USO DE REDES SOCIAIS VIRTUAIS NO ENSINO

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1 USO DE REDES SOCIAIS VIRTUAIS NO ENSINO Ms. Camila Simões Machado Lopes Colégio Maximus Ms. Mariana de Oliveira Barcelos Secretaria de Estado de Educação RESUMO: O uso da internet tornou parte do cotidiano e está intrínseco na vida das pessoas. Através de dados obtidos em análise bibliografica foi possível verificar que o Brasil domina o mercado da internet da América Latina em termos de números de usuários, sendo registrado a presença de 43,9 milhões de internautas brasileiros utilizando pelo menos uma rede social, com um tempo médio de acesso por usuário de 4,7 horas por mês, com destaque ao Facebook por possuir um maior número de adeptos. Foi constatado que dentre todas as atividades disponíveis na internet as redes sociais é onde os usuários ficam mais tempo conectados, seguido de sites de pesquisas e acessos a conteúdos de leitura. As redes sociais envolvem cada vez mais utilizadores dentre os quais estudantes, dessa forma a escola pode aproveitar o interesse dos alunos pelas redes sociais virtuais e contribuir para o uso desses sites no intuito de reforçar a aprendizagem através do estimulo da interação entre os educandos para que estes colaborem uns com os outros e participem de páginas e grupos para interagir em fóruns, partilhar dados e produzir documentos de forma coletiva, sendo, portanto, as redes sociais um ambiente propício no qual possibilita trabalhar a capacidade de análise, organização e avaliação crítica de informação. O uso desses sites também possibilita ampliar os espaços educativos para além da sala de aula e contribuir para que a aprendizagem seja contínua e permaneça ao longo da vida, permitindo uma aprendizagem construtivista, em que o educando passa a ser agente ativo e responsável pela sua própria aprendizagem utilizando para isso um arsenal de ferramentas que contribui não só para a pesquisa, mas também oferece condições para que o conhecimento seja construído e compartilhado no mundo global, nesse contexto esse artigo teve como designo verificar a opinião de estudantes do ensino médio de Belo Horizonte, M.G. sobre as possibilidades de se utilizar redes sociais virtuais com finalidade educacional, para tal os alunos responderam um questionário previamente estruturado. O questionário permitiu averiguar que a maioria dos alunos utilizam a internet diariamente, estando conectados no mínimo uma vez por semana, com um tempo médio de permanencia na

2 internet superior a 2 horas diarias. Em relação ao uso de redes sociais virtuais os estudantes responderam participarem do Facebook, Orkut, Twitter, Blogs, dentre outras redes. Sobre o uso dessas redes com finalidade educativa 62,5% (45 em 72) dos estudantes disseram já ter utilizado as redes sociais nesse contexto, para participar de grupo entre os pares no intuito de compartilhar informações sobre a matéria abordada na escola, manterem informados sobre datas importantes, esclarecem dúvidas acessando comunidades virtuais de grupos de pessoas especializadas em um determinado assunto ou buscando informações entre amigos conectados a sua rede social. Também realizam pesquisas através da leitura de informações disponíveis principalmente em blogs, discutem sobre o conteúdo e fazem trabalhos proposto na escola. Através das respostas pode-se verificar que mesmo não havendo uma intervenção formal da escola para se usar as redes sociais virtuais no ensino, muitos alunos já vem utilizando esses espaços com essa finalidade, principalmente, por ser um ambiente em que apresenta muitas informações e um grande número de usuários. Os alunos que responderam ao questionário afirmaram, sem exceção, aprovar a presença das instituições de ensino nas redes sociais, o que os levariam a usufruir com mais consistência desse espaço para realizar as atividades escolares além de permitir aproximar a realidade social da escola. Portanto, as redes sociais constituem um local rico de capacidades tecnológicas, conexões e de acordo com os alunos é um ambiente virtual propício para realização de atividades relacionadas ao contexto educacional. PALAVRAS-CHAVE: Redes sociais virtuais; ensino; educação tecnológica. 1. Introdução Com os avanços tecnológicos as informações se tornaram mais acessíveis em uma velocidade cada vez maior quando comparada há alguns anos. Na atualidade as notícias são disponibilizadas quase em tempo real dos acontecimentos, e muitas vezes é possível ter informações ao vivo de qualquer parte do planeta, dessa forma a defasagem entre o acontecimento e o acesso a informação já não é mais realidade. Com tamanha facilidade e utilidade, o uso da internet se tornou algo cotidiano e intrínseco na vida das pessoas, fazendo parte também do contexto escolar de forma direta ou indireta. Adaptar e construir atividades que se adéque ao uso da internet no ensino, se apresenta como uma possibilidade de expandir o ambiente de aprendizado tradicional impetrando uma

3 abordagem dinâmica, atraente e contextualizada com as novas tendências tecnológicas, além de diversificar a prática pedagógica, através do uso de recursos presente no cotidiano dos alunos e possibilitar explorar as potencialidades e as formas de utilização da internet atualmente muito frequentada pelos discentes. Sites de rede social virtual, tais como Facebook, Orkut e o Twitter permitem que as pessoas apresentem-se, articulem suas redes sociais, e estabeleçam ou mantenham ligações com outras pessoas, o que possibilita ampliar as possibilidades de estimulo de trabalhos em grupos. Dessa forma, esses sites podem ser pensados como um ambiente virtual para realização de trabalhos relacionados com contextos educacionais, em que, os participantes há partir desses ambientes podem fazer comentários sucintos sobre determinado assunto proposto pelo professor ou pelos colegas, interagir com pessoas de varias regiões geograficas, participar de grupos virtuais baseados em interesses comuns no que tange a pesquisa ou o trabalho que se deseja desenvolver, e aprender uns aos outros, portanto, as redes sociais constituem um local rico de capacidades tecnológicas e conexões. O presente artigo se propõe a discutir o uso de redes sociais no ensino, sendo, inicialmente apresentada uma análise da utilização de redes sociais pela população; em seguida, é apresenta a opinião de estudantes sobre o tema proposto obtidas através de um questionário, previamente estruturado, aplicado em alunos do ensino médio de Belo Horizonte MG. 2. Referencial teórico De acordo com Barbosa, Antunes e Moreira (2011) A educação na sociedade do conhecimento é indissociável das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), tanto como elemento mediador como potenciador das aprendizagens. Para Araújo (2010, p. 11), as tecnologias, principalmente as relacionadas a comunicação, abrem um leque extenso de oportunidades e formas de comunicação e interação entre os indivíduos, e por isso as mesmas nas diversas formas que se materializam como por exemplo, as redes sociais virtuais não podem ser ignoradas em relação as interferências que ocasionam em diversos segmentos da vida individual e coletiva. Carpes (2011) verifica o papel das redes sociais na sociedade contemporânea como ferramenta útil por possibilitar a aprendizagem e o compartilhamento de conhecimento, permitindo tanto o acesso como a filtragem de informação.

4 Em um estudo feito pelo site Social Bakers, o Brasil domina o mercado de internet da América Latina em termos de números de usuários, sendo o segundo país em adeptos ao Facebook, de acordo com dados apurados pela E-commerce o Facebook é o líder absoluto em número de usuários na América Latina com mais de 91 milhões de inscritos. O estudo realizado pela E-commerce demonstrou também que, 43,9 milhões de internautas brasileiros utilizaram ao menos uma rede social, gastando um tempo total de 12,5 bilhões de minutos no período, o que resulta em uma média de 4,7 horas por mês conectado em sites de redes sociais por usuário. Na mesma perspectiva, dados publicados pela Dubai Web Design Company (2012) relataram que a população online global equivale a 30% da população mundial, ou seja, pessoas, das quais cada usuário passa em média 16 horas por mês online. Essa pesquisa concluiu que o Google (site de busca) é o mais visitada da web, mas, é no Facebook em que os usuários ficam o maior tempo, sendo gasto uma média de 7 horas, 45 minutos e 49 segundos por mês nessa rede social. Assim, foi constatado que dentre todas as atividades disponíveis na internet a rede social é onde os usuários ficam mais tempo conectados gastando cerca de 22% de seu tempo de acesso, seguido de 21% em pesquisas, 20% acessando conteúdos de leitura, 19% em s e sites de multimídia, 13% em sites de comunicação e 5% em compras online. Nas redes sociais foi verificado que os brasileiros têm o maior número de amigos - em média 481 amigos por usuário, os frequentadores da internet mandam mais de 250 milhões de recados no Twitter por dia e fazem mais de 800 milhões de atualizações por dia no Facebook. Nessa perspectiva, Morais et al. (2011) concordam que as redes sociais envolvem cada vez mais adeptos, entre os quais estudantes, dessa forma se torna urgente utilizar as suas potencialidades ao serviço do ensino e da aprendizagem, nesse contexto os autores definem redes sociais como: (...) um conjunto organizado de recursos com potencialidades para implementar e dar vida aos princípios definidos, nomeadamente, através da facilidade de obter diversidade de opiniões para aprender e conhecer, de proporcionarem condições de interacção para obter respostas às questões que se coloquem, para procurar saber mais e tomar decisões pensadas e construídas pela comunidade que partilha a rede social com cada utilizador. (MORAIS et al., 2011, p. 1537) Lisboa e Coutinho (2010) firmam que seja um momento oportuno e necessário a utilização das redes social na educação, como forma de ampliar os espaços educativos para além da sala de aula e assim contribuir para que a aprendizagem seja contínua e permaneça ao

5 longo da vida, destacando o potencial educativo das redes sociais virtuais por permitir uma aprendizagem construtivista, em que o educando passa a ser agente ativo e responsável pela sua própria aprendizagem utilizando para isso um arsenal de ferramentas que contribui não só para a pesquisa, mas também oferece condições para que o conhecimento seja construído e compartilhado no mundo global. Mattar, professor da Universidade Anhembi Morumbi, pesquisador e orientador de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em uma entrevista dada ao portal de Educação e Tecnologia cita que a razão pedagógica que justifica o uso de Redes Sociais na educação é: Em primeiro lugar, elas são o habitat dos nossos alunos - eles já estão lá. Se de um lado pode haver resistências por parte dos próprios alunos em misturar estudo no lugar em que eles se divertem, de outro lado eles já sabem utilizá-las, estão familiarizados com vários recursos, acessam-nas com frequência, o que facilita atividades realizadas nas redes. Além disso, as redes sociais têm um potencial incrível para gerar interação, que é um dos nossos desejos principais em educação. Além disso, precisamos formar alunos para trabalhar em grupos e em redes, então nada mais adequado do que já fazer isso de uma maneira autêntica. (MATTAR, 2012, p.1) Minhoto e Meirinhos (2011) também acreditam que a escola deva aproveitar o interesse dos alunos pelas redes sociais e contribuir para o uso desses sites no intuito de reforçar a aprendizagem através do estimulo da interação entre os educandos para que estes colaborem uns com os outros e participem de páginas e grupos para interagir em fóruns, partilhar dados e produzir documentos de forma coletiva, sendo, portanto, as redes sociais um ambiente propício no qual possibilita trabalhar habilidades e competências desejadas nos currículos educacionais tais como, apreciar as inúmeras informações de naturezas diversas que estão acessíveis e saber decidir quais são de real importância para o seu objetivo, desenvolvendo assim a capacidade de análise, organização e avaliação crítica de informação, além de aprimorar competências que permitam a sua comunicação. Queiroz (2011, p ) ressalta que na sociedade atual, as redes sociais, disponibilizadas na Internet, são indispensáveis para a comunicação entre as pessoas, as quais diversificam o uso das mesmas para os mais variados fins.. Dentro deste contexto, ressalta-se o uso de redes sociais no ensino, reiterando, principalmente a questão da interação entre os usuários no que tange essa relação, pois conforme expõem Alves e Leite (2000), a construção do conhecimento não se dá de forma linear, mas a partir de múltiplas conexões e interações

6 que os indivíduos realizam. Além disso, estabelece-se o conceito de redes de aprendizagem que, Harasim (2005), considera ser grupos de pessoas unidas por um objetivo comum que trocam informações, conhecimento e ideias e desempenham atividades relacionadas à resolução de problemas e à criação de novas práticas ou novas formas de conhecimento. Dentro dessa perspectiva, acredita-se que as novas relações sociais, estabelecidas por intermédio das tecnologias, acabam por se constituir numa rede de informação em que a interação se faz presente e, por conseguinte, o fluxo de informação cada vez mais intenso (RIBAS; ZIVIANI, 2008, p. 3). Essa possibilidade de diálogos em rede entre indivíduos geograficamente separados, mas que compõem um mesmo espaço na rede favorece a criação coletiva, fazendo com que o ciberespaço seja muito mais do que um meio de informação e sim de produção de saberes, contribuindo e construindo a comunicação e o conhecimento individual e coletivamente. (SANTOS; LOPES, 2012, p. 99) Para Maciel (2002, p.5), (...) (re)significar o processo educativo precisa ter como eixo a concepção de um sujeito que, em redes as mais diversas, estabeleça novas formas de contato e expressão no mundo e do mundo, não mais como consumidor das produções, mas como autor/produtor. Nessa perspectiva Kenski (2003) aponto o papel do educador nesse processo A ação docente mediada pelas tecnologias é uma ação partilhada. Já não depende apenas de um único professor, isolado em sua sala de aula, mas das interações que forem possíveis para o desenvolvimento das situações de ensino. Alunos, professores e tecnologias integrando com o mesmo objetivo geram um movimento de descobertas e aprendizados. (KENSKI, 2003, p.105) Patrício e Gonçalves (2010) reiteram que estamos vivendo o auge das redes sociais, no qual tem atraído cada vez mais as pessoas dentre as quais os alunos, nesse contexto, ressalta-se o papel dos professores na seguinte fala As tecnologias Web permitem aos professores definir estratégias pedagógicas inovadoras que incluam utilização de software social como ferramentas de trabalho de modo a flexibilizar os contextos de aprendizagem, individuais e cooperativos, a ensinar alunos a aprender no ciberespaço, a pensar, a cooperar, a partilhar e a construir o seu próprio conhecimento. (PATRÍCIO; GONÇALVES, 2010, p. 593) Pelo quadro exposto o uso de redes sociais no ensino pode ser uma ferramenta que agregara valores a educação e uma forma de atender aos seguintes princípios explicitados na lei de diretrizes e bases da educação nacional em seu artigo terceiro: liberdade de aprender,

7 ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; valorização da experiência extra-escolar; vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. (BRASIL, 1996) Segundo informações publicadas no blog Black Board (2012) nos Estados Unidos da América 91% dos professores possuem computadores em sala de aula, mas apenas 29% dos docentes escolares utilizam mídia social para suas aulas. Embora esses dados não tenham sido estimados para o Brasil acredita-se que o número de professores que usam as redes sociais para o ensino é ainda menor, pois, sabe-se que o número de escolas que não tem computadores em salas de aula não chega nem perto da marca dos 91% e a inclusão digital ainda não é uma realidade brasileira para muitos alunos e professores embora esse quadro tenha melhorado nos últimos anos. Vale ainda ressaltar que os estudantes de modo geral apresentam familiaridade com as redes sociais e muitas vezes a utilizam com fins educacionais, mas, apesar de muitas escolas possuírem blogs e grupos nas redes sociais como o facebook contribuindo para o acesso aos conteúdos selecionados por essas instituições, falta estímulos para uma interação mais consistente entre as redes sociais e os alunos em favor da construção do conhecimento sendo necessário pensar maneiras de colocar essas redes a favor da aprendizagem de forma mais consistente. Com o uso de redes no contexto escolar, abre mais uma possibilidade de mudança da postura do aluno enquanto sujeito passivo na aprendizagem, para sujeito ativo e participante do seu processo educativo, neste contexto Barbosa (2009) reitera que o suporte digital convida a uma reviravolta nos papeis do aluno como receptor da informação e do professor como transmissor da informação, encontramo-nos me um momento especial de reformulação ou até de revolução no ensino tradicional (BARBOSA, 2009, p. 2). Assim, Rossaro (2010) assinala que o processo ensino-aprendizagem em rede favorece um aprendizado autônomo, personalizado, expandido através de novos espaços, de novas fontes e meios. Além disso, com a utilização de um ambiente comum para professores e alunos, aumenta a possibilidade da interação social entre estes participantes, principalmente facilita a interação dos indivíduos mais tímidos, fortalecendo os vínculos sociais. Sintetizando o pensamento em relação ao uso de novas tecnologias no ensino, Barbosa (2009) conclui que: É possível notar que novas tecnologias de informação e comunicação poderiam favorecer novas abordagens educacionais uma vez que geram oportunidades para que o aluno sintetize, organize

8 e reestruture a informação, alem de exercer controle maior sobre tempo, espaço e velocidade de sua própria aprendizagem; o acesso a informações independe de sua localização geográfica; a melhor comunicação entre os alunos facilita o aprendizado cooperativo que se estende alem da sala de aula; as fontes de informação se deslocam do professor e do livro-texto para um fonte variadíssima e dinâmica de informações no qual o próprio aluno pode ser provedor dessa fonte dinâmica de informações e os estudantes tem uma variedade de mídias para expressar suas compreensões. (BARBOSA, 2009, p.6) 3. Objetivo Analisar o papel das redes sociais virtuais na sociedade e verificar a opinião de estudantes sobre as possibilidades de se usar as redes sociais com finalidade educacional. 4. Metodologia No primeiro momento foi realizado um estudo sobre o uso de redes sociais através de pesquisa em bibliografia especializada com intuito de estimar dados relativos ao trabalho em tela. Posteriormente foi elaborado um questionário (apêndice A) aplicado em estudantes do ensino médio de Belo Horizonte, MG com intuito de obter dados sobre como esse público usa as redes sociais virtuais. A escolha do questionário como instrumento de pesquisa se deu por essa ferramenta proporcionar maior liberdade nas respostas, principalmente em função do anonimato. Ao todo foram consideradas 72 respostas. Finalmente, com os dados fornecidos pelos educandos e a análise da bibliografia foi possível inferir sobre algumas possibilidades de uso das redes sociais virtuais no ensino. 5. Desenvolvimento Com a análise da literatura foi verificado que as pessoas tem permanecido conectadas a internet com uma grande frequência sendo as redes sociais virtuais apresentadas com destaque por ser um local no qual milhões de usuários interagem. Nos gráficos a seguir (GRÁF. 1, 2, 3 e 4), é apresentada a análise dos questionários respondido por 72 alunos. Gráfico 1 Frequência no uso da internet pelos estudantes

9 Fonte: Dados da pesquisa Os dados apresentados no gráfico 1 demonstram o quanto a internet é presente na vida dos alunos, sendo que a maior parte desses educandos (56 em 72) tem contato diário com a internet na qual se tornou um instrumento presente em seu cotidiano, os demais estudantes (16 em 72) acessam a internet pelo menos uma vez durante a semana sendo verificado que nenhum aluno respondeu utilizar a internet raramente, ou seja, menos do que uma vez por semana. Esses fatos otimizam a possibilidade de utilizar a internet como ferramenta atrelada ao processo de ensino. Gráfico 2 Tempo diário de permanência na internet

10 Fonte: Dados da pesquisa Os dados retratados no gráfico 2 indicaram que os estudantes ficam conectados a internet por mais de 2 horas durante o dia, fazendo parte da sua rotina diária, sendo que para muitos alunos o tempo de permanencia nessas redes sociais ultrapassa o tempo de permanencia na escola no qual ficam 4:30 horas. Gráfico 3 Participação dos estudantes nas redes sociais virtuais Fonte: Dados da pesquisa Em relação ao uso de redes sociais virtuais (GRÁF. 3) verificou-se que todos os estudantes que responderam ao questionário acessam pelo menos uma rede, com destaque para o Facebook frequentado por 97,4% dos estudantes, seguida pelo Orkut (33,3%), Twitter (27,8%) e blogs (16,7%) respectivamente. Além das redes sociais listadas no questionário 44,4% dos estudantes, responderam fazerem parte de outras redes socias virtuais, não sendo especificadas por eles quais são essas redes. Gráfico 4 Uso das redes sociais com finalidade educativa

11 Fonte: Dados da pesquisa Sobre o uso das redes sociais com fins educacionais (GRÁF. 4), 45 estudantes disseram já terem utilizado essas redes nesse contexto, 24 responderam que nunca utilizaram e 3 educandos não responderam a pergunta. Entre os motivos dos que já utilizaram as redes sociais na educação foram listados: Participação de grupo entre os pares para compartilhar datas de provas e informações sobre a matéria e atividades, por exemplo, se um aluno falta e há algum dever ou atividade nesse dia ele é comunicado pelos colegas. Nesse contexto o grupo também funciona com uma agenda para lembrar as datas importantes sendo advertido uns pelos outros sempre que há um compromisso como, os dias de entrega de trabalhos, provas e os deveres que devem ser feitos. As redes sociais também são utilizadas pelos alunos pra realizar troca de informações sobre um determinado conteúdo, esclarecer dúvidas de conteúdos acessando comunidades virtuais de grupos de pessoas especializadas naquele assunto, para buscar as informações entre seus amigos conectados a sua rede social, realizar pesquisas através da leitura de informações disponíveis principalmente em blogs, realizar discussões sobre o conteúdo e fazer trabalhos em grupo propostos na escola. Através das respostas pode-se verificar que estudantes que se comunicam através das redes sociais virtuais usam um estilo um para muitos, em que muitas vezes eles são os responsavés pela difusão de conteúdos ou informações como datas de provas e trabalhos para os seus amigos, mas, eles gastam mais tempo observando conteúdo nas redes sociais do que realmente postando dados.

12 Vale destacar que mesmo não havendo uma intervenção formal da escola para se usar as redes sociais virtuais no ensino, muitos estudantes já vem utilizam esses espaços com essa finalidade, principalmente, por ser um ambiente em que há muitas informações e um grande número de usuários, sendo que muitos de seus colegas da escola estão presentes na lista de amigos dessas redes, fazendo desse ambiente, para muitos alunos, uma extensão da escola. Os alunos que responderam ao questionário afirmaram, sem exceção, aprovar a presença das instituições de ensino nas redes sociais, o que os levariam a usufruir com mais consistente desse espaço nas atividades escolares e possibilitaria aproximar com maior intensidade a realidade social da escola. 6. Conclusões As redes sociais virtuais favorecem as trocas de informações, a cultura do conhecimento, participação de interesses comuns e a aprendizagem colaborativa. Elas se tornaram extremamente populares sendo frequentadas por milhões de pessoas dentre as quais estudantes. Os usuários dessas redes, muitas vezes estabelecem laços sociais com outros usuários compartilhando dados como imagens, vídeos e textos. Assim, esses sites permite aos alunos interagirem, socializarem e colaborarem uns com os outros, tornando o aprendizado mais atraente, e principalmente participando ativamento do processo de aprendizagem, fazendo com que saiam do papel de espectador para tornarem os protagonistas do processo educacional. Embora as redes sociais oportunizem ricas possibilidades de aprendizagem, verifica-se que muitos alunos utilizadores dessas redes sociais com fins educativos o fazem sem envolvimento formal das escolas nesse processo, mas, na era da tecnologia em que acesso a essas ferramentas tem sido cada vez mais frequente pelos estudantes é fundamental pensar nas redes sociais como um local em que múltiplas informação são disponibilizadas, gerando troca de saberes e aprendizado, devendo ocorrer um planejamento pedagógico no intuito de tornar o uso de redes sociais na educação um prática usual e com a participação da escola. Com essa pesquisa foi verificado que muitos alunos fazem uso da internet rotineiramente e todos participam de redes sociais virtuais sendo verificado que grande parte desses alunos fazem uso desses sites com finalidades educacionais e mesmo para os que ainda não tiveram a oportunidade de utilizar as redes sociais no contexto educacional aprovaram a ideia do uso desses ambientes pelas instituições de ensino.

13 Podemos concluir que a utilização das redes sociais no ensino é algo promissor, uma vez que, constitui um potencial de comunicação, maximizando a interação entre alunos e professores. Além disso, utiliza uma ferramenta presente no cotidiano dos educandos, diversificando e tornando mais atrativo o processo de ensino-aprendizagem. Referências ALVES, Nilda; LEITE, Regina Garcia (Org.). O sentido da escola. Rio de Janeiro: DP& A Ed., ARAÚJO, Verônica Danieli de Lima. O impacto das redes sociais no processo de ensino e aprendizagem. 3 Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem. ISSN UFPE, Recife PE, BARBOSA, Isabel; ANTUNES, Paula; MOREIRA, António. O potencial das redes sociais para o desenvolvimento profissional dos docentes. In COOPEDU Congresso Portugal e os PALOP Cooperação na Área da Educação. Lisboa, CEA, p , BARBOSA, Ronaldo. Perspectiva do uso do computador no ensino. Anuário da Produção Acadêmica Docente. Vol. III, nº 5, BLACK Board Blog. A Sala de Aula do Século 21, Disponível em Acesso em 27 de julho de BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de Diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 dez CARPES, Gyance. As redes: evolução, tipos e papel na sociedade contemporânea. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.16, n.1, p , jan./jun., DUBAI WEB DESIGN COMPANY. How People Spend Their Time Online [Infographic]. 02 de fev. de Disponível em Acesso em 13 de abril de E-COMMERCE. Estudo mostra panorama do uso de redes sociais no Brasil. Set. / Disponível em -redes-sociais-no-brasil. Acesso em 13 de abril de HARASIM, L. et al. Redes de aprendizagem: um guia para ensino e aprendizagem on-line. São Paulo: SENAC, KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas, SP: Papirus, 2003.

14 LISBOA, Eliana Santana; COUTINHO, Clara Pereira. Redes sociais e currículo: uma reflexão sobre o potencial educacional do Orkut. IX Colóquio sobre Questões Curriculares/V Colóquio Luso-Brasileiro, Porto, Portugal, Braga: Cied, ISBN p MACIEL, Ira Maria. Educação a distância. Ambiente virtual: construindo significados. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p , set./dez Disponível em <http://www.senac.br/informativo/bts/283/boltec283e.htm>. Acesso em 26 de junho de MATTAR. João. O uso das redes sociais na educação. 1 de março de Disponível em <http://www.educacaoetecnologia.org.br/?p=5487>. Acesso em 26 de maio de MINHOTO, Paula; MEIRINHOS, Manuel. Potencialidades do Facebook na promoção da aprendizagem colaborativa: um estudo na biologia do 12.º ano. VII Conferência Internacional de TIC na Educação. Braga: Universidade do Minho, Centro de Competência. p , ISBN MORAIS, Carlos; MIRANDA, Luísa; ALVES, Paulo; DIAS, Paulo. Actividades desenvolvidas nas redes sociais por estudantes do ensino superior. In Dias A. P.; Osório (Orgs.) VII Conferência Internacional de TIC na Educação. Braga: Universidade do Minho, Centro de Competência. p , ISBN PATRÍCIO, Maria Raquel; GONÇALVES, Vítor. Facebook: rede social educativa? In I Encontro Internacional TIC e Educação. Lisboa: Universidade de Lisboa, Instituto de Educação. p , ISBN QUEIROZ, Tania Lucia de Araujo. Redes sociais: a concepção dos professores sobre as possibilidades de uso na educação. X Congresso Nacional de Educação. I Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação. PUC-Paraná, Curitiba, novembro de RIBAS, Cláudia S. da Cunha; ZIVIANI, Paula. Redes de informação: novas relações sociais. Revista de Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación, v. X, n. 1, enero abr. / Disponível em Acesso em 13 de abril de ROSSARO, Ana Laura. Educación em red: Las redes sociales como nuevos entornos de aprendizaje. In: Seminario "Tecnologías de la Información y Comunicación integradas a la educación: Las redes sociales y la Educación, Disponível em: Acesso em 12 de abril de SOCIAL BAKERS. Relatórios de analise digital sobre internet e o uso do facebook. Disponível em analytics.socialbakers.com. Acesso em 23 de maio de SANTOS, Rosimeire Martins Régis dos; LOPES, Maria Cristina Lima Paniago. Conectar-se e cair na rede? Concepções de alunos universitários indígenas sobre o uso das tecnologias e de redes sociais. Revista Contrapontos - Eletrônica, v n. 1 - p / jan-abr 2012

15 APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS 1. Com que frequência você acessa a internet?

16 ( ) Diariamente ( ) Até 3 vezes por semana ( ) Uma vez por semana ( ) Raramente acesso 2. Quanto tempo você fica conectado a internet por dia? ( ) Menos de 2 horas por dia ( ) De 2 a 4 horas por dia ( ) Mais de 4 horas por dia 3. Quais redes sociais você utiliza? ( ) Facebook ( ) Orkut ( ) Twitter ( ) Blog ( ) Outros ( ) Não uso redes sociais 4. Você já utilizou redes sociais virtuais para fins educativos? Como? 5. O que você acha das redes sociais virtuais, além do que elas já oferecem atualmente, também serem aplicadas à educação?

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