A CONSTRUÇÃO DA IDEOLOGIA SOCIAL-DEMOCRATA: UMA ANÁLISE DO CASO BRASILEIRO

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1 A CONSTRUÇÃO DA IDEOLOGIA SOCIAL-DEMOCRATA: UMA ANÁLISE DO CASO BRASILEIRO Nayara Moreira Lacerda da Silva, UFG

2 A CONSTRUÇÃO DA IDEOLOGIA SOCIAL-DEMOCRATA: UMA ANÁLISE DO CASO BRASILEIRO Nayara Moreira Lacerda da Silva 1 RESUMO: No intuito de compreender a estruturação da social democracia no caso brasileiro, faz-se interessante o apontamento de pontos relacionados à formação e articulação do PSDB, assim como a relação dos mesmos com os aspectos condizentes às configurações dos partidos pioneiros que apresentaram o referido posicionamento ideológico. Dessa forma, o presente estudo se desenvolveu tendo por base os aspectos referentes à configuração ideológico-organizacional do Partido da Social Democracia Brasileira, buscando evidenciar seus principais elementos de moldagem socialdemocrata. PALAVRAS-CHAVE: Partidos Políticos ; Ideologia; Social-Democracia INTRODUÇÃO A social-democracia se iniciou no final do século XIX a partir dos ideais marxistas, dos quais se diferencia pelo fato de acreditar que a transição da sociedade poderia ocorrer de forma gradual, dentro da democracia, ou seja, sem a necessidade da revolução. De acordo com essa lógica o próprio sistema permitiria, por meio da reforma legislativa, o alcance de uma forma de organização social mais igualitária. Inicialmente, as principais bases dessa concepção político-ideológica se estruturaram na Alemanha, durante o período de sua recém unificação, principalmente por meio do Partido Social- Democrata da Alemanha SPD- fundado em A interação entre partido e ideologia política constitui uma discussão recorrente, que ultrapassa a lógica cronológica e sempre se encontra em processo de (re)estabelecimento na agenda da Ciência Política. A indicação de autores clássicos sobre o assunto, torna-se interessante de ser pensada, uma vez que permite a ampla 1 Graduanda, modalidade bacharelado, no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás.

3 visualização das formas organizacionais adquiridas pelas organizações partidárias ao longo de sua história, assim como as implicações relativas à sua estruturação identitárioideológica. Para aqueles que desenvolveram sua análise a partir da escolha racional, a principal objetivação dos partidos políticos estaria voltada para a competição eleitoral, por via da eleição de seus representantes. Inserindo-se nessa lógica, a ideologia se torna então, um meio destinado à obtenção de votos que se utiliza do lançamento de estratégias que potencializem o arraigamento da preferência eleitoral. Segundo Sartori (1982), além da ideologia, existem também outras três funções que fazem com que os partidos políticos sejam considerados como instituições importantes: (1) a intermediação entre governo e população; (2) a inserção no todo político; (3) a constituição quanto canal de comunicação. Ainda seguindo pela concepção indicada, apresenta-se uma percepção de que a definição ideológica do partido busca alcançar pontos diversos encontrados no espectro político-ideológico, para que dessa forma consiga atingir uma ampla mobilidade no que condiz às suas propostas, transitando com maior facilidade entre as demandas que possam emergir da sociedade (Downs, 1957). De acordo com o posicionamento ideológico social-democrata, a apropriação e distribuição de poder partiria da própria integração ao sistema democrático, através do sufrágio universal, assim como por intermédio da democracia parlamentar. É preciso atentar ao fato de que, para além de uma estruturação puramente política, a social-democracia se estabelece seguindo também uma indicação moral (Silva, 2010), indicada principalmente pela defesa das condições de pleno emprego e igualdade educacional. De acordo com essa perspectiva caberia então ao Estado a correção dos desníveis ocasionados pela lógica de mercado vigentes no sistema capitalista. Aos poucos, tornaram-se significativas as divergências que se formavam dentro das bases programáticas do SPD: como um partido de visão rigorosamente progressista, se relacionando à esquerda e, ao mesmo tempo, se estabelecendo dentro

4 das regras democráticas, o que o relacionava com as formatações de espectro político de centro. Esta configuração ambígua futuramente ocasionou uma reestruturação dos programas da instituição a partir do ano de Em 1959, o Partido Social-Democrata da Alemanha desenvolveu o programa de Bad Godesberg, que diminuiu drasticamente a influência marxista sobre a qual de fundamentava seu ideário, e aspectos de cunho liberal, como livre iniciativa e concorrência de mercado, passaram a ser incorporados. Nesse sentido, conjuntamente às diretrizes da social-democracia, se desenvolveu a ideia do chamado Welfare State, ou Estado de bem-estar social, que indica como objetivos funcionais do aparelho estatal a guarda da propriedade privada, a busca pelo atendimento dos interesses presentes na sociedade (Outhwaite e Bottomore, 1996) e, ainda, o exercício de estimular a iniciativa privada no desenvolvimento de funções sociais (Przeworski, 1989). O modelo social-democrata de Welfare State permitia uma clara integração entre aspectos socialistas, na busca da efetiva melhoria das condições sociais, e liberais, uma vez que os aparelhos da burocracia e as relações de dependência estariam relacionadas às potencialidades que o mercado ofereceria, através da criação de empregos. No final da década de 70, o indicado modelo sente de maneira agravada os efeitos das crises econômicas vivenciadas. Em decorrência das dissonâncias que perpassavam o âmbito econômico há uma clara diminuição dos investimentos estatais, o que prejudicou de forma intensificada o Welfare State. A interpretação indicada sobre a crise econômica global e o modo como ela se relaciona com o declínio do Estado de bem-estar social, se desdobra em um duplo caminho explicativo: um pelo viés progressista e outro pela visão conservadora (Draibe, 1998). O primeiro compreende a tentativa de direcionar melhorias ao plano do dito modelo levou a uma concepção falida do Estado no que diz respeito à sua formatação político-ideológica. O segundo ponto de vista acredita que o próprio Welfare State levou à crise, uma vez que contribuiu com a inibição da competitividade de mercado. Configurado este cenário de crise, uma nova forma passa a ser pensada a partir dos anos 80, e assim, emergindo como alternativa, surge o modelo da Terceira

5 Via, que se estabelece como uma revisão do pensamento social-democrata, modificada pela presença do neoliberalismo (Giddens, 1999). A política de Terceira Via propõe uma reforma do Estado, para que este busque estabelecer parcerias com a sociedade civil no intuito de se tornar mais eficaz e também para que seja adotada a utilização de meios próprios do mercado, sem que isso signifique sua mínima participação econômica. Nesse sentido, a Terceira Via se instaura como uma nova social-democracia, segundo a qual a globalização, por meio de uma percepção neo individualista e as novas expectativas e humores sociais formam a ideia de um Estado que divida suas funções com a iniciativa privada e outras instituições, integrando suas responsabilidades com a sociedade. METODOLOGIA Com vistas à apreensão do desenvolvimento ideológico de um partido político inserido no cenário brasileiro, a análise estará pautada sobre o referencial bibliográfico sobre o Partido da Social Democracia Brasileira, incluindo-se documentos sobre as articulações relacionadas à origem do indicado partido, assim como uma prévia leitura de comentadores que destinem sua atenção às questões de cunho socialdemocrata, principalmente centrada na visualização do percurso ideológico-institucional do SPD, como primeiro partido formado sob uma base social-democrata. A opção pelo Partido da Social Democracia Brasileira para o estudo proposto foi realizada, tendo em vista que seu surgimento não representou uma grande ruptura, ou inovação em relação aos demais partidos até então existentes no sistema brasileiro, além de não se ter observação de um partido que tenha crescido com tamanha velocidade, no que diz respeito ao desenvolvimento organizacional e também aos resultados eleitorais (Campos, 2002). A discussão inicial do presente estudo propõem uma breve passagem pela trajetória da ideologia social-democrata e as principais modificações pelas quais passou no decorrer de sua história, objetivando realizar posteriormente uma interpretação comparativa que permita analisar, partindo do ponto de vista ideológico, como o

6 referido posicionamento político se instaura no âmbito brasileiro, através da fundação, desenvolvimento e articulação do PSDB. RESULTADOS E DISCUSSÃO Em um contexto global demarcado por transformações econômicas e políticas, ocorre no Brasil o surgimento de uma sigla partidária que se identifica como social-democrata. O Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB - sua fundação oficial datada em 25 de junho de 1988, inicialmente trazendo em suas diretrizes programáticas aspectos da social-democracia alemã, assim como da chamada política de Terceira Via. Os partidos sociais democratas, em sua maioria, são partidos de massa e têm seus processos de origem ligados a movimentos sociais e sindicalistas (Przewoski, 1985), de modo que o PSDB se apresenta como uma exceção. Pelo critério ideológico, os membros fundadores do partido afirmavam se tratar de uma organização socialdemocrata que se alinhava principalmente aos moldes da social-democracia europeia. Em seus primórdios enquanto organização partidária o PSDB conseguiu reunir uma bancada composta por intelectuais e também participantes de movimentos sociais (Marcos e Fleischer,1999), se afastando da formatação das sociais-democracias europeias pela ausência de vínculos com questões sindicais. Torna-se então interessante apontar que grande parte das lideranças do novo partido já atuavam previamente no cenário político 2 e, dessa forma, possuíam um vasto capital de integração e receptividade para tal meio. Segundo Roma (2002), a institucionalização do PSDB se desdobra historicamente não apenas sobre questões ideológicas, mas também pragmáticas. Para o autor três aspectos pragmáticos são fundamentais para se compreender a fundação do PSDB: primeiramente, o restrito espaço político que o governo Sarney conferiu aos membros fundadores deste partido. Em seguida, a exclusão de tais atores do processo de sucessão à presidência da República. E, por fim, o terceiro elemento que está relacionado aos anteriores pela 2 Devido à origem interna ao parlamento, o PSDB já nasce com uma base sólida de parlamentares (45 ao todo), sendo a grande maioria composta por dissidentes do PMDB.

7 configuração de uma nova demanda criada por eleitores de centro insatisfeitos com o governo federal. É de extrema relevância reiterar que além do cenário global no qual o surgimento do PSDB está inserido, no âmbito interno o Brasil está passando por uma experiência de transição, vivenciada por meio dos processos de redemocratização e que, em certa medida os aspectos da nova constituição aprovada exerceram alguma influencia sobre as diretrizes originais do partido. Em relação ao momento geral presenciado pela doutrina social-democrata, o PSDB surge justamente quando este posicionamento ideológico está sendo repensado a partir das restrições que sofria em meio à iminência das crises socioeconômicas globais. A situação previamente mencionada relativa à queda do Welfare State ocorre de maneira concomitante à emergência do ideário neoliberal e pela interação destes, entre outros fatores, se condiciona, em alguma medida, a nova roupagem da socialdemocracia. É interessante ressaltar que não há na literatura nacional, de fato, um consenso no que condiz ao atual posicionamento ideológico do PSDB, questão que pode ser relacionada à própria natureza do partido, que se estrutura a partir de uma cisão dentro de um partido de centro (PMDB) e possui em seus programas 3 elementos de identificação liberal. De acordo com algumas discussões a cerca da polarização ideológica no Brasil contemporâneo, existe uma inclinação explicativa de que o PSDB surge na centro-esquerda (Kinzo, 1993), se movimenta para a centro-direita durante os anos em que esteve à frente do executivo federal (Santos, 2008; Power e Zucco, 2009) e hoje se encontra no centro do espectro político ideológico (Krause e Godoi, 2010). Dessa forma o posicionamento do partido para a realização deste estudo, foi considerado como centro. A principal diferença entre o PSDB e o SPD pode ser explicada partindo-se da observação de alguns aspectos relacionados à suas origens. A instituição brasileira 3 O manifesto de fundação do partido e os dois programas partidários publicados pelo partido, um em 1988 e o outro em Disponíveis em:

8 se constitui a partir da dissidência de outro partido político, de modo que não se percebe uma ligação direta com questões sindicais, ao contrário do que se deu na gênese do partido europeu, que tem sua causa de fundação pautada fortemente nos vínculos de cunho popular. Dessa forma, o PSDB se afastou dos moldes da social-democracia tradicional e, por isso, não teve que pagar os custos do afastamento de suas causas originais, como o SPD. Um ponto de convergência que pode ser percebido entre os partidos é a responsabilidade atribuída ao setor privado em relação à questões sociais. O partido alemão carrega desde seus primórdios um forte apelo estatizante no que condiz a este aspecto, já o PSDB não trás, em seu manifesto do ano de 1988, argumentação à cerca da maneira pela qual serão direcionadas essas atribuições. Nesse sentido, elementos como educação, ciência, tecnologia, pesquisa e saúde se afirmam como prioritários na agenda de ambos os partidos, sendo que no caso brasileiro a iniciativa privada passa a ser entendida como um dos principais financiadores, de forma que o potencial investimento deve ser estimulado por parte do Estado. É interessante perceber que no momento de sua fundação, o Partido da Social Democracia Brasileira não estabeleceu um claro recorte social-democrata afirmando que abrangeria ideologicamente um amplo espaço, no qual seria possível se inserir, principalmente, quatro correntes: os liberais progressistas, os democratas cristãos, os sociais-democratas e os socialistas democráticos (Sanchez, 2003). Essa configuração indica não apenas a necessidade de construir um perfil ideológico que possibilitasse a definição indicativa de centro-esquerda, mas também foi pensada diante da lógica de viabilidade eleitoral do partido (Kinzo, 1993). Pensada segundo essa lógica dual, o que se tem é a agremiação de uma diversidade que está inserida no declarado posicionamento do partido, mas que não chega a ser tão extensa quanto aquela apresentada pelo PMDB. Se pode então, falar em uma descentralização sobre a qual as bases programáticas do PSDB foram lançaram desde o início, o que também pode ser evidenciado na formação das novas diretrizes lançadas pelo SPD na década de 80. A

9 preocupação relativa aos investimentos tecnológicos se insere na agenda do próprio cenário da globalização, assim como a temática da responsabilidade ambiental, que caracteriza o ideário de ambas as organizações partidárias. É possível verificar linhas de claros contornos sustentáveis traçadas na programação do PSDB, assim como no caso do SPD. Um importante discurso sobre desenvolvimento sustentável passa a ser empregado durante o momento de revisitação da social-democracia e pode, ainda, estabelecer ligações diretas com a própria noção de responsabilidade social atribuída ás corporações privadas. Em suma, pode-se afirmar que o Partido da Social Democracia Brasileira se instaura em meio à transformações diversas, ocorridas tanto a nível nacional, quanto internacional e esta formatação se estabelece de maneira integrada à sua origem, atingindo a estrutura ideológica que se desenvolve, o que pode ser constatado pela observação de suas bases programáticas. CONCLUSÕES O estabelecimento da social-democracia brasileira, percebido por meio da criação e institucionalização do PSDB, se configura de acordo com preceitos de revisão desse arranjo ideológico. Com isso se pode indicar que o referido partido obtém sua configuração com bases voltadas ao pensamento da social-democracia moderna, o que pode ser percebido, tendo-se em vista as formas tomadas pela atuação do Estado, que são voltadas para a intermediação reguladora. De acordo com a concepção de Duverger (1980) existem os partidos de massas e os partidos de quadros. A primeira categorização abrange as organizações que tem sua construção originada no contato externo, geralmente pela interação entre associações e sindicatos, como se pode observar na formação do Partido Social- Democrata da Alemanha. Já o segundo conceito, está relacionado aos partidos que se formam dentro de instituições preexistentes e muitas vezes se formam pela aproximação de objetivos comuns que se destacam dentro de um, ou mesmo entre diferentes partidos.

10 É inegável a idenficação do Partido da Social Democracia Brasileira com o último conceito. O fato de o PSDB ser um partido de quadros é um dos aspectos que mais o distancia das sociais-democracias tradicionais. A mencionada ausência de vínculos com as questões sindicais, faz do partido brasileiro uma peculiaridade ideológica em sua menção social-democrata. O histórico de reavaliações sofridas pela social-democracia levou à dois pontos de grande importância em seu desenvolvimento interpretativo: inicialmente o modelo do Welfare State, cuja decadência estimula a emergência da chamada Terceira Via. Estas mudanças revisionistas tiveram um grande impacto sobre a ideologia socialdemocrata. No caso do PSDB, o que se observa é uma forte influência das vias modernizadoras das diretrizes da mencionada corrente ideológica e o estabelecimento de um partido descentralizado, o que em termos práticos demonstra uma clara preocupação com sua viabilidade eleitoral, aspecto característico de uma organização baseada na lógica dos partidos de quadros (Duverger, 1980). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOTTOMORE, Tom e OUTHWAITE, William. Dicionário do Pensamento Social do Século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, CAMPOS, Consuelo. Inserção no cenário político e crescimento partidário: o caso do PSDB. Vitrais, 02, p , CARDOSO, Fernando Henrique. A social-democracia: o que é e o que propõe para o Brasil, Brasília: Instituto Teotônio Vilela, DOWNS, Anthony. Uma teoria econômica da democracia. São Paulo: Ed. da USP, DUVERGER, Maurice. Os partidos políticos. Rio de Janeiro: Ed. Zahar/UnB, DRAIBE, Sônia; Henrique Wilnês. Welfare State, crise e gestão da crise, um balanço da literatura internacional. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, v.3, nº 6, 1988.

11 FLEISCHER, David. Os Partidos Políticos no Brasil Vol. II. Brasília: Editora UnB, FURTADO, Olavo Henrique P. Trajetos e perspectivas social-democratas: do modelo europeu para o PSDB e o PT no Brasil Dissertação de mestrado, Universidade Estadual de Campinas, GIDDENS, Antony. A terceira via: Reflexões sobre o impasse político atual e o futuro da social democracia. Rio de Janeiro: Record, KINZO, Maria Dalva. Radiografia do quadro partidário Brasileiro. Rio de Janeiro: Konrad Adenauer Stiftung, KRAUSE, Silvana; DANTAS, Humberto; MIGUEL, Luis Felipe. Coligações partidárias na nova democracia brasileira: perfis e tendências. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora da Unesp, KRAUSE, Silvana. Uma análise comparativa das estratégias eleitorais nas eleições majoritárias ( ): coligações eleitorais x nacionalização dos partidos e do sistema partidário brasileiro, In S. Krause e R. Schmitt (orgs.), Partidos e Coligações Eleitorais no Brasil. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora da Unesp, MARQUES, Jales R. E FLEISHER, David V. PSDB, de facção a partido. Brasília: Instituto Teotônio Vilela, PANEBIANCO, Ângelo. Modelos de Partido: Organização e poder nos partidos políticos. São Paulo: Martins Fontes, POWER, Timothy; ZUCCO, César. Estimating Ideology of Brazilian Legislative Parties, Latin American Research Review, 44, p , POWER, Timothy. A social-democracia no Brasil e no mundo. Porto Alegre: Mercado Aberto, Fernando Henrique e a Terceira Via: Blairismo à Brasileira? In J. Tavares (org.). O que esperar da Social-Democracia no Brasil?. Brasília: Instituto Teotônio Vilela, SANCHES, Raul Christiano. De volta ao começo: raízes de um PSDB militante, que nasceu na oposição. Brasília: Geração Editorial, SARTORI, Giovanni. Partidos e sistemas partidários. Rio de Janeiro, Zahar, 1982.

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