ter mais tempo para preparar os demais 3 Mercados que geram negócios para produtos complementares ou substitutos. A informação que geram pode levar a avaliações equivocadas do risco e do negócio. 4 Supera (Ribeirão Preto); Cecompi (São José dos Campos); Santos; Ciatec (Campinas); Cietec (São Paulo). 2

4 componentes da refeição. Assim, o produto foi levado ao mercado com um tempo de preparo de sete minutos. A pesquisa de marketing para produtos inovadores demanda a combinação de informações originadas do processo de desenvolvimento de produtos (por exemplo, a capacidade de preparar o feijão tanto em um minuto quanto em sete minutos) e do mercado. Por isso, não é suficiente a abordagem metodológica utilizada em pesquisas convencionais de mercado (não existem históricos de venda ou de comportamentos que possam ser estudados), sendo necessário complementá-la e adaptá-la para que se torne eficiente e útil para a tomada de decisão dos empreendedores. Como se define o potencial de mercado de um produto de biofotônica que permite avaliar a evolução de um tumor a partir da expiração do paciente? O produto atenderá uma necessidade ou solucionará um problema de forma mais eficiente? Que segmentos de mercado e que tipo de aplicação serão os mais atrativos? Qual será o tamanho do mercado no futuro? Qual sua taxa de crescimento? Será suficiente para justificar o desenvolvimento do produto, sua fabricação e distribuição? O empreendedor tem dois desafios: fazer um produto que seja capaz de sofrer alterações que permitam sua adequação futura ao mercado ou descobrir qual o melhor caminho do desenvolvimento para ter menos probabilidade de precisar fazer alterações no produto. Os médicos e pacientes, por sua vez, têm de estar convencidos de que é possível obter informação confiável com esse tipo de diagnóstico. Os convênios de saúde devem estar dispostos a pagar por estes exames. Os órgãos que cuidam da área de saúde devem validar a inovação. Por último, os radiologistas e fabricantes de equipamentos têm que aderir à nova tecnologia de forma a não colocar barreiras para a adoção do produto pelo mercado. Responder todas as questões e enfrentar as dificuldades próprias de mercados imaturos é possível, mas a análise dos casos de sucesso, de acordo com Day, Schoemaker e Gunther (2000, pp ), mostra que os empreendedores de sucesso tinham inicialmente opiniões precisas a respeito das perspectivas futuras do mercado: quem serão os clientes mais atrativos? Quando e como utilizarão o produto? Que preço estarão dispostos a pagar? Tornar realidade mercados previstos depende da forma como são avaliadas as incertezas, uma vez que existem várias perspectivas conflitantes e muita especulação a respeito de possíveis concorrentes ou tecnologias substitutas. As premissas que norteiam a avaliação de mercados para produtos inovadores, de acordo com Day, Schoemaker e Gunther (2000, p. 164) são: i. Difusão e adoção. A forma como cada inovação se difunde varia de acordo com o mercado. Alguns mercados explodem rapidamente, enquanto outros se mantêm como promessa durante anos antes de começar a se materializar de forma gradual. Outros nunca chegam a existir ou são deixados de lado (devido ao surgimento de tecnologias rivais) antes de poder aproveitar todo seu potencial. A situação na qual se encontra cada tecnologia emergente ou produto inovador é um jogo que pode ser fácil ou complexo, de acordo com as forças que facilitam ou inibem o processo de difusão. 3

5 ii. Exploração e aprendizagem. É preciso enfatizar a aprendizagem rápida a partir de provas originadas do mercado. A aprendizagem possibilita a melhora sucessiva do produto, utilizando os resultados dos testes de mercado para conduzir cada etapa do processo de desenvolvimento e antecipando pontos críticos de inflexão no mercado antes dos competidores. Os que serão bem-sucedidos são aqueles que conseguem identificar oportunidades com maior rapidez; avaliar essas oportunidades e investir naquelas mais atrativas; e formatar os mercados de acordo com os próprios interesses. iii. Desenho do triângulo das perspectivas. O processo de pensamento divergente aumenta a capacidade de enfrentar as incerteza e visualizar as oportunidades de forma mais ágil. O pensamento divergente avalia uma série de possibilidades, em contraposição ao convergente, que busca um caminho satisfatório. O pensamento divergente se sustenta através de diversos métodos de pesquisa de marketing, com diferentes pressupostos, graus de análises e fontes de dados. As perspectivas de sucesso surgem de um processo de triangulação que procura a convergência a partir da divergência de métodos de análise, uma vez que estes métodos convencionais são limitados por terem sido construídos com outros objetivos que não os de conhecer exigências de clientes que ainda não existem e não imaginam as necessidades que serão satisfeitas com o produto. Na análise de mercados inexistentes é necessário traçar hipóteses sobre a trajetória da tecnologia, do ambiente de negócios e dos benefícios e custos para o cliente final em comparação com tecnologias substitutas ou concorrentes. A aplicação do denominado pensamento lateral (que cria valor) e de conceitos elementares de benchmarking é um caminho para soluções inovadoras, implementadas numa atividade ou mercado não-convencional. Este método evita que empreendedores com competências para a inovação se voltem ao aperfeiçoamento de produtos existentes em lugar de desenvolver produtos novos, sobre idéias inéditas, que resolvam necessidades (reais ou latentes) de clientes atuais ou potenciais. Uma metodologia de pesquisa de marketing que atenda esse foco deve promover a interação entre o desenvolvimento tecnológico e o nível de aceitação do mercado. Um caminho é a preparação de um protótipo que permita simular, com usuários potenciais, o uso do produto inovador. Dessa forma, será possível identificar algumas das reações do usuário que experimentará o potencial que a nova tecnologia oferece para satisfazer necessidades futuras ou não expressas. A simulação permitirá também evoluir o protótipo para produto e definir as características do mercado-alvo. Quais são estas características? Quem é o usuário final e quem o cliente? O que é que eles precisam e o que estão dispostos a comprar? Como traduzir essas necessidades para uma solução técnica? Quais os benefícios derivados do produto para esse mercado? A capacidade para medir o grau de aceitação do consumidor, usuário ou cliente potencial de uma inovação é um ponto crítico. É de se considerar que ele não está familiarizado com o novo produto e o mercado não é exatamente o mesmo de produtos convencionais (substitutos, similares 4

6 ou complementares). Por isso, a entrada no mercado pode levar muitos anos, demandando uma cuidadosa avaliação das informações obtidas em pesquisas de mercados emergentes. Na primeira etapa da inovação, os mercados costumam ser inexistentes, incipientes ou incompletos, de forma que não há sinalizações claras sobre preços e investimentos e muito menos sobre receitas possíveis. Entretanto, o grau de inovação, expressado pelo volume de negócios futuros, deve ser medido. Mas como medir negócios em mercados caracterizados pela falta de informação e pelo risco excessivo? De acordo com Bohmann (2010), o primeiro passo para uma inovação é a observação e a compreensão. Empreendedores inovadores precisam observar os usuários potenciais em ação e compreender por que eles realizam suas ações. Só depois disso é que o inovador será capaz de traduzir as observações em produtos e serviços de valor. Na visão de Day, Schoemaker e Gunther (2000), as empresas de tecnologias emergentes têm como desafio desenvolver mercados que não existem para produtos que não estão completamente desenvolvidos. As empresas podem se sair muito bem na batalha do desenvolvimento tecnológico, mas podem perder a da comercialização. Isto porque os consumidores não aceitam sempre as tecnologias mais avançadas, fazendo com que tecnologias que parecem promissoras fracassem no mercado, e outras, com aparentemente baixa probabilidade de sucesso, sejam bem-sucedidas. Parcerias estratégicas com agentes da cadeia produtiva permitirão reconhecer e aproveitar a natureza do mercado, gerando informações que dêem resposta a questões relacionadas com: i. o produto O produto pode eliminar outros conceitos ou serviços? Melhora de forma notável algum conceito ou serviço? Permite alguma funcionalidade até hoje impensável? ii. a empresa O conhecimento desenvolvido na empresa é uma barreira à entrada de concorrentes fortes? Até que ponto a empresa gerará conhecimentos aproveitáveis no futuro? Pode fazer parcerias com outras empresas? Poderá gerar novos negócios com a mesma base de clientes? Poderá criar novos produtos e mercados inexistentes? Qual o esforço necessário para expandir a empresa para outras regiões ou países? Onde se situa a empresa na cadeia produtiva: em um modelo hierárquico e vertical ou colaborativo e circular? A probabilidade de que um mercado hoje inexistente se materialize pode ser medida verificando os seguintes resultados da pesquisa de marketing (Day, Shoemaker e Gunther, 2000, p. 165): a percepção dos usuários em teste de que o novo produto é a melhor alternativa; baixo risco na adoção da inovação; 5

7 o fato de não existirem barreiras significativas na adoção que posterguem a aceitação do produto (como o compromisso com os produtos em uso; a falta de investimento para adequar a tecnologia ao mercado; regulamentações); a existência de usuários persuadidos a provar o produto e capazes de reconhecer os benefícios. A penetração de uma nova tecnologia no mercado é dificultada quando os clientes-alvo não têm conhecimento de sua existência; não a compreendem; não conhecem os benefícios que pode trazer; ou não conseguem encontrá-la. Para identificar a forma de chegar ao cliente-alvo, o inventor tem que se guiar por testes de mercado com versões incompletas do produto. Os testes permitem identificar os requerimentos dos clientes potenciais, os critérios de seleção e as reações a experiências com protótipos. Também podem proporcionar informações sobre a concorrência (produtos substitutos e complementares) e sobre a possibilidade de adotar tecnologias alternativas. A expansão do mercado, por sua vez, é função também da vantagem percebida pelos clientes, mas apresenta outras características resumidas na figura a seguir. Figura 1 - Crescimento do Mercado de Produtos Inovadores Crescimento Atual e Esperado da Demanda Crescimento em direção ao potencial do mercado inicial Expansão econômica e demográfica do potencial Expansão do potencial do mercado (novos usos/usuários, maior utilização) Estímulo à Atividade Competitiva Aproveitamento do potencial não utilizado Intenção de ganhar ou de manter uma vantagem Reação de defesa das grandes firmas Vantagem Relativa Percebida Valor relativo = benefícios percebidos custos antecipados Adequação às necessidades do segmento de mercado Risco percebido Investimentos coletivos em inovação Investimentos coletivos em comunicação e distribuição Alterações do preço original Fonte: Day, Schoemaker e Gunthe,(2000 p. 167). A redução dos preços é uma condição importante para superar barreiras para tecnologias substitutas e estimular o aumento da demanda da maioria dos compradores. Do lado do fornecedor, a baixa dos preços é possível e necessária por duas razões: 1. a experiência acumulada, com a conseqüente economia de escala e aumento de produtividade; 2. a ameaça da concorrência. 6

8 A forma como se aprende sobre os mercados de tecnologias emergentes é representada por Day e Schoemaker (2001) na figura a seguir. Figura 2 - Aprendizagem sobre Mercados para Produtos Inovadores Contextualizar: Qual o conceito de mercado? (hipótese) Reunir informação de mercado (testar) Difundir a informação na equipe Interpretar de forma consensual com a equipe Tomar decisões a partir da informação obtida Memória e conhecimento empresarial Avaliar os resultados Fonte: Day, Schoemaker e Gunthe (2000 p. 173). A pesquisa de mercados inexistentes é uma forma de evitar decisões equivocadas, tanto para a abertura quanto para o crescimento futuro do mercado, e não deve ser efetuada somente para justificar uma decisão que já foi tomada. A metodologia de pesquisa de mercados inexistentes, incipientes ou incompletos, desenvolvida a partir da experiência com empresas nascentes, é composta de três etapas: hipótese, teste e resultado, que envolvem diferentes atividades. 1. Hipótese: a) Obtenção de informações junto a pessoas-chave para identificar problemas a serem solucionados. b) Obtenção de informações para definição do volume de investimentos necessário e da fonte de recursos. c) Obtenção de informações para criação de protótipo, modelo ou simulação para que seja experimentado por um usuário ou conjunto de usuários. 2. Teste: a) Obtenção de informações legais (regulamentação setorial, legislação ambiental, necessidade de certificações ou autorizações, etc.). b) Definição do tipo de mercado a ser criado (no caso de mercados inexistentes) ou da segmentação (no caso de mercados incipientes ou incompletos). 5 c) Análise da estrutura do mercado (monopsônio, oligopsônio ou outra que possa vir a dificultar seu desenvolvimento). d) Análise da concorrência: produtos complementares; produtos substitutos; 5 Segmentar o mercado significa dividi-lo em grupos de clientes potenciais com necessidades ou práticas de aquisição de produtos similares. 7

9 concorrência direta; concorrência indireta; concorrência potencial. e) Identificação de especialistas ou pessoas-chave para obter informações sobre a natureza do mercado. f) Formatação de pesquisa junto a usuários (definição do tipo de usuário e da amostra) e análises estatísticos dos resultados. g) Identificação de parceiros potenciais de negócios. h) Identificação de clientes inovadores ou adotantes iniciais. i) Definição do posicionamento do empreendimento na cadeia produtiva e de comercialização (verticais e horizontais). j) Identificação de condições prévias (de insumos ou recursos humanos). k) Obtenção de informações para definição de preços para cada etapa de abordagem 3. Resultado: do mercado (prototipagem, cases inicias, ampliação de mercado) e tipo de cliente (inovador, adotante inicial, maioria imediata). a) Definição das linhas de negócio. b) Definição do ciclo de vida do novo produto. c) Definição de estratégias para o cenário previsto e para cenários alternativos. A metodologia é aplicada com o uso do seguinte instrumental: Protótipo ou modelagem Testes em laboratório Pilotos Coleta de informações Aplicação de técnicas de amostragem Levantamento de informações em publicações, Internet ou serviços de informação Consulta a especialistas ou pessoas-chave Enquetes Entrevistas Análise das informações Estatística descritiva Estatística inferencial 6 Avaliação da viabilidade econômica Business case O uso da metodologia descrita e aplicada em empresas incubadas na Incamp permite superar as primeiras barreiras, obtendo respostas rápidas e encurtando o prazo de colocação dos produtos 6 Na estatística inferencial utilizam-se duas abordagens: a estimativa de resultados a partir de intervalos de confiança (por exemplo, o número de compradores para um determinado produto) e os testes de hipóteses que indicam a probabilidade de que aconteça uma determinada situação (por exemplo, comportamento de compradores, duração de ciclos de vida, etc.). 8

10 no mercado. Com prazos menores, a probabilidade de auto-sustentabilidade será maior, assim como o estímulo ao nascimento de novas empresas inovadoras. Conclusão Em um cenário onde a inovação tem lugar central, o estímulo à criação e ao desenvolvimento de empresas inovadoras com foco no mercado global se apresenta como uma estratégia para o desenvolvimento econômico. No entanto, a internacionalização dos mercados, intensificada pelo processo de globalização, vem proporcionando o aumento da concorrência, o que dificulta a inserção de empresas nascentes no mercado. Além disso, a consolidação de empresas inovadoras é uma tarefa complexa, isto por se tratar de novos produtos, mercados e negócios. A criação e o desenvolvimento de empresas intensivas em conhecimento são, portanto, tarefas difíceis e complexas. Os empreendedores encontram muitas dificuldades para chegar ao mercado e podem não ter sucesso na empreitada se não forem auxiliados e orientados por especialistas, por maior e mais interessante que seja a tecnologia. Nesse contexto, as incubadoras são instrumentos essenciais para garantir a sobrevivência, direcionamento e crescimento das empresas. A avaliação dos mercados é uma das principais necessidades da empresa. No entanto, a falta de metodologias específicas para avaliar mercados inexistentes, incipientes ou incompletos é uma barreira encontrada pela grande maioria dos empreendedores. Dessa forma, as incubadoras devem disponibilizar metodologias apropriadas para este tipo de análise, facilitando a entrada da empresa no mercado, promovendo a auto-sustentabilidade e estimulando o nascimento de novas empresas inovadoras. Este artigo contribui com uma metodologia, desenvolvida a partir de experiências com empresas incubadas, para atuar em mercados inexistentes, incipientes ou incompletos, que envolve três etapas: Hipótese, Teste e Resultado. A metodologia se apóia em instrumental de prototipagem; de coleta e análise de informações; e de avaliação da viabilidade econômica. 9

11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANPROTEC; SEBRAE. Glossário Dinâmico de Termos na área de Tecnópoles, Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas. Brasília, BARQUERO, A. V. Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização. Porto Alegre: Fundação em Economia e Estatística, DAY, G. S.; SCHOEMAKER, P. J. H.; GUNTHER, R. E. Gestão de Tecnologias Emergentes. São Paulo: Artmed Editora S.A., ECOMMERCE. Incubadoras de Empresas Apóiam o Empreendedorismo. Disponível em: <http://www.e-commerce.org.br/incubadoras.php>. Acesso em: 10 maio FRICK, A. M.; MENDES, A. A. A Importância das Externalidades para Empresas de Base Tecnológica da Incamp. In: XIII Seminário Latino-Iberoamericando de Gestión Tecnológica Altec, Cartagena, Colombia, 25, 26 e 27 nov GORDON, J. L. P. L. Sistema Nacional de Inovação: uma alternativa de desenvolvimento para os países da América Latina f. Relatório de Pesquisa. Disponível em: <http://www.sep.org.br/artigo/1782_672fb4a66da5fb1e3e07b d067.pdf> Acesso em: 11 maio KRISTOFFER, B. Exploring Emerging Markets. Usuability News. Disponível em: <http://www.bohmann.dk>, acesso em: 12 de maio de PRADO JÚNIOR, J. B. Incubadoras tradicionais: o que justifica sua implantação?. In: SEMINÁRIO LATINO-IBEROAMERICANO DE GESTIÓN TECNOLÓGICA, 11., 2005, Salvador. Disponível em: <http://www.redetec.org.br/publique/media/incubadoras%20tradicionais.pdf>. Acesso em: 10 maio

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